Anúncio

Cidadão Kane têm como peso, uma das obras mais importantes, icônicas e revolucionárias do cinema, dentro da linguagem de Orson Welles, escancarou em tela o trabalho sujo da imprensa para maquiar um governo corrupto, obra essa que foi indicada a nove Oscars, conquistando apenas uma estatueta, a de Melhor Roteiro.

Escrito por Herman Mankiewicz, apelidado de Mank, circularam por muito tempo alguns boatos sobre o quão problemático foi escrever e produzir Cidadão Kane. Os anos passaram e David Fincher entregou para a Netflix a obra que desvenda os mistérios e responde todas as perguntas sobre os bastidores de Cidadão Kane; Mank é um filme brilhante e inesquecível para aqueles que conseguirem assisti-lo.

Mank entra na prateleira dos grandes acervos históricos do cinema e, porque não, do mundo, primeiro por um pouco tirar a glória de Orson Welles, claro que o diretor têm seus méritos, mas esse filme rodeia apenas o cotidiano de Mankiewicz, que precisou estar isolado para escrever o roteiro de Cidadão Kan. Nesse meio tempo não lhe faltou álcool para deteriorar ainda mais o seu fígado, vivia em um sítio deitado na cama e bêbado só escrevendo página por página. Em paralelo a produção do longa clássico, o mundo vivia o caos da Segunda Guerra Mundial, e como foi para obra que lançou em 1941, foi feito para Mank que lançou em 2020, a arte ensinada por Cidadão Kane de como trazer assuntos de extrema importância referente a política de forma quase indireta, podendo se colocar em um nível épico de mensagem e aprendizado, colocando em fotografias e linguagens que marcaram a época, Mank é uma obra de arte que será reverenciada por todos os fãs de cinema.

Com a temporada de premiações batendo na porta de 2021, Mank veio bem forte quando o assunto é elenco. Gary Oldman vive o papel do grande roteirista que intitula o nome do filme, e Amanda Seyfried fez o papel da atriz Marion Davies, dois atores que ao contracenar foi o momento de ouro do filme, estupendo o nível de atuação de dois nomes grandes e pesados de Hollywood. Depois de conquistar o Oscar de Melhor Ator em O Destino de uma Nação, o ator volta a ser o grande favorito para levar a estatueta para casa de novo, já Amanda Seyfried têm um páreo duro com nomes como Viola Davis na categoria de melhor atriz. Sem dúvida foi a melhor atuação de um elenco entre todos os filmes nessa nova temporada de premiações.

O problema de você trabalhar uma linguagem da década de 40 para filmes modernos é que ninguém vai aguentar assisti-lo. Alguns podem chamar de filme do clube de cinéfilos, mas nem um cinéfilo vai conseguir defender o carro com freio de mão puxado que é Mank, por mais que diálogos sejam bem amarrados com grandes atuações em tela consigam carregar em alguns pontos a trama, ainda não passa de David Fincher querer empurrar uma pedra ladeira a cima. Esse tipo de linguagem, por mais que queira fazer propositalmente por estética da época, conseguiu sim incomodar e, para alguns talvez, destruir o filme como a grandiosidade que ele se mostrou em tela, concordo que a linguagem pode agradar os mais puristas, só que esse grupo é uma extrema minoria. Rotular Mank de chato, insuportável e sonolento é totalmente aceitável, caso tenha desistido antes da metade do filme também é compreensível.

A genialidade e grandiosíssimo apagados por uma trama extremamente arrastada, alguns chamarão de frescura, outros que não é para meu gosto, mas gosto de filmes arrastados, só que sempre existe um limite e esse se chama Mank. Será lembrado nas premiações e será grande favorito nas indicações que envolvem atuação, estilo favorito da academia e para os cinéfilos. Mank é um prato cheio de uma refeição que pouco agrada as massas.

Anúncio

ASSISTA AGORA NA NETFLIX

Anúncio