Aparentemente, o mundo do entretenimento audiovisual vive uma onda oriental. Inúmeras séries e filmes, especialmente coreanos e japoneses, têm arrebatado uma legião de fãs — e de prêmios, como provou o Oscar para Tudo em todo lugar ao mesmo tempo que, por sinal, foi mais um em uma longa pilha de láureas.
Na área do streaming, as séries têm se destacado, como Round 6, que foi coqueluche em 2022; Uma advogada extraordinária, seriado jurídico fofinho; ou ainda o quase-novelão As três irmãs, obra quase homônima a uma antiga novela (essa sim) da Globo. Mas para o mundo geek, o melhor seriado dos últimos tempos, vindo de terras do sol nascente, é a japonesa Alice in Borderland. Tanto que os fãs a catapultaram ao top 10 no Brasil logo após o lançamento, e o estúdio confirmou a segunda temporada apenas duas semanas após a estreia da primeira.
Baseada em um mangá lançado em 2010, e com edição brasileira a caminho, Alice in Borderland conta a história de Arisu (a transcrição nipônica de Alice), que de repente se vê em uma Tóquio distópica, na qual a maioria das pessoas desapareceu e as remanescentes devem participar de jogos perversos para ganhar o direito de sobreviver mais três dias.
Ao longo da história, Arisu encontra figuras-chave inspiradas na história original de Alice no País das Maravilhas, escrita por Lewis Carroll: o Chapeleiro Maluco, o Gato Risonho e outros que, no entanto, atendem por nomes japoneses. O personagem principal precisa então descobrir qual é o sentido daquele mundo, e encontrar um caminho de volta à sua realidade – tal como a Alice do livro.
Divulgação: Pixabay
Para conseguir isso, porém, ele deve encarar os jogos cruelmente elaborados por alguém (ou alguéns) misterioso. Cada game é identificado por uma carta de baralho, que indica a dificuldade (números baixos são mais fáceis, altos mais difíceis) e o tipo de jogo: espadas para os de força; paus para os de trabalho em equipe; ouros para os de raciocínio; e copas para os psicológicos. Mas embora haja a distinção dos naipes, na verdade, todos os desafios são, ao fim e ao cabo, mentais. E isso é que faz a série ser tão interessante.
Um mind game é um jogo que, além do conhecimento das regras em si, exige um trabalho mental paralelo para se conseguir sucesso. Quem sabe jogar poker conhece bem esse fato, já que na modalidade você pode vencer mesmo sem ter a melhor mão. Basta saber onde e quando pressionar, e onde e quando ficar quieto, usando a sua melhor “poker face”.
E Arisu, como protagonista, se prova um ótimo jogador de poker. Logo no primeiro jogo que disputa, ele resolve o enigma através de uma boa localização espacial e observação atenta. Exatamente como no poker, no qual o lugar em que você está sentado à mesa influencia a dinâmica da sua jogada. E, através da observação dos demais jogadores, você pode tomar uma decisão mais acertada.
Em uma das batalhas mais eletrizantes (literalmente) da série, Arisu tem que descobrir qual interruptor acende uma lâmpada, mas sem poder ver a lâmpada. E tem que fazer isso enquanto a sala inunda, com a água subindo rápido rumo a um pontalete eletrificado. Sem dar spoiler do como, ele consegue resolver o enigma através de uma análise de probabilidades e um certo tipo de blefe – novamente, os ensinamentos do poker se fizeram presentes.
Um terceiro e último exemplo de mind game é a prova em que Arisu e seus amigos têm que correr quilômetros dentro de um túnel, para fugir de algo desconhecido. A maioria dos jogadores encara o desafio como algo físico – correr, correr e correr – mas a melhor aposta, se voltamos à metáfora do poker, seria um call.
A conexão do baralho com os jogos mentais funciona muito bem. E – novamente sem spoiler – as cartas têm um papel importante no desenrolar da história. Talvez mais que na obra original de Carroll, na qual elas eram apenas soldados da rainha louca, a Dama de Copas. Em Alice in Borderland as cartas e seus naipes vão além, assumindo um papel revelador da psique subconsciente do protagonista. Algo que parece maluco, e é mesmo. E por isso é tão divertido assistir.
A KING AMUSEMENT CREATIVE (KAC) é um selo da gravadora King Records, produtora de filmes e músicas principalmente para animes, e para carreiras solo de dubladores. Nesse contexto, a KAC lançou o projeto de transmissão ao vivo chamado ‘Anileap’, que transmite músicas de anime para o mundo todo 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante os 365 dias.
Sendo assim, a Anileap é um projeto que visa criar uma comunidade onde todas as gerações do mundo inteiro possam desfrutar de músicas de anime casualmente. Em junho do ano passado o canal oficial da KAC no YouTube começou a transmitir uma versão teste. Desde então, ele tem sido um lugar onde os usuários podem encontrar e redescobrir músicas de anime que são lendárias na história da música de anime ou também algumas das músicas mais recentes da era Reiwa.
Finalmente, agora o Anileap estreou oficialmente!
O sistema é quase o mesmo da versão teste, mas há filmagens adicionais em cima da animação original para as músicas de anime. Portanto, os usuários podem ver novas animações dependendo do horário em que visitam o site.
Uma garota chamada ‘LEAP-chan‘ viaja pelo universo mostrando suas várias atividades durante sua estadia dentro da espaçonave enquanto ouve músicas de Anime. O projeto de arte de animação chamado NOSTALOOK criou a animação original.
Assista o vídeo de lançamento do projeto!
Então, a animação criada por NOSTALOOK parece um tanto nostálgica, não é? Portanto, espere a promessa das aventuras de Leap-chan em breve e não deixe de conferir!
Finalmente, a King Records tem apoiado tremendamente a cena do Anime, então não perca seu projeto de streaming de Anime Song. A intenção deles é que você realmente revisite e conheça canções de anime com o ‘Anileap’.
SOBRE NOSTALOOK
Anileap, divulgação-I
Enfim, a NOSTALOOK é um grupo de animação japonesa que já criou animação para videoclipes de artistas famosos dentro e fora do Japão. Por exemplo, ‘Levitating’ da artista britânica Dua Lipa e a ‘THE FINEST’ do Sexy Zone.
Além disso, a NOSTALOOK também criou a arte de Farfetch, líder mundial no mercado online de moda de luxo. Eles produzem ilustrações, filmes e produtos; sua atividade sempre foi diversificada.
Este ano é o ano do 50º aniversário de “HOSONO HOUSE”, álbum de estreia de Haruomi Hosono, que estreou no dia 25 de maio de 1973. Então, para comemorar seu aniversário, o músico irá relançar o álbum em vinil com artes que reproduzem o fielmente o original.
Hosono House, capa, divulgação
No passado, Haruomi Hosono trouxe equipamentos para sua própria casa — uma antiga do exército americano dentro da chamada vila americana na cidade de Sayama, prefeitura de Saitama. Inclusive, era muito raro naquela época no Japão fazer uma gravação em casa.
As pessoas admiram seu trabalho e falam sobre isso desde que esteve com a banda Caramel Mama, composta pelos membros Shigeru Suzuki, Masataka Matsutoya, Tatsuo Hayashi e, claro, Haruomi Hosono. Seu som tem sido muito popular entre os fãs de todas as gerações dentro e fora do Japão.
Além disso, Harry Styles mencionou uma vez que o título de seu álbum solo ‘Harry’s House’ foi inspirado e originado do álbum ‘HOSONO HOUSE’. Ainda por cima, Harry Styles ganhou o GRAMMY de “Álbum do Ano” por este álbum no 65º GRAMMYS. Ou seja, temos certeza que o vinil reeditado de Hosono será o vinil mais falado do mundo.
Além disso, o álbum ‘HOCHONO HOUSE’ lançado em 2019 também será relançado em vinil ao mesmo tempo que ‘HOSONO HOUSE’. Para ‘HOCHONO HOUSE’, Hosono fez o arranjo, a programação e a engenharia para regravar todas as músicas.
SOBRE HARUOMI HOSONO
Haruomi Hosono, divulgação
Primeiramente, Haruomi Hosono (細野 晴臣), nascido em 9 de julho de 1947, é um músico, cantor, compositor e produtor musical japonês. Ainda, é considerado um dos músicos mais influentes da história da música pop japonesa, creditado por moldar o som do pop japonês por décadas, bem como da música pop fora do Japão. Além disso, inspirou gêneros como city pop e Shibuya-kei. Também, foi líder da Yellow Magic Orchestra e contribuiu para o desenvolvimento e pioneirismo de vários gêneros eletrônicos.
Neto do sobrevivente do TitanicMasabumi Hosono, Haruomi começou sua carreira com a banda de rock psicodélicoApryl Fool, antes de alcançar reconhecimento nacional e internacional, como membro fundador das bandas Happy End e Yellow Magic Orchestra.
Hosono também lançou muitos álbuns solo abrangendo uma variedade de estilos, incluindo trilhas sonoras de filmes e uma variedade de álbuns de ambiente eletrônico. Em 2003, Hosono alcançou o 44º lugar na lista dos 100 maiores artistas pop japoneses de todos os tempos pela HMV Japan!
O que será que é capaz de unir fãs de Malvada, Viper, Matanza Ritual e Angra num mesmo evento? A resposta é muito simples: o bom e velho rock’n’roll. Na noite da última sexta-feira (17), era possível encontrar várias gerações de fãs – e bandas – unidas pelo bem maior da celebração do rock nacional no Angra Fest.
O evento ocorreu no Terra SP, um novo espaço para shows localizado na Zona Sul da capital paulista, garantindo muita agitação e bate cabeça para quem curte metal. O Suco de Mangá não poderia deixar de marcar presença neste verdadeiro espetáculo, né? Então, se você quer saber em detalhes tudo o que rolou no Angra Fest SP, continue aqui com a gente!
Antes de darmos início aos trabalhos e contar tudo sobre os shows que rolaram, vamos comentar um pouco sobre o espaço escolhido para acomodar a pequena multidão de rockeiros do Angra Fest.
Para quem conferiu o show do Opeth e ONEUS em fevereiro deste ano, por exemplo, não é novidade que as enormes pilastras localizadas bem no meio da pista não são lendas urbanas e existem, sim. Apesar de terem sido um inconveniente para quem comprou ingressos para a pista comum, a visão para o palco não foi tão prejudicada. Fora isso, a casa de shows é um lugar agradável e bem localizado. A organização coordenou a noite de maneira tranquila, com banheiros limpos, bares e caixas de rápido atendimento, proporcionando, no geral, uma ótima experiência, além de mostrar que o Terra SP tem um enorme potencial para futuros grandes eventos.
E agora, depois desse panorama, é hora falar do que realmente interessa: os quatro shows que embalaram a noite. Hoje é dia de rock, bebê!
Aqui é possível ver os pilares / Matanza Ritual no Angra Fest / Foto: @brunobellan @sucodm
Malvada | Mulheres no cenário do metal nacional
Quem abriu os palcos do Angra Fest foi Malvada, banda de rock nacional formada somente por mulheres, criada no início de 2020. Composta por Angel Sberse (vocal), Bruna Tsuruda (guitarra), Mariana Langer (baixo) e Juliana Salgado (bateria), a banda paulistana entregou um show animado, com uma setlist curta, porém explosiva e cheia de personalidade.
Mesmo que pequeno, o público presente na apresentação de abertura parecia muito entrosado com as meninas da Malvada. Para mim, o que mais chamou atenção foi a desenvoltura das integrantes no palco. Todas elas pareciam muito confortáveis, principalmente Langer, que fez uma performance arrebatadora e cheia de malabarismos ao lado de seu baixo.
Além de músicas autorais como Pecado Capital, A Noite Vai Ferver e o novo single, Perfeito Imperfeito, que transitam entre o hard rock e o metal, o grupo impressionou com o cover de Wasted Years, do Iron Maiden. A canção interpretada com maestria por Sberse, com potência vocal pra dar e vender, foi muito bem recebida pelos metaleiros que ali estavam e deu conta de aquecê-los para a festança que viria pela frente. Não dá pra negar que a Malvada mandou muito bem e me deixou ainda mais ansiosa – e com expectativas altas – para curtir o resto do festival.
