O ano de 2019 está sendo marcado por muitos fins de franquias e séries da cultura pop, dentre eles um que colocará uma dúvida na cabeça de todos os nerds que estão vivendo a era das HQs nas telas de cinema: X-Men: Fênix Negra.

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A franquia X-Men definitivamente nas mãos da Fox termina esta semana; uma era dos heróis mais aclamados da Marvel Comics que deu início a todo esse hype feito entre Marvel e DC nos cinemas, inclusive alguns da Dark Horse também, diante a tantos filmes ruins e bons os quais dividem a opinião do público, esse último filme não trás um grande impacto por causa de manter padrões dos antigos filmes e usar como base uma franquia mediana, porém acerta em cheio em um filme estilo X-Men dos quadrinhos, não só na referência como na história de uma das personagens mais poderosas da Marvel, Jean Grey na fase clássica Fênix Negra, de Chris Claremont.

X-Men: Fênix Negra
X-Men: Fênix Negra (Imagem Divulgação)

Mantém o Ritmo

O filme não explora grandes acontecimentos do universo X-Men, na verdade se mantém sem grandes feitos épicos ou tramas mais interessantes, o filme consegue se manter no que já foi mostrado na franquia, porém não é ruim.

O desenvolvimento dos personagens ao decorrer da série foram fantásticas, e esse final de arco encerra grandes atuações, apresenta uma base do mundo dos X-Men e joga para os fãs a dúvida de reboots, ou outras histórias que façam todos esses filmes cair no esquecimento. Isso seria uma tristeza por causa desse último filme que conseguiu acertar em partes.

Como leva o nome do filme, Jean Grey é a protagonista do início ao fim, se mostrando a heroína que se torna a ameaça, a superpoderosa e fantástica Fênix Negra, colocando em cheque os poderes de todos, como nos quadrinhos ela é um deus ex-máquina em forma de mutante, o filme não teve medo de trabalhar isso, colocando o poderoso Magneto e o grande professor Xavier como mutantes fracos – o que eles não são – colocando a discussão da heroína que se torna ameaça em prática.

Te mantém encantado com o que a Jean Grey pode fazer quando não se há limites para atacar, poderes extrapolados ao estilo HQ que não foi feito com alguns personagens do aclamado MCU da Disney. Pelo menos isso, a Fox (e o diretor Simon Kinberg) soube trabalhar muito melhor que a Disney, colocando uma mulher extremamente poderosa que agrade mais e que consiga segurar o filme nas costas.

X-Men: Fênix Negra
X-Men: Fênix Negra (Imagem Divulgação)

Universo das Ruivas

Já que foi comentado da protagonista, precisa-se falar de Sophie Turner, a idolatrada Sansa Stark, que conquistou uma fanbase ao decorrer da série Game of Thrones e que por acaso essa evolução ocorre também em X-Men: Fênix Negra, mas não a personagem Jean Grey se transformando na Fênix Negra, e sim a índole da personagem.

Ironicamente chamada de “Sonsa” Stark na série, era rotulada de sem sal, descartável e até monótona, nesse filme, Turner não trás nenhuma relevância no primeiro ato, mas após absorver a névoa de energia no espaço, começa uma dupla transformação, a Jean Grey se torna poderosíssima, e a índole da mesma se deparando com a verdade, com tudo que o professor Xavier escondeu dela, começa a ter pensamentos conturbados a qual a coloca a semente da dúvida em quem confiar e o que fazer com um poder tão grandioso.

Essa confusão de Jean Grey é a fagulha para a manipulação da mesma pela Vuk, personagem de Jessica Chastain, que se mostra também um Deus Ex-Maquina, por se tratar de X-Men, mundo de heróis e coisas do gênero, coube perfeitamente na trama padrão da franquia, tendo um confronto final de forma épica e que só não impacta pelo excesso de câmeras lentas, mas impressiona visualmente.

Esse filme é um acerto de contas para finalizar a Marvel/Fox e entregar nas mãos da Disney, muitos estão confiantes por causa do MCU impecável nos últimos dez anos e seria interessante manter Sophie Turner como Fênix Negra/Jean Grey, pois ela foi sensacional.

x men fenix negra
X-Men: Fênix Negra (Pôster Divulgação)

Jean Grey de respeito!

Jean Grey foi perfeitamente apresentada ao cinema como uma das mais poderosas da Marvel Comics – e sem frear seus poderes como Feiticeira Escarlate – Sophie Turner supera facilmente ambas as atrizes do MCU, tanto em desenvolvimento quanto em heroísmo, segurando a repetida trama já mostrada em muitos filmes da franquia X-Men da Fox.

Isso te mantém preso a trama e faz com que você goste do que está sendo visto, muito abaixo se comparar aos filmes da Marvel/Disney e DC/Warner, mas encerra lindamente todo o trabalho que a Fox já fez com o maior grupo de heróis dos quadrinhos: de filmes ruins como X-Men: Apocalipse e Wolverine: Imortal, mas também os incríveis como Deadpool e Logan. Apenas gratidão pela Fox que inciou a Era das HQs nos cinemas!

REVIEW
X-Men: Fênix Negra
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Baraldi
Editor, escritor, gamer e cinéfilo, aquele que troca sombra e água fresca por Netflix e x-burger. De boísta total sobre filmes e quadrinhos, pois nerd que é nerd, não recusa filme ruim. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês.