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No fim de janeiro deste ano (2020), a Bandai Namco lançou mais um jogo desta franquia tão amada no Brasil e no mundo, com Dragon Ball Z: Kakarot e claro, não podíamos deixar de jogar!

Com quase 40 horas de jogatina, acabei finalizando o Modo História (principal), que aborda as quatro sagas principais Z: Saiyajin, Freeza, Cell e Majin Boo. E bem, é um GAME ANIMADO! Explicarei este conceito mais pra frente. 

Produção RPGística

Dragon Ball Z: Kakarot traz o melhor da Aventura com um “rpg light”, toques da série Budokai e do já “clássico” Dragon Ball Z: Sagas, onde em meio a história devemos coletar muitos itens e batalhar com uma infinidade de inimigos espalhados pelo mapa.

Apesar d’eu sempre desejar um RPG tradicional da fase “clássica”, ou seja, Goku Pequeno, temos aqui uma recontagem da Saga Z em forma de game; o que também não é uma má ideia – até mesmo para você que assistiu as versões Kai há um bom tempo.

Para não entendiar na repetição, pois acredito que assim como eu, os fãs da série já decoraram e assistiram trocentas vezes, a jogabilidade intercala com a presença de minigames e missões secundárias com personagens um “tanto que esquecidos”, como o pessoal da Red Ribbon e tantos outros do início da vida de Goku.

Se de um lado a Aventura está muito bem feita, no quesito “RPG” o jogo vem devendo em alguns fatores. O primeiro é de que a árvore de habilidades é totalmente mecânica e linear; não é possível montar um Kuririn totalmente diferente do “seu vizinho”, por exemplo. Basicamente, sobe nível, você compra a bolinha de habilidade. Pronto.

O segundo ponto é de que nem sempre os personagens estão “habilitáveis” para seguir o cânon da série. Este quesito fica realmente interessante a partir do momento que você fecha a história principal, onde você possuirá o mundo todo aberto e customizará sua equipe da forma que quiser – e até mesmo repetindo algumas lutas com vilões icônicos.

O que mais gostei desta ala de customização foi com relação a Comunidade, onde você ganhará “acesso” a personagens emblemáticos para constituir um grupo de aptidões, seja em luta, culinária, exploração, etc. Este é um dos fatores que mais me animaram para o replay no game.

Nostalgia Pura!

Junto a uma jogabilidade bem agradável, a não ser pela dirigibilidade da Nuvem Voadora, que em alguns momentos pode ser frustrante, o ponto alto do jogo é a Nostalgia, com toda a certeza.

Os fãs da franquia estarão abastecidos não só pela história, mas com mapas que te remeterão a série, como canyons gigantes e a presença dos dinossauros. A trilha sonora também não ficou de fora, e poxa, voar pelos céus é muito gratificante com toda aquela musicalidade emocionante.

O que também reparei é de que o Começo e Meio (do jogo) são muito bem equilibrados, entretanto, na fase Majin Boo, a repetição do vilão e a falta de criatividade para um melhor aproveitamento da história foi marcante no quesito cansativo. Sabemos bem que o roteiro da série original não é dos melhores, mas seria interessante se tivessem elaborado mais por aqui – até mesmo criando missões secundárias mais interessantes.

Outro ponto alto é de poder controlar alguns dos personagens da franquia como Goku, Gohan (um dos mais jogáveis), Piccolo e Vegeta. E se assim como eu, você têm um carinho por Yamcha, Kuririn e outro personagem secundário, bem, eles de fato recebem um papel B e não é possível tomar a frente com eles; como voar por aí explorando o mundo. Uma pena.

O céu resplandece ao meu redor

Com relação as lutas de Dragon Ball Z: Kakarot, tenho duas considerações. A primeira é de que mesmo um personagem considerado “fraco” como o Raditz, a primeira luta com o Saiyajin é muito épica e interessante! Isto mostra logo de cara para o jogador de como as lutas serão tratadas.

Na minha opinião, a luta contra Freeza sempre – e continua – sendo a melhor até hoje na série, e no game se repete, o que mostra que o trabalho dos produtores neste quesito foi muito respeitável a obra original.

Por outro lado, o sistema de combate não é tão atrativo e carece de inventividade por sua simplicidade. Não que atrapalhe o game, mas depois de algumas horinhas você acaba “pegando o jeito” em um combo e segue usando-o até o fim. Nem sempre é possível usufruir do cenário para arrancar uma animação inédita ou algo do tipo.

Voltando para a exploração, é possível SIM caçar as esferas do dragão. O mapa, que é aberto e fechado por seguimentos, conta com cidades e locais propícios para pesca, busca de minerais e Corridas com carros e escavadeiras; esta última, é uma bugiganga com pouca dirigibilidade que mais estressa do que diverte. Mas ok, é legal ter um pouco das criações malucas de Akira Toriyama no jogo.

Mais uma vez isto mostra que o jogo é voltado para um público que busca uma aventura mais linear, sem parar para farmar e com pouca dificuldade. Por sinal, dificuldade no game são raras e depois que você consegue buscar as Sementes dos Deuses, todos os combates com os maiores vilões ficam mais fáceis. Novamente, o fator Diversão fala mais alto por aqui.

O Veredito

Apesar de uma inconsistência nos combates e no conceito RPG de ser, Dragon Ball Z: Kakarot investe na diversão do jogador, o que acaba cumprindo muito bem. Caso você seja um fã mais assíduo da série, vai adorar encontrar personagens antigos, conhecer a floresta do Pual, trombar com Tao Pai Pai e tantos outros.

Para o fã mais hardcore fica o apreço pelos personagens e a vontade de querer ver novamente a história recontada visualmente num game – por sinal, equipe de design trabalhou muito bem no cell-shading e é muito difícil ver a diferença do Anime para o Game. Você elevará seu ki por algumas dezenas de horas! 

A cópia do jogo foi cedida pela Bandai Namco e o jogo está disponível para PlayStation 4, Xbox One e PC (via Steam).