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Assassin’s Creed Black Flag Resynced será revelado em showcase no dia 23 de abril

Assassin's Creed Black Flag Resynced thumb
Imagem Divulgação

A Ubisoft anunciou que Assassin’s Creed Black Flag Resynced será oficialmente apresentado em um showcase no dia 23 de abril, às 13h no horário de Brasília. A transmissão será global, pelos canais oficiais da empresa no YouTube e na Twitch.

O retorno de um clássico da franquia

O anúncio marca o retorno de um dos títulos mais populares da série. Em 2023, a Ubisoft revelou que Assassin’s Creed IV: Black Flag havia ultrapassado 34 milhões de jogadores em todo o mundo, número que evidencia o impacto duradouro do jogo original tanto na franquia quanto na comunidade de fãs.

Como acompanhar

O showcase de Assassin’s Creed Black Flag Resynced acontece no dia 23 de abril, às 13h (horário de Brasília) — 18h no horário da Europa Central e 9h no horário do Pacífico. A apresentação pode ser acompanhada ao vivo pelos canais oficiais da Ubisoft no YouTube e na Twitch. Mais detalhes sobre Assassin’s Creed e outros jogos da Ubisoft podem ser vistos aqui. Para comprar, clique aqui

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Assassin’s Creed Shadows: As Garras de Awaji entrega o desfecho que o jogo base deixou em aberto

assassins creed shadows awaji
Imagem Divulgação

A expansão chega como o encerramento definitivo de Asassin’s Creed Shadows (leia meu REVIEW AQUI). Para acessar As Garras de Awaji, é preciso ter completado toda a campanha principal — derrotar todos os membros da Shinbakufu, concluir as missões pessoais de Naoe e Yasuke e finalizar o epílogo da Liga, ufa. Quem comprou o jogo em pré-venda recebe a DLC gratuitamente.

A história acompanha Naoe até a ilha de Awaji em busca de sua mãe, Fujibayashi Tsuyu, após uma peça de teatro sugerir que ela estaria presa no local. A narrativa se desenvolve de forma satisfatória — os detalhes da lore valem ser descobertos sem spoilers.

O Bastão Bo transforma o combate de Naoe

A principal novidade de gameplay é o Bastão Bo. A arma conta com três posturas — alta, média e baixa — que permitem ataques variados, incluindo derrubar inimigos e interromper combos adversários. As animações de finalização e os assassinatos em cadeia ficaram mais dinâmicos. De todas as armas do jogo, foi a que eu mais me diverti.

assassins creed shadows awaji
Imagem Divulgação

A ilha de Awaji é linda

Acho AC Shadows um dos jogos mais lindos da nova geração e não diferente, o novo mapa impressiona pela atmosfera: névoas densas, ruínas antigas e pântanos criam um ambiente imersivo. Embora menor que as regiões do jogo base, a verticalidade do terreno torna a exploração mas interessante. Em estrutura, o conteúdo segue o padrão — pergaminhos, templos, torres de sincronismo, acampamentos e castelos para invadir.

Uma mecânica que se destaca é a sensação de ser caçado. Inimigos espalham armadilhas pelas estradas — fios de tropeço, veneno e explosivos — e civis aparentemente comuns podem ser espiões disfarçados. Isso achei bem inusitado e dá um upgrade do que já vimos no jogo base e em outros da franquia.

Pontos de criatividade

A luta contra a Shinobi Nowaki é o ponto alto da expansão. O combate exige o uso de audição e visão de águia para identificar o alvo real entre chamarizes, num ambiente repleto de armadilhas, me remetendo a momentos de Metal Gear Solid.

A DLC também se apresenta de forma inusitada: um teatro de fantoches 2D interativo funciona como tutorial e introdução narrativa, lembrando a série Chronicles da franquia. Precisamos de mais coisas assim!

O que funciona menos

Yasuke fica em segundo plano quase o tempo todo. Ele não recebe armas novas — apenas habilidades — e a história é centrada quase exclusivamente no arco de Naoe. O conteúdo secundário repete o que já existe no jogo base, o que pode gerar fadiga em quem passou dezenas de horas no original. Alguns chefes também pecam por barras de vida excessivas, tornando os confrontos cansativos.

assassins creed shadows awaji
Imagem Divulgação

O que saber antes de jogar

O nível de dificuldade é consideravelmente maior que no jogo base. O teto de nível sobe para 100, e os novos inimigos são mais rápidos e agressivos. O uso de batedores para revelar o mapa agora tem consequências: espiões inimigos podem detectar suas buscas e reforçar a presença de guardas na área. O esconderijo ganhou atualizações que permitem forjar equipamentos acima do nível lendário. Os vendedores não trazem conjuntos inéditos — apenas variantes do que já existe.

Vale a pena?

Para quem recebeu a DLC pelo pré-venda, é um desfecho consistente para AC Shadows. Para quem pretende comprar avulso, o ideal é aguardar uma promoção e jogar a campanha base somada à expansão — a experiência completa justifica melhor o investimento.

A dica é focar nas missões principais primeiro e só então explorar o mapa em busca de desafios maiores. Esse ritmo é mais gratificante — assim como nos outros títulos de RPG da franquia.

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20 anos de Onani Master Kurosawa | Uma entrevista do autor com seu público

onani master kurosawa
Imagem Divulgação

No último dia 10 de março, Ise Katsura fez um post no twitter comemorando o vigésimo ano de Onani Master Kurosawa na revista Shinchosha. A notícia veio como uma surpresa pessoal, pois à época em que este colunista leu, a leitura o absorveu tanto que ele simplesmente esqueceu de notar algo tão trivial. Por ver tantos amigos comentando, podia-se jurar que era um mangá recente.

Mas não, essa história já está há mais anos do que se pensa, tanto na vista de leitores quanto nas páginas deste mesmo site, que publicou sobre o mangá ainda nos primeiros anos! Como muito já foi escrito sobre o mangá, tanto aqui no Suco como em outros sites e vídeos, a intenção deste artigo não é me repetir. Até porque verdade seja dita, Master Kurosawa foi o tipo de leitura que me deixou incapaz de reação consciente. É o tipo de história que te leva à empatia, no seu mais literal sentido. Se você já sofreu alguma rejeição ou, pior, sofreu o peso da própria consciência depois de agir de modo deplorável, a história da queda e redenção de Kurosawa é do tipo que te faz caminhar de mãos dadas com aquele sofrimento e, no final, ambos saem da experiência almejando ser a versão menos pior do que um dia foi.

Logo, como as linhas acima estão longe de serem originais, desejamos hoje tão somente trazer uma tradução da entrevista de Ise Katsura, realizada pelo Psycho Lad, a quem sou muito grato pela permissão desta tradução.

Então sem mais delongas, às palavras de Katsura-sensei:


PsychoLad: Com o vigésimo aniversário de Onani Master Kurosawa, você criou a história quando tinha 21 anos (que é minha idade agora! haha), você pode me contar como era sua vida naquele momento?

Katsura: Para ser mais preciso, eu tinha 20 anos quando escrevi essa história. Eu era um universitário na época, e universitários japoneses geralmente tem bastante tempo livre. Eu procurava um jeito de sair do tédio. Então, pela primeira vez na vida, eu decidi escrever.

PsychoLad: Como foi o processo de criar o mangá? Da premissa conceitual à criação da trama e dos personagens. Como você acabou colaborando com Yoko Takuma? Se possível, nos diga sobre a relação entre você e ele.

Katsura: Como eu escrevi a história inteiramente por conta própria, foi algo completamente improvisado e sem planejamento. Me levou cerca de seis meses para acabar. Não concluí a ideia geral da trama até escrever cerca de um terço da história.

Naquela época, Takuma Yokota era um leitor da novel. Quando descobri, decidi pedir que ele a adaptasse para mangá. E daí continuamos bons amigos até hoje. Nós trabalhamos numa colaboração até o ano passado e foi uma experiência realmente inspiradora. Até hoje, eu jogo Magic: The Gathering contra ele de vez em quando.

PsychoLad: Eu li algumas opiniões de críticos que detestaram o mangá onde eles afirmam que o mangá glorifica o assédio sexual ao focar mais no assediador do que na vítima. O que você acha disso?

