A NISSIN FOODS DO BRASILacaba de colocar no ar uma campanha que promete agradar tanto aos fãs deCup Noodles® quanto aos nostálgicos. Os icônicos Cup Toys estão de volta para celebrar o novo sabor Parmegiana de Carne.
Desenvolvida pela Dentsu Creative, a ação é dividida em três filmes que colocam os representantes dos sabores em situações bem-humoradas. Assim, reforçam o lado divertido da marca e o carinho que o público tem pelos personagens.
No centro da narrativa está o novo Cup Noodles® sabor Parmegiana de Carne, que se junta ao portfólio de 13 sabores já disponíveis. O primeiro filme estreou em 28 de abril e apresenta um cenário lúdico, repleto de referências ao universo Nissin.
Na sequência, ainda na primeira quinzena de maio, as telas são palco de um duelo à moda antiga, no Coliseu Nissin. Os sabores Bolonhesa e Parmegiana de Carne disputam a preferência do público. Já no terceiro filme, com previsão para o final de maio, os Cup Toys reconhecem que a rivalidade é eterna – e que só o consumidor pode decidir qual Cup Noodles® leva a melhor.
A campanha será veiculada em redes sociais como TikTok, Instagram, Facebook e YouTube, com destaque para o sabor marcante do novo produto, que combina o aroma de tomate com queijo, uma das duplas mais queridas da culinária brasileira.
Os fãs de J-Hope já podem comemorar: a UCItraz para as telonas a transmissão ao vivo do encerramento da turnê solo do artista sul-corenao. “j-hope Tour ‘HOPE ON THE STAGE’ in JAPAN: LIVE VIEWING” terá exibição em tempo real nos cinemas da rede no dia 31 de maio, às 20h, diretamente do Kyocera Dome, em Osaka, no Japão. A pré-venda de ingressos começa napróxima sexta-feira, 9 de maio, pelo site da rede e nas bilheterias.
A turnê, que passou por 15 regiões e contou com 31 shows, tem um repertório que atravessa fases marcantes da carreira solo de J-Hope. Na UCI, os fãs vão poder se sentir dentro do estádio, vendo cada detalhe da apresentação na tela grande.
No setlist, hits como “MORE”, “Arson” e “NEURON” (com Gaeko e yoonmirae) dividem espaço com músicas lançadas especialmente durante a turnê, como “Sweet Dreams (feat. Miguel)” e “MONA LISA”, todas performadas com a energia e grandiosidade que são marcas registradas do artista.
J-Hope, cujo nome verdadeiro é Jung Hoseok, é rapper, dançarino e produtor, famoso por sua participação no grupo BTS. Ele fez história como o primeiro artista sul-coreano solo a ser headliner em um grande palco do festival Lollapalooza e o primeiro artista masculino da Coreia do Sul a realizar um show solo em estádio na América do Norte.
Para mais informações sobre a compra, valores e programação, acesse o site oficial da rede. Os clientes do UCI Unique, o programa de relacionamento da rede, têm o benefício de pagar meia-entrada em qualquer dia e sessão. Para fazer parte do grupo, basta ter 18 anos e adquirir o cartão na bilheteria de qualquer cinema UCI e fazer o cadastro no site. Os novos associados ganham um ingresso cortesia
Se os últimos anos nós tivemos uma avalanche de shows de artistas coreanos, parece que em 2025 teremos a mesma sorte com artistas de outros países do leste asiático. Entre eles o Japão, que já começou com dois pés na porta trazendo muitos grupos e bandas. Assim, recebemos One or Eight, o boy group de oito membros que debutou em 2024 e resolveu dar uma passadinha no nosso país.
Quem são?
Em 2022 estreou um programa de audições japonês onde os participantes competiam pela possibilidade de formar um novo grupo musical. Então, em 2023 o programa WARPs DIG encerrou oficialmente e os vencedores formaram o grupo de trainees (quando os artistas ainda estão em período de treinamento) WARPs ROOTS. Após, em abril de 2024 surgiu o grupo One or Eight, que debutaria oficialmente em agosto do mesmo ano.
O grupo é formado pelos jovens Mizuki, Neo, Reia, Ryota, Souma, Takeru, Tsubasae Yuga. O destaque do boy group é a estética street e bastante dança. Inclusive, Takeru já foi um backup dancer do SHINee (!!!).
Primeiras impressões
A turnê SHUKAI passou pela cidade do México, Buenos Aires e finalmente chegou em São Paulo no dia 16 de abril, onde o grupo se apresentou no Teatro Gamarro. Apesar da ideia ser um fanmeeting (quando os artistas interagem mais com o público), adorei o fato de que eles cantaram bastante. Como uma bailarina, eu estava ansiosa para ver se os meninos eram tão impressionantes ao vivo como eram nos M/Vs.
Então, abrindo o show com Don’t Tell Nobody, One or Eight fez uma apresentação poderosa, com bastante personalidade e presença de palco. Eles logo emendaram com minha música favorita do grupo, Kawasaki, e me provaram (bem rápido) que tudo que eles mostram no YouTube se aplica aos palcos também.
Em seguida, tivemos duas apresentações de covers dos membros Souma (Cash In Cash Out) e também Neo (99 Problems). Depois, o grupo apresentou a música original My Lil Heart Attack, que eles já haviam performado em outros shows da turnê, mas que ainda não foi “oficialmente lançada”.
Por ser um grupo recente, com menos de um ano de existência, é normal que eles não tenham muitas músicas originais (e aí entram os covers). Porém, nos shows anteriores eles já haviam apresentado alguns novos lançamentos, como MLHA, que apesar de não constar nas plataformas de música (ainda) já estão disponíveis no canal do grupo em apresentações ao vivo. Então, eu fiquei muito feliz que, mesmo sendo um fanmeeting, eles também trouxeram essas músicas para a apresentação de São Paulo.
Interações e brincadeiras
O grupo então se preparou para as interações com a plateia, quando falaram sobre suas impressões do país, o que estavam ansiosos para experimentar, e deram a oportunidade de o público fazer perguntas. Assim, descobrimos que eles treinam mais de oito horas por dia os passos de dança.
Após isso, os meninos se dividiram em dois grupos para começar uma pequena competição. Os dois times receberam o nome de Açaí e Churrasco e os membros do grupo fizeram embaixadinhas. Em seguida, foi uma competição de mímica, e eu tenho que ser sincera, o quanto eu ri com essa parte… Foi muito divertido ver eles dando o seu melhor. No fim, o time Açaí ganhou, merecidamente.
Encerramento
A segunda parte do evento consistiu em mais músicas. Dessa vez, apresentaram Spellbound, Wanna Be With You e Day Ones, todas músicas originais do grupo que ainda também não foram lançadas. Delas, a minha favorita foi Wanna Be With You, que eu espero que tenha um M/V no futuro.
Além disso, houve mais alguns covers dos membros Tsubasa (Youngblood), Yuga (Honesty) e Reia (Never Not). Por fim, tivemos mais três músicas do grupo com 180, Tokyo Drift e DSTM que balançou a casa de show inteira.
Eu gostei muito do show e achei que o One or Eight é incrivelmente talentoso e carismático. Eles apresentaram tudo que eles já haviam divulgado musicalmente, e conseguiram conduzir interações e brincadeiras muito divertidas.
Como artistas, dá para ver que ainda estão se construindo, mas não falo isso de uma maneira negativa. Afinal, eles possuem aquela personalidade de palco ainda bem humana (que não vemos em artistas com mais tempo), e percebe-se que eles são muito talentosos, tanto cantando quanto dançando.
One or Eight entregou um show incrível e eu estou ansiosa para ver onde eles vão parar.
A chuva que caía sobre o Allianz Parque no último sábado (19) parecia apenas mais um elemento cênico proposital na apresentação do Scorpions. Como se os céus de São Paulo reconhecessem a magnitude do momento: encerrar a edição comemorativa de 30 anos do Monsters of Rock 2025 não era tarefa para qualquer banda, mas para verdadeiros veteranos de guerra – precisamente o que os alemães representam após seis décadas ininterruptas de heavy rock.
