BABYMETAL apresenta arranjo especial em piano para a canção ‘Monochrome’ no programa ‘THE FIRST TAKE –FT Songs nº299′. A canção estará disponível no álbum conceitual‘THE OTHER ONE’ que será lançado mundialmente no dia 24 de março!
Assista a versão em piano de ‘Monochrome’!
THE FIRST TAKE é um programa/canal no Youtube onde artistas são ‘desafiados’ (uma vez que saem da zona de conforto) a gravar uma canção de forma direta, crua, o que causa bastante tensão ao mesmo tempo que se cria uma nova experiência tanto para os artistas, como também para os expectadores!
O novo álbum do BABYMETAL, ‘THE OTHER ONE’, será composto por 10 faixas que traduzem 10 mundos paralelos que existem além do espaço tempo. A pré-venda da versão física já teve inicio nas lojas especializadas em música. A versão digital do disco deve ser liberada de forma simultânea nas plataformas digitais de todo mundo no dia 24 de março!
Hoje vamos falar sobre uma história de amor, de lembranças e de corações partidos. Vamos falar sobre duas borboletas que voam eternamente lado a lado, mas nunca pousam na mesma flor. Vamos falar sobre Confins de um Sonho que, na sua sensibilidade e esperança, duramente nos lembra que nem sempre sonhos se realizam.
Numa parceria com a Pipoca & Nanquim, editora que tem um acervo de quadrinhos incrível, o Sucoteve acesso ao mangá deste Review. A editora publicou a obra em fevereiro de 2023, então ela ainda está quentinha, recém-saída do forno. Além disso, a mangaká responsável pela história e pela arte é Yumi Sudo, também conhecida pelos títulos Nirai Kanai, Midnight Blue e tantos outros.
Enfim, agora que você já conheceu os responsáveis por nos entregarem essa obra fantástica, vamos falar sobre ela em si.
História
Bom, Confins de um Sonho conta a história de Kiyoko e Mitsu, duas mulheres que se conheceram na adolescência, período pós segunda guerra mundial. Agora, já com 85 anos as duas se reencontram para colocar a conversa em dia e um assunto delicado vem à tona.
E se, quando eram jovens, não precisassem ter escondido o amor entre elas? Ou se tivessem nascido em uma época em que o casamento entre duas mulheres não fosse um tabu? E talvez, se atualmente Mitsu tivesse voltado um pouco antes, antes da doença neurodegenerativa de Kiyoko estar tão avançada?
Divulgação: Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Então, com essas reflexões, Mitsu se despede mais uma vez. Mas, depois desse encontro a mente de Kiyoko começa regredir ainda mais. Antes, ela já não reconhecia a bisneta, confundia as pessoas da família e esquecia de coisas importantes. Agora, seu transtorno neurodegenerativo faz com que Kiyoko volte para épocas anteriores, que fique presa nas memórias dos seus encontros e desencontros com Mitsu.
Assim começa a história de um amor atemporal, guardado para que fique vivo na memória até a última batida do coração.
Sensível e encantador
Primeiro de tudo, devo confessar que antes mesmo de terminar o primeiro capítulo (o mangá tem 10 capítulos) eu já estava chorando. Confins de um Sonho mostra a doença de Kiyoko e o amor entre elas de maneira incrivelmente sutil, característica que perdura a obra inteira.
Além disso, a delicadeza que a autora teve em construir a relação e o sentimento delas é digno de reconhecimento. A paixão entre elas não é fervorosa, urgente e afoita. Pelo contrário, é um sentimento genuíno, daqueles que ficar ao lado da pessoa tomando um sorvete já é motivo de festa no coração. Não é como olhar um riacho barulhento de correnteza agitada, mas sim olhar a superfície imperturbável e estável de um lago profundo.
Portanto, a escolha de contar a história de trás para frente, começando no ano de 2018 e voltando gradativamente até 1948 encaixou perfeitamente no contexto. Assim, vamos conhecendo aos poucos a trajetória delas, seguindo o fio até sua ponta e tudo fazer sentido. Ainda, algumas coisas que lemos em algum capítulo inicial pode parecer meio fora de contexto, mas à medida que prosseguimos na história e voltamos no tempo, as peças se encaixam perfeitamente.
Altos e Baixos
Sendo sincera, Confins de um Sonho é uma obra linda, mas longe de ser uma história feliz. Creio que, no geral, há uma relutância em aceitar histórias que não tentam nos enganar com resoluções perfeitas e todas as expectativas sendo alcançadas. Não é incomum ouvir coisas como “é bom, mas é muito triste” ou semelhantes.
