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Journal with Witch: o anime sobre luto e recomeço que vai te fazer chorar (e refletir)

journal with witch ikoku nikki
Imagem Divulgação

Journal with Witch, ou Ikoku Nikki daqui pra frente, foi uma das estreias mais imperdíveis do recém-nascido ano de 2026. Sensível, tão tão sensível. Sensível e compassivo, porque foi impossível passar pelos episódios do anime alheios às dores e questões de seus personagens no geral e na dupla Asa e Makio, em particular.

Para este texto, algumas palavras sobre essa travessia no deserto que chamamos de vida, que o anime ilustra tão bem e a riqueza de suas protagonistas.

O CHOQUE

Nas últimas semanas, assistimos ao desenrolar de uma trama sobre trauma. Trauma e o processamento dessa quebra abrupta de realidade. A princípio Ikokku Nikki é uma história sobre luto, mas esse luto se insere num desafio mais amplo e universal: como viver bem?

A vida de Asa gira em 180 graus quando, sem rima nem razão, um acidente de trânsito ceifa a vida de seus pais. Como absorver o fato em plena adolescência? Não é como se houvesse Aquele apego romantizado à família; era um apego tão somente… normal. Uma família normal, que se parece com qualquer outra; um misto tolstoiano de uma família feliz que se parece com todas as outras e uma família infeliz que o é à sua própria maneira, do mesmo jeito em que alternamos entre a felicidade e a tristeza. No seu centro, o normal.

Dependendo do nível de elo que haja entre quem lê estas letras e sua família, a própria hipótese levanta lágrimas aos olhos. Uma hora seus pais estão lá. Outra hora não está mais. Não dá pra imaginar o que é mais doloroso, a perda repentina ou visualizar de pouco a pouco a lenta marcha rumo à velhice e o fim inevitável a nós todos. Seja como for (eu realmente não quero fazer esse exercício mental), a história do anime começa a partir da tragédia e temos uma Asa assustadoramente normal, alheia aos cochichos de terceiros até no funeral da família, onde os cochichos e as fofocas ainda importam mais do que a órfã.

Para o desgosto de uma única mulher.

VIDA À PAR

Quem aparece na vida da jovem menina é sua tia,  Makio, completa antítese do normal. Atípica em vários sentidos, Makio, que sempre viveu à par de tudo e de todos, não segurou o desgosto em ver tanta indiferença a uma menina que sequer sabe do que será a vida daqui pra frente. “Pra onde ela vai agora?”, “Não sei”, muito cochicho pra pouca atitude. Isso irrita profundamente a tia de Asa, que ironicamente viveu boa parte da vida alheia aos outros até então, principalmente à própria família.

Reagindo ao Absurdo testemunhado, Makio irrompe em Revolta, leva Asa para a sua casa e simplesmente a acolhe. Sem maiores pretensões; Makio não será uma mãe, pois ela própria nunca foi e muito provavelmente jamais será (tem ainda a questão se isso é uma escolha dela, mas isso é outra conversa). E acolher sua sobrinha tem o peso de revisitar assuntos que até então moravam na poeira de lembranças mal vasculhadas: sua relação conturbada e traumática com a irmã. Como sentir afeto e nutrir bons momentos com a cria de alguém que lhe feriu tanto? Sendo mãe e filha, é inevitável que certos traços da irmã de Makio se reflitam em Asa.

Makio nunca soube expressar essas dores. Seu refúgio no deserto foi a escrita. Domar a língua, expandir o seu mundo e os modos como expressá-lo expandindo sua linguagem; estas seriam as estratégias que levariam Makio a fazer da escrita o seu métier e, por acidente, sua carreira. Ao longo dos episódios, a escrita também virará arma na mão de Asa, que sempre nutriu um gosto pelo canto. Cantar por que? Escrever por que? Para quem? Para si e porque sim.