DA ALEMANHA PARA O MUNDO
Quando Rudolf Schenker fundou o Scorpions em Hannover, Alemanha, em 1965, o mundo vivia o auge da Guerra Fria, os Beatles ainda não haviam lançado “Sgt. Pepper’s”, e grande parte do público presente no Allianz sequer era nascida. Sessenta anos depois, o quinteto permanece como uma força vital da música pesada mundial, testemunha e sobrevivente de todas as transformações culturais, tecnológicas e políticas das últimas seis décadas.
A banda que encerrou o festival após seis performances anteriores não demonstrou o menor sinal de fadiga – ao contrário, parecia alimentar-se da energia que pairava no ar após um dia inteiro de celebração do rock pesado. Os alemães, veteranos de 5.000 shows, 27 turnês e passagens por 83 países (conforme destacado no vídeo introdutório exibido nos telões), sabiam exatamente como capitalizar esse momento.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
A ANATOMIA DO ESCORPIÃO MODERNO
O Scorpions atual é uma interessante mistura de gerações, com o núcleo clássico representado por Klaus Meine (76, vocal), Rudolf Schenker (76, guitarra rítmica) e Matthias Jabs (69, guitarra solo), complementado pelos mais “jovens” Pawel Maciwoda (58, baixo) e Mikkey Dee (61, bateria).
Meine, apesar da inegável ação do tempo sobre seu instrumento vocal, segue impressionando pelo controle técnico e interpretação emocional. Onde não alcança mais as notas estratosféricas de décadas anteriores, compensa com presença cênica calculada e inteligência interpretativa – sua abordagem a “Send Me an Angel” foi particularmente comovente sob a chuva paulistana.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
Rudolf Schenker, único membro original desde 1965, é o perpétuo motor energético da banda. Vestido com seu tradicional visual chamativo, o guitarrista percorreu cada centímetro do palco com a vitalidade de alguém que desconhece o conceito de aposentadoria. Ao seu lado, Matthias Jabs reafirmou sua condição de guitarrista injustamente subestimado no panteão do hard rock, entregando solos precisos e um timbre cristalino que cortava a noite chuvosa.
A seção rítmica contemporânea do Scorpions merece destaque próprio. Pawel Maciwoda, apesar de sua presença mais discreta, proporcionou a base sólida necessária para que os veteranos pudessem brilhar. Já Mikkey Dee, ex-Motörhead incorporado à formação após a morte de Lemmy Kilmister em 2015, foi uma verdadeira revelação para quem desconhecia seu trabalho prévio. Recuperado de uma grave infecção no pé que exigiu cirurgia no final de 2024, o baterista transformou seu solo em um dos pontos altos da apresentação, injetando energia renovada no conjunto.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
UM REPERTÓRIO DE SEIS DÉCADAS
Os alemães construíram um setlist estrategicamente equilibrado entre faixas enérgicas e momentos de respiro, privilegiando os períodos de maior sucesso comercial, mas sem negligenciar completamente suas raízes. A abertura com “Coming Home” estabeleceu imediatamente a conexão com o público brasileiro, seguida pelo mais recente “Gas in the Tank”, demonstrando que o grupo não vive apenas de nostalgia.
Uma das maiores virtudes da performance foi a economia nos momentos mais lentos – apenas três baladas em todo o show, permitindo que a energia permanecesse consistentemente elevada. O medley que revistou clássicos da fase com Uli Jon Roth (“Top of the Bill”, “Steamrock Fever”, “Speedy’s Coming” e “Catch Your Train”) foi recebido com entusiasmo pelos fãs mais antigos, enquanto o resgate de “Loving You Sunday Morning” após quase uma década de ausência dos palcos proporcionou um momento refrescante.
A sequência final foi simplesmente devastadora: “Big City Nights” elevou a temperatura, “Still Loving You” (ausente no show de Brasília dias antes) provocou um momento de comoção coletiva, e o bis com “Blackout” e “Rock You Like a Hurricane”, acompanhado pelo gigantesco escorpião inflável que dominou o cenário, encerrou a noite com a sensação de dever cumprido.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
SEIS DÉCADAS DE IMORTALIDADE
A relação do Scorpions com o Brasil já dura quatro décadas, mas o carinho demonstrado pelo público presente no Allianz Parque sugeria um romance recém-iniciado. Talvez seja esse o maior trunfo da banda alemã: sua capacidade de renovação constante, conquistando novas gerações enquanto mantém a fidelidade dos fãs originais.
