A Bienal do Livro Rio 2025 foi palco de um encontro especial entre literatura e televisão no último sábado (21). O painel “Páginas na Tela – Novelas” reuniu renomados autores da teledramaturgia brasileira e chamou atenção de celebridades e público geral.
Grandes nomes das novelas em debate
O encontro foi mediado por Rosane Svartman, autora de “Dona de Mim”, que conduziu conversa com três importantes escritores: Walcyr Carrasco (autor de “Êta Mundo Melhor”), Alessandra Poggi (responsável por “Garota do Momento”) e Raphael Montes (autor de “Dias Perfeitos”, que será série no Globoplay).
Na plateia estiveram os atores Klébber Toledo e Camila Queiroz, que acompanharam atentamente as discussões.
A conexão entre livros e TV
Os escritores falaram sobre como a literatura influencia seu trabalho na televisão:
“A literatura me ajudou a construir histórias e personagens. Foi através dos livros que cheguei às narrativas televisivas”, revelou Walcyr Carrasco.
Alessandra Poggi contou como descobriu sua vocação: “Desde criança lia muito. Depois participei da oficina de autores da TV Globo e descobri minha paixão por escrever folhetins.”
Raphael Montes trouxe perspectiva diferente: “Comecei consumindo novelas antes de me interessar por livros. Ver ‘O Cravo e a Rosa’ aos 10 anos me fez pensar: ‘quero fazer isso’.”
Walcyr ainda revelou sua relação especial com os personagens: “Para mim, eles são pessoas reais que conheço. Às vezes penso na Aninha, de ‘Chocolate com Pimenta’, e me pergunto como ela está hoje.”
O painel reforçou a tradição brasileira de adaptar grandes obras literárias para TV, como “Gabriela”, “Tieta” e “Éramos Seis”.
Páginas na Tela – Novelas na Bienal do Livro Rio 2025
A Panini marcou presença forte na Bienal do Livro Rio 2025, que aconteceu entre os dias 13 e 22 de junho. Com dois estandes no evento, a editora ofereceu uma experiência completa para fãs de todas as idades, combinando lançamentos exclusivos, sessões de autógrafos e encontros memoráveis com personagens icônicos.
Lançamentos que chamaram atenção
Entre as principais novidades apresentadas na Bienal, destaque para:
Turma da Mônica: O selo MSP trouxe “Graphic MSP: Chico Bento – Viola” com marcador plantável como brinde, além de “Grandes Paródias da Turma da Mônica – Trecos Estranhos” em capa variante exclusiva da Bienal.
Universo dos super-heróis: Marvel apresentou “Os Supremos Vol. 1” e “Quarteto Fantástico – Edição Definitiva Vol. 1”, enquanto a DC lançou “Minhas Aventuras com o Superman” e “DC x Sonic Vol. 1”.
Mangás e Disney: Box especial de Dragon Ball com volumes 1 ao 21 e maxis postais como brinde, além de novidades como “Tio Patinhas e Minha Última Aventura”.
Panini Books: Cinco novos títulos chegaram às prateleiras, incluindo “A Lenda de Lady Byeoksa” e “A Pequena Loja de Conveniência da Galáxia”.
Encontros especiais com personagens
Um dos pontos altos da participação da Panini foram os encontros com personagens no estande. Mônica e Cebolinha apareceram com figurinos especiais de Stranger Things nos dias 14 e 20 de junho, enquanto Chico Bento e Rosinha receberam os fãs nos dias 15 e 21.
A Hello Kitty também marcou presença no dia 14, com duas sessões abertas ao público. Para participar dos encontros com a Turma da Mônica, os visitantes precisavam adquirir produtos específicos em capa dura.
Sessões de autógrafos movimentaram o público
A sessão de autógrafos do “Graphic MSP – Chico Bento: Viola” no dia 21 de junho teve um toque especial: começou com uma apresentação musical de violeiro tocando clássicos da moda de viola. Participaram o autor Orlandeli e o editor Sidney Gusman.
Outros destaques incluíram as sessões com Natan por Aí (150 senhas) e com a Aventureira Vermelha, Gi Alparone (250 senhas).
