Tradicionalmente, os k-dramas são exibidos com 16 episódios em uma única temporada. Há casos em que a trama se estende devido ao seu sucesso ou, às vezes, por ser uma “novela” que passa na televisão coreana. Porém, com a popularização dos dramas no ocidente, sobretudo a sua distribuição nos streamings, percebe-se que eles estão ficando cada vez menores. Seria essa uma nova tendência?
A Netflix prova que sim. Os últimos lançamentos da plataforma foram produções com cerca de 10 a 12 episódios, considerados como “minisséries” e que alcançaram a lista dos mais assistidos do streaming. Mr. Plankton, lançado no dia 8 de novembro, atingiu o Top 7 de séries mais assistidas com os seus singelos 10 episódios.
O mesmo acontece com Quando o Telefone Toca, novo drama do streaming que estreou na última sexta-feira (22), que está no Top 1 de séries mais assistidas da plataforma. Com lançamento semanal dos episódios, a trama é curta e tem apenas 12 capítulos.
Mas essa tendência não se limita a apenas uma plataforma. Os Lucros do Amor, disponível na Amazon Prime Video, atingiu 8.4 pontos de acordo com o agregador IMDb. O k-drama ficou por semanas como uma das produções mais assistidas no Prime Vídeo e é considerado como um dos melhores dramas do ano.
Mas qual o motivo da nova tendência?
Os dramas coreanos seguem uma tendência de serem mais curtos, 16 episódios que são o suficiente para desenvolver a trama em uma única temporada. Porém, com a distribuição e produção dos streamings, eles têm ficado cada vez menores.
Um dos motivos é por conta do lucro ou prejuízo que a plataforma teria caso a produção fosse um fracasso. Dramas mais curtos, com menos episódios, requerem menor tempo e investimentos, o que torna um bom negócio para o streaming e emissora que os produzem.
Além disso, precisamos considerar o público alvo dos k-dramas. Em sua maioria são pessoas mais velhas, que tem uma vida agitada e não tem tempo para ficar na frente da TV assistindo uma produção mais longa. Existe também o interesse em maratonar a produção em apenas um fim de semana, por isso os dramas mais curtos acabam sendo mais atraentes para os streamings e produtoras.
Por fim, dramas curtos tem o seu lado positivo por diminuir a “enrolação” da trama. Cotado para ser um dos doramas mais famosos do ano, O Amor Mora ao Lado decepcionou grande parte da dramalândia por enrolar demais a história dos personagens, o que seria facilmente resolvido com uma temporada de 12 capítulos.
Por isso, para os dramas mais curtos, o roteiro importa muito! E muita das vezes entrega histórias bem escritas, sem furo no roteiro e acabam com um gostinho de quero mais. Mas talvez se tivesse mais, não poderia ser tão lucrativo e atraente assim.
Faltando um mês para sua estreia, Sonic 3: O Filme promete ser o maior lançamento da franquia até o momento. Agora, o trailer mais recente, divulgado pela Paramount Pictures, destaca o confronto entre Sonic e Shadow, um dos vilões mais aguardados pelos fãs.
Na trama, Sonic une forças com Knuckles e Tails para enfrentar Shadow, um inimigo enigmático com poderes nunca antes vistos. A luta pela proteção do planeta levará o trio a buscar alianças improváveis.
Dublagem e Elenco Estelar
Keanu Reeves estreia como a voz de Shadow.
Ben Schwartz, Idris Elba e Colleen O’Shaughnesseyretornam como Sonic, Knuckles e Tails, respectivamente.
Jim Carrey e James Marsden também retomam seus papéis como Dr. Robotnik e Tom Wachowski.
Além disso, os fãs brasileiros terão a chance de conhecer parte do elenco e da produção de Sonic 3 durante a CCXP24, em São Paulo. Afinal, Ben Schwartz, James Marsdene Tika Sumpterestarão no evento para divulgar o longa.
O diretor Jeff Fowler e os produtoresNeal Moritz e Toby Ascher também participarão da programação da Paramount Pictures no festival.
Sonic 3: O Filme chega exclusivamente aos cinemas no dia 25 de dezembro de 2024, prometendo muita ação, humor e nostalgia para os fãs da franquia.
Então, você está pronto para o confronto épico entre Sonic e Shadow?
O The Game Awards 2024, maior premiação de jogos eletrônicos do mundo, trará uma performance musical inédita com canções da segunda temporada de Arcane, série baseada no universo de League of Legends.
Assim, os fãs poderão ver apresentações de Twenty One Pilots, vencedores do Grammy; d4vd, sensação da música contemporânea; e Royal & The Serpent, conhecida por suas canções intensas.
Os artistas serão acompanhados pela The Game Awards Orchestra, conduzida pelo premiado maestro Lorne Balfe, em um evento que celebra os 10 anos do The Game Awards.
Então, o evento incluirá performances ao vivo de músicas compostas para momentos marcantes da segunda temporada de Arcane, confira.
The Line –Twenty One Pilots
Remember Me –d4vd
Wasteland – Royal & The Serpent
Estas músicas fazem parte da trilha sonora que acompanha a narrativa intensa e o visual icônico da série produzida pela Riot Games e Fortiche Production.
Tyler Joseph, da banda Twenty One Pilots, afirma:
Como fã, quando fui convidado para fazer parte da série Arcane, fiquei inspirado a contribuir de alguma forma. Vários aspectos da história me tocaram em um nível criativo, e, quando a cena foi compartilhada comigo, imediatamente captei o conceito lírico e a direção para escrever ‘The Line’. Josh e eu estamos empolgadíssimos para apresentar essa música no palco pela primeira vez durante o Game Awards 2024.
As apresentações refletem o impacto cultural de Arcane, que já conquistou prêmios como o Emmy. O primeiro evento musical da série aconteceu em 2021, com a performance de Sting na icônica What Could Have Been.
Além disso, Royalcompartilhou:
É uma grande honra fazer parte de uma das séries mais extraordinárias e únicas que eu já vi. Arcane me emocionou com uma narrativa profunda, um estilo artístico inovador e uma trilha sonora incomparável quando estreou em 2021. Desde então, eu sonho em colaborar com o projeto de qualquer forma possível. Fico muito grato e contente por compartilhar este momento com os fãs da série e com todo mundo que dedicou tanto tempo e paixão à criação de um trabalho lindo com esse.
d4vd também afirma:
Como jogador e verdadeiro fã do ‘League of Legends’, foi uma experiência incrível colaborar com a Riot Games na criação de ‘Remember Me’, além de ter me inspirado a melhorar no jogo.
Onde assistir
O The Game Awards 2024 terá transmissão ao vivo de Los Angeles no dia 12 de dezembro, em mais de 30 plataformas digitais, incluindo Twitch, YouTube, Facebook, TikTok Livee outras.
A segunda temporada de Arcane estreou em 9 de novembro de 2024, alcançando o topo da audiência na Netflix. A trilha sonora da série, que inclui os singles apresentados no evento, está disponível em todas as plataformas de streaming.
A gamescom latam já está aquecendo os motores para sua edição de 2025, que promete ser ainda maior e mais emocionante. Antes disso, os fãs de games podem esperar uma grande participação na CCXP24, com um painel de Honor of Kings e um estande interativo que conectará o público ao universo gamer.
Painel “Honor of Kings” na CCXP24
No dia 8 de dezembro, às 14h45, no Palco Omelete by BB, a gamescom latam apresentará o painel “Honor of Kings: trazendo o jogo à vida na série Secret Level, do Prime Video”. O painel contará com a presença de:
Fernando Mazza, Diretor Sênior de Operações da Level Infinite no Brasil;
Tim Miller e Dave Wilson, criadores de Secret Level.
Assim, o evento vai explorar os bastidores da adaptação do MOBA Honor of Kings para a série de animação do Prime Video, Secret Level. Os participantes conhecerão o processo criativo por trás da escolha do jogo e o que torna essa colaboração tão especial.
Além disso, a gamescom latam terá um estande interativo na CCXP24, oferecendo:
Ativações dinâmicas e interativas;
Brindes exclusivos;
Venda de ingressos para a edição de 2025, com surpresas para quem comprar durante o evento.
Gamescom Latam 2025
A próxima edição da gamescom latam ocorrerá de 30 de abril a 4 de maio de 2025, no Centro de Convenções do Distrito Anhembi, em São Paulo. Prometendo ser a maior já feita, o evento contará com:
Campeonatos de e-Sports;
Meet & greetcom criadores de conteúdo;
Palestras e debates com líderes do setor de games;
Exposição de novos projetos da indústria.
Horários do Evento
30/04 (Dia VIP): 15h às 21h;
01 e 02/05 (Quinta e Sexta): 9h30 às 21h;
03/05 (Sábado): 11h às 21h;
04/05 (Domingo): 11h às 20h.
A edição de 2025 será realizada em parceria com a Abragames, através do Projeto Brazil Games, e terá patrocínio do Banco do Brasil. Outros apoiadores e patrocinadores serão anunciados em breve.
Prepare-se para a gamescom latam 2025 e não perca as novidades na CCXP24!
FLOW, uma das bandas de rock de músicas de anime mais icônicas do Japão, está atualmente em sua maior turnê mundial até hoje, ANIME SHIBARI! Com apresentações bem-sucedidas já realizadas na Austrália, América do Norte e Europa, a banda agora está emocionando o público na América do Sul.
O título da turnê ANIME SHIBARI representa o conceito único de apresentar exclusivamente músicas temáticas de anime que o FLOW criou. O setlist está repleto de suas faixas mais famosas, incluindo músicas de NARUTO, Code Geass e Dragon Ball. A turnê já atraiu mais de 30.000 fãs em todo o mundo, cativando o público em cada parada com suas apresentações enérgicas.
“Estamos levando as músicas e as experiências ao vivo que criamos juntos nos últimos 20 anos para o público de todo o mundo. Vamos criar os melhores momentos juntos, imersos nos mundos das obras de anime em que colaboramos. Obrigado por seu apoio”, declara FLOW.
Pôster Divulgação
FLOW em São Paulo
WORLD TOUR 2024-2025 ANIME SHIBARI – 4th Stage Latin America
Dia: 29 de Novembro
Local: Carioca Club
Endereço: Rua Cardeal Arcoverde 2899 – próximo à estação do metrô Faria Lima
Abertura da casa: 19h00 / Show 21h30 / Término 23h30
Banda de rock misto com cinco integrantes, a FLOW foi formada em 1993 pelos irmãos KOHSHI (vocal, irmão mais velho) e TAKE (guitarra, irmão mais novo), com a formação atual finalizada em 2000.
Desde sua estreia em 2003, o FLOW tornou-se conhecido por suas contribuições à música de anime, incluindo faixas icônicas como “GO!!!” e outras para NARUTO, “COLORS” e “WORLD END” para Code Geass: Lelouch of the Rebellion e “Kaze no Uta” para Tales of Zestiria the Cross. Eles também criaram músicas para várias outras séries de anime.
Em atividade internacional desde 2006, o FLOW já realizou mais de 60 shows ao vivo em 19 países, abrangendo a Ásia, a América do Norte, a América do Sul, a Europa e o Oriente Médio. Conhecidos por suas performances eletrizantes, eles romperam barreiras e conquistaram fãs em todo o mundo.
Sua música continua sendo amplamente celebrada, com o tema de abertura de NARUTO Shippuden, “Sign”, ultrapassando 120 milhões de execuções no Spotify em todo o mundo.
O mundo digital é uma verdadeira saga em constante evolução, moldando como as pessoas se divertem e exploram novas histórias. Assim como em um mangá repleto de personagens carismáticos e desafios emocionantes, o entretenimento digital oferece experiências imersivas e cativantes. Entre essas novas formas de diversão, os jogos online têm se destacado, trazendo dinâmicas únicas que poderiam facilmente ser o enredo de um capítulo de ação e aventura.
Uma Jornada de Emoção com os Jogos de Apostas Online
Os jogos digitais vêm ganhando mais espaço, e os de apostas online são como aquele arco surpreendente de um mangá: rápidos, emocionantes e cheios de adrenalina. Entre eles, o Aviator poderia muito bem ser descrito como o “episódio especial” de um protagonista que precisa tomar decisões críticas em tempo real.
No Aviator, o jogador assume o papel de um estrategista que acompanha um avião em decolagem. O objetivo é simples: escolher o momento exato para interromper o voo antes que ele desapareça, acumulando ganhos enquanto o avião sobrevoa. Mas, assim como um herói enfrenta escolhas difíceis, quanto mais tempo o avião permanece no ar, maior o risco de perder tudo.
