Em meio de tantos filmes que remetem a modernidade e quebras de tabu, de certa forma é legal assistir um filme que lembram as tramas policiais de filmes e séries antigas.

Covil de Ladrões traz um gênero que a muito tempo foi esquecido e ignorado por acharem que estava ultrapassado, mas que foi bem trabalhado e prende como a velha guarda sem ofender qualquer classe de gênero, o clichê do gênero policial que a tantos cativou.

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Gerard Butler e Mo McRae em Covil de Ladrões (Imagem Divulgação)

Anti-herói

O ator Gerard Butler faz o típico policial anti-herói que se divorcia da mulher, sente falta das crianças, mas que bate cartão no puteiro e sempre está bebendo e fumando, ainda coloca a mão na massa de forma ousada, ou melhor dizendo, errada.

Nisso ele têm que ir atrás de uma gangue com Maurice Copte, Evan Jones, O’Shea Jackson Jr. e até o 50 Cent, nenhuma atuação deixou a desejar, mas não teve grandes destaques.

Nomes que não estão com grande força em Hollywood, mas pode ser colocados na vitrine em futuros papéis, incluindo o próprio 50 Cent, descartando o filme de sua história Fique Rico ou Morra Tentando, ele mostrou que pode sim fazer um papel grande em um filme e funcionar como figura de ação e alívio cômico, esteve presente na maioria das cenas – foi muito bem.

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Gerard Butler em Covil de Ladrões (Imagem Divulgação)

Velha Trama Policial

A velha trama policial de investigações, assassinatos e tiroteios atinge o ponto certo, poderia ser comparado com uma missão do GTA de tanta semelhança, o simples e o extravagante estão bem balanceados, mas algumas construções de personagens se tornam um tanto vagas, como a de 50 Cent, mas funciona como um alívio cômico perfeitamente.

A construção de vida familiar conturbada do personagem de Gerard Butler é tão avulsa que bastava ele dizer que se divorciou da mulher e colocá-lo chorando no bar da boate – poucos minutos bastariam e não tanto tempo em tela que ficou bem cansativo a ponto de ignorar e esquecer.

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50 Cent em Covil de Ladrões (Imagem Divulgação)

Grande Marco do Filme

O grande marco do filme é a dúvida que fica entre o lado que vai escolher, tanto o do ladrão que se recusa a matar quanto o lado do policial anti-herói, todos bem trabalhados quando se trata da investigação e perseguição.

Aquele clichê de polícia e ladrão que aparenta ser deixado de lado, mas que o diretor Christian Gudegast provou que ainda cabe o velho gênero nos mundos modernos dos cinemas!