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A Vida Invisível de Addie LaRue | Review

A Vida Invisível de Addie LaRue
Imagem Divulgação

“E foi isto que estabeleceu: consegue ficar sem comida (não vai definhar). Consegue ficar sem calor (o frio não vai matá-la). Mas uma vida sem arte, sem deslumbramento e sem beleza a deixaria louca. Já ficou louca uma vez.
Ela precisa de histórias.
Histórias são um modo de se preservar. De ser lembrada. E de esquecer.
As histórias vêm à tona em diversos formatos: desenhos, canções, pinturas, poemas, filmes. E livros.
Ela descobriu que os livros são uma maneira de se viver milhares de vidas diferentes – ou de encontrar forças para viver uma muito longa.” 

V. E. Schwab

A Vida Invisível de Addie Larue é um dos maiores sucessos de Victoria Elizabeth Schwab (V. E. Schwab), o que tentarei provar não ser injustificado. 

Então, se eu pudesse resumir esse livro em uma expressão, eu diria que essa história é como uma chama. Ela acalenta, queima e explode. Guarda seus mistérios e é capaz de trazer muito à luz. 

Primeiras impressões

De cara, no momento em que encontrei o livro — de forma bem aleatória, diga-se de passagem — e li a sinopse, eu me apaixonei. No entanto, minha leitura não fluiu na primeira tentativa. Quando vi as 500 páginas que me aguardavam, sabia que seria uma história que demandaria muito da minha mente e do meu coração. 

O que de fato aconteceu, só para registrar.

É por isso que aqui, nesse review, me esforçarei ao máximo para trazer uma análise “sóbria”, se é que é possível, a respeito do livro. Não somente uma avaliação de seus aspectos estruturais, estilísticos e narrativos, mas também uma discussão que se refere às nuances da história em si. 

Apesar do esforço, não será uma tarefa fácil: A Vida Invisível de Addie Larue despertou em mim o melhor que a leitura é capaz de proporcionar. Choque, raiva, afeto, tristeza, felicidade, encantamento e, acima de tudo, uma imersão completa. 

Assim, torna-se igualmente importante lembrar que toda proposta de resenha carrega os sentimentos do autor, em grau maior ou menor. E dito isso, hora ou outra meus sentimentos poderão falar um pouco mais alto do que a minha análise a qual, por hora, chamarei de “sóbria”.

A Vida Invisível de Addie Larue
Divulgação: Galera

Como Descrever o Indescritível?

Em termos simples, não sei se sou capaz de cumprir tal responsabilidade. O que parece ser um sentimento comum aos leitores dessa história, a presente autora corrobora: não é fácil definir esse livro em palavras. 

Quando terminada a história, eu fiquei muitos, MUITOS minutos pensando no que dizer, em como eu me sentia, o que fazer com o tesouro que eu tinha em mãos. Como eu vou resenhar sobre esse livro? Era a pergunta que não me saía da cabeça. Meus “divertidamente” com certeza devem ter surtado, coitados.

De todo modo, essa ficção nos traz uma leitura sensível do que é — e do que pode ser — a vida. Quem somos nós? Somos “simplesmente” quem somos, ou quem e o que deixamos para trás? Essas não são perguntas fáceis de responder, mas a sensibilidade com a qual Schwab as aborda é bela, trágica e chocante.

Cuidado Com o Que Deseja: Tudo Tem um Preço!

Eu não quero pertencer a outra pessoa — diz ela, como uma veemência repentina. As palavras são uma porta escancarada, e agora ela despeja todo o resto. — Não quero pertencer a ninguém além de a mim mesma. Quero ser livre. Livre para viver e encontrar meu próprio caminho, para amar ou ficar sozinha, mas que seja por escolha própria. Estou tão cansada de não ter nenhuma escolha, tão assustada de ver os anos se passando diante dos meus olhos. Não quero morrer do mesmo jeito que vivi, porque isso não é vida. […]

Para aqueles que já assistiram o live-action Aladdin, o que direi agora não lhe será estranho: tome sempre cuidado com as zonas cinzentas do que você deseja.

Esse cuidado Addie não tomou. 

Por isso, toda a narrativa do livro se desenrola não necessariamente pelo desejo em si, mas pelas suas entrelinhas. De fato, Addie se tornou imortal. Mas a que custo? 

Eu gosto de pensar que nossas maiores provas de vida são as pessoas e as obras que deixamos. Elas são uma forma de nos manter ligados ao mundo, de nos tornar imortais pelo tanto de tempo que é possível, se é que sou capaz de me fazer entender. Se ainda não ficou claro, eu diria que é algo semelhante ao “Que seja eterno enquanto dure”.  Aparentemente, o deus da noite — ou Luc — pensava da mesma forma. 

O que nos move e nos derruba

Logo, chego à conclusão de que o que move nossas vidas é sempre o desejo. O desejo de ser alguém, ou ser ninguém. De ir a algum lugar, ou de permanecer. De conseguir algo, ou de se contentar com o que já temos. Sempre nessa balança, os desejos parecem ser a água que gira o moinho de nossas vidas e, assim, fica a reflexão.

Victoria Elisabeth Schwab não nos poupa: os desejos são capazes de mover nossas vidas e de nos trazer o inimaginável. E é justamente por isso que a atenção precisa ser redobrada: cuidado com as zonas cinzentas, elas não existem só nos contos de fadas.

A Vida Invisível de Addie Larue
Divulgação: Galera

Uma Belíssima e Trágica Narrativa

Não se engane. A Vida Invisível de Addie Larue não é um livro feliz. É um livro real dentro da irrealidade, na medida em que pode ser.

E. Schwab se utiliza de uma estratégia muito eficiente no que diz respeito à história com uma passagem de tempo muito longa: a alternância de épocas. A cada capítulo, íamos e voltávamos entre as vidas e lugares que Addie viveu, quase sempre no mesmo dia, sendo expostos às crueldades e alegrias pelas quais a protagonista passou.

Dessa forma, a partir desse recurso temporal, é criada sempre uma atmosfera de suspense e novidade. O que será que vem por aí? E assim a autora se mostra eficazmente engenhosa: capturando a atenção do leitor de forma não exatamente convencional.

Menção Honrosa

Além desse recurso narrativo, não podemos deixar de lado um outro pilar para o sucesso da construção: o estilo de escrita quase poético da autora. Essa beleza trágica do livro se dá a partir de um casamento perfeito entre os acontecimentos e a forma como são ditos. Essa soma, que eu chamaria na realidade de multiplicação, potencializa o poder de ação da história em seu leitor.

Partindo para outra perspectiva, assim como nem só de pão é feito o homem, nem só de beleza é feito um livro. Todas as vidas em uma que Addie viveu evocam muito mais do que encantamento.

A vida imortal que a protagonista desejou — e conseguiu — não começou de forma fácil. Foi cruel, solitária e desesperadora. O mundo é cruel, e Addie descobriu isso da pior forma possível. Novamente, Schwab não nos poupa: Addie não vendeu somente sua alma, se é que há algo pior e mais precioso para se perder, mas, de certo modo, vendeu um outro tipo de imortalidade. Vendeu suas possibilidades, suas chances de marcar as pessoas e o mundo, sem que soubesse. Vendeu seu corpo, sua vida, sua alma, seu coração.

No entanto, mesmo vendendo tudo o que tinha, Addie conseguiu marcar o mundo. De uma forma muito indireta, mas não menos material e verdadeira. Esse tipo de sutileza, trazido durante toda a história, parece ser sopros de vida em meio à resignação e à “tristeza tranquila” que nos toma durante a leitura.

A beleza com que Schwab descreve todas essas sutilezas, todas essas nuances, sobrecarregam a história de uma atmosfera fantasticamente — no sentido literal da palavra — real.

Muito Mais do Que Uma História de Amor (isso se foi realmente amor)

Uma parte essencial da história é o que, por não ter nome melhor, chamarei de triângulo amoroso entre Addie, Luc e Henry. E é nesse momento que eu peço uma licença para um questionamento. Quão verdadeiramente amorosas eram essas relações?

No entanto, antes de analisarmos a realidade dessas emoções, precisamos de uma análise “crua” dos personagens. Não vamos colocar a carroça à frente dos bois.

Primeiro, temos Addie, uma mulher que viveu trezentos anos sendo conhecida por apenas um alguém, Luc. Ela viveu seus maiores medos, as intempestividades da humanidade e a crueldade da natureza na pele. Foram trezentos anos buscando o que sabia que jamais poderia encontrar: amor, reconhecimento e um lar. Como poderia acreditar que os encontraria quando sequer era capaz de ser lembrada?

Em seguida, temos Luc, um deus da noite que se apegou a um dos seres mortais que tanto desprezava. Um deus solitário, inteligente, arrogante, cruel e extremamente volátil, que encontrou uma mulher que não cedia perante seu poder. Um clássico.

E, para finalizar, temos Henry, um homem que, eu diria, havia se perdido de sua própria alma. Provavelmente, a presença inexpressiva e personalidade apática do personagem foram propositais. Muitos o chamariam (e chamam) de “sem sal”, o que não posso negar ser verdade, mas também não posso negar a importância estratégica disso. Não é à toa que, no momento em que descobre um propósito para si, Henry desperta.

Análise do “amor”

Pensando nas relações páreas, essencialmente Addie-Henry e Addie-Luc, ambas são permeadas pela novidade, pelo choque e pela falta. Cada par encontrou no outro o que mais desejava na vida, e isso significou criar relações muito mais egoístas do que amorosas. Não vou negar a parcela egoísta do amor, no sentido de que amamos alguém pelo bem que ela é capaz de nos proporcionar.

No entanto, o egoísmo presente nessas relações tinha muito mais a ver em ter encontrado o quase-impossível. Addie achou em Luc o reconhecimento que tanto buscava. Luc encontrou em Addie um verdadeiro desafio. Henry queria o fantástico, algo que o tirasse dos eixos, e encontrou. Addie, é claro (e de novo), encontrou o reconhecimento. Mas não o reconhecimento de alguém que lhe proporcionou aquela realidade, o reconhecimento de alguém que vivia e morreria, alguém real.

No fim, nenhum deles queria perder o que mais havia buscado e, por fim, encontrado. Esses encontros acabaram gerando relações de dependência em que ninguém estava disposto a abrir mão. 

E é por isso que eu diria que A Vida Invisível de Addie Larue é muito mais do que uma história de amor, até porque não é. Novamente, Schwab nos pega e nos enlaça pela sutileza a respeito de algo nada sutil: as complicações das relações e sentimentos humanos.

Considerações Finais

A Vida Invisível de Addie Larue
Divulgação: Galera

Eu vou precisar me utilizar da mesma expressão usada no início: essa história é como uma chama. Ela acalenta, queima e explode. Guarda seus mistérios e é capaz de trazer muito à luz.

Um livro estilisticamente belo, fantasticamente real e surpreendente. Uma história que dança com nossas emoções, observando suas entrelinhas e nos tirando de certo conforto.

É assim que é A Vida Invisível de Addie Larue.

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Dead Space: Religião e Luta De Classes

Dead Space
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O que faz um bom terror? Ou, melhor ainda, a pergunta para iniciar essa discussão é: o que torna um terror um clássico, além de bom? E o que faz Dead Space ser tão bom?

!! CUIDADO!! SPOILERS ABAIXO!!

Por trás do óbvio

Do meu ponto de vista, existem duas coisas que determinam um terror. A primeira é a mais aparente: o que provoca a reação imediata de repulsa? Ou seja, aquilo que as pessoas descrevem de imediato: é um filme de serial killer passando a faca na galera? Zumbis comendo gente? Vai ter mutilação, ou vampiro bebendo sangue, ou fantasma, ou um ser de outra dimensão?

Enquanto isso, a segunda coisa é mais sutil: quais são os temas mais profundos que aquela obra deseja explorar? É sobre a inevitável entropia do universo? Sobre as inseguranças e cobranças no relacionamento de determinados personagens? Talvez, sobre como a aparente paz das cidadezinhas do interior dos EUA pode ser uma mera ilusão, que se extingue no primeiro Halloween?

Sendo assim, os grandes filmes costumam ir além do óbvio. Esses dias assisti o filme X, do diretor Ti West. A primeira camada é imediatamente aparente: é um filme de assassino. Portanto, você verá tridentes atravessando globos oculares, tiros de escopeta explodindo cabeças, um crocodilo arrancando a cabeça de alguém, e a pior de todas, uma senhorinha de 90 anos esfaqueando um jovem no pescoço tantas vezes que sua cabeça fica pendurada apenas por nervos. Essas cenas provocam um imediato sentimento de repulsa, uma resposta instintiva.

No entanto, X também é um filme no qual a dita senhorinha assassina de 90 anos observa a atriz pornô Maxine no auge de sua juventude. Em decorrência disso, ela sente falta dos dias em que era desejada, jovem e cheia de sonhos. Juntamente, quer ter aquele corpo de quando tinha 20 e poucos e deseja tocá-lo, enquanto enche-se de ódio por essa molecada filmando no seu quintal. Assim, X é sobre o medo de ter um tridente enfiado pelos olhos, mas é também sobre o medo de envelhecer, um medo muito mais primordial e íntimo, e inescapável, para todos nós.

Influências

Acredito que essa condição do terror explique a existência do remake de Dead Space muito mais do que qualquer outra coisa. Afinal, ele era, mesmo lá em 2008, um jogo que exibia orgulhosamente suas influências. Seus desenvolvedores explicavam abertamente como queriam montar um sucessor espiritual para System Shock 2 ambientado numa estação espacial cheia de monstros alienígenas.

Porém, quando Resident Evil 4 chegou em 2004, eles viram o jogo e falaram “pô peraí, a gente quer isso aí!” e mudaram o design para ser Resident Evil 4 no espaço. No entanto, a equipe original pegou todas essas influências, juntou com temas aparentes em filmes como o Alien original, e transformou algo que poderia ser genérico em um jogo que até hoje é referência como um grande terror da sétima geração de consoles, e agora, da nona.

Dead Space
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Começo do caos

Sendo assim, a preocupação de Dead Space em mostrar algo além do óbvio fica aparente com rapidez. O primeiro capítulo do jogo pura e simplesmente apresentações: Isaac Clarke, engenheiro chefe na Concordance Extraction Corporation (CEC) responde a um pedido de socorro emitido pela nave USG Ishimura com os companheiros de empresa Kendra Daniels, especialista em programação, e Zach Hammond, oficial de segurança.

Em seguida, aprendemos que a Ishimura é uma nave “quebradora de planetas”. Ou seja, seu propósito empresarial é viajar pelo espaço procurando por planetas ricos em minérios completamente extinguidos na Terra e conectar lasers gigantes que puxam pedaços do planeta para mineração.

Claro, como um terror espacial que se preza, as coisas vão ladeira abaixo quase que imediatamente, pois a USG Kellion se arrebenta na doca da Ishimura. Então, nossos protagonistas, ameaçadoramente, acreditam que em 48 horas eles conseguem, com ajuda da tripulação da Ishimura, arrumar todos os problemas e partir.

Um tanto familiar

Ao adentrar o hall de entrada, encontramos um panfleto da CEC explicando que por mais que a prática de “quebra de planetas” seja bastante perigosa para os mineradores envolvidos, quebrar planetas em pedaços desestabiliza sistemas solares inteiros. Ou seja, de maneira geral a empresa arregaça a galáxia, algo de suma importância para a humanidade, pois nós não contamos com recursos suficientes para sustentar bilhões de pessoas. Hmm… onde será que eu já ouvi essa justificativa antes?

Claro que não temos muito tempo pra pensar nisso: dentro dos próximos 5 minutos uma monstruosidade mutante com lâminas no lugar dos braços vai abrir nosso piloto de fora a fora. Então, naturalmente, nosso protagonista precisará correr feito um maluco pelos corredores escuros da nave.

Eventualmente, você põe as mãos na Plasma Cutter, a melhor picotadora de monstros de todos os tempos. Mesmo assim, o restante do primeiro capítulo é sobre o medo visceral e imediato, sobre os monstros que pulam do sistema de ventilação, gritam na sua cara, e patrulham por enormes complexos industriais sem luz.

Dead Space
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Background de Dead Space

Somente no capítulo 2 começamos a nos deparar com as motivações e construções do universo de Dead Space. O objetivo é encontrar o capitão da nave e sua armadura para conseguir novas permissões e acessar novas áreas da nave. Sendo assim, buscando pelo corpo (porque claro que ele já virou presunto), nós descobrimos que tanto ele quanto vários oficiais da nave fazem parte de uma religião chamada Unitologia.

No início não sabemos muito sobre isso, apenas que é uma religião que cresceu exponencialmente nos anos de míngua do futuro espacial da humanidade. Além disso, sabemos que ela possui muita gente muito rica, e que sua crença gira em torno de um tal de “Marcador”. Este “Marcador” é um obelisco que aparentemente fará com que a humanidade “se torne inteira novamente”, o que quer que isso signifique. Um desses Marcadores está, aparentemente, dentro da nave, recolhido do planeta Aegis VII que a Ishimura quebrou e está orbitando neste momento.

Então, os capítulos passam a alternar entre as ações destes Unitologistas, que levaram ao nosso atual imbróglio, e as tentativas de sobreviver do pessoal que trabalha na engenharia — que mantém a nave funcionando — e os mineradores — que quebram pedra nos fundos mais inóspitos da nave.

Em seguida, o capítulo 3 é inteiramente voltado para os passos do engenheiro-chefe Jacob Temple dentro da área dos motores e combustíveis da nave. Sendo assim, acompanhamos a descoberta de que alguém de dentro da nave sabotou os motores após a chegada do Marcador, impedindo a tripulação de escapar da mutação. Já o capítulo 5 retorna aos Unitologistas, quando encontramos o Doutor Challus Mercer. No fim, ele ficou pirado na Unitologia e agora, com pesquisas de regeneração celular, criou um monstro que cresce os braços de volta depois que você o picota. Diversão!

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Terror das classes

Alguns dos logs mais assustadores estão no capítulo 7, quando Isaac chega no setor de mineração e acompanha a luta dos mineradores. Eles tentam montar barricadas, fecham o setor, e tentam a todo custo sobreviver à onda de mutações. Um desses logs em específico nos choca bastante, pois mostra um dos mineradores que, após uma falha do coletivo em impedir a entrada dos bichos escrotos, resolve que a saída para não machucar ninguém após ser infectado é cortar os próprios braços e pernas fora com suas ferramentas de mineração. Enfim, é um log difícil de ouvir.

Contudo, essa dualidade de acompanhar tanto os religiosos em posição de poder quanto os trabalhadores do chão da mina chega ao ápice no capítulo 10. Visualmente, é o capítulo mais apocalíptico de todos, com rituais da Unitologia e corpos espalhados por todo lado. Além disso, tem tentáculos criados pelo Marcador segurando partes inteiras da nave, e, claro, uma enorme batalha contra necromorfos na sala onde o Marcador está. Inclusive, a batalha é cheia de efeitos de distorção e símbolos estranhos aparecendo na tela enquanto você luta para sobreviver.