Nesse espaço de tempo entre o primeiro e o segundo show, as meninas ainda aproveitaram para passear na pista, interagir com o público e agradecer Paulo Baron, empresário responsável pela organizadora do evento (Top Link), pelo ilustre convite para a noite marcante.
SETLIST MALVADA
Intro | Disso que Eu Gosto
Prioridades
Ao Mesmo Tempo
Wasted Years (Iron Maiden Cover)
Pecado Capital
Perfeito Imperfeito
A Noite Vai Ferver
Foto: @sucodm / @brunobellan
Metal tradicional, power e thrash com Viper
Depois de começar com o pé direito, o evento seguiu agradando com a apresentação da lendária Viper. Integrante vai, integrante vem, e a banda, que já conta com mais de 35 anos de estrada, continua única, apesar de suas diversas fases e formações.
A história do grupo começou nos anos 80, na cidade de São Paulo. O primeiro vocalista a passar pela Viper foi o icônico André Matos, também fundador da banda que dá nome ao festival, homenageado diversas vezes durante o evento.
Naquela calorosa noite de sexta-feira, os também fundadores Pit Passarell (baixo e vocal) e Felipe Machado (guitarra), subiram ao palco ao lado de Leandro Caçoilo (vocal), Kiko Shred (guitarra) e pesadíssimo Guilherme Martin (bateria), trazendo ao público uma Viper irretocável. Eu, que admiro o grupo há muitos anos, não poderia ter ficado mais feliz com o show que presenciei.
Além de arrancar o fôlego com riffs marcantes, a banda entrega uma identidade fortíssima. Tudo na Viper merece destaque, seja pelo comportamento de Pit durante o show, que mostrava o quanto a diversão era uma prioridade, pelo visual dos anos 80 de Shred e performance durante seus solos maravilhosos, ou pela presença dos ilustríssimos irmãos Luis e Hugo Mariutti, convidados para o encerramento da apresentação. Pelo visto, caro leitor, os vocais agudos e impecáveis de Caçoilo ainda irão ecoar na minha memória por muito tempo…
SETLIST VIPER
Under The Sun
Knights of Destruction
A Cry from The Edge
Evolution
Coma Rage
To Live Again
Prelude to Oblivion
Living For The Night
Rebel Maniac
Foto: @sucodm / @brunobellan
O ritual insano do Matanza
O pessoal do Matanza Ritual não estava pra brincadeira não, galera! A apresentação já começou surpreendendo com a presença de Juninho, baixista da Ratos de Porão que, ao lado dos integrantes Jimmy London (vocalista e ex-Matanza), Antonio Araújo (guitarra), do Korzus e Amilcar Christófaro (bateria), da Torture Squad, deu o nome nesta noite do barulho.
A interessante dinâmica do Matanza Ritual, na qual Jimmy xinga o público e recebe xingamentos de volta, garantiu o divertimento de quem se preparava para a apresentação do Angra e queria aguentar até o último minuto em pé.
Antônio Araújo e Jimmy London (Matanza Ritual) | Foto: @brunobellan / @sucodm
Além das canções inesquecíveis que fazem parte da carreira de sucesso construída por London, a desenvoltura do vocalista foi a responsável por tamanho engajamento do público reverente e empolgado. Tinha muita gente cansada, sim. Mas quem estava ali, firme e forte, queria viver intensamente o momento e exorcizar tudo de ruim enquanto cantava cada palavrinha da extensa setlist escolhida para a ocasião.
Foi muito bacana ver que, além de André Matos, Canisso, baixista do Raimundos que faleceu recentemente, também foi mencionado de forma honrosa ao longo do festival por todas as bandas, inclusive pelo Matanza.
Por fim, depois de um repertório incrível, a apresentação pauleira encerrou com Ela roubou meu caminhão, consolidando uma noite memorável para o Clube dos Canalhas.
SETLIST MATANZA RITUAL
O Chamado do Bar
Meio Psicopata
Remédios Demais
A Arte do Insulto
Bom é Quando Faz Mal
Eu Não gosto de ninguém
Tudo errado
O que está feito, está feito
O último Bar
Clube dos Canalhas
Country Core Funeral
Carvão, enxofre e salitre
Pé na porta, soco na cara
Tempo Ruim
Mulher Diabo
Conforme disseram as vozes
Mesa de Saloon
Todo ódio da vingança de Jack Buffalo Head
Ela Roubou Meu Caminhão
Jimmy London (Matanza Ritual) | Foto: @brunobellan / @sucodm
Angra | Os donos da P**** toda (literalmente)
O momento mais aguardado da noite foi introduzido por ninguém mais, ninguém menos que Régis Tadeu. Fazendo questão de deixar claro que NÃO CURTE O SOM DO ANGRA e seu “metal espadinha”, o crítico musical fez um pequeno discurso sobre amizades que superam divergências de opinião. Como o próprio disse (mais de uma vez), ele só curte um dos álbuns da banda, mas considera os integrantes como bons amigos, além de reconhecer o peso histórico do Angra para o power metal nacional e internacional.
Depois da “simpática” apresentação e dando início ao encerramento da festa que celebra os mais de 30 anos de trajetória, a banda subiu ao palco muito mais tarde do que o horário previsto, mas fez valer a pena cada segundo de espera.
Angra | Foto: @brunobellan / @sucodm
Esse foi o meu primeiro show do Angra e, poder estar ali, presenciando um momento tão especial para tanta gente, aquece o meu coração e traz inúmeras memórias de uma infância recheada de música boa. Assim como Baron, que parecia um pai orgulhoso enquanto caminhava pela lateral do palco e registrava vários momentos, eu também fiz questão de gravar trechos das minhas músicas favoritas.
