A segunda temporada de Ijiranaide, Nagatoro-san (Don’t Toy with Me, Miss Nagatoro), ganhou um novo vídeo promocional juntamente com a data de estreia no Japão. Então já deixe anotado, pois dia 7 de janeiro de 2023 eles estarão de volta.
Com isso, vemos no vídeo um trecho da música tema de abertura interpretada por Sumire Uesaka, intitulada “LOVE CRAZY”. Ainda mais, a música de encerramento também já foi divulgada, e é “MY SADISTIC ADOLESCENCE♡” por Nagatoro-san (Sumire Uesaka), Gamo-chan (Mikako Komatsu), Yosshi (Aina Suzuki), Sakura (Shiori Izawa).
A primeira temporada do anime foi ao ar durante a temporada de primavera de 2021 (abril – junho) no Japão. Assim a série conta com doze episódios e, no Brasil, está completa na Crunchyroll.
Sinopse:Quando um estudante introvertido do ensino médio conheceu uma garota chamada Nagatoro, sua vida desmoronou. Primeiro, ela observou cuidadosamente a reação dele ao abuso verbal que recebeu de outras garotas maliciosas, percebendo que, na realidade, parece ser o que ele precisa, então ela começa a provocá-lo também. Em breve ficará cada vez mais óbvio (para o leitor, não para o personagem) que as provocações de Nagatoro não são maliciosas, mas na verdade são bastante coquete e mostram um leve interesse romântico.
Olha só quem voltou!! Luca Guadagnino retorna às grandes telas de cinema do mundo com o seu novo longa que promete trazer do horror ao drama. Até os Ossos com certeza é um dos filmes mais curiosos e intrigantes do ano.
Se vendendo com uma proposta diferente entre um amor peculiar e metáforas da vida, o filme vem abalando circuitos de cinema por onde passa, chamando atenção. Mas no fim, será que o que o diretor de ”Me chame pelo seu nome” e ”Suspiria” consegue acertar em seu novo trabalho? Vem conferir com o sucolino aqui.
Enredo
No longa, acompanhamos a história de Maren, uma jovem que está prestes a começar sua vida adulta, mas vê sua vida desmoronando quando seu pai resolve abandoná-la por conta do seu grande impulso por carne humana que a persegue desde sua infância. Por conta disso, ela vê toda sua vida virar de cabeça para baixo e parte em uma jornada pelas estradas do EUA para encontrar sua mãe.
De cara eu preciso comentar o quanto é curioso ver o Luca se propor a fazer um filme justamente dentro desse tema. Afinal, levando em conta que seu amigo pessoal e também de trabalho (Me chame pelo seu nome), Armie Hammer foi acusado recentemente de canibalismo. Então é claro que isso acaba levantando rumores e burburinhos entre o público se o diretor tem ou não a intenção de justificar os supostos atos de seu colega.
No entanto, em compromisso com tudo que já foi apresentado, preciso afirmar aqui que o próprio diretor já afirmou que não existe nenhum tipo de ligação com o ator! Porém é um pouco difícil não associar levando tudo em conta.
As expectativas foram supridas?
Enfim, voltando ao que interessa, temos aqui uma narrativa até que interessante com um tema bem curioso e diferente do que estamos acostumados. Ainda, somente isso já é o suficiente para chamar atenção do público, mas no fim, acaba não se pagando tanto.
Apesar de inovador, o longa ainda assim acaba sendo um thriller que tenta buscar horror em cima de cenas gráficas e diálogos aflitos entre pessoas que se identificam com aquilo. Além disso, mostra um romance que facilmente poderia ter sido escrito por alguém que trabalha com o publico teen, mas calma! Isso com certeza não é um grande problema, pois mesmo não sendo algo extraordinário existe fatores que pagam muito.
Nesse sentido, com certeza o maior deles é o elenco. Portanto, com nomes como Timothée Chalamet (Lee) e Taylor Russell (Maren), o longa consegue impressionar com o a atuação dramática do jovem casal pelas estradas dos Estados Unidos. Assim, mesmo trazendo um romance meio clichê, consegue surpreender trazendo uma carga sentimental muito forte.
Agora, outro fator que ajuda e muito nesse longa é sua complexidade e metáforas nos diálogos. Por mais que em alguns momentos o roteiro pareça perdido e alguns diálogos sejam bastante arrastados, é inegável que Luca quis trazer uma obra que nos fizesse pensar muito sobre o método que vivemos a vida. No entanto, o grande problema aqui é a falta de coerência em certos momentos, que faz parecer que o diretor está tratando o tema de qualquer forma. Ou seja, pode acabar desagradando muita gente e até mesmo tirando todo o foco do que realmente importa.
Considerações finais
Por fim, não posso terminar sem exaltar o belíssimo trabalho de fotografia e produção. Afinal, todo momento passamos por paisagens que enchem nossos olhos e que nos faz ter o sentimento de que estamos realmente embarcando naquela viagem sinistra. Nela, só a calmaria do céu é capaz de acalmar os ânimos a flor da pele a quase todo instante.
Sendo bem sincero com vocês, eu esperava muito mais de Até os Ossos. Mas relaxa! Isso não o torna um filme ruim, mas apenas digo que talvez não seja bom depositar tanta expectativa por aqui. Apenas assista de mente aberta e crie conclusões metafóricas sobre tudo aquilo que o filme nos reserva.
Mais uma temporada vem aí, agora da adaptação do mangá escrito por Hazuki Takeoka e ilustrado por Tiv. Assim, o intitulado Masamune-kun no Revenge (Masamune-kun’s Revenge) recebeu um vídeo promocional e previsão de estreia para a segunda temporada.
Sendo assim, no vídeo podemos escutar um trecho da música tema de abertura interpretada por Ayaka Ohashi, ‘Please, Please!‘. Além disso, a confirmação para a estreia na temporada de primavera de 2023 (abril – junho) no Japão.
Masamune-kun no Revenge – Teaser
Sinopse:Quando criança, Masamune Makabe foi evitado por uma garota rica e bonita chamada Aki Adagaki, que o apelidou de ‘porquinho’ devido à sua aparência gorda de menino. Buscando vingança, Masamune trabalha duro para melhorar a si mesmo e retorna como um estudante do ensino médio incrivelmente bonito, mas narcisista. Quando ele encontra Aki mais uma vez, ele está preparado para se vingar. Com a ajuda do servo de Aki, Yoshino Koiwai, Masamune lentamente começa a construir seu relacionamento com Aki, com a intenção de quebrar seu coração quando for a hora certa. No entanto, à medida que sua amizade com Aki começa a crescer, Masamune começa a questionar os objetivos de seus planos tortuosos, e se realizá-los é o que seu coração realmente deseja.
A adaptação para anime da webtoon sul-coreana de Tae-Jun Park, Lookism foi confirmada durante o Tudum: Um Evento Mundial para os fãs da Netflix. Assim, a estreia estava agendada para o dia 4 de novembro, mas após um incidente na Coreia precisou ser adiada indefinidamente.
Contudo, a animação produzida pelo estúdio coreano Studio Mir (Dota: Dragon’s Blood, The Witcher: Nightmare of the Wolf), ganhou uma nova data de estreia. Então, fiquem ligados pois Lookism chega dia 8 de dezembro na streaming. Vá para a pagina e acione o sininho para não perder essa estreia (AQUI).
Enfim, a história é sobre Park Hyung Seok um estudante do ensino médio impopular que é desprezado por seu colega. Intimidado e assediado todos os dias por um delinquente, ele desconta sua raiva verbalmente na mãe e pede transferência escolar. Então, resolvendo fugir de seus problemas e começar de novo, ele se muda para Seul e planeja frequentar uma nova escola. No entanto, algumas noites antes de começar a escola ele recebe um novo corpo que é alto, musculoso e bonito. Com isso, quando um corpo está em uso, o outro adormece; ele pode trocar de corpo acordando o adormecido.
Sendo assim, seus dias são divididos entre os dois corpos: o bonito para o dia e o original para a noite. Como Daniel Park (Park Hyung Seok) vive com dois corpos, ele começa a ver o quanto o mundo discrimina pessoas consideradas pouco atraentes ou diferentes. Portanto, ele experimenta discriminação e ódio com seu corpo original e gentileza e tratamento especial com o outro. Seu novo corpo o torna um influenciador de mídia social, estagiário de uma empresa de entretenimento e modelo de roupas. De qualquer forma, à noite a vida dos sonhos de Daniel se torna uma dura realidade quando ele retorna ao seu corpo original.
A CCXP 2022, maior encontro geek do mundo, acaba de se tornar ainda mais interessante. Afinal, a Chilli Beans, maior rede especializada em óculos da América Latina, confirmou sua presença no evento. Então, dos dias 30 de novembro a 4 de dezembro, a marca estará na Rua”A”, estande 1D.2, próximo ao espaço Omelete, no São Paulo Expo.
No estande da Chilli os fãs encontrarão mais de 690 produtos em exposição, tanto os best-sellers quanto novidades recém saídas do forno. Inclusive, aquelas coleções totalmente voltadas para o mundo geek também estarão disponíveis. Ou seja, chegou sua hora de conferir a linha Batman, Friends, Jurassic World, Naruto, League of Legends, Pixar, Harry Potter, Marvel e Star Wars.
Além dos produtos, o estande terá uma experiência imersiva exclusiva na qual o fã entrará numa cabine de fotos e escolherá o seu universo geek preferido. Então tirará a foto no ambiente escolhido e poderá levar o pôster pra casa, juntamente com a sensação de ser o protagonista dessa história. Ainda, a imagem tirada nessa cabine de fotos ficará disponível via e-mail ou celular, para o fã compartilhar nas redes sociais.
Por fim, a Chilli Beans ainda espera a presença de vários influencers do seu squad durante o evento. Já ficou animado? Pois Caito Maia, CEO e fundador da Chilli Beans parece empolgado em seu depoimento:
É uma alegria imensa trazer a Chilli Beans mais uma vez para o maior encontro geek do mundo, afinal, esse pilar é muito importante para a marca. Além de ser um dos que mais me empolgo com o processo de criação.
Enfim, se você já sabe quais atrações vai conferir na CCXP 2022, não esquece de incluir o estande da Chilli Beans na lista, em! Esperamos você lá!
De vez em quando surge alguma série de temática LGBT e acaba dividindo o público sobre o fato de ser ou não ser considerada BL. Sendo assim, 180 Degree Longitude Passes Through Us é um verdadeiro exemplo desse dilema.
Primeiramente, por virar um termo guarda-chuva, o BL hoje engloba mais coisas do que podemos considerar se analisarmos critérios tidos como ultrapassados. De qualquer forma, é inegável que certas obras transmitem mais sinais de classificação do que as outras. Portanto, devemos ter cuidado.
Então, é justamente por isso que a série possui uma espécie de passe-livre para ser referido de qualquer forma. Afinal, a obra permeia diversos campos daquilo que estamos acostumados a assistir, tanto nos web dramas quanto nos lakorns. Assim, parte dessa diferenciação se deve à narrativa madura e algumas escolhas técnicas inusitadas.
O Enredo de 180 Degree Longitude Passes Through Us
Primeiro, a história — que surpreende pelo tom sóbrio — é sobre um jovem rapaz que se apaixona pelo amigo do seu falecido pai. Com isso, ela utiliza ganchos homoafetivos bastante específicos para criar tensão entre os personagens, como fragmentos de olhares reprimidos, toques cautelosos e um desenvolvimento que dá ênfase na relação criada pelo roteiro gradativamente. Além disso, as cenas são bem teatrais, com falas e movimentos ensaiados e, às vezes, calculados demais. Por outro lado, a fotografia, marcada por tons gélidos, como cinza escuro, conversa bastante com a locação principal: uma casa moderna repleta de vãos envidraçados e arquitetura marcante.
E, mesmo que não pareça, o cenário aqui é capaz de mudar toda perspectiva da história. Por exemplo, quando um dos protagonistas depende desse recurso ao seu redor para compor boa parte da sua personalidade, como é o caso do ator Nike Nitidon, principal destaque da série.
Enfim, além da minutagem longa e ritmo lento, 180 Degree Longitude Passes Through Us ainda sofre com a expectativa. Afinal, quem assiste esperando que essa seja uma produção BL típica da tailândia, encontra coisas bem mais profundas e, sobretudo, mais recompensadoras. Por isso, é uma experiência que definitivamente não se encaixa em exemplificações de gêneros.
Depois de muita espera e incertezas, no dia 17 de novembro a Betagames Group finalmente disponibilizou para o público o famigerado 171. Inclusive, ele foi carinhosamente apelidado de GTA Brasileiro, pelas semelhanças com os jogos da franquia da Rockstar.
Enfim, 171 chegou na Steam em versão Alpha e já havia gerado bastante repercussão no mundo dos games graças a sua proposta ousada. Afinal, seria um jogo ao melhor estilo GTA, podendo perambular pelas ruas da cidade, roubar carros, pessoas e todo o pacote completo. No entanto, com a adição de ser um cenário totalmente inspirado no Brasil.
Alguns jogos já surgiram com essa premissa, como a franquia Saints Row. Porém, além do cenário nacional, a equipe é totalmente brasileira e conta com aproximadamente 10 pessoas. Com tudo isso mente, 171 é um projeto bem ambicioso e interessante, e será que a versão Alpha deixa uma boa perspectiva do futuro, ou o que teremos à frente será nebuloso? Confira abaixo as primeiras impressões do “GTA Brasileiro”.
Sim, você já esteve aqui antes…
Vamos direto ao que interessa. Primeiramente, o que mais chama atenção em 171, ao menos para nós brasileiros, é obviamente a ambientação, que retrata cidades comuns do Brasil. Aqui, devo dizer que é o ponto mais interessante do jogo, pois ele realmente traz uma familiaridade única para os jogadores. É extremamente comum a sensação de que você conhece determinado lugar em qual você está. Você sabe, aquelas casas construídas daquele jeito, aquele tipo de comércio idêntico ao da sua rua, as lombadas e até a pracinha do bairro bem similar a do seu. Enfim, tudo é muito bem feito e, pelo fato de não ser um cenário comum em jogos, é algo que até parece “estranho”, não no sentindo literal da palavra.
Divulgação: Suco de Mangá
Além das ruas e construções que podem ser vistas em bairros do Brasil, os carros são os mesmos que você provavelmente verá caso olhe nesse momento para a rua da sua casa. Carros típicos brasileiros também estão no jogo, como não poderia ser diferente, além de motos igualmente características.
Basicamente, tudo no jogo te faz lembrar daquilo que você viu a sua vida inteira rotineiramente, até mesmo o interior das casas. Inclusive, é algo que impressiona, pois podemos entrar numa boa porção de residências, que estão mobilhadas mais uma vez com características do que conhecemos a nossa vida inteira.
E na hora de jogar?
Enfim, se as características visuais das construções e automóveis é o que chama a atenção logo de cara, em seguida você passa a reparar em outras coisas. Por exemplo, na movimentação do seu personagem, no controle dele, dos veículos e tudo mais, e posso dizer que está bem confortável. De qualquer forma, é claro que ainda falta algum polimento, mas é perfeitamente aceitável tendo em vista que o jogo está em sua versão Alpha.
Nesse contexto, a física de 171 lembra bastante a de GTA V, seja ela andando a pé, dirigindo (e colidindo) os veículos e também atirando. Porém, tudo isso com as devidas proporções e falhando em algum momento.
Então, o jogo começa sem uma introdução ou algum objetivo, mas quando andamos pela cidade, que pelo mapa não é lá muita extensa, acabamos encontrando alguns objetivos. Assim, podemos trabalhar de entregador de aplicativo ou de carteiros e algo assim, o que é bem legal e único desse jogo. Com isso, você fica livre para explorar e realmente conhecer o jogo e ver o que ele tem a oferecer. Logo, em pouco tempo você faz tudo o que está disponível nessa versão ainda em início de produção.
Divulgação: Suco de Mangá
Por fim, algo a ser ressaltado são os gráficos e sons do jogo. Como era de se esperar, a qualidade gráfica não é excepcional, as texturas são bem esquisitas e muitas vezes dão a impressão de que não foram renderizadas por inteiro ainda. Além disso, as luzes e sombras muitas vezes são bem agressivas, tendo pouca suavização entre ambas. Mas novamente, algo a ser “perdoado”, dado a versão em que se encontra.
Por outro lado, os sons são de qualidade (com exceção dos passos do personagem que poderiam ser mais sutis e mal se percebe variação). Inclusive, fica ainda mais interessante quando temos conversas com alguns NPC’s, já que temos as opções de falar algo positivo ou negativo. Nesse contexto, os personagens falam em gírias e de forma que realmente um brasileiro falaria, o que agrada bastante. Até porque muitas vezes esse é um dos aspectos que é mal apresentado em dublagens.
A primeira impressão pode não ser a que fica…
Num primeiro momento, foi uma experiência bacana jogar 171. Com 10 anos de produção, esse é um jogo bem esperado por uma quantidade razoável de gente e que promete muito, o que pode ser inclusive um tiro no pé. Afinal, tantas promessas geram muitas expectativas que podem acabar não sendo atendidas, ainda mais quando se leva em conta a equipe limitada no projeto. De qualquer forma, a experiência foi boa, ainda que seja estranho ver que em 10 anos não teve tanta progressão quanto se esperaria, mas deixa ansioso por mais.
Porém, depois do lançamento, uma enxurrada de críticas caiu sob o projeto e sob a Betagames Group. Alguns exagerados em relação ao produto disponibilizado, já outras mais comedidas e sinceras, até construtivas. No entanto, o que acabou pesando contra foi a informação divulgada por modders que acessaram o código do jogo, afirmando que 171 era um amontoado de presets comprados no market place da Unreal Engine. Até aí, tudo bem, certo? Em partes sim.
A Unreal Engine permite que você compre códigos já prontos e aplique ao seu jogo, poupando tempo e dinheiro. Portanto, não há nada de errado nisso, afinal, é uma facilidade que constrói o jogo. Entretanto, o problema real é não ter transparência nisso. Ou seja, a equipe da Betagames Group vinha arrecadando por meio de financiamento coletivo a verba necessária para a produção do jogo. Além disso, muitas das metas para inclusão de funcionalidades era bem elevadas, algumas chegando a dezenas de milhares de reais. Por exemplo, para produzir um ciclo de dia e noite no jogo, a meta era de 85 mil reais.
Sendo assim, o dinheiro seria destinado a essa funcionalidade, teoricamente feita pelos criadores. Porém, o que foi encontrado é que a equipe responsável comprou um código pronto de apenas 39 dólares (pouco mais de R$200,00) e ainda desativaram o sistema de chuva que vinha incluso. No final das contas, é estimado que o valor total dos presets comprados seria algo em torno de 3 mil reais, algo bem longe dos 195 mil arrecadados no Catarse.
Novamente, não há nada de errado em comprar funcionalidades para seu jogo, afinal, isso facilita a construção do jogo. Contudo, quando você para e analisa a quantidade de dinheiro arrecadado e compara com o tempo de produção do jogo e o material apresentado em sua versão Alpha…. Bem, as suas primeiras impressões acabam mudando um pouco e você passa a enxergá-lo com mais rigor e esperar mais daquilo que você acabou de jogar.
Enfim, até o momento desta publicação a Betagames Group não se pronunciou sobre a divulgação dessas informações citadas acima (que você pode conferir clicando aqui). Mas, na realidade, isso não muda muita coisa em relação a 171, apenas acaba deixando uma sensação de “poxa, esperava mais” no jogador, que provavelmente vai ter uma boa primeira impressão do GTA Brasileiro…
Eu sou uma grande fã de BL (Boys Love) do tipo fofinho e cheios de amor, mas confesso que os meus favoritos são os mais dramáticos, e aqueles que tem um toque obscuro são os que realmente conquistam meu coração. Então, buscando novos títulos acabei dando de cara com Loved Circus, de Nemui Asada, no qual a tag “Dark” logo me chamou atenção. Assim, o volume oneshot é um pouco diferente da curva e me pegou pela curiosidade, mas me manteve pelo drama e acabou me cativando com sua seriedade e realidade um tanto brutal.
Assim, temos como protagonista Kei, um homem comum que gastou cada centavo do que tinha com uma cortesã, e por causa disso ele perdeu sua casa. Então, morando no seu próprio carro, sendo perseguido por agiotas, e agora tendo perdido o amor da sua vida que não tem mais interesse nele, Kei pensa que a única solução que lhe resta é tirar sua própria vida. No entanto, em uma reviravolta ele acaba sendo salvo justamente por quem deveria cobrá-lo.
Acontece que seus agiotas são da mesma empresa que gerenciam o bordel masculino Circus, onde somente atendem a clientela masculina. Após o incidente, Kei ganha a oportunidade de pagar seus débitos em troca do trabalho de seu corpo, e de bônus ganhar um lugar onde ficar e comer. Portanto, no bordel ele vai conhecer os outros gigolôs, cada um com sua própria história, seu próprio trauma e suas próprias emoções.
Longe de uma história de amor
Loved Circus é uma obra que começa bem-humorada e acaba se tornando cada vez mais brutal conforme você avança pelos capítulos. Sim, há espaço para o relacionamento entre homens, mas aqui isso acaba sendo apenas o plano de fundo para uma trama com um toque muito mais dramático e sombrio. Afinal, Loved Circus não é sobre amor em si, mas sobre o fundo do poço, e sobre como depois de passar tanto tempo lá você acaba por achar que ali é o único lugar a qual você pertence.
Com um traço delicado e uma maneira especial de contar a história, a autora – Nemui Asada – vem se embrenhando nessa temática de boys love com temas mais psicológicos e dramáticos desde sua primeira publicação em 2014 com To the Sea.
Esta obra em questão é a quinta publicação da autora – lançado em 2015 – e um meio do caminho confortável onde podemos ver como ela evoluiu na maneira de contar histórias. No entanto, ainda está um pouco crua em outros âmbitos. Pessoalmente, acredito que há certos aspectos que são desnecessários para se gerar um “passado triste” e justificar certas atitudes. Isso porque no fim, nós seres humanos podemos simplesmente querer estar onde nos é confortável sem nenhuma justificativa muito mais embasada.
Porém, minha crítica é tão somente uma poeira no que o mangá realmente apresenta, e nos entrega em questões de narrativa e sentimentos. Loved Circus é bonito, trágico, triste, e ao mesmo tempo divertido de maneiras que podem bagunçar a sua cabeça. A publicação foi licenciada pela nossa parceira Tokyo Pop em inglês, e pode ser encontrada nas versões impressa e digital.