A edição de novembro da Bessatsu Friend da Kodansha, revelou nessa terça-feira (12) que o mangá Tonari no Otona-kun (Rukana’s My Darling Next Door) vai chegar ao fim na edição de dezembro, em 12 de novembro.
O mangá também é conhecido como Rukana’s My Darling Next Doore a autora Rukana faz a história e ilustração. Estreou em abril de 2020 na Bessatsu Friend e o quarto volume lançou em 12 de agosto.
Além disso, a Kodansha passou a publicar o mangá em inglês em julho.
Sinopse de Tonari no Otona-kun:
“Ririka é uma garota do colegial que mora com o seu pai. Apesar de não namorar, ela se diverte na escola e em casa todos os dias, enquanto leva uma vida normal. Entretanto, certo dia ela encontra um homem extremamente atraente no local de coleta de lixo do apartamento. Porém, ele é o homem assalariado que acabou de se mudar para a porta ao lado, Hino…”
Tivemos a oportunidade de entrevistar a banda japonesa de rock e Visual Kei, XANVALA! A banda começou suas atividades no começo de 2020 e seu som combina vários elementos e influências, fazendo assim um trabalho diverso e fluido. O nome da banda, XANVALA (lê-se “zambara”), se refere a um “cabelo solto e bagunçado”.
Apesar da pandemia, eles deram seu jeito de permanecer em contato com seus ouvintes fazendo transmissões de shows sem público pelo canal no YouTube do selo PARAGUAS INC., do qual fazem parte e, recentemente, tem conseguido seguir suas atividades normalmente com eventos presenciais.
Quando essa entrevista está sendo publicada, XANVALA está prestes a lançar Seisen, o terceiro single da banda que contará com 4 faixas inéditas e com uma versão incluindo DVD da apresentação 「Curtain Call」TOUR FINAL -shuumaku- que rolou no Takadanobaba AREA em agosto de 2021. Veja o MusicVideo da faixa-título, Seisen:
Como é nossa primeira entrevista, podem se apresentar?
Tatsumi: Sou Tatsumi nos vocais. Sou um entusiasta do Brasil.
Yuhma: Sou Yuhma, fico com a guitarra e a dança.
Souma: “Olá!”, sou o guitarrista, Souma. Obrigado por sempre estar apoiando.
70: está escrito “Setenta”, mas meu nome é Nao. Sou o baixista.
Tomoya: Sou o baterista, Tomoya. Amo vocês.
Para os nossos leitores que ainda não conhecem a banda, por onde vocês recomendam que eles comecem a ouvir XANVALA?
Tatsumi: “Janome”.
Yuhma: “Hidari mimi no akuma”.
Souma: “XANADU”.
70: “Seisen”.
Tomoya: “Dare ga tame no kofukuron”
Nem todas as faixas recomendadas já estão disponíveis no Spotify da banda, mas vocês podem dar uma olhada na nossa playlist.
XANVALA é sobre o quê? Que tipo de mensagem vocês querem transmitir com a banda?
Tatsumi: Tudo é sobre seguir em frente. Mesmo que você esteja fraco, coberto de feridas e cicatrizes ou se sentindo desencorajado, você tem que seguir em frente.
Souma: Nosso conceito é trazer coragem para sempre dar um passo adiante, não importa o quanto a situação seja hostil.
70: Provar que há beleza na desordem. Temos muitas músicas que se encaixam nisso.
Para conhecer vocês ainda melhor, que tipo de influências pessoais levaram vocês a formar a XANVALA?
70: Nada em particular, acredito que o destino nos juntou depois que nossas bandas anteriores acabaram.
Tomoya: Nossos backgrounds são bem diferentes, mas acho que isso é uma vantagem para nós.
Vocês começaram XANVALA pouco antes da pandemia de COVID-19 restringir as atividades de todos, mas vocês se adaptaram bem fazendo chats e streaming de shows. Como tem sido começar uma banda em meio a esse caos?
Souma: Ficamos perplexos e não sabíamos o que fazer no início, mas tínhamos consciência de que nossos fãs estavam esperando por nós então recorremos a várias maneiras de nos mostrarmos através de atividades online.
Tomoya: Não queríamos parar de forma alguma e, mesmo que estivéssemos tropeçando e hesitando, conseguimos trabalhar e permanecer proativos.
Vimos que vocês transmitiram alguns shows sem público no canal PARAGUAS no YouTube, como é se apresentar sem público?Os streams ajudaram vocês a se aproximarem do público nesse momento difícil?
Tatsumi: Eu sinto que conseguimos alcançar não apenas nossos fãs no Japão, mas também pessoas em outros países. Estou feliz por termos feito esses shows.
Souma: Colocamos atenção especial em fazer as apresentações como se todos estivessem assistindo de um assento especial na primeira fila. Recebemos muitas mensagens dizendo o quanto eles gostaram. Foi ótimo.
Tomoya: Muitas pessoas conheceram o XANVALA graças aos concertos sem público. Foi um ótimo resultado.
Como uma nova banda, que tipo de coisas vocês têm tido em mente enquanto compõe suas músicas até agora?
Souma: “Seria ótimo ter uma música como essa”. Tenho trabalhado com essa ideia todas as vezes.
Tomoya: Minha prioridade número 1 é a performance real ao vivo. Eu imagino toda a emoção e energia que a música pode trazer.
O MV de Seisené realmentechocante, que tipo de tema você quer explorar neste lançamento?
Tatsumi: O tema é “Viver é uma luta”. Recentemente, tive plena consciência de como a vida é difícil. Essa é a razão por trás desse tema.
70: Essa música incorpora o atual espírito de luta de um novo XANVALA.
Muito obrigado por esta entrevista, por favor, deixe uma mensagem para nossos leitores e fãs brasileiros.
Tatsumi: Espero que um dia possamos nos apresentar na frente de vocês e possamos ouvir as vozes uns dos outros. Vamos ficar vivos até esse dia.
Yuhma: Eu amo a cultura brasileira, do samba e bossa nova ao futebol, churrasco, etc. Eu irei ao Brasil algum dia! “Até logo!”
Souma: Com certeza iremos lá para te conhecer. Por favor, tome cuidado até lá. “Eu te amo!”
70: Obrigado! Espero que possamos viajar para o lado oposto do Japão.
Tomoya: Nos encontraremos um dia durante uma turnê mundial. Por favor, mande o seu apoio para nós aí do outro lado do mundo!
A Samsung lançou recentemente no Brasil, o monitor Odyssey G3, que eleva a experiência em jogos a outro nível, como taxas de atualização altíssimas, ajustes finos e tecnologias para nenhum gamer colocar defeito. Com resolução de 1920 x 1080, possui dois tamanhos disponíveis no mercado: 24 e 27 polegadas. Acompanhe abaixo os principais diferenciais do monitor!
Taxa de atualização de 144Hz
O recurso é perfeito para dominar os inimigos em todas as partidas, mesmo em cenas muito rápidas. A taxa de atualização de 144Hz, bem superior à taxa de 60Hz em monitores convencionais, elimina atrasos e os desfoques de movimento para uma jogabilidade emocionante com ação ultra suave.
Tempo de resposta de 1ms
Com o Odyssey G3 e seu tempo de resposta de 1ms, cada movimento ganha ainda mais precisão. O recurso permite uma ação em tempo real, assim que adversários ou aliados aparecem na tela, deixando o usuário sempre à frente nos comandos do mouse e do teclado. O desempenho na tela será tão rápido quanto os próprios reflexos do jogador.
AMD FreeSync Premium
Diga adeus aos congelamentos com o Odyssey G3. O poder de processamento do AMD FreeSync Premium permite uma jogabilidade suave e sem esforço graças à tecnologia de sincronização adaptável, que reduz o travamento de tela, oscilação e atrasos.
Ajustes à sua maneira
Gire, incline, rotacione e mude a altura de monitor até que todos os elementos da gameplay estejam perfeitamente visíveis. A tela do Odyssey G3 pode ser movida livremente para garantir o máximo de conforto visual durante o jogo.
Design de tela cheia
O design sem borda de 3 lados do monitor revela ainda mais espaço para uma experiência superior. Com este lançamento da Samsung, é possível alinhar dois monitores com máxima precisão em uma configuração de monitor duplo sem perder conteúdo de tela na junção.
Mais conforto para os olhos
Dá para jogar por mais tempo sem incômodo visual graças ao Eye Saver Mode, que minimiza a emissão de luz azul para manter os olhos relaxados e confortáveis, mesmo jogando por horas. A tecnologia Flicker Free também remove continuamente a tremulação cansativa e irritante da tela, evitando distrações ou fadiga ocular.
Para saber mais sobre este lançamento da linha Odyssey, acesse a Loja Online.
Cansado de ser brabo apenas com produções japonesas, o criador da franquia Yu-Gi-Oh! lançará um novo mangá. Contudo, esse caso é um pouquinho extraordinário. O fato é que o autor criará uma obra para o Universo Marvel.
O futuro mangá produzido por Kazuki Takahashi se chamará Secret Reverse e terá o Homem-Aranha e o Homem de Ferro como protagonistas. A princípio, o pouco que sabemos até agora é que os dois heróis partirão rumo ao Japão para combater uma nova ameaça que usa de seus avanços tecnológicos nos games como ferramentas para o mal. Os primeiros detalhes chegaram aos fãs pelo perfil oficial da VIZ Media.
Announcement: Spider-Man and Iron Man travel to Japan to battle an evil gaming magnate and his deadly new technology in Secret Reverse—a new addition to the Marvel Universe from Yu-Gi-Oh! creator Kazuki Takahashi! Releases Summer 2022! pic.twitter.com/7tN9fClOFe
Anúncio: Homem-Aranha e Homem de Ferro viajam ao Japão para lutar contra um magnata dos games do mal e sua nova tecnologia mortal em Secret Reverse
Uma nova adição ao Universo da Marvel do criador de Yu-Gi-Oh!, Kazuki Takahashi!
Aliás, esse será o primeiro trabalho de Takahashi fora do Japão. Ele não apenas é conhecido como o criador do jogo de cartas Yu-Gi-Oh! como, também, é o autor responsável por todas as obras publicadas da franquia – com exceção de 5D’s. Também participou ativamente da produção das adaptações para TV da franquia, da série clássica até a fase VRAINS. A atual temporada da série, SEVENS, não tem participação do criador da série original.
Kazuki começou a elaborar o que seria Yu-Gi-Oh! em 1996 com a história de Yugi e do Faraó aprisionado dentro do Enigma do Milênio, a obra mais conhecida pelo público em geral. Em seguida, a Konamicomeçou a produzir e formatar as primeiras cartas e regras do que seria um dos jogos de cartas mais populares do planeta até os dias atuais, movimentando um mercado tanto digital quanto impresso. Ocasionalmente o autor posta artes, principalmente, em sua conta oficial no Instagram.
We had the opportunity of interviewing the Japanese rock band and Visual Kei, XANVALA! The band initiated its activities in the begging of 2020 and their sound combined different elements and influences, making their work diverse and fluid. The name of the band, XANVALA, refers to a “loose and messy hair”.
Despite the pandemic, they found a way to keep in touch with their listeners through transmissions of concerts, without public, in the YouTube channel of PARAGUAS INC., stamp of which they are part. Recently, they have succeed at doing presential events as they used to.
As this interview is being published, XANVALA is close to launch Seisen, the third single of the band. It will include four unpublished tracks and there will be a version that includes a DVD of their presentation「Curtain Call」TOUR FINAL – shuumaku – that happened in Takadanobaba AREA in August, 2021. Watch the music video of the title track, Seisen:
As this is our first interview, please, can you introduce yourselves?
Tatsumi: I’m Tatsumi on vocals. I’m a Brazil enthusiast.
Yuhma: I’m Yuhma, I’m on guitar and dancing.
Souma: Olá! I’m the guitarist, Souma. Thank you for your ongoing support.
70.: It’s written as “setenta” but my name is Nao. I’m the bassist.
Tomoya: I’m Tomoya on drums. I love you.
For our readers who don’t know the band yet, where would you recommend them to start listening to XANVALA?
Tatsumi: “Janome”.
Yuhma: “Hidari mimi no akuma”.
Souma: “XANADU”.
70.: “Seisen”.
Tomoya: “Dare ga tame no kofukuron”
What is XANVALA about? What kind of message do you want to transmit with the band?
Tatsumi: It’s all about to keep going forward. Even if you are weak, covered in scars and bruises, or feeling discouraged, you have to move on.
Souma: Our concept is about bringing the courage to step forward every time, no matter how hostile the situation may be.
70.: Proving that there is beauty in the disorder. We have many songs that buckle down to it.
To know you even better, what are the personal influences that led to you all to form XANVALA?
70.: There is nothing in particular. I believe fate brought us together when our previous bands ended.
Tomoya: Our musical backgrounds are quite different, but I think that has played to our advantage.
You started XANVALA just before the new coronavirus pandemic restrain everyone’s activities. But you guys have adapted well with chats and live-streaming. How’s it been like to start a band in this chaos?
Souma: We were puzzled and didn’t know what to do at first, but we were conscious that our fans were waiting for us so we resorted to various ways to show ourselves through online activities.
Tomoya: We didn’t want to stop at all and, even if were stumbling and groping, we got able to work and stay proactive.
So, we saw you streamed some lives without audience on PARAGUAS YouTube Channel, how is to perform with no audience? Did the streams help to get closer to the public in this hard moment?
Tatsumi: I feel we were able to reach not only our fans in Japan but also people in other countries. I’m glad we did those concerts.
Souma: We put special attention to make the performances as if everyone were watching from a special seat in the front row. We got many messages saying how much they enjoyed it. It was satisfying.
Tomoya: Many people got to know XANVALA thanks to those no-audience concerts. It was a great outcome.
As a new band, what kind of things were in your minds while composing your songs till now?
Souma: “It would be great to have a song like this”. I have been working with that idea every single time.
Tomoya: My priority number one is the actual live performance. I envision all the excitement and energy that the song could bring.
The Seisen MV is really shocking, what kind of themes do you want to explore in this release?
Tatsumi: The theme is “Living is a fight”. Recently, I’ve been acutely aware of how hard life is. That’s the reason behind that theme.
70.: That song embodies the current fighting spirit of a new XANVALA.
Thank you so much for this interview, please, leave a message to our readers and Brazilian fans.
Tatsumi: I hope one day we will be able to perform in front of you and we can hear each other’s voices. Let’s stay alive until that day.
Yuhma: I love Brazilian culture, from samba and bossa nova to soccer, churrasco, etc. I will go to Brazil someday! Até logo!
Souma: Definitely, we will go there to meet you. Please take care until then. Eu te amo!
70.: Thank you! I hope we can travel to the opposite side of Japan.
Tomoya: We will meet one day during a world tour. Please send us your support from the other side of the world!
Warner Bros. Games anunciou hoje que BACK 4 BLOOD, um novo jogo cooperativo de tiro de zumbis em primeira pessoa, desenvolvido pela Turtle Rock Studios e com os criadores premiados da franquia Left 4 Dead, onde combinaram uma campanha coop e estratégia competitiva baseada em equipe por meio do modo Enxame PvP (Jogador vs. Jogador) do jogo.
Veja o trailer de lançamento abaixo:
“Estamos animados com o lançamento de Back4Blood em parceria com a talentosa equipe da Turtle Rock Studios para trazer aos jogadores uma experiência nova e empolgante no gênero de jogo cooperativo de tiro de zumbis”, disse David Haddad, presidente da Warner Bros. Games. “Back4Blood oferece aos jogadores uma jogabilidade repleta de ação com diferentes encontros competitivos que sentimos que os fãs vão se divertir”, completa.
BACK4BLOOD está agora disponível para Xbox Series X|S, consoles Xbox One, PlayStation 5, PlayStation 4 e PC, com suporte para cross-play e cross-gen em todas as plataformas de lançamento. O jogo também está disponível agora com Xbox Game Pass via consoles Xbox Series X|S e Xbox One, PCs com Windows. Conheça mais visitando o SITE OFICIAL.
Dentre as aventuras intergalácticas, agora essa dupla resolveu se aventurar pelo universo japonês. Assim, foi lançado nesta segunda-feira (11) um curta versão anime de Rick and Morty, mostrando uma aventura até o Japão que se iniciou para consertar uma torradeira. Confira o vídeo intitulado de The Great Yokai Battle of Akihabara (“A Grande Batalha Youkai de Akihabara”):
O curta foi produzido pelo estúdio japonês Sola Entertainment em parceria com a Adult Swim.
Anteriormente a séria já havia ganhado um episódio versão anime, no qual Rick e Morty entram num universo cheio de samurais e batalhas sangrentas. Você pode conferir o episódio clicando AQUI.
Sobre Rick and Morty
Imagem Divulgação: Adult Swim
Rick and Morty é uma série norte-americana lançada em 2013, contendo 5 temporadas até o momento. A obra é uma mistura de comédia com ficção-científica criada por Justin Roiland e pode ser assistida pela HBO Max.
Sinopse: O brilhante cientista beberrão Rick sequestra Morty, seu neto aborrescente, para viver loucuras em outros mundos e dimensões alternativas. Entre vários experimentos com o avô, Morty amadurece e acompanha os problemas vividos por sua família e amigos de escola. Porém, sempre focado na inteligência e caráter duvidoso do avô, Rick e Morty vivem várias aventuras intergalácticas e interdimensionais.
Já é conhecido o início de temporada de filmes que buscam uma indicação ao Oscar, contudo a categoria Melhor Filme Estrangeiro tende a ter uma demanda maior em streaming e em cartaz, aqui é diferente, este filme já entrou na lista da premiação em 2021, representando a Tunísia, mas não chegou nos últimos indicados. O Homem que vendeu sua Pele conta uma história revoltante sobre aonde a arte pode chegar e as consequências de uma escolha na base do desespero, em um roteiro simples e objetivo para que os que detestam o cinema cult não chorem demais e sim apreciam um belo filme.
A Arte têm em sua essência a polêmica, famosa por colocar o dedo na ferida, a Arte é responsável por manifestar sentimentos baseado no que é belo pela sociedade, como a massa demonstra a opinião da maioria e não de todo mundo. Porém, nem sempre será admirada, isso pode ser um quadro, uma escultura, uma comida e até um gol de bicicleta, existirá sim uma parcela das pessoas que não irão se importar, ou lhe causará ódio e desgosto. Quer dizer que você sentiu algo ao ver a tal obra, já alcançou seu objetivo; e esse é o maior plot desse filme que fica o questionamento do porquê ele não esteve entre os últimos indicados. Acredita-se que o tema arte seja algo já saturado em filmes cult, isso é exagero e injusto com O Homem que vendeu sua Pele.
Incrível como foi bem trabalhado tudo no filme, a mensagem é transmitida dentro de uma obra muitas vezes sádica e dramática e levemente romântica, isso que o foco não é a polêmica obra de arte e sim o protagonista, Sam Ali (Yahya Mahayni), um refugiado da Síria que conquista o seu visto por meio de um contrato controverso, e esse lhe trouxe fama e a vida fora do país que vive uma guerra civil, porém custou tudo, inclusive sua liberdade. Sam queria ser livre da guerra, e virou um escravo da arte.
Toda essa reflexão profunda pode não ser entendida, mas não há problema devido a leviandade do filme, consegue-se entender superficialmente uma relação destruída pelo egoísmo e ganância, e com um plotwist maravilhoso em prol do casal, se têm um filme de amor, porque não? Pena que o vilão da história teve uma redenção um tanto forçada, pois o pontapé inicial para desgraça de Sam foi dele, e do nada quer ajudá-lo, ficou muito esquisito.
Esse não é o primeiro filme que é do gênero cult e sai da bolha do clássico, esse gênero é visto de forma negativa pela maioria por serem filmes difíceis de assistir, não só em linguagem mas em ritmo; são cansativo; muito mais por padrão dos filmes europeus e asiáticos antigos do que o fato de ser cult. Já faz alguns anos que esses filmes estão sendo mais cômicos e menos travados em desenvolvimento, e ainda sim mantém o peso de mensagem e reflexão que esses filmes sempre trouxeram na obra, isso é um diferencial e também uma grande chance de atingir mais públicos.
O Homem que vendeu sua Pele critica até onde a arte pode chegar e cativa com uma história de amor bonita, um pouco de cada gênero que foi dosado perfeitamente em uma obra impecável. Infelizmente não conseguiu nenhuma indicação no último Oscar, mas não pode passar desapercebido por sua qualidade, certamente se junta a filmes subestimados do ano e também na lista dos novos cults que buscam conquistar novos públicos.