Sim sim, autismos e neurodivergências, eu sei que esses paralelos já devem ter sido feitos à essa altura. Eu diria até, para somar nesse sentido, que a fobia social de Makio muito lembra a de Bocchi, mas num estágio mais sóbrio, ciente de que o mundo não está nem aí e você tem que dar seu próprio jeito. Em Bocchi The Rock chega perto de ser fofo, mas aqui temos a realidade nua e crua. Tem que se fazer dar certo e ponto final.

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Imagem Divulgação

RECONCILIAÇÕES

O passar das semanas e dos meses entre Asa e sua tia vem com o pacote completo do processo de adaptação entre duas pessoas, cada uma ferida ao seu modo. Uma pelo luto, outra pelo rancor. Em Asa, temos um comportamento errático, que antes mesmo que se permita processar a morte dos pais, ainda tem que resolver uma questão que muitos jovens não conseguem responder plenamente aos 16 anos:

Meus pais me amavam?

A severidade da mãe da Asa, a austeridade do pai, esses comportamentos tão estranhos, como reagir a eles? Do pai pouco ou nada sabemos. Sequer sabemos por que ele aceita cuidar da filha com a mãe, mas se recusa a casar. E o estigma social (este digníssimo que habita as preocupações de tantos!) de não estar casado depois de certa idade, como a irmã da Makio lida com isso? Logo ela que sempre recriminou Makio por ser tão diferente de todo mundo? 

Há uma pista, o diário deixado pela mãe para os 20 anos da Asa. Seu nome, significando “amanhã”, foi escolhido com os desejos de que ela se tornasse quem ela quisesse ser. Um desejo típico de uma mãe à sua prole. Mas o que uma folha pode te dizer? Qual a garantia de que aquele “Eu te amo” seja verdadeiro. O que a mãe da Asa pode dizer na cara da filha? Nada. Ela não pode dizer mais nada. E então a ficha cai…

Aujoud’hui, maman et papa est morte

Os episódios de Ikoku Nikki nos levam pouco a pouco a caminhar os passos de uma garota que, somado aos desafios típicos da juventude, que tenta buscar a si e saber que “Eu” é esse, ainda tem de fazê-lo com o peso do luto nas costas, até o momento em que ele irrompe num choro de rasgar o peito, que te leva a chorar junto. Mamãe e papai se foram. A irmã, outrora odiada, se reflete no choro da avó que teve que enterrar uma filha e conviver com essa nova realidade. E no fim disso tudo, de tantos personagens distintos e com suas próprias tristezas, a pergunta que não quer calar.

Como lidar com a dor?

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Imagem Divulgação

A VIDA CONTINUA

Asa, você acha que sua vida acabou?”. A pergunta vem direta como uma bala de canhão. É o tipo de pergunta que te faz acordar pra vida e essa é a resposta mais curta e grossa que a história tem para nos contar. A vida é uma despedida atrás da outra; sucessão de lágrimas, mas também sucessão de risos. Não há outra coisa a fazer senão sermos quem somos.

Este último ponto é tocado em Ikoku Nikki de maneira calorosamente sensível. Vários personagens entram em conflitos pessoais e sociais para poderem enfim ser quem elas verdadeiramente sentem, naquele momento, que são. E esses comentários sociais são feitos sem aquela necessidade de soar um palestrinha condescendente que te dá lição de moral com um ar esnobe. Eles são feitos com o pé no chão de quem entende que tratam-se de dores reais e pessoais, ao invés de idealizadas e conjunturadas.

Enquanto supera-se um problema após o outro, a vida apresenta seus prazeres. A arte, a música, a escrita, esses pequenas talhas do espírito humano sobre o mundo, que nasceram, nascem e continuarão a nascer da tragédia, da reflexão, da contemplação e de tantas outras experiências humanas, sejam elas parecidas com algum dos personagens de Ikoku Nikki, sejam eles diferentes.

E tais coisas testemunhamos sim em Ikoku Nikki. Saímos dessa experiência um tanto melhores pela qualidade e fina sensibilidade do anime, que é mais que recomendado, principalmente por ter começo, meio e fim, Coisa rara! Joia rara!

