Depois do anúncio na The Game Awards 2019, poucas informações foram reveladas sobre o Hellblade 2: Senua’s Saga, a continuação produzida pelo estúdio Ninja Theory que ainda permanece sem data de lançamento. Entretanto, a atriz Melina Juergens, responsável por interpretar a protagonista Senua emHellblade, compartilhou um vídeo em seu canal no YouTube revelando trechos da rotinade preparação para o desenvolvimento da personagem.
https://www.youtube.com/watch?v=LrNpgATiU4Qkk
Nas gravações é possível acompanhar seu treinamento de combate com ataques utilizando várias armas, além de demonstrar o processo de captação de imagens e movimento de Melina, e apresentar alguns dos integrantes da equipe Ninja Theory que auxiliam a atriz em suas interpretações.
Hellblade 2: Senua’s Saga será exclusivo para o Xbox Series X e PC,diferente do seu primeiro jogo que teve os consoles da PlayStation e o PC como introdutores da franquia.
Sinopse: A história, baseada na mitologia nórdica e mitologia celta, foca-se em Senua, e sobre a viagem que ela embarca para o submundo de Helheim, para salvar a alma de seu amado. Nessa viagem Senua encontrará e enfrentará seu passados e seus traumas, consequentemente lidando com eles.
O diretor Shu Takumi responsável pela série Ace Attorney, anunciou na última quarta-feira (21)o jogo The Great Ace Attorney Chronicles, que chega pela primeira vez ao ocidente no dia 27 de julho, trazendo uma temática de investigação que coloca os jogadores em desafios para encontrar evidências, defender seus clientes no tribunal e dar um veredicto justo ao final de seus casos.
Ambientado no final do século XIX durante o Período Meiji no Japão e a Era Vitoriana na Inglaterra, o jogo conta a história de Ryunosuke Naruhodo, um advogado que tenta desvendar 10 diferente casos, por meio dos depoimentos das testemunhas com o auxílio de personagens fascinantes, como o detetive local Herlock Sholmes. Isso mesmo que você leu.
Em sua jornada, os jogadores colocarão suas habilidades jurídicas à prova, com duas novas experiências de jogabilidade: Dance of Deduction, onde terão que identificar equívocos na lógica do detetive para descobrir novos fatos, e Summation Examinations, em que devem apontar discrepâncias dos jurados para obterem o veredicto de inocente.
The Great Ace Attorney Chronicles estará disponível para Nintendo Switch, PlayStation e PC. Além da opção de um pacote digital incluindo a versão Phoenix Wright: Ace Attorney Trilogy para Nintendo Switch e PlayStation 4.
Se tem uma coisa que a fanbase de Jojo sabe fazer é barulho na internet, seja com memes, piadas ou pedidos desesperados para que a obra fosse trazida para o país. Finalmente as preces foram atendidas e as duas primeiras partes de Jojo’s Bizarre Adventure entraram no catálogo da plataforma de streaming Netflix. Com essa chegada, vamos conhecer um pouco mais sobre o riquíssimo universo criado por Hirohiko Araki!
Publicada desde 1987, a obra é uma das principais da Shounen Jump desde o início de sua publicação e é, também, uma das publicações mais longas da revista, contando com cerca de 127 volumes até o momento. Em seu universo, o mestre Araki traz uma gama gigantesca de elementos que vão desde vampiros vitorianos à materializações espirituais da força interna de um usuário. Os protagonistas são os Joestar, uma família amaldiçoada pelo destino a sempre se encontrarem novamente com Dio Brando e seus soldados através dos anos.
Imagem Divulgação
A série se inicia em Londres, no século 19, e nos apresenta nosso primeiro JoJo: Jonathan Joestar. Salvos por Dario Brando de um acidente de carruagem, o casal Joestar oferece tutela e abrigo a Dio Brando, como forma de gratidão, quando seu pai, Dario, morre em condições misteriosas. Enquanto aparenta ser um jovem prodígio, Dio na verdade dedica seus dias a atormentar Jonathan, o filho da família (Não, Dio, não esqueceremos que você matou o cachorro do Jonathan). Temendo pela segurança da família, Jonathan tenta alertar seus pais, que não acreditam que Dio seja capaz de algo ruim. No entanto, ambicioso e cruel, Dio descobre uma forma de se tornar um vampiro e colocará em risco não apenas a família Joestar como, também, toda a população londrina.
A partir disso, veremos o desenrolar da luta da família Joestar contra todas as maldades de Dio, direta ou indiretamente ligadas a ele.
Por que “partes” e não “arcos”? O mangá de Jojo é dividido em fases que podem ler lidas de forma independente, por isso são consideradas partes em vez de arcos. Todas elas se conectam de alguma forma, com o protagonista atual sendo parente do protagonista anterior, mas é possível lê-las de forma solta, sem se prender às outras. Para exemplificar melhor como funciona: o protagonista da segunda parte, Joseph Joestar, é neto de Jonathan, e Jotaro, o protagonista da terceira parte, é neto de Joseph. Simples, certo? Todos os personagens se interligam pelo sangue amaldiçoado dos Joestar, que é sinalizado com uma marca de nascença em forma de estrela próxima ao pescoço.
A animação trazida à Netflix não é a primeira adaptação em anime da obra, mas, com certeza, é a que fez e continua fazendo mais sucesso. Até o momento foram adaptadas cinco partes e confirmada uma sexta: Phantom Blood e Battle Tendency(2012); Stardust Crusaders (2014, 2015); Diamond is Unbreakable (2016); Golden Wind (2018) e Stone Ocean (que provavelmente irá ao ar ainda esse ano).
Grande parte do sucesso atual de Jojo’s Bizarre Adventure veio de forma absurda, mas que combina com os absurdos que são apresentados na série: memes, piadas e poses. Com vários acontecimentos que desafiam completamente a lógica e a realidade, é de se esperar que os fazedores de memes de plantão se divirtam a cada nova temporada lançada.
E um último comentário que vale a pena fazer e ser notado ao longo da obra: Araki é um grande fã de moda e rock clássico, incorporando isso em todos os figurinos baseados em grandes grifes e poses que tem inspiração nos editoriais de moda. O mestre inclusive já fechou parcerias com grifes como Gucci e Balenciaga para uma divulgação mútua, na qual tivemos a chance de ver personagens clássicos, como Kishibe Rohan e Bruno Buccellati, usando as criações das marcas. E quanto às músicas, Araki costuma nomear os poderes dos personagens (Stands) com nomes de canções e bandas dos anos 80 e 90, o que sempre rende ótimas playlists para os fãs que gostam de ir atrás de suas referências musicais.
Em 27 de abril de 2021, a nova versão de “EUREKA/ Psalms of Planets Eureka seveN Hi Evolution”, programada para ser lançada no início do verão japonês, foi adiada para o outono. O motivo foi: “o cronograma de produção foi afetado pela nova infecção pelo coronavírus (COVID-19)“.
O longa animado conta a história de um garoto, Renton, que conhece uma garota Eureka e faz uma viagem para conhecer o mundo. O anime foi transmitido em 2005. Este trabalho é o último da trilogia ‘Hi-Evolução’, seguindo os ‘Psalms of Planets Eureka seveN Hi-Evolution’ lançado em 2017 e ‘ANEMONE/ Psalms of Planets Eureka seveN Hi-Evolution’ lançado em 2018.
Em 27 de abril, o comitê de produção do filme anunciou que “o filme ‘EUREKA/Psalms of Planets Eureka seveN High Evolution’, que estava programado para ser lançado no início do verão de 2021, foi afetado pelo coronavírus (COVID-19) e seu cronograma de produção, por isso decidimos mudar sua data de lançamento.
O diretor e todo o pessoal estão trabalhando arduamente para produzir o filme para atender às expectativas de todos, portanto, por favor, aguarde com expectativa.
