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Color Bar – Blue | Suco Apresenta

Color Bar – Blue editora Conrad
Conrad | Divulgação: Suco de Mangá

Que tarefa difícil é escrever sobre uma HQ que você mais sente do que lê, mas vou tentar. Com 48 páginas, todas desenhadas em azul e três pequenas histórias, Color Bar – Blue é uma publicação quentinha e impactante.

O autor responsável por essa pequena preciosidade é Daniel Bretas, que publicou a obra pela Conrad, no selo HQ Para Todos.

Momentos

As três histórias dessa publicação são mais do que grandes sagas ou narrativas complexas cheia de reviravoltas — são momento impactantes. Aqueles que marcam quando acontecem e reverberam sempre que lembramos deles (seja como personagem ou como leitor).

Uma viagem ao Japão, uma disputa de tazos e uma ida ao circo são os eixos centrais de cada uma das narrativas. O que se articulam deles (em especial os dois últimos) são pessoas valentes, empatia e união.

Color Bar – Blue editora Conrad
Tazo | Conrad | Divulgação: Suco de Mangá

Muito além do físico, é a força espiritual de alguém que parece “frágil”, “pequena” ou “inofensiva” que impacta em diferentes vidas. Em Color Bar – Blue não há falas, mas tem diálogos, e mesmo sem superpoderes tem heroínas.

Diante de um valentão ou de uma fera, defenda aquilo que é importante para você. E, representada por pequenas garotinhas vem o ensinamento “coragem não é ausência de medo, mas a força para enfrentá-lo”.

Color Bar – Blue editora Conrad
Roar | Conrad | Divulgação: Suco de Mangá

Além disso, Daniel Bretas mostrou seu talento nos desenhos. Lindos, cheios de personalidade, originais e perfeitamente encantadores. Junto da sua habilidade de contar histórias, duas cenas me arrepiaram (e ainda me arrepiam): os amigos defendendo a salvadora dos tazos e a troca de rugidos da página final. 

Enfim, dê um abraço no seu coração e leia Color Bar – Blue. Para mim, com certeza é uma jóia modesta, mas que merece os holofotes.

Color Bar – Blue editora Conrad
Capa | Conrad | Divulgação: Suco de Mangá

Sinopse: Color Bar – Blue é uma seleção de histórias publicadas anteriormente em Color Bar, por Daniel Bretas e artistas convidados. Essas histórias têm como principal característica a ausência de balões de fala, sendo criadas para concorrer ao Silent Manga Audition, premiação japonesa para quadrinhos mudos. Reunindo Trip to Japan, Tazo e Roar, Color Bar – Blue, de Daniel Bretas, com participação de Ricardo Tokumoto, inaugura o HQ Para Todos 2.0, com 48 páginas, texto do autor e capa exclusiva da edição.

Conheça a HQ

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O 11º Tripulante | Review

O 11º Tripulante Editora JBC Moto Hagio
Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Uma prova espacial, 53 dias à deriva no espaço e um impostor no grupo de 10 pessoas. O 11º Tripulante é um mangá de 1975, sendo um dos pioneiros em ficção científica e em explorar questões de gênero. Quem trouxe esse clássico para o Brasil foi a Editora JBC em uma edição muito bem-produzida.

A autora da obra é Moto Hagio, um dos nomes mais importantes quando falamos em mangás de ficção científica, além de ser considerada a mãe dos shoujos modernos. Inclusive, com a publicação de O 11º Tripulante ela conquistou o prêmio Shogakukan em 1976.

Composto por duas narrativas, a edição brasileira faz jus à maestria da autora. Com 288 páginas, sendo várias delas coloridas, um pôster frente e verso, marcador de páginas, capa com verniz localizado e formato maior (18,0 × 25,6 cm), esse é um mangá que prende antes mesmo de começar a leitura.

O 11º Tripulante Editora JBC Moto Hagio
No planeta do Rei | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Enredo

Imagine que você está fazendo a prova mais importante da sua vida. Um teste que é concorrido não apenas no seu planeta, mas em mais dezenas de outros planetas. Tudo o que você quer é entrar na Universidade Espacial e, para sua alegria, consegue chegar na última fase da prova.