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Imagem Divulgação

QUANDO MENOS É MAIS

Antes de fechar este texto, uma nota póstuma. Póstuma porque uma entrevista com a diretora de Ikoku Nikki acendeu uma discussão interessantíssima na internet, que me jogou de volta às pressas para este texto.

Não é gratuito que nada tenha sido dito até agora sobre produção, animação, etc. Não é que Ikoku Nikki tenha sido mal produzido; nada mais longe disso! As alegorias que se sobrepõem às situações passadas por Asa não são nada aquém de brilhantes! A passagem no deserto para representar a travessia incerta e árdua da vida, o olhar para o abismo ao se perguntar sobre os sentimentos da falecida mãe, a sensação de estar numa terra estrangeira ao testemunhar duas mulheres adultas conversando; artisticamente a animação do anime não deixa nada a desejar. Ela só não é o foco.

Nas palavras da diretora, Miyuki Oshiro, republicadas pela conta do Anime Updates no Twitter:

Se a animação se destacar demais, ela pode nos distrair da história, então eu evitei exagerar, mas fiz questão que a animação fosse meticulosa. Não é uma obra que se apoie em animações chamativas.

Claro, é bom que haja boa qualidade, mas quando há movimentos demais, nossos olhos são voltados para esse movimento. Mesmo nas cenas onde eu quero que a atenção esteja voltada para a performance dos atores ou na música, se a animação é excessiva, ela rouba nossa atenção. Talvez seja isso o que alguns chamam de sakuga (animações incríveis), mas às vezes não é isso que quero passar. Decide onde mover as coisas e onde não movê-las é algo do qual sempre estive ciente desde a fase de roteiro” (tradução nossa)

O sábio comentário da diretora levantou um ponto que já foi levantado em outros textos nossos, principalmente na review mais recente sobre Shiboyugi: tem vezes onde menos é mais. É o tipo de pensamento repudiado por um Malmsteen da vida; mas, a arrogância de um guitarrista tão virtuoso quanto infeliz como o Malmsteen não deve ser considerada. Então avancemos no raciocínio:

O comentário reacendeu uma discussão sobre até que ponto um bom anime pode ser resumido pela soma de seus frames. Ele tem lutas épicas? Ele farma aura? Ele rende edits com trocentas visualizações no TikTok? É claro, ninguém há de negar que exista sakuga (o oitavo episódio de Frieren, meu Deus!), que ele é bom e que existam comunidades de fãs dedicados ao seu apreço. Comunidade essa que não raramente consegue falar sobre animação com muito mais fluidez do que este que escreve.

Mas nem sempre o sakuga é apropriado. Nem toda história o exige. Você pode ter um excelente anime com uma animação mais austera, mas nem por isso menos impactante no uso de suas animações. Timing é tudo. E o tipo de história que tivemos em Ikoku Nikki demanda o tipo de atitude cada vez mais em falta no nosso dia a dia inundado de distrações, mas nem por isso menos importante:

Pare, reflita, contemple.

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Dirty Honey aquece o Monsters of Rock 2026 e com Minecraft, trouxe uma nova geração para o rock

dirty honey monsters of rock 2026
Foto: Josué Sepe

Eu não conhecia o Dirty Honey antes do festival. Ouvi o disco homônimo de 2022 nos dias que antecederam o Monsters of Rock 2026 — e acabei chegando lá já fã. No palco, a banda confirmou tudo o que o álbum prometia: mais maduros, mais densos e com uma entrega de veteranos que contrastou bem com a abertura do Jayler logo antes.

A apresentação começou às 12h30, no pico do calor. Era impossível ignorar a temperatura, mas o Dirty Honey ignorou. E quem estava na grade, suado e de cerveja na mão, também esqueceu o sol rapidinho.

Marc LaBelle: o frontman que desceu ao público e ganhou o festival

O grande nome da tarde foi o vocalista Marc LaBelle. Com uma energia que evoca Axl Rose nos anos de ouro, ele não ficou parado atrás do microfone e até desceu para o público mais de uma vez.