Falcão e o Soldado invernal chegou ao final na ultima sexta feira (23). Com lutas bem coreografadas e cenas de tirar o fôlego fazendo o “fan service” que estávamos esperando, Sam Wilson (Anthony Mackiee) e Buck Barnes (Sebastian Stan) transformaram com maestria o formato já usado nos filmes da MCU (Universo Cinematográfico Marvel) para o universo das séries.
Assim como já vinha acontecendo na fase 4 da Marvel, os diálogos e “problemas” trazidos após o Blip é uma constante não apenas na vida dos Vingadores como em todo o universo. O plot principal da série se mescla com a realidade que vivemos do outro lado da tela, iniciando diálogos persistentes e expositivos, principalmente se tratando de refugiados e o racismo recorrente no sistema americano.
Para uma série que tentou de todas as formas trazer o mesmo ritmo de ação que vimos no cinema, muitas vezes ficamos com a impressão de uma direção que se preocupou – até demais – com as cenas de luta e deixou por desejar no desenvolvimento das histórias secundárias, muitas vezes passando rápido por relações que esperávamos que fossem mais exploradas, como a Sharon Carter (Emily VanCamp) e sua ligação com a GRC.
Com inicio anti-climático nos mostrando Sam abrindo mão do escudo de Steve Rogers (Chris Evans) para o governo, vemos a partir dali uma série que não é apenas sobre a continuação de um legado mas principalmente sobre a construção e a origem do novo Capitão América, um herói com mesmos princípios mas que carrega um peso e uma representatividade para a população que Steve nunca precisou se atentar a ter por ser o herói americano loiro e com olho azul.
As representações em Falcão e o Soldado Invernal não para apenas em Sam Wilson. De um lado temos a ‘vilã’ Karli (Erin Kellyman), uma jovem que possui uma visão totalmente libertária do mundo e que não aceita o rótulo de refugiada, buscando de todas as formas levar seu grupo à conquista. Outro personagem que surpreendeu positivamente o público foi Isaiah, um super soldado negro que teve sua história totalmente diferente da de Steve e Sam por conta do forte preconceito racial conhecido nos EUA.
Não podemos deixar de lado a participação perfeita de Zemo (Daniel Brühl) trazendo o drama do vilão com a leveza e a graça interpretada perfeitamente por Brühl além da aparição mais que necessária de Okoye, a camandante do exército de Wakanda que mais uma vez não decepcionou em nenhum minuto e nos fez lembrar o porque desse país ser um exemplo para o resto do mundo.
Com tanta informação rodeando a dupla principal, Sam e Buck transformam a relação de “colegas de trabalho” em uma amizade genuína ao final da série. Mesmo dividindo pouco tempo de tela em conjunto e cenas de ação em dupla focadas no episódio dois e cinco, podemos apreciar o desenvolvimento da dupla de forma muito natural.
Buck Barnes possui sua luta pessoal muito bem trabalhada. Com os traumas do passado e uma rotina que inclui terapia, Buck se em uma constante batalha para superar seu passado como assassino. Em Sam, Buck ainda vê a bondade e a esperança que seu amigo de infância tinha por ele, o que diz muito não apenas de Buck mas principalmente da semelhança que o novo Capitão América possui com Capitão Rogers.
Falcão – agora Capitão America e o Soldado Invernal consegue manter a qualidade e o desenvolvimento que vimos em Wandavision e montar com maestria a eletricidade presente na MCU. Com tantas possibilidades, a Marvel conseguiu mais uma vez manter seus fãs satisfeitos e ansiosos para o que está por vir.
Lançado no dia 23 de abril no Japão, o live-action Rurouni Kenshin Final Chapter: The Final já vendeu mais de 10 milhões de ingressos. Mesmo que a obra tenha terminado antes mesmo dos anos 2000, Samurai X ainda é um grande sucesso. Assim, após 20 anos do último episódio lançado, a franquia ainda tem força para lançar filmes que lotam as salas de cinema.