O alto nível do Angra ficou estampado desde o primeiro momento em que os integrantes pisaram no palco. Com uma seleção nostálgica que percorre entre os diversos sucessos adorados pelos fãs das antigas, Rafael Bittencourt (guitarra, vocal e membro fundador), Fábio Lione (vocal), Marcelo Barbosa (guitarra), Felipe Andreoli (baixo) e Bruno Valverde (bateria), emocionaram e mostraram o grande acerto que é a atual formação do grupo. Assim como Régis Tadeu, você pode não curtir tanto o som do Angra. Porém, não dá pra negar que os caras entregam um espetáculo que deixa qualquer um boquiaberto.
Fabio Lione | Foto: @brunobellan / @sucodm
Assim como nas outras apresentações, a do Angra também contou com a presença de alguns convidados que subiram ao palco. Para mim, os highlights foram Black Window’s Web, com participação da vocalista da Malvada, e a clássica Angels Cry, com Luis Mariutti no baixo.
E a emoção não para por aí, não! Rafael Bittencourt ficou responsável pelo acústico da querida Reaching Horizons, que me deixou admirada. Logo depois, a banda voltou a emocionar com mais uma homenagem a Matos, seguida da história de como Lione conheceu o fundador do Angra.
Felipe Andreolli | Foto: @brunobellan / @sucodm
Para fechar com chave de ouro, o grupo convidou Angel Sberse, Jimmy London e Antônio Araújo para uma versão alucinante de Eu Quero Ver o Oco, uma das músicas mais famosas dos Raimundos. Assim, prestaram uma última homenagem ao baixista Canisso e terminaram a noite de shows de forma gloriosa.
Conclusão
Depois desta noite apoteótica, fica fácil de entender o motivo do sucesso das edições do Angra Fest, que já virou um clássico e está rolando em várias cidades do Brasil.
O Suco agradece imensamente pela oportunidade de participar desse grande evento que, com toda certeza, ficará marcado na memória, deixando aquele gostinho de quero mais. Valeu, Angra! Valeu, Top Link!
Tivemos um bate papo muito legal com Rod Rossi, que é cantor, compositor brasileiro e que lidera o estúdio de dublagem Artworks.
Passando por seu início de carreira, onde tocava guitarra com amigos na escola, seguimos para sua aproximação com a Toei Animation, grandes turnês com nomes como Edu Falaschi e Angra, além de dar detalhes sobre os processos de composição e trabalhos de licenciamento que desenvolve. Vamos lá?
Agradecimentos: Victor Rocca (perguntas), Gian (revisão), Jaqueline (edição), Thaís do Omegascopio (imagens) e Isa (contato e assessoria).
Como e quando foi que começou a se interessar pela música? Qual foi o seu primeiro trabalho como cantor?
Eu acho que as primeiras bandas que me prenderam foram o Guns N’ Roses e o Iron Maiden. Foi aí que eu comecei a ver música com “outros olhos”. Mas começar a cantar e tocar, foi no ponto que eu ganhei minha 1ª guitarra. Na verdade meu pai e meus irmãos sempre tiveram uma conexão muito forte com a música.
Aí a guitarra caiu no meu colo e aí eu fui me juntar com os amigos da escola pra tentar fazer um barulho junto que fizesse sentido e não deu muito certo, mas tinha um microfone ali que apareceu na minha frente. Pronto, aí o bichinho mordeu e aí rolou né? Eu comecei a estudar, procurei professores e tal, e aí a coisa começou sozinha!
Meu primeiro trabalho como cantor foi uma demo chamada Into the Snake Pit. Eu devia ter uns treze ou quatorze anos de idade, quatorze anos. E eu tenho até hoje isso aqui em algum lugar (risos), mas era bem ruim! Mas foi muito importante. Foi o primeiro trabalho realmente dentro de um estúdio, pros primeiros shows, né? Foi tudo nessa época.
Com relação a “Cavaleiros do Zodíaco” e “Dragon Ball Kai”, como foram feitos os convites?
Eu fui abençoado! Cavaleiros foi o primeiro: na época, com uma banda aqui no RJ chamada Thorn, estávamos para lançar o segundo álbum, porque a gente precisava ter turnê e eu já estava numa idade de começar a ter boleto: “meu Deus do céu, que que eu vou fazer?” E aí alguns amigos próximos falaram: “Pô, cê devia gravar umas músicas, né? Leva nos estúdios de dublagem, vai que pinta alguma coisa”.
E eu fiz isso. Descobri depois que não era nada [convencional] o caminho, né? mas enfim, foi feito. E nessa mesma época que eu tava fazendo, rolou uma notícia no [site] CavZodíaco, que tava desmentindo uma suposta exibição, lá no Japão, de uma música em português do Lost Canvas. Com uma citação, inclusive, dizendo que a música ainda não tinha passado pelo processo de dublagem, acho, ainda não tinha começado. Eu falei “opa, é isso aí que eu preciso!”. Aí eu fui atrás de todo mundo, gravei um monte de demo, fiz um monte de versões, um monte de coisa… até que foi aprovado!
E rolou o convite! Entrei pra produzir o Lost Canvas: abertura, encerramento e compor tudo.
Conte um pouquinho pra gente sobre sua aproximação com a TOEI?
Logo depois [da gravação das demos], entrei no radar da Toei Animation, do Luiz Angelotti (Angelotti Licensing, representante da Toei aqui no Brasil) na verdade. Ele foi meu padrinho nessa empreitada. Na época, Dragon Ball Kai estava vindo para o país, e aí eu fui conversar com ele [Angelotti] – que já havia acompanhado a repercussão do Lost Canvas e disse: “Bom, faz o teu mesmo processo. Grava suas demos e a gente trabalha isso internamente. Vamos ver se você é aprovado”.
Só que na verdade o que ele fez não foi só mandar um teste pra Toei, nem nos Estados Unidos nem no Japão. Ele mandou um teste pro JBox na verdade! Divulgou, né? A reação das pessoas foi o que me fez ser escolhido para o Dragon Ball Kai! Tive quase cem por cento de aceitação! Foram os fãs que me colocaram ali! E aí rolou, né?
Isso me aproximou mais ainda da Toei, até que, acho, em 2012, fui até Los Angeles no escritório deles. A gente se aproximou mais ainda e conversamos muito sobre One Piece, Toriko, Sailor Moon, e logicamente sobre Cavaleiros do Zodíaco, que era o que eles estavam trazendo na época [Ômega].