No entanto, a beleza da melancolia traz reflexões que dificilmente teríamos nas obras que seguem o padrão “tudo está bem, tudo fica melhor ainda, agora ficou meio ruim, mas agora ficou tudo perfeito”. A dor, a perda, os desencontros e as promessas quebradas são difíceis de aguentar, mas nos mostram partes escondidas de nós mesmos.
Afinal, é óbvio que todo mundo fica feliz ao saber que os planos deram certo, que o seu namorado vai te levar pra passear de helicóptero ou coisa do tipo. Mas agora, como você ficaria se descobrisse que o amor da sua vida vai casar e não há nada que você possa fazer a respeito? Ou, talvez, se você soubesse que pouco a pouco suas memórias estão sumindo? Que a única coisa que te liga com alguém importante são lembranças distantes e uma caixa escondida?
É fácil amar quando as coisas são perfeitas, quando a paixão brilha tanto que ofusca. Nas histórias felizes, você sabe qual vai ser o fim e se contenta com aquilo. Por outro lado, não é fácil quando a vida te dá uma rasteira atrás da outra, quando você se dedica de corpo e alma pra alguém mesmo sabendo que no fim do dia continuará sozinha.
É por isso que Kiyoko e Mitsu passam desde o dia em que se conheceram, e aí vemos a beleza do amor delas. Vemos um amor com raízes fortes que, mesmo com 85 anos e naquelas condições, o carinho e o cuidado ainda existem.
Divulgação: Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Realista
Outro ponto que eu não podia deixar de abordar é o realismo do relacionamento entre duas mulheres. Mais ainda, numa época tão conservadora em um país ainda mais conservador que é o Japão.
Por exemplo, alguns diálogos aqueceram meu coração, como a tradicional reflexão “se eu fosse homem, a gente poderia ficar juntas”. No entanto, a resposta pra isso foi que “não, eu te conheci porque você é mulher. Eu me apaixonei por você sendo mulher”. Ou seja, nada na condição delas deveria mudar. Nenhum casal hétero pensa “poxa, se a gente fosse do mesmo sexo poderíamos ficar juntos”, então tampouco nós temos que pensar assim.
Enfim, Confins de um Sonho mostra duas mulheres realistas, com sentimentos realistas. A autora acertou em cheio ao representar essa relação, com suas inseguranças, esperanças e desafios.
Além disso, me agradou ela não ter focado no preconceito e na discriminação que a comunidade LGBT passa. Fica claro no mangá que eles existem, que acabam influenciando as decisões delas, mas esse não é o foco da obra, assim como não é o foco na nossa vida.
De qualquer forma, como nós não temos um dia de paz, o último capítulo foi uma facada no coração. É perfeito, encerra sem pontos soltos e novamente traz a sensibilidade e cuidado da autora. Porém, novamente, não é o padrão de final feliz (apesar de eu ter achado lindo a forma com que ele terminou).
Divulgação: Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
A Publicação
Agora, preciso falar sobre a publicação em si, o mangá físico, e começo dando os parabéns pra Pipoca & Nanquim.
A qualidade da folha é maravilhosa, é grossa e suave (não deixa a ponta dos dedos sujas, como certas editoras por aí), e com certeza vai durar por um bom tempo. Além disso, a escolha da arte da capa, as cores da sobrecapa, o detalhe perspicaz e cruel de Mitsu e Kiyoko estarem nas orelhas da sobrecapa, mas olhando pra lados opostos… Tudo foi muito bem trabalhado.
É uma publicação impecável que juntamente com seu tamanho (300 páginas) vale cada centavo. Com certeza guardarei com muito carinho.
Divulgação: Pipoca & Nanquim | Suco de Mangá
Considerações finais
Finalmente, Confins de um Sonho me conquistou assim que chegou pelo correio. Me encantei pela capa, pela escolha de cores, pela sinopse e pela história. Por ser um girls love sincero e cuidadoso, seria capaz de ler uma vez atrás da outra. Inclusive, tenho certeza que a cada nova leitura poderei achar mais pistas e detalhes milimetricamente calculados pela autora.
Enfim, esta é uma obra que não fez esforço para entrar na minha lista de favoritos, junto com Your Name e A Viagem de Chihiro. Eu recomendo a leitura totalmente e espero que esses Confins de um Sonho cheguem no seu coração com tanta sensibilidade quanto chegou no meu. Boa leitura!