De qualquer forma, o interessante para nossa análise neste capítulo é que Isaac explora as várias alas dos decks de estadia, e é nítido no design que cada setor reflete a sua classe. Por exemplo, a ala dos mineradores é bastante simples, beliches compactas com pouca iluminação onde os trabalhadores têm que compartilhar tudo. Enquanto isso, a ala dos oficiais (que são Unitologistas, para nossa informação) é luxuosa, tapetada em vermelho, com camas king-size e ventilação perfeita. Ainda mais, o capitão da nave, claro, tem uma mesa para louvar ao Marcador, e um log dele nos mostra claramente a motivação: ele será compensado ricamente pelos Unitologistas para levar a nave ao sistema Aegis e desenterrar esse Marcador.

Dead Space
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Controle pela Fé

E aí é que outras revelações são mais interessantes. Você vê, a Unitologia surgiu quando uma equipe de pesquisadores, liderada pelo cientista Michael Altman, encontrou um destes Marcadores na Terra numa escavação. Então, ao conduzir sua pesquisa, ele notou que este Marcador era, de alguma forma, um tipo de vida senciente que se reproduz através de um processo infeccioso que recombina tecido celular morto em novas formas. Seu objetivo é juntar células mortas o suficiente para se transformar em uma nova forma misteriosa, num evento que chamou de “Convergência”.

O cientista chegou a essa conclusão porque sua equipe se transformou em monstros mutantes que criavam outros corpos mortos para virar mais monstros mutantes, e ele conseguiu escapar de alguma forma.

No entanto, a CEC viu sua pesquisa e seu aviso sobre a periculosidade da coisa como uma oportunidade. Portanto, percebendo o clima de desespero e solidão que, bem, o capitalismo gera neste futuro distópico, a empresa criou uma reinterpretação da pesquisa de Altman.

Para tal, transformou esses Marcadores em símbolos míticos que levariam a humanidade a uma nova era onde todos nós seríamos unificados em Convergência. Então, é claro, a CEC vendeu essa ideia para a classe trabalhadora. O que os superiores deixam de contar para sua congregação é que essa unificação não será espiritual no reino dos céus, mas sim física. Ou seja, a própria carne da classe trabalhadora será recombinada como monstros mutantes para interesse dos ricos.

Deadspace
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Qualidade Atemporal

Tá achando que eu li Marx demais e tô viajando? Esse tema é tão claramente representado que até mesmo a jogabilidade deixa isso explícito. Afinal, o jogo apresenta Isaac como um engenheiro, profissão essa que vemos com prestígio nos dias atuais. No entanto, a missão dele na Ishimura está mais para técnico de reparos, e é isso que você mais faz no jogo.

Além disso, a grande maioria dos objetivos se resume em chegar em certo setor da nave e consertar alguma coisa, seja os motores, seja a antena de comunicação, seja o sistema de defesa contra asteroides. Ainda mais, as armas que Isaac usa nessa empreitada não são armas convencionais, militares, e sim equipamentos de manutenção. Por exemplo, um cortador de metal, uma serra, uma solda, um maçarico. A única arma que é diretamente militarizada é o Rifle de Pulso, e por coincidência (talvez) ela é a arma mais fraca do jogo no remake.

Sendo assim, a grande diferença entre um terror fraco e um terror clássico é a gama temática representada por ele. Apesar de ter muitas coisas derivativas de outros filmes e jogos, ele sobrevive ao teste do tempo, pois trabalha muito bem seu núcleo temático. Afinal, diz algo sobre luta de classes e religião, provocando um medo muito mais existencial do que os simples jumpscares dos necromorfos saindo da ventilação podem provocar.

É por isso que o remake de Dead Space virou sua versão definitiva, enquanto o tempo fará outros jogos mais medíocres como The Callisto Protocol caírem no esquecimento.

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Zeke Deux | Suco Entrevista

zeke deux
Imagem Divulgação

Fala Sucolinos! Vamos agora com mais uma super entrevista e com a banda japonesa de visual kei, Zeke Deux. Formada em 2021, lançou recentemente, em fevereiro de 2023, o mini álbum intitulado “Lux en Athena”, empregando muito power metal e visuais góticos de primeiríssima categoria.

Os membros irradiam uma estética elegante e este novo trabalho é uma expressão de gratidão para com seus fãs, que chamam de “Lux”, considerados o núcleo e força motriz da banda. Vamos entender mais do conceito das letras, desafios, desejos e claro, algumas revelações interessantes.

Olá! Somos o Suco de Mangá e estamos aqui para saber mais sobre o Zeke Deux. Estamos muito felizes em conhecê-lo, obrigado pela entrevista. Vamos começar?

É sua primeira “aparição” aqui. Apresente-se, por favor.

Kakeru: Eu sou o vocalista Kakeru. Minhas séries de anime favoritas são “Rurouni Kenshin”, “Naruto” e “One Piece”!

Haruka: Eu sou o guitarrista Haruka. Eu gosto de rosas azuis e estou sempre em busca da beleza.

Maya: Aqui é o Maya, sou o baixista. Quando se trata de Dragon Ball, meu favorito é Vegeta (risos).

Zeke Deux estreou em 2021, então podemos supor que a banda é nova na cena. Como vocês, membros da banda, descrevem Zeke Deux e seu estilo?

Kakeru: O estilo musical de Zeke Deux é uma fusão de som clássico com heavy metal. Possui belas melodias com uma visão de mundo fantasiosa.

Como foi formado o Zeke Deux? Conte-nos sobre a história da banda.

Haruka: Kakeru e eu começamos como uma dupla para desafiar as infinitas possibilidades. Mais tarde, evoluímos para uma banda.

Kakeru: Zeke significa 0 (zero) e Deux vem do francês ‘para dois’. Se juntarmos dois zeros, obtemos o infinito (∞). Essa é a origem do nome Zeke Deux.

Zeke Deux Kakeru
Kakeru (Zeke Deux)

Comparado a bandas do mesmo estilo, na sua opinião, qual o diferencial do Zeke Deux?

Kakeru: Nossa característica é que nossas músicas revelam uma história maravilhosa como se você estivesse lendo um romance, enquanto expressam a essência original do Visual Kei japonês. Este é um aspecto da banda, mas também temos um lado engraçado onde fizemos covers de várias músicas de anime.

Como é o processo das músicas? Os membros participam dela?

Maya: Às vezes, as ideias para uma música surgem durante uma caminhada ou até mesmo em meus sonhos. Começo o arranjo tocando guitarra ou baixo se a música for boa o suficiente. Sempre lembrando dos rostos felizes dos Lux [fãs]! O vocalista Kakeru escreve todas as letras.

