Depois do sucesso do Sisi Multi Balm Stick, que esgotou rapidamente e conquistou fãs da beleza coreana no Brasil, a Sisi Beauty apresenta dois novos lançamentos que seguem a tendência global do skincare prático e inteligente. As novidades unem tecnologia, ativos poderosos e muita versatilidade — tudo no formato stick, perfeito para quem tem rotina corrida e não abre mão de cuidar da pele.
Sisi Vita C Multi Balm Stick: antioxidante e iluminador
Combinando Vitamina C e ativos hidratantes, o Sisi Vita C Multi Balm Stick (R$ 120) foi criado para uso no rosto, pescoço e lábios. Ele suaviza linhas finas, combate os radicais livres e melhora o viço da pele. A fórmula tem textura leve, fácil de espalhar, ideal para quem procura praticidade sem abrir mão de resultados visíveis.
Ou seja, é aquele item coringa para manter no nécessaire — principalmente se você vive entre uma gravação, uma maratona de anime e uma visita à loja de figures.
Além disso, o Sisi Daily Hyalu Stick com FPS 50 (R$ 150) traz ácido hialurônico e um alto fator de proteção. Criado para o dia a dia urbano, esse hidratante em bastão é ideal para reaplicações ao longo do dia.
Importante: ele não substitui um protetor solar tradicional, mas funciona como um reforço hidratante com proteção UV.
O produto entrega pele firme, hidratada e protegida com poucos movimentos — tudo sem pesar.
Skincare em stick
A Sisi Beauty aposta forte no formato em bastão, que já é febre entre as consumidoras sul-coreanas. A proposta é simples: mais eficácia em menos tempo. Para o público brasileiro, que valoriza custo-benefício e resultados rápidos, essa linha chega no timing certo.
Além das novidades, a marca confirmou a volta do Sisi Multi Balm Stick original (R$ 120), item que deu início à trajetória da Sisi no Brasil e virou símbolo da nova era da K-Beauty por aqui.
Os três balms da Sisi já estão disponíveis no e-commerce da marca e em revendas especializadas. Mas atenção: a edição do balm original é limitada, então vale garantir o seu enquanto estiver no estoque.
Para quem curte produtos coreanos com alta tecnologia e pegada minimalista, essa linha da Sisi é uma boa aposta.
“Sabe, é nessas horas que você deseja que animais extintos ainda estivessem extintos” — Dr Ian Malcon em Jurassic Park.
Jurassic World: Recomeço é um filme bastante esperado, devido às suas primeiras demonstrações que vimos nos trailers. Eu, como fã de Jurassic Park há muito tempo, acompanho esta série desde seu lançamento, que é praticamente o mesmo ano em que nasci. Portanto, tentarei ser o mais justa possível ao falar sobre minha opinião neste filme.
AVISO!! ESTE TEXTO CONTÉM SPOILERS!!
Expectativas
No filme, temos uma história que nos traz um monte de referências aos flmes antigos. Não é muito criativo, porém, ainda assim entrega um filme de ação. Para aqueles que estavam esperando ver os clássicos dinossauros, preparem-se, eles pouco aparecem aqui.
Para poder contar a minha opinião, acabarei contando a história de como foi o meu dia ao ver o filme.
Primeiro, convidei meu padrasto, que também gosta muito da série Jurassic Park, para assistir ao filme comigo no cinema. Além disso, chamei minha irmã, que também é muito fã de dinossauros, como eu.
No entanto, ambos não estavam preparados para o que estava por vir. Eu, por outro lado, possuía uma leve curiosidade. Afinal, estive acompanhando o lançamento deste filme desde o seu primeiro trailer — trailer este, inclusive, que já havia causado muito burburinho entre os fãs da série.
Então, entramos no cinema bastante ansiosos e, quando o filme começou, achamos incrível ver os personagens ali. Nomes como Jonathan Bailey (Bridgerton) e Scarlett Johansson (Viúva Negra) numa série de Jurassic World realmente são uma novidade para nós. Porém, devo ressaltar que, embora ambos sejam atores inesperados nesse tipo de filme, os dois tiveram uma atuação muito boa e totalmente condizente com a ideia da obra.