DIV, a banda japonesa de rock e visual kei, anunciou no dia 05 de março que uma apresentação ‘revival’ será realizada apenas por um dia, no dia 13 de agosto de 2023. O evento ‘NEVER DIVIDED, JUST DIVE’ (Nunca separados, apenas um mergulho) é o primeiro encontro da banda após sua separação em outubro de 2016, e acontecerá em Tóquio no Ebisu LIQUID ROOM.
DIV, divulgação II
Em comemoração ao anuncio do show, a equipe criou novas contas no Twitter e no YouTube para atiçar ainda mais os fãs. No Youtube, a banda disponibilizou um documentário‘Documentary of NEVER DIVIDED, JUST DIVE’. Nele, os 4 membros da banda citam memórias e se desculpam por terem deixado os fãs para trás naquela época.
Assista o DOC ‘Documentary of NEVER DIVIDED, JUST DIVE’
Além do documentário, a banda está atualizando o canal com vídeos de performances ao vivo do período que estavam em atividade!
Assista ao vídeo ao vivo de ‘SEASONS’ gravado no ‘Last Live’ da banda!
SOBRE A DIV
DIV, divulgação
DIV é uma banda da gravadora Danger Crue Records formada em abril de 2012 pelos membros CHISA (Vocal), SHOGO (Guitarra), CHOBI (Baixo) e SATOSHI (Bateria). Seu estilo musical, do gênero visual kei, é uma mistura de pop rock com música eletrônica.
Além disso, o primeiro álbum completo ‘ZERO ONE’ saiu em outubro de 2013 e alcançou a 1ª posição no ranking de vendas semanal do Oricon Charts. Então, em outubro de 2016, a banda se separou após a saída de CHOBI e SATOSHI.
De qualquer forma, após o anúncio do revival ao vivo, o videoclipe da canção ‘Natsu no Yukue’ ultrapassou a marca de 3 milhões de visualizações!
Assista ao videoclipe de ‘Natsu no Yukue’!
A principio, será apenas uma apresentação especial para reencontrar os fãs e agradecer por todo apoio, mesmo após o fim da banda. Afinal, todos os membros seguiram e abraçaram novos projetos dentro do âmbito musical e os fãs da DIV continuaram a acompanhar seus trabalhos individuais!
Então, será que podemos aguardar uma possível turnê após este reencontro? Vamos ter que aguardar!
O cantor Charlie Puth fará seu primeiro evento de transmissão ao vivo, com participação dos fãs e aberto ao público. O “Charlie Puth 1st Live Stream Event” acontece no próximo dia 25 de março (sábado), transmitido gratuitamente através da humy, uma plataforma oficial de comunicação com fãs.
Os interessados, devem realizar um registro sem custo na plataformahumy, onde poderão assistir integralmente ao concerto oficial “humy presents Charlie Puth 1st Live Stream Event”. O evento online terá interação com os fãs tanto durante as performances, quanto em outros elementos especiais programados, segundo anúncio da empresa MIXI, responsável pela plataforma. Todos os benefícios poderão ser aproveitados através da humy.
Charlie Puth é um dos cantores-compositores mais populares da atualidade. O artista é a voz por trás de canções como “Left and Right (feat. Jung Kook of BTS)”, “We Don’t Talk Anymore (feat. Selena Gomez)” e “Attention”, que acumulam mais de 1 bilhão de streams em diversas plataformas. O norte-americano já recebeu 4 prêmios no Billboard Music Awards, 1 no Critic’s Choice Awards, além de 4 indicações ao GRAMMY Awards, e 1 ao Golden Globe Awards. Reconhecido mundialmente, o cantor já recebeu 3 estatuetas nas premiações coreanas Gaon Chart Music Awards 2017, MBC Plus X Genie Music Awards 2018 e Melon Music Awards 2022.
O “humy presents Charlie Puth 1st Live Stream Event” acontecerá no dia 25 de março (sábado) através da plataforma humy, com transmissão para mais de 150 países. Mais detalhes serão divulgados através do website oficial e redes sociais da plataforma, conforme forem disponibilizados.
Adaptado da webtoon de mesmo nome, ONovo Funcionário, disponível no Viki, é mais um grande acerto da produtora Watcha, responsável pelo já clássico Semantic Error — a adaptação BL de maior sucesso na Coreia do Sul.
Na verdade, a obra não tem nada a ver com Semantic Error. De qualquer forma, O Novo Funcionário espelha muito dos atributos técnicos que sustentam as excelentes histórias que vemos sendo trabalhadas ultimamente. Com a aparência de um k-drama aos moldes das grandes companhias, o BL se desenvolve de maneira rápida e, na maioria das vezes, apressada demais.
Importante destacar que esse chamamento nada mais é do que uma estrutura bastante comum das produções BL coreanas. Todavia, existem toques dos quais acabam dando sustância e preenchimento ao que é proposto.
Por exemplo, veja que embora curto, O Novo Funcionário ainda assim é repleto de acontecimentos muito bem escritos. Inclusive, a direção de Kim Jho Kwang Soo, ícone da comunidade LGBT, é a essência máxima de toda essa assertividade.
Um par de sucesso
A escolha do diretor em filtrar e comandar os acontecimentos só não é mais interessante do que o elenco escalado. Sendo assim, Moon Ji Yong, como Seunghyun, e Kwon Hyuk como Kim Jongchan, exalam química e combinam juntos o tempo todo. As dificuldades no relacionamento e a forma com que eles assumem as barreiras do amor torna tudo ainda mais interessante.
Há muito talento no trabalho realizado por ambos, em especial nas cenas de tensão. Um dos grandes atributos do BL coreano, como um todo, é a presença de atores profissionais como os quais vemos aqui. Assim, não é difícil se deparar com uma entrega fantástica e, na maioria das vezes, carregada de emoção por parte dos atores — e isso Moon Ji Yong e Kwon Hyuk fizeram muito bem.
Conclusão
O grande acerto de O Novo Funcionário, além de todos os ótimos elementos, é o fato do drama principal se distanciar do pragmatismo desenvolvido através de romances colegiais no que tange o BL coreano. O trabalho expande seu horizonte para uma abordagem que foca no ambiente corporativo de grandes empresas.
São situações que tocam o cerne dos negócios e que expõem problemas e soluções que são, neste sentido, bastante realistas. Mantém os pés no chão e contribui, como nenhuma outra obra recente, com uma direção criativa e puramente interessante, embora limitada às vezes.
Se Semantic Error trouxe o maximalismo das adaptações BL sul-coreanas, O Novo Funcionário, por sua vez, aposta na simplicidade de elementos sem soar vazio, pobre e sem rumo. Não depender dos maneirismos do gênero cujo qual é referenciado o tempo todo, pode ser ótima e excelente opção de tramas mais diferentes e acessíveis para o espectador.
A Bandai Namco Entertainment America anunciou que o próximo jogo baseado no anime Sword Art Online chega no segundo semestre de 2023. Portanto, Sword Art Online Last Recollection chega para PlayStation 5, PlayStation4, Xbox Series X|S, Xbox One e PC via Steam.
O novo jogo de Sword Art Online comemora os 10 anos de jogos da franquia, trazendo uma história alternativa baseado no arco da Guerra doUnderworld. Então, prepare-se para o ver o grande herói Kirito e seus amigos mais uma vez!
Quando o grupo vai para o Underworld, a tensão entre o Império Humano e o Território Negro aumenta, a guerra está a um fio de acontecer. No entanto, o que eles não sabem é que esse conflito é um dos últimos estágios do “Projeto Alicization”. Ou seja, um experimento secreto criado por humanos no mundo real para instigar a guerra no mundo virtual e forçar a evolução da Inteligência Artificial pela força bruta.
Prepare-se para esse momento com Sword Art Online Last Recollection em outubro! E não deixe de conferir o Suco e as mídias sociais da Bandai Namco para mais detalhes!
A primeira grande colaboração de Overwatch2 traz o universo de One Punch Man para dentro do jogo. Com uma coletânea de itens, você que é fã do anime poderá ter alguns de seus icônicos personagens dentro de Overwatch2.
Não é dessa vez que vamos ter um personagem de outra franquia dentro do jogo, porém a parte estética está recheada de novidades. Então confira os quatro visuais que você vai querer colecionar: DoomfistSaitama, GenjiGenos, KirikoTornado doTerror e Soldado76: Cavaleiro sem Licença. Mas corra que os cosméticos de One Punch Man estão disponíveis até o dia 6 de abril.
“Como fãs de carteirinha de One PunchMan, estamos animadíssimos para oferecer essa colaboração para nossos jogadores do mundo todo”, comenta Mike Ybarra, presidente da BlizzardEntertainment. “O universo de Overwatch é uma versão otimista da Terra de um futuro próximo, então por que o Doomfist não poderia se fantasiar de Saitama?”