Haruka: Na maioria das vezes eu primeiro crio a melodia para o refrão, depois visualizo a vibração para a apresentação ao vivo e trabalho no conceito. Para as composições dos outros membros, estou atento às intenções do criador da música, mas tento incorporar meu próprio fraseado de guitarra também.

O que mais te inspira quando você cria novas músicas?

Maya: Eu faço músicas enquanto imagino Lux [fãs] na minha frente!

Haruka: A melodia e os riffs da guitarra dependem da minha condição física e humor no momento.

Se você tivesse que escolher uma música para apresentar Zeke Deux a alguém, qual seria?

Kakeru: Eu recomendaria nossa música de debut “Zero” ou “Catharsis”, que é uma música que vai purificar seu coração.

Haruka: Eu também recomendo “Zero”. É uma canção carregada com a intenção de assumir infinitas possibilidades.

Maya: “Lux en Athena” é realmente emocionante. Por favor, ouçam!

Zeke Deux Haruka
Haruka (Zeke Deux)

Ouvimos dizer que Zeke Deux vai lançar um novo mini álbum: Lux en Athena! Temos muitas perguntas!

Já sabemos que seus fãs se chamam “Lux”! Esse novo trabalho é uma forma de demonstrar amor pelos seus fãs? Conte mais sobre isso, por favor.

Haruka: Lúcifer vem do latim “Lux Ferre”, que significa “portador da luz”. Lúcifer era originalmente um anjo, daí o nome latino. Nossos fãs são nossa “luz”. Pegamos a palavra “Lux” de “Lux Ferre” para expressar que nossos fãs também fazem parte de nós mesmos.

Sobre as músicas, o que Lux pode esperar? Dê algumas explicações sobre as faixas, por favor! Pessoalmente, estamos curiosos sobre Feel Like the Wind, que tem uma vibe melancólica em sua prévia. Nós gostamos!

Maya: Acho que eu e você vamos nos dar bem (risos). Fiquei muito feliz quando terminei “Feel Like the Wind”. Foi extremamente gratificante. É uma música linda, por favor, ouçam!

Vimos que a faixa-título tem o mesmo nome do mini álbum. O que isso significa? Fale sobre a faixa-título. Quem escreveu a letra? Por que? O que você quer mostrar com essa música? Qual é o significado?

Kakeru: “Lux” é uma palavra latina, “en” é uma palavra francesa e “Athena” é inglês. Se combinarmos essas três palavras, o significado seria “Deusa da luz”. Eu estava encarregado das letras. É a história de uma deusa que nos guia com sua luz nos momentos em que estamos cansados de tentar e nos ajuda a permanecer fiéis a nós mesmos. A mensagem que quero transmitir é “não importa as circunstâncias, vamos viver em nossos próprios termos, sem desistir”.

Quais são suas expectativas sobre o lançamento de Lux en Athena?

Haruka: Espero que possamos ir mais longe, já que estamos recebendo informações de nossos fãs.

zeke-deux
Capa Divulgação

Não sabemos se você percebeu, mas muitos fãs brasileiros comentaram em seus vídeos!

Como você se sente sabendo que sua música chega ao outro lado do globo?

Kakeru: Estou genuinamente feliz. Embora estejamos distantes na realidade, estamos próximos em espírito. Nossa história também está conectada. Acho que nossa cultura e mentalidade também são semelhantes. Eu gostaria que mais pessoas no Brasil ouvissem nossa música.

Alguma intenção de vir para o Brasil?

Haruka: Fazer uma turnê mundial é um dos nossos sonhos, então adoraríamos ir ao Brasil.

O que você sabe sobre o Brasil?

Maya: Morei no Brasil há muito tempo e me interesso por peixes! Pirarucu, aruanã-prata, pirarara… O Brasil está cheio de peixes vigorosos e bonitos. A música brasileira também é cheia de canções vigorosas e lindas!! A propósito, às vezes eu compro em um lugar aqui no Japão chamado “Brazil Store”.

Zeke Deux Maya
Maya (Zeke Deux)

Falando sobre sua carreira…

Algum plano para uma turnê mundial?

Kakeru: Não temos planos tangíveis no momento. No entanto, adoraríamos fazer uma turnê mundial algum dia.

O que os fãs podem esperar de Zeke Deux no futuro?

Maya: Japoneses e brasileiros, nós dois amamos um bom rock. Vamos continuar fazendo boa música. Vamos ficar loucos!

Quaisquer planos que você gostaria de compartilhar com ‘Lux’?

Kakeru: Estamos lançando um novo CD em breve, então espero que esse trabalho chegue ao Brasil também.

Para finalizar, por favor, mande uma mensagem para seus fãs! <3

Kakeru: Estamos longe um do outro agora, mas a música não tem fronteiras. Continuaremos a entregar música para você. E claro, eu quero ir para o Brasil! Obrigado!

Haruka: Vou trabalhar duro para ir ao Brasil. Contamos com vocês!

Maya: Quero conhecer nossos fãs brasileiros o mais rápido possível! Além disso, gostaríamos de fazer uma turnê com o ANGRA (risos). Obrigado por ler esta entrevista.


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Sites de apostas esportivas deverão ter sede no Brasil para patrocinar times

Sites de apostas esportivas

A regulamentação das apostas esportivas no Brasil está em fase final de preparação pelo Ministério da Fazenda. A medida provisória em questão terá uma exigência de que os sites de apostas tenham uma sede no país para manterem suas atividades legais. Caso não cumpra com esta exigência, o site estará proibido de patrocinar clubes, competições e entidades.

A lei 13.756/18 é a responsável por legalizar as apostas esportivas no Brasil, entretanto, ainda não há uma regulamentação em vigor para que ela seja implementada. É por esta razão que atualmente todos os sites que oferecem serviços de apostas esportivas no mercado nacional estão hospedados em outros países, principalmente em paraísos fiscais como Malta e Curaçao.

Esta proibição teria um grande impacto no mercado de apostas esportivas no Brasil. As casas de apostas se tornaram o principal segmento de patrocínio no país, ocupando praticamente a maioria dos espaços nas camisas de clubes das Séries A e B, além de patrocinarem competições renomadas como a Copa do Brasil, Brasileirão e Libertadores.

O governo federal optou por regulamentar a lei 13.756/18 por meio de uma medida provisória. A MP irá estabelecer que qualquer plataforma que não esteja credenciado no Brasil e que receba apostas de endereços eletrônicos (IPs) brasileiros estará realizando uma atividade ilegal.

Dessa forma, a previsão é de que os regulamentos das competições irão proibir a exposição de patrocínios de sites que não tenham sede no país. Além disso, as marcas desses sites não poderão ser exibidas em uniformes de times, a menos que estejam regularmente registradas em território nacional.

Conforme anunciado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, haverá uma taxa a ser aplicada sobre a atividade econômica das apostas esportivas. Entretanto, ainda não foi definido qual tipo de imposto será cobrado, sendo necessário um acordo com a Receita Federal para fechar o texto da nova medida provisória.

Além do registro em território brasileiro, os sites de apostas serão obrigados a cumprir determinadas medidas de prevenção à manipulação de resultados, cujos procedimentos serão estabelecidos por meio de uma portaria posterior à medida provisória. Para elaborar essas medidas, houve negociação com a CBF e o COB (Comitê Olímpico Brasileiro) para identificar quais pontos poderiam ser incluídos no texto a fim de combater fraudes.

O patrocínio é muito importante para as casas de apostas esportivas. Sendo assim, é esperado que esta exigência de registro em território nacional faça com que as empresas sejam legalizadas com maior facilidade. Felizmente, no momento o que não falta no mundo da Internet.

Felizmente, ainda podemos palpitar online, pois o que não falta são plataformas de apostas. Então se quiser começar a apostar agora mesmo com um dos melhores bônus, confira a página https://www.esportebet.com/apostas-esportivas/ 

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Pierce The Veil | A cena emo na “geração TikTok”

pierce the veil
Foto: Celina Kenyon

Hoje é dia de caprichar no lápis de olho e vestir aquele jeans preto super coladinho para falarmos do sucesso de Pierce The VeilOriginado em 2006, na cidade de San Diego, na Califórnia, o grupo de post-hardcore surgiu com os irmãos Vic e Mike Fuentes e, atualmente, é composto por Vic Fuentes (guitarra/vocal), Tony Perry (guitarra) e Jaime Preciado (baixo).

Como várias outras bandas de metalcore, PTV apresenta uma discografia com a clássica guitarra rápida e forte, além da mistura entre gritaria e vocais melódicos e suaves. Entretanto, os caras conseguem, seja pela voz pulsante e inconfundível de Vic, ou pelos riffs fenomenais dignos de destaque, fugir do clichê. Por esse motivo, o trio norte-americano conseguiu um lugarzinho entre as melhores bandas de rock da atualidade, cativando pelo antigo e pelo novo, brilhando com um enorme protagonismo nessa onda de favoritismo da geração Z. 

“Tiktokfication” do Pierce The Veil: bom ou ruim?

O meu “eu” de dez anos atrás nunca nem sonharia em estar escrevendo uma matéria como esta. Porém, meus caros, chegou o momento: as trends de música emo — e metalcore, pop-punk e afins —  já são uma realidade no mundo do TikTok. E aí, você esperava por essa?

O termo “tiktokfication” é usado para definir tudo que recebe hype, positiva ou negativamente, devido à popularização na rede social TikTok, uma das mais famosas entre o público jovem nos últimos anos. Esse fenômeno tem acontecido cada vez mais e é o grande responsável pela mudança drástica na forma como consumimos música atualmente. A influência é tão significativa que o Spotify, um dos serviços de streaming musical mais utilizados do mundo, já declarou ter alguns planejamentos para a alteração de seu feed para atender aos novos padrões de consumo de conteúdo. O assunto é tão complexo que merece um artigo separado só pra isso. Mas hoje, iremos limitar a discussão ao Pierce The Veil e ao hit orgânico de King For a Day. Então, bora falar mais desse feat. explosivo? 

King For a Day, parceria do PTV com Kellin Quinn, vocalista do Sleeping With Sirens, é uma das canções mais famosas da cena mundial do rock, considerada como uma das maiores colaborações do post-hardcore.

Lançada há mais de dez anos, a música voltou aos holofotes de uma forma surpreendente e inesperada em 2022 pelo TikTok. Usando a hashtag #KingForADay, que já foi acessada mais de 180 milhões de vezes pelos internautas, os usuários começaram a publicar vídeos da tendência viral de transição. Até a Lizzo, cantora pop americana, entrou pra essa brincadeira, fazendo com que o público alcançado fosse ainda maior.

Uma das formas mais populares de participar da trend era começar o vídeo com uma aparência básica e, no refrão da música, aparecer super produzido com uma maquiagem carregada de delineador preto e roupas características do “estilo emo”, além das luzes piscantes presentes em várias outras trends

O sucesso foi tanto que, em agosto do ano passado, o Pierce The Veil conquistou o #1 da Billboard na categoria “Hard Rock Streaming”. Em comemoração, a banda postou um vídeo na plataforma e agradeceu a paixão e empenho dos fãs. Uns queridos, né?  

@piercetheveil

#kingforaday is currently #1 on the Billboard Hard Rock streaming charts and it’s all thanks to you guys here in the community!! A decade later and we still cant believe the love you guys have for this song. Thank you from the bottom of our hearts. 👑

♬ original sound – Pierce The Veil

Muita gente teve sentimentos conturbados sobre o assunto e ele não se limitava ao “ciúme” de ver a sua banda favorita ganhando mais reconhecimento. O problema em assistir o Pierce the Veil (e outros grupos) virando a queridinha de uma galera foi, principalmente, lidar com as memórias de uma adolescência em que curtir esse tipo de música era “ser esquisito”.  

O próprio Vic Fuentes, vocalista do PTV, deu sua opinião sobre o assunto diversas vezes. Em conversa com o Punk Rock MBA Podcast, do entrevistador Finn McKenty, Vic declarou:

“Eu vi muito isso [sobre “fãs de tiktok”] de pessoas chamando as outras [pessoas] de fãs de Tiktok e isso não faz nenhum sentido para mim. Tipo, se você é fã de música, independente de como você tenha descoberto; se isso te move e você ama [a música], você é um fã, como qualquer outra pessoa. […] Você não pode comparar e pensar que você é melhor do que alguém só por causa da plataforma onde você a encontrou [a música], sabe? ” 

Então, se o Vic falou, tá falado, né? No fim das contas, o importante é ficar feliz em ver o trabalho de alguém que você admira sendo reconhecido. Além disso, a viralização das bandas gringas da cena abre portas para o sucesso dos emos brasileiros, que têm feito um trabalho incrível para o rock nacional. Só vantagem, meu povo! 

Fim do hiato com The Jaws of Life 

The Jaws of Life
Capa Divulgação

Outro efeito positivo de todo esse sucesso é que, depois de quase seis anos sem novos trabalhos, a banda lançou, em setembro de 2022, a música Pass The Nirvana. Para a felicidade da nação emo, não demorou muito para que novas músicas viessem no quinto álbum de estúdio do grupo, intitulado The Jaws of Life (2023). 

Feito num período pós-pandêmico, The Jaws of Life foi essencial para unir o Pierce The Veil e reanimar o senso de banda após o escândalo que ocasionou no afastamento do ex-baterista e fundador Mike Fuentes, além de conversar diretamente com os jovens fãs que tiveram o curso de suas adolescências diretamente afetados pelo lockdown

O novo projeto traz um som novo, sem perder a coerência artística e a beleza das camadas vocais do PTV. É nostálgico na medida certa, sem deixar de apresentar o amadurecimento do grupo. 

Turnê na América do Sul e México

Nos próximos dias, o trio californiano tem encontros marcados com os fãs da América do Sul. 

Como o público brasileiro nunca decepciona, já era de se esperar que a venda de ingressos fosse um estouro. Dito e feito! Por conta da altíssima demanda, a apresentação única, que aconteceria no Carioca Club em 9 de abril, teve que ser transferida para a Audio.

Usando a setlist do show do México como base, quem estiver em São Paulo para prestigiar o PTV em solo brasileiro, pode esperar um repertório enxuto, mas rico em clássicos. 

Se você não quer ficar de fora desse revival para os emos, ainda dá tempo de garantir seus ingressos pelo site oficial do Clube do Ingresso. As vendas já estão no terceiro lote, com preços variando entre R$ 230,00 e R$ 460,00. 

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Arnold South America 2023 terá combate medieval e artes marciais!

Taekwondo
Imagem Divulgação

Durante os três dias de evento, que acontece nos dias 14, 15 e 16 de abril, o Arnold South America reúne mais de 30 modalidades esportivas olímpicas e não olímpicas, contemplando quase todas as lutas e principalmente esportes que precisam de APOIO.

O evento criado por Arnold Schwarzenegger acontecerá no Expo Center Norte, em São Paulo, e, além dos cursos, contará com diferentes modalidades esportivas e novidades do mercado fitness.

Entre os destaques dos esportes e artes marciais presentes neste ano, estão o Combate Medieval, Jiu-Jitsu, Karatê, Wrestling, Muay Thai, Taekwondo, Sanda e Artes Marciais Chinesas. Mais abaixo, confira outras atividades do evento.

Atividades do Arnold 2023

Arnold Expo – A famosa feira de nutrição esportiva e moda fitness reúne as principais empresas e marcas nacionais e internacionais. Além de produtos com descontos, ativações e distribuição de brindes, reúne atletas, celebridades e personalidades fitness.

Bodybuilding – Campeonato com alguns melhores atletas do mundo, organizado pela MuscleContest International

Fight Pavilion – é uma área voltada para o universo das lutas, com competições, exposição de equipamentos e produtos para as mais diversas modalidades, além da presença de atletas renomados.

Arnold Conference – reúne os melhores profissionais do setor, discutindo as novidades da nutrição, esporte, qualidade de vida e saúde. São cerca de 100 palestras e a previsão é de 5 mil inscritos.

Healthy Pavillion
 – apresenta as tendências do mercado de nutrição esportiva e alimentação saudável, incluindo sustentabilidade, longevidade, alimentação natural, vegetarianismo, veganismo, fitoterapia e dietas especiais. É voltado para os profissionais que participam do Arnold Conference.

Green Point – área aberta ao público com as novidades em sustentabilidade e no segmento de alimentação saudável, orgânica, vegana, entre outras.

Arnold Gestão & Negócios – os cursos oferecidos são referência no setor e um grande sucesso junto aos proprietários de academias, educadores físicos e profissionais do setor que buscam conhecimento técnico-científico, atualização sobre as tendências do mercado e ampliar networking.

Arnold TV – A plataforma de TV que estreou em 2022 volta com tudo em 2023, com entrevistas e conteúdo exclusivo sobre todas as atividades do evento.

Arnoldo Talks – Um palco de 180 graus, aberto e com acesso grátis, traz entrevistas para todo o publico que circula na freira.

Arena Comitê Paralímpico Brasileiro – Atividades paradesportivas e opções de interatividade para o público conhecer melhor as atividades de esportes adaptados.

O Arnold South America tem patrocínio Diamond da Atlhetica Nutrition, Integral Médica e Max Titanium e patrocínio Gold de Black Skull. A realização é da Savaget & Excalibur Promoções e Eventos.

SITE OFICIAL

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Anime Awards Brasil premiará os melhores animes de 2022

anime awards brasil thumb
Imagem Divulgação

O Anime Awards Brasil é a maior premiação brasileira de animes. Organizada de forma independente pelo Podcast Anime Crazies, completa em 2023 o seu quinto ano.

A premiação reúne anualmente os principais criadores de conteúdo e sites especializados do cenário de cultura pop japonesa do Brasil para homenagear e premiar os grandes destaques dos animes, exibidos nacionalmente de forma oficial.

A cerimônia de revelação dos resultados será apresentada por Moo (Bentô) além de Tati Mafort e Renan (Anime Crazies). A transmissão ao vivo acontecerá no dia 10 de junho no canal do Anime Crazies e contará com convidados especiais e atrações musicais.

Repetindo a parceria de sucesso da última edição, a premiação será retransmitida no canal do Bentô Omelete, além de outros canais parceiros em uma grande cobertura da comunidade de anime e mangá do Brasil.

A edição de 2023 vai acontecer no meio do ano, diferente das demais que seguiam o calendário de premiações realizadas entre janeiro e março. Essa foi uma escolha da produção, pensada para que os jurados e público tivessem mais tempo para avaliar todos os animes que foram lançados durante as quatro temporadas de 2022, podendo abranger todos os episódios de animes lançados oficialmente no último ano.

Além da mudança de data, a premiação retorna em 2023 com a categoria de Melhor Filme de Anime, que não acontecia desde a primeira edição. Devido ao aumento de novos lançamentos oficiais em território nacional no último ano, seja em salas de cinema ou em plataformas de streaming, tal retorno foi inevitável. A expectativa é também fomentar cada vez mais lançamentos no país, além de incentivar o público a conferí-los, valorizando essas produções.

Quais os critérios da premiação?

Para participar da premiação, são levados em consideração somente produções que foram lançadas oficialmente no Brasil no ano de 2022, com base nos seguintes critérios de avaliação:

  • Excelência Técnica: Qualidade técnica executada seja em matéria de artes visuais, enredo e na produção como um todo são os critérios que mais são valorizados na premiação.
  • Imparcialidade: Para o Anime Awards Brasil a imparcialidade em relação às plataformas de streaming, estúdios e profissionais envolvidos é muito importante.
  • Inovação: Projetos que sejam inovadores com propostas inéditas, seja em matéria de enredo ou execução técnica, são valorizados.
  • Impacto na Indústria & Popularidade: O impacto desses projetos na indústria seja em relação à uma previsão de uma tendência sendo criada ou mesmo a influência que essa obra ou profissional pode ter em novas gerações de profissionais e público também pode ser avaliada.
  • Valorização de novos talentos: Talentos e profissionais que se destacaram no ano de forma técnica e tiveram como característica terem lançado seus primeiros trabalhos ou projetos na indústria, podem receber reconhecimento para que a própria indústria lhes dê mais credibilidade. 


Como os animes são eleitos?

Um dos grandes destaques da premiação é a forma como são definidos os resultados. É realizada uma votação popular feita no site do Anime Awards Brasil que se complementa com a votação de um júri técnico formado por diversos profissionais (animadores, sonoplastas, músicos, cineastas, entre outros) e criadores de conteúdo especializados. Ao final, é definida uma média entre esses dois para atingir um resultado equilibrado entre qualidade técnica e apelo popular.

Além disso, algumas categorias serão decididas apenas pelo voto popular, sendo o caso de: Melhor Personagem Feminina, Melhor Personagem Masculino, Melhor Performance em Dublagem Brasileira, Melhor Mangá Lançado no Brasil e Melhor Anime Dublado.

O Anime Awards Brasil 2023 contará com 31 categorias, que abrangem temas técnicos, gêneros, personagens, mangás, dublagem e talentos musicais.

Confira a lista completa de categorias abaixo:

    • Melhor Ação
      Os animes tiro, pancada e bomba que tiraram o fôlego!
    • Melhor Drama
      Doses cavalares de comoção, reflexão e…algumas lágrimas.
    • Melhor Comédia
      Animes cômicos que arrancaram boas risadas!
    • Melhor Romance 
      Animes que te fizeram suspirar e pensar “O amor está no ar!”
    • Melhor Continuação
      As sequências de animes favoritas do ano.
    • Melhor Protagonista
      Os personagens principais favoritos do ano!
    • Melhor Antagonista
      Os vilões e opositores favoritos do ano!
    • Melhor Coadjuvante
      Personagens secundários de apoio que roubaram a cena!
    • Melhor Personagem Feminina
      As personagens femininas favoritas do ano!
    • Melhor Personagem Masculino
      Os personagens masculinos favoritos do ano!
    • Melhor Talento Musical
      Artistas musicais de Anisongs que mais se destacaram no ano!
    • Melhor Abertura
      O equilíbrio entre música e visual da sua abertura favorita do ano.
    • Melhor Encerramento
      O equilíbrio entre música e visual do seu encerramento favorito do ano.
    • Prêmio “Mob Psycho 100” de Melhor Animação
      A melhor performance em técnicas de animação 2D.
    • Melhor CGI
      A melhor performance em efeitos de computação gráfica.
    • Melhor Trilha Sonora
      A melhor aplicação e reprodução de efeitos sonoros e musicais.
    • Melhor Direção
      Diretores cuja elaboração e execução dos projetos foram destaque.
    • Melhor Roteiro Original
      Roteiristas cujos enredos originais foram destaque.
    • Melhor Roteiro Adaptado
      Roteiristas cujo trabalho de adaptação tiveram destaque.
    • Melhor Storyboard
      A melhor construção de cena com criatividade na comunicação visual e narrativa.
    • Melhor Character Design
      Os maiores destaques em criatividade, funcionalidade e expressividade de personagens.
    • Melhor Performance em Voz Original
      Profissionais destaques em dublagem japonesa do ano!
    • Melhor Performance em Dublagem Brasileira
      Profissionais destaques em dublagem brasileira do ano!
    • Melhor Anime Dublado
      Destaques das equipes de dublagem brasileira do ano!
    • Melhor Filme de Anime
      Os melhores longa-metragens de anime lançados no ano!
    • Melhor Anime de Primavera
      Os animes que marcaram a Temporada de Primavera.
    • Melhor Anime de Verão
      Os animes que marcaram a Temporada de Verão.
    • Melhor Anime de Outono
      Os animes que marcaram a Temporada de Outono.
    • Melhor Anime de Inverno
      Os animes que marcaram a Temporada de Inverno.
    • Melhor Mangá lançado no Brasil
      Os lançamentos de mangá favoritos de 2022!
    • Anime do Ano
      O anime que marcou o ano e os corações otakus.
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CHVRCHES no Sacadura 154 | Confira nossas fotos!

CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
Foto: @sucodm / @fotobelga

A banda escocesa CHVRCHES realizou diversos shows no Brasil em março. O trio se apresentou como banda de abertura do Coldplay e solo em São Paulo, 16 de março na Audio e no Rio de Janeiro, 24 de março no Sacadura 154. O repertório trouxe músicas do seu último álbum, Screen Violence, bem como sucessos antigos. O SUCO esteve por lá e fizemos o registro fotográfico que vocês conferem mais abaixo.

CHVRCHES tem uma longa história de sucesso, tendo lançado seu primeiro álbum em 2013 e alcançado a 9ª posição nas paradas do Reino Unido. A banda já tocou em diversos festivais e conta com colaborações de artistas como Hayley Williams (com a música “Bury It”) e Robert Smith (na canção “How Not To Drown”). A turnê no Brasil foi realizada pela Live Nation Brasil.

Fotos por @fotobelga.

SETLIST CHVRCHES no Sacadura 154

  1. He Said She Said
  2. Forever
  3. Leave a Trace
  4. Bury It
  5. California
  6. How Not to Drown
  7. Violent Delights
  8. Tether
  9. Science/Visions
  10. Good Girls
  11. Over
  12. Miracle
  13. Death Stranding
  14. Night Sky
  15. Final Girl
  16. Recover
  17. Never Say Die

DESTAQUES

CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
Foto: @sucodm / @fotobelga
CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
Foto: @sucodm / @fotobelga
CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
Foto: @sucodm / @fotobelga
CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
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CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
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CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
Foto: @sucodm / @fotobelga
CHVRCHES sacadura 154 rio de janeiro
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ÁLBUM COMPLETO

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