LaBelle impressionou nos tons ultra-agudos, bem na vibe setentista mesmo. Ao lado dele, gostei demais do guitarrista John Notto, com riffs quentes e cortantes, se é assim que posso dizer. Justin Smolian no baixo e Jason Ganberg na bateria não fizeram feio, e completaram na cozinha muito bem.

De Minecraft ao Monsters of Rock: como “When I’m Gone” chegou a uma nova geração

Um dos pontos mais curiosos da apresentação foi o impacto de “When I’m Gone” entre o público mais jovem. A música entrou na trilha sonora de Um Filme Minecraft e ganhou fôlego renovado, atraindo uma fatia de ouvintes que talvez nunca tivesse chegado ao hard rock pelos caminhos tradicionais. No festival, isso foi visível: rostos novos cantando junto uma banda que muitos descobriram pelo jogo.

Não é à toa que São Paulo é a segunda cidade no mundo que mais escuta o Dirty Honey no Spotify. Fazia muito sentido!

Repertório coeso e uma inédita que animou o público

O setlist equilibrou bem hits consolidados como “Rolling 7s” e “When I’m Gone” com músicas mais frenéticas, como “Won’t Take Me Alive”. O momento mais curioso ficou por conta de “Lights Out”, inédita que deve integrar o terceiro álbum de estúdio da banda.

Alguma crítica existe, claro. O Dirty Honey ainda trabalha dentro das fórmulas estabelecidas do hard rock clássico, sem grandes rupturas com suas influências. Mas no contexto de um festival deste porte, casou bem e soou mais como consistência do que limitação.

SETLIST DIRTY HONEY – MONSTERS OF ROCK 2026

1. Gypsy

2. California Dreamin’

3. Heartbreaker

4. The Wire

5. Don’t Put Out the Fire

6. Another Last Time

7. Lights Out

8. When I’m Gone

9. Rolling 7s

GALERIA DIRTY HONEY – MONSTERS OF ROCK 2026

Fotos por: Josué Sepe

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Super Alloy Crush disponível em Acesso Antecipado

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Imagem divulgação.

O belo pixel art frenético que traz roguelike à flor do chip, Super Alloy Crush, está em acesso antecipado na Steam! O game da desenvolvedora Alloy Mushroom e publicado pela Neverland Entertainment, a sequência Super Alloy Crush, está com preço de R$38,49 e já disponível para você começar suas aventuras.

Assuma o papel de dois Caçadores Cósmicos, Muu (n.º 2) e Kelly, e embarque em uma aventura em alta velocidade para descobrir o planeta do tesouro definitivo: AE-38. No lançamento, o jogo também será oferecido em um pacote especial com desconto, incluindo seu antecessor, Super Alloy Ranger, além de Virtua Unlimited Project, Berserk Boy e Gravity Circuit.

Reúna seus amigos e mergulhe nesta explosiva aventura cósmica: não importa quantos inimigos estejam em seu caminho, abra caminho destruindo tudo! Comece agora!

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Vire o Mestre Pokémon em Pokémon Champions

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Imagem divulgação.

Chegou a hora de você mostrar seu conhecimento nas batalhas de Pokémon. A partir de 8 de abril de 2026, a franquia Pokémon recebe o novo jogo, que será a plataforma do formato de batalhas: Pokémon Champions. Com o lançamento gratuito para Nintendo Switch e Nintendo Switch 2, a nova era começou e vai consagrar as melhores estratégias que só Pokémon pode oferecer ao longo de seus 30 anos.

Pokémon Champions traz o sistema de batalha clássico por turnos, com sistema de partidas casuais e competitivas. Você poderá adquirir Pokémon dentro do sistema de Recrutamento, podendo ser ele um Período de Teste ou Permanente. O teste permite que você recrute um Pokémon uma vez por dia sem gastar seus PV, os Pontos de Vitória, enquanto você gastará PVs se for adicioná-lo permanentemente.