A partir daqui teremos um pouco de SPOILERS, embora tentarei evitar ao máximo, leia com bastante cuidado.
Enredo
O filme começa daquela forma mais clássica possível: uma leve introdução nos explica como o mundo está lidando com os dinossauros. A maioria não aguentou o ambiente e muitos morreram, ou estão à beira da morte.
Então, temos o nosso empresário rico em busca de uma mercenária que possa ir até uma ilha totalmente proibida onde há dinossauros raros e completamente saudáveis para poder coletar algumas amostras.
Sua desculpa é que é necessário o DNA de três dinossauros específicos para que sua empresa possa desenvolver um remédio cardíaco que seria uma salvação para muitas pessoas. Inclusive, dinos que existem apenas numa ilha que fica no meio do Equador.
Além deles, um museólogo especialista em dinossauro também integra o grupo (e aqui temos nossa explicação do porquê os dinossauros ainda sobrevivem apenas naquela região, e não se adaptaram ao resto do planeta).
Assim, finalmente o grupo parte para a ilha atrás do DNA destes dinossauros.
Ao mesmo tempo, uma pequena família que está aproveitando suas férias numa pequena embarcaçãocruza o caminho deles. O motivo, um Mosassauro (um dos alvos do time de de exploração) ataca seu pequeno barco e eles pedem socorro. O barco dos nossos heróis captam seu sinal e, assim, o caminho de todos os nossos personagens principais se cruzam pela primeira vez.
Então, depois de muitas reviravoltas no mar e nossos primeiros personagens sendo mortos por dinossauros, nosso grupo encalha na ilha e se separa. Daqui, cada um deles vai para um canto diferente.
O grupo de exploração continua sua missão de busca (agora, um titanossauro e um Quetzalcoatl) para a coleta de DNA. Enquanto isso, do outro lado, a família se encontra novamente em perigo e continua procurando uma forma de se salvar.
Desta forma, Jurassic World: Recomeço nos mostra dois tipos de ações diferentes. Uma onde temos pessoas totalmente inexperientes em como lidar com dinossauros e os perigos da ilha. Em contrapartida, a outra com um grupo de pessoas especialistas com armas e todos os apetrechos tecnológicos buscando também uma forma de sair da ilha, mas sem deixar seu objetivo para trás.
Caminhos separados
Como fossem dois filmes em um, hora assistimos o grupo dos aventureiros, hora o grupo da família. Em ambos os contextos vemos dinossauros diferentes, alguns bem conhecidos e outros totalmente novos, modificados geneticamente em seus habitats.
No grupo da família é possível ver dinossauros um pouco mais clássicos que já estamos acostumados. Aproveito aqui para dizer que minha cena favorita foi a fuga da família de um Tiranossauro Rex na água.
Enquanto isso, no outro grupo os dinossauros que aparecem são extremamente modificados, com poucos traços “originais”. Porém, devo ressaltar que no começo do filme isso é dito ao público. Que aquela ilha era uma instalação de pesquisa onde os dinossauros foram modificados geneticamente. Ou seja, é habitada por dinossauros que foram descartados por serem feios demais ou infuncionais para se mostrar num parque.
No entanto, o excesso de dinossauros totalmente modificados realmente me deixou um pouco decepcionada. Afinal, eu sou fã de dinossauros desde que me lembro por gente. Mas, como já tinha conhecimento do tema deste filme, eu não também não me decepcionei muito com a aparência deles.
Apesar disso, gostei como a crítica sobre o abuso de mudanças genéticas pode ser prejudicial é abordada diversas vezes. Inclusive, este filme, diferente dos outros, deixa essa informação bastante escancarada para que não haja dúvida sobre a real intenção de Jurassic Park desde a concepção do primeiro livro de Michael Critchon. Com o coração aberto, consegui aproveitar o filme apesar daquelas “aberrações” que eles chamavam de dinossauros.
Aproveito o gancho para falar sobre o que todos realmente querem saber. O grande dinossauro estranho que vimos no trailer e nos deixou de cabelos em pé.
O Alienssauro
Muitos dinossauros foram de fato muito modificados se comparados aos originais. Porém, a cereja do bolo que era o que todos esperavam era o dinossauro híbrido extremamente perigoso que aparecia no trailer.
Durante a produção, os produtores deixaram claro que aquele dinossauro seria uma referência ao filme Alien. Realmente, ele era, quase o próprio Alien! E como o nome, ou até mesmo a espécie que “aquilo” é são informações vagas, eu carinhosamente o chamei de Alienssauro.
Acho que o Alienssauro foi minha maior decepção e não digo isso pela sua aparência. Afinal, eu já sabia que ele não seria um dinossauro ou sequer pareceria com um. Porém, por ele ser o monstro que prometeram no trailer, algo extremamente voraz e perigoso, me decepcionou um pouco o fato de ele aparecer apenas no final e não ter realmente cenas muito ativas.
Mesmo assim, ressalto uma coisa positiva sobre ele. Lembrando, novamente, que no começo do filme falaram para nós que os dinossauros daquela ilha eram descartados por sua aparência ou por sua falta de funcionamento. De fato, o nosso Aliensauro apresentava este tipo de coisa.
Ele é um dinossauro bastante deficiente. Não escutava, não tinha rosto de dinossauro e apenas conseguia se guiar por luz. Achei interessante que venderam a ideia dele ser o mais poderoso por ser um híbrido, na verdade se demonstrou uma grande falha. Creio, talvez, que tenha sido a sacada mais genial. O fato de que esse dinossauro tão esperado, na verdade, era um dinossauro problemático e que não tinha nada de especial. Uma falha pelo excesso de modificações de DNA que ocorreu com ele.
Acredito que esta crítica acabou sendo bastante pertinente para a história. Porém, compreendo que muitas pessoas que irão assistir o filme talvez deixem passar batido essa informação.
Impressões
Reitero aqui a parte do filme como uma crítica ao uso excessivo de modificações genéticas. A frase foi dita: os dinossauros que vivem nesta ilha foram descartados por serem feios ou infuncionais. Esta frase é extremamente importante para se entender este filme e também aos dinossauros que estão nesta ilha.
Sendo assim, Jurassic World: Recomeço, de fato não vai ser o filme do ano. É confuso, tem dinossauros estranhos que talvez sequer possamos chamar de dinossauros, mas tem seus lados bons.
Nós vemos cenários lindamente bem-feitos, cenas de ação intensas e também um elenco muito bom. No entanto, é muito importante ter em mente que este filme se trata de uma crítica social ao uso de modificações genéticas em animais. Também, uma crítica a como a ganância humana pode nos levar a criar monstros.
As cenas são bem dirigidas, muito bem encaixadas junto da música, as referências aos primeiros filmes estão mais do que visíveis, e duas aventuras acontecendo ao mesmo tempo, de fato, foi uma coisa que me cativou de alguma forma.
Para resumir
Acredito que os produtores queriam chutar o balde e explorar de forma nada velada até onde a criatividade em criar estranhossauros poderia ir. Bom, eles obtiveram sucesso nisso.
A Scarlett Johansson brilha mais do que tudo em seu papel de mercenária “Badass” (e eu teria muitas coisas ótimas para falar apenas sobre ela aqui, mas deixarei pra um outro momento).
No final de tudo, sai do cinema rindo, enquanto meu padastro e minha irmã se perguntavam: “o que @$!&-_ ! foi isso que eu assisti?”
Me garantiu ótimas risadas com cenas cômicas bem colocadas, algumas cenas emocionantes e referências perfeitas aos primeiros filmes. Porém, no final é apenas um filme louco que se sustenta pelo fanservice!
Entre adoções ilegais, assassinatos encobertos e um sistema que trata crianças como mercadoria, Os Defeituosos estreia no KOCOWA+. Com uma história forte, cheia de suspense e crítica social, o k-drama tem como protagonista Won Jin A, famosa por seus papéis intensos e emotivos.
