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Quando comecei a me interessar por k-pop, vários anos atrás, o girl group Girl’s Generation dominava o cenário musical sul-coreano. Conhecidas como o Grupo da Nação na segunda geração do k-pop, toda nova música era sucesso garantido. E não é à toa que mesmo os kpoppers mais novos reconhecem seus singles quando tocam até hoje. E as integrantes ainda fazem um sucesso imenso, mesmo nas atividades solo.

Quando Jessica Jung saiu do grupo, em 2014, foi um choque total. Afinal ela era uma das vocalistas principais, tudo parecia bem com o grupo e o comeback com Catch Me If You Can estava quase sendo lançado.

As circunstâncias de sua saída ainda são controversas e confusas para muitos fãs, mas a saída do grupo fez com que Jessica pudesse se dedicar a outras paixões. E hoje, além de cantora, ela é estilista, influencer e agora escritora.

Shine: Uma Chance de Brilhar é o livro de estreia da artista e que chegou por aqui pela Editora Intrínseca. E enquanto eu espero ansiosamente por Bright (a continuação prevista para 2021), vim trazer minha opinião após a leitura.

O livro conta a história de Rachel Kim, uma trainee que está há 6 anos trabalhando incansavelmente pela chance de debutar como uma estrela do k-pop da DB Entertainment, principal empresa de entretenimento sul-coreana, dona dos contratos com os artistas mais famosos do país.

Logo de cara, é visível a semelhança da protagonista com Jessica. Uma americana, com ascendência coreana, que cresceu na Coréia e teve que lidar com as diferenças culturais. E fica claro que Jessica usou sua própria experiência na indústria para criar o universo de Shine.

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Quem acompanha o k-pop de perto, sabe que a vida dos Idols não é nada fácil. A de trainee então, mais difícil ainda. Pois todo o trabalho duro está lá, mas sem o glamour da fama e sem a certeza de sequer debutar.

Mas o livro vai além e trata de assuntos como a proibição de namoros, a manipulação da vida pessoal, as exigências com o peso e a aparência física, bullying e até o machismo presente na indústria.

E cada vez que vemos Rachel sofrendo no livro, é inevitável pensar que Jessica pode ter passado pela mesma situação. Então se eu já gostava da artista, minha empatia aumentou ainda mais.

O livro é leve, divertido e sabe criar tensão nos momentos certos, pois ao mesmo tempo em que torcemos pelo sucesso de Rachel e pelo seu debut, queremos que ela largue tudo para poder ser ela mesma, e para poder viver seu romance com o astro Jason Lee.

Para os fãs de livros do gênero Jovem Adulto, ou romances adolescentes, é um prato cheio. E embora o livro siga alguns clichês do gênero, conseguiu me surpreender com o final e sua revelação bombástica, e me deixar com aquela ansiedade boa para saber o que acontece na continuação.

Minha única crítica fica para os termos em coreano presentes no meio do livro. Eles aparecem em várias páginas, sem tradução ou notas de rodapé. Para quem tem bastante contato com k-pop e k-dramas, é possível entender a maior parte, seja por conhecer os termos ou pelo contexto. Mas quem não tem tanta familiaridade pode se incomodar um pouco.

A capa original e a sobrecapa criada por Junno Sena para a versão brasileira são lindas e refletem bem o clima do livro. E o fato de o livro acompanhar cards colecionáveis exclusivos tornam a experiência com o livro ainda mais bacana, pois os cards já fazem parte da cultura dos fãs de k-pop.

Se você gosta de k-pop, tem curiosidade sobre a vida dos trainees e ama ler, Shine com certeza é para você.

shine uma chance de brilhar
Shine: Uma Chance de Brilhar, Editora Intrínseca (Foto: Suco de Mangá)

SHINE: UMA CHANCE DE BRILHAR, de Jessica Jung

Tradução: Giu Alonso
Páginas: 368
Editora: Intrínseca
Livro impresso: R$ 49,90
E-BOOK: R$ 34,90

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REVIEW
Shine: Uma Chance de Brilhar
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Camila
Apaixonada por cultura oriental no geral, não pode ver um idioma com letras diferentes que já fica com vontade de aprender. Viciada em música, doramas, jogos e séries. Quer aprender as coreografias de kpop todas, só falta vencer a preguiça e a Netflix deixar.