O 11º Tripulante Editora JBC Moto Hagio
Local de aplicação da prova | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Porém, não demora a perceber que tem algo errado. Em um grupo que deveria ter apenas 10 pessoas, vocês contam 11 tripulantes. Todos dizem que fizeram parte da prova e negam que são o impostor. Quem está mentindo?

É com esse suspense que começamos a jornada de O 11º Tripulante. A princípio, o desafio parece ser uma tarefa fácil: sobreviver a 53 dias dentro da nave, sem qualquer tipo de comunicação externa.

Mas, é claro, com um impostor que tentará sabotar a prova, a nave à deriva indo em direção a um sol escaldante, uma possível ameaça de epidemia interna, dezenas de explosivos dentro da nave e conflitos entre os membros da tripulação que não sabem em quem confiar. Fácil.

O 11º Tripulante Editora JBC Moto Hagio
No interior da nave | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Assim, entre os personagens, acompanhamos mais de perto o protagonista, Tada, um rapaz com uma forte intuição — um tipo de telepatia; Frol, uma pessoa enérgica e espontânea; Rei, um monarca de um planeta pequeno e simples.

Suspense e intrigas

Nesse cenário, a história cresce com cada vez mais complexidade, seja na trama ou na construção dos personagens. Na primeira metade do mangá, ficamos apenas dentro da nave, tentando descobrir o impostor, conhecendo o passado de cada um deles e acompanhando os problemas que surgem na prova.

Já na segunda metade, a trama se passa no planeta do Rei, que entrará em guerra com seu planeta irmão. Aqui, o enredo político é mais denso, com estratégias de batalha, uma rede política intergalática e um apelo psicológico mais pesado para os personagens.

O 11º Tripulante Editora JBC Moto Hagio
Esquema geográfico dos planetas irmãos | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

De maneira geral, a história de O 11º Tripulante é bem complexa, não é um mangá leve de ler (o que de forma alguma é algo negativo). A autora se preocupou com a profundidade dos personagens, explicações históricas e científicas para os planetas e povos, além de misturar comédia e romance de forma muito natural, aliviando um pouco o peso da história.

Questões de gênero

Agora, gostaria de comentar sobre algo que achei incrível na história: uma pessoa intersexo. Frol não é homem nem mulher, mas quando chegar a uma determinada idade (e se passar na prova) poderá escolher seu gênero.

O 11º Tripulante Editora JBC Moto Hagio
Frol e sua batalha interna | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Assim, no que para mim foi uma das falas mais marcantes do mangá, Frol diz que “prefere morrer a se tornar mulher”.

Afinal, no planeta de onde veio, as mulheres servem apenas para se casar (normalmente com homens muito mais velhos) e fazer as funções de casa, sem vontades e aspirações próprias. Enquanto isso, os homens podem escolher o seu destino, ter diversas mulheres, trabalhar, enfim. Ter uma vida que ele escolheu e não que foi imposta. Familiar, não concorda?

Por isso, a angústia e o medo de Frol se tornar mulher é tão impactante. Se eu pudesse escolher o meu sexo, será que escolheria ser mulher?

Ler esse mangá me fez refletir que o problema não é ser mulher, não é ruim ser do sexo feminino. O problema está em como as mulheres são vistas, tratadas e condicionadas. Então, sim, eu entendo Frol e não julgo seu medo e sua resistência.

Além disso, eu adorei como os outros personagens se relacionam e tratam Frol diante disso. Basicamente, no começo ficaram meio sem jeito, meio estranhos, mas depois as interações seguiram normalmente.

Também, Tada parece não ligar sobre o gênero de Frol, pois Frol continua sendo a mesma pessoa, independentemente de como se identifica.

Explicando o óbvio

Enfim, pra mim, O 11º Tripulante deu uma aula de gênero, tolerância e misoginia em plena década de 70. Ainda, ganhou um prêmio super consagrado que, hoje em dia, faria surgir gente caindo de árvore falando que “isso é lacração”.

Então, fica o recado pra comunidade otaku: visibilidade, diversidade, respeito e representação sempre existiram, pois pessoas diversas sempre existiram. Isso não significa “roubar” o espaço de ninguém, significa apenas não sermos invisíveis.

Dito isso, recomendo a leitura de O 11º Tripulante, um clássico forte, sensível e pioneiro, de uma autora que fez história nos mangás e merece todos os espaços que conquistou.