Rurouni Kenshin: The Final é o primeiro dos dois live-actions previstos para esse ano, e em apenas 3 dias em exibição já arrecadou mais de 745 milhões de ienes (6.9 milhões de dólares, e 37 milhões de reais, aproximadamente). O filme é baseado no arco Jinchuu do mangá, onde mostra o conflito de Kenshin com Enishi, um temido negociante de armas. No entanto, mesmo que o enredo seja baseado no mangá, o live-action terá roteiro original, com cenas inéditas.
Rurouni Kenshin Final Chapter: The Final – Trailer
O segundo live-action de Samurai X, Rurouni Kenshin Final Chapter: The Beginning, será lançado no dia 4 de junho no Japão. O filme contará a história de como Kenshin conseguiu sua icônica cicatriz em forma de “X”. Inicialmente os filmes estavam programados para serem lançados dia 3 de julho e 7 de agosto, mas foram adiados devido a pandemia da COVID-19.
O elenco do filme continuará praticamente igual aos live-actions anteriores, sendo:
Takeru Satoh como Kenshin Himura
Emi Takei como Kaoru Kamiya
Munetaka Aoki como Sanosuke Sagara
Yuu Aoi como Megumi Takani
Yosuke Eguchi como Hajime Saitou
Yusuke Iseya como Aoshi Shinomori
Tao Tsuchiya como Misao Makimachi
A novidade do elenco é Riku Ounishi que substituirá Kaito Ouyagi como Ahiko Myojin. Mackenyu Arata irá interpretar Einishi Yukishiro. A direção será conduzida novamente por Keishi Otomo. Além disso, temos o retorno da banda One Ok Rock na trilha sonora do filme.
Samurai X é originalmente um mangá escrito de 1994 até 1999 por Nobuhiro Watsuki, lançado na Weekly Shonen Jump. Ganhou uma adaptação para anime em 1996, que acabou em 1998. Aqui no Brasil o anime foi exibido pela Rede Globo e pela Cartoon Network. O mangá foi comercializado pela Editora JBC e pode ser encontrado naAmazon.
A atriz sul-coreana Youn Yuh-Jung que interpretou Soonja em Minari, é mais uma vez símbolo de representatividade oriental e feminina em uma premiação do cinema! Youn levou, neste Domingo, o prêmio de “Melhor Atriz Coadjuvante” no Oscar 2021!
Ainda no início do mês de Abril, a atriz já havia ganhado um prêmio no SAG 2021 e um no BAFTA 2021, na mesma categoria. A simpática senhora que conquistou o coração de todos, está fazendo história mais uma vez nas premiações do cinema, ao ser a segunda mulher asiática, e a primeira coreana a ganhar um prêmio no Oscar!
Em discurso bem humorado que arrancou risadas, o que já é característico da atriz, Youn recebeu o prêmio de Brad Pitt, brincando já inicialmente com a ausência do astro, que foi produtor de Minari, no Set, dizendo: “Oh, é o Brad Pitt! Finalmente! É uma honra conhecê-lo!“
“Como vocês sabem, eu sou da Coreia. Na verdade, meu nome é Yuh-Jung Youn. A maioria dos europeus me chamam de Yuh Youn e alguns deles me chamam de Yuh-Jung. Mas esta noite, todos vocês estão perdoados”, disse, e em meio a seu discurso surpreso, a atriz completou: “Não acredito que estou aqui. Ok. Deixe eu me recompor!“
Saudando aos outros nomeados da categoria, à academia e ao elenco de Minari, chamando-os de “Família”, a atriz pontuou que sem o diretor Lee Isaac Chung, ela não estaria ali, agradecendo-o em seguida. Youn disse também não acreditar em competição, elogiando a atriz Glenn Close: “Como eu posso ter ganhado de Glenn Close? Eu a amo!“
“Todos os indicados, os cinco indicados, nós somos vencedores de diferentes filmes. Nós atuamos em papéis diferentes – Então nós não podemos competir uns contra os outros. Nesta noite, eu estou aqui, eu eu tenho apenas um pouco mais de sorte, eu acho, talvez. Eu sou mais sortuda que vocês. E também, talvez, isso é a hospitalidade americana em relação a uma atriz coreana? Não tenho certeza. Mas de qualquer forma, muito obrigada!“, disse arrancando risadas.
