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Wolfgang Krauser chegou para dominar em Fatal Fury: City of the Wolves

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A SNK anuncia que um dos icônicos personagens de Fatal Fury, o Imperador das Trevas, dito como morto, Wolfang Krauser, está de volta em South Town. Fatal Fucry: City of the Wolves recebe esse clássico chefe como lutador do Passe de Temporada 2 junto com uma grande atualização de conteúdo.

Com essa animação de tirar o fôlego dirigida por Masami Obari, Krauser retorna em busca de vingança e com um poder avassalador, destruirá qualquer um que entrar em seu caminho. A chegada do Imperador é coroada com um novo modo de jogo chamado “Wolve’s Destiny”, uma narrativa após os fatos do Modo Arcade que explora ainda mais Krauser.

Um novo mapa também foi adicionado trazendo a mecânica de Ring Out, interface de menus reformulada e o modo Treino durante a espera das lutas no Online. Confira todas as atualizações e detalhes  do novo patch aqui no site oficial.

Confira também o video do grupo Mega64 celebrando o primeiro aniversário de Fatal Fury: City of the Wolves reproduzindo comerciais dos anos 90. O tempo bom de tela de tubo e chiado ao ligar o videogame!

Fatal Fury: City of the Wolves comemora seu primeiro aniversário com a chegada de seu chefe icônico Wolfgang Krauser. Disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S e PC (Steam e Epic Games Store) para você mostrar quem é o dono de South City mais uma vez! Confira os valores da sua plataforma de desejo e prepare-se para o verdadeiro Terror do Imperador das Trevas!

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Critical Reflex traz diversão para o publico da gamescom latam 2026

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Imagem divulgação.

Durante os dias 30 de abril a 3 de maio, a gamescom latam 2026 será a casa de grandes momentos para a indústria de jogos. Então, para você que for experimentar as novidades, a Critical Flex, uma publisher que há 5 anos traz jogos para América Latina com localização em português brasileiro e espanhol, trará 14 jogos distribuídos em suas 20 estações para você se divertir!

No espaço de 50 m², Ironhive da Wondernaut Studio e Drowned Lake da Monumental Collab são os títulos brasileiros do estande. Quer ter um gostinho do que cada um vai lhe dar durante a gamescom latam 2026? Então confira:

Drowned Lake é um survival horror que retrata a história de um lago esquecido no sul do Brasil e recebeu uma carga adicional após os eventos que ocorreram em 2024 com as enchentes que afligiram o Rio Grande do Sul. Além disso, também tem elementos dos impactos ambientais que refletem as tragédias de Brumadinho e Mariana em seu roteiro. Então dentre uma reflexão de fatos reais à uma narrativa de terror e pescaria.

Ironhive começou como um projeto de construção de cidade com cartas e que agora é um simulador focado em narrativa e gestão de recursos. A temática melancólica que busca a esperança com o crescimento e a perseverança da humanidade. Se prepare para experiências narrativas profundas e sempre fique atento aos seus recursos.

Ficou curioso? Então confira a lista de todos os jogos presentes durante a gamescom latam 2026 no estande da Critical Reflex:

Jogos em desenvolvimento:

Jogos já lançados:

Não deixe de ver esses títulos na Steam e quem estiver na gamescom latam 2026. Aproveite a experiência latina da Critical Reflex que cada vez mais quer aproximar os jogos para nós  garantindo seu ingresso para esses quatro dias de pura diversão!

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Bangers Open Air 2026 | Evergrey, Jinjer, BLS e os Outros Destaques do Sábado

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Foto: @sucodm / @brunobellan

O Arch Enemy pode ter dominado a noite, mas o sábado do Bangers Open Air 2026 foi muito mais do que um show. Ao longo do dia, o Memorial da América Latina recebeu uma grade variada que testou resistência física — o sol foi inclemente — e recompensou quem ficou.

Por sinal, leia: Arch Enemy no Bangers Open Air 2026: Lauren Hart se emociona com o Público Brasileiro em Noite Histórica

Evergrey: Reencontro Emocionante, Som Que Traiu

Mais de vinte anos depois — a última vez foi em 2005, junto ao Pain of Salvation em Limeira — reencontrar o Evergrey ao vivo foi uma experiência genuinamente especial. A banda sueca continua impecável na execução: os solos carregam aquela fusão rara de técnica e sentimento, e os telões com iluminação sincronizada criaram uma atmosfera envolvente mesmo sob o sol da tarde.

O problema foi o som. Os instrumentos estavam extremamente baixos, tirando força de uma banda que vive da densidade. Outro ponto agridoce: o setlist focou bastante no novo álbum Architects of a New Weave — que já saiu nas plataformas — e deixou pouca coisa das fases antigas. Para quem foi atrás dos clássicos, a sensação foi de querer mais.

Jinjer: Som Perfeito, Show Plástico

O Jinjer foi o oposto técnico do Evergrey: o som estava excelente, bem regulado, com cada instrumento no lugar. Tatiana Shmayluk mais uma vez impressionou pela transição natural entre vocais limpos e guturais — o tipo de coisa que deixa até a equipe de segurança boquiaberta.

Mas faltou dinâmica. O show soou preciso demais, quase cirúrgico, o que é ótimo para o metal moderno, mas deixa pouco espaço para respirar ou para aquele momento de catarse coletiva. Entregaram muito, sem dúvida.

Black Label Society e Tankard: Passagens que Valem a Menção

Dois momentos mais curtos merecem registro. O Black Label Society mostrou por que Zakk Wylde ainda é uma força da natureza — pesado, direto, sem firulas. Já o Tankard cumpriu exatamente o que prometeu: thrash metal de boteco, sem compromisso com sofisticação, só com energia. Bandas assim são o sal do festival.

Feuerschwanz: A Surpresa do Dia

Com a saída do Fear Factory da grade, o Feuerschwanz migrou do Sun Stage para o Ice Stage — e foi um acerto. O palco maior expôs mais gente ao folk metal festivo da banda alemã, com trocas de figurino, adereços medievais e um carisma que transforma qualquer apresentação numa festa. Quem não conhecia, saiu fã.

Lucifer: Meio-Dia, Sol a Pino e Presença de Palco Inegável

Subir ao palco ao meio-dia num festival ao ar livre já é em si um ato de coragem. O Lucifer aceitou o desafio com uma formação quase inteiramente renovada. Johanna Platow comandou o palco com presença arrebatadora, mesmo sob condições adversas. A ausência de “Maculate Heart” no setlist me frustrou, mas o show se sustentou.

Uma nota à parte: o Seven Spires merece matéria própria. O que aconteceu naquele palco foi singular demais para caber num parágrafo e fica para a próxima. E claro, In Flames, que também terá meu depoimento exclusivo, de uma das bandas que eu mais queria ver na vida!

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Rorschach .Inc estreia no Rio de Janeiro em mais uma noite internacional de visual kei

Rorschach inc
Foto: Erick / @sucodm

Pela segunda vez no Brasil, o Rorschach .Inc veio ao Rio de Janeiro pela primeira vez, trazendo uma versão mais atualizada do visual kei contemporâneo. Composto por Yuuri (vocais), Shogo (guitarra), Chobi (baixo) e Mel (bateria), a apresentação do quarteto é recheada de coreografias entre banda e público, além de muito carisma e boa performance nos palcos.

Rorschach inc
Foto: Erick / @sucodm

A terceira semana de abril de 2026 caiu bem para boa parte dos cariocas: com o feriado de Tiradentes na terça-feira e São Jorge na quinta-feira, o clima foi de feriadão. O que talvez explique a Music Experience relativamente cheia numa terça-feira regada a show. Pois além da atração principal da noite, o Rorschach .Inc foi acompanhado por duas bandas de abertura, Lys e Marsara.

Por conta do tempo, as bandas de abertura contaram com repertórios sucintos. Com timbres de guitarra estridentes e uma melodia que remonta à parte do visual kei mais inspirada no neoclássico, a Lys prestou suas homenagens às suas referências, como D, Malice Mizer e Phantasmagoria, enquanto apresenta ao público os primeiros frutos de suas composições.