Katsura: Eu não vejo assim. Se você ler bem o mangá, acredito que você entenderá que eu não estou fazendo apologia ao assédio sexual. Por outro lado, é verdade que a obra é contada do ponto de vista do assediador. A escolha de perspectiva é uma decisão importante do autor. Isso não significa que eu não dê a mínima para normas sociais. É simplesmente uma abordagem de enredo.

PsychoLad: Houve algum plano para que o mangá fosse adaptado para anime? E se ele fosse, qual estúdio você adoraria que o trabalhasse?

Katsura: Takuma Yokota mencionou ter recebido uma oferta dessas há um tempo atrás. Em todos os sentidos, eu não acho que esta obra sirva para uma versão em anime. Porém, eu não teria a menor intenção de recusar um estúdio disposto a topar o desafio, seja o estúdio que for.

PsychoLad: Veremos histórias futuras com Kakeru Kurosawa? Talvez um spin-off focado em outros personagens, ou com o Kurosawa já adulto?

Katsura: A esta altura, eu diria que não. Enquanto eu fico muito feliz que tantas pessoas amem essa obra, estou bem mais interessado em criar algo inteiramente novo. Eu cheguei a colaborar com Takuma Yokota para publicar alguns yonkoma (quadrinhos em quatro painéis) baseados no mangá. Se for nesse formato, talvez eu escreva algo baseado assim outra vez.

PsychoLad: Houve alguma história de amadurecimento em específico que te inspirou? E o que te levou a escolher a masturbação como tema central ou metáfora para isolamento social?

Katsura: Tem uma novel chamada “Gummy Chocolate Pine”, do Kenji Ohtsuki, um escritor e músico japonês. Eu li a novel quando estava no ensino médio e ela me impactou profundamente. Essa história traz alguns temas que abordo no meu próprio trabalho e serve como um excelente exemplo de ficção jovem de alta qualidade. Outro motivo que me fez trazer a masturbação como tema é que eu senti que isso daria luz à uma história única. Assim como foi o caso com “Destroy All Humans. They Can’t Be Regenerated. A Magic: The Gathering Manga” (Destrua Todos os Humanos: Eles Não Podem Regenear. Um Mangá de Magic The Gathering, em tradução literal), meu segundo trabalho em colaboração com Takuma Yokota, temas inusitados me atraem.

PsychoLad: O que você acha que conseguiu atingir com sua história? Você acha que algo nela deveria mudar, com a sensibilidade que você tem hoje em dia?

Katsura: Pra ser sincero, eu não lembro bem de como me senti quando terminei de escrever essa obra. Se eu tivesse que reescrever algo baseado nos valores que tenho hoje em dia, boa parte dessas mudanças seriam textuais. A progressão da história não é perfeita, mas mudá-la seria como mudar o arranjo de uma melodia musical – o que prefiro não fazer.

PsychoLad: Qual foi a inspiração para o corte de cabelo do Nagaoka? Queria saber se foi inspirado em alguém ou foi uma decisão aleatória.

Katsura: Um dos meus personagens, Keishi Nagaoka, tem cabelo encaracolado natural – um visual inspirado pela imagem de um garoto que não arrumou seu cabelo há um tempinho. Na adaptação para mangá, Takuma Yokota enfatizou essa descrição. Acho que desenhar assim ficou mais fácil, haha.

PsychoLad: De onde você se inspirou para o enredo? Como que o protagonista se masturba no banheiro da escola e se orgulha tanto disso? Nunca ouvi falar de alguém assim.

Katsura: Se realmente existir um garoto como Kakeru Kurosawa por aí, eu espero que ele leia minha obra e se dê conta dos seus erros – haha. Na época em que escrevi a história, “Death Note” era um hit no Japão*. O protagonista, Light Yagami, é um heroi maligno genial e carismático. Me convenci de que se eu desse a um personagem desses alguns traços que as pessoas julgassem cômico e ridículo, esse personagem se tornaria fascinante, sem a menor sombra de dúvida. E foi assim que Kakeru Kurosawa nasceu.

*Não à toa o mangá foi carinhosamente apelidado de Fap Note (Nota do Tradutor)

PsychoLad: Por que é que apesar de todo o desenvolvimento do Kurosawa para acabar com seu mau hábito, ele ainda o pratica depois do timeskip com revistas pornô? Lógico, bem melhor do que o que ele fazia antes, quando era indiferente a tudo, mas o ponto central da obra não é justamente sobre parar com a masturbação?

Katsura: Sentir atração pelo sexo oposto é algo perfeitamente natural entre adolescentes. Acho que suprimir esses sentimentos não teria sido algo realista. A parte mais importante dessa história é que o protagonista, Kakeru Kurosawa, encontra valor no mundo real – ainda que seja um mundo mais duro que o mundo de sua imaginação.

PsychoLad: O que você acha da masculinidade moderna, sobre os homens que são celibatários involuntários (‘incel’, como se diz) e redpill (uma terminologia que descreve homens solitários que se comportam de maneira misógina e vil contra as mulheres graças ao seu isolamento, que se aproxima com o que Kurosawa fez no Manga)

Katsura: Na época em que escrevi o enredo original do mangá, incels não eram um assunto no Japão. Kakeru Kurosawa, o protagonista dessa história, também tem interesses normais em garotas da sua idade. Acho que ser um incel não te traz vantagens. Afinal, misoginia não traz coisas boas para a vida de ninguém.*

*Tentou, nosso amigo PsychoLad tentou (Nota do Tradutor)

PsychoLad: Quais são seus álbuns musicais favoritos?

Katsura: Puxa, essa talvez seja a questão mais difícil até agora. Quando eu era estudante, eu ouvia muito New Order e algumas de suas músicas como “Blue Monday” e “Bizarre Love Triangle” viraram subtítulos para esse mangá. Ultimamente eu tenho escutado “Stop Making Sense”, do Talking Heads e o álbum “Last Dance”, do David Bowie. Acho que eu realmente gosto muito de música dos anos 80.

PsychoLad: Quem é o seu mangaka favorito e por que?

Katsura: Outra questão difícil! Não consigo escolher uma pessoa só. Samura Hiroaki (Blade: A Lamina do Imortal), Igarashi Daisuke (Kaijuu no Kodomo), Enomoto Nariko e Kumakura Yuuichi são todos artistas que eu admiro imensamente.

PsychoLad: Tem algum fato curioso sobre Onani Master Kurosawa que as pessoas talvez desconheçam?

Katsura: O protagonista do primeiro mangá publicado de Takuma Yokota é um colega de sala de Kakeru Kurosawa. Em termos atuais, é um “universo compartilhado”. No que diz respeito exclusivamente a este trabalho, eu acho que sua versão em maior qualidade é a edição da novel em brochura. Ela inclui várias das fantasias sexuais de Kakeru Kurosawa que não foram retratadas no mangá. Eu gosto muito dessas descrições.

PsychoLad: Qual é a sua reação em ter uma fanbase estrangeira, ainda mais considerando que os edits de Onani Master Kurosawa chegam a mais de 100.000 likes no TikTok.

Katsura: Não fazia ideia de que nosso trabalho viralizou no TikTok! Fico muito feliz que a obra seja amada no exterior. Afinal, ela não foi publicada numa revista prestigiada como a Shonen Jump. Me enche de orgulho saber que tantas pessoas estão lendo.

PsychoLad: Algumas palavras finais para os leitores e fãs lendo esta entrevista agora?

Katsura: Aos nossos fãs estrangeiros, muito obrigado por gostarem do nosso trabalho. Eu e Takuma Yokota estamos atualmente publicando “Destroy All Humans. They Can’t Be Regenerated. A Magic: The Gathering Manga. É um mangá completamente diferente de Onani Master Kurosawa, mas se você se interessar, por favor leia. Além disso, estou trabalhando no enredo de um novo mangá. Está planejado para ser uma comédia romântica. Não tenho certeza de quando será anunciado, mas ficaria contente que vocês acompanhassem nossas atividades de vez em quando.

AGRADECIMENTOS FINAIS

Gostaria, mais uma vez, de agradecer ao PsychoLad, tanto pela rica entrevista realizada quanto pela sua permissão por esta tradução!