Ela dedicou a estatueta a seus filhos, dizendo:
“Esse é o resultado, porque a mamãe teve que trabalhar tão duro!“, concluiu entre outros agradecimentos e palmas dos presentes na premiação.
Youn Yuh-Jung é uma atriz de mais de 40 anos de carreira tanto na TV quanto no Cinema, e ganhou grande reconhecimento ao fazer o papel de uma vovó desbocada que chega da Coreia do Sul para viver com a família nos EUA, em Minari. Na categoria de “Melhor Atriz Coadjuvante“, no Oscar 2021, Youn venceu nomes como Maria Bakalova (Borat: Fita de Cinema Seguinte); Gleen Close (Era uma Vez um Sonho); Olivia Colman (Meu pai) e Amanda Seyfried (Mank).
A diretora e roteirista Chloé Zhao entrou para a história na 93ª edição do Oscar: Ela é a segunda mulher asiática, em mais de uma década, e a primeira mulher de outra etnia – Sem ser branca -, a ganhar um Oscar!
A chinesa, natural de Pequim, levou a estatueta na categoria “Melhor Direção” com NOMADLAND, o terceiro filme de sua carreira. E em tempos em que a premiação abraça as diversidades, Zhao venceu nomes como Thomas Vinterberg (Druk: Mais uma Rodada), David Fincher (Mank), Lee Isaac Chung (Minari) e Esmerald Fennell (Bela Vingança).
Em seu discurso de aceitação, Zhao fez seus agradecimentos a toda a equipe que trouxe Nomadland a vida, e contou sobre sua fé nas pessoas:
“Eu tenho pensado muito nisso ultimamente, sobre como eu continuo quando as coisas ficam difíceis. E eu acho que isso se refere a algo que aprendi quando eu era criança. Quando eu estava crescendo na China, meu pai e eu costumávamos jogar este jogo: Memorizávamos poemas e textos clássicos chineses, recitávamos juntos e tentávamos terminas as frases um do outro.”
Zhao diz que lembra de uma em especial, com carinho: “人之初,性本善,“, que significa “As pessoas, no nascimento, são inerentemente boas“. E ela continua:
“Essas seis letras tiveram um grande impacto sobre mim quando eu era criança, e eu ainda acredito verdadeiramente nelas hoje em dia, embora às vezes possa parecer o contrário. Mas sempre encontrei bondade nas pessoas que conheci, em todos os lugares que fui no mundo“.
Finalizando o discurso, Zhao dedica a estatueta:
“A qualquer pessoa que tenha a fé e a coragem de se apegar à bondade de si mesmo e de se apegar à bondade uns dos outros, não importa o quão difícil seja fazer isso. Isso é para você: Você que me inspira a continuar. Obrigada!“
A vitória de Zhao é, sem dúvidas, uma grande vitória para a diversidade étnica e de gênero. Antes da cerimônia de Domingo, em 93 anos, apenas outras quatro mulheres haviam sido indicadas: Lina Wertmüller (Pasqualino Sete Belezas); Jane Campion (O Piano); Sofia Coppola (Encontros e Desencontros); Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror) e Greta Gerwig (Lady Bird).
SILENCIADA NA TERRA NATAL
O que poderia ser uma vitória e um grande motivo de comemoração na terra natal de Chloé Zhao, China, tornou-se motivo de silêncio e boicote: Segundo a CNN Brasil, a cerimônia não foi transmitida no país por nenhuma emissora e nem pelas plataformas de streaming. Além disso, nacionalistas pedem boicote a Nomadland e acusam Zhao de difamar o país. E ainda aqueles que ficaram felizes pela vitória, foram silenciados, tendo suas postagens em redes sociais censuradas.
