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Entre minérios e dívidas, Cobalt Miner transforma exploração em rotina 

Sem reinventar a roda, Cobalt Miner aposta na combinação de exploração, mineração e evolução constante para atrair os fãs do gênero 

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Após o enorme sucesso de Minecraft, os jogos focados em coleta, criação e sobrevivência ganharam ainda mais espaço entre os fãs do gênero. Seja construindo bases, produzindo recursos, forjando armas ou até administrando um negócio de sucos em um reino medieval, os games de crafting seguem explorando as mais variadas propostas. Em Cobalt Miner, a premissa é diferente, mas igualmente familiar: minerar, explorar e expandir suas possibilidades. 

Desenvolvido pela Digital Deer Studio, o jogo aposta na exploração e na coleta de minérios como pilares da experiência. Sem fazer grandes promessas, chega como uma alternativa interessante para quem aprecia o gênero e busca uma nova aventura. Graças a uma chave cedida pelo estúdio, pude testar Cobalt Miner e mergulhar em um mundo que, apesar da simplicidade, apresenta uma temática bastante curiosa. 

Em uma versão pós-apocalíptica dos Estados Unidos no ano de 2046, Cobalt Miner acompanha a jornada de um personagem que se vê preso a uma enorme dívida com uma gigantesca corporação responsável pela extração de recursos. Sem alternativas, ele precisa aceitar missões de exploração, minerar materiais preciosos e cumprir contratos cada vez mais desafiadores na tentativa de quitar o que deve e recuperar sua liberdade. 

Cobalt Miner não tenta reinventar o gênero. Com gráficos modestos e uma estrutura bastante simples, o jogo aposta em um ciclo de gameplay direto e funcional. A rotina consiste em explorar o mapa utilizando sua motocicleta elétrica, que é aprimorada com os próprios recursos coletados durante as expedições. 

O objetivo segue exatamente a proposta apresentada desde o início: explorar, coletar, fabricar equipamentos, evoluir suas ferramentas e aumentar sua produção para conseguir quitar a dívida com a corporação. É uma fórmula conhecida, mas que consegue entreter quem aprecia esse estilo de progressão contínua. 

A progressão acaba se apoiando quase exclusivamente na execução das mesmas tarefas ao longo de toda a jornada. Para quem gosta da sensação de evolução constante, esse ritmo certamente funciona. No meu caso, porém, a repetição começou a pesar com o passar das horas, principalmente pela falta de atividades que quebrassem essa rotina. Em contrapartida, os diálogos e a ambientação conseguiram prender minha atenção, tornando esse mundo devastado mais interessante do que a própria estrutura de gameplay em diversos momentos. 

Outro ponto que merece atenção é a otimização. Durante a minha jogatina, encontrei quedas de desempenho em diferentes momentos, com oscilações na taxa de quadros que acabavam afetando a fluidez da experiência. Embora não sejam problemas graves a ponto de comprometer a diversão, podem incomodar jogadores mais sensíveis a esse tipo de instabilidade. Ainda assim, como testei uma versão anterior ao lançamento, é possível que esses problemas sejam corrigidos na versão final. 

No fim das contas, Cobalt Miner é um jogo que não tenta reinventar o gênero, e essa talvez seja sua principal limitação. Sua proposta funciona e entrega exatamente o que promete, mas faz isso seguindo uma fórmula bastante conhecida, sem apresentar grandes diferenciais em relação a outros títulos do mercado. 

Para quem já é fã de jogos focados em coleta, gerenciamento de recursos e progressão constante, a experiência pode ser bastante relaxante e recompensadora. Ainda assim, enfrenta a concorrência de diversos jogos que executam essa mesma fórmula com mais profundidade e variedade. Já para jogadores mais casuais, como eu, o ritmo repetitivo e a dedicação exigida acabam tornando a experiência mais cansativa do que envolvente. 

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Sobreviva nos EUA futuristas de 2046, onde uma megacorporação implacável é dona da sua dívida. Extraia cobalto, automatize a produção, fabrique máquinas, explore um mundo em declínio e pilote sua moto elétrica por vastas terras devastadas em pixel art. Pague o que deve... ou desapareça.
Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
Jornalista em ascensão, cinéfilo e perito em filmes ruins de qualidade duvidosa.

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