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Halestorm no Monsters of Rock 2026: Lzzy Hale entrega show de headliner e renova as energias do festival

halestorm monsters of rock 2026
Foto: Josué Sepe

O Halestorm chegou ao Monsters of Rock 2026 exatamente na hora certa. No meio de uma tarde longa e quente, a banda americana entrou em cena e renovou as energias do festival com uma apresentação intensa, precisa e emocionante. Para quem estava lá, foi o momento em que o evento deu uma virada.

E Lzzy Hale foi o centro de tudo isso.

Lzzy Hale: técnica, carisma e domínio de palco

Que mulher. Não há outra forma de começar. Lzzy Hale está em seu auge e o show no Monsters of Rock deixou isso evidente. Sua técnica vocal é impecável: alcance amplo, drives potentes e gritos que atravessaram o estádio sem perder precisão. Pode parecer exagero para quem não conhece, mas é exatamente ali, nesses momentos mais intensos, que ela demonstra o que realmente sabe fazer.

Além da voz, ela transitou com desenvoltura entre guitarra e teclado, mostrando uma frontwoman completa. A conexão com o público foi direta e genuína, e com autoridade total no palco.

Um setlist que soube equilibrar clássicos e novidades

O repertório foi um dos pontos fortes da noite. A banda dosou com inteligência hinos consolidados como “I Miss the Misery” e “Mz. Hyde” com faixas mais recentes e pesadas dos álbuns Everest e Back from the Dead, mantendo o público engajado do início ao fim.

Pessoalmente, senti falta de “Shiver”, minha favorita do último álbum. Mas Lzzy trocou por “Like a Woman Can” e é difícil reclamar muito. É uma baita música, especialmente ao vivo, onde ganhou ainda mais peso. O momento foi descrito por muitos como o ponto alto do show em termos de representatividade e emoção.

E faltou o cover de “Perry Mason”, de Ozzy Osbourne, que havia sido um marco na participação recente da banda no festival Back to the Beginning.

Quase 30 anos de estrada e energia de estreante

Há uma ironia interessante em ver o Halestorm sendo chamado de “nova geração do rock”, até por conhecidos próximos. A banda tem quase 30 anos de carreira. O que ficou claro no Monsters of Rock é que essa experiência toda se traduz em segurança, entrosamento e capacidade de ler o público, algo que bandas mais jovens ainda estão aprendendo.

Com uma galera que conversei, o show foi considerado como a apresentação destaque do dia, com autoridade de headliner. E depois de 9 anos sem vir ao Brasil, o retorno não poderia ter sido mais bem-vindo.

HALESTORM SETLIST – MONSTERS OF ROCK 2026

  1. Fallen Star
  2. Mz. Hyde
  3. I Miss the Misery
  4. Love Bites (So Do I)
  5. Watch Out!
  6. Like a Woman Can
  7. I Get Off
  8. Familiar Taste of Poison (trecho)
  9. Rain Your Blood on Me
  10. Solo de bateria de Arejay Hale
  11. Freak Like Me
  12. Wicked Ways
  13. I Gave You Everything

GALERIA HALESTORM – MONSTERS OF ROCK 2026

Fotos: Josué Sepe

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Yngwie Malmsteen no Monsters of Rock 2026: virtuosismo absoluto para um público que queria outra coisa

malmsteen monsters of rock 2026
Foto: Josué Sepe

Yngwie Malmsteen foi, sem dúvida, o artista mais deslocado do Monsters of Rock 2026. Gosto bastante e sei reconhecer o gênio que ele é, principalmente nos três primeiros discos. Mas o que vi às 13h45, com o sol no topo e a galera ainda tentando achar sombra e cerveja, foi uma apresentação que dividiu o público de forma bastante clara.

Para os entusiastas da guitarra, foi uma vitrine de virtuosismo absoluto. Para a maioria do festival, foi o momento de respirar fundo antes das atrações que viriam depois.

Uma técnica que não se discute

Ninguém sobe a um palco do porte do Monsters of Rock sem merecer estar lá. Malmsteen reafirmou por que é considerado um dos maiores guitarristas da história, com arpejos, vibratos e velocidade que captura bem o estilo neoclássico que ele ajudou a definir.

Clássicos como “Far Beyond the Sun” e “Black Star” foram executados ainda com precisão. A banda de apoio esteve à altura (e do lado do palco), com destaque para o tecladista Nick Marino, que entregou vocais e agudos necessários para as canções originalmente gravadas por nomes como Joe Lynn Turner e Jeff Scott Soto.