Para experimentar a emoção de viver sua própria jornada digital, você pode acessar Aviator.
O Crescimento dos Jogos no Universo Geek
Se mangás são conhecidos por criar universos ricos e variados, os jogos digitais têm feito o mesmo no campo do entretenimento. Assim como acompanhamos o crescimento de um herói ao longo de uma saga, o universo dos jogos de apostas online evoluiu para se tornar parte da rotina de jogadores modernos, oferecendo partidas curtas, mas intensas, que se encaixam no dia a dia.
O Aviator, com sua simplicidade e suspense, traz uma sensação similar àquela de virar a página de um mangá durante uma batalha decisiva. Cada segundo no jogo representa uma nova decisão e, com ela, a emoção aumenta. Não é à toa que ele atrai jogadores que buscam ação direta e acessível.
A Influência Econômica dos Jogos Digitais
Se o mercado de jogos fosse um mangá, ele certamente estaria em um dos arcos mais lucrativos e emocionantes. A indústria digital gera bilhões em receita, cria novas oportunidades de trabalho e desenvolve tecnologias que afetam diretamente o cotidiano de milhões de pessoas.
Jogos como o Aviator são um reflexo desse impacto, atraindo um público diversificado e contribuindo para o avanço de plataformas seguras e confiáveis. Assim como em um mangá, onde cada personagem tem seu papel na narrativa, esses jogos ajudam a criar um ecossistema onde tecnologia, entretenimento e economia coexistem.
Dicas de um Sensei para Jogar com Responsabilidade
Assim como um bom mentor sempre lembra ao protagonista de suas limitações, é importante abordar os jogos digitais com sabedoria. Aqui estão algumas lições para manter o equilíbrio:
Defina Seu Limite de Poder: Determine quanto tempo e dinheiro você quer investir no jogo, como faria ao gerenciar sua barra de energia em uma batalha.
Faça Pausas Entre as Aventuras: Assim como um herói precisa descansar antes de enfrentar o próximo vilão, você também deve equilibrar o tempo de jogo com outras atividades.
Escolha Plataformas Seguras: Assim como não confiaria em um vilão para liderar sua equipe, jogue apenas em sites regulamentados para garantir uma experiência justa.
Conclusão: O Arco Final do Entretenimento Digital
O Aviator é um exemplo de como os jogos digitais podem ser tão envolventes quanto uma boa saga de mangá. Suas partidas rápidas e dinâmicas oferecem uma experiência emocionante, enquanto o mercado de jogos continua a crescer e a impactar a economia global.
Assim como em qualquer história bem escrita, o equilíbrio é essencial. Aproveitar esses jogos com responsabilidade garante que o lazer seja uma experiência positiva e que as aventuras do mundo digital sejam sempre divertidas e marcantes.
Dacre Stoker, um dos descendentes do lendário escritor Bram Stoker, concedeu uma entrevista ao Suco de Mangá. Legado, vida pessoal e trabalho são alguns dos temas que você acompanha agora.
Existe uma lenda brasileira dedicada a vampiros que você conhece?
Sabe, a minha pesquisa não me trouxe aqui ainda, esta é a minha primeira vez no país. Eu estive em contato com algumas pessoas, como Andreas, que faz todos os tipos de eventos de vampiros, então eu acredito que há uma procura, mas eu não sei de nenhum folcore real, ainda.
Porém, isso significa apenas que eu ainda não tive a chance de explorar, mas muitas culturas têm mito e superstição de seres que saem do túmulo e tiram a vida a vida dos vivos de uma forma ou de outra — Bram Stoker encontrou 12 durante a sua pesquisa. Mas ainda não sei sobre o Brasil.
Gostaríamos de saber mais sobre a sua relação com a literatura. Você é de uma família de um grande escritor, então, provavelmente, teve muito incentivo para ler e escrever, certo?
Nem um pouco. (risos)
É engraçado. Quando você olha para pessoas que vêm de famílias famosas. Atores, atletas… a maioria deles nem sempre segue os passos. Você se inspira um pouco, como eu me inspirava, para tentar entender melhor Bram Stoker.
Mas eu era professor de educação física e ciências, fui treinador nos Jogos Olímpicos pelo Canadá e competi em torneios. Escrever era a coisa mais distante que passava pela minha mente.
Isso mudou há cerca de quinze anos quando pensei que alguém da família realmente precisa entender nosso parente para que nós, a família, podermos promover seu legado ao invés de ser outras pessoas, que nem sempre têm o melhor interesse em mente.
Eles são mais sobre capitalizar mentiras e mitos, então eu decidi fazer algo sobre isso e é o que estou fazendo agora. Doze anos de pesquisa, cinco romances, dois best sellers internacionais com bons co-autores e eu realmente sinto que eu tenho uma grande compreensão de quem era Bram e isso me fez começar a fez começar a escrever.
Meu filho tem um PhD em literatura inglesa, ele é o escritor da família. Minha filha é uma artista também, muito parecida com o avô, então, às vezes, pula uma geração, mas estou fazendo o que posso para ajudar a promover seu legado.
Você se descreve como um detetive forense de literatura (DFL), um termo que você cunhou, como foi esse momento?
Bem, foi mais difícil do que eu esperava. Para descobrir a verdade sobre Bram Stoker, eu tive que ir para a Inglaterra, Irlanda, Romênia, Escócia… eu me sentia um Indiana Jones, buscando em museus, bibliotecas, universidades, conversando com pessoas e encontrando coleções particulares que têm cartas que nunca foram publicadas para que eu pudesse entender melhor que tipo de pessoa Bram era.
Sim, todos podemos ler os seus livros, eles são de domínio público, mas se você quiser entender uma pessoa, você precisa fazer isso. Eu encontrei um diário de quando ele era jovem que me ajuda a entendê-lo.
Eu olhei para áreas em sua vida que teve impacto nele. O teatro e outras outras coisas artísticas que ele fez. Opiniões de outras pessoas sobre ele me ajude a ter uma boa ideia de quem era meu parente famoso.
Isso me ajuda quando escrevo sobre ele e uso de seus pensamentos no meu livro.
Além de ser um DFL, você é um best-seller, expandindo a magnum opus de seu tio-avô. Conte-nos sobre esse aspecto da sua vida: como é lidar com a pressão de escrever e expandir este universo?
Essa é uma ótima pergunta porque vem com muita pressão. Ter o sobrenome Stoker gera expectativas. De mim mesmo, bem altas, mas também de editores e agentes. O seu nome vai abrir portas, mas você tem que ser bom. Eles sabem que o público vai buscar você então você tem que tomar cuidado para trazer assuntos, fatos e boas histórias.
Por isso, quando escolho os meus co-autores para trabalhar, que são melhores autores do que eu, para pegar todas as minhas informações, eu preciso encontrar pessoas que realmente possam contar uma boa história. Sei que seremos julgados fortemente, e fomos, mas é justo.
Eu não quero ser alguém que apenas se aproveita do nome. Eu quero produzir coisas boas sobre Bram, continuar o seu legado. E também começar o meu, contando boas histórias que as pessoas vão gostar de ler.
Falando um pouco sobre o romance. Você pode nos explicar a importância da capa amarela do Drácula?
Antigamente não tínhamos toda essa capacidade gráfica que temos hoje, mas as pessoas tinham uma grande compreensão do que as pessoas pensariam quando vissem a capa amarela. Na Inglaterra Vitoriana, essa cor representava a decomposição dos corpos e a degeneração, coisas que não eram vistas como pertencentes à alta sociedade, como crimes, roubo de túmulos e morte. Era uma cor associada a esses elementos.
Hoje, ao olharmos para o amarelo e o vermelho, pensamos no McDonald’s, certo? Mas não era isso na Era Vitoriana. Naquela época, a cor estava relacionada a crimes e a coisas baixas. Então, eles não precisavam colocar imagens sofisticadas. As cores por si só evocavam sangue e decomposição, certo?
Você mencionou que encontrou muitos trabalhos, diários e pedaços da história de Bram Stoker ao longo dos anos — uma verdadeira caça ao tesouro. Pode nos contar um pouco sobre isso?
Sim, é como uma caça ao tesouro. Encontrar a localização desse castelo fictício exigiu um questionamento: “Ah, que castelo é esse?” Tive que buscar livros na biblioteca de Londres, encontrar o esboço que ele usou. “O que ele usou para o interior desse castelo?” Isso está na Escócia, porque menciona uma sala octogonal no capítulo 2. “Ah, tem uma sala octogonal aqui.” Dois pedaços.
“Ah, mas agora encontrei o final real do romance, que mostra que o castelo está em um vulcão.” Isso está em Seattle, Washington. Você encontra essa peça, e então as coordenadas reais estão em Filadélfia, isso está nas anotações dele. Então, todas essas peças se juntam e formam a imagem completa.
É a mesma coisa com a escolha de personagens como o Conde Drácula: Irving, Vlad, o Empalador… Tudo se conecta.
Agora, você pode explicar como Drácula influenciou e mudou no cinema, na TV, nos vídeos games? São mais de 100 anos e ainda é relevante.
Ah, sim, já se passaram 127 anos, e é importante saber que a imagem do Drácula no livro é muito diferente da que temos hoje. A razão disso é que o palco, o cinema e a proliferação na cultura popular necessitavam de uma mudança.
O Drácula de Bram era um cara muito feio. Ele não era Christopher Lee, não era Bela Lugosi. Ele era um cara feio vindo do túmulo, que ficava jovem ao beber sangue. Mas quando foi para o palco, ele teve que ser um homem atraente, caso contrário, as pessoas em Londres Vitoriana teriam saído do teatro. Eles estavam acostumados com pessoas muito bonitas, que ressoava poder, como Bellagosi com seu terno de jantar e colarinho alto. Foi seguido por Christopher Lee.
Depois, o personagem se tornou mais sexualizado, como Gary Oldman e Frank Langella. Então, o Drácula virou um cara sofisticado e elegante, depois foi para o Vila Sésamo, para as crianças, um personagem mais relaxado e gentil. E temos a Stephanie Meyer e os vampiros de Crepúsculo, jovens bonitos do ensino médio, com garotas e garotos bonitos. Eles se tornaram mais humanos.
Anne Rice fez o mesmo com Entrevista com o Vampiro, trazendo uma qualidade mais humana. Stephen King também fez isso. Então, o Drácula de Bram começou como um revenã, um morto-vivo, mas o que vemos hoje, 127 anos depois, são características mais humanas do vampiro, para que não saibamos se ele é real ou não. Não podemos identificar a criatura feia como um monstro, o monstro está entre nós. Isso é até mais assustador, porque você não consegue identificá-lo.
Daqui a 100 anos, provavelmente isso vai mudar para se ajustar ao tempo, quem sabe?
Talvez. Talvez ele volte à versão original. Eu estou tentando, no meu trabalho, no *Stokerverse*, nos games, dramas em áudio e quadrinhos, trazer o Drácula de volta à versão feia e original de Bram Stoker.
Agora, uma última pergunta para encerrar: existe algum novo trabalho sobre Drácula no qual você está trabalhando atualmente?
Sim, estou muito feliz em dizer que acabei de terminar uma versão de *Drácula*, com todas as partes que foram retiradas, reunidas novamente. Chama-se Drácula: Annotated for the 125th Anniversary e está disponível na Amazon.
Meu parceiro de escrita foi Robert Eighteen-Bisang, que é um estudioso. Encontramos todas as partes que haviam sido removidas e as colocamos de volta.
Isso é bem interessante para quem quer ver os resultados do meu trabalho. Além disso, em ficção, tenho outras coisas em andamento, como algumas histórias curtas e quadrinhos, como Drácula Retorna com a Scratch Comics.
Ótimo, ótimo. Agora, posso pedir duas coisas? Primeiro, uma mensagem para os nossos leitores e espectadores do Suco de Mangá?
Então, minha mensagem para vocês, aqui no Brasil, é a seguinte: Como disse Bram Stoker, “Existem mistérios que os homens só podem adivinhar, os quais, só a idade, com o passar do tempo, pode resolver, mas apenas em parte”. Estou fazendo o meu melhor para resolver esses mistérios, e vocês também façam o mesmo no mundo de vocês. Aproveitem o sobrenatural, aproveitem o Drácula.
Chegamos ao fim da jornada que começou em 2021, com três episódios que encerram cada ciclo com maestria. O Ato 3 de Arcane finalizou essa série com tudo que a representa: ação, emoção, perdas e muitas reflexões.
Incrivelmente sensível e cheio de reviravoltas, o final fechou os nós que ainda estavam abertos e criou outros, para as novas histórias que estão por vir.