Brindes e promoções especiais
A Panini preparou diversas ações promocionais para os visitantes:
Orelhinha do Sansão na compra de produtos da Turma da Mônica
Chapéu do Chico Bento (para montar) com produtos da turma do personagem
Book bag na compra de 2 volumes Panini Books
Chaveiro na compra de 2 volumes de Pokémon
Ativação na roda-gigante
A tradicional roda-gigante da Bienal ganhou decoração especial da obra “Grandes Paródias da Turma da Mônica: Trecos Estranhos”, criando uma experiência visual única para os visitantes do evento.
Durante a Bienal do LivroRio 2025, o Palco Apoteose Shell recebeu grandes nomes da literatura e entretenimento nacional e internacional. Na noite de domingo (15), o local ficou pequeno para o público que foi assistir Alexene Farol Follmuth, a escritora norte-americana por trás do fenômeno “A Sociedade de Atlas”. Sob o pseudônimo Olivie Blake, ela assina suas obras mais adultas e intensas, uma distinção que, como explicou na entrevista mediada pela tradutora e autora brasileira Clara Alves, ajuda a guiar o leitor: “Se você quer mistério, suspense, surpresa, incerteza, leia a obra da Olivie. Se você quer uma coisa mais certa, mais previsível e um final feliz, leia o trabalho da Alexene.”
Com uma conversa franca, cheia de humor e sinceridade, a autora arrancou risos da plateia ao revelar que começou escrevendo fanfics no site fanfiction.net e depois, gradualmente, fez a transição para AO3.
Ao comentar a repercussão de sua obra entre fãs da cantora Taylor Swift, Follmuth se mostrou surpresa: “Eu adoro a Taylor, nascemos no mesmo ano, 1989. Mas não sabia que ela iria se tornar uma referência tão grande com relação aos meu livros. As pessoas ficam online discutindo as manias e as coisas dos Swifties. Eu só queria dizer que assisti ao Reputation e não sei de que cyberpunk feminina em fúria ela está falando, é um álbum de amor!”
A autora também compartilhou as diferenças fundamentais entre seus dois alter egos literários: “Quando eu escrevo como Olivie, vou no piloto automático. São temas que estão no topo da minha mente: política, feminismo, convívio, tecnologia. Já quando escrevo como Alexene, eu preciso parar e pensar o que posso dizer a uma pessoa jovem que ainda seja relevante para ela. É muito mais difícil escrever para jovens, afinal, já faz um tempo desde que fui uma.”
Essa complexidade, no entanto, é o que move seu processo criativo. “Eu nunca planejo. Se eu souber como a história vai acabar, eu nem escrevo. Preciso me surpreender, e no final, quando tudo se encaixa, eu digo: ‘sou um gênio’. Porque a internet vai me chamar de idiota, então eu preciso me ver como um gênio”, brincou.
Farol revelou ainda que o ponto de partida para suas histórias geralmente é uma piada ou cena solta, que evolui organicamente: “Eu não começo a escrever até saber o que a narrativa parece. E também o que o narrador é, e como eles estão contando a história.”
Sobre personagens, a moça confessou um tipo peculiar de empatia: “Eu não tenho personagens que eu não gosto. Eu pensei sobre o que é a motivação deles. E para mim é interessante seguir o que alguém que não é eu pode fazer. Isso é o que a ficção é para: entender outra perspectiva.”
Noite de Cavaleiros (Twelfth Kight)
Ao falar sobre o seu livro mais recente, Noite de Cavaleiros (Twelfth Kight), escrito durante a pandemia e gravidez, e lançado em 2024, a artista detalhou como quis representar mulheres que raramente são bem recebidas na ficção: “Eu não vou escrever mais uma personagem boazinha. Eu vou escrever alguém realmente irritada, agressiva. Uma personagem mais pesada. A bitch, sabe? Eu digo isso com afeto. Quando conheci meu marido, ele me disse que adorava que eu sempre sabia o que queria. Isso me reafirmou.”
Capa Divulgação
O livro, que foi um sucesso na Bienal, é descrito como “Uma comédia romântica geek jovem adulta ideal para fãs de jogos de RPG”, pois acompanha a história de Viola Reyes, uma jogadora online que cria um avatar masculino no jogo que intitula a obra, para evitar assédios, e lá conhece um jogador popular com quem cria um vínculo e inicia uma jornada de amadurecimento e descobrimentos em meio a aventuras.
Por fim, ao ser perguntada sobre hábitos de escrita, ela contou que só consegue escrever de frente para uma parede ou entrada. “Eu tenho uma paranoia de que alguém vai me atacar pelas costas. E eu sou mãe. Não tenho o dia todo. Então sento, escrevo e dou conta do recado.”
Com sua presença magnética, honestidade sobre o processo criativo e reflexões afiadas sobre literatura e identidade, Alexene (ou Olivie) provou por que é uma das vozes mais interessantes da nova geração de escritores. Uma escritora dividida entre mundos, mas inteira em sua autenticidade.
Dia 22 de Junho de 2025, 5:17 no horário de Brasília, aeroporto internacional de Guarulhos, aterrissou o voo da Latam vindo do México trazendo as atrizes, cantoras (dentre outras atribuições) Engfa Waraha e Charlotte Austin recepcionadas por uma multidão de fãs no Terminal 3 para ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL.
Caso você, meu caro leitor, esteja se perguntando quem são elas e o que tem de tão especial, segue um pequeno e breve resumo de cada uma delas:
Charlotte Austin
Nasceu em 21 de dezembro de 1998, em Phuket, Tailândia. É uma talentosa atriz, modelo, cantora e rainha de beleza tailandesa-britânica. Ela ganhou destaque ao participar do concurso Miss Grand Thailand 2022, onde alcançou a posição de 5ª finalista.
Engfa Waraha
Cantora, atriz e rainha de beleza tailandesa. Nasceu em 15 de fevereiro de 1995, na província de Uthai Thani, Tailândia, obteve destaque nacional ao vencer o concurso Miss Grand Thailand em 2022, representando Bangkok.
Ship Englot
Juntas, a dupla de atrizes tailandesas possui o “Ship” Englot – junção de Engfa e Charlotte. Detalhe importante: o ship começou enquanto elas estavam disputando o concurso de Miss Grand. Posteriormente ao final do concurso de 2022, passaram a atuar conjuntamente, possuindo 3 séries: Show me love (2023), Love Bully (2024) e The Petrichor (2024) – a favorita da autora. Atualmente, integram o mega projeto “4 elementos” previsto para estrear em 2026 que promete revolucionar a indústria do GL (Girls Love) tailandês.
ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL / Foto: Gabby
Sim, caro leitor (a), há toda uma indústria, elas não são as únicas a atual em produções com foco em relacionamento entre duas mulheres. Mas isso fica pra outra oportunidade.
Dentro de todo esse contexto, é inegável que elas fazem parte do movimento, mesmo que de forma indireta, da aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Tailândia, que é o 1º pais da Ásia a legaliza-lo (há uma cena em The Petrichor que fala sobre isso). Além disso, tornaram-se um importe ícone do empoderamento feminino.
ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL
“Fan meeting” seria o momento do encontro das artistas com os fãs para interagir de forma mais próxima e pessoal. Geralmente, incluem atividades como sessões de autógrafos, fotos com os fãs, jogos interativos, perguntas e respostas, e, em alguns casos, pequenas apresentações musicais. E o que tivemos nesse fan meeting? Tudo isso! Para a sorte de todos os fãs.
ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL / Foto: Gabby
Todas as categorias de ingressos juntamente com seus respectivos brindes podem ser encontrados aqui. Mas antes de falar do evento, preciso destacar todos os fãs clubes presentes:
Englot Brasil – que além de distribuírem vários brindes para o público, ainda disponibilizaram alimentação gratuita! Que seja um exemplo para todos os demais fãs clubes.
ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL / Foto: Gabby
Agora, quanto ao evento, para os ingressos que davam direito a fotos (sejam individuais ou em grupo), as portas se abriram pouco depois das 15:00. Posteriormente, ocorreu uma sessão de minitalk/soundcheck (algumas perguntas, feitas pelos fãs, anteriormente ao evento, foram respondidas) e uma música foi apresentada.
ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL / Foto: Gabby
Posteriormente, próximo às 18:00, as portas para os demais ingressos foram liberadas e, as 19:00 ocorreu o inicio do evento que contou com shows de musica, degustação de petiscos brasileiros (pão de queijo, coxinha, brigadeiro e açaí), interações entre elas no palco e mais perguntas. Um verdadeiro espetáculo!
ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL / Foto: Gabby
Próximo ao encerramento do evento, foi exibido ainda um vídeo especial para as meninas com um compilado de vídeos com mensagens carinhosas das fãs. E o encerramento? Bem, mais músicas com direito aos fãs entregando notas para as meninas (tendência para os demais que ainda estão por vir?).
ENGLOT 1st FAN MEETING in BRASIL / Foto: Gabby
Ao fim das apresentações, o público começou a cantar diversas músicas brasileiras, dentre elas, “Evidências” (ou seria o hino não oficial brasileiro?) para as meninas, um gesto fofo e bem brasileiro da demonstração do carinho por elas. Além disso, antes dos fãs saírem do evento, aconteceu o “tchauzinho final” (Hi bye ou Hi touch, dependendo do seu ingresso).
Durante a Bienal do Livro Rio 2025, no estande da DarkSide Books, o bate-papo Tokyo Terror reuniu dois apaixonados por cultura oriental: o cartunista Ricardo Oliveira, conhecido como Kado, que é o criador do irreverente quadrinho “O Espetaculoso Gordo Aranha” e do evento carioca Vila Anime, e o jornalista e editor Bruno Dorigatti, gerente editorial da própria DarkSide. Entre memórias nostálgicas e reflexões afiadas, a dupla mostrou como os mangás e animes seguem conquistando o Brasil.
Quando questionados sobre o primeiro contato com os mangás, os dois não hesitaram em citar um clássico. “O Akira foi o meu primeiro contato e imersão com os mangás e os animes. Meu pai alugava os VHS, e eu fui pegando gosto. Era outro jeito de contar, de ver o mundo, com temas importantes. Hoje vivemos uma explosão de mangás no Brasil, e essa bibliodiversidade é uma das coisas mais importantes do momento”, contou Bruno.
Ricardo reforçou a lembrança: “Primeiro eu assisti ao filme do Akira, em um evento no Castelinho do Flamengo. Aí assisti Dragon Ball no mesmo lugar, e mesmo sem entender japonês, fiquei maravilhado. Depois veio Cavaleiros do Zodíaco, e tinha aquele fanzine chamado Japan Animation, com a galera que trazia mangá direto do Japão. Lá tive meu primeiro mangá, mas só olhei as figurinhas! Depois, fui crescendo com isso.”
A conversa também abordou a influência da tecnologia nas histórias orientais. Para Kado, “a tecnologia tem tudo a ver com o Japão e a cultura oriental, e isso é mostrado nos mangás como Evangelion. Sempre esteve presente.” Bruno completou: “Nos anos 80, Japão e Coreia eram os países mais tecnológicos. Cresci lendo Akira, que é uma distopia pós-apocalíptica muito impactante para quem vinha dos quadrinhos mais tradicionais.”
O editor destacou ainda como o ecossistema criativo oriental já nasce pensando na transmídia. “Fui ao Festival de Angoulême, na França, e vi que o pessoal da Coreia já apresenta um projeto como obra completa: pode virar série, anime, livro ou filme. Eles pensam na história como um projeto fluido. Esse pensamento é chave para o sucesso global da cultura coreana.”
Questionados sobre o fascínio brasileiro por narrativas orientais, Bruno explicou: “Acho que quem consome cultura está sempre buscando novos olhares sobre o mundo. É essa curiosidade que nos leva ao Japão, à Coreia.” Kado brincou: “Você começa com Turma da Mônica, Disney… mas depois quer algo que te represente mais. Eu fui para as produções nacionais e acabei chegando nos mangás. Até hoje acho massa!”
Bruno ainda mencionou o bairro da Liberdade, em São Paulo, como uma ponte entre mundos. “É o Japão no Brasil. É uma experiência muito imersiva estar lá. Um lugar que simboliza essa conexão cultural histórica entre os dois países.”
O papo entre Ricardo e Bruno não foi só uma ode aos mangás e animes como formas mais sérias de contas histórias em quadrinhos, como também foi um mergulho no quanto a cultura oriental se entrelaça com a formação de muitos leitores brasileiros. Para quem cresceu vendo heróis japoneses na TV aberta ou garimpando mangás em fanzines e bancas, o recado está dado: o Japão e a Coreia continuam moldando o nosso imaginário com suas histórias ousadas, emocionantes e — por que não? — perturbadoras. E que venham mais encontros como esse, porque o público nerd, otaku e apaixonado por cultura pop agradece.
Ricardo e Bruno na Darkside | Bienal do Livro Rio 2025
Em uma das participações mais legais da Bienal do Livro Rio 2025, o mangaká japonês Nagabe subiu ao Palco Apoteose Shell para conversar com os fãs sobre uma de suas obras mais conhecidas, A Menina do Outro Lado (Totsukuni no Shoujo). Com tradução ao vivo, o autor compartilhou os bastidores da criação do mangá, falou sobre sua trajetória, respondeu a perguntas do público e arrancou aplausos calorosos da plateia.
Sobre o gosto por personagens antropomorfos, ele contou: “Tive contato com esse tipo de obra na época da faculdade, já faz mais de dez anos. Desde então, queria trabalhar com o contraste do preto e branco nos desenhos”. E revelou algo pessoal: “Tenho alergia a bichinhos, por isso não pude ter animais de estimação, e isso me aproxima ainda mais de personagens como Shiva e Sensei, que também não podem se tocar”.
Já quanto ao sucesso internacional da obra, publicada em mais de dez países, ele respondeu: “Os personagens têm sentimentos e motivações, e eu quis que isso alcançasse leitores de qualquer parte do mundo. A conexão entre eles gera os conflitos, os diálogos, a história.”
Ao ser questionado se já sabia o final da trama desde o início, respondeu que tinha uma ideia geral: “Mas fui montando o caminho aos poucos, com partes tristes, divertidas, dramáticas, até chegar ao final.”
Foto: Carol / @sucodm
Um dos momentos mais aplaudidos foi quando ele comentou a respeito das tirinhas de humor ao fim de alguns volumes: “Eu colocava esses momentos para dar um alívio emocional ao leitor, especialmente depois de volumes muito tensos.”
Fãs quiseram saber como começar uma carreira como mangaká. O artista contou que estudava artes na faculdade e postava seus desenhos online, como um portfólio: “Foi assim que fui descoberto por editores. Usar bem as redes sociais é fundamental”.
A fã Marina perguntou sobre a inspiração para o Sensei. A resposta emocionou: “Eu observava o meu sobrinho pequeno, com três ou quatro anos. A inocência e espontaneidade da criança me fascinaram e inspiraram na criação da Shiva.”
Seguindo esta linha de pensamento, ao ser perguntado sobre a representatividade da escolha de Shiva como protagonista feminina em meio a tantos personagens principais masculinos, Nagabe respondeu: “Não criei a personagem pensando exatamente no gênero, do tipo que talvez uma mulher seria melhor, não foi isso. Eu quis colocar na história uma protagonista que mostrasse a inocência de uma criança. A Shiva é muito fofa, e se fosse um personagem masculino talvez seria menos fofinho, mas a ideia é realmente trazer a inocência da criança.”
Questionado sobre os cenários, explicou: “No início, eu não me achava bom em desenhá-los, então eu treinava com fotos e observando a natureza”. Sobre a técnica: “Eu ainda desenho tudo com nanquim, de forma analógica.”
Foto: Carol / @sucodm
Sobre o anime baseado em A Menina do Outro Lado, disse: “Não participei da produção, mas fico muito feliz com o resultado. A animação focou em detalhes delicados, como o cheiro da chuva, e trouxe uma sensação diferente, mas muito bonita.”
Fãs também perguntaram se haveria novos spin-offs como o seu recente lançamento Dear. “Eu tenho ideias, mas não estou certo ainda se irei desenvolver outras histórias no mesmo universo.”
Respondendo a Beatriz, que perguntou sobre bloqueios criativos, disse: “Quando isso acontece, o melhor é parar e fazer outra coisa: passear, jogar, conversar. A porta das ideias vive no nosso cotidiano. E sobre comparação, o ideal é se inspirar nos outros artistas, não se diminuir.”
Ao ser perguntado sobre inspiração, respondeu que “as ideias muitas vezes surgem quando estou vivendo algo interessante. Por isso, viajo, tiro fotos e registro sensações para usar depois nas obras.”
Sobre o tempo de produção, disse: “Um capítulo pode levar até um mês para ser feito. Tento equilibrar o tempo entre trabalho e lazer, mas o trabalho costuma vir primeiro.”
Matheus perguntou sobre o mercado brasileiro, e o ídolo respondeu: “Soube que o Brasil ainda publica poucos mangás de autores nacionais, mas sinto que o país trata com muito respeito as obras japonesas, com edições bonitas e cuidadas. Ficou impressionado com a edição em português da minha obra.”
Em um momento divertido, uma fã pediu para que Nagabe mandasse um beijo para a comunidade furry brasileira. Entre risos, ele prontamente atendeu ao pedido, arrancando aplausos da plateia com seu “beijo” simbólico para os furries (termo usado para pessoas interessadas em animais com características humanas, muito presentes na obra de Nagabe, como Smell).
E por fim, ao ser questionado se ele estaria do lado de dentro ou do lado de fora no mundo de sua história, sorriu e respondeu: “Acho que estaria do lado de fora. Melhor assim.”
Sob aplausos, Nagabe se despediu agradecendo ao carinho dos leitores brasileiros. Uma presença inesquecível para os fãs que viram de perto o criador de um dos mangás mais sensíveis e marcantes da década.
A Bienal do Livro do Rio de Janeiro 2025, que bateu recorde de visitantes e livros vendidos desde a primeira edição, em 1983, teve muitos destaques dentre os inúmeros estandes de editoras famosas e queridas pelo público, e dentre eles podemos evidenciar o estande da NewPOP Editora, referência quando o assunto é mangás, HQs, novels e webnovels asiáticas no mercado brasileiro.
Com uma fila constante de leitores — muitos vestidos com cosplays de personagens famosos — o espaço se transformou em ponto de encontro para jovens apaixonados por cultura pop oriental. Com preços acessíveis, edições caprichadas e muito respeito por quem acompanha esse universo, a NewPOP não só marcou presença no evento, como também mostrou que vai crescer ainda mais no coração dos otakus, dorameiros e leitores apaixonados por narrativas vindas do outro lado do mundo.
O principal atrativo era o catálogo recheado de títulos de peso, como as famosas novels chinesas da autora Mo Xiang Tong Xiu, incluindo os fenômenos “Mo Dao Zu Shi” (O Patriarca da Cultivação Demoníaca) e “Sistema de Autopreservação do Vilão Desprezível”, que têm conquistado fãs ao redor do mundo e, no Brasil, já têm um fandom enorme.
Além disso, obras famosas dos autores asiáticos como Gyeoeul Gwon, Moyori Mori, Yu Xiao Lan Shone também marcaram presença nas prateleiras, ao lado da queridinha dos otakus nostálgicos: a série adolescente K-On!, um sucesso japonês entre leitores jovens. Para os fãs de quadrinhos clássicos, a editora trouxe relançamentos de obras como “Cavaleiros do Zodíaco”, que continuam encantando gerações.
O diferencial, além da seleção de títulos, foram os valores das obras vendidas, custando entre R$10 e R$80: um respiro para leitores em tempos de livros cada vez mais caros. A política de preços foi amplamente elogiada nas redes sociais, ajudando a transformar o estande da editora num dos mais movimentados da feira. Depois dessa estreia de sucesso na Bienal carioca, a NewPOP demonstrou um enorme potencial de transformar nichos em fenômenos editoriais no Brasil.
Galeria NewPOP Editora na Bienal do Livro Rio 2025
Hello Kitty ganha destaque no Shopping São José com a exposição gratuita Hello Kitty Parade, que fica aberta ao público até o próximo dia 06 de julho. A mostra, instalada no Piso L1, na Praça de Eventos, traz 12 esculturas da personagem mais famosa da Sanrio customizadas por artistas brasileiros.
Além das esculturas, a programação inclui oficinas de pintura em gesso dos personagens Hello Kitty e Keroppi, voltadas para crianças de 4 a 12 anos. As atividades acontecerão de domingo a sexta, das 14h às 21h, e aos sábados, das 10h às 21h30. A participação é gratuita mediante resgate de cupom no aplicativo do shopping. As vagas são limitadas.
Giovana Camargo Neves, Coordenadora de Marketing do Shopping São José, afirma:
A Hello Kitty representa muito mais que uma personagem, ela carrega um valor afetivo único para diferentes idades. Por isso, essa exposição tem um potencial enorme de conexão com o público. Estamos felizes em trazer uma experiência tão lúdica e inclusiva para a nossa comunidade.