Ah Hyun quase foi morta com um simples carimbo de “reembolso” quando tinha apenas 10 anos. Ela sobreviveu graças a Tae Sik (Choi Young Joon), que a resgatou e a manteve em segurança — mas sob rigoroso treinamento.
Então, já adulta, Ah Hyun se torna uma espécie de guardiã emocional para crianças vítimas do mesmo sistema que quase a matou. Porém, tudo muda quando um incidente traumático vira seu mundo de cabeça para baixo. A partir daí, ela parte em busca de vingança contra o sistema que a abandonou — e que continua descartando vidas como se fossem produtos com defeito.
Além de Won Jin A como Ah Hyun, o elenco inclui:
Choi Young Joon como Tae Sik
DEXcomo Jung Hyun
Yeom Jung Ah como Kim Se Hui
Enquanto aguarda os próximos episódios, você pode conferir outras produções com os atores de Os Defeituosos no catálogo do KOCOWA+.
Faça Chuva ou Faça Sol
A vida não foi gentil com Moon Soo e Kang Doo, mas juntos poderão encontrar um pouco de felicidade enquanto, pouco a pouco, curam as feridas um do outro. O romance é estrelado por Won Jin A e Lee Jun Ho (de Wok de Amor).
O hilário artista de manhwa Kian84 se aventura pelo mundo neste programa de variedades repleto de comédia. Acompanhado de Dex (de Solteiros, Ilhados e Desesperados) e Pani Bottle, o trio segue para a Índia para conhecer a cultura local e as belezas de Ganges.
DEX volta a viajar com Kian84 na terceira temporada de Aventureiros por Acidente, desta vez explorando a natureza primitiva e vida selvagem de Madagascar.
Na quarta temporada, DEX, Kian84 e os demais membros de Aventureiros por Acaso enfrentam as grandes altitudes da Rota do Chá e Cavalo. Em meio às dificuldades do terreno alto e acidentado, conhecem os locais e seu estilo de vida.
A Panini acaba de liberar em seu site a pré-venda de Baoh Volume 1, obra de Hirohiko Araki, criador de JoJo’s Bizarre Adventure. O mangá chega ao Brasil em setembro, em uma edição especial com 368 páginas, formato tankobon e capa cartão.
Além do volume, os fãs ainda ganham marcador de páginas e adesivo exclusivo para personalizar o diário de leituras.
Lançado originalmente antes de JoJo, Baoh entrega o que muitos fãs esperam de Araki: violência estilizada, arte impactante e uma trama recheada de reviravoltas.
A história acompanha Ikuro Hashizawa, um jovem que se torna hospedeiro de uma arma biológica criada por uma organização secreta chamada Dress. Perseguido por assassinos, Ikuro foge ao lado de Sumire, uma garota com poderes psíquicos, e acaba despertando a criatura Baoh, uma forma de vida invencível que vive dentro dele.
O volume 1 de Baoh chega com:
368 páginas
Formato tankobon
Capa cartão
Marcador e adesivo exclusivos
Imagem Divulgação
A pré-venda já está disponível exclusivamente no site da Panini.
A Editora JBC lançou uma pesquisa com os leitores para decidir o formato de republicação de Ranma ½, clássico de Rumiko Takahashi. A enquete já está disponível no canal oficial da editora no WhatsApp e aceitará respostas até o dia 27 de julho.
Então, com a volta de Ranma ½ ao centro das atenções, especialmente após o anúncio da nova adaptação em anime pela Netflix, a proposta da JBC é resgatar o título tanto para antigos leitores quanto para uma nova geração de fãs.
Wideban ou Tankobon
A votação apresenta duas opções de formato:
Tankobon: reimpressão no formato original da edição lançada entre 2009 e 2013 pela JBC, com 38 volumes e cerca de 200 páginas cada.
Wideban: nova edição de colecionador, com acabamento especial, 20 volumes com cerca de 350 páginas cada.