O 11º Tripulante Editora JBC Moto Hagio
Capa | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Conheça o mangá

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Guns N’ Roses no Monsters of Rock 2026: sonho realizado e “Bad Apples” pela primeira vez desde 1991

guns n roses monsters of rock 2026
Foto: Josué Sepe

Era um sonho antigo. Guns N’ Roses foi uma das primeiras bandas que ouvi na vida — e nunca havia visto um show ao vivo. O Monsters of Rock 2026 foi a noite em que esse sonho foi realizado. E foi além do que eu esperava.

O show foi excelente. Dinâmico, emocionante, cheio de surpresas no setlist. Um dos melhores headliners que o festival poderia ter escalado e São Paulo respondeu com um estádio lotado, mesmo com a banda tendo passado pelo Brasil apenas seis meses antes.

Axl, Slash e Duff: o trio que ainda funciona

O entrosamento entre os três membros clássicos foi um dos grandes trunfos da noite. Slash continua sendo um destaque absoluto, com solos atemporais e seguem sendo o coração do som da banda. Axl demonstrou evolução vocal clara em relação a apresentações recentes, correndo pelo palco e interagindo com bom humor com o público. O cara tá com 64 anos de idade!

Mas o grande destaque pessoal da noite foi Duff McKagan. O baixista mandou muito bem nos backing vocals e assumiu os vocais principais em momentos específicos com segurança e presença. Uma peça fundamental que muitas vezes fica em segundo plano nas análises e não deveria.

Setlist com raridades e o momento “Estranged”

O repertório foi um dos pontos mais comentados da noite. A banda tocou “Bad Apples” pela primeira vez desde 1991, uma raridade que arrancou reações imediatas de quem conhecia. O set ainda incluiu “Dead Horse”, “Rocket Queen” e músicas recentes como “Perhaps”, “Atlas” e “Nothin'”, bem recebidas mesmo pelo público menos familiarizado com o material novo.

Para mim, o ponto alto foi “Estranged”, já que é minha música favorita da banda. Ouvir aquela introdução ao vivo foi um daqueles momentos que param o tempo.

O novo baterista Isaac Carpenter, que substituiu Frank Ferrer em 2025, deu uma cara mais punk, crua e energética, uma mudança que achei positiva no conjunto geral do som.

A homenagem a Ozzy Osbourne

Um dos momentos mais marcantes foi durante o cover de “Junior’s Eyes”, do Black Sabbath, quando fotos de Ozzy Osbourne foram exibidas no telão. Axl revelou ao público que Sharon e Ozzy ficaram surpresos com a escolha específica dessa faixa da era Never Say Die. Sinceramente, eu nem lembrava dessa música!

Um show mais “curto” e melhor por isso

A duração de cerca de 2h30 a 2h40, menor do que as habituais 3 horas da banda, tornou a apresentação mais dinâmica e menos desgastante. A produção também evoluiu: palco mais baixo e próximo do público, telão gigante e uma nova estética visual que abandona o tema das armas em favor de algo mais limpo, alinhado ao “World Tour 2026”.

Mas aí, me pegou: “Patience” e “Don’t Cry” ficaram de fora. A falta de Melissa Reese também foi sentida, especialmente nos momentos em que Axl precisou alcançar notas mais agudas, onde o Duff brilhava por aqui. Mas foram concessões dentro de um pacote que funcionou. Saí do Allianz Parque com o peito cheio.

GUNS N’ ROSES NO MONSTERS OF ROCK 2026

01) Welcome to the Jungle
02) Slither [Velvet Revolver]
03) It’s So Easy
04) Live and Let Die [Wings]
05) Mr. Brownstone
06) Bad Obsession
07) Rocket Queen
08) Perhaps
09) Dead Horse
10) Double Talkin’ Jive
11) Nothin’
12) You Could Be Mine
13) Civil War [com Voodoo Child (Slight Return), de Jimi Hendrix, como “outro”]
14) Junior’s Eyes [Black Sabbath]
15) Knockin’ on Heaven’s Door [Bob Dylan] [com “Only Women Bleed”, de Alice Cooper, de intro]
16) New Rose [The Damned] [Duff canta]
17) Atlas
18) Solo de Slash
19) Sweet Child o’ Mine
20) Estranged
21) Bad Apples
22) November Rain
23) Nightrain
24) Paradise City
Outro: The Writ [Black Sabbath]

GALERIA GUNS N’ ROSES MONSTERS OF ROCK 2026

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KIIRAS anuncia comeback em maio com o single “TA TA”; veja data de lançamento

kiiras k-pop
Imagem Divulgação

O grupo feminino de K-pop KIIRAS confirmou seu comeback para o dia 6 de maio com o lançamento do segundo single álbum “TA TA”. A faixa estará disponível a partir das 18h no horário da Coreia do Sul nas principais plataformas de música online.