As múltiplas “turnês de despedida” anunciadas e posteriormente desmentidas pelos próprios músicos nas últimas décadas já se tornaram quase uma piada interna entre os admiradores. No entanto, a cada retorno, o quinteto prova que a decisão de permanecer na estrada foi acertada.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
O Scorpions que encerrou o Monsters of Rock 2025 não é uma banda nostálgica vivendo de glórias passadas, mas um organismo musical vivo que, mesmo carregando seis décadas de história nas costas, segue olhando para o futuro. Se existe uma fórmula para a imortalidade no rock, os alemães parecem tê-la descoberto há muito tempo.
Sob a chuva persistente de São Paulo, o Scorpions não apenas encerrou uma edição histórica do maior festival de rock do país – eles reafirmaram seu lugar no panteão das lendas vivas do gênero. E, conhecendo-os como conhecemos, provavelmente estarão de volta para fazer o mesmo daqui a alguns anos. Que venham mais seis décadas.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
SETLIST: SCORPIONS NO MONSTERS OF ROCK 2025
Coming Home
Gas in the Tank
Make It Real
The Zoo
Coast to Coast
Top of the Bill / Steamrock Fever / Speedy’s Coming / Catch Your Train (medley)
Sob o céu paulistano do Allianz Parque, no último sábado (19), algo próximo de uma experiência religiosa aconteceu. Não houve milagres – apenas técnica impecável, décadas de maestria e uma demonstração visceral do que significa ser uma lenda viva do heavy metal. O Judas Priest, grupo que há 55 anos forja os fundamentos do metal, transformou sua apresentação no Monsters of Rock 2025 em um testamento sonoro de sua imortalidade.
A INFALIBILIDADE DE UM “DEUS”
Aos 73 anos, Rob Halford não pede licença para entrar – ele simplesmente domina o espaço como se o tempo fosse apenas um conceito abstrato para mortais comuns. Seu título de “Metal God” nunca pareceu tão apropriado. Com movimentos precisos, calculados para maximizar o impacto sem desperdiçar energia, Halford prova que envelhecer no rock não é vergonha – é privilégio.
O vocalista abordou faixas tecnicamente desafiadoras como um artesão confiante, moldando notas que desafiam a lógica biológica. Durante “Painkiller”, música que os trouxe pela primeira vez ao Brasil no Rock in Rio de 1991, Halford não fugiu de suas responsabilidades vocais. O momento mais arrebatador, porém, veio com “Victim of Changes”, quando, após uma tocante homenagem visual a Glenn Tipton, ele atingiu agudos que fariam cantores de metade de sua idade tremerem de intimidação.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
UMA LEGIÃO DE FERRO
O baixista Ian Hill, aos 74 anos, permanece como a única conexão direta com a formação inicial de 1970, além de Halford. Como guardião silencioso, Hill executa seu papel com uma dignidade estoica – ciente de que seu valor está precisamente em proporcionar a fundação sobre a qual os outros membros podem brilhar.
Os guitarristas representam um fascinante contraste geracional. Richie Faulkner, 45, transformou-se na segunda força motriz da banda desde a saída de K.K. Downing. O músico, que sobreviveu a um aneurisma de aorta em pleno palco em 2021 e posteriormente a múltiplos AVCs que, segundo ele próprio, causaram danos cerebrais, exibe no palco uma resiliência quase sobrenatural. Sua técnica agressiva e presença magnética consolidaram-no como pilar fundamental do Priest contemporâneo.
Andy Sneap, 55, inicialmente trazido como substituto temporário para Glenn Tipton após o diagnóstico de Parkinson do guitarrista original, encontrou seu lugar na formação. Mais reservado que Faulkner, mas igualmente fundamental, o produtor-tornado-guitarrista demonstra crescente confiança a cada tour – expandindo seu repertório de solos, movimentando-se mais pelo palco e até cultivando uma juba na medida do possível.