Ou seja, o público poderá decidir entre uma coleção mais próxima da original ou uma versão premium e mais encorpada.
Sendo assim, a votação sobre o novo formato de Ranma ½ segue até 27 de julho no canal oficial da JBC no WhatsApp. É a chance dos fãs influenciarem diretamente na volta de um dos mangás mais icônicos dos anos 90.
Ranma ½ (ou Ranma Meio) foi publicado originalmente no Japão entre 1987 e 1996, na revistaWeekly Shonen Sunday. A obra mistura artes marciais, romance e comédia, e foi um dos primeiros sucessos mundiais de Rumiko Takahashi — criadora de Inuyasha.
Agora, volta aos holofotes com um novo anime produzido pelo estúdio MAPPA.
Durante muito tempo e até hoje se repete a ideia de que “os jovens não leem mais”. Culpam a internet, os streamings e os vídeos curtos. Mas essa narrativa caiu por terra durante a Bienal do Livro do Rio de Janeiro 2025. O evento literário bateu recorde de público desde a sua primeira edição, com quase 1 milhão de visitantes em apenas dez dias, e evidenciou uma tendência: a leitura nunca esteve tão viva entre os jovens brasileiros.
Se os livros impressos ainda parecem clássicos aos olhos do público mais velho, os caminhos para chegar a eles se transformaram. Muitos leitores da “GeraçãoZ” hoje conhecem seus autores favoritos por meio de plataformas digirais como Wattpad, AO3, Fanfiction.net, e pelas comunidades que se formam em torno da leitura, como o BookTok (no TikTok) e o BookTwt (no X/Twitter). E essas histórias, nascidas na web, ganham versões impressas e até adaptações para cinema e TV.
Esse fenômeno foi discutido com emoção e profundidade no painel “Histórias que crescem com a gente”, no palco Apoteose Shell da Bienal, com a participação dos autores Paula Pimenta, Aimee Oliveira e Vitor Martins, três nomes que não apenas escrevem para o público jovem, mas que têm acompanhado sua transformação ao longo dos anos.
Foto: @sucodm / Carol
“O maior presente é formar leitores”
Paula Pimenta, referência consolidada da literatura adolescente no Brasil desde o sucesso do livro Fazendo Meu Filme, de 2009, se emocionou ao lembrar que muitos leitores chegam a ela dizendo que seus livros foram os primeiros que leram. “Muita gente começou a ler novinho com meus livros. Ouvir ‘eu não lia nada até ler seus livros e agora eu leio de tudo’… Isso é a melhor coisa que a gente pode escutar.”
Apesar da longa trajetória, a escritora ainda se surpreende com o público novo que encontra a cada nova obra, formado por crianças de 9, 10 anos, e adultos que acompanham suas personagens desde o lançamento de Fazendo Meu Filme 1. “É muito gratificante ver que os leitores estão crescendo com nossos personagens, e novos estão vindo e vão crescer também lendo.”
“Hoje eu tenho leitores que me conhecem há 10 anos”
Para Vitor Martins, autor de livros como Quinze Dias e Um Milhão de Finais Felizes, é “surreal” acompanhar esse crescimento. “Tenho leitores que dizem: ‘eu lia seu livro quando tinha 13/14 anos e hoje estou na faculdade’. Então o livro acompanha os leitores nesse salto de vida. Principalmente na adolescência, onde cada ano importa, e a gente sente que eles crescem mais rápido”, contou.
O rapaz, que escreve focado no público jovem LGBT+, fez questão de ressaltar uma mudança significativa que também veio com o tempo: o aumento da representatividade. “Na minha primeira Bienal, em 2017, meu primeiro livro Quinze Dias não tinha um lugarzinho numa prateleira. Hoje eu olho pro lado e tem tantos autores escrevendo literatura LGBT+ pra jovens, que dá pra montar uma mesa inteira. Isso pra mim é muito significativo.”
Foto: @sucodm / Carol
“A internet tornou possível eu ser escritora”
Aimee Oliveira, jovem autora que começou escrevendo no Orkut e migrou para o Wattpad, reforçou como as novas tecnologias ajudaram não só leitores, mas também escritores. “Eu não conseguia cogitar a profissão de escritora lá em 2007. Ver que posso ser um exemplo de que é possível escrever com a nossa realidade, aqui no Brasil, me deixa muito feliz.”
Ela também relatou um caso de como incentivar pessoas da nova geração a lançar suas próprias histórias, tendo em vista a facilidade que as plataformas oferecem para fazer isso, conseguindo atingir uma audiência de forma mais certeira: na época do Orkut, uma menina que leu suas histórias e a pediu para que lançasse sua história pessoal. “Eu disse: por que você mesma não escreve? Hoje ela é escritora”, contou a ídola.
Foto: @sucodm / Carol
Escrever também é crescer
Não são só os leitores que crescem na medida que o tempo passa. Os autores também compartilharam como suas próprias trajetórias mudaram ao longo dos anos. Paula falou sobre como sua escrita, que antes era apenas um hobby, virou uma profissão. “Hoje tenho disciplina, rotina. Meus livros me levaram para o cinema, quadrinhos. Eu não esperava isso. A literatura me transformou.”
Vitor, por sua vez, revelou que deixou de lado a ideia de escrever “o livro sério” para aceitar sua escrita como ela é: divertida, sensível e cheia de humor. “Agora estou escrevendo meu livro mais adulto ousado, mas que ainda é engraçado. Aceitei que o meu jeito de escrever também é muito maneiro.”
Aimee contou que começou escrevendo histórias com protagonistas muito parecidas com ela, como se fossem fanfics da própria vida, especialmente na época em que era fã da novela Rebelde. Com o tempo, passou a criar personagens que querem e agem de forma diferente dela, e agora seu próximo passo é narrar a partir do ponto de vista de pessoas bem distintas, como os avós das protagonistas. “Hoje em dia eu sinto necessidade de colocar um idoso guiando aquele jovem nos livros”, disse, explicando que isso se tornou frequente nos últimos três anos. “A gente vai evoluindo como escritora e começando a perceber as coisas de uma forma diferente. E eu amo acompanhar essa viagem, não só do mercado literário como um todo, mas de como eu mudei com ele”, complementou.
Quando as histórias crescem junto com os escritores
Questionados sobre o reflexo do amadurecimento pessoal nas suas obras, e como conseguir se manter em sintonia com seu público-alvo durante esse processo, os autores compartilharam algumas de suas experiências.
Pimenta lembrou que começou escrevendo pensando que só suas amigas leriam, revivendo a adolescência nos anos 90. “Eu escrevi baseado na minha adolescência lá dos anos 90, então eu realmente tive um susto, uma surpresa quando eu comecei a atingir os adolescentes de hoje e continuo atingindo.” Para ela, não é preciso se forçar a estar em sintonia com o adolescente atual: “Acho que você tem que ser fiel àquilo que faz sentido pra você em termos de emoções. As emoções, os sentimentos, as descobertas são as mesmas em qualquer geração.” Mesmo com mudanças de moda, trilha sonora e costumes, o importante é emocionar: “No momento que eu estou me emocionando escrevendo, eu também vou emocionar os leitores.”
Martins teve uma experiência diferente. “A minha adolescência foi uma época horrível na minha vida. Então, quando eu escrevo, faço isso justamente para me curar, para me reconectar.” Ele vê os trabalhos como uma maneira de transformar o que viveu: “Uso meus livros como um meio para que as adolescências de hoje sejam diferentes, sejam mais leves, mais cheias de livros e de amizades.” Ao lançar Mais ou Menos 9 Horas, percebeu que ele marcava uma nova fase: “Esse vai ser meio que meu livro de transição, então ele vai ser um pouco mais maduro. Ele é uma visão adulta a respeito da adolescência, onde eu a revisito com o olhar de hoje”.
Já Oliveira disse que sua escrita é atravessada por experiências pessoais, especialmente uma sensação persistente de não ter feito a escolha certa na juventude: “Eu sinto que eu escolhi a faculdade errada, então eu estou presa nesse limbo temporal.” Por isso, suas protagonistas costumam estar nesse ponto decisivo da vida: “o pós ensino médio, o que ela vai fazer da vida, quais são as opções pra ela?” Em Recalculando a Rota, por exemplo, a protagonista escolhe um caminho fora da universidade tradicional. “Ela faz um curso profissionalizante de estética, quer abrir uma clínica e é um sonho da vida dela. É uma profissão super válida.” Para a moça, dar voz a essas possibilidades também é uma forma de expandir o universo literário: “O meu universo à volta vai conspirando para fazer o meu universo literário crescer.”
Foto: @sucodm / Carol
O livro certo para o leitor certo
Outro ponto importante debatido no painel foi a maneira como os livros encontram seus leitores, e vice-versa. Vitor compartilhou que uma das coisas que considera mais legais é que hoje já consegue recomendar livros de acordo com a idade, gosto e identidade de quem está na fila de autógrafos. “Se chegam uns gayzinhos de 20 e poucos anos de idade, indico Um Milhão de Finais Felizes porque sei que vão gostar. Se chega uma caminhoneirinha de calça larga, cabelo curtinho, eu já falo: Se a Casa 8 Falasse vai ser o favorito dela.”
Essa personalização, segundo ele, reflete o quanto os livros ganham vida ao longo do tempo e crescem junto com os leitores. “O livro vai continuar encontrando o leitor no momento que ele precisa. Não importa a ordem em que foi escrito.”
Literatura jovem com responsabilidade e leveza
A discussão também passou pela responsabilidade de escrever para jovens leitores, especialmente aqueles que estão se descobrindo.
PaulaPimenta reconheceu o desafio de equilibrar temas maduros para leitores muito novos. Contou que, ao escrever Fazendo Meu Filme 3, travou na cena da primeira vez da protagonista e até foi para a terapia. ”Eu falei: o que eu vou fazer? Tenho leitora de nove anos e de mais de 20. A Fani tem 18. A minha psicóloga falou: ‘essas leitoras de 9 anos têm que entender que estão lendo uma história onde a personagem tem 18 anos’. Então cheguei em um ponto que entendedores entenderão. Hoje, a de nove anos só ia ler ‘E então ele apagou a luz’, e os mais velhos saberão o que aconteceu depois que a luz foi apagada”.
Vitor Martins disse que tenta focar na idade do personagem, não do leitor. “A gente não tem controle sobre quem vai ler. Eu tive que entender que não sou pai e mãe de leitor. Se tentar agradar todo mundo, o livro vira algo genérico. Tento escrever da forma mais crível possível, fiel ao personagem. Mas a Paula falou uma frase que me impactou: ‘Tudo que eu escrever, alguém vai ler’. É verdade, não tô escrevendo no meu diário. Então sim, é uma responsabilidade. Mas é escolher até onde a gente consegue abraçar.”
Aimee Oliveira contou que só pensa nisso na revisão. “Eu deixo isso para a edição. Escrevo focada no que faz sentido para a história. Mas quando vejo o leitor no estande, aí penso: ‘Será que ele tem idade para entender que empinar moto é errado?’. No livro o personagem acha o máximo e isso me inspirou a escrever. Mas só penso nisso quando já é tarde demais.”
Vitor também comentou sobre o peso emocional de escrever histórias que impactam diretamente na vida dos leitores. “Às vezes, a gente ouve: ‘Seu livro mudou minha vida’. E isso assusta. Porque, e se mudou pra pior? Mas eu tento lembrar que a coragem é do leitor. Eu só dou o empurrãozinho.”
Uma história marcante foi quando um leitor trans disse a ele que finalmente havia feito sua transição e escolheu o nome Arthur por causa do protagonista de Um Milhão de Finais Felizes. “Foi o primeiro autógrafo com o nome verdadeiro dele. Isso me quebrou.”
A força dos nichos literários digitais
Essa nova geração de leitores não está mais presa às prateleiras de livrarias. Ela nasce nas telas, e com muita força. Plataformas como Fanfiction.net, comunidades como o BookTok e BookTwt criaram verdadeiros nichos culturais de leitores e escritores. O que antes era fanfic hoje é sucesso de vendas e, muitas vezes, adaptação cinematográfica.
A Bienal do Livro do Rio foi o espelho disso: filas gigantes para autores revelados na internet, livros que viralizaram no TikTok, jovens com seus cadernos de autógrafo e celulares gravando cada momento.
O futuro da literatura já chegou, e tem 15 anos!
Se há algo que a Bienal carioca deste ano provou é que a literatura não está morrendo, ela está se reinventando com os leitores. Os jovens brasileiros leem, sim. Leem muito. E leem com o coração aberto, prontos para se emocionar, refletir, sonhar.
Seja no AO3 ou na livraria, no TikTok ou no Kindle, ou buscada após assistir uma adaptação nas telas, a leitura continua sendo um dos maiores atos de conexão e transformação. E, agora, mais do que nunca, quem transforma não são apenas os livros: são também os leitores.
As aventuras de Goku e seus amigos não param e as novidades em Dragon Ball Z: Kakarot também não. Você já pode conferir a aventura da nova DLC que traz o enredo de Dragon Ball Daima para todas as plataformas do jogo. Dragon Ball Z: Kakarot –Daima: Aventura pelo Reino dos Demônios Parte 1 promete batalhas intensas e grandes momentos.
Em Daima: Aventura pelo Reino dos Demônios Parte 1, Goku e seus amigos foram transformados em crianças por Gomah, o Rei do Reino dos Demônios, que busca enfraquecê-los como parte de seu plano para conquistar ambos os reinos.
Os jogadores poderão explorar o Terceiro Reino dos Demônios, uma área completamente nova que apresenta ilhas flutuantes e plantas Skyseed misteriosas, além de enfrentar poderosos inimigos inéditos, incluindo os Tamagamis, guardiões das Esferas do Dragão no Reino dos Demônios, e a Gendarmaria, a força militar daquelas terras.
Os jogadores terão a oportunidade de reviver algumas aventuras icônicas da série pelos olhos de Goku (Mini), bom como seus amigos Glorio, Shin e Panzy. As batalhas seguem o estilo apresentado no anime, com destaque para o uso do Bastão Mágico, uma nova técnica exclusiva doGoku (Mini) SuperSaiyajin.
Além disso, o DLC também traz uma história original, com cenas não apresentadas no anime. Esse novo conteúdo revela detalhes até então desconhecidos sobre o Reino dos Demônios e personagens como Panzy. O espaço pessoal da personagem, conhecido como Quarto da Panzy, oferece uma nova perspectiva sobre o mundo e sua mitologia.
A BTSBrasilTV está transmitindo o torneio internacional de Counter-Strike 2 FISSURE Playground#1. O evento conta com uma premiação total 450 mil dólares, equivalente a 2,5 milhões de reais. Além disso, conta com 16 equipes como Heroic, Virtus.pro, Astralis, Complexity e BIG, além das brasileiras FURIA, paiN Gaming e MIBR, entre outras.
Divididas em 4 grupos com 4 times cada disputam partidas melhor de 3 mapas (MD3). As duas melhores de cada grupo passam de fase para os playoffs sendo a grande final uma MD5 (melhor de 5 mapas) no domingo dia 20 de julho.
Segundo Fabio “Shaolin” Madia, CEO da BTSBrasilTV:
“É um privilégio trazer mais um torneio internacional para o público brasileiro, com uma entrega que une técnica, emoção e muita dedicação de toda nossa equipe. Sabemos da paixão da comunidade por CS2 e queremos estar presentes em cada round decisivo”.
As transmissões já estão rushando o lado da fase de grupos a partir das 6 da manhã. Através dos canais oficiais da BetBoom e BTSBrasilTV, naKick, Twitch e Youtube.