Teaser revela conceito do novo single

No dia 15 de abril, o grupo divulgou uma imagem “Coming Soon” em seus canais oficiais nas redes sociais. O material apresenta um chaveiro prateado com detalhes kitsch e pingentes como corações, laços e estrelas acompanhados do logo da nova faixa, sugerindo um conceito criativo e distinto do trabalho anterior.

Uma nova direção para o grupo

“TA TA” chega após a faixa de estreia “BANG BANG!”, lançada em novembro, e da música especial de Natal “KIIRASMAS”, de dezembro. Com o novo single, o grupo sinaliza uma evolução de conceito em relação à imagem de energia e ambição que marcou o debut. O título curto e de pronúncia fácil reforça a proposta de uma faixa de impacto imediato e alto potencial de memorização.

kiiras ta ta comeback
[Foto: Leanbranding]

Lançamento

“TA TA” será lançado em 6 de maio às 18h (horário da Coreia do Sul) nas plataformas de streaming. Acompanhe também nas redes sociais: INSTAGRAM | TIKTOK | YOUTUBE | FACEBOOK | X

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The Cool Rhyno: startup brasileira lança plataforma de monetização para criadores sem depender de algoritmos

Cofundadores da Rhyno o CEO Felipe de Medeiros e a CMO Larissa Much
Cofundadores da Rhyno o CEO Felipe de Medeiros e a CMO Larissa Much

A startup brasileira The Cool Rhyno anunciou seu lançamento oficial após uma fase beta que movimentou mais de R$ 400 mil em 20 mil transações em apenas dois meses. A plataforma já conta com mais de 200 criadores ativos e propõe um modelo de monetização direta, sem dependência de algoritmos ou publicidade instável.

O problema que a Rhyno quer resolver

Criadores de conteúdo enfrentam uma limitação estrutural: constroem audiências, mas não controlam o alcance nem a receita. Dependem de algoritmos para chegar ao próprio público e de publicidade variável para monetizar.

A Rhyno nasce para mudar esse modelo, reunindo em um único ambiente apoios financeiros, mensagens, produtos e ferramentas de engajamento para transmissões ao vivo. “Criadores constroem comunidades, mas não controlam sua própria receita. A Rhyno nasce para mudar esse modelo, permitindo monetização direta e sem burocracia”, afirma Larissa Much, CMO e cofundadora da empresa.

Como funciona a plataforma

A proposta central é ser uma infraestrutura para o criador, e não mais uma plataforma que depende de alcance orgânico. Entre os principais recursos estão a taxa de apenas 2% sobre donates — descrita pela empresa como a menor do mercado —, saque gratuito e integração com Twitch, Kick, YouTube e Streamlabs em um único painel.

A plataforma também permite a criação de loja de produtos físicos personalizados em menos de cinco minutos, sem necessidade de estoque ou logística própria. A Rhyno produz e entrega os itens enquanto o criador recebe sua margem.

Para engajamento durante as lives, a startup oferece dinâmicas como o Musicthon — ferramenta em que a comunidade disputa músicas por meio de donates —, metas em cadeia e alertas personalizados.

Resultado na prática

Durante a fase beta, o streamer Stoompay aumentou em cinco vezes sua receita por live ao ativar o Musicthon. A monetização passou de cerca de R$ 50 para R$ 500 por transmissão. Segundo dados internos da empresa, criadores que utilizaram dinâmicas gamificadas registraram aumentos de até 500% em transmissões específicas.