Nos bastidores da potência sonora, Scott Travis, 63, mantém a máquina em funcionamento com a precisão de um metrônomo humano. O criador da icônica introdução de bateria de “Painkiller” executa seu instrumento com a energia juvenil que contrasta com sua posição veterana na banda.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
ARSENAL DE CINCO DÉCADAS
O setlist atravessou dez álbuns da discografia, privilegiando o auge criativo das décadas de 70 e 80, mas sem negligenciar o presente. Do novo “Invincible Shield”, a faixa-título e “Crown of Horns” provaram que o Priest de 2025 não é apenas uma banda revival, enquanto “Panic Attack” teve a difícil missão de abrir o show enquanto o público ainda se aclimatava com a imponente estrutura cênica.
A sequência inicial foi avassaladora: “You’ve Got Another Thing Comin'”, “Rapid Fire” e “Breaking the Law” criaram uma tríade explosiva que estabeleceu o tom da noite. O bloco intermediário, com side-tracks menos óbvias como “Riding on the Wind”, “Devil’s Child” e “Sinner”, ofereceu um respiro estratégico que valorizou ainda mais o impacto dos hits que viriam a seguir.
O retorno de Halford em sua icônica Harley Davidson para “Hell Bent for Leather” foi recebido com reverência por uma plateia agradecida, enquanto “Living After Midnight” encerrou a apresentação como uma celebração coletiva do legado imortal da banda.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
RESILIENTES POR DESIGN
A trajetória do Judas Priest nunca foi linear. A banda enfrentou uma década inicial de relativa obscuridade até alcançar o reconhecimento merecido; passou por múltiplas formações na bateria antes de encontrar estabilidade; flertou com sonoridades comerciais nos anos 80 que dividiram opiniões; perdeu seu vocalista no auge criativo pós-Painkiller; e até anunciou uma turnê de despedida apenas para voltar atrás posteriormente.
No entanto, em 2025, os britânicos culminam esse caminho tortuoso como possivelmente a banda de heavy metal mais respeitada em atividade. Em um mundo onde ícones do rock continuamente se aposentam, o Judas Priest permanece de pé – não como uma relíquia, mas como um organismo musical ainda capaz de surpresas e momentos transcendentais.
No Monsters of Rock de São Paulo, o grupo não apenas justificou seu lugar no Olimpo do metal, mas também reafirmou que imortalidade no rock não é sobre juventude eterna – é sobre adaptação, resiliência e uma conexão intergeracional que desafia explicações. Por uma noite, os deuses do metal caminharam entre nós, e São Paulo se prostrou diante de sua inegável glória.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
SETLIST: JUDAS PRIEST NO MONSTERS OF ROCK 2025
Panic Attack
You’ve Got Another Thing Comin’
Rapid Fire
Breaking the Law
Riding on the Wind
Love Bites
Devil’s Child
Crown of Horns
Sinner
Turbo Lover
Invincible Shield
Victim of Changes
The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) (cover de Fleetwood Mac)
A Rockstar Games finalmente revelou detalhes oficiais sobre o aguardado Grand Theft Auto VI, confirmando informações que vêm circulando há anos entre os fãs da franquia.
O trailer e as informações disponibilizadas no site oficial da desenvolvedora apresentam um jogo ambientado em Leonida, estado fictício inspirado na Flórida, e centrado na história de dois protagonistas: Jason Duval e Lucia Caminos.
Assista abaixo:
Um casal contra o mundo
Pela primeira vez na série principal, GTA terá uma protagonista feminina. Lucia Caminos é recém-saída da prisão e determinada a mudar sua sorte, não importa o custo. Criada para lutar desde pequena, ela busca a “boa vida” com a qual sua mãe sonhou desde os dias em Liberty City – outro cenário icônico da franquia.
Ao seu lado está Jason Duval, um ex-militar que cresceu entre golpistas e vigaristas. Após tentar deixar sua adolescência conturbada para trás com um período no exército, Jason acabou trabalhando para traficantes locais em Keys, usando suas habilidades para sobreviver.
De acordo com a sinopse oficial, “Jason e Lucia sempre souberam que tudo estava contra eles. Mas, depois que um serviço simples dá errado, eles vão parar no lado mais sombrio do lugar mais ensolarado dos Estados Unidos, em meio a uma conspiração criminosa se estendendo por todo o estado de Leonida – e são forçados a depender um do outro mais do que nunca para saírem dessa vivos.”
Imagem Divulgação
Vice City está de volta
Como esperado pelos fãs, o jogo marca o retorno de Vice City, uma das localizações mais amadas da série. A cidade, inspirada em Miami, aparece renovada e modernizada: “Os anos 80 já passaram faz tempo, mas Vice City ainda é a capital do sol e da diversão nos Estados Unidos”, descreve o site oficial.
A metrópole é descrita como “o glamour, a malandragem e a ganância dos Estados Unidos condensados em uma só cidade”, com diferentes bairros que vão desde hotéis com art déco em Ocean Beach até as movimentadas panaderías de Little Cuba e o movimentado Porto de Vice City, descrito como “a capital mundial dos navios de cruzeiro”.
Imagem Divulgação
Além de Vice City: um estado inteiro para explorar
Diferente de títulos anteriores, GTA VI não se limitará a uma única cidade. O jogo se passará em todo o estado fictício de Leonida, com diversas regiões distintas para explorar:
Leonida Keys: Um arquipélago tropical onde “o traje é casual e os bares estão cheios”, mas com águas que estão “entre as mais belas e perigosas dos Estados Unidos”.
Grassrivers: Uma região pantanosa descrita como “a joia indomável da coroa de Leonida”, repleta de jacarés e outros “predadores muito mais mortais”.
Port Gellhorn: Uma antiga cidade turística agora em declínio, com “motéis baratos, atrações fechadas e centros comerciais vazios”, cuja economia atual é “movida a licor de malte, analgésicos e energéticos de paradas de caminhão”.
Ambrosia: O coração industrial de Leonida, onde “a indústria americana e os valores tradicionais ainda predominam – a qualquer custo”, com a refinaria de açúcar Allied Crystal oferecendo empregos e “a gangue de motoqueiros local oferecendo quase todo o resto”.
Monte Kalaga: A região mais ao norte do estado, oferecendo “excepcionais pontos de caça, pesca e trilhas off-road”, além de abrigar “caipiras místicos e radicais paranoicos” que vivem longe do governo.
Imagem Divulgação
Personagens secundários e a vida noturna de Vice City
O jogo também apresenta diversos personagens secundários que deverão cruzar o caminho dos protagonistas:
Cal Hampton: Amigo de Jason, paranoico que se sente “mais seguro quando está em casa, bisbilhotando as comunicações da Guarda Costeira”.
Boobie Ike: Uma “lenda local de Vice City” que transformou sua história nas ruas em um império legítimo que inclui imóveis, uma boate de striptease e um estúdio de gravação.
Dre’Quan Priest: Um ex-traficante que agora busca sucesso na indústria musical com sua gravadora, a Only Raw Records.
Real Dimez: Uma dupla de rap feminina formada por Bae-Luxe e Roxy, que passaram da extorsão de comerciantes locais para a busca pela fama na indústria musical.
Raul Bautista: Um experiente ladrão de bancos “que está sempre em busca de talentos prontos para assumir os riscos que trazem as maiores recompensas”.
Brian Heder: Um veterano traficante da “era de ouro do contrabando em Keys”, que permite que Jason more em uma de suas propriedades em troca de ajuda com “extorsões locais”.
O que esperar do novo título
A revelação de tantos detalhes sobre GTA VI confirma as enormes ambições da Rockstar Games para o título. O jogo parece manter a essência da série, combinando uma narrativa criminal envolvente com um mundo aberto diversificado e repleto de atividades.
A presença de uma protagonista feminina, uma primeira para a série principal, e a exploração da dinâmica de um casal criminoso que depende um do outro para sobreviver promete trazer novas camadas de profundidade para a narrativa da franquia.
