Baleia #3 é um livro abarrotado de tirinhas quase totalmente autobiográficas da Rebeca Prado.

Confira também a entrevista que fizemos com a Cris Peter, AQUI! 

1, 2 e 3! 

Financiado pelo Catarse em 2016, é uma clara evolução de suas edições anteriores: Baleia #1 – um livro pequenininho com duas historinhas, sobre uma baleia e um marinheiro, e outra sobre um hipster sensível – e Baleia #2, já na mesma pegada da terceira edição, mas um pouco menor.

Rebeca Prado, através da pessoa de cabelo laranja meio desarrumado (mas que no livro está sob traços azuis), nos faz sentir que crescer é trágico, mas pode ser divertido, dependendo de como se encara tudo isso. Baleia #3 ainda conta com tirinhas de vários convidados (em traços magenta, por Cris Peter, Fernanda Nia, André Turtelli Poles, Cris Eiko, Alexandre Tso, etc etc etc), que contam, em suas próprias visões, como “viver é pesado”.

Baleia?

Sobre o título, a autora anuncia que não há qualquer grande significado: ela gosta de baleias e pronto! Precisa de mais? Quem apoiou o livro no Catarse ainda teve a chance de adquirir postais e adesivos motivacionais – no estilo Rebeca Prado de ser. Já fica a dica para acompanharem projetos de livros em crowdfundings e maximizar a felicidade.

O livro é recomendado para adultos que imaginavam que a vida seria um pouco diferente nesta etapa, para adultos que ainda acreditam que empadinhas e churros valem mais do que quaisquer outras coisas, que sofrem todos os meses após pagar as contas e perceber que mal restaram algumas moedas para pagar uma coxinha extra.

É para quem?

É para aqueles que passam por algumas crises existenciais, que passariam o dia em casa de pijama assistindo a seriados, que têm pequenas (ou consideráveis) crises emocionais.

É recomendado também para os jovens que ainda se iludem com a perspectiva de que a vida adulta é maravilhosa e ignoram as terríveis responsabilidades envolvidas, como as inúmeras contas a pagar.

É para todos os tipos de pessoas, que em alguns momentos, ou vários, vão se identificar com as situações abordadas nas tirinhas – como na frase que encerra este número: “Comida é melhor que gente”. Quem nunca concordou com isso?

A capa do terceiro volume de Baleia (Imagem Divulgação)

Para saber mais sobre a ilustradora e quadrinista frustrada por não saber andar de bicicleta:

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