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I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year | Review

I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year Editora JBC
Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Adaptação em mangá da novel de Sugaru Miaki, I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year foi publicada no Brasil pela Editora JBC. O responsável pela adaptação foi Shouichi Taguchi, ilustrando perfeitamente essa história sobre a vida.

O mangá possui três volumes, cada um com aproximadamente 200 páginas, então também não demora muito para ler e é super fácil de completar. Como eu já falei muito sobre o enredo em si na review da novel, neste texto vou me ater mais à adaptação em si.

Vamos lá!

Tempo de vida

Kusunoki é um jovem de 20 anos com uma vida sem nenhuma motivação ou sentido. Ele vive um dia após o outro engolido pela rotina e cego pelo próprio senso de autopiedade e sofrimento. Ou seja, sabe que tem uma vida medíocre, mas pensa que milagrosamente ela irá mudar, na hora certa.

Então, indo atrás de indicações sobre uma misteriosa loja que compra tempo de vida, ele recebe uma proposta. Poderia vender os 30 anos que teria pela frente em troca de 300.000 ienes (cerca de 10 mil reais, na cotação de 2026). Conformado com a sua própria mediocridade, Kusonoki fica com o dinheiro e mais três meses e três dias de vida.

I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year Editora JBC
Venda da vida | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Nesse tempo, Miyagi, uma monitora fria e melancólica irá vigiá-lo 24 horas por dia, para garantir que ele não faça nada criminoso. Porém, nenhuma outra pessoa consegue enxergá-la a não ser ele. Assim, se desenrola uma história sobre decepções, busca por sentido e compreensão da beleza de estar vivo.

Fidelidade

Sinceramente, me surpreendi com o quanto o mangá é fiel à novel. Todos os acontecimentos importantes estão ali e as adaptação necessárias foram mínimas. Além disso, o desenho de Souichi é belíssimo, tem traços delicados que dá gosto de ler.

I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year Editora JBC
Primeira noite com Miyagi | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Claro, uma ou outra coisinha ficou de fora, mas nada que prejudique o sentido original da obra. Também, algo que eu amei e achei super simbólico são as máquinas de venda automática no começo de cada capítulo. O mangá conta ainda com alguns extras, que se aprofundam um pouco mais no “valor” da vida.

Fiquei muito feliz em perceber que a adaptação mostrou as cenas exatamente como eu as imaginei lendo a novel. Ou seja, pra mim é um atestado de qualidade tanto do original, que tem uma narrativa maravilhosa, quanto de Shouichi que captou exatamente o que a autora do original quis transmitir.

Cumplicidade

Você já gostou genuinamente de uma pessoa? Já quis fazer coisas pelo único motivo de saber que ela vai gostar? Ou já sentiu a sensação de que os problemas e angústias da vida diminuem quando ela está do seu lado?

Em I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year esse sentimento tão genuíno aparece com tanta sutileza que quase nem percebemos ele começando. A dinâmica entre os personagens é natural, cheia de química e entrelinhas. Eles se entendem mesmo sem a necessidade de falarem o que estão pensando.

I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year Editora JBC
Desenrolar dos sentimentos | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Por isso, trago esse afeto como um dos pontos mais altos da história, é uma relação de respeito, cuidado e dedicação que dá uma aula de romance. Porém, esse sentimento vem com um preço alto a ser pago pela pessoa que continuará vivendo quando a outra já tiver partido.

Vale a pena?

Eu já rasguei elogios pra essa história na outra review, então se você quiser saber mais profundamente sobre a história, pode ler o outro texto.

De qualquer forma, se estiver se perguntando se vale mais a pena comprar o mangá ou a novel, te digo que eles funcionam muito bem juntos. Mesmo assim, minha recomendação é: leia primeiro Três dias de Felicidade e depois I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year.

A novel é mais detalhada, entendemos melhor algumas motivações, pensamentos mais profundos, enfim, é mais rica em conteúdo. Já o mangá adiciona essa riqueza visual e a sensação de ler sabendo o que vai acontecer, prestando atenção nos personagens, nas expressões, é maravilhosa e torturante.

Então, pra tentar não ser tão prolixa, apenas repito: pra mim, essa deveria ser uma leitura obrigatória. Tenho certeza de que, de uma forma ou de outra, a história vai fazer você refletir sobre a forma que você enxerga o mundo e vive a sua vida. Espero sinceramente que ela te ajude assim como me ajudou. Boa leitura!

I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year Editora JBC
Capas | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Conheça o mangá

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CCXP26 confirma presença do mangaká taiwanês Chang Sheng no Artists’ Valley

Chang Sheng
Imagem Divulgação

A CCXP26 anunciou a participação do mangaká taiwanês Chang Sheng no Artists’ Valley. O artista estará no maior festival de cultura pop do mundo entre os dias 3 e 6 de dezembro de 2026, no São Paulo Expo, em sua primeira visita ao evento. A participação acontece em parceria com a Editora Comix Zone.

Uma trajetória fora do convencional

Nascido em Taiwan em 1968, Chang Sheng chegou aos quadrinhos de forma incomum: após 15 anos de carreira na publicidade, decidiu aos 35 anos se dedicar exclusivamente à arte. O resultado é um estilo próprio que une narrativas de fantasia e ficção científica a um tratamento visual realista, com mulheres frequentemente no centro das histórias.

Premiações internacionais

A trajetória de Chang Sheng acumula reconhecimentos expressivos no circuito internacional. Em 2011, venceu o Golden Comic Awards com o mangá Baby. Em 2013, Oldman lhe rendeu o Bronze Award no Japan International Manga Award, competição organizada pelo Ministério das Relações Exteriores do Japão. Em 2017, The Hidden Level conquistou o Grand Prize no Kyoto International Creators Award.

Artists’ Valley na CCXP26

O lineup do Artists’ Valley segue crescendo. Além de Chang Sheng, já estão confirmados Todd McFarlane, Mark Waid, Mark Brooks, Howard Chaykin e Shintaro Kago, além de vários artistas do Universo Absolute da DC Comics: Javier Rodríguez, Jock, Rafa Sandoval, Rafael Albuquerque, Marcelo Maiolo, Carmine Di Giandomenico e Frank Martin. Outros nomes ainda serão divulgados.

A CCXP26 acontece de 3 a 6 de dezembro, no São Paulo Expo, em São Paulo.

baby chang sheng comix zone
Capa Divulgação

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Garota à Beira-Mar | Review

Garota à Beira-Mar Editora JBC
Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Procurando algo com conteúdos sensíveis para ler? Garota à Beira-Mar é a história de jovens que encontram nas margens da sociedade um novo sentido para viver. Uma publicação da Editora JBC, o autor da obra é Inio Asano, o mesmo de Boa Noite Punpun.

Com pouco mais de 400 páginas, o mangá me impressionou quase na mesma medida que decepcionou.

Adolescentes sem rumo

Bom, o enredo gira em torno de Koume, uma estudante do fundamental, e Isobe, o seu quase namorado. Ambos são jovens que estão à deriva, sem grandes motivações na vida, nem ambições e muito menos responsabilidades.

Mergulhados nas próprias desolações, eles procuram no outro um escape da vida, descontando em sexo e autosabotagens a falta de interesse na vida.

Garota à Beira-Mar Editora JBC
Relação bizarra | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Assim, enquanto Isobe nutre sentimentos por Koume, a garota deixa claro que está apenas usando o garoto, que aceita essa condição. Nesse contexto, acompanhamos mais ou menos um ano da vida desses adolescentes que não sabem o que fazer.

Prometeu muito, entregou pouco

Quando eu li a descrição de Garota à Beira-Mar estava esperando ler quase uma versão japonesa da série Skins, ícone dos jovens sem futuro dos anos 2000. Porém, o que eu encontrei foi uma história frágil com muitas red flags.

Primeiro, a protagonista. Que coisa sem sal nem tempero. Acredito que a intenção era sim fazer ela chata e completamente tóxica, mas por quê? Quais as motivações ou os dramas dela? Pois é, eu também não sei.

Entendo o Isobe, acho que a condição dele é totalmente compreensível, mas a Koume? Não li nada que me fizesse ter o mínimo de empatia ou entendimento do porque ela ser tão insossa e problemática.

Também, todos os aspectos mais chocantes e éticos da obra não merecem a devida atenção. O uso de drogas, abusos, sexualização precoce, abandono escolar, violência, todos são temas que aparecem com a profundidade de um pires. Tem uma questão óbvia sobre depressão e atentado a própria vida que mostra o impacto e as consequências disso. Mas é a única coisa que eu consegui absorver.