Origem da startup

A Rhyno foi criada por empreendedores com experiência em estruturação de startups que migraram para o universo da criação de conteúdo e identificaram de perto a dificuldade de monetizar. “A Rhyno é uma ferramenta criada por quem já esteve do outro lado. Entendemos a dinâmica da live, a pressão do algoritmo e a relação real com a comunidade”, diz Larissa.

Embora o foco inicial seja em streamers, a plataforma também atende criadores que desejam vender produtos físicos personalizados ou receber apoio direto da comunidade fora do modelo publicitário. Mais informações estão disponíveis no site e no Instagram da The Cool Rhyno.

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Assassin’s Creed Black Flag Resynced será revelado em showcase no dia 23 de abril

Assassin's Creed Black Flag Resynced thumb
Imagem Divulgação

A Ubisoft anunciou que Assassin’s Creed Black Flag Resynced será oficialmente apresentado em um showcase no dia 23 de abril, às 13h no horário de Brasília. A transmissão será global, pelos canais oficiais da empresa no YouTube e na Twitch.

O retorno de um clássico da franquia

O anúncio marca o retorno de um dos títulos mais populares da série. Em 2023, a Ubisoft revelou que Assassin’s Creed IV: Black Flag havia ultrapassado 34 milhões de jogadores em todo o mundo, número que evidencia o impacto duradouro do jogo original tanto na franquia quanto na comunidade de fãs.

Como acompanhar

O showcase de Assassin’s Creed Black Flag Resynced acontece no dia 23 de abril, às 13h (horário de Brasília) — 18h no horário da Europa Central e 9h no horário do Pacífico. A apresentação pode ser acompanhada ao vivo pelos canais oficiais da Ubisoft no YouTube e na Twitch. Mais detalhes sobre Assassin’s Creed e outros jogos da Ubisoft podem ser vistos aqui. Para comprar, clique aqui

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Assassin’s Creed Shadows: As Garras de Awaji entrega o desfecho que o jogo base deixou em aberto

assassins creed shadows awaji
Imagem Divulgação

A expansão chega como o encerramento definitivo de Asassin’s Creed Shadows (leia meu REVIEW AQUI). Para acessar As Garras de Awaji, é preciso ter completado toda a campanha principal — derrotar todos os membros da Shinbakufu, concluir as missões pessoais de Naoe e Yasuke e finalizar o epílogo da Liga, ufa. Quem comprou o jogo em pré-venda recebe a DLC gratuitamente.

A história acompanha Naoe até a ilha de Awaji em busca de sua mãe, Fujibayashi Tsuyu, após uma peça de teatro sugerir que ela estaria presa no local. A narrativa se desenvolve de forma satisfatória — os detalhes da lore valem ser descobertos sem spoilers.

O Bastão Bo transforma o combate de Naoe

A principal novidade de gameplay é o Bastão Bo. A arma conta com três posturas — alta, média e baixa — que permitem ataques variados, incluindo derrubar inimigos e interromper combos adversários. As animações de finalização e os assassinatos em cadeia ficaram mais dinâmicos. De todas as armas do jogo, foi a que eu mais me diverti.

assassins creed shadows awaji
Imagem Divulgação

A ilha de Awaji é linda

Acho AC Shadows um dos jogos mais lindos da nova geração e não diferente, o novo mapa impressiona pela atmosfera: névoas densas, ruínas antigas e pântanos criam um ambiente imersivo. Embora menor que as regiões do jogo base, a verticalidade do terreno torna a exploração mas interessante. Em estrutura, o conteúdo segue o padrão — pergaminhos, templos, torres de sincronismo, acampamentos e castelos para invadir.

Uma mecânica que se destaca é a sensação de ser caçado. Inimigos espalham armadilhas pelas estradas — fios de tropeço, veneno e explosivos — e civis aparentemente comuns podem ser espiões disfarçados. Isso achei bem inusitado e dá um upgrade do que já vimos no jogo base e em outros da franquia.

Pontos de criatividade

A luta contra a Shinobi Nowaki é o ponto alto da expansão. O combate exige o uso de audição e visão de águia para identificar o alvo real entre chamarizes, num ambiente repleto de armadilhas, me remetendo a momentos de Metal Gear Solid.

A DLC também se apresenta de forma inusitada: um teatro de fantoches 2D interativo funciona como tutorial e introdução narrativa, lembrando a série Chronicles da franquia. Precisamos de mais coisas assim!

O que funciona menos

Yasuke fica em segundo plano quase o tempo todo. Ele não recebe armas novas — apenas habilidades — e a história é centrada quase exclusivamente no arco de Naoe. O conteúdo secundário repete o que já existe no jogo base, o que pode gerar fadiga em quem passou dezenas de horas no original. Alguns chefes também pecam por barras de vida excessivas, tornando os confrontos cansativos.

assassins creed shadows awaji
Imagem Divulgação

O que saber antes de jogar

O nível de dificuldade é consideravelmente maior que no jogo base. O teto de nível sobe para 100, e os novos inimigos são mais rápidos e agressivos. O uso de batedores para revelar o mapa agora tem consequências: espiões inimigos podem detectar suas buscas e reforçar a presença de guardas na área. O esconderijo ganhou atualizações que permitem forjar equipamentos acima do nível lendário. Os vendedores não trazem conjuntos inéditos — apenas variantes do que já existe.

Vale a pena?

Para quem recebeu a DLC pelo pré-venda, é um desfecho consistente para AC Shadows. Para quem pretende comprar avulso, o ideal é aguardar uma promoção e jogar a campanha base somada à expansão — a experiência completa justifica melhor o investimento.

A dica é focar nas missões principais primeiro e só então explorar o mapa em busca de desafios maiores. Esse ritmo é mais gratificante — assim como nos outros títulos de RPG da franquia.

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20 anos de Onani Master Kurosawa | Uma entrevista do autor com seu público

onani master kurosawa
Imagem Divulgação

No último dia 10 de março, Ise Katsura fez um post no twitter comemorando o vigésimo ano de Onani Master Kurosawa na revista Shinchosha. A notícia veio como uma surpresa pessoal, pois à época em que este colunista leu, a leitura o absorveu tanto que ele simplesmente esqueceu de notar algo tão trivial. Por ver tantos amigos comentando, podia-se jurar que era um mangá recente.

Mas não, essa história já está há mais anos do que se pensa, tanto na vista de leitores quanto nas páginas deste mesmo site, que publicou sobre o mangá ainda nos primeiros anos! Como muito já foi escrito sobre o mangá, tanto aqui no Suco como em outros sites e vídeos, a intenção deste artigo não é me repetir. Até porque verdade seja dita, Master Kurosawa foi o tipo de leitura que me deixou incapaz de reação consciente. É o tipo de história que te leva à empatia, no seu mais literal sentido. Se você já sofreu alguma rejeição ou, pior, sofreu o peso da própria consciência depois de agir de modo deplorável, a história da queda e redenção de Kurosawa é do tipo que te faz caminhar de mãos dadas com aquele sofrimento e, no final, ambos saem da experiência almejando ser a versão menos pior do que um dia foi.

Logo, como as linhas acima estão longe de serem originais, desejamos hoje tão somente trazer uma tradução da entrevista de Ise Katsura, realizada pelo Psycho Lad, a quem sou muito grato pela permissão desta tradução.

Então sem mais delongas, às palavras de Katsura-sensei:


PsychoLad: Com o vigésimo aniversário de Onani Master Kurosawa, você criou a história quando tinha 21 anos (que é minha idade agora! haha), você pode me contar como era sua vida naquele momento?

Katsura: Para ser mais preciso, eu tinha 20 anos quando escrevi essa história. Eu era um universitário na época, e universitários japoneses geralmente tem bastante tempo livre. Eu procurava um jeito de sair do tédio. Então, pela primeira vez na vida, eu decidi escrever.

PsychoLad: Como foi o processo de criar o mangá? Da premissa conceitual à criação da trama e dos personagens. Como você acabou colaborando com Yoko Takuma? Se possível, nos diga sobre a relação entre você e ele.

Katsura: Como eu escrevi a história inteiramente por conta própria, foi algo completamente improvisado e sem planejamento. Me levou cerca de seis meses para acabar. Não concluí a ideia geral da trama até escrever cerca de um terço da história.

Naquela época, Takuma Yokota era um leitor da novel. Quando descobri, decidi pedir que ele a adaptasse para mangá. E daí continuamos bons amigos até hoje. Nós trabalhamos numa colaboração até o ano passado e foi uma experiência realmente inspiradora. Até hoje, eu jogo Magic: The Gathering contra ele de vez em quando.

