Date A Live une todos os clichês típicos de uma série harém: você vai ver aquele garoto estudante e genérico – ora foge das garotas, só age por impulso e faz toda aquela trapalhada pra no fim, cair nos seios das garotas.

Vale lembrar que também tem aquele time de meninas clássico: a explosiva, a tímida, a misteriosa, a dark…

Uma série abusando do Nonsense

E quanto aquele plot clássico: “Um fato que ocorreu no passado entre alguns personagens, mas acabaram se esquecendo ou perdendo a memória”. Sim! Isto também tem e ao menos não é uma promessa amorosa.

Apesar de todos esses clichês citados, há alguns fatores para uma melhor aceitação da animação, por exemplo:

  1. Se você gosta de jogos de relacionamento;
  2. Se você gosta de paródias com animes de mechas;
  3. Se você gosta de nonsense – Claro que não é um nonsense de um FLCL da vida, mas algumas surpresas deste tipo da série é o que dá um boost para continuar vendo seus 12 episódios – tirando os momentos ecchi desnecessários.

Um Pouco do Enredo

Como descrito na sinopse, a humanidade luta pela sobrevivência contra os espíritos que andam causando terremotos. É aí que duas organizações são criadas:

A AST – Anti Spirit Team / Time Anti-Espírito: uma espécie de forças especiais japonesas, militarmente treinadas para a extinção dos espíritos; e a Ratatoskr – Uma organização criada para “apaziguar” as relações de humanos e espíritos sem nenhuma violência.

E é aí que entra o fator nonsense: fazer o protagonista Shido se relacionar com os espíritos, para que então se apaixonem por ele?! Mas não para por aí: As formas e meios para que ele se relacione com os espíritos é na mecânica dos games de ‘Dating Sims’.

Há um ‘time’ na organização, especializada em encontros e, as frases e perguntas que o protagonista deve falar, são selecionadas por este time através de um comunicador auricular, utilizado por Shido.

Resumindo: Shido, que estava em uma hora errada e no local errado, acaba se relacionando “até que demais” com o espírito e sem querer, faz com que uma afeição surja entre os dois.

Com isso, a organização ‘Ratatoskr’ – que é comandada pela irmã-adotiva do protagonista – acaba o usando para encontros com espíritos, com objetivo deles (ou delas, porquê todas são mulheres) se apaixonarem pelo protagonista.

Quanto ao ritmo da série

É o clássico: Os dois primeiros episódios apresentam um pouco do cotidiano do protagonista + a adição da personagem do harém mais “pop”.

Depois disso, outros espíritos/garotas vão chegando até o momento em que o plot principal começa a ser resolvido,  lá pelo episódio 10.

Date A Live tem um começo morno, um meio fraco e um final interessante, o que é uma pena. O ritmo entre comédia, casual, batalhas e mistérios está num ponto ideal nos três últimos episódios, o que poderia ter sido explorado a série toda.

Outro fator negativo da série é a evolução das personagens – o que Shido nem cabe aqui, pois ele não evolui nem um pouco.

O destaque vai para a ‘lolita’ Kurumi Tokisaki. Talvez a única que se enquadre como ‘vilã’ da série, é a garota ‘dark’ e pervertida do harém de Shido. Além disso, ela é responsável pela melhor dinâmica social entre personagens e pela melhor batalha que tem no anime.

O Que Pode Me Levar a Assistir? 

Apesar de alguns momentos nonsense serem extremamente ‘bestas’, o fator surpresa da série pode lhe agradar.

As paródias com séries como ‘Evangelion’ e ‘Gundam’ são evidentes, assim como conceitos de jogos de Dating, Fantasia e RPG. O Character Design dos ‘mechas’, da personagem ‘Yoshino’ e da personagem ‘Reine Murasame’.

O que não esperar?

Além de alguns furos no roteiro, a dinâmica de como os fatos acontecem – principalmente no início da série – são jogados, e só vai haver uma maior concisão nos três últimos episódios, com o plot Origami x Kotori.

Apesar de que a composição ‘Harém – Sci Fi – Mecha – Ação – RPG/Dating Game’ parecer maluca e interessante, o conjunto da obra é bem fraco. Será que na segunda temporada vão acertar esses pontos?

E a questão técnica?

Date A Live é baseada no light novel de Koshi Tachibana, de mesmo nome, lançado em 2011 e que já conta com 7 volumes. Em 2012, a versão em mangá já conta com 2 volumes e um game saiu em Junho de 2013, sob o título de ‘Date A Live: Rinne Utopia’, para Playstation 3.

A animação tem a produção do estúdio AIC PLUS+ (Filme de Oh! My Goddess e séries como: Boku Wa Tomodachi Ga Sakunai, Bubblegum Crisis, Tenchi Muyo e El Hazard) e tem a direção de Keitaro Motonaga.

Não fique otimista. A série tem uma animação bem genérica, tirando o fato do character design de Satohi Ishino (o mesmo de Excel Saga).

Quanto a música, o trabalho do novato Go Sakabe é bem entrosado com os momentos mais ‘down’ e ação da série – e muitas vezes, é isso que dá um up bacana para Date A Live.

O destaque mesmo é para a música de abertura, ‘Sweet Arms’, com os vocais de Iori Nomizu (seiyuu da Yoshino na série e a Fuyumi Yanagi em Blood Lad).

Considerações Finais

Tem um tempo livre e não sabe o que assistir? Se você leu a análise aí e se sentiu atraído, então assista. Se não, é mais um anime genérico e dispensável.

Estarei aguardando a segunda temporada (verão japonês de 2014) pois ainda boto fé na série. 😛

Quanto as paródias:

  • A cidade Tokyo-3: Pois a cidade no anime também se “move” pra dentro da terra;
  • A questão dos espíritos virem para a terra e destruir os humanos. Cruel Angel Tesis huehue
  • A similaridade de Origami com Rei Ayanami;
  • Alguns designs parecidos com os mechas de Gundam.