Garota à Beira-Mar Editora JBC
Conflitos | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Descreveria a história como meia bomba, pois quando você acha que vai engatar, toma um banho de água fria. Por exemplo, Koume foi abusada mais de uma vez, isso é mostrado, mas qual a dimensão disso? Não sabemos.

Problemático

De qualquer forma, o que mais me incomodou foi a quantidade de cenas de sexo. Garotas à Beira-Mar é para maior de 18 anos, então obviamente o público-alvo não tem a mesma faixa etária dos personagens da história.

Mesmo assim, de cada dez páginas, três devem ter uma cena explícita, nudez e momentos muito gráficos. Sim, a intenção é mostrar como esses jovens estão perdidos, negligenciados e feridos. Que eles encontram nos lugares errados um jeito de lidar com seus sofrimentos. No entanto, discordo da maneira que o autor desenvolveu isso.

Principalmente por se tratar de adolescentes, algumas coisas não precisavam ser tão abertas assim. É possível sim mostrar a mesma coisa, passar a mesma intenção sem o destaque que teve.

Garota à Beira-Mar Editora JBC
Marcador de páginas | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Na minha opinião, pareceu uma forma de o autor escrever um conteúdo adulto com a fachada de ser uma denúncia sobre problemas sociais. Podia ser muito melhor, muito mais profundo e muito menos problemático.

Vale a pena?

Olha, eu queria muito ter gostado desse mangá. Tem personagens que me afeiçoei, tem temas que me fizeram sim refletir, mas pra apreciar isso eu tenho que ignorar muitas outras coisas. Inclusive, profundidade narrativa.

Sei que o autor é famoso por abordar assuntos delicados e tem obras consagradas, porém, nesse caso, senti que ele atirou para muitos lados, ao invés de focar em um ponto e fazer ele bem-feito.

Não acredito Garota à Beira-Mar seja um bom exemplo de narrativa crítica sobre jovens vivendo nas margens da sociedade. Não me arrependi de ler, mas dificilmente é um mangá que eu leria de novo.

Garota à Beira-Mar Editora JBC
Capa | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Conheça a obra

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Três Dias de Felicidade | Review

Três dias de Felicidade editora JBC
Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Se você já pensou que prefere viver isolado do mundo, ou já sentiu que a felicidade foge de você, essa história vai mexer com sua cabeça. Uma história sobre tempo desperdiçado e a dificuldade de ver beleza no mundo, Três dias de Felicidade deveria ser leitura obrigatória.

Quem trouxe essa paulada para o Brasil foi a Editora JBC, tanto a novel original de Sugaru Miaki, e a adaptação em mangá I Sold My Life For Ten Thousand Yen Per Year. O livro tem 256 páginas, rapidinho de ler, e o mangá conta com três volumes.

Três dias de Felicidade editora JBC
Capa com Miyagi | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Agora, vamos falar sobre a novel Três dias de Felicidade!

Qual o valor de uma vida?

Primeiro, um clichê: quanto vale uma vida? Sem respostas como “a vida é inestimável” ou coisa assim. Aqui, pensamos em um valor monetário mesmo. Para isso, considere três fatores decisivos: quanto a pessoa contribuiu para a sociedade, o quanto foi feliz e o quanto é famosa. Com base nisso, você conseguiria estipular um valor para sua vida?

Bom, provavelmente a resposta não seria tão animadora quanto você pensa. Afinal, Kusonoki, um rapaz de 20 anos e, teoricamente, com toda uma vida pela frente, pensava o mesmo.

Vivendo no piloto automático e agarrado na esperança de que seu futuro seria melhor, Kusonoki se contentou com uma vida medíocre. Assim, cheio de dificuldades financeiras, ele descobre que poderia vender seu tempo de vida em troca de dinheiro.

Pensando que sua vida valeria uma boa quantia, levou um choque de realidade com a proposta que recebeu. Os 30 anos que ainda tinha valiam apenas 300.000 ienes (cerca de 10 mil reais, na cotação de 2026). Conformado e desesperançoso, aceitou a proposta sabendo que teria apenas mais três meses e três dias de vida.

Porém, para garantir que não causaria problemas para outras pessoas, deveria ser acompanhado por uma monitora. Assim, começa o final da história de Kusonoki na companhia de Miyagi, essa garota fria, distante e melancólica.

Três dias de Felicidade editora JBC
Marcador de páginas | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Sua vida não vai mudar

Posso começar a falar sobre minhas impressões com uma reflexão.

Quantas coisas deixamos de fazer na vida por pensarmos “ah eu tenho tempo”, “estou esperando o momento certo” ou “tenho certeza que algo incrível vai acontecer e mudar essa situação”?

Ou pior ainda, quando nos tornamos as pessoas que encontram felicidade e conforto no próprio sofrimento? Que pensam e se contentam com pensamentos como “eu não mereço ser feliz”, “nunca vou conseguir ser feliz” ou “esse mundo não tem lugar pra mim”. Inclusive, que sabotam a própria felicidade, enxergando o mundo como um sofrimento eterno e qualquer sinal de melhora já acham os caminhos de volta para a infelicidade.

Basicamente, a autora fala que essas pessoas (como eu sou muitas vezes, e talvez você também) são tolas. O mundo não vai mudar para nos aceitar ou consolar. As pessoas não serão mais gentis porque você está sofrendo (na verdade, todo mundo está sofrendo). Esperar algo incrível ou fantástico acontecer, esperar um sinal do universo pra mudar seu destino é o mesmo que sentar e esperar a morte.

Não sabemos quanto tempo ainda nos resta, quantos dias temos pela frente, nem as alegrias e tragédias que a vida vai nos trazer. Por isso, Sugaru fala que não tem qualquer intenção de falar sobre o valor da vida, mas na chance de poder encontrar beleza no mundo antes que a morte finalmente chegue.

Seu tempo está acabando

Na verdade, um dos objetivos da história é mostrar a vida por uma nova perspectiva, sem as amarras que criamos por pensarmos que o tempo é ilimitado.

Por exemplo, pense por alguns segundos: o que faria se você tivesse apenas mais 30 dias restantes? Como enxergaria suas motivações e ações até aqui? Teria orgulho de conquistas ou se lamentaria pelas suas decisões? Continuaria achando que está em um inferno, ou se abriria para ver a beleza que existe no mundo?

Porque, na verdade, existe beleza em tantas coisas que, vendados com a rotina e com a ilusão da longevidade, apenas as ignoramos.

Três dias de Felicidade, ao meu ver, fala sobre as alegrias da vida a partir da perspectiva da morte. E, para mim, não tem nada mais belo e trágico do que isso. Essas lições, Sugaru passa com sensibilidade, bom humor e severidade.

Três dias de Felicidade editora JBC
Lista de afazeres | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Apego ao passado

Uma das grandes características de Kusonoki é a romantização do passado, se agarrar em uma ideia infantil e não se permitir enxergar o mundo além disso. Também, é buscar em pessoas que um dia já foram importantes um significado e alívio para a vida. É claro, isso se mostra ser uma fonte inesgotável de decepções.

Sinceramente, durante toda a história Kusonoki leva um tombo atrás do outro, sempre maior do que foi o anterior. Com isso, senti um misto de pena e justiça, pois são as consequência das escolhas que ele fez.

Amor em pequenos (ou nem tanto) gestos

Para além disso, quero falar sobre Miyagi, essa garota também de 20 e poucos anos, que tem uma história e personalidade muito parecidas com as de Kusonoki.

Obrigados a passarem 24 horas por dia juntos, os dois começam com uma relação de hostilidade. Miyagi é fria, direta e observadora. É quase uma sombra seguindo ele. No entanto, uma sombra que somente Kusonoki pode ver. Ninguém além dele consegue enxergá-la, algo muito importante para o desenvolvimento da história.

Assim, convivendo juntos, conhecendo a solidão do outro e suas histórias, os dois desenvolvem afeto pelo outro. Kusonoki vê nela alguém que o salva da sua solidão, já Miyagi encontra uma pessoa que se importa com ela. Porém, ela carrega o peso de que, dali a três meses, essa felicidade será substituída pela dor eterna do luto.

Sinceramente, a relação dos dois é uma das coisas mais lindas dessa história. A sinceridade e cumplicidade que eles desenvolveram pelo outro, a química e a relação que se desenrolou tão naturalmente. Começa com pequenos gestos — um convite para beber, interagir em público, fingir que está dormindo. Então, se transforma em sacrifícios pelo outro que faz de Três dias de Felicidade uma história tão linda quanto trágica.

Três dias de Felicidade editora JBC
Folha de guarda sem Miyagi | Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

Zona cinza

No entanto, existe um ponto que eu não posso deixar de levantar. Os personagens não são perfeitos e, principalmente o protagonista, é um poço de falhas.