AVISO!! ESTE TEXTO CONTÉM UM CAMINHÃO DE SPOILERS!!
Em outra realidade…
Se o Ato 2 nos deu um vislumbre do que poderia ter sido sem essa sucessão de tragédias, agora vimos tudo com riqueza de detalhes.
O primeiro episódio do Ato 3 se ocupou de mostrar o que aconteceu com Ekko, Heimerdinger e Jayce enquanto eles estavam sumidos. Enquanto Jayce foi para o futuro, encontrando a cidade completamente destruída, os outros dois foram para uma dimensão em que essa tecnologia sequer foi inventada.
Divulgação: Netflix
Juntos
Sejamos sinceros, até pode ter sido fanservice, mas nós amamos. Tivemos um pequeno arco dedicado à relação entre Powder e Ekko, esclarecendo algumas discussões que rolavam no fandom.
Nesta outra realidade, Ekko é um professor respeitado no lado alto e no lado baixo, encontrando a cidade em paz e harmonia. Aqui, velhos amigos (e antigos inimigos) ainda estão vivos e a Subferia é tudo o que eles sempre sonharam que poderia se tornar.
Porém, o ponto central é a pessoa que Powder poderia ser. Uma garota feliz, extremamente inteligente (como já sabemos que ela é), completamente dedicada aos amigos e a Ekko, seu namorado nesta realidade.
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Novamente, Arcane mostra como cada uma dessas pessoas é apenas fruto do meio onde viveu e das experiências que passaram. Por mais que Powder também tenha sofrido uma perda irreparável aqui, ela ainda tinha uma rede de apoio com sua família e seus amigos. Ou seja, ela não se tornou Jinx porque era naturalmente instável e “malvada”, mas sim pelo trauma de todos os acontecimentos da temporada 1.
Nesse contexto, Ekko consegue organizar seus sentimentos em relação a ela, amenizando a raiva e rancor que nutria. Ele se vê apaixonado por ela de novo, assim como era na sua realidade, mas sem sufocar os sentimentos diante da Jinx.
Inclusive, essa relação foi decisiva no desfecho da história. Graças à ajuda da Powder, Ekko, abdicando de tudo que sempre sonhou, conseguiu retornar. Afinal, “às vezes, para dar um passo à frente é preciso deixar algo para trás.”
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Quando ele volta e encontra Jinx, ela já não está mais com as longas tranças — um visual mais parecido com o que ele conheceu. Então, compreendendo os seus sentimentos por ela e sabendo que dentro de Jinx ainda existe Powder, essa garota disposta a ajudar os outros, Ekko salva mais do que apenas uma vida.
Destruição
Primeiro, estou me redimindo por falar que o ato de heroísmo do Jayce foi estúpido. Doeu? Com certeza, mas pelo menos agora fez sentido.
Enquanto Heimerdinger e Ekko vivem o melhor que a vida poderia dar, Jayce encontrou apenas destruição. Piltover em um cenário pós-apocalíptico causado pela evolução do Hextec, coberta em cinzas e morte.
Porém, por mais sofrido que tenha sido para ele, Jayce estava predestinado a chegar nesse lugar. Precisava não apenas sentir na pele as consequências da sua criação e da sua ambição por evolução, como também compreender a origem de toda sua história.
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Assim, reencontrando aquela figura que o salvou quando ainda era um menino, ele entende que o seu caminho sempre esteve ligado ao do Viktor. Entre todas as coisas que poderiam ter acontecido, apenas Jayce seria capaz de tirar seu parceiro da busca cega pela perfeição.
O objetivo de Viktor sempre foi melhorar a qualidade de vida das pessoas, principalmente da Subferia, queria livrar o mundo do sofrimento desnecessário. Porém, mergulhado nessa trajetória, Viktor não percebeu que estava manipulando as pessoas que queria salvar ao mesmo tempo que perdia sua humanidade.
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Assim, o fim que eles tiveram juntos foi poético e inevitável. Eles começaram isso juntos e só poderiam encerrar da mesma forma. Porém, mesmo impedindo o futuro horrível que ambos presenciaram, não conseguiram apagar as marcas das suas ações. Isso fica claro quando, mesmo depois de tudo ter acabado, ainda há vestígios das runas selvagens em toda Piltover.