O destaque foi para ao cover de Gekka no Yasoukyoku, que contou com uma parte de coreografia bem estilizada à moda pierrot, enquanto o baixo e a bateria seguiam à risca os ritmos da consagrada canção de Malice Mizer. A apresentação da Lys encerrou com seu single, Les Fleurs du Mal.

Lys Rorschach inc
Foto: Erick / @sucodm

SETLIST – LYS

  1. La Revanche
  2. Monsters
  3. Gekka no Yasoukyoku
  4. Yami Yori Kurai Doukoku
  5. Waltz Macabre
  6. Cerise Rouge
  7. Les Fleurs du Mal

Em seguida tivemos a Marsara, com um palco repleto de velas e uma lamparina; imagens sugestivas de Mariposa, um dos lançamentos mais recentes da banda. Antes disso, uma intro regada a batidas de funk anunciou de pronto seu mote: visual kei carioca de brasileiros para brasileiros. Como que contagiado pelo estilo da atração principal, a apresentação da banda contou com alguma coreografia em Jesusphobia.

Apesar de muito repaginada se comparada aos anos iniciais da banda que comemora dez anos em 2026, Rendezvous permanece firme e forte no repertório de seus shows. E mesmo com essas mudanças puxando para o mais pesado em Mariposa e Inferno, o apego pela sonoridade do visual kei permanece uma constante na inédita A Gente Nunca Comemora Nada. 

Marsara Rorschach inc
Foto: Erick / @sucodm

SETLIST – MARSARA

  1. SE
  2. Jesusfobia
  3. A Gente Nunca Comemora Nada
  4. Mariposa
  5. Rendezvous
  6. Quarto Vazio
  7. Inferno
  8. Karmaval
Rorschach inc
Foto: Erick / @sucodm

Tão logo encerrou-se a segunda banda de abertura, o Rorschach .Inc subiu ao palco! Enquanto alguns detalhes técnicos eram resolvidos, Yuuri e Chobi interagiam com os celulares dos fãs. Com o passar das músicas, Yuuri encarnava as coreografias que guiaram o público, marcando presença como vocalista enquanto os instrumentistas se focavam em suas execuções.

Como é de praxe, o uso e abuso de breakdowns agitavam a apresentação, que se provou calorosa demais para a banda não acostumada com o clima tropical do Rio. Somou-se a isso um pequeno problema técnico no retorno do vocalista e a banda improvisou uns MC’s, oportunidade mais que bem recebida. Pois além da qualidade das músicas, o “como” se sobressai pelo “o quê” e simpatia os membros do Rorschach .Inc possuíam de sobra!

Rorschach inc
Foto: Erick / @sucodm

Nas últimas da apresentação, Yuuki tentou puxar uma roda punk em Ghost. E como um destaque da noite, a bateria violenta de Mel recheou o show do Rorschach .Inc do tipo de energia e espontaneidade que se espera de um show de visual kei!

Rorschach inc
Foto: Erick / @sucodm

SETLIST – RORSCHACH .INC

  1. SE
  2. TOKYO Underground
  3. KEMURI
  4. Villan
  5. ALICE IN TIDE LAND
  6. ANTI
  7. メカウサギ   (Mecha Usagi)
  8. METRO
  9. Ka.f.ka
  10. WATCHMEN
  11. GHOST
  12. 冥府 a NOISE  (Meifu a Noise)
  13. KAIBUTSU
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Arch Enemy no Bangers Open Air 2026: Lauren Hart se emociona com o Público Brasileiro em Noite Histórica

arch enemy bangers open air 2026
Foto: @brunobellan / @sucodm

No dia 25 de abril, o Memorial da América Latina recebeu o Arch Enemy como headliner do Bangers Open Air 2026 — e com uma missão extra: apresentar ao Brasil a nova vocalista Lauren Hart, ex-Once Human, que substituiu Alissa White-Gluz após onze anos na banda.

O Brasil foi o primeiro público da banda após a turnê pela China e Japão, e isso ficou claro no palco. A cada vez que a plateia entoava o nome dela, Lauren parava, agradecia emocionada e dizia que “sempre ouviu coisas boas sobre o Brasil”. Em determinado momento, a recepção calorosa a levou às lágrimas — uma cena genuína que marcou a noite.

Michael Amott e uma Banda Impecável

Se Lauren foi a novidade, Michael Amott foi a âncora. O cofundador e guitarrista principal simplesmente respira metal — e vê-lo tocar ao vivo é um lembrete do porquê o Arch Enemy é referência mundial no death metal melódico. Ao lado de Joey Concepcion nas guitarras e Daniel Erlandsson na bateria, a banda entregou o equilíbrio que a consagrou: melodia e peso extremo, sem concessões.

Setlist que Atravessa Toda a Discografia

O repertório foi uma viagem pela história da banda, do debut Black Earth (1996) ao novo Blood Dynasty. Destaques para o clássico “Bury Me an Angel”, a pesada “War Eternal”, “Nemesis” e a nova “To the Last Breath” — executada com precisão, apesar de envolvida em polêmica recente com o guitarrista Kiko Loureiro, que insinuou semelhanças com um trabalho seu (acusação desmentida pela banda).

A produção foi de headliner: fogos, chamas no palco, fumaça, iluminação elaborada e o icônico pano “Pure Fucking Metal”.

O Que Pesou Contra

O ponto mais criticado foi a qualidade do som: o volume excessivo embolou os instrumentos, e a bateria tendeu a engolir guitarras e baixo em vários momentos. Lauren também demonstrou alguma insegurança esperada — afinal, substituir Angela Gossow e Alissa White-Gluz é peso considerável.

Show muito bom e é para quem aguenta. Agressivo, visceral e com momentos históricos: a estreia de Lauren Hart no Brasil e as lágrimas que o público brasileiro arrancou dela valem sozinhas. A nova formação passou no teste. O próximo capítulo começou.

ARCH ENEMY FOTOS: @BRUNOBELLAN

ARCH ENEMY NO BANGERS OPEN AIR 2026

  1. Yesterday Is Dead and Gone
  2. The World Is Yours
  3. Ravenous
  4. War Eternal
  5. Dream Stealer
  6. To the Last Breath
  7. Blood Dynasty
  8. My Apocalypse
  9. Bury Me an Angel
  10. The Eagle Flies Alone
  11. No Gods, No Masters
  12. I Am Legend
  13. Dead Bury Their Dead
  14. Snow Bound
  15. Nemesis
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Vale a pena ler Imagens Estranhas, de Uketsu? O livro de terror japonês que surpreende pelo formato

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Imagem Divulgação

Todo mundo sabe que a nova geração literária vem muito impulsionada pelas redes sociais, mas confesso que ainda me surpreendo ao ver quando influenciadores, ou produtores de conteúdo, acabam estampando o nome deles em capas de livros. Apesar de parecer óbvio que, pessoas que trabalham com criatividade também atuem em segmentos artísticos onde – pasmem – envolve a criação de narrativas, acho que minha cabeça ainda associa cegamente a ideia de autoria com uma imagem quase transcendental. Talvez por isso eu tenha me mantido a uma distância amigável de qualquer livro que o autor fosse influencer, tiktoker, ou YouTuber, isto é, até conhecer Imagens Estranhas.

Uketsu, o misterioso contador de histórias

Se você for fã de horror japonês, já deve ter ouvido falar de Uketsu. O criador de conteúdo para YouTube é uma conhecida figura enigmática que se tornou conhecido por narrar histórias de terror, além de criar vídeos inquietantes e desconfortáveis. Mantendo sua identidade sob sigilo (e uma máscara esquisita), ele se tornou famoso pela sua criatividade no gênero, e não demorou que ele ousasse em seguir para a literatura. Suas obras são famosas por incorporarem elementos visuais como figuras, diagramas, desenhos, e outros anexos que não são apenas um tempero, mas o prato principal em histórias de mistério e suspense. 

O sucesso de seus livros foi estrondoso. Casas estranhas, por exemplo, ganhou uma sequência dois anos depois do lançamento do primeiro livro, e uma adaptação para mangá. E Imagens estranhas, o livro que me apresentou o autor, foi publicado nesse meio tempo entre os dois. No Brasil, a obra foi editada pela Editora Suma

Uma imagem, ela é estranha

O livro, que tem pouco menos de 200 páginas, é uma história de mistério e suspense, que nos lembra muito uma trama de detetive. Nela, somos apresentados diferentes capítulos com diferentes pontos de vista, todos eles tendo apenas uma coisa em comum: imagens estranhas. Inicialmente dá-se a entender que estamos vendo uma antologia, mas logo percebemos que as histórias estão entrelaçadas e, através de saltos temporais, começamos a encaixar as peças do quebra-cabeça. 

Apesar de cada capítulo possuir uma resolução, nós não sabemos a história completa (acredite se quiser) até terminar todos. E é fascinante ver a descoberta das pistas aos poucos, além disso, a visão sob diferentes óticas, não nos entrega narradores realmente confiáveis. Como podemos saber que quem está narrado é inocente ou culpado? 

Dá para enganar?

Eu julgo que um livro de mistério é bom ou não se ele me deixa perdida, ou me engana completamente. Talvez não ajude o fato de no fim do primeiro capítulo eu estar gritando diversas hipóteses, mas mesmo assim, considero essa a minha regra. Imagens Estranhas me pareceu bem simplório na primeira história, mas confesso que começou a me confundir a partir do capítulo 2, e daí em diante eu estava em momentos de “eu sei de tudo” misturados com “não tenho certeza”. 

Não posso dizer que o final foi de todo surpreendente, eu acredito que o autor deixa pistas o suficiente para que você descubra pelo menos uma parte considerável do que aconteceu, porém, posso afirmar que não consegui resolver NENHUM dos mistérios das imagens, porque tem isso, cada capítulo uma imagem misteriosa com um enigma, e um outro maior ainda que amarra todos. Então no final das contas, eu acho que ele atingiu o objetivo de me confundir, mas me deu também o suficiente para não me deixar completamente perdida. 

Veredito Final

Eu sinto que ignorar que produtores de conteúdo online irão, eventualmente, ser parte dos meios artísticos convencionais (livros, música, cinema) é ser ignorante e ter uma mente pequena. No fim, a criatividade está em todos os meios, e numa era tecnológica, ela também estaria nas redes sociais. Uketsu, é a prova concreta que dá para fazer os dois com maestria, com seu canal do YouTube, e seu livro esquisito com imagens estranhas.

A leitura foi excelente, muito divertida e empolgante, e me fez ter ainda mais vontade de conhecer outras obras do autor (e desvendar todos os seus mistérios, estranhos ou não).

imagens estranhas uketsu capa
Capa Divulgação

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CCBB Rio recebe Além da Fantasia, a exposição de Yoshitaka Amano que vai muito além do Final Fantasy

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Foto por: @fotobelga / @sucodm

Dois anos depois de sua estreia no Brasil em São Paulo, a exposição “Além da Fantasia”, que contempla as obras do lendário artista de Final Fantasy, Yoshitaka Amano, chegou pela primeira vez no Rio de Janeiro neste último dia 22 de março. Enquanto a exposição não era inaugurada por aqui, já era possível ver esse gigante das artes visuais dando sorte para o Flamengo no Maracanã, de cerveja na mão.

O site do CCBB dispõe de bons detalhes sobre os conteúdos exibidos na exposição. Mas aqui insisto em fazer alguns comentários, até de cunho pessoal mesmo. Um relato de um fã, que não foi somente visitar uma exposição, mas ver um retrato de tempos idos da própria vida. Como tenho certeza de que esse sentimento não é exclusivo, pois são tantas e tantos que se emocionaram com Final Fantasy ao longo de suas vidas, estendo a esta cobertura as impressões desta tímida visitação.

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Além da Fantasia – Yoshitaka Amano | Foto por Erick / @sucodm

A exposição ocorrerá até o dia 22 de junho. São dois meses, tempo suficiente para o povo carioca e fluminense se programar, então desde já a recomendação é uma e inequívoca: vão! Não deixem de ir. Não há fotografia capaz de transmitir aos olhos a percepção visual dos traços de Yoshitaka Amano para além de seus desenhos: impressões e litografias carregam outra dimensão do estilo do mestre quando incorporadas em outros materiais e suportes.

Apesar da fachada bem chamativa, a entrada do CCBB permanecia como de costume, salvo por um par de pinturas expostas mais à frente, não de Yoshitaka Amano, mas de seu filho, Yumihiko Amano. O visitante sabia disso? Não. Deu sorte, pois as pinceladas de tinta em muito semelhantes ao estilo fugaz do pai e a ignorância do fato de que o próprio Yoshitaka teve filhos jamais o levaria a imaginar que a pintura fosse de outra pessoa. Soube por fora, aprendeu com o erro alheio antes que errasse também.

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Além da Fantasia – Yoshitaka Amano | Foto por Erick / @sucodm

Acessando o segundo andar, somos prontamente direcionados pela equipe local a retirar os ingressos, seja no celular, seja no guichê que imprime sem demora um ingresso mediante cadastro. A entrada é livre, mas ainda assim a organização do evento demanda. Um corredor estreito apresenta alguns dados biográficos de Yoshitaka Amano; sua residência, onde estudou, origens familiares, etc. Com uns três quadros introdutórios ao escopo de estilos do artista, chegamos à primeira parte da exposição.

Uma sala maior, com música de fundo inspirada nas composições de Nobuo Uematsu, apresenta Yoshitaka Amano por aquilo que ele é mais conhecido pelo grande público: Final Fantasy. É um percurso em zigue-zague de três corredores, indo dos títulos mais antigos (Final Fantasy V, VI), passando pelos clássicos (Final Fantasy VII, VIII e IX), aos mais modernos (Final Fantasy XI, XII, XIII, XIV, XV e XVI). A movimentação intensa por esses corredores, dependendo da hora e do dia em que se visite, talvez torne a imersão um pouco difícil, mas o maior destaque dessa sala, sem sombra de dúvida, vai para o seu início. Não sem antes mencionar a maravilhosa ilustração dividida em quatro partes de Final Fantasy XI em estilo yamato-e, com as nuvens japonesas lembrando e muito as artes dos biombos (byoubu)!

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Além da Fantasia – Yoshitaka Amano | Foto por Erick / @sucodm

Logo à entrada da primeira sala, nossa visão é levada a uma larga impressão comemorativa dos 35 anos de Final Fantasy, com uma belíssima seleção de personagens e monstros consagrados da franquia! Seja nos rostos de Yuna, Cloud, Cecil, ou monstros como Bomb e Gilgamesh, passando por summons clássicos da franquia como Ramuh e Sheeva, a impressão opera como uma máquina do tempo para os fãs que cresceram com a série de jogos. Um momento bastante emocionante, mas que foi facilmente interrompido porque, ainda que a exposição não tenha avisos físicos claros sobre o devido proceder em seus interiores, a equipe responsável pelo seu cuidado fará toda questão de que você saiba quando estiver cometendo alguma infração. Então para que outros visitantes não sejam constrangidos de surpresa: nada de carregar bolsas pequenas nas costas, ou escrever dentro da exposição (essa última sequer está listada no site, então fica aí o complemento).

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Além da Fantasia – Yoshitaka Amano | Foto por Erick / @sucodm

Depois dessa imersão estética logo à entrada do salão, quando nos voltamos para o lado somos apresentados a outra obra-prima que consagrou Yoshitaka Amano como comunicador visual: a animação Angel’s Egg. Quase sem diálogos, uma narrativa puramente imagética, a animação virou símbolo da safra mais “cult” dentro da comunidade otaku e que nos força à experiência estética sem maiores mediações pela literariedade da narrativa.

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Além da Fantasia – Yoshitaka Amano | Foto por Erick / @sucodm

Saindo da sala de Final Fantasy, um corredor que se estende ao exterior conecta mais três salas separadas, cada um com um tema diferente. Nisso, os funcionários são ágeis em notar a movimentação do público e convidar aqueles que desejam prosseguir com a exposição. Na etapa seguinte, a sala contrasta uma etapa mais vibrante da trajetória de Yoshitaka Amano com Candy Girl, onde o artista consagrado pela cultura pop flerta com a pop art. Não, não são sinônimos. O caminho visível da sala troca as cores fortes pelos tons sombrios de Vampira Hunter D, seu trabalho colaborativo com o escritor Hideyuki Kikuchi.

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Além da Fantasia – Yoshitaka Amano | Foto por Erick / @sucodm

Nas duas salas restantes, temos em ordem, uma sala repleta de trabalhos colaborativos de Amano e a sala temática de seus trabalhos com a franquia Tatsunoko e sua obra experimental Deva Loka (não confundir com diva, sua loka), contendo a área de imersão animada. A primeira sala é repleta de diferentes releituras de clássicos da arte como O Grito de Munch, clássicos infantis como Pinóquio, referências da cultura pop ocidental como DC Comics e Sandman, bem como uma série de cartas especiais e valiosíssimas de Magic: The Gathering. Na última sala da exposição, encontramos “o mundo dos deuses”, tradução de Deva Loka no sânscrito. As peças gigantescas nos convidam a um olhar atento do estilo de Yoshitaka Amano sobre a forma feminina e a composição de vários elementos conjugados num todo hipnotizante. E para quem é otaku velho dos tempos de Speed Racer, a exposição encerra com um dos primeiríssimos trabalhos profissionais de Amano de sua época na Tatsunoko, onde seus talentos começaram a ser reconhecidos pela indústria cultural dos anos 80 e o resto é história.

Para fechar estas impressões como uma nota indireta de agradecimento, muito do que foi possível ser escrito até aqui foi graças aos insights riquíssimos da vtuber Juufutei Raden, mais que um talento idol, um talento cultural do Hololive. Suas observações técnicas sobre museus e exposições de arte abriram os olhos deste ignorante em artes visuais sobre a composição nada inocente das galerias de arte e como sua ordem de exposição, exibição e condução. Dito de outra forma, a geografia de uma exposição possibilita enxergarmos o roteiro de sua curadoria, com início, meio e fim.

Chegando ao Rio depois de sua exposição em Belo Horizonte, a mostra “Além da Fantasia” permanece até o dia 22 de junho, de onde seguirá para Brasília. Não deixem de ir!


ERRATAS

Para a alegria deste redator em busca de leitores, a equipe do CCBB não só leu esta singela carta de amor à carreira de Yoshitaka Amano como pontuou algumas caneladas que, com toda a justiça, merecem o devido esclarecimento.

A primeira diz respeito ao escopo da exposição. A itinerância que começou no CCBB de Belo Horizonte e agora está no Rio antes de partir para Brasília é maior do que a que esteve em São Paulo dois anos atrás! Então se você acha que viu o que tinha que ver em 2024, pensa de novo. Até porque, faltou o óbvio, que nos leva ao ponto seguinte:

O CCBB do Rio conta com duas pinturas inéditas que, diferente do que foi noticiado acima, não são inteiramente da autoria de Yumihiko Amano. Um quadro, mais especificamente, é de sua autoria. Enquanto o outro, sim, foi pintada por Yoshitaka Amano nas dependências do CCBB, localizadas na rotunda – e aqui agradeço à equipe pela palavra que me faltava: a rotunda, belíssima área circular na área ao meio, com uma belíssima vista no teto, beleza histórica do próprio prédio.

O terceiro ponto que merece ser destacado é em respeito às normas da exposição. Pois ainda que o texto da matéria redirecione a menção às regras de visitação, nenhuma informação é informação demais. E é importante lembrar, que a proibição de uso de mochilas tem a finalidade de proteger tanto as obras, quanto o próprio público em momentos de fluxo intenso de pessoas. Por isso o CCBB conta com um guarda volumes assim que você adentra pela entrada frontal, à sua esquerda.

Agradecemos portanto as correções às imprecisões do texto original e a leitura atenta do texto!


GALERIA ALÉM DA FANTASIA – YOSHITAKA AMANO

Fotos por @fotobelga

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Subversive Memories: o indie brasileiro que usa o survival horror para falar sobre a ditadura militar

Submersive Memories review
Imagem Divulgação

Produzido pelo estúdio brasileiro Southward Studio, Subversive Memories surge em um momento sensível do cenário político e social brasileiro, marcado por polarizações e debates cada vez mais intensos sobre memória histórica e revisões do passado. 

No game, acompanhamos uma jovem que desperta sem lembrar do que aconteceu antes daquele momento. Em meio ao caos, ela precisa explorar o ambiente e buscar respostas para compreender tudo o que está acontecendo ao seu redor. Ambientado no Brasil e situado no contexto da ditadura militar, o game propõe uma experiência de sobrevivência que dialoga diretamente com esse período histórico, deixando no ar uma narrativa atravessada por tensões, silêncios e reflexões que ainda encontram eco no presente. 

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Survival Horror classudo

Partindo para sua gameplay, o título se inspira fortemente nos clássicos Survival Horror da era do PS1, com claras influências dos primeiros Resident Evil. Ambientado em um cenário que remete a uma famosa delegacia conhecida pelos fãs do gênero, o jogo incorpora diversos elementos característicos da franquia. A escassez de recursos, representada aqui pelas pilhas usadas na lanterna, os puzzles desafiadores e a movimentação mais estratégica reforçam as referências, funcionando como homenagens que enriquecem ainda mais a experiência proposta. 

É interessante observar como Akira, principal responsável pela produção do jogo, consegue absorver diferentes referências sem perder a identidade própria da obra. Embora muitos elementos utilizados já sejam conhecidos do público, especialmente por títulos como Dino Crisis, Resident Evil e Fatal Frame, é perceptível o cuidado em transformar essas influências em algo autoral. Mesmo dentro de limitações financeiras evidentes, o projeto demonstra atenção e sensibilidade criativa, conseguindo preservar seu grau de originalidade enquanto apresenta uma experiência que soa familiar, mas ainda assim traz algo novo. 

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Ditadura Militar

Já no campo narrativo, o jogo encontra talvez o seu maior trunfo. Como mencionado anteriormente, toda a história se desenvolve durante a ditadura militar a partir da perspectiva de uma jovem espírita, recurso que amplia a forma como os acontecimentos são apresentados ao jogador. A coleta de recursos, o ato de acender velas e até o enfrentamento de determinadas entidades funcionam não apenas como mecânicas de jogo, mas também como metáforas para revisitar os horrores vividos no Brasil naquele período. 

Temas como censura, tortura e a propagação do ódio aparecem de maneira sutil, inseridos nas entrelinhas da experiência. São referências que não se impõem de forma direta, mas que ganham força justamente pela simbologia e pela sensibilidade narrativa, revelando camadas mais profundas para quem consegue perceber os sinais espalhados ao longo da jornada. 

Talvez o único pequeno porém em meio a tantos acertos esteja na forma como o jogo se apresenta ao público. A narrativa não se mostra totalmente receptiva para quem chega sem referências prévias ou sem familiaridade com o contexto histórico abordado. Embora o título funcione muito bem ao despertar curiosidade e incentivar a interpretação, em alguns momentos ele pode soar confuso para jogadores menos conectados com suas camadas narrativas. Ainda assim, não chega a ser exatamente um defeito, mas sim uma escolha que pode acabar afastando parte do público enquanto, ao mesmo tempo, reforça a proposta mais autoral da experiência. 

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Uma grata surpresa

No fim, Subversive Memories se revela uma grata surpresa dentro da cena indie. Mesmo sendo um projeto de baixo orçamento, chama atenção o olhar de Akira, um criador residente no Japão, que volta sua atenção para o Brasil e decide confrontar, ainda que de forma simbólica, acontecimentos históricos que continuam ecoando até hoje. A ditadura militar permanece como uma mancha profunda em nossa história, algo que não deve ser apagado ou esquecido, e obras como essa mostram como o videogame também pode funcionar como instrumento de memória e reflexão. 

Ao utilizar a linguagem dos jogos para revisitar esse período, o título incentiva novas gerações a pesquisar, questionar e se reconectar com partes do passado que, por vezes, parecem ser empurradas para o esquecimento. Em cerca de quatro horas de duração, a experiência entrega uma jornada intensa, capaz de transformar uma breve jogatina em um reencontro emocional com anos de medo, silêncio e marcas ainda presentes na memória coletiva brasileira. 

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