Eu tive esse privilégio de manter esse contato até que realmente a turnê me tirou um pouco do radar, pois foram muitos shows e eu tive que me dedicar a mantê-la. E após o Ômega, veio Os Cavaleiros do Zodíaco: Alma de Ouro e Dragon Ball Super. Ainda há coisas da Toei no horizonte, graças a Deus!
Você é convidado a participar de muitos eventos de anime pelo Brasil? Como você pode descrever a experiência?
Sim, mas já fui mais na verdade, porque a gente tinha um mercado que era muito maior. Eu não tenho certeza de quando começou essa figura do “evento de anime”, se foi de fato o Anime Friends ou se houve alguma coisa antes. Parece que teve alguma coisa antes que aconteceu com os fãs em São Paulo, um encontro de fãs que se tornou um evento gigante e isso começou a ser replicado pelo Brasil. Quando eu chego na cena já existe esse circuito e praticamente toda cidade tinha o seu evento local.
Viajei o Brasil inteiro inteiro, seja como cantor solo, seja com o Cavaleiros In Concert, depois eu fiz a minha coletânea que também rendeu uma turnêzinha em 2018. Cada momento por um motivo diferente. Depois veio o Danger 3/Danger San, que a gente ainda tem feito algumas coisas junto, com a Larissa [Tassi] e o Ricardo Cruz.
Mas a figura do “evento de anime” atualmente já deu uma mudada, já não é mais como costumava ser. Muita gente saiu do mercado, eventos que já não existem mais, então a gente já não tem a mesma quantidade. E a vida muda, né? As minhas atividades também mudaram hoje, eu tenho muito mais atribuições. Então eu preciso também focar nisso, na parte de distribuição, licenciamento e dublagem. Além da parte musical que, por exemplo, Fairy Tail exige muito de mim.
Como surgiu a ideia para “O Cavaleiros in Concert”? Foi uma ideia sua? Como foi liderar essa galera de peso?
Surgiu do seguinte: eu estava “vindo” do Dragon Ball Kai e fazia muitos eventos com a Lari [Larissa Tassi], comigo fazendo o repertório de Dragon Ball e a Lari, o repertório de Cavaleiros [do Zodíaco].
Só que a gente começou a sentir falta de “pôr” o Edu Falaschi, que sempre foi um amigo meu e também era muito ativo no circuito de eventos, além do Ricardo Cruz, também muito ativo nos eventos. E os dois são cantores de Cavaleiros. Então me deu esse estalo de eu falar “putz, a gente tá aqui cantando a música dos caras mas sem os caras, sabe? Vamos tentar fazer isso acontecer na hora certa!”. E aí a hora certa veio justamente no Ômega, porque a segunda abertura veio com o Root Five, que é uma boy band, um grupo vocal com cinco cantores. Foi a oportunidade certa da gente ter uma divisão de vozes e tudo acontecer de forma legal!
A gente fez a trilha toda do Ômega e a turnê ganhou corpo. Exigiu muito de mim também porque toda essa parte do backstage, toda essa organização, a parte de produção, tudo isso eu tinha que tá muito presente também. Mas todo mundo contribuiu. Eu não levo o crédito sozinho nem de longe, realmente foi uma coisa que aconteceu em grupo.
O que você pode falar sobre Danger 3? Alguma novidade? Podemos esperar alguma música autoral, assim como houve com Akira e Your Name?
O Danger, na verdade, gravamos praticamente um álbum completo. A gente fez trilha pra JBC, pra Akira, pra Your Name e outros. Entretanto, foi um momento em que os projetos individuais de cada membro começaram a subir.
Mas a gente se junta para ocasiões especiais. Os shows vão acontecer, esse ano a gente já está recebendo uma agenda. Quem sabe é uma oportunidade de uma reunião, mas acho que precisa ter um motivo e estar dentro de um contexto para fazer uma coisa autoral, sabe? Por enquanto ainda não tem nada no horizonte.
Como foi a experiência e sua participação na turnê do Edu, a “Rebirth of Shadows”? Sua relação com o Falaschi começou a partir da gravação que o mesmo fez de “Pegasus Fantasy”, “Blue Dream” e “Never”, ou já vem dos tempos de Angra?
A gente se conheceu logo que ele (Edu) entrou no Angra! O Edu foi meu professor durante algum tempo, nos tornamos amigos e depois começamos a trabalhar juntos. Então o conheço há mais de vinte anos.
Essa participação, na verdade, aconteceu porque o Edu ficou doente. Ele tava muito preocupado de não conseguir cumprir com os demais shows e me ligou: “Cara, cê consegue vir aqui me ajudar?”. E eu fui, né? Porque eu conheço tudo, cresci ouvindo, conheço todas as música. Então na verdade foi só isso, foi só realmente um momento em que ele estava com agenda pra cumprir e ficou doente, né? Aí eu fui lá de reserva, eu entrei em campo como reserva.
Mas foi muito legal! Foi uma turnê que, no Brasil, pelo menos eu nunca tinha feito com Tour Bus, então foi interessante. É outra vibe, né? De você ter a galera dentro do Tour Bus e tudo. Foi bacana! Foi bacana, a gente passou por algumas cidades e encerrou no Rio, que é a minha casa, então basicamente voltei para casa com o Tour Bus dele, fazendo shows.
Recentemente você esteve em uma turnê junto com o Angra e imagino que esse seja um primeiro passo para algo maior que esteja por vir. Podemos esperar uma parte 2 dessa turnê? Natal e Fortaleza sentem sua falta. E Salvador, será que agora vai?
Olha, Salvador foi um processo um pouco complicado. Mas pouca gente sabe de fato o que aconteceu. Infelizmente não deu para tocar, mas o Angra entregou o show. Então tomara que não demore para eu voltar para Salvador, eu espero que a gente consiga fazer alguma coisa.
[Sobre haver uma parte 2 da turnê] Eu espero que sim! Eu gostaria muito de continuar com o Angra. Eu nem sempre posso, mas eu espero que sim! Eu tenho toda essa intenção sim. Vamos ver o que 2023 tá reservando pra gente.
Vai demorar muito para vermos um Rec/All Vol. 2? #mandamaisquetapouco
Acabei de falar aqui com uma rapaziada. O que seguiu o Rec/All foi o Ano X, que foi um álbum que logicamente a galera já estava mais ansiosa, porque são músicas que todo mundo conhecia, e que até hoje roda de uma forma muito mais fácil.
Depois disso a gente compôs um EP com quatro músicas inéditas, eu, o Felipe, o Pedro e o Marcelo. Essas músicas ainda estão incompletas. Eu quero completar e eu vou completar. É um EP que se chama Campful Circle e a gente já até tocou a faixa título em alguns shows, como quando fizemos com o Symphony X.
Além disso, tem um single que tá sendo mixado pelo Alessandro Del Vecchio, que se chama Why The Wake e é uma música que veio do Rec/All, na verdade. Ela nunca foi finalizada a mix dela, mas ela foi toda gravada e já tá tudo certinho. Só preciso realmente acertar a mix e lançar, então está lá com o Del Vecchio e também já tá aí saindo.
No mais, durante a pandemia eu fui compondo e organizando minhas demos, e eu descobri que eu tenho tipo uns oito álbuns aqui no meu HD que estão preparados pra serem trabalhados. Eu tô agora fechando demos de 2 deles, que vão pra aquele momento de sair do meu HD pras pessoas escutarem.
O problema sempre é tempo. A Artworks hoje em dia me toma muito tempo como o álbum do Fairy Tail que foi todo refeito aqui no Brasil, com instrumental de doze músicas só nas primeiras temporadas. E a gente tá trabalhando agora, acho que vai vir uma leva de mais dezesseis, mais as músicas que acontecem no meio dos episódios, e isso exige muito.
Sem falar de outros projetos musicais, como Sakura [Card Captor Sakura/Sakura Card Captor], que pode ser que a gente tenha uma continuação ou continuações, né? Projeto de outros clientes, que também estão envolvendo música também estão em desenvolvimento. Então tudo isso toma prioridade, né? Infelizmente.
Mas agora que a operação do estúdio de dublagem já tá em “velocidade de cruzeiro” e tem um coordenador extremamente competente na figura do Marcelo Campos, eu tenho mais tempo pra voltar pro meu trabalho original dentro da Artworks, e talvez isso me permita produzir um pouco mais. Eu estava ouvindo ainda agora assim essas demos e enfim, eu quero muito finalizar, pra botar no mundo.
Existe alguma música que você gostaria de ter gravado? Seja ela inédita ou não?
Existem várias, nossa! Ouço algumas e falo “meu Deus, isso aí definitivamente eu adoraria ter feito!”, sabe? De cantores incríveis! Tem muita coisa, eu não saberia começar a responder essa pergunta, pra ser muito sincero, porque eu acho que acima das pessoas, acima dos músicos, acima dos cantores, a gente tem a música em si.
E se a música não funcionar, independente de o cara ser o melhor cantor do mundo, independente de ter o melhor guitarrista, independente de qualquer coisa… se a música não funcionar, não interessa você botar o fenômeno que for.
Rocklenses / Imagem Reprodução
“Na lata” – uma pergunta e uma resposta:
Um super poder
Super poder? Se eu pudesse ter aquele jutsu do Naruto, de multiplicação, para me ajudar no trabalho, seria maravilhoso! O Clone das Sombras, esse!
Um anime
Fairy Tail!
Ídolo
Ídolo, eu tenho alguns. Vou ficar com Jonathan Hickman, com Georges St. Pierre e o Marcelo Campos, ele é um grandíssimo diretor!
Série
The Last of Us! Tô vendo agora, maravilhosa! Uma excelente adaptação.
Filme
O Poderoso Chefão. Eu sei que pode ser um pouco clichê, mas existem clichês que são clichês por um motivo, né?
Jogo
Vou falar The Last of Us de novo, foi mal. É isso aí.
Marvel ou DC?
Depende da mídia e depende do roteirista. Eu sou leitor ávido dos dois, mas depende de quem tá escrevendo. Jonathan Hickman em X-men? 100%! Grant Morrison no Superman? Maravilhoso! Grant Morrison no Batman, Batman e Robin, é incrível!
Enfim, pra mim não depende da bandeira, depende da pessoa. É tipo time de futebol pra mim, não interessa clube, interessa quem é o jogador. Por isso que eu nunca consegui me conectar muito, sabe? Então Marvel ou DC, depende do roteirista.
Cavaleiros ou Dragon Ball?
Aí você tá sendo muito cruel. Muito, muito cruel! Ah, vamos dizer que Cavaleiros [do Zodíaco] no coração, mas Dragon Ball na cabeça. Tem que ser! [risos]
Específicas de Fairy Tail e Artworks
Gostaríamos de saber mais sobre a dificuldade de rearranjar as músicas originais e como é o tempo de aprovação com os japoneses. Eles (a gravadora/empresa) são bem rígidos ou você tem espaço para criar algo mais original?
Não, não tem necessariamente espaço pra criar original. E nem eu gostaria de fazer.
Acontece da seguinte forma: a gente primeiro tem as demos pros testes, e tudo isso é uma coisa que é muito focada em mim. Então a gente organiza essas demos usando os arranjos originais, colocando tudo no grid, e tem um processo de edição que a gente precisa fazer. E aí, gravo as demos adaptando as letras. Já faço os dois ao mesmo tempo, pra ter certeza que aquilo pode ser cantado.
Ou seja: a primeira coisa que acontece antes disso é a tradução e depois a minha adaptação. Na sequência a adaptação e gravação da demo, que já fica ali de mapa pro cantor. Também gravo os backing vocals também nessa fase, porque tudo já vai vir dentro do mesmo clique e a gente já consegue, com o cantor, ter o mapa de todas as vozes ali se precisar dobrar (duplicar uma faixa de áudio) alguma coisa. Para fechar, as letras vão pra aprovação no Japão.
Por exemplo, com a música Fiesta [de Fairy Tail], teve uma frase que eles pediram pra manter mais próxima do original. Mas no geral eles tem que dar o aval em tudo. Se a gente mudar alguma coisa, a gente precisa explicar o porquê. E às vezes acontece [de precisar mudar].
Por exemplo: a frase “nem um pio”, que eu não vou lembrar direito como é falada em japonês, ela faz alusão a um coelho branco na Lua, que é uma expressão muito japonesa, uma coisa do costume japonês, e isso aqui no Brasil não faz o menor sentido pra gente. Então eu retirei isso da letra, retirei essa referência e coloquei outra coisa que eu já não me lembro o que que era [a frase original em japonês] e eu segui com a ideia de cima [a frase “nem um pio”] de onde a narrativa, a história da música, tá vindo.
Quando tomamos essas liberdades a gente precisa justificar, precisa dizer o porquê que aquilo tá sendo modificado, porque na verdade não é a gravadora somente que se envolve, é a editora e o próprio artista. Então isso é importante que fique claro.
Agora sobre regravar e rearranjar as músicas, na verdade não ter o processo de criação na produção elimina uma fase [do processo] A gente já sabe exatamente o que precisa gravar. É um desafio executar aquilo da maneira mais próxima possível. A gente teve uma banda muito boa, que conseguiu colocar ali cada notinha! Tudo foi partiturado, inclusive dos elementos mais exóticos, como as flautas, as repercussões, os loops e tudo mais. Temos essa preocupação.
A experiência de lidar com isso em diversos níveis com Fairy Tail abre espaço para futuros projetos também terem localização de suas músicas? Ou no cenário atual, Fairy Tail foi exceção?
Eu acho que foi exceção. A gente recentemente experimentou algumas insert songs, que são personagens cantando músicas no meio dos episódios. Mas abertura e encerramento é um pouco diferente, porque passa por esse outro trâmite. É como se fosse uma outra licença vinda lá do Japão.
Temos a preocupação de buscar isso quando são séries nossas. Então você pode esperar isso de Fairy Tail e de Sakura com certeza! E outras, se vierem pro Brasil: Creamy Mami, Ranma [referindo-se a Ranma ½]… se a gente voltar a trabalhar de alguma forma [com essas obras], eu acho que as músicas vão ser incluídas sim.
Mas isso porque a gente, como Artworks, entende o valor que isso tem e como os fãs gostam disso. E eu nem falo por mim não, realmente tivemos uma reação muito boa dos fãs! Nos damos o trabalho de correr atrás dessa outra via, que é uma outra licença, uma outra liberação, uma dor de cabeça a mais que muitos distribuidores preferem não ter – e faz todo sentido que não tem – mas, enfim, tentamos fazer as coisas da maneira mais completa e o mais direitinho possível.
Já dá pra ter uma noção da repercussão de FT no Brasil? Já podemos esperar uma nova leva de episódios para breve?
Sim, Fairy Tail foi um fenômeno! Quando a série chegou, a gente ficou em primeiro lugar durante 15 dias na HBO. E depois com a liberação e lançamento da dublagem, e no mesmo momento do lançamento de The Last of Us, ficamos em quarto lugar!
Temos muita confiança de que realmente a série é muito forte e tem uma base de fãs muito forte, que a gente quer respeitar muito e quer agradar muito. Então sim! Podem esperar novos episódios, já estamos trabalhando nisso.
Ouvi falar que no México saiu um filme de FT em blu-ray que conta com uma dublagem em espanhol. Tem envolvimento da Artworks México? Alguma chance de algo assim rolar por aqui também? Seja o filme em home video ou até mesmo para locação digital?
Eu acredito que sim, a gente tem toda a intenção de trabalhar os dois filmes de Fairy Tail aqui também, mas na hora certa!
Quem sabe a gente até não consegue fazer algum lançamento um pouquinho maior, alguma coisa envolvendo cinema, né? Mas sim, temos toda a intenção de fazer isso sim.
O que podemos esperar da Artworks em um futuro próximo?
O estúdio esta recebendo projetos novos e é um estúdio de dublagem, mas a Artworks é um projeto ambicioso, de agora se desdobrar em alguns outros departamentos para novas atividades dentro da própria empresa.
Então a gente iniciou no México um braço de publicidade, por exemplo, com campanhas publicitárias. Isso também tá sendo trazido pra cá de outra forma.
Já no setor de eventos, que começou também no México, com a produção do Pegasus Fantasy Symphonic Experience, temos o desejo de que a gente consiga executar aqui no Brasil ainda esse ano.
São novidades que já acarretam outras necessidades e outras possibilidades, então temos essa missão. Agora consigo me focar de novo nisso, justamente nessa parte corporativa, que está tudo tá tudo caminhando muito bem.
Além disso, trabalhar em mais conteúdos. Estamos em um aniversário de 25 anos de Sakura [Card Captors]. Há muita coisa que está acontecendo que eu não vejo a hora de mostrar para vocês – e de anunciar.
O homem mais temido das telonas está de volta! Após 4 anos, John Wick retorna aos cinemas em sua implacável missão de conseguir sua liberdade da cúpula para voltar a viver como uma pessoa normal (e quem sabe até com a companhia de um cachorrinho e um novo carro), mas será que essa aventura que dessa vez está mais longa do que nunca ainda continua a render ótimos frutos para a saga do nosso querido e letal Wick? Vem cá que o sucolino te conta!
Como já citado a cima, dessa vez esqueceram de pisar no freio e o diretor Chad Stahelski nos deu um filme de 2 horas e 49 minutos, e sim, você não entendeu errado! John Wick 4 é disparado o maior filme da franquia até então e isso acarreta de pontos positivos e pontos negativos.
A começar pelo lado positivo, a ação aqui é desenfreada (até demais). Se você é um daqueles que se amarra em tiro, porrada e bomba pra todo lado e só quer ver o caos, esse definitivamente será o seu filme favorito da franquia. Os momentos de ação estão mais longos do que nunca e ainda por cima não é feito de qualquer forma! Temos uma grande entrega na coreografia das lutas e dos momentos mais inacreditáveis que você pode imaginar, chega até a ficar fácil se convencer que tudo aquilo é real de tão bem feito.
Outro lado positivo é a adição de novos personagens a franquia. Sinto que muito da necessidade nesse longo tempo de filme vem da vontade de introduzir novos personagens que com certeza voltarão em algum momento, e olha, estou bastante ansioso para ver principalmente a Akira (Rina Sawayama) retornar. Sem duvidas é a personagem que mais me deixou intrigado e com desejo de vê-la sendo melhor explorada.
Mas como nada é perfeito, agora vem o lado negativo disso tudo. Temos aqui um longa extremamente grande que parece não se importar muito com a trajetória percorrida pelo nosso protagonista durante a narrativa.
É irônico dizer que um filme de quase 3 horas de duração pareça apressado, mas essa é a sensação que eu tive ao longo da narrativa quando se trata da historia. É nítido que com toda a preocupação em trazer novos personagens e até mesmo na produção das grandes sequências de ação, deixaram um pouco do contexto do Sr. Wick de lado, o que acaba me deixando até meio desanimado, pois sinto que o filme tinha grandes brechas para desenvolver melhor a historia do personagem mas simplesmente optou por não fazer, e sem falar do antagonista, Maquis (Bill Skarsgård), que nos é entregue o necessário mas ainda assim fica aquela vontade de quero mais.
Mas olha, deixando claro que isso não torna o roteiro extremamente ruim a um ponto que é impossível entender o contexto da historia, está bem longe disso e até que cumpre bem o seu papel. Mas está longe de ser um grande roteiro e acaba deixando um vazio que poderia facilmente ter sido preenchido, e isso se torna um pouquinho frustrante já que o longa é tão grande.
Sem contar que até mesmo os novos personagens são apresentados de forma muito breve e rápida, o que para alguns pode parecer estranho e confuso. Mas se levamos em conta que a franquia John Wick tem tudo para se expandir e ganhar novos rumos, talvez essa tenha sido a melhor escolha e mantenha o espectador ansioso para ver o próximo capitulo dentro desse universo.
Sobre o elenco, nem preciso falar muito, né ?? Keanu Reeves (John Wick), Donnie Yen (Canie), Rina Sawayama (Akira) e Shamier Anderson (Tracker) são os grandes destaques da obra e tornam a experiência ainda melhor. É incrivelmente satisfatório ver eles em tela e saber que teremos um show de interpretação em tela. Fico ansioso para ver os estreantes em destaque retornar mais uma vez.
Por fim, John Wick 4 : Baba Yaga, para mim é o mais fraco entre os outros três, mas isso com certeza não o torna ruim. Mesmo com problemas, a narrativa consegue muito bem trazer aquilo que todo fã da franquia quer ver em tela, muita ação e lutas extremamente bem produzidas que tiram o fôlego de qualquer um. Então segue a dica do sucolino, se tiver a chance de ver no cinema e acha que o tempo possa ser um obstáculo, eu te garanto que não será! Agarre a oportunidade com uns salgadinhos e você vai amar.
Deixo aqui meus pêsames pelo falecimento do nosso querido Lance Reddick (Charon), um grande ator que deixará um grande e eterno legado ao cinema.
A Kodansha juntamente com a Flag Pictures anunciou que o mangá de Cells at Work! (Hataraku Saibou) ganhará uma adaptação para filme live-action. Além disso, a produção será dirigida por Hideki Takeuchi e roteirizada por Yuichi Tokunaga (Kaguya-sama: Love is War).
Sendo assim, Cells at Work! é uma série de mangá japonesa escrita e ilustrada por Akane Shimizu e publicada entre 2015 e 2021 pela Kodansha.
O anime apresenta as células antropomorfizadas de um corpo humano, com os dois principais protagonistas sendo um glóbulo vermelho e um glóbulo branco que ela frequentemente encontra.
A série foi adaptada para anime pela David Production, com duas temporadas transmitidas de julho de 2018 a fevereiro de 2021, totalizando 21 episódios. Um anime teatral intitulado “Hataraku Saibou!!” Saikyō no Teki, Futatabi. Karada no Naka wa “Chou” Ōsawagi! estreou em setembro de 2020.
Cells at Work!! | Anime Trailer
Sinopse:Já imaginou como seria o trabalho dentro do corpo humano? Inusitadamente, a história acompanha o funcionamento de alguns células e plaquetas, além de mostrar o trabalho de um glóbulo vermelho, representado por uma adolescente ruiva, e um glóbulo branco, em forma de um rapaz com roupas brancas.
Recentemente a Toei Animation divulgou no Twitter que One Piece Film Red terá lançamento para plataformas digitais de compra e aluguel a partir do dia 28 de março. O lançamento inicial acontece nas lojas da Microsoft e iTunes, mas posteriormente o filme estará disponível também para Amazon, Google Play e YouTube.
¡Atención, piratas! ?☠️ #OnePieceFilmRed tendrá lanzamiento digital. ? A partir del 28 de marzo podrás disfrutar de la película que rompió records en Japón. Disponible en Microsoft Store para México y Brasil y en iTunes para todo LATAM con doblaje en español y portugués. pic.twitter.com/yDVKHZgLsm
— Toei Animation Latinoamérica (@ToeiAnimationLA) March 16, 2023
Eiichiro Oda, autor da obra, é o produtor executivo do filme, enquanto o roteiro é responsabilidade de Tsutomu Kuroiwa (One Piece Film Gold, One Piece: Heart of Gold, GANTZ:O).
ONE PIECE FILM RED estreou em 2 de novembro de 2022 no Brasil e conquistou o público se tonando o maior filme de anime de 2022. Distribuído pela Diamond Films, mais de 347 mil pessoas foram ao cinema para assistir o longa. Sendo assim, ele superou outras franquias populares como de “Dragon Ball Super: Super Hero”.
Com isso, a Diamond Films trouxe pela primeira vez para as telonas do Brasil um filme da franquia One Piece. Finalmente, pois este é o mangá mais vendido na história do Japão, com 516 milhões de cópias comercializadas em todo o mundo. Além de, claro, ser uma das séries de anime mais aclamadas e amadas do gênero.