Os Pontos de Vitória são a moeda do jogo que você vai ganhar batalhando, completando missões, e que servem para estilizar seu personagem e seu Pokémon, seja adicionando um novo, mudando habilidades ou alterando sua distribuição de pontos e natureza.

Outra forma de recrutar Pokémon é com os itens Quick Coupons e Teammate Tickets; eles ajudam a reduzir o tempo de espera de recrutamento e recrutar Pokémon de forma permanente, respectivamente. Obtenha-os com missões e aumente seu time e estratégia!

Começando hoje, você pode comprar um Pacote Inicial que traz esses itens para acelerar um pouco seu início dentro do jogo. Confira os detalhes aqui no site oficial. E aproveite o Dragonite como bônus de Download! Você só precisa baixar e jogar até o dia 31 de agosto e resgatar na caixa de entrada do jogo. Ele vem com a Dragonitite, que permite Megaevoluir ele nas suas batalhas, além de 100 Quick Coupons.

Outra forma de adquirir Pokémon é com o Pokémon HOME, em que você poderá trazer Pokémon de outros jogos e até mesmo de Pokémon GO e o recém-lançado Pokémon Legends: Z-A!

Agora, se você tem o Nintendo Switch e Nintendo Switch 2, corra para o Warm-up Challenge, o torneio que tem inscrições até o dia 12 de abril às 22:59, horário de Brasília, onde você e treinadores do mundo inteiro vão competir. Se você concluir três ou mais partidas com pelo menos uma vitória, você receberá uma Gardevoir e 100 Quick Coupons.

Pokémon Champions é a nova plataforma de batalhas que está disponível gratuitamente para Nintendo Switch e Nintendo Switch 2 e, posteriormente, será lançado para mobiles! Seja o mestre Pokémon no 1v1 ou no 2v2, monte seu time e capture todos eles!

 

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Do anime ao K-Pop: as vibes asiáticas do The Weeknd

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Se você acha que o The Weeknd só vive no dark pop, talvez esteja perdendo metade da história. Ao longo dos anos, o cantor já flertou, e muito, com referências da cultura asiática, indo do anime ao city pop japonês, passando até pelo K-pop (ou quase isso). A gente reuniu alguns momentos que provam que o Abel tá mais conectado com esse universo do que parece.

Estética anime em “Snowchild”

Quando os artistas precisaram reinventar a forma de lançar clipes durante a pandemia, The Weeknd apostou na animação como o diferencial.

O clipe de “Snowchild” foi dirigido por Arthell Isom, que já trabalhou em produções como Gintama: The Movie, Uma Carta para Momo e séries recentes de Lupin the Third. Ele também fez história ao fundar o estúdio D’ART Shtajio no Japão.

O resultado? Um clipe totalmente animado, com estética de anime e produção feita por artistas japoneses, mostrando o cantor caminhando por um futuro meio distópico, cheio de referências à própria carreira. Um verdadeiro crossover entre pop ocidental e animação japonesa.

O mergulho no city pop 

Se tem uma prova forte de que Abel é obcecado por referências asiáticas, ela atende pelo nome de “Out of Time“. A faixa, do álbum Dawn FM, sampleia o singleMidnight Pretenders, da cantora japonesa Tomoko Aran, um clássico do city pop, gênero que surgiu no Japão e dominou o país entre os anos 70 e 80. Veja só se você reconhece esse ritmo:

E não para por aí, pois o clipe ainda traz participação de Jung Ho-yeon (sim, a estrela de Round 6) e referências visuais ao filme Encontros e Desencontros, dirigido por Sofia Coppola, que usa muitas referências da cultura asiática e estilo de vida de seu povo, como o costume de ir a karaokês como forma de se divertir entre amigos e casais.

E se você já se pegou ouvindo a música Plastic Love, da cantora Mariya Takeuchi, no Youtube, saiba que não está sozinho. O ressurgimento do city pop, que não fazia tanto sucesso desde os anos 80, foi impulsionado por algoritmos e a internet ajudou a colocar esse som novamente nas paradas por volta de 2019, e artistas como o The Weeknd souberam aproveitar muito bem essa estética em seus videoclipes.

‘K-Pop”… mas calma lá!

Sim, o The Weeknd faz parte de uma música chamada “K-Pop. E não, não é exatamente o que você está pensando! A faixa, em parceria com Travis Scott e Bad Bunny, faz parte do álbum Utopia, do Travis, e mistura afrobeats com um toque de, ao contrário do que todos imaginam de primeira, funk brasileiro.

O plot twist? O “K-Pop” do título não tem nada a ver com música sul-coreana. Na verdade, é uma gíria para “ketamine lollipop”, usada na letra como um duplo sentido provocativo, fazendo referência aberta ao uso de drogas recreativas. Ou seja, aqui Scott reuniu um time de peso da música pop atual para brincar com a globalização do gênero musical e com as expectativas do público, no que podemos chamar de um bait cultural.

Do falso K-Pop à parceria real com Jennie

Mas nem só de trocadilhos vive o homem. The Weeknd também já se aproximou de verdade do universo do K-pop.

Na série “The Idol, criada e roteiriziada por ele próprio e lançada em 2023, ele contracenou com Jennie, integrante do girlgroup fenômeno global BLACKPINK, que interpretou a personagem Dyanne. Os dois, junto com a atriz Lily-Rose Depp, que interpretou a protagonista Jocelyn, lançaram a música “One of the Girls, que mergulha em uma vibe bem mais sombria. A faixa explora relações intensas e desequilibradas, com temas pesados e uma estética que combina perfeitamente com o universo mais provocador da série.

Um popstar global de verdade

No fim das contas, The Weeknd prova que ser um artista global vai muito além de fazer sucesso no mundo todo. Ele literalmente bebe de diferentes culturas, seja no som, na estética ou nas colaborações. Anime, city pop, K-Pop ou referências cinematográficas … Ele pode até não ser um “otaku” assumido, mas que ele flerta com esse universo com frequência, isso é impossível negar.

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Jayler abre o Monsters of Rock 2026 com show visceral e deixa boa impressão no público brasileiro

jayler monsters of rock 2026
Foto: Josué Sepe

Eu não sabia muito bem o que esperar. Quando o nome Jayler apareceu como abertura do Monsters of Rock 2026, a curiosidade veio misturada com ceticismo. Mas o que começou como uma dúvida terminou em satisfação e foi uma ótima forma de começar esta edição do festival.

A banda britânica subiu ao palco às 11h30, com o estádio ainda longe da lotação e o sol já fazendo seu papel ingrato. Mesmo assim, os meninos entregaram um show visceral, cheio de gritos (incomodava alguns kkk), peso e rock n’ roll de verdade. Para uma estreia internacional, a primeira vez dos meninos por aqui e fora da Europa, foi mais que digno.

James Bartholomew: o grande destaque do show

Se há um nome que ficou na cabeça de quem estava lá, é o do vocalista James Bartholomew. Com domínio técnico vocal fora do comum para alguém tão jovem, ele também demonstrou uma presença de palco energética, interagindo com a plateia de forma  divertida, mesmo que tenha escorregado em um “Boa noite!” no início do show, com o sol alto no céu.

O uso da gaita por Bartholomew foi um dos pontos altos da apresentação. Nas músicas “Down Below” e “Riverboat Queen”, o instrumento adicionou uma camada orgânica ao som da banda, diferenciando o Jayler do rótulo de simples cover dos anos 70 ao vivo.

A sombra do Led Zeppelin — e por que isso é mais complexo do que parece

Sim, as comparações com o Led Zeppelin existem e são inevitáveis. O visual, os cabelos longos, os trejeitos — tudo pesado para a vibe dos anos 70. Mas convenhamos: quantas bandas no mundo não soam como Black Sabbath e ninguém questiona? O Jayler bebe nessa fonte sem negar, e há algo autêntico nisso. É uma homenagem à estética setentista, não uma cópia preguiçosa.

O que o show deixou claro é que a banda faz muito mais sentido ao vivo do que nas gravações de estúdio. A “cozinha” pesada, formada por baixo e bateria, e os solos de guitarra carregados de feeling ganham outra dimensão no palco. É ali que o Jayler encontra sua identidade.

Um bom respiro antes dos monstros entrarem em cena

Fundado em 2022 e com integrantes na faixa dos 20 anos, o Jayler é a banda mais jovem do Monsters of Rock 2026. O Brasil, curiosamente, é o país que mais interage com o grupo nas redes sociais — o que ajuda a explicar a boa recepção mesmo em um horário de abertura.

O Jayler cumpriu com excelência o papel de banda de abertura: aqueceu o público, entregou qualidade técnica e deixou quem chegou cedo com uma boa impressão. Foi um respiro refrescante antes que os gigantes do festival tomassem conta do palco.

SETLIST JAYLER – MONSTERS OF ROCK 2026

  1. Down Below
  2. The Getaway
  3. No Woman
  4. Riverboat Queen
  5. Lovemaker
  6. I Believe to My Soul (original de Ray Charles)
  7. Need Your Love
  8. Over the Mountain
  9. The Rinsk

GALERIA JAYLER – MONSTERS OF ROCK 2026

Fotos por: Josué Sepe

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Anna Tsuchiya faz show inédito no Brasil amanhã; ingressos disponíveis

ANNA TSUCHIYA nana show 2026
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Anna Tsuchiya chega ao Brasil nesta terça-feira, 14 de abril, para uma apresentação única no Cine Joia, no bairro da Liberdade, em São Paulo. O show faz parte da Anna Tsuchiya World Tour 2026 “BLVCK PHOENIX”, primeira turnê da artista na América Latina, que já passou pelo México, Chile e Argentina. Os ingressos estão disponíveis a partir de R$ 200 no site Sympla.

Quem é Anna Tsuchiya

Anna Tsuchiya é cantora, compositora, atriz e modelo japonesa com carreira solo iniciada em 2005. Ela é conhecida internacionalmente por ser a voz de Nana Osaki no anime NANA, interpretando canções como “rose” e “kuroi namida” — trilhas que marcaram gerações de fãs da cultura pop japonesa ao redor do mundo.

Sua discografia mistura rock, punk e pop, com uma estética marcante e atitude autêntica. Além da música, a artista tem passagens pelo cinema, televisão e pelo mercado da moda, consolidando-se como um dos nomes mais influentes da cultura pop japonesa.

O que esperar do show

Produzido pela W+ Entertainment, o show promete performances energéticas e forte presença de palco. O repertório inclui músicas da trilha sonora de NANA e sucessos de diferentes fases da carreira da artista, com foco em proporcionar uma experiência imersiva para o público.

Ingressos e serviço

  • Data: 14 de abril de 2026 (terça-feira)
  • Local: Cine Joia — Praça Carlos Gomes, 82, Liberdade, São Paulo – SP
  • Venda: bileto.sympla.com.br

Valores:

  • VIP (foto individual, autógrafo, entrada antecipada + ingresso pista): R$ 900
  • Pista: R$ 200 (meia-entrada) | R$ 400 (inteira)
  • Mezanino: R$ 250 (meia-entrada) | R$ 500 (inteira)

Todos os ingressos estão sujeitos à taxa de conveniência.

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Motivos para não perder os shows do The Weeknd no Brasil

the weeknd show brasil rio de janeiro sao paulo 2026
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Faltam apenas 15 dias para o primeiro show do The Weeknd no Brasil, e a contagem regressiva já começou para os fãs que querem viver uma das experiências mais intensas e icônicas do cenário pop atual. O cantor canadense desembarca no país para três apresentações neste mês, no dia 26, no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro, e nos dias 30 de abril e 1 de maio, no Morumbis, em São Paulo.

Se você ainda está em dúvida se vale a pena garantir presença nesse mega espetáculo, aqui vão alguns motivos que mostram por que esses são simplesmente uns dos shows mais imperdíveis do ano:

Uma turnê que reúne todas as eras

Não é novidade que The Weeknd lota estádios em qualquer lugar que for, mas desta vez tem um diferencial: a fase atual da turnê After Hours Til Dawn Stadium Tour reúne o melhor de três álbuns, After Hours, Dawn FM e o mais recente Hurry Up Tomorrow, formando uma espécie de trilogia. Quem esteve nos shows de 2023 no Brasil já sabe do que ele é capaz. Foram apresentações memoráveis, com mais de 40 músicas em cerca de duas horas. Hits como “Can’t Feel My Face”, “I Feel It Coming“, “Starboy” e “Blinding Lights” dividiram espaço com parcerias como “La Fama” , “Love Me Harder” e “Save Your Tears“, em performances eletrizantes. Agora, a promessa da setlist é ainda maior, incluindo faixas mais recentes como “Cry For Me”, “Timeless“, “Baptized in Fear”, “Open Hearts” e “Hurry Up Tomorrow”.

Anitta no palco de novo? Temos!

Os shows ainda contam com a participação da nossa brasileiríssima Anitta, que irá abrir as apresentações da turnê tanto no Brasil quanto no México, e também é esperado que ela apareça durante o show principal. Os dois já colaboraram no single “São Paulo”, lançado em 2024, cujo clipe viralizou com a icônica estética da “barriga de grávida”, que virou fantasia recorrente em carnavais e halloweens mundo afora. Na última passagem do cantor por terras brasileiras, quando se apresentou em São Paulo, no Morubis, em novembro do ano passado, Anitta surgiu de surpresa no palco, levando o público ao delírio. Por ter sido um show classificado como único e exclusivo, muitos fãs ficaram de fora, e agora, a chance de ver esse momento ao vivo, e já confirmado, deixa tudo ainda mais especial e aguardado.

Uma conexão única com o público brasileiro

Quem estava no Engenhão em 2023 nunca esquece que mesmo com atraso e embaixo de uma forte chuva, The Weeknd subiu ao palco e entregou uma performance histórica. O show ficou marcado por imagens impressionantes e uma energia surreal, viralizando mundo afora. O próprio artista já declarou em entrevistas que aquela foi uma das apresentações mais memoráveis da carreira, destacando especialmente a vibração do público carioca durante a música “Blinding Lights”.

Um espetáculo visual imersivo

Se tem uma coisa que ele sabe fazer é criar experiências. No show de São Paulo no ano passado, The Weeknd levou uma megaestrutura com telões gigantes e visuais cinematográficos que transformaram o espetáculo em uma experiência sensorial. É mais do que um um concerto, é uma viagem pelas narrativas dos álbuns, com uma estética que mistura o lúdico e o sombrio, criando um clima intenso, envolvente e extremamente marcante.

Cada show é único (e o Brasil sempre surpreende)

Assistir a um artista desse porte ao vivo já é especial, mas em solo brasileiro tudo ganha um toque a mais. O público é conhecido pela energia e pela total entrega, e sempre existe a possibilidade de surpresas. Será que Anitta será a única convidada? Novas músicas podem entrar na setlist? Com mais de 40 faixas previstas, segundo apostas da imprensa, o show promete ser longo, completo e cheio de momentos inesquecíveis. E se tem uma coisa que não temos dúvida, é de que vamos entregar tudo e mais um pouco novamente, afinal, não há nada como o público brasileiro!

Se você quer viver tudo isso de perto, esta é a sua chance! Os ingressos para os shows de The Weeknd no Brasil ainda estão disponíveis no site da Ticketmaster, e a procura está altíssima. Garanta o seu lugar agora e prepare-se para uma noite inesquecível, porque esse é o tipo de espetáculo que você não vai querer ver apenas pelas redes sociais.

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