Vazia
Agora, vamos falar da conclusão de arco que mais me cortou o coração. Depois de todos os acontecimentos da temporada 1 e dos Atos anteriores, enfim Jinx ficou tão quebrada que não conseguiu mais juntar seus pedacinhos.
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A espontaneidade, a alegria meio psicótica, cheia de energia e comentários sarcásticos, tudo isso não existe mais. Infelizmente, a perda de Isha foi a gota d’água para a força de Jinx.
Encontramos ela completamente apática, vazia, solitária e ainda delirante, mas com um tom muito mais mórbido e depressivo. A sua conversa interna com Silco deixa bem claro: ela não quer mais continuar esse ciclo de destruição própria e das pessoas à sua volta.
Em diversos momentos ela revela como sente culpa por todos os seus atos. Inclusive, mostra que sente remorso até mesmo de ter matado a mãe da Caitlyn. Deixa transparecer seu cuidado com Vi, se rendendo para não machucarem ela. O peso que carrega por saber que teve influência em cada uma daquelas mortes.
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Então, ela deseja apagar tudo o que foi Jinx. Seu passado, sua casa, A Última Gota, suas tranças e ela mesma. Em seu olhar podemos ver o vazio e a profunda tristeza que ela está imersa.
É nesse cenário que ela reencontra Ekko, a única pessoa que conseguiu salvar sua vida e a convenceu a continuar lutando. Inclusive, isso provou que, mesmo nessa realidade, ainda existe um sentimento de afeto entre os dois. Essa é uma cena linda e terrivelmente triste, tanto em narrativa, animação e trilha sonora.
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Sempre com você
Não vou escrever muito sobre a última cena dela, ou vou começar a chorar (literalmente). A Jinx encerra seu arco com uma enorme redenção. Assim, num paralelo com Isha, ela se sacrifica para salvar Vi e parte com tranquilidade no olhar.
Aqui, ela revela como sempre carregou a irmã consigo, como nunca perdeu o carinho que tinha por ela.
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Porém, estão enganados se acham que ela partiu dessa pra melhor. Um risco rosa no meio da explosão indica algo correndo para os tubos de ventilação. Além disso, vemos Caitlyn analisando esse diagrama, sorrindo com um macaco em mãos.
E, se isso ainda não te convenceu, lembre do primeiro episódio da temporada 1. “Um dia, ainda vou voar em uma dessas coisas”. Nos despedimos de Arcane com a imagem de um dirigível se afastando da cidade. Pouco sugestivo, não?
Fechando ciclos
Como era de se esperar, o Ato 3 teve muita ação. A cena da batalha foi muito bem construída, com pequenas lutas acontecendo em diferentes lugares. Teve tiro, porradaria, magia, traição, reviravoltas, tudo o que o povo gosta.
Além disso, no Ato 3 como um todo, vemos o desenvolvimento da Mel como maga, a descoberta e controle dos seus poderes. Junto a isso, a Rosa Negra sendo mais explorada, assim como a relação entre Mel e Ambessa.
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Enfim, após esse momento repleto de ação, temos desfecho de Piltover, que foi melhor do que eu esperava. Finalmente, o lado alto e lado baixo parecem cooperar, dando à Sevika um lugar que faz completo sentido e muito merecedor para a personagem. Ekko sofrendo pelo luto sozinho, sentado no mesmo lugar onde reencontrou o amor.
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Claro, não posso deixar de comentar desse momento de glória para nós, mulheres LGBT. Depois de duas temporadas nos contentando com flertes e um beijinho, Caitlyn e Vi oficializaram a relação. Que felicidade. Principalmente porque não foi um fetiche, não foi pra satisfazer o público errado, foi uma cena real, sensual, cheia de carinho e desejo.
Inclusive, as duas juntas no encerramento foi um quentinho no coração, mas lembra que elas ainda carregam suas cicatrizes e suas batalhas.
Enfim, nos despedimos de Arcane com muita emoção, mas sabendo que assistimos o melhor que essa produção poderia nos dar. Excelência de enredo, animação, trilha sonora, personagens e adaptação. É de longe a melhor série que eu assisti em anos e será difícil chegar perto do que ela conseguiu conquistar.
Agora, aguardaremos mais quantos anos forem necessários para continuar explorando esse universo, com histórias tão marcantes quanto essa. Uma história sobre família, perdas, luta e resistência.