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Costão do Santinho apresenta festival de cultura japonesa

Costão Matsuri
Imagem Divulgação

A cultura japonesa é rica em todas as suas áreas, desde a gastronomia até a arte. E para celebrar a Terra do Sol Nascente, o Costão do Santinho Resort, hotel all inclusive localizado em Florianópolis, se prepara para o Costão Matsuri. O evento, que acontece anualmente, será realizado até o dia 19 de agosto e contará com o melhor da gastronomia e cultura japonesa em todos os espaços do resort que, para melhor imersão dos hóspedes, são devidamente ambientados e decorados.

A programação diversificada é um dos seus grandes atrativos, o que torna o Costão Matsuri o evento de maior qualidade entre os festivais do gênero. Os hóspedes que participarem poderão aproveitar oficinas de origami, kirigami, oshibana e ikibana, exposição de bonsai, cerimônia do chá, Rádio Taissou, concurso de karaokê, torneio de Gateball, Kimono Experience, Bon Odori, Bazar Japonês e Ofurô 42°. O Cine Costão também terá uma temática especial, com filmes japoneses em todas as sessões.

Durante a noite, os jantares produzidos pelo restaurante Kaigan, especializado em comida asiática, serão embalados por apresentações de Taikô e de dois dos maiores intérpretes de canção japonesa no Brasil, Joe Hirata e Karen Ito. O cardápio vai além dos tradicionais sushis, trazendo novas opções de pratos quentes, promovendo um grande banquete para os hóspedes.

“São mais de 100 anos da imigração japonesa no Brasil e a cultura é muito forte no nosso país. É bastante importante essa nossa homenagem. Trazemos um novo ar aos nossos hóspedes amantes da cultura, com quatro dias diferenciados tanto na ambientação quanto na programação, além de uma gastronomia totalmente especial”, explicou Mila Müller, Gerente de Marketing do hotel.

Para mais detalhes da programação, você pode ver aqui.

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TXT está de volta com “Loser = Lover”, e você precisa ver isso!

TXT Loser = Lover
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Tem uma forma melhor de começar a semana com um comeback do TXT? O boygroup disponibilizou nessa madrugada de terça-feira (17) seu novo álbum contendo faixas exclusivas, e o MV da principal LO$ER=LO<3ER.

Nesse lançamento tivemos a concretização de uma nova era para o TXT, os garotos que debutaram em 2019 com um conceito colorido, nos trouxeram uma batida mais rock, e cenários cinzas, assim como o comeback anterior (0X1=LOVESONG)  enquanto cantam sobre o vazio existencial que tentam preencher através de amores cinzas.

Nesses dois anos, o grupo impressionou ao mostrar diversidade, desde músicas dançantes e engraçadas as letras de impacto como Anti-romantic, parecem ter se encontrado de vez, o que alegrou muito os fãs, pois segundo os MOAs esse novo álbum soube captar a personalidade de cada um dos integrantes.

Estando em alta no twitter desde que saiu, o MV surpreende pela entrega dos cantores a atuação, e passa a sensação de estarmos assistindo uma série ou um filme mesmo com poucos minutos.

Para quem estava no kpop por meados de 2016, pode se sentir em casa, pois o conceito tem aquela pegada de Save Me (BTS) e If you do (Got7), que estava meio desaparecida.

O fato é: Vale a pena ver, ouvir, ler as traduções de cada trabalho que o TXT lançou nesse projeto, pois os artistas tem algo a dizer! E se alguém ainda duvida do imenso talento desses garotos, deve estar passando por tempos difíceis para sustentar as críticas.

 

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Road 96 | Review

road 96
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É hora de pegar a estrada em busca da liberdade. Viva sua jornada até a fronteira da Road 96, lute por um ideal ou apenas ignore. Você toma as rédeas das decisões e assim vivencie uma experiência de autoconhecimento.

Em Road 96, você assumirá o papel de um jovem que busca a liberdade de um pais em um caos politico. A ditadura imposta reflete em uma situação onde o país não tem futuro, a policia é corrupta, a imprensa manipula as noticias e os direitos civis estão apenas no papel.

Vivencie a jornada de jovens que buscam atravessar a fronteira para a liberdade, estritamente proibida. Além dessa jornada de auto conhecimento você terá a oportunidade de conhecer pessoas importantes que podem mudar uma decisão ou trazer um momento belo de reflexão.

A jornada

Em Road 96 você tomará a persona de um jovem, você terá encontros e decisões ao longo da jornada. A forma como você viaja é uma delas, por carona, ônibus, taxi, ou até mesmo andando. Ela tem influencia com o fator tempo e ocorrências com outros personagens. A jornada começa no 1º de junho e estende até as eleições de 9 de setembro de 1996.

Mas não se apegue tanto, a jornada de um termina para outro começar. E assim você vai se aproximando da data das eleições. Imagine que a cada ciclo, você conhece um pedaço da história e do enredo de Petria, e que pode agir de forma livre ou ter um pouco da consciência do ultimo viajante.

Já que cada ciclo é único, você perceberá que os personagens agem de formas diferentes com você. De forma que eles se abram contigo, ou que apenas te auxiliem na jornada sem muitas informações. Por exemplo, Zoe é uma jovem que busca atravessar a fronteira assim como você, além de proporcionar um dos momentos e mini game mais divertido do jogo com seu trompete.

Conforme você encontra um dos 7 personagens durante sua rota, uma atribuição de progressão é dada a história do mesmo. Então a cada ciclo de um novo jovem você agregará uma narrativa e ela chega num ponto final daquele personagem atingindo 100%. Você também descobrirá os fatos que levaram ao impasse politico em Petria, com o acidente de 1986, que é o motor da narrativa.

Road 96
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Sou um pássaro livre

Vale lembrar que você pode controlar, explorar e interagir com diversas fontes. Os NPC’s das narrativas podem contribuir com habilidades que trespassar para o progresso do jogo. Por exemplo Stan e Mitch são uma dupla misteriosa, que pessoalmente me faz rir muito, que entrega uma habilidade que pode mudar a maneira de explorar. Abrir fechaduras pode contribuir com áreas e informações cruciais sobre a narrativa.

Vale lembrar que toda a ação acarreta uma resposta a curto ou longo prazo, você pode manifestar contra um dos políticos pichando o cartaz dele, ou roubar de um motel ou posto de gasolina, ou até mesmo fingir que nada está acontecendo e deixar uma situação incômoda para o ambiente.

Lembre-se que são tomadas de decisões suas e que elas tem influencia na história, as principais escolher serão exibidas na tela como um ponto chave da narrativa. Além disso, sobrevivência é importante, você deve se alimentar e descansar, cada passo na narrativa consome sua energia, e sem ela você acaba ficando pelo caminho.

Os controles do jogo são simples, já que boa parte dele você estará apenas respondendo e escolhendo opções, o zoom é importante para se atentar a detalhes e alguns itens vale a pena ver de todos os ângulos. Ai entra os mini games que são bem intuitivos, como dirigir e desviar de carros ou até mesmo jogar Pong!

Importante é lembrar cada jovem tem seu caminho, e é influenciado pelo anterior. Alcançar a fronteira pode ser um desafio, e atravessar também! Sucesso ou falha são importantes para a jornada, por mais que você não queira ver o fracasso, que pode ser a prisão ou a morte.

O Toca Fitas e a Revolução

Você terá que conviver uma situação atípica com uma politica autoritária, um grupo considerado terrorista e idealistas no caminho. Cada um tentando provar seu ponto nesse caos, você pode interferir a bem querer em qualquer parte. Mas se você se atentar ao cenário verá que é um local em sua maior parte desértico e que vive da indústria do petróleo.

Então nada como o marco da fronteira ser uma grande montanha banhada por um parque e uma caverna. Porém a viagem e sua ambientação é contemplada com a maravilha da trilha sonora em Road 96, durante a jornada você pode procurar por colecionáveis K7 com musicas que podem ser tocada durante uma viagem de carro. Então aproveite a jornada e encontre.

Enfim Road 96 vai te testar bastante, as decisões, o momento, como você se dá com o personagem que cruza seu caminho. Tudo isso vem de 2 anos de desenvolvimento desse sistema narrativo de Yoan Fansine, que trabalhou por 11 anos na Ubisoft e seu primeiro projeto foi Beyond Good and Evil. Então Road 96 é um titulo que merece muita atenção.

Algo que pode acontecer é você enjoar na premissa de uma novo jovem, já que a ideia é que você seja ele mas cada vez diferente. Alguns personagens que cruzam seu caminho apresentam suas personalidades e nem sempre bate a empatia. Ou você pode ficar esperando um  personagem especifico e enjoar quando outro aparece.

A ideia por traz da viagem por estrada dá o enfoque de uma geração e é o tema: liberdade. Não sei dizer o quão atrativo pode ser para núcleo mais jovem esse tipo de narrativa de cinema. Porém o assunto é de extrema importância, por mais que suas pequenas atitudes parece que não influenciam tanto assim como os pontos chaves da história no contexto politico do jogo.

Road 96 é um jogo de narrativa e aventura. Nada é igual em cada viagem e cada momento é seu. Disponível para PC (Steam e Epic Games) e Nintendo Switch, embarque na estrada em um narrativa baseada nos anos 90 e icônicas referencias do cinema e música. Mas a liberdade vem a que custo? Desenvolvida pela equipe da Digixart, o Suco agradece a oportunidade de jogar antecipadamente esse grande projeto.

Leia também: Yoan Fanise, de Valiant Hearts e Road 96 | Suco Entrevista

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Pokémon Presents | Nova transmissão terá Legends: Arceus e remakes de Diamond e Pearl; Confira a data!

Pokémon Presents

A The Pokémon Company anunciou nesta sexta-feira (13) o novo evento Pokémon Presents, que acontecerá na próxima quarta-feira (18) às 10h no horário de Brasília, disponível no canal do youtube oficial da franquia. O evento trará informações sobre o remake de Pokémon Brilliant Diamond, Shining Pearl e o recém anunciado Legend Arceus. 

Pokémon Brilliant Diamond e Shining Pearl: Anunciado em fevereiro, estes jogos são um remake dos clássicos Pokémon Diamond & Pearl, lançados originalmente para o Nintendo DS em 2006. Nele, os jogadores conhecem a famosa região de Sinnoh e exploram junto a Turtwig, Chimchar ou Piplup, este território de muitos mitos passados de geração em geração. Enquanto partem em suas jornadas para se tornarem os campeões da Pokémon League, desafiando outros jogadores, capturando diversos pokémons e tendo a chance de encontrarem os lendários Dialga e Palkia. 

Já em Pokémon Legend Arceus, escolha entre Rowlet, Cyndaquil ou Oshawott e aventure-se pela região de Sinnoh, a mesma presente nos jogos Diamond e Pearl, mas muito antes dos eventos desses títulos. Tenha a chance de criar a primeira pokédex da região ao capturar seus novos pokémons e descobrir os segredos de Arceus, no mais novo RPG de Pokémon, desenvolvido pela Game Freak exclusivamente para o Nintendo Switch com data de lançamento prevista para janeiro do próximo ano.

No texto: Atenção, treinadores! Sintonize nosso canal no YouTube na quarta-feira, 18 de agosto de 2021, às 6h00 (horário de verão do Pacífico)  para uma apresentação de vídeo. Pokemon Presents com #PokemonBrilliantDiamond, #PokemonShiningPearl e #PokemonLegendsArceus!

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My Hero Academia | Visual do novo arco é revelado

Dabi My Hero Academia
Imagem Divulgação: Funimation

Os vilões tomaram conta! Por algumas semanas o nome My Hero Academia pode ser esquecido, pois agora o arco My Villain Academia chegou com tudo, junto do novo visual.

Hawks episódio 107
Imagem Divulgação: Funimation

Como anunciado por Hawks, o querido agente duplo, a grande ação do anime está prestes a começar. No entanto, para que os fãs entendam quais peças estão no lugar, My Hero Academia voltará dois meses no tempo.

Assim, um dos arcos mais esperados do anime irá começar: My Villain Academia, focando na Liga dos Vilões. Com muita ação, agora os antagonistas da série terão seu momento de brilhar, mostrando aos fãs seus passados e aspirações. Além, é claro, dos esforços para controlar Gigantomachia e construir um exército para lutar contra os queridos heróis.

Confira o visual divulgado de My Villain Academia:

My Hero Academia Novo Visual
Imagem Divulgação: Studio Bones

Sinopse: Por toda a sua vida, Izuku sonhou ser um herói — um objetivo ambicioso para qualquer um, mas especialmente desafiador para um garoto sem superpoderes. Isso mesmo: em um mundo onde 80% da população tem algum tipo de Dom especial, Izuku teve a má sorte de nascer completamente normal. Mas isso não vai impedi-lo de se matricular em uma das academias de heróis mais prestigiosas do mundo.

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Pnation confirma parceria musical entre Hyuna e Dawn

Hyuna e Dawn
Imagem Divulgação

Através de um pôster super divertido com a cara do chefe (PSY) Hyuna e Dawn confirmaram um dueto com estreia marcada para nove (09) de setembro.

Hyuna e Dawn Parceria
Imagem Divulgação: Pnation

A cantora postou em seu Instagram um texto emocionado, pois passou mal durante as gravações do MV. Segundo ela, o vídeo foi produzido em quarenta e oito horas, e durante esse período ela tentou dar o seu melhor, atingindo exaustão física que a fez desmaiar e precisar de socorro médico.

Eu estava muito decepcionada, pois meu corpo não estava cooperando completamente com a preparação. […] Eu acredito que é minha culpa por não cuidar do meu corpo anteriormente.

Mas o acontecido não parece ter desanimado, pelo contrário, todos parecem bem ansiosos para a estreia, com a solista garantindo que está se cuidando bastante pois está ansiosa para se apresentar, ainda mais do lado do seu parceiro de vida e empresa.

Pelo spoiler que ela postou nas redes sociais, veremos a dupla em um cenário bem colorido e dançante, a cara do ‘it couple’ da Coreia. Nos resta aguardar ansiosamente para escutar a mistura do rap do Dawn com o vocal marcante da Hyuna.

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World Trigger | Terceira temporada ganha data e teaser

World Trigger visual terceira temporada
Imagem Divulgação: Toei Animation

A Toei Animation revelou nesse final de semana, por meio de live especial, a data de estreia da nova temporada de World Trigger. A terceira temporada da adaptação terá transmissão a partir do dia 9 de outubro desse ano.

O estúdio também aproveitou a live, intitulada de World Trigger Channel Vol.1, para dar aquele gostinho extra aos fãs e liberou o teaser visual da nova temporada. Dá só uma conferida:

A princípio, uma nova live está marcada para acontecer no canal da própria Toei no YouTube. Há a expectativa de novas informações sobre a continuação do anime assim como a presença de dubladores e membros da equipe de produção. Anteriormente, há pouco tempo atrás, os fãs já tiveram acesso ao primeiro visual da nova temporada.

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A terceira temporada do título segue diretamente os acontecimentos de sua antecessora, finalizada no primeiro semestre desse ano. Os fãs estão animados com o investimento na produção da adaptação, visto que a primeira temporada do título foi ar só lá em 2014 e terminou dois anos depois.

World Trigger

Repentinamente, em um dia qualquer, um portal para outro mundo surge em Mikado City. De lá, atravessam a passagem invasores desse outro mundo chamados de Neighbors. Após tomar a área em torno do portal, os neighbors são repelidos por um grupo criado para defender a cidade, chamado de Agência de Defesa da Fronteira.

Quatro anos se passaram desde a abertura do portal, e a organização busca compreender mais sobre esses visitantes que ainda ameaçam a cidade tal qual seus equipamentos e armamentos. Nesse cenário, o aspirante a membro da Agência e protagonista Osamu Mikumo acaba de salvar um garoto de um ataque de neighbors. O misterioso menino é Yuuma Kuga e, ao mesmo tempo, é um neighbor disfarçado como estudante transferido.

Apesar de não ser tão comentada no Brasil, a obra tem grande popularidade no Japão. Tanto é que está em publicação na Jump SQ desde 2013.

O mangá de Daisuke Ashihara teve, anteriormente, duas temporadas adaptadas em anime: a primeira com 73 episódios, em 2014, e a segunda com 12 episódios, em 2021. Você pode conferir todos os episódios pela Crunchyroll.

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Rikidozan: O herói esquecido que ergueu a moral do Japão

Rikidozan
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O Pro-Wrestling, como é mais popularmente conhecido, é um tipo de entretenimento esportivo, que mistura técnicas de combate com técnicas teatrais a fim de gerar interesse do público em combates que tem os resultados pré-determinados. Você pode até não reconhecer esse esporte por esse nome ou por sua descrição, mas provavelmente você já ouviu falar na WWE, que é a empresa dominante no mercado (mas que não é a única).

Neste esporte, seus competidores se enfrentam aplicando golpes plásticos e sobre-humanos em seus oponentes ao mesmo tempo que contam uma história com este combate, o que é o ponto chave para atrair o público e, este tipo de show ocorre em todas as partes do mundo sob diversos nomes diferentes: Luta Livre (não confundir com MMA) ou Telecatch no Brasil, Pro-Wrestling na América do Norte e Europa, Lucha Libre no México e Puroresu no Japão.

Apesar do estigma negativo gerado nesse esporte devido ao resultado pré-determinado desses combates, é um show que move milhões em dinheiro ao redor do mundo e não só gera fãs aficionados, mas também já foi responsável por mudar o humor de um país inteiro e criar lendas ao longo da história.

Nomes como The Rock e John Cena, que hoje estão marcados em Hollywood, são ícones desse esporte, mas por incrível que pareça existem nomes ainda mais relevantes quando se fala nessa prática. Ao longo da história, poucas pessoas conseguiram influenciar uma geração inteira ou toda uma cultura, isso em qualquer esporte ou área de entretenimento. Hulk Hogan, nos EUA, foi responsável pela febre da ‘Hulkamania’ e se tornou um marco da cultura americana e elevou o Pro-Wrestling a níveis colossais. Já El Santo no México, virou parte do folclore e cravou a Lucha Libre como cultura máxima do país. Comparado a eles, existiu um homem no oriente que não só virou um marco da cultura e elevou a prática do Puroresu no Japão, mas também foi o responsável por reerguer toda a moral da nação e hoje pouco é lembrado como um herói no próprio país que representou. Seu nome era Rikidozan.

O Pai do Puroresu

Após o término da Segunda Guerra Mundial, a moral do povo japonês estava totalmente baixa devido a derrota e rendição do país e os ataques às cidades de Hiroshima e Nagasaki. Com isso, qualquer forma de vitória de seus compatriotas era capaz de elevar a moral da sociedade e a busca por heróis acabava ficando cada vez mais evidente.

Décadas antes, no dia 14 de Novembro de 1924 nascia Kim Sin-rak, um garoto que estava predestinado a mudar para sempre o Japão. Curiosamente, Kim não era japonês, mas sim um coreano, que anos mais tarde depois de seu nascimento no norte da Coréia viria se mudar para a terra do sol nascente.

Kim desde jovem exibia um físico imponente e acima da média para a época, o que o levou a se tornar um ávido praticante de esportes, o que posteriormente lhe deu o desejo de praticar sumô e se mudar da Coréia, o que foi impedido de fazer por sua família, uma vez que era sua responsabilidade cuidar de seu pai adoecido. Em 1939, o pai de Kim veio a falecer e assim ele se mudou definitivamente para o Japão e buscou seu objetivo de se tornar um lutador de sumô.

É válido lembrar, que nesse período o Japão passava por uma grande tensão racial e não enxergava estrangeiros com “bons olhos”, especialmente coreanos como Kim. Apesar de seu status como lutador de sumô (algo muito valorizado na sociedade até os dias de hoje), o racismo sofrido devido sua nacionalidade era imenso, o que o obrigou a mudar de nome em 1940, utilizando o mesmo nome de seu treinador que o adotou e inventando uma história sobre suas origens. Assim, Kim  Sin-rak nascido em Kankyou-nan, renascia como Mitsuhiro Momota, nascido na cidade de Omura, na província de Nagasaki.

Momota conseguiu certo sucesso no sumô e veio pouco a pouco adquirindo grande popularidade na época, o que acabou causando inveja nos lutadores veteranos e alimentando o ego de Momota, que acreditava que deveria receber mais apoio financeiro por parte dos líderes de seu grupo, o que constantemente ocasionava em discussões acaloradas. Todos esses pontos, somados a tensão racial, levaram Momota a discutir mais duramente com o treinador chefe de seu grupo e logo em seguida cortar seu próprio chonmage (o corte de cabelo característico designado a lutadores de sumô e samurais), assim se aposentando do esporte em 1950.

Nesse período, o Pro-Wrestling americano vinha ganhando força e ficando mais popular e em 1948, graças a uma empresa chamada NWA, este sucesso começou a se espalhar por todo o mundo e não tardou a chegar ao Japão. O agora aposentado, Momota acabou descobrindo que havia uma campanha de uma excursão ao redor do globo numa turnê de Pro-Wrestling que seria patrocinada por um grande empresário havaiano da época. Momota notou que o esporte tinha muita similaridade com o sumô e assim decidiu iniciar sua carreira como wrestler profissional.

Após pouco mais de um mês de treino, Momota fez a sua estreia como lutador e participou da turnê em vários combates, ainda com dificuldade devido a baixa resistência física que possuía para a prática na época. Isso o levou aos EUA em 1952, onde treinaria por mais alguns meses para adquirir mais habilidade dentro do esporte.

Dentro do Puroresu, Momota assumiu o nome de Rikidozan e a sua grande capacidade física começou a coloca-lo num lugar de destaque. Nessa época, era comum que os resultados dos combates não fossem pré-determinados e que de fato vencesse o mais qualificado. Em pouco tempo, Rikidozan se tornou a maior estrela japonesa do Pro-Wrestling e seus feitos vencendo americanos um atrás do outro foram ficando cada vez mais populares e seu nome ficando cada vez mais conhecido.

Dentro do Pro-Wrestling como um todo, existem os arquétipos de FACE (o herói) e o HEEL (o vilão) dentro dos combates e, assim como Hulk Hogan nos EUA e El Santo no México foram adorados por serem heróis honrados que venciam apesar de tudo, Rikidozan no Japão teve o mesmo papel.

Ele era posto a frente de vilões (na maioria das vezes americanos, é claro) que usavam de táticas sujas e nada honrosas para tentarem vencer o combate, mas Rikidozan os superava com sua força de vontade, honra e lealdade e vencia o combate para o delírio da plateia japonesa.

Nesse mesmo período, a televisão ganhava mais popularidade e não demorou para que shows de Puroresu começassem a passar na TV, tendo é claro, Rikidozan como a estrela máxima do esporte, pois vinha cada vez mais erguendo a moral do público japonês, que se alegrava ao ver um compatriota subjugar todos aqueles gaijins.

Em 1957, Rikidozan já era uma estrela internacional e era idolatrado pela nação japonesa. Mas todo grande herói precisa de um vilão à altura. Lou Thesz é tido como um dos maiores e mais duros lutadores de todos os tempos e, apesar do resultado dos combates serem pré-determinados, os lutadores sabiam entre si, que Thesz não costumava seguir esses roteiros e não costumava aceitar a derrota e o fato dele ser um lutador realmente muito bom em táticas reais, dificultava ainda mais o processo de vencê-lo, mas no dia 6 de outubro de 1957, Lou Thesz concordou em disputar o seu cinturão mundial contra Rikidozan, mesmo sabendo muito bem a fama do japonês de ser tão resistente e habilidoso quanto ele nos ringues, o que fez com que os dois nutrissem um respeito mútuo um pelo outro.

Este combate deve ser citado pois é um marco não só para o Puroresu (e o Pro-Wrestling como um todo), mas é também um ponto único na história da cultura japonesa. No momento da luta, é relatado que o canal que transmitiu a luta obteve um total de 87 pontos na televisão, o que significa basicamente que praticamente todos as televisões do país estavam sintonizadas no combate.

Relatos da época dizem que haviam multidões reunidas em bares e lojas de televisores, bem como em praças e até pessoas levando suas televisões para as ruas para que todos pudessem assistir o grandioso herói japonês colidir com o maior lutador americano, provando o quão grande era a fama de Rikidozan. O combate acabou após o tempo limite de 60 minutos se esgotar e os dois acabarem empatados, algo que não diminui nem um pouco a importância do momento.

Este combate marcou um recorde a televisão japonesa justamente pelo fato de praticamente todos os televisores do país estarem ligadas no combate, mas em 24 de maio de 1963, Rikidozan enfrentou o lutador The Destroyer, com o combate alcançando uma classificação de 67 pontos, o que apesar de ser um número menor do que o combate citado anteriormente, representa uma porcentagem maior de audiência já que haviam mais televisores em 63 e, essa é a maior audiência registrada na história da televisão japonesa e dificilmente será batida, sendo mais uma prova da relevância do lutador.

Devido a toda essa fama e ao fato de ter vencido Lous Thesz em 1958, Rikidozan se tornou um ícone do país e consequentemente ganhou muito dinheiro, o que o levou a adquirir hotéis, casas de jogo, bares e boates e o levou até mesmo a fundar a JWA (Japan Wrestling Alliance), a primeira empresa de Puroresu do país.

Rikidozan havia conquistado uma fama inalcançável e virou um dos homens mais poderosos e influentes do Japão, virando tema recorrentes das revistas e jornais do país com tudo o que fazia. Apesar de ser tido como um herói, Rikidozan tinha uma personalidade difícil e, apesar ser dito que deixava gorjetas altíssimas para os garçons quando estava de bom humor, em contrapartida quando algo lhe aborrecia ou não tinha um bom dia, brigas eram comum.

Em 1960 Rikidozan estava debilitado graças a prática do Puroresu e a sequência altíssima de combates desgastantes que fazia, o que o levava a tomar analgésicos constantemente e tomar estimulantes antes e depois de cada combate, o que também acabam por mexerem com seu ego, dificultando ainda mais a convivência com ele.

No dia 8 de dezembro de 1963, Rikidozan acabou causando uma de suas brigas corriqueiras co Katsushi Murata, um membro de baixo-escalão da Yakuza, alegando que ele havia pisado em seu pé. Rikidozan apesar de estar um pouco debilitado, ainda era um homem de força física superior e não costumava deixar situações como essas apenas como um simples ocorrido.

Rikidozan espancou Murata com diversos socos, até o ponto em que o Yakuza lhe esfaqueou no abdômen. Neste ponto existem algumas divergências sobre o ocorrido. A informação divulgada oficialmente, é que após a facada, ambos saíram da boate e Rikidozan foi ao médico, que lhe recomendou uma operação, apesar da baixa gravidade do ferimento. Depois da operação, Rikidozan não teria obedecido as ordens médicas, comendo em excesso e consumindo bebida alcóolica pouco depois do procedimento, o que gerou complicações que o levariam a uma segunda cirurgia algumas semanas depois, mas Rikidozan não resistiu acabou falecendo antes de realiza-la, devido a uma peritonite (uma inflamação), no dia 15 de dezembro de 1963, aos 39 anos.

Uma outra teoria sugere que a facada na realidade não foi produto de uma simples briga, mas sim de um plano premeditado e concluído por Murata. Como dito, Rikidozan havia virado um homem muito poderoso e adquirido diversos estabelecimentos , o que acabou fazendo com que ele estreitasse laços com a Yakuza. Outro ponto a ser lembrado, é que Rikidozan não se submetia a ninguém, muito pelo fato de saber que era um herói nacional amado pela população e por toda sua influência, além da condição física superior, o que por sua vez poderia ter acabado gerando desentendimentos maiores com a Yakuza.

Isso leva a crer que queriam acabar com a vida de Rikidozan. Mas assassinar o maior herói do momento do Japão iria gerar grandes consequências, então Murata, um membro de baixo nível havia sido designado para isso. É teorizado que Murata havia urinado na lâmina de sua faca pouco antes e gerado uma briga propositalmente com o intuito de esfaquear Rikidozan, o que justificaria inclusive a inflamação que levou a morte do lutador. Um dos pontos que justifica isso, é que Murata ficou preso por 9 anos por homicídio culposo, mas após isso alcançou um alto patamar dentro da Yakuza.

Apesar das teorias e de sua conhecida personalidade difícil, é inegável que Rikidozan havia se tornado um ícone do país e virou um herói em que a sociedade japonesa, com sua moral lá em baixo, poderia se apegar e depositar suas esperanças. Rikidozan ergueu a moral de um povo e deu motivos para que rissem e comemorassem novamente.

Rikidozan tem o apelido de “Pai do Puroresu” e não é para menos. Apesar de não ter sido efetivamente o primeiro wrestler japonês, foi ele quem o tornou popular no país e se tornou um dos maiores atletas do esporte no mundo em sua época. Não só isso, o pai do Puroresu ajudou diretamente a criar outras lendas que também causariam grande impacto na cultura (e muitas merecem um texto para si), como é o caso de seu mais notório pupilo, Antonio Inoki, que é tido como um dos maiores atletas de todos os tempos e um dos mais influentes políticos na sociedade japonesa na década de 90.

Apesar da fama do esporte ter diminuído em comparação a seus tempos de ouro de quando  o Pai do Puroresu literalmente parava o país para suas exibições, o alcance mundial de hoje é absurdo e, o estilo dominante de Rikidozan pode ser visto nos combates de hoje e é tido como “o melhor Pro-Wrestling do mundo”.

Com toda essa influência e poder, é estranho se pensar que o nome de Rikidozan mal seja citado e muitos sequer o conhecem. O ponto, é que na metade dos anos 90, a Coréia do Norte tentou adotar Rikidozan (ou Rieykdosan, como o chamaram) como um herói nacional.

Durante muitos anos, Rikidozan lutou para esconder sua nacionalidade e, apesar de amar seu país de origem, odiava o regime político que o governava. Mas em 1989, anos depois da morte do lutador, foi lançado um livro chamado “Eu sou um coreano”, onde era dito que Rikidozan se tornou o grande lutador que foi graças aos calorosos cuidados do líder da então Coréia do Norte, Kim Il-Sung.

Depois disso inúmeras propagandas utilizando o rosto de Rikidozan foram feitas, com revistas e filmes a seu respeito sendo divulgados. Sua história foi distorcida para mostrar um lutador coreano que se tornou campeão derrotando japoneses e americanos, o que fez com que a memória do pai do Puroresu fosse pouco a pouco sendo apagada do Japão.

Rikidozan se tornou o ícone de um esporte como poucos conseguiram. Ele se tornou um dos maiores lutadores de todos os tempos e virou um herói no Japão, mas apesar de sua lembrança ser apenas uma memória já esquecida, ele estará marcado para sempre na história como o homem que ergueu a moral de um país.

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