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O Morro dos Ventos Uivantes | Gótico, Sobrenatural e Folclore na Obra de Emily Brontë

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Imagem Divulgação

Quando O Morro dos Ventos Uivantes foi publicado, em 1847, o romance gótico já tinha seus clichês bem estabelecidos: castelos medievais, donzelas em perigo, vilões de capa e punhal. Emily Brontë ignorou tudo isso — e ao ignorar, reinventou o gênero.

O horror que ela construiu não habita ruínas arquitetônicas. Ele mora nos “cantos escuros da mente humana”, como a crítica literária batizou o que ficou conhecido como Gótico Psicológico. As duas casas centrais da narrativa — Wuthering Heights e Thrushcross Grange — não são meros cenários. São extensões das almas que as habitam e já falei isso nos reviews do LIVRO e do FILME da Margot Robbie.

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Representação da casa no Morro dos Ventos Uivantes

Wuthering Heights é rústica, tempestuosa, “endemoninhada”. O próprio nome já entrega tudo: wuthering é uma palavra dialetal de Yorkshire para descrever o tempo feroz, os ventos que uivam sem piedade. A casa não é um lugar passivo. Ela respira, late, sussurra. Seus uivos e ventos cortantes, os raios que a açoitam nas noites de tempestade, constroem uma atmosfera de coisa viva — uma entidade que compartilha o estado emocional dos que vivem entre suas paredes.

Thrushcross Grange, por outro lado, representa o civilizado, o refinado, o mundo burguês vitoriano com seus tapetes e suas convenções. O conflito entre as duas propriedades não é apenas geográfico nem social: é a batalha entre o instinto e a norma, entre a paixão selvagem e o decoro sufocante.

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Representação da Granja Thrushcross

Catherine sente-se prisioneira em Thrushcross Grange — ela chama o lugar de “abismo”. Heathcliff, na segunda geração, literalmente tranca a jovem Cathy e Hareton em Wuthering Heights. O aprisionamento, tema clássico do gótico, é aqui transposto para a esfera doméstica e sentimental.

Heathcliff: Demônio, Sátiro ou Changeling?

Nenhuma discussão sobre o sobrenatural em O Morro dos Ventos Uivantes consegue escapar de Heathcliff. Ele é o núcleo gravitacional de toda a estranheza que a obra emana — e sua origem deliberadamente obscura é a fonte de grande parte do fascínio que exerce há quase dois séculos.

O próprio Mr. Earnshaw o traz de Liverpool como um presente misterioso, sem nome, sem família, sem passado verificável. Surge do nada. E desde o início, os outros personagens o percebem como algo que não pertence inteiramente ao mundo humano.

Os rótulos que a narrativa cola nele são reveladores: “demônio”, “filhote de Satanás”, “vampiro”, “ghoul”. Não são insultos casuais — são categorias do imaginário folclórico e religioso. Personagens chamam Heathcliff de imp of Satan, associando-o diretamente à tradição popular que demoniza o estranho, o órfão sem origem conhecida, aquele que não se encaixa em nenhuma genealogia reconhecível.

Uma das interpretações mais fascinantes o aproxima da figura do Changeling — a criança feérica que, segundo o folclore celta irlandês e da Cornualha, era trocada por um bebê humano. O Changeling não tem raízes, semeia o caos onde é inserido, e carrega consigo algo irremediavelmente alienígena. Heathcliff cumpre esse roteiro com precisão perturbadora: surge do nada, desestrutura uma família inteira e funciona como um elemento de desordem que a lógica social não consegue conter.

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Figura do changeling / Imagem Divulgação

Mas há outras dimensões na sua figura que merecem atenção. Há algo do Sátiro em Heathcliff — a criatura mitológica que habita as fronteiras entre o humano e o animal, entre a civilização e o mundo selvagem. Sua conexão com as charnecas, seu corpo que parece feito do mesmo material que os ventos e as rochas de Yorkshire, seu desprezo total pelas convenções sociais e morais: tudo isso o aproxima de uma força da natureza mais do que de um homem. Ele não apenas frequenta o espaço selvagem. Ele é, em alguma medida, uma manifestação desse espaço.

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Sátiro / Imagem Divulgação

E então há a figura do Diabo. Não o demônio de chifres e tridente do imaginário popular, mas o Adversário da tradição judaico-cristã: aquele que deseja com uma intensidade que transgride todos os limites, que é capaz de destruir o que ama porque o amor e a destruição são, para ele, a mesma coisa. Heathcliff é movido por uma paixão que não distingue entre devotar-se e devorar. Ele personifica o mal moral não porque seja simplesmente cruel, mas porque sua obsessão por Catherine o coloca além de qualquer sistema ético convencional.

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Ao mesmo tempo, Brontë nos lembra que Heathcliff também foi vítima — da crueldade de Hindley, do preconceito de classe, da traição de Catherine ao casamento com Edgar Linton. Essa ambiguidade é parte da genialidade da obra: ele é agente e vítima de atos terríveis, anti-herói byroniano por excelência, e é justamente por isso que não conseguimos simplesmente descartá-lo como um vilão.

Nelly Dean: A Narradora que Pode Ser a Vilã

Entre todas as personagens de O Morro dos Ventos Uivantes, Nelly Dean ocupa uma posição peculiar e frequentemente subestimada. Ela é a narradora central da história — é ela quem conta tudo ao visitante Lockwood, e é pela sua voz que conhecemos os acontecimentos de décadas passadas.

Mas Nelly não é uma observadora neutra. Ela está presente em praticamente todos os momentos críticos da narrativa: mortes, crises, rupturas. Pessoas morrem ao seu redor com uma frequência que vai além da coincidência narrativa. E suas intervenções — ora retendo informações, ora tomando decisões no lugar dos outros — moldam os destinos dos personagens de maneiras que ela jamais reconhece abertamente.

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Hong Chau como Nelly Dean em O Morro dos Ventos Uivantes / Imagem Divulgação

Há uma corrente crítica que enxerga (eu mesmo) em Nelly algo próximo de uma bruxa — não no sentido de rituais e poções, mas no sentido folclórico mais profundo: a mulher que sabe mais do que deveria, que está sempre nos bastidores dos eventos mais sombrios, que exerce um poder velado sobre os outros ao mesmo tempo em que fingi ser apenas uma serva. James Hafley, declarou em 1950-60 sobre Nelly ser a verdadeira vilã do romance.

Ela conhece os segredos de todos, manipula situações com a sabedoria aparentemente inocente de quem “só está tentando ajudar”, e sua lealdade nunca é completamente clara. Para quem Nelly realmente trabalha? O que ela omite, e por quê? Essas perguntas não têm resposta definitiva no texto — e essa ambiguidade é, ela mesma, uma característica do sobrenatural brontëano. Nelly é uma vilã em potencial que o romance se recusa a nomear como tal.

As Charnecas de Yorkshire: Uma Paisagem que É Personagem

Se Heathcliff é a encarnação do poder selvagem e indomável, as charnecas de Yorkshire são o território onde esse poder encontra sua expressão mais pura. Em O Morro dos Ventos Uivantes, as moors não são um cenário de fundo — elas são uma presença ativa, quase uma personagem com agência própria.

Míticas, soturnas, enigmáticas e nebulosas: as charnecas funcionam como um espaço liminar, uma zona de fronteira entre o mundo dos vivos e o dos mortos, entre a civilização e o caos. É nelas que Catherine e Heathcliff constroem sua infância de liberdade selvagem. É nelas que os fantasmas são vistos vagando após as mortes dos protagonistas. É nelas que a lógica do mundo ordenado e burguês simplesmente não se aplica.

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Para você se situar, a obra se passa em uma região de charneca.

A tradição folclórica do norte rural da Inglaterra sempre atribuiu às charnecas um estatuto especial: lugares onde espíritos errantes podem ser encontrados, onde a separação entre o natural e o sobrenatural se dissolve. Emily Brontë, criada em Haworth, no coração desse território, respirou essas histórias desde a infância. A criada da família Brontë, Tabby Aykroyd, era conhecedora das tradições orais locais — e sua influência na obra de Emily é significativa.

As tempestades que assolam as charnecas não são apenas fenômenos meteorológicos no romance. Elas acompanham os momentos de maior intensidade dramática — mortes, rupturas, revelações. Esse uso do tempo como presságio é um elemento clássico do weather lore, a superstição meteorológica da tradição rural inglesa, que lê o clima como sinal do mundo espiritual. O próprio título da obra, com o wuthering que nomeia o vento feroz, faz desta ligação entre natureza e assombro o coração semântico do livro.

O Sobrenatural que Nunca Se Resolve

Em muitos romances góticos do século XIX, o sobrenatural acaba sendo explicado: era um disfarce, era um sonho, era uma alucinação. Emily Brontë recusa esse conforto.

A cena mais famosa e mais perturbadora do livro é a que abre a narrativa: o visitante Lockwood, dormindo no quarto de Catherine, acorda com uma mão gélida de criança tentando entrar pela janela, chamando por Heathcliff. O próprio Lockwood narra o episódio de modo que nunca saberemos ao certo se foi um pesadelo ou uma aparição real. Brontë constrói a ambiguidade com precisão cirúrgica — e não a resolve. Não resolveu pra mim, no caso.

Isso coloca o romance em território que o teórico Tzvetan Todorov chamaria de fantástico: o espaço onde o leitor hesita entre uma explicação natural e uma sobrenatural, sem que o texto ofereça resolução definitiva. Os fantasmas de O Morro dos Ventos Uivantes são psicológicos e reais ao mesmo tempo, e é justamente essa indeterminação que os torna perturbadores.

A morte de Heathcliff replica essa ambiguidade. Ele para de comer, parece ver algo que os outros não veem — o espírito de Catherine, sugerem alguns personagens —, e morre com um sorriso macabro e os olhos que se recusam a fechar. Há a sugestão de que ele mesmo abriu a janela para permitir a entrada do fantasma da amada. A união que foi negada em vida se cumpriria, então, na morte?

fantasma catherine wuthering heights

O romance não responde. Ele encerra com relatos de aldeões que juram ter visto os dois fantasmas vagando juntos pelos morros em noites de tempestade. Esses relatos não são apresentados como crença ingênua: eles são a última palavra da narrativa, e Brontë os trata com a seriedade das histórias orais que circulavam pelas vilas de Yorkshire há gerações.

O Folclore Vivo de Yorkshire: Ponden Kirk e os Changelings

A influência do folclore em O Morro dos Ventos Uivantes vai além da atmosfera. Há referências a lendas específicas e identificáveis — e a mais impressionante delas é a do Penistone Crag, o Penedo de Penistone da narrativa.

Emily Brontë baseou esse local na lenda real de Ponden Kirk, uma formação rochosa local que carregava uma crença popular específica: casais que rastejassem juntos por uma fenda na pedra se casariam em um ano; se a mulher passasse pela fenda sem o homem, morreria em breve.

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Esse Ponden Kirk me lembra uma cena de Your Name

 

No romance, Catherine rasteja por Ponden Kirk com Heathcliff na infância. Mas é com Edgar Linton que ela se casa. Dentro da lógica folclórica que Brontë tece na obra, esse desvio do rito selou seu destino trágico. A pedra não perdoa a quebra do pacto.

Joseph e a Religiosidade Popular: Entre o Metodismo e a Demonologia

O servo Joseph é um dos personagens mais ignorados da obra e um dos mais ricos para entender a camada folclórica do romance. Ele encarna uma religiosidade rural rígida, ligada ao metodismo de Yorkshire, mas profundamente atravessada pela superstição.

Para Joseph, Heathcliff é literalmente uma encarnação demoníaca — não como metáfora, mas como convicção teológica popular. Suas interpretações do que acontece em Wuthering Heights são sempre filtradas por uma visão de mundo onde demônios, castigos divinos e presságios são parte do cotidiano. Seu dialeto cerrado, sua linguagem bíblica e sua paranoia religiosa posicionam o romance dentro de uma tradição de cristianismo popular onde o sobrenatural nunca está longe.

O Duplo: Catherine e Heathcliff Como Uma Só Entidade

Uma das declarações mais citadas de toda a literatura inglesa está em O Morro dos Ventos Uivantes: “Eu sou Heathcliff.” Com essa afirmação, Catherine não apenas expressa amor — ela dissolve a fronteira entre duas identidades.

Catherine e Heathcliff formam o que a crítica gótica chama de Doppelgänger, o duplo: duas manifestações de uma mesma essência, que se reconhecem mutuamente como um espelho. Essa fusão vai além do romance convencional. Ela sugere uma forma de existência que ultrapassa os limites do corpo e da morte — e é por isso que a morte de Catherine não encerra a história, mas a assombra até a última página.

Se eles são dois aspectos de uma única entidade, então a morte de um é a mutilação do outro. E a busca de Heathcliff, por décadas, não é simplesmente por vingança ou por poder: é pela restauração de uma inteireza que foi violentamente partida.

Por Que O Morro dos Ventos Uivantes Ainda Nos Assombra

Quase 180 anos depois de sua publicação, O Morro dos Ventos Uivantes continua sendo um dos romances mais perturbadores da literatura ocidental. Não porque tenha monstros ou sustos — mas porque Emily Brontë entendeu que o horror mais duradouro é aquele que não se deixa resolver.

Os fantasmas da obra não são explicados. Heathcliff não é categorizado. As charnecas não são domadas. Nelly não é julgada. A pedra de Ponden Kirk não solta sua vítima.

Brontë fundiu o gótico, o sobrenatural e o folclore como estrutura que sustentam a lógica emocional e narrativa da obra. Sem eles, O Morro dos Ventos Uivantes seria apenas um romance sobre duas pessoas que não conseguiram ficar juntas. Com eles, é uma investigação sobre o que acontece quando a paixão humana encontra as forças que governam o mundo além do humano — e recusa-se a recuar. Recusa-se a recusar!

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Catherine & Heathcliff / Não achei o crédito dessa obra incrível!

E é por isso que, em noites de tempestade, ainda parece plausível que dois vultos caminhem juntos pelas charnecas de Yorkshire.

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Death Stranding 2: On the Beach chega ao PC com novo modo de dificuldade e melhorias técnicas

A Kojima Productions lançou Death Stranding 2: On the Beach para PC, celebrando a chegada do jogo à plataforma com um trailer de lançamento editado pelo próprio Hideo Kojima. A atualização também traz novidades simultâneas para a versão de PlayStation 5.

Novo modo “To the Wilder” é o destaque do conteúdo

A principal adição é o modo “To the Wilder”, um desafio de dificuldade extrema criado para testar as habilidades dos jogadores em ambientes repletos de inimigos letais. O modo se junta a outras novidades de conteúdo, como bandanas personalizáveis para Sam e a nova área de treino em realidade virtual “Preso em uma Dimensão Estranha”, onde é possível reviver confrontos marcantes do jogo.

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Outra adição é o Felino Quiral, que aparece no quarto privado do personagem e pode ser integrado ao Modo Foto para registros exclusivos das viagens pela rede quiral.

Tecnologia de ponta na versão para PC

No campo técnico, a versão PC chega com suporte completo para DLSS (NVIDIA), FSR (AMD) e XeSS (Intel), taxas de quadros desbloqueadas e suporte a resoluções superultrawide. Jogadores com hardware de alto desempenho podem ativar Ray Tracing para reflexos e oclusão de ambiente, elevando o realismo visual em superfícies como água e alcatrão.

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Imagem Divulgação

PS5 também recebe as novidades

Todo o novo conteúdo, além do suporte ao formato ultrawide padrão, está disponível simultaneamente para os usuários de PlayStation 5, garantindo que toda a comunidade tenha acesso às novidades deste novo capítulo da visão de Kojima. Para saber mais, acesse o blog oficial da PlayStation.

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‘Sonic 4: O Filme’ ganha primeiro teaser trailer com Amy Rose e estreia prevista para 2027

A Paramount divulgou o primeiro teaser trailer de “Sonic 4: O Filme”, um ano antes da estreia oficial nos cinemas, marcada para 18 de março de 2027. O anúncio chega após as três produções anteriores da franquia ultrapassarem US$ 1 bilhão em bilheteria global.

A grande novidade do quarto filme é a estreia de Amy Rose, personagem clássica da franquia SEGA, que será dublada no original por Kristen Bell. Outro reforço no elenco é Ben Kingsley, que entra para o universo live-action em um papel ainda não revelado.

Elenco e direção

Jeff Fowler retorna à direção, mantendo a continuidade criativa dos três primeiros filmes. Ben Schwartz segue como a voz de Sonic, ao lado de um elenco extenso que inclui Jim Carrey, Idris Elba, Keanu Reeves, James Marsden, Tika Sumpter, Matt Berry, Colleen O’Shaughnessey, Lee Majdoub, Nick Offerman e Richard Ayoade.

A produção está a cargo de Neal H. Moritz, Toby Ascher e Toru Nakahara, com distribuição pela Paramount Pictures.

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Crimson Desert é lançado mundialmente hoje pela Pearl Abyss

A Pearl Abyss confirmou o lançamento global de Crimson Desert para esta quinta-feira (19), às 19h no horário de Brasília. O jogo de ação e aventura em mundo aberto chega simultaneamente para PlayStation 5, Xbox Series X|S, Steam, Apple Mac, Epic Games Store e ROG Xbox Ally. O título conta com dublagem completa em inglês, coreano e chinês, além de legendas em 14 idiomas — incluindo o português do Brasil.

Desenvolvido com o BlackSpace Engine, motor gráfico próprio da Pearl Abyss, Crimson Desert apresenta um mundo aberto massivo com ambientes variados: áreas selvagens, cidades movimentadas, ruínas antigas e culturas diversas que compõem um cenário vivo e detalhado.

O sistema de combate permite encadear combos com espadas, machados, lanças, armas de longo alcance, além de golpes corpo a corpo, chutes e agarrões. A progressão do personagem é moldada pelo próprio jogador por meio da exploração e de confrontos com chefes. A movimentação pelo mundo é um dos pilares do jogo. Mecânicas de escalada, planagem e outros sistemas de movimento garantem liberdade total na navegação pelo mapa.

Para mais informações sobre Crimson Desert, acesse o site oficial do jogo e siga-nos nas redes sociais.

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Red Dead Redemption no Nintendo Switch | Um Clássico do Faroeste que Vale Cada Hora no Saloon

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Red Dead Redemption chega ao Nintendo Switch como um dos ports mais bem-executados para o console da Nintendo, equilibrando fidelidade ao material original com um desempenho técnico competente. Para quem ainda não conhecia a saga de John Marston, a versão portátil é uma porta de entrada sólida para um dos melhores jogos de faroeste já feitos.

Cabe dizer logo de cara: é a primeira vez que muitos jogadores de Nintendo encaram um título do gênero seriamente. E Red Dead Redemption surpreende — e muito.

Atmosfera que transporta: o poder do cenário

Mesmo quem nunca tocou em um jogo de faroeste vai se sentir em casa rapidamente com Red Dead Redemption no Switch. A Rockstar construiu um mundo que respira o gênero: poeira, planícies abertas, cidades de madeira e uma trilha sonora que parece arrancada diretamente de um filme de Sergio Leone. Quem é fã da Trilogia do Dólar ou de Era uma Vez no Oeste, por sinal, dos meus filmes preferidos da vida, vai reconhecer imediatamente o DNA visual e emocional do jogo.

Esse clima não é acidental. É resultado de um trabalho de direção artística muito cuidadoso, que coloca o jogador dentro de um crepúsculo do Velho Oeste — um mundo prestes a desaparecer com a chegada da modernidade. A história de John Marston, um ex-fora da lei forçado a perseguir seus antigos comparsas em troca da liberdade da sua família, carrega temas de redenção, lealdade e o peso do passado que reverberam além do tempo. É o tipo de roteiro que torna difícil largar o controle.

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Desempenho técnico: o port que funciona

A versão para Nintendo Switch roda a 30 frames por segundo — uma limitação do hardware, mas que não prejudica a experiência de forma significativa. Em modo dock, os gráficos se sustentam bem: as texturas, iluminação e a composição dos ambientes estão à altura de um jogo que já tem mais de 15 anos, e o resultado é visualmente satisfatório sem grandes concessões.

O port chama atenção pela estabilidade. Quedas de frame são raras ou imperceptíveis no modo TV, o que é um feito considerável levando em conta o porte do jogo e as limitações técnicas do console. Para um título desse tamanho, a Rockstar entregou um trabalho de otimização sólido.

Vale mencionar que a experiência em modo portátil foi menos explorada nesta análise já que não joguei tanto nessa pegada, então uma avaliação definitiva dessa modalidade fica para outra oportunidade. Para quem pretende jogar majoritariamente na TV, no entanto, a versão cumpre o que promete.

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Um diferencial que importa: localização em português do Brasil

Um ponto que merece destaque especial é a presença de localização completa em português do Brasil. Para o público brasileiro, isso transforma significativamente a experiência — diálogos, menus e textos de missões ganham uma acessibilidade que facilita a imersão e elimina uma barreira que afastava parte do público do jogo original. É um gesto que mostra atenção ao mercado brasileiro e faz diferença real no dia a dia de quem joga.

Missões principais e secundárias: qualidade que surpreende

A campanha principal de Red Dead Redemption pode ser concluída em menos de 20 horas para quem seguir apenas a linha narrativa central — um número relativamente baixo para os padrões de mundo aberto atual, mas que reflete uma história bem cadenciada, sem diluição desnecessária.

O que impressiona é a qualidade das sidequests. Ao contrário do que se poderia esperar de um jogo mais antigo, boa parte das missões secundárias é bem escrita e possui peso narrativo real — chegando a rivalizar com as missões principais em alguns momentos. O trabalho de construção de personagens e situações nas histórias paralelas mostra o quanto a Rockstar investiu em dar vida ao mundo além da trama central.

Nem tudo é perfeito, porém. Algumas missões secundárias se resumem a capturas de animais ou de foragidos, sem muita profundidade. São tarefas funcionais, mas que contrastam com o nível das demais. Quem busca exploração completa do mapa, com todos os easter eggs e localidades espalhadas pelo mundo, pode esperar um tempo total bem mais longo do que as 20 horas da campanha.

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O pacote: o que está incluído

A versão do Switch traz o jogo base completo mais a expansão Undead Nightmare — um conteúdo de campanha adicional que coloca o mesmo universo em um cenário de zumbi, com um tom mais leve e exagerado que contrasta bem com o drama do jogo principal. É uma adição bem-vinda e que agrega valor ao pacote.

Por outro lado, o modo multiplayer original foi removido de todas as versões deste relançamento, incluindo a do Switch. Isso representa uma perda real para quem esperava uma experiência online, mas para o jogador solo esse vazio dificilmente será sentido — a campanha e as missões secundárias já entregam conteúdo suficiente para justificar o investimento.

O preço cobrado pode soar elevado para alguns, considerando que estamos falando de um jogo de 2010 sem reestruturação de mecânicas ou modernização de animações. Mas quem enxergar o título pelo que ele é — uma das melhores histórias já contadas em um videogame, agora portátil — vai entender o valor do que está comprando.

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Mecânicas: o jogo resiste bem ao tempo

O sistema de tiro e o Dead Eye — mecânica que desacelera o tempo e permite marcar alvos com precisão — continuam funcionando bem. Não são mecânicas tão fluidas quanto as de Red Dead Redemption 2, lançado anos depois e com uma camada de simulação muito maior, mas para quem está chegando ao primeiro jogo agora, a experiência é satisfatória e divertida. A exploração a cavalo pelo mapa aberto ainda tem um charme particular, reforçado pela direção de arte e pela trilha sonora.

Quem vier direto do segundo jogo pode estranhar algumas rigidezes do controle e a ausência de sistemas mais elaborados. Mas para o público que está descobrindo a franquia agora pela versão Switch — que é o meu caso —, essa questão simplesmente não existe.

Vale a pena?

Red Dead Redemption no Nintendo Switch é um port competente de um jogo excelente. A combinação de performance estável em modo dock, localização em PTBR, narrativa de alto nível e a inclusão de Undead Nightmare forma um pacote que justifica a compra — especialmente para quem nunca teve acesso ao original. As limitações técnicas do hardware são reais, mas não comprometem o que importa: a experiência de viver a história de John Marston e de se deixar levar por um dos melhores mundos abertos já criados. E para quem terminar animado, a boa notícia é que o segundo jogo espera — e promete ser ainda melhor.

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Livro de Receitas dos Animes retorna ao estoque com 30% de desconto

o livro de receita dos animes
Capa Divulgação

Depois de um ano fora do estoque, o Livro de Receitas dos Animes está de volta — e com 30% de desconto usando o cupom MAR10 até 31 de março. A obra, escrita pela criadora de conteúdo Nadine Estero, reúne 75 receitas inspiradas em animes de diferentes gerações, com pratos que vão de entradas a sobremesas e bebidas. Cada receita vem acompanhada de contexto sobre a ligação do prato com a história original e da indicação do episódio exato em que ele aparece.

O que tem no livro

O livro cobre pratos de todos os níveis de dificuldade, dos mais simples aos mais elaborados. Entre as receitas estão os bolinhos de carne de porco de Haikyuu!!, o omelete suflê de Food Wars!, o banquete de carne de Dragon Ball Z, as panquecas de morango com macarons de Your Name e a vaca quente de rum amanteigado de Laid-Back Camp, entre muitas outras.

Além das receitas, a publicação conta com ilustrações no estilo anime e abrange desde favoritos japoneses tradicionais até recriações inventivas de pratos que marcaram o imaginário dos fãs.

Sobre a autora

Nadine Estero é criadora de conteúdo asiática especializada em receitas inspiradas em animes e videogames. No livro, ela resgata momentos culinários marcantes da cultura anime — seja em cenas do cotidiano ou em episódios inteiros dedicados à gastronomia — e os traduz em receitas acessíveis para o dia a dia.

Para garantir a reimpressão com desconto, basta usar o cupom MAR10 até 31 de março.

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Livro-kamishibai bilíngue sobre conto japonês clássico lança campanha de financiamento coletivo no Catarse

kamishibai
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Um livro que se abre como um palco. Essa é a proposta do projeto “Kasajizô (O Jizô e os chapéus de palha)”, livro-kamishibai bilíngue em português e japonês que acaba de lançar campanha de financiamento coletivo na plataforma Catarse. A iniciativa é uma parceria entre a Editora Laboralivros, pelo selo Urso, e a professora Satomi Oishi Azuma, da Universidade Federal do Paraná (UFPR).

A campanha funciona no modelo tudo ou nada — só se concretiza se atingir a meta — e tem recompensas com valor especial na primeira semana. As contribuições podem ser feitas em catarse.me/kamishibai2.

O que é o kamishibai

O kamishibai é uma forma tradicional japonesa de contar histórias que combina narrativa oral com ilustrações exibidas em sequência dentro de um pequeno teatrinho de madeira. Muito popular no Japão do século XX, a prática reunia crianças e adultos de forma comunitária e afetiva.

No projeto atual, essa tradição foi reinventada em formato livro-luva: uma caixinha que se abre como palco, com lâminas ilustradas em papel resistente de 300g, em tamanho próximo ao A4. No verso de cada lâmina, o texto em português e japonês orienta quem narra a história.

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O conto escolhido

A história selecionada para o projeto é o Kasajizô, uma das narrativas mais conhecidas do folclore japonês. O conto acompanha um casal de idosos que, mesmo vivendo na pobreza, decide proteger estátuas de pedra Jizô da neve com chapéus de palha. O gesto de generosidade é recompensado de forma inesperada na noite de Ano Novo.

A tradução e adaptação foram feitas por alunos do curso de Letras Japonês da UFPR, com supervisão da professora Satomi Azuma. As ilustrações ficaram a cargo de estudantes convidados, tornando a obra um trabalho coletivo que une tradição, jovens criadores e diversidade cultural.

Recompensas para apoiadores

Além do livro-kamishibai, quem apoiar a campanha pode receber itens exclusivos: totebag dos Jizô (no tamanho do livro), ímã protetor em formato de Jizô, cartela de adesivos com imagens inspiradas no Japão e livro de colorir com ilustrações do kamishibai.

Continuidade e impacto educacional

Com a meta atingida, a equipe poderá inscrever o projeto em editais públicos de cultura, visando a produção de novas histórias em formato kamishibai e sua distribuição gratuita em escolas e instituições de ensino no Brasil.

O curso de Letras Japonês da UFPR desenvolve projetos com kamishibai desde 2015, levando apresentações de mukashi banashi — histórias tradicionais japonesas — a escolas, eventos culturais e ações comunitárias. A parceria com a Editora Laboralivros representa a chegada desse trabalho ao mercado editorial.

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Universal Pictures leva ativações de “Super Mario Galaxy: O Filme” e “Michael” ao Lollapalooza Brasil

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A Universal Pictures marca presença no Lollapalooza Brasil com um grande estande dividido em duas ativações temáticas: uma dedicada a “Super Mario Galaxy: O Filme”, com estreia em 1º de abril, e outra à cinebiografia “Michael“, que chega aos cinemas em 23 de abril. O público poderá visitar o espaço nos três dias do festival — de 20 a 22 de março —, das 11h às 23h.

Super Mario Galaxy: cenário, fotos e tatuagens temporárias

Na área dedicada ao filme dos irmãos Mario e Luigi, os visitantes podem tirar fotos em um cenário inspirado no cartaz oficial do longa. A estrutura inclui um barquinho cenográfico e as lumas — criaturas estrelares ligadas à personagem Rosalina. Ao final da experiência, o público ainda leva para casa tatuagens temporárias com personagens do filme.

Dirigido por Aaron Horvath e Michael Jelenic, “Super Mario Galaxy: O Filme” acompanha Mario e seus amigos em uma missão galáctica para enfrentar uma nova ameaça cósmica que coloca todo o universo em perigo.

Michael: pista de dança e vídeo da coreografia

A ativação dedicada à cinebiografia de Michael Jackson aposta na interatividade. No espaço, os fãs podem dançar ao som de “Don’t Stop Till’ You Get Enough” e ainda levar para casa o vídeo da própria coreografia.

O filme acompanha a trajetória do Rei do Pop desde os tempos do The Jackson 5 até o início de sua carreira solo, com destaque para performances icônicas e para sua vida fora dos palcos.

As ativações da Universal Pictures estarão disponíveis ao público durante toda a programação do Lollapalooza Brasil, nos dias 20, 21 e 22 de março.

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