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Na segunda-feira (24), foi lançado o trailer oficial de Alita: Anjo de Combate. E nós do SUCO fomos convidados para conferir em primeira mão no Upfront da FOX. Veja o trailer ao fim da matéria. 

Os otakus mais antigos talvez conheçam essa preciosidade, que juntamente com Akira e Ghost in the Shell, foram a tríplice Cyberpunk do séc XX. A obra, no Japão conhecida por Gunnm – Battle Angel, é de Yukito Kishiro e foi publicada de Dezembro de 1990 a Abril de 1995 pela Shueisha.

Ela conta a história de Alita, uma ciborgue que foi encontrada no ferro velho pelo Dr. Ido, que lhe dá um novo corpo. Apesar de não possuir memórias, o cérebro humano de Alita permanece intacto. Eis que ela tem que aprender a viver nesse novo mundo em que acorda, descobrir sua humanidade e seu passado.

Alita: Anjo de Combate
Rosa Salazar é Alita, em Alita_ Anjo de Combate (Imagem Divulgação)

No trailer, podemos ver que Alita não se lembra de quem é e nada lhe é familiar. O espectador logo é convidado a se juntar a essa busca de si que a protagonista é convocada. Nesse mundo distópico, da Terra pós-guerra e começando a se reerguer, a arte e cenografia, de certo, são de tirar o fôlego. A ação fica por parte de quando Alita percebe que tem habilidades marciais adormecidas em si, que vem a tona quando em perigo e, mais ainda, quando encontra um corpo robótico de tecnologia marciana.

Logo na sequência do lançamento do trailer, tivemos o Live Chat com James Cameron (produtor), Jon Landau (produtor), Robert Rodriguez (diretor) e Rosa Salazar (atriz e protagonista), que nos contam um pouco mais sobre o projeto.

Uma das muitas características que chama atenção em Alita, são seus olhos grandes, que carregam a tradição do mangá. O que, a princípio, gera estranheza, faz muito sentido se pensado na referência que “os olhos são a janela da alma”. Não foi apenas por um senso estético, que os produtores pensaram em manter essa característica do traço japonês. Alita é uma personagem muito expressiva e, apesar de um ciborgue, ainda é humana. Os olhos da personagem então, veem como porta de entrada para esse mundo de emoções e conflitos que a jovem traz. Com o passar do tempo, você até esquece que Alita “não” é real e acaba vendo o mundo por seus olhos.

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Como a própria equipe conta, Alita é sobre uma jornada de autoconhecimento e segundas chances. Como aquilo que você faz afeta seu destino e todos ao seu redor. Essa busca por si que todos nós enfrentamos. Como encontrar o espírito guerreiro, em alguém que já o tem. É uma história sobre empoderamento, sobre a possibilidade de escolher seu próprio caminho. Ela começa se sentindo insignificante, quem de nós nunca se sentiu assim? E o que podemos fazer para mudar?

Assim, de maneira bem sucinta, o filme é sobre:

  • descobertas: de si, do mundo, das relações (pais e filhos, amizades, romance);
  • vulnerabilidade: como todos podemos nos sentir assim e que não há problema, a questão é o que você faz depois;
  • e, sobretudo, humanidade: encontrar a sua própria voz, nesse mundo tão caótico, que as vezes funciona como uma máquina, não se esquecer de quem você é, um ser humano.

Apesar do meu viés tendencioso de fã, digo que é um filme que vale muito a pena aguardar. O lançamento está previsto para 3 de Janeiro de 2019 no Brasil.

Fica a dica para também aguardarem com muita expectativa os próximos lançamentos da 20th Century FOX Filmes, Maus Momentos no Hotel Royale em setembro e Bohemia Rhapsody em outubro ;]

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