O show ainda teve os elementos teatrais de sempre: poses congeladas, arremesso de palhetas, troca constante de guitarras e o momento em que tocou com os dentes. Para quem conhece Malmsteen, é parte do pacote.

O problema: a plateia não estava lá para isso

E o problema do contexto? Malmsteen é o único nome de metal neoclássico em um festival majoritariamente voltado para o hard rock clássico e isso pesou. A plateia permaneceu em grande parte estática, sem absorver a “aula” de shredding que acontecia no palco.

A tentativa de conectar com o público via “Smoke on the Water” e outros clássicos do hard rock não foi suficiente para virar o jogo. O setlist também gerou críticas: muitas músicas tocadas apenas em trechos, sem conclusão, incluindo o próprio clássico de abertura “Rising Force”. Hits populares como “You Don’t Remember, I’ll Never Forget” ficaram de fora. Na verdade eu esperava algo como “I Am A Viking”, minha favorita do guitarrista.

Gênio fora do lugar certo

Fora da música, dois detalhes chamaram atenção. O primeiro: Malmsteen demonstrou irritação visível com a equipe técnica durante o show, gesticulando repetidas vezes pedindo mais volume na guitarra e no microfone. O segundo: a imponente parede de amplificadores Marshall que dominava o palco levantou comentários de que parte da estrutura seria apenas cenográfica, com o som real vindo de equipamentos posicionados embaixo do palco.

Yngwie Malmsteen não deu um show ruim. Deu o show que sempre dá, com a qualidade que sempre entrega, mas o público não estava preparado para isso.

YNGWIE MALMSTEEN – SETLIST MONSTERS OF ROCK 2026

  1. Rising Force
  2. Top Down, Foot Down
  3. No Rest For The Wicked
  4. Soldier
  5. Into Valhalla
  6. Baroque & Roll
  7. Relentless Fury
  8. Now Your Ships Are Burned
  9. Wolves At The Door
  10. Paganini’s 4th
  11. Adagio
  12. Far Beyond The Sun
  13. Bohemian Rhapsody [Queen]
  14. Fire And Ice
  15. Evil Eye
  16. Smoke On The Water [Deep Purple]
  17. Trilogy (Vengeance)
  18. Badinere
  19. Solo de guitarra
  20. Black Star
  21. I’ll See The Light Tonight

GALERIA YNGWIE MALMSTEEN

Foto por: Josué Sepre

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Extreme no Monsters of Rock 2026: muito além de “More Than Words” — e Nuno Bettencourt roubando a cena sob a chuva

extreme monsters of rock 2026
Foto: Josué Sepe

Conheci o Extreme como muita gente: por “More Than Words”. Mas nos últimos anos fui descobrindo o resto do repertório — e o álbum SIX (2023) foi uma grata surpresa. Então chegar ao Monsters of Rock 2026 e ver “RISE” ao vivo foi de tirar o fôlego. Um dos melhores solos de guitarra dos últimos anos, na minha opinião, tocado por um dos guitarristas mais estilosos que existem.

Nuno Bettencourt é incrível. Estiloso, talentoso, guitar hero de verdade. E ainda fala português, o que proporcionou alguns dos momentos mais descontraídos e genuínos de toda a tarde.

Gary Cherone, 64 anos, mais vivo do que nunca

Se havia alguma dúvida sobre a vitalidade da banda, Gary Cherone tratou de eliminar. O vocalista correu e pulou pelo palco durante todo o show, mantendo a qualidade vocal e o carisma intactos. Com 64 anos, entregou uma performance que envergonharia artistas bem mais jovens.

A energia da banda não vacilou nem quando a chuva intensa chegou logo no início do show.

Nuno Bettencourt e o centro gravitacional do show

O guitarrista foi o ponto focal da apresentação. Seus riffs e solos intensos dominaram os melhores momentos do set, com destaque para a instrumental “Midnight Express”, que funcionou como uma vitrine completa do seu virtuosismo técnico.

Nuno ainda brincou com o público em português sobre quem estava presente no Hollywood Rock de 1992, a primeira vez que a banda pisou no Brasil. Uma conexão histórica celebrada com humor e afeto genuíno.

SIX provando que a banda não vive só do passado

As músicas do álbum SIX foram muito bem recebidas. “#REBEL” e “RISE” mostraram uma banda atual, com material novo de qualidade — algo que muitos veteranos do rock não conseguem mais entregar com a mesma convicção. Para quem conhece o disco, ouvir “RISE” ao vivo foi um momento à parte.

O show também teve uma homenagem discreta: a introdução de “We Will Rock You”, do Queen, antes de “Play With Me”.

O momento “More Than Words” — e o eterno peso de um hit

Inevitavelmente, “More Than Words” foi o ápice emocional da noite. Um coro uníssono tomou o Allianz Parque, com um mar de celulares acesos e uma catarse coletiva que poucas músicas conseguem provocar. O fenômeno do one-hit wonder tem seus custos e parte do público ficou aguardando ansiosamente por esse momento, tratando o restante do repertório técnico como fundo musical. Mas quem prestou atenção ao show inteiro saiu com muito mais do que essa música.

Por ser um show de festival, o tempo foi limitado a pouco mais de uma hora, o que impediu a execução dos medleys em homenagem a Ozzy Osbourne e Black Sabbath que a banda vinha fazendo em outras datas da turnê. Uma pena, mas o que foi entregue já justificou cada minuto.

EXTREME SETLIST – MONSTERS OF ROCK 2026

  1. It (’s a Monster)
  2. Decadence Dance
  3. #Rebel
  4. Play With Me [com “We Will Rock You”, do Queen, de intro]
  5. Am I Ever Gonna Change
  6. Thicker Than Blood
  7. Hole Hearted
  8. Midnight Express [só com Nuno]
  9. More Than Words
  10. Get the Funk Out
  11. Rise

EXTREME – MONSTERS OF ROCK 2026

Fotos por: Josué Sepe

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De volta à São Paulo, Criolo encerra a turnê que celebra seus 50 anos levando para o palco diversidade e representatividade.

criolo 50 espaco unimed sao paulo 2026
Foto: Yasmim Secron

O encerramento da turnê “Criolo 50” ocorreu na última sexta-feira (10), no Espaço Unimed, em São Paulo. De volta à cidade natal, o artista conduziu um espetáculo marcado pela emoção e diversidade, diante de um público que lotou a casa e cantou o repertório do início ao fim. Criolo revisitou sucessos de diferentes fases e sonoridades, mostrando o caráter multifacetado da sua discografia.

Assim que entrou no palco, o Criolo agradeceu a presença do público e afirmou que o show carregava um significado especial. Para ele, realizar a última apresentação da turnê na cidade que contribuiu para sua formação musical e pessoal era simbólico.

A setlist transitou entre o rap – espinha dorsal da carreira do cantor – e gêneros como samba, reggae, MPB e afrobeat. Esse mosaico de influências destacou a capacidade que Criolo tem de transitar por diferentes estéticas sem perder a identidade e a coerência. A seleção de faixas dos álbuns “Nó na Orelha”, “Convoque seu Buda” e “Espiral de Ilusões” contemplou tanto o público de longa data quanto os ouvintes mais recentes, aspecto refletido na recepção calorosa da plateia, que ressaltou o caráter plural e coletivo das obras do artista.

No palco, contribuindo para a construção da atmosfera do espetáculo, Criolo esteve acompanhado por DJ DanDan, Bira Sax, Bruno Buarque, Ed Trombone, Gustavo Souza, Ricardo Rabelo e Xeina Barros. A apresentação contou ainda com as participações especiais da DJ Pathy Dejesus – que abriu a noite tocando o melhor do rap e do hip-hop – e do Pagode da 27.

criolo 50 espaco unimed sao paulo 2026 (1)
Foto: Yasmim Secron

Para a surpresa de todos, entre uma apresentação e outra, o artista revelou a preparação de um novo projeto. Durante o Coala Festival, previsto para os dias 12 e 13 de setembro, no Memorial da América Latina, está programado um show especial em comemoração aos 15 anos do álbum “Nó na Orelha”.

“Criolo 50”, além de celebrar a trajetória de um dos nomes atuais mais relevantes da música brasileira, também dialogou com as nuances culturais presentes no cotidiano de cada pessoa, de forma sofisticada e inovadora.

Após dez meses de excursão pelo país, o encerramento da turnê em São Paulo não representou o fim, mas a continuidade. Criolo reafirmou o compromisso com a irreverência, mostrando, ao se despedir de um ciclo, a mesma inquietação que moldou sua carreira. O adeus, na verdade, sinalizou a possibilidade de novos caminhos e desdobramentos de futuro.

Confira os melhores momentos de Criolo 50: 

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Lynyrd Skynyrd no Monsters of Rock 2026: emoção, lenda e “Free Bird” encerrando a noite com mais de 10 minutos de pura catarse

lynyrd skynyrd monsters of rock 2026
Foto: Josué Sepe

O que falar do Lynyrd Skynyrd? Uma lenda do rock, ponto. Mas no Monsters of Rock 2026, o que ficou não foi só a admiração pela discografia clássica — foi emoção mesmo, visceral, a que aperta o peito. Quando a banda emendou “Tuesday’s Gone” em “Simple Man”, aqui o pai chorou. Sem cerimônia.

Foi um dos momentos mais marcantes de todo o festival e provavelmente de muita gente que estava lá.

Uma execução à altura da lenda

Tecnicamente, o show não deixou nada a desejar. O trio de guitarristas formado por Rickey Medlocke, Damon Johnson e Mark Matejka conferiu um som encorpado e vivo ao southern rock da banda, com o tecladista Peter Keys completando uma formação sólida e entrosada. Johnny Van Zant conduziu o show com simpatia e presença, atuando como um mestre de cerimônias acessível que manteve a conexão com o público durante toda a apresentação.

O setlist foi cirúrgico: focado nos dois primeiros álbuns da banda — Pronounced ‘Lĕh-‘nérd ‘Skin-‘nérd e Second Helping — garantindo que os pilares clássicos do grupo fossem o centro da noite. Houve alguns momentos em que escolhas como “Down South Jukin'” e “The Needle and the Spoon” quebraram um pouco o ritmo crescente, mas eram exceções em um set majoritariamente afinado com o que o público queria ouvir. Deixa os meninos tocar…

O peso de um retorno sem Gary Rossington

Este foi um dos primeiros retornos da banda ao Brasil sem Gary Rossington, o último membro fundador, falecido em 2023. Essa ausência deu uma carga emocional extra a cada homenagem ao longo da noite, especialmente em “Tuesday’s Gone”, que ganhou um peso diferente diante disso.

A questão sobre autenticidade existe e é legítima: nenhum membro da formação original que gravou os discos dos anos 70 está mais em cena. É um debate honesto. Mas o que o show entregou, em termos de emoção e respeito ao legado, deixou essa discussão em segundo plano para quem estava presente.

“Free Bird” e o dueto impossível com Ronnie Van Zant

O encerramento foi o ápice espiritual e musical da noite. “Free Bird” durou mais de 10 minutos, como esperado e durante a performance, o telão exibiu vídeos dos integrantes falecidos enquanto a banda tocava acompanhando uma gravação da voz de Ronnie Van Zant. Um dueto entre o passado e o presente que parou o Allianz Parque.

A banda ainda prestou homenagem ao Brasil exibindo a bandeira do país no telão e mesclando-a com a americana no encerramento. Lenda é lenda. E o Lynyrd Skynyrd provou isso mais uma vez.

LYNYRD SKYNYRD SETLIST – MONSTERS OF ROCK 2026

  1. Workin’ for MCA
  2. What’s Your Name
  3. That Smell
  4. I Need You
  5. Gimme Back My Bullets
  6. Saturday Night Special
  7. Down South Jukin’
  8. Still Unbroken
  9. The Needle and the Spoon
  10. Tuesday’s Gone
  11. Simple Man
  12. Gimme Three Steps
  13. Call Me The Breeze [J. J. Cale]
  14. Red White & Blue (Love It Or Leave) — trecho
  15. Sweet Home Alabama
    Bis:
  16. Free Bird

GALERIA LYNYRD SKYNYRD – MONSTERS OF ROCK 2026

Fotos: Josué Sepe

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