Fãs aguardam ansiosamente por mais informações sobre a jogabilidade, mecânicas e as melhorias técnicas que o novo título trará para a aclamada série. O jogo sai em 26 de maio de 2026.
Grand Theft Auto VI está em desenvolvimento pela Rockstar Games, criadora de sucessos como GTA V, Red Dead Redemption 2 e Bully. O jogo deve ser lançado para PlayStation 5, Xbox Series X|S e PC. Para maiores informações, acesse o SITE OFICIAL.
O sol começava a se pôr no horizonte paulistano quando cinco homens de meia-idade subiram ao palco do Allianz Parque no Monsters of Rock 2025. Para os desavisados, poderiam ser apenas mais uma banda de rock saudosista revivendo glórias do passado. Para os conhecedores, era o Europe, conjunto que transcendeu o rótulo de “one-hit wonder” dos anos 80 para se reinventar como uma máquina de hard rock contemporâneo com raízes no blues e no rock clássico.
Celebrando 45 anos de carreira, os suecos abriram sua apresentação com a enérgica “On Broken Wings”, deixando claro que não estavam ali apenas para tocar “The Final Countdown” depois de onze músicas de preenchimento. Joey Tempest, aos 62 anos, mantém uma vitalidade que muitos vocalistas trinta anos mais jovens invejariam. Saltitando pelo palco com uma bandeira brasileira amarrada à cintura, o frontman alternava frases em português com sua característica performance teatral.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
Evolução e História Musical
O guitarrista John Norum, frequentemente subestimado nas conversas sobre grandes instrumentistas do hard rock, demonstrou por que é considerado um tesouro nacional na Suécia. Seu estilo, que mescla técnica apurada e feeling bluesy, brilhou especialmente durante “Scream of Anger” e “Sign of the Times”, ambas executadas com mais peso do que suas versões de estúdio sugerem.
A evolução musical do Europe ficou evidente nas faixas de seu catálogo mais recente. “Walk the Earth”, com sua pegada quase zeppeliniana, e “Last Look at Eden” mostraram uma banda que, ao contrário de muitos contemporâneos, não está presa à fórmula que os tornou famosos quatro décadas atrás. É como se os anos de hiato (1992-2003) tivessem servido como um período de reinvenção e amadurecimento.
O momento mais curioso da noite veio durante “Superstitious”, quando a banda surpreendeu ao incorporar um trecho de “No Woman No Cry” de Bob Marley, demonstrando versatilidade e uma abordagem menos engessada do que se poderia esperar. Essa mesma canção, originalmente bem teclada em sua versão de estúdio, ganhou uma roupagem mais crua e direta, com as guitarras assumindo o protagonismo.
Mic Michaeli, no entanto, teve seus momentos de glória. Os teclados, elemento tão característico da fase comercialmente bem-sucedida do Europe, voltaram ao primeiro plano durante “Carrie”, momento em que milhares de luzes de celulares transformaram a arena em um oceano cintilante.
A seção rítmica formada por Ian Haughland na bateria e John Levén no baixo manteve tudo sob controle, criando a base sólida sobre a qual Tempest e Norum puderam brilhar. Haughland, em particular, parecia estar se divertindo enormemente atrás de sua bateria, sorrindo a cada reação positiva do público.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
The Final Countdown
É impossível falar do Europe sem mencionar “The Final Countdown”, e quando os primeiros acordes sintéticos soaram, o estádio vibrou em uníssono. Mas foi interessante notar como essa música, embora recebida com entusiasmo, não pareceu ser o único momento memorável do show – uma vitória para uma banda que durante anos lutou contra o estigma de ser conhecida por apenas um hit.
O que o Europe demonstrou no Monsters of Rock 2025 foi sua capacidade de equilibrar o respeito pelo passado com uma visão musical contemporânea. Não são uma banda nostálgica tocando covers de si mesma, mas músicos ativos que continuam evoluindo enquanto honram sua história. Para um grupo que muitos consideravam fadado ao esquecimento após o fim da era do glam metal, estar no palco principal de um festival deste porte, 45 anos após sua formação, é prova de que a música genuína sempre encontra seu caminho.
Vinte e três anos após sua última turnê completa, o Savatage finalmente retornou aos palcos escolhendo o Brasil como primeira parada. No Monsters of Rock 2025, a banda que ajudou a moldar o metal progressivo entregou uma performance que mesclou a precisão técnica herdada do Trans-Siberian Orchestra com a nostalgia e emoção que apenas uma reunião tão aguardada poderia proporcionar.
Quando o grupo iniciou sua apresentação com “The Ocean”, instrumental de abertura do álbum “The Wake of Magellan” (1997), a primeira diferença em relação às apresentações históricas de 1998 no país ficou evidente: nada de backing tracks. Cada nota era executada ao vivo pelos músicos no palco, seguindo o padrão estabelecido pelo Trans-Siberian Orchestra, projeto derivado do Savatage que se tornou um fenômeno natalino nos EUA.
A formação que subiu ao palco do Allianz Parque contava com Zak Stevens nos vocais, Al Pitrelli e Chris Caffery nas guitarras, Johnny Lee Middleton no baixo e Jeff Plate na bateria. A ausência do fundador Jon Oliva, afastado por problemas de saúde (incluindo uma fratura na vértebra, esclerose múltipla e doença de Ménière), foi suprida pelos tecladistas Paulo Cuevas e Shawn McNair, que também auxiliaram nos backing vocals.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
Apresentação aguardada
O impacto desta reunião ficou claro antes mesmo do show começar. A quantidade de fãs usando camisetas da banda superava até mesmo a de alguns headliners, demonstrando o quanto esta apresentação era aguardada. O repertório, focado principalmente no material gravado durante a era Zak Stevens (1993-2002), trouxe faixas marcantes como “The Wake of Magellan”, “Chance” e “Handful of Rain” — esta última coincidentemente executada enquanto uma rara garoa caía sobre São Paulo.
Das músicas originalmente gravadas por Jon Oliva, o grupo privilegiou aquelas que já eram costumeiramente interpretadas por Stevens, como “Jesus Saves” (executada em um andamento bem mais lento que o original), “Sirens” e “Hall of the Mountain King”, que encerrou o show de forma vigorosa. “Gutter Ballet” também marcou presença, porém sem o característico dueto em jogral que se tornou comum nas turnês dos anos 90.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
Jon Oliva no telão
O momento mais emocionante da noite veio durante “Believe”. A primeira parte desta balada de “Streets — A Rock Opera” (1991) foi executada apenas pelo sistema de som enquanto o telão mostrava uma versão gravada por Jon Oliva ao piano. A banda entrou após o primeiro refrão, com Stevens assumindo os vocais. Durante o solo, imagens do saudoso Criss Oliva (guitarrista fundador falecido em 1993) foram exibidas, antes de Jon reaparecer nas telas para a parte final, concluindo uma homenagem que deixou muitos fãs com lágrimas nos olhos.
Apesar da execução tecnicamente impecável, era perceptível um certo desconforto inicial nos músicos, algo natural para quem não tocava junto há mais de duas décadas. Esse nervosismo foi se dissipando ao longo da apresentação, especialmente após momentos de grande conexão com o público, como em “Chance”, quando bandeiras de diversos países (incluindo a brasileira) foram exibidas no telão.
Crédito: Ricardo Matsukawa / Mercury Concerts
Fã invade palco e Stevens chuta bolas!
Em “Edge of Thorns”, enquanto Caffery se esforçava para reproduzir o icônico solo de Criss Oliva, uma fã empolgada invadiu o palco, acrescentando um momento de imprevisibilidade ao show. Simultaneamente, Stevens distribuía ao público bolas de futebol autografadas pela banda, num gesto que reforçou a conexão especial entre o Savatage e os fãs brasileiros.
Após mais de 60 minutos de palco, ficou a sensação de que este era apenas o começo. A escolha do Brasil para iniciar esta nova fase não foi por acaso – o país elevou o status da banda após os shows de 1998, criando um vínculo que resistiu ao tempo e ao silêncio de mais de duas décadas.