Essa atitude do país foi muito diferente de quando, em Março, Zhao ganhou o prêmio de melhor diretora no Globo de Ouro, e a mídia estatal chinesa rapidamente a parabenizou, dando a ela o título de “O orgulho da China“. Mas por que as coisas mudaram tão rapidamente?
Ainda segundo a CNN Brasil, os internautas chineses descobriram uma entrevista de Zhao a revista americana Filmmaker, na qual a diretora criticou a China e colocou o país como um lugar “onde há mentiras por toda parte”. Em entrevista recente à mídia australiana, foi dito que Zhao disse que os Estados Unidos são seu país agora.
E embora tudo tenha sido um mau entendido, já que o próprio site esclareceu que a fala da diretora foi transcrita incorretamente, e que, na verdade, ela disse “Os EUA não são meu país”, de nada adiantou; O estrago foi feito e os nacionalistas tomaram o ambiente online acusando Zhao de “difamar a China“.
Como resultado, alguns internautas passaram a pedir o boicote ao filme; Os materiais promocionais de Nomadland foram removidos do Weibo, e o filme que seria lançado na China em 23 de Abril, saiu de cartaz dos principais cinemas do país.
Embora Zhao não adote uma postura crítica à China, bastou um comentário de oito anos atrás e um mau entendido recente para que seu filme fosse silenciado na sua terra natal. Por hora, não há perspectiva de que seu filme seja lançado na China.
NOMADLAND
O filme conta sobre uma mulher na casa dos 60 anos, que embarca em uma viagem pelo Oeste Americano depois de perder tudo na Grande Recessão, vivendo então como uma nômade moderna. O filme foi dirigido e escrito por Chloé Zhao, e estrelado por Frances McDormand. A resenha que o SUCOfez, você pode conferir AQUI.
No Oscar 2021, o filme foi indicado nas categorias “Melhor Filme“, “Melhor Direção“, com Chloé Zhao e “Melhor Atriz“, com Frances McDormand, levando nestas três, a estatueta. NOMADLAND também foi indicado nas categorias “Melhor Roteiro Adaptado“, “Melhor Fotografia” e “Melhor Montagem“.
Na premiação Globo de Ouro, NOMADLAND venceu nas categorias “Melhor Direção” e “Melhor Filme – Drama“; No BAFTA 2021, ganhou nas categorias “Melhor Filme” e “Melhor Direção“; No Independent Spirit Award, venceu nas categorias “Melhor Filme” e “Melhor Direção“.
CHLOÉ ZHAO
Conhecida por seus trabalhos em filmes independentes americanos, Zhao é uma diretora, roteirista, produtora e editora natural de Pequim, China, que teve parte da sua formação escolar e acadêmica no ocidente; Ela terminou o ensino médio em Londres, graduou-se em Ciências Políticas pela Mount Holyoke College e estudou Produção de Filmes na Escola de Artes Tisch na Universidade de Nova Iorque, ambas nos EUA.
Antes de Nomadland, Zhao estreou em 2010 com o curta “Daughters“, que lhe rendeu um prêmio. Em 2015, Zhao dirigiu seu primeiro longa: “Songs My Brothers Taught Me“, que estreou no Festival Sundance de Cinema e foi indicado ao prêmio de Melhor Longa-Metragem no 31º Independent Spirit Award.
Em 2017, seu segundo longa “The Rider” foi aclamado pela crítica e foi indicado ao Independent Spirit Award nas categorias “Melhor Filme” e “Melhor Diretor“. Mas foi Nomadland, lançado em 2020 que atraiu reconhecimento e trouxe inúmeros prêmios! Recentemente, Zhao se aventura em “Eternals“, um filme de super-heróis da Marvel com previsão de lançamento para Novembro de 2021.