Logo em uma das primeiras partes da história, Kusonoki teve pensamentos e atitudes completamente erradas. Ou melhor, criminosas, nojentas e covardes. O que ele quase fez com Miyagi me deu vontade de abandonar a leitura e condenar não só o personagem quanto a autora.

Porém, o desfecho foi para um caminho diferente, o que me fez refletir sobre as intenções da história. Três dias de Felicidade fala muito sobre falhas humanas, como somos egoístas, magoamos e ferimos o outro sem remorso. Também, fala sobre o poder de mudar nossa vida com ações que podem ser pequenas.

Por isso, apesar de essa parte da história ter feito eu odiar o Kusonoki, também evidenciou um ponto muito importante. Somos pessoas, não animais. Portanto, controlamos nossas vontades, por mais perversas e impulsivas que sejam. Não existe outra justificativa para nossas ações que não seja “eu escolhi fazer isso”.

Todos podem sim se controlar. A responsabilidade das suas ações é apenas sua. Jogar a culpa em outra pessoa é apenas mais uma escolha covarde.

Vale a pena?

Bom, o que eu posso falar é que quando eu terminei tanto o livro quanto o mangá, mandei mensagens em prantos falando que nunca ia superar.

Eu amo uma tragédia, amo fechar o livro e sentir que meu coração foi esmagado (seja de amor ou de dor) e essa história entrega os dois. Na minha opinião, teve um final feliz. Não é o padrão de final feliz, mas teve felicidade, então pra mim já é o suficiente.

Foi realmente uma leitura que mexeu comigo, me fez repensar a forma com que eu lido com a vida e mudar alguns hábitos. Três dias de Felicidade entrou para o meu Top 10 de histórias, então, se eu já indiquei leituras aqui no Suquinho, essa é a principal. Leia de coração e mente aberta, pois ela tem muito o que nos ensinar.

Três dias de Felicidade editora JBC
Editora JBC | Divulgação: Suco de Mangá

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Mists of Pandaria Classic: Cerco a Orgrimmar está disponível em WoW Classic

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Imagem divulgação.

A Blizzard anunciou a chegada da nova batalha em World of Warcraft Classic. Após a batalha contra o Rei Trovão uma nova ameaça está espreitando. A corrupção em Vales das Flores Eternas e o caos em Orgrimmar são os sinais de que o Chefe Guerreiro deve ser contido antes que a escuridão o leve.

Cerco a Orgrimmar é o novo episódio de World of Warcraft Mists of Pandaria Classic. Explore a Ilha Perene e as novas raides com cinco novos Chefes Mundiais e muito mais. Confira:

– Nova área: Uma ilha misteriosa, perdida no tempo há eras, emergiu das brumas próximas à costa leste da Floresta de Jade. A Ilha Perene está repleta de inimigos poderosos, tesouros escondidos, criaturas raras e eventos imprevisíveis que testarão até os mais audazes dos exploradores.

– Novo raide: o Cerco a Orgrimmar é um raide que se alastra por duas partes e leva os jogadores das ruínas dilapidadas do Vale das Flores Eternas até o coração da capital da Horda, Orgrimmar, em Durotar. Primeiro, os heróis precisam confrontar as consequências da corrupção no Vale, onde o Coração de Y’Shaarj envenenou a terra, para depois avançarem pelas defesas de Orgrimmar e enfrentar o próprio Chefe Guerreiro.

– Novos Chefes Mundiais: a Ilha Perene é lar de chefes mundiais poderosos vinculados às provações dos Celestiais Majestosos. Cada confronto reflete lições que o Imperador Shaohao já enfrentou.

Entre no mundo de World of Warcraft Classic agora mesmo, visite o site oficial e comece a luta por Azeroth e faça parte do Cerco de Orgrimmar!

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Resident Evil Veronica é anunciado no Summer Game Fest

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Imagem divulgação (fonte: Capcom) montagem.

A Capcom abriu a Summer Game Fest de hoje (05) com um anúncio histórico. O tão aguardado remake de Resident Evil Code: Veronica finalmente é real. Batizado simplesmente como Resident Evil: Veronica, o projeto promete trazer de volta o capítulo que amarra as pontas de Raccoon City. Preparem os estoques de ervas verdes. O terror retorna oficialmente em 2027.

Confira o trailer abaixo:

O trailer de revelação começou com o pé na porta. Vimos Claire Redfield em Paris, investigando o paradeