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Bangers Open Air 2026 | Evergrey, Jinjer, BLS e os Outros Destaques do Sábado

Do festivo Feuerschwanz ao prog emocional do Evergrey, o primeiro dia do festival entregou muito além do headliner

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O Arch Enemy pode ter dominado a noite, mas o sábado do Bangers Open Air 2026 foi muito mais do que um show. Ao longo do dia, o Memorial da América Latina recebeu uma grade variada que testou resistência física — o sol foi inclemente — e recompensou quem ficou.

Por sinal, leia: Arch Enemy no Bangers Open Air 2026: Lauren Hart se emociona com o Público Brasileiro em Noite Histórica

Evergrey: Reencontro Emocionante, Som Que Traiu

Mais de vinte anos depois — a última vez foi em 2005, junto ao Pain of Salvation em Limeira — reencontrar o Evergrey ao vivo foi uma experiência genuinamente especial. A banda sueca continua impecável na execução: os solos carregam aquela fusão rara de técnica e sentimento, e os telões com iluminação sincronizada criaram uma atmosfera envolvente mesmo sob o sol da tarde.

O problema foi o som. Os instrumentos estavam extremamente baixos, tirando força de uma banda que vive da densidade. Outro ponto agridoce: o setlist focou bastante no novo álbum Architects of a New Weave — que já saiu nas plataformas — e deixou pouca coisa das fases antigas. Para quem foi atrás dos clássicos, a sensação foi de querer mais.

Jinjer: Som Perfeito, Show Plástico

O Jinjer foi o oposto técnico do Evergrey: o som estava excelente, bem regulado, com cada instrumento no lugar. Tatiana Shmayluk mais uma vez impressionou pela transição natural entre vocais limpos e guturais — o tipo de coisa que deixa até a equipe de segurança boquiaberta.

Mas faltou dinâmica. O show soou preciso demais, quase cirúrgico, o que é ótimo para o metal moderno, mas deixa pouco espaço para respirar ou para aquele momento de catarse coletiva. Entregaram muito, sem dúvida.

Black Label Society e Tankard: Passagens que Valem a Menção

Dois momentos mais curtos merecem registro. O Black Label Society mostrou por que Zakk Wylde ainda é uma força da natureza — pesado, direto, sem firulas. Já o Tankard cumpriu exatamente o que prometeu: thrash metal de boteco, sem compromisso com sofisticação, só com energia. Bandas assim são o sal do festival.

Feuerschwanz: A Surpresa do Dia

Com a saída do Fear Factory da grade, o Feuerschwanz migrou do Sun Stage para o Ice Stage — e foi um acerto. O palco maior expôs mais gente ao folk metal festivo da banda alemã, com trocas de figurino, adereços medievais e um carisma que transforma qualquer apresentação numa festa. Quem não conhecia, saiu fã.

Lucifer: Meio-Dia, Sol a Pino e Presença de Palco Inegável

Subir ao palco ao meio-dia num festival ao ar livre já é em si um ato de coragem. O Lucifer aceitou o desafio com uma formação quase inteiramente renovada. Johanna Platow comandou o palco com presença arrebatadora, mesmo sob condições adversas. A ausência de “Maculate Heart” no setlist me frustrou, mas o show se sustentou.

Uma nota à parte: o Seven Spires merece matéria própria. O que aconteceu naquele palco foi singular demais para caber num parágrafo e fica para a próxima. E claro, In Flames, que também terá meu depoimento exclusivo, de uma das bandas que eu mais queria ver na vida!

BELLAN
BELLAN
O #BELLAN é um nerd assíduo e extremamente sistemático com o que assiste ou lê; ele vai querer terminar mesmo sendo a pior coisa do mundo. Bizarrices, experimentalismo e obras soturnas, é com ele mesmo.

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