A ilustradora Qing Han, mais conhecida sob a alcunha de Qinni (ou QinniArt), veio a falecer no último sábado (8), aos 29 anos, em decorrência de graves problemas cardíacos.
Nascida em 20 de março de 1990 no Canadá, Qinni ganhou grande fama como artista digital ao postar suas artes na internet, principalmente em seu Instagram, aonde alcançou a marca de mais de 2 milhões de seguidores graças aos seus desenhos.
Qinni sofria de um câncer, diagnosticado já em Fase 4 (terminal), além de graves problemas cardíacos, tendo passado por quatro cirurgias aos 28 anos. Em 2019 ela anunciou que havia sido diagnosticada com apenas um ano ou um ano e meio de expectativa de vida. Veja seu tuíte mais abaixo:
Got diagnosis today. Cancer, Stage 4, doc says I got about a year or year and a half left.
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hey guys how do i stop randomly bursting into tears lol pic.twitter.com/XoGEt3iv8g
A artista começou a divulgar sua arte ainda em 2005, no DeviantArt, um famoso site de artistas digitais. Suas obras em grande maioria retratavam sentimentos pesados e de grande tristeza.
Sua morte causou grande repercussão nas redes sociais, tornando-se rapidamente um dos assuntos mais comentados e deixando várias fãs completamente tristes com a notícia.
O Suco de Mangá presta suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e fãs de Qinni.
Naoki Urasawa, artista de mangás famosos como Monster e 20th Century Boys, homenageou o diretor Bong Joon-ho com uma ilustração para comemorar os quatro Oscars que o sul-coreano ganhou por Parasita.
Urasawa que está trabalhando no mangá Renzoku Manga Shosetsu Asadora!, publicado na revista semanal japonesa Big Comic Spirits postou a arte em seu Twitter parabenizando o diretor. Confira abaixo:
Clientes Ourocard do Banco do Brasil já podem adquirir seus ingressos para a Brasil Game Show 2020. A maior feira de games da América Latina será realizada no Expo Center Norte entre os dias 8 e 12 de outubro em São Paulo.
Por que você deve conferir e já comprar? Além de ter a vantagem de garantir seu lugar, você tem valores incríveis, confira:
Meia Entrada individual: R$ 59.
Passaporte BGS (4 dias aberto ao publico): R$ 177.
Camarote BGS: R$1599 (6x no cartão de crédito).
Lembrando que o Camarote BGS dá acesso a um lounge exclusivo, área reservada na arena BGSEsports, open de energético e petiscos serviços de massagem e estética (barbearia e cabelereiro) e VIP no palco Arena e no Meet & Greet.
Os ingressos de pré-venda para clientes Ourocard Banco do Brasil estão disponíveis até o dia 27 de Fevereiro. Esse é o nosso mundo #BGS2020!
Depois de uma estreia com baixa bilheteria, a Warner Bros. mudou o nome do filme da DC nos Estados Unidos de “Birds of Prey (and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn)”, para apenas “Harley Quinn: Birds of Prey”.
Já no Brasil, apesar de alguns sites e redes de cinemas brasileiros terem feito a mudança de “Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa” para “Arlequina em Aves de Rapina”, a Warner confirmou à redação do Nerdbunker que “o nome continua o mesmo e não há planos para alterar o título no Brasil”.
Aves de Rapina: Arlequina e Sua Emancipação Fantabulosa, estrelado por Margot Robbie, estreou no dia 6 de fevereiro no Brasil.
A China está provando ser grandiosa na sétima arte, e em plena temporada de premiação, se fez presente mais uma vez, A Despedida (The Farewell) trabalha a simplicidade familiar em tons de comédia com o drama de uma doença grave, utilizando de uma mentalidade triste e macabra que rodeia a família chinesa em questão, uma obra magnífica que explora todo um mundo desconhecido para alguns de uma forma divertida, além de uma aula de roteiro para os filmes modernos.
Uma comédia dramática que te conquista de alguma forma, isso porque o cômico não é o extrapolado ou piadas estereotipadas, servem apenas para acrescentar ao drama da doença da vovó, junto com todo o segredo que se passa por trás de algumas ideologias da família, e por mais escancarado que esteja em tela, algumas frases bem colocadas nos diálogos explicam para todos que não sacaram, sem ser algo dúbio.
A Despedida é algo maior do que se mostra e incrível do que se desenvolve, a ideologia de união de famílias chinesas não é algo impressionante para quem ama a própria família, mas se mostra brilhante pelos tempos de pessoas vazias e famílias destruídas por ideologia política, choque de gerações e muitos outros fatores banais, ou não, que resultou em um relacionamento desgastado entre os próprios familiares, o qual é outro detalhe trabalhado nesse filme.