PsychoLad: Eu li algumas opiniões de críticos que detestaram o mangá onde eles afirmam que o mangá glorifica o assédio sexual ao focar mais no assediador do que na vítima. O que você acha disso?

Katsura: Eu não vejo assim. Se você ler bem o mangá, acredito que você entenderá que eu não estou fazendo apologia ao assédio sexual. Por outro lado, é verdade que a obra é contada do ponto de vista do assediador. A escolha de perspectiva é uma decisão importante do autor. Isso não significa que eu não dê a mínima para normas sociais. É simplesmente uma abordagem de enredo.

PsychoLad: Houve algum plano para que o mangá fosse adaptado para anime? E se ele fosse, qual estúdio você adoraria que o trabalhasse?

Katsura: Takuma Yokota mencionou ter recebido uma oferta dessas há um tempo atrás. Em todos os sentidos, eu não acho que esta obra sirva para uma versão em anime. Porém, eu não teria a menor intenção de recusar um estúdio disposto a topar o desafio, seja o estúdio que for.

PsychoLad: Veremos histórias futuras com Kakeru Kurosawa? Talvez um spin-off focado em outros personagens, ou com o Kurosawa já adulto?

Katsura: A esta altura, eu diria que não. Enquanto eu fico muito feliz que tantas pessoas amem essa obra, estou bem mais interessado em criar algo inteiramente novo. Eu cheguei a colaborar com Takuma Yokota para publicar alguns yonkoma (quadrinhos em quatro painéis) baseados no mangá. Se for nesse formato, talvez eu escreva algo baseado assim outra vez.

PsychoLad: Houve alguma história de amadurecimento em específico que te inspirou? E o que te levou a escolher a masturbação como tema central ou metáfora para isolamento social?

Katsura: Tem uma novel chamada “Gummy Chocolate Pine”, do Kenji Ohtsuki, um escritor e músico japonês. Eu li a novel quando estava no ensino médio e ela me impactou profundamente. Essa história traz alguns temas que abordo no meu próprio trabalho e serve como um excelente exemplo de ficção jovem de alta qualidade. Outro motivo que me fez trazer a masturbação como tema é que eu senti que isso daria luz à uma história única. Assim como foi o caso com “Destroy All Humans. They Can’t Be Regenerated. A Magic: The Gathering Manga” (Destrua Todos os Humanos: Eles Não Podem Regenear. Um Mangá de Magic The Gathering, em tradução literal), meu segundo trabalho em colaboração com Takuma Yokota, temas inusitados me atraem.

PsychoLad: O que você acha que conseguiu atingir com sua história? Você acha que algo nela deveria mudar, com a sensibilidade que você tem hoje em dia?

Katsura: Pra ser sincero, eu não lembro bem de como me senti quando terminei de escrever essa obra. Se eu tivesse que reescrever algo baseado nos valores que tenho hoje em dia, boa parte dessas mudanças seriam textuais. A progressão da história não é perfeita, mas mudá-la seria como mudar o arranjo de uma melodia musical – o que prefiro não fazer.

PsychoLad: Qual foi a inspiração para o corte de cabelo do Nagaoka? Queria saber se foi inspirado em alguém ou foi uma decisão aleatória.

Katsura: Um dos meus personagens, Keishi Nagaoka, tem cabelo encaracolado natural – um visual inspirado pela imagem de um garoto que não arrumou seu cabelo há um tempinho. Na adaptação para mangá, Takuma Yokota enfatizou essa descrição. Acho que desenhar assim ficou mais fácil, haha.

PsychoLad: De onde você se inspirou para o enredo? Como que o protagonista se masturba no banheiro da escola e se orgulha tanto disso? Nunca ouvi falar de alguém assim.

Katsura: Se realmente existir um garoto como Kakeru Kurosawa por aí, eu espero que ele leia minha obra e se dê conta dos seus erros – haha. Na época em que escrevi a história, “Death Note” era um hit no Japão*. O protagonista, Light Yagami, é um heroi maligno genial e carismático. Me convenci de que se eu desse a um personagem desses alguns traços que as pessoas julgassem cômico e ridículo, esse personagem se tornaria fascinante, sem a menor sombra de dúvida. E foi assim que Kakeru Kurosawa nasceu.

*Não à toa o mangá foi carinhosamente apelidado de Fap Note (Nota do Tradutor)

PsychoLad: Por que é que apesar de todo o desenvolvimento do Kurosawa para acabar com seu mau hábito, ele ainda o pratica depois do timeskip com revistas pornô? Lógico, bem melhor do que o que ele fazia antes, quando era indiferente a tudo, mas o ponto central da obra não é justamente sobre parar com a masturbação?

Katsura: Sentir atração pelo sexo oposto é algo perfeitamente natural entre adolescentes. Acho que suprimir esses sentimentos não teria sido algo realista. A parte mais importante dessa história é que o protagonista, Kakeru Kurosawa, encontra valor no mundo real – ainda que seja um mundo mais duro que o mundo de sua imaginação.

PsychoLad: O que você acha da masculinidade moderna, sobre os homens que são celibatários involuntários (‘incel’, como se diz) e redpill (uma terminologia que descreve homens solitários que se comportam de maneira misógina e vil contra as mulheres graças ao seu isolamento, que se aproxima com o que Kurosawa fez no Manga)

Katsura: Na época em que escrevi o enredo original do mangá, incels não eram um assunto no Japão. Kakeru Kurosawa, o protagonista dessa história, também tem interesses normais em garotas da sua idade. Acho que ser um incel não te traz vantagens. Afinal, misoginia não traz coisas boas para a vida de ninguém.*

*Tentou, nosso amigo PsychoLad tentou (Nota do Tradutor)

PsychoLad: Quais são seus álbuns musicais favoritos?

Katsura: Puxa, essa talvez seja a questão mais difícil até agora. Quando eu era estudante, eu ouvia muito New Order e algumas de suas músicas como “Blue Monday” e “Bizarre Love Triangle” viraram subtítulos para esse mangá. Ultimamente eu tenho escutado “Stop Making Sense”, do Talking Heads e o álbum “Last Dance”, do David Bowie. Acho que eu realmente gosto muito de música dos anos 80.

PsychoLad: Quem é o seu mangaka favorito e por que?

Katsura: Outra questão difícil! Não consigo escolher uma pessoa só. Samura Hiroaki (Blade: A Lamina do Imortal), Igarashi Daisuke (Kaijuu no Kodomo), Enomoto Nariko e Kumakura Yuuichi são todos artistas que eu admiro imensamente.

PsychoLad: Tem algum fato curioso sobre Onani Master Kurosawa que as pessoas talvez desconheçam?

Katsura: O protagonista do primeiro mangá publicado de Takuma Yokota é um colega de sala de Kakeru Kurosawa. Em termos atuais, é um “universo compartilhado”. No que diz respeito exclusivamente a este trabalho, eu acho que sua versão em maior qualidade é a edição da novel em brochura. Ela inclui várias das fantasias sexuais de Kakeru Kurosawa que não foram retratadas no mangá. Eu gosto muito dessas descrições.

PsychoLad: Qual é a sua reação em ter uma fanbase estrangeira, ainda mais considerando que os edits de Onani Master Kurosawa chegam a mais de 100.000 likes no TikTok.

Katsura: Não fazia ideia de que nosso trabalho viralizou no TikTok! Fico muito feliz que a obra seja amada no exterior. Afinal, ela não foi publicada numa revista prestigiada como a Shonen Jump. Me enche de orgulho saber que tantas pessoas estão lendo.

PsychoLad: Algumas palavras finais para os leitores e fãs lendo esta entrevista agora?

Katsura: Aos nossos fãs estrangeiros, muito obrigado por gostarem do nosso trabalho. Eu e Takuma Yokota estamos atualmente publicando “Destroy All Humans. They Can’t Be Regenerated. A Magic: The Gathering Manga. É um mangá completamente diferente de Onani Master Kurosawa, mas se você se interessar, por favor leia. Além disso, estou trabalhando no enredo de um novo mangá. Está planejado para ser uma comédia romântica. Não tenho certeza de quando será anunciado, mas ficaria contente que vocês acompanhassem nossas atividades de vez em quando.

AGRADECIMENTOS FINAIS

Gostaria, mais uma vez, de agradecer ao PsychoLad, tanto pela rica entrevista realizada quanto pela sua permissão por esta tradução!

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