E ai Sucogamer, o que achou da primeira parceria de Overwatch2? O que vem pela frente em um dos mais esperados jogos de todos os tempos? Fique atento ao Suco para mais novidades! Overwatch2 está disponível para PC, Xbox Series X|S, Xbox One, PlayStation 5, PlayStation 4 e Nintendo Switch.
Muitas vezes quando eu falo que sou fã de terror as pessoas ficam confusas, já que dificilmente algo me assusta. Há esse mito de que o terror deve ser sempre “assustador” ou então algo que “dê sustos”.
Porém, o que algumas pessoas ainda não perceberam é que o terror tem mais a ver com um gênero de abordagem de uma temática do que com sustos ou medo em si. Por isso que obras que consigam mesclar esses temas com outros gêneros como a ação, o romance e até a comédia, tem um espaço especial no meu coração.
Pânico (Scream) foi um filme revolucionário no seu tempo porque ele trouxe, com imensa qualidade, justamente essa discussão para as telas. A obra zomba com os filmes slashers da época (Sexta-Feira 13, Halloween, A Hora do Pesadelo) sem se tornar uma paródia, mas acoplando um humor inteligente a uma trama de assassinatos que tem como foco justamente filmes de terror.
Histórico
A franquia, que começou em 1996, teve uma das maiores bilheterias do gênero no cinema. Assim, seu sucesso e impacto foi tão estrondoso que nos Estados Unidos a venda de identificadores de chamada (a famosa bina) triplicou após o lançamento do longa!
A série que tinha como ideia terminar no terceiro filme, como uma trilogia, voltou em 2011 com Pânico 4 que — apesar de não ter tido somente respostas positivas da crítica — eu gostei bastante.
Entre os lançamentos do quatro e quinto filme uma série foi ao ar em três temporadas, com personagens diferentes dos da franquia original.
Em 2022 tivemos o lançamento de Pânico 5, que resolveu mudar a protagonista da série, apesar de ainda vermos personagens do longa. Sendo assim, Sidney já não era mais a final girl, que foi substituída por Samantha e Tara Carpenter (interpretada pela própria Wandinha Addams, vulgo Jenna Ortega). Esse longa teve uma melhor recepção do público do que o quarto filme, e criou uma expectativa para o sexto lançamento: Pânico 6, em março de 2023.
O Suco de Mangá foi convidado para assistir com antecedência o longa, e como uma fã de carteirinha dos filmes anteriores, eu não poderia estar mais feliz. Mesmo com algumas críticas aqui e ali, Pânico é uma franquia que eu considero muito bem construída, no sentido de que cada filme possui um nível de qualidade similar a outro da mesma série. Algo que nunca acontece quando falamos de franquias de terror (Halloween que o diga), e mesmo tendo meus favoritos, eu sempre admirei como os diretores e roteiristas conseguiram manter uma mesma história sendo constantemente recontada de maneira a atrair o público.
Pânico VI
Se você está esperando algo de novo, eu já lhe aviso: irá se decepcionar. Pânico 6 entrega tudo que já vimos antes, mas de uma forma mais sangrenta e brutal. De qualquer forma, na minha opinião, não vejo isso como algo negativo. Eu acho que a fórmula da franquia é ótima, unindo a sátira dos filmes slasher com metalinguagem e sempre o mistério de quem será o Ghostface.
O filme é um tanto longo, mas ele não passa essa sensação, já que é tão divertido que passa voando enquanto vemos os corpos se empilhando. Se eu tivesse que descrever a obra em uma só palavra seria justamente essa, “divertido”, talvez eu seja suspeita, mas eu realmente acredito que essa junção do alívio cômico foi feita para a franquia Pânico, de maneira que nenhum outro filme do gênero consegue encaixar tão bem.
É claro que, seguindo uma mesma fórmula, o filme também é meio pastelão. Ele tem sua breguice bem característica dos anos 90 que foi trazida diretamente para 2023, e a ideia de mudar a protagonista é uma aposta arriscada, mas que funciona, mesmo que Sidney ainda seja minha queridinha.
As atuações estão no ponto certo, e os efeitos práticos bem realizados. Em suma, como produção, ele entrega tudo que é necessário ao mesmo tempo que traz esse ar de nostalgia, ainda mais para quem cresceu nos anos 90.
Pânico VI consegue atingir as expectativas do público, dando uma nova roupagem a uma receita já conhecida, continuando a nos entregar algo fresco, interessante e divertido. Agora só nos resta esperar para ver o que o futuro reserva, e até onde a franquia pode chegar.