Nossas Origens
Muitas vezes esquecemos de onde viemos, rejeitamos nossas origens e vivemos tão ocupados com nossos futuros, que deixamos o passado de lado, esquecemos de pessoas que estiveram conosco, o crescimento com nossos irmãos, a atenção dos nossos pais e avós e até uma infância vivida com os tios e primos, claro que nem todos esses elementos fizeram parte da vida de todos, mas algum deles foi o que te moldou para a vida, o que te faz pensar, qual foi a última vez que sua família se juntou? Sem ser ano novo ou natal? Ao pensar e ver a realidade, se mostra um choque tremendo, e A Despedida trabalha de forma sutil, isso porque não é o principal plot do filme.
A brincadeira com aqueles conflitos familiares de diferença de pensamento se mostra engraçado no início, mas escala para níveis mais dramáticos e até um pouco triste, eis que a genialidade da simplicidade e da diversão muda para a melancolia e reflexão, algo muito bem explorado no cinema asiático, não só o chinês como japonês, sul-coreano e entre outros consegue trabalhar a junção de gêneros e desenvolver o roteiro para que se transforme de um para o outro feito a mudança da lagarta para a borboleta, ambas têm uma beleza pessoal e uma personificação diferente, e mesmo assim ambas podem te encantar.
A simplicidade do filme está em forma de personagem, Nai Nai (Lu Hong) é o plot, o alívio cômico, às vezes a protagonista e praticamente o filme inteiro, isso não significa que os outros foram maus ou apagados, aliás pelo contrário, o elenco foi maravilhoso, acima da média, mas Nai Nai trás as raízes de volta a família chinesa que esqueceu quando se mudou para os EUA, ao mesmo tempo que as raízes são relembradas, velhos costumes são repetidos dentro daquela família a qual coloca em debate entre eles e para todos nós que estamos assistindo.
Baseado em uma mentira contada
Como dito no início do filme: “Baseado em uma mentira contada”, essa idéia de não contar para Nai Nai que estava doente é algo grave, e no próprio filme mostra que isso é normal dentro da família, já foi feito com outros integrantes, caso tivessem sido tratados, estariam curados da doença? Será que algumas tradições não devem ser mudadas? A frase que inicia o filme é algo chocante após assistir A Despedida, e trás toda essa reflexão do pensamento tradicional para algumas ideologias dentro das famílias chinesas, por mais que eles têm um tipo de cultura lá, ela pode estar ultrapassada e precisa ser modificada, desconstruir esses padrões se mostra necessário quando o caso atinge não só o adoecido, mas todos da família.
A Despedida está sendo ignorada demais nas premiações, é apagada por sua simplicidade, mas têm com certeza um dos melhores roteiros da última temporada, até mais que todos que disputaram o Oscar de Melhor Filme, uma história linda e emocionante que ensina e educa a todas as idades, precisa servir de exemplo para pessoas vazias, e uma aula de produção para filmes ruins.
No último domingo (9), a Academia de Ciências e Artes Cinematográficas realizou a maior cerimônia da Indústria Cinematográfica, o Oscar 2020.
No último domingo (9), a Academia de Ciências e Artes Cinematográficas realizou a maior cerimônia da Indústria Cinematográfica, o Oscar 2020. O maior vencedor da noite foi Parasita, com quatro estatuetas: Melhor Roteiro Original, Melhor Filme Internacional, Melhor Direção, para Bong Joon Ho, e Melhor Filme.
Outros filmes também tiveram seus méritos, como 1917 que levou três categorias: Melhores Efeitos Visuais, Melhor Mixagem de Som e Melhor Fotografia. Já Coringa, terminou a noite com dois prêmios: Melhor Ator, para Joaquin Phoenix, e Melhor Trilha Sonora Original, de Hildur Guðnadóttir. Veja abaixo a lista completa de vencedores:
Mesmo que você nunca tenha assistido Meu Amigo Totoro é muito possível que você reconheça esse nome, seja pela popularidade do longa como um ícone das animações japonesas e uma das pérolas do gênio Hayao Miyazaki, ou então pela quantidade de itens que utilizam o imenso ogro/troll peludo como estampa.
Porém, agora com os filmes do Studio Ghibli disponíveis na Netflix, não há mais desculpa para você não ver essa joia, que carrega toda uma mitologia por excelentes razões: o filme não é bom, é genial.
A Vida no Campo
Lançado em 1988 o filme conta as aventuras de duas filhas, e seu pai, após se mudarem para uma área rural. Com a mãe hospitalizada, as duas meninas estão acostumadas a cuidar de si mesmas, principalmente Satsuki – a mais velha – que serve de figura materna e feminina para Mei.
Sua nova casa, que o vizinho afirma ser assombrada, desde o início se mostra ser lar de criaturas misteriosas e fantásticas. Mei, em uma expedição pelo quintal (que é rodeado por uma imensa floresta) acaba entrando em um túnel de árvores e caindo no esconderijo de uma criatura imensa, peluda e gentil: Totoro.
Não demora muito para que Satsuki também conheça o gigante, e as duas agora vivem aventuras incríveis, mágicas e fantásticas com seu novo companheiro, e as outras criaturas que o orbitam.
Desenvolvimento
O filme é todo maravilhoso. A animação é linda, o roteiro é muito bem escrito, a trilha sonora encanta, e os detalhes do cenário garantem uma realidade que nenhum CGI moderno tem como competir. Meu amigo Totoro é uma obra de arte, uma que todos deveriam conhecer (sejam crianças ou adultos).
Uma coisa que eu gosto bastante nos filmes de Miyazaki é que grande parte deles não tem um “antagonista”, ou seja, um vilão. A trama das duas garotas se desenrola nos próprios problemas de família, sentimentos e amadurecimento, e é justamente isso que o torna tão sentimental e palpável.
Uma viagem mágica inesquecível
É comum que, ao assistir o longa, você veja grandes semelhanças ao clássico Alice no País das Maravilhas. A viagem mágica em um reino fantástico das jovens, que foge a percepção e conhecimento dos adultos, ao mesmo tempo que brinca com a mitologia japonesa, em um período pós-guerra rural.
Meu Amigo Totoro faz jus a todos os elogios e amor mundial que ele carrega. Não perca a oportunidade para ver, sozinho, com a família ou amigos.
O Palma de Ouro foi para o filme Parasita, não foi dessa vez que o Brasil levou, mas o filme sul-coreano é merecedor, pois esse prêmio foi um dos mais disputados, além de Bacuraue Parasita, a França se fez presente na premiação como sempre, Os Miseráveis explora a periferia, a classe baixa envolvendo policiais corruptos, civis se rebelando e líderes de comunidade em conflito, uma bela trama que rendeu duas indicações para o Oscar 2020, um possível azarão nas premiações que entrega uma maravilhosa obra já explorada em muitos outros países.
Ladj Li, conhecido como o Spike Lee francês, aposta em uma versão atual do livro Os Miseráveis de Victor Hugo, mas adaptado de uma forma bem mais realista, a visão do diretor conseguiu trabalhar uma trama bem nível policial, beirando um Cidade de Deus com toques de Tropa de Elite, em tom cult que europeu que sabe fazer bem, ou que não consegue desvincular de tal perfil. Uma história que consegue trabalhar todos os elementos do gênero policial, consegue te divertir e arrancar suspiros de um bom roteiro, porém não é nada inovador, logo seu marco é estampar a periferia e desmentir o quão glamuroso é a França.
Tentar impressionar o mundo com o perigo que é a periferia da França é uma missão fracassada para nós brasileiros, pois o maior exemplo é o quanto o Rio de Janeiro é idolatrado como cidade maravilhosa, é lógico que as praias e toda beleza do estado carioca é de causar inveja a muitos outros lugares do mundo e atrai muitos turistas de fora do país, porque os turistas daqui de dentro passam longe do quanto perigoso e sem controle se tornou o estado do Rio,a muito tempo é o principal foco de muitos filmes e séries nacionais devido sua violência e terra sem lei que se tornou, ou seja, Os Miseráveis é um filme fantástico, mas não consegue superar as produções brasileiras no quesito de estampar a realidade de um lugar glamourizado, ou pode até chamar de cópia, mas seria um rótulo injusto, pois não foi a primeira e nem será a última vez que essa realidade será estampada nas grandes telas.
A Academia e boa parte da crítica defende esse tipo de cenário, e aliás vale a pena ser explorado, a tempos que o cinema de cada lugar explora a classe baixa de seu respectivo país, como já dito, é o caso do Cidade de Deus, contudo por se tratar de várias culturas diferentes, pode-se esperar qualquer coisa do filme, seja ela boa ou ruim. Em Os Miseráveis os moradores caem para barbárie após tanto abuso de poder dos policiais, tanto que sobra até para o líder da comunidade, mas por outro lado o policial novato tem um ataque de impulsão e iniciativa que ele não têm no início do filme, mas porque o próprio também não aguenta esse tipo de abuso de poder, em paralelo, o abuso de poder dos policiais é justificável, por mais errado que seja, ele têm um motivo, cada detalhe é bem amarrado e explicado, sem parecer algo muito mastigado e longe de apresentar grandes furos de roteiro, mesmo esses sendo notado, não atrapalha a experiência que esse filme nos trás para quem estiver assistindo.
É mais um filme como muitos outros sobre periferia e seus vários conflitos bairristas, não é ruim, mas não impacta, principalmente para os brasileiros, que estão acostumados a problemas maiores que são sempre explorados em filmes nacionais, ainda sim, não apaga o brilhantismo e a bela narrativa de Os Miseráveis, que pode ser uma grande obra de Ladj Li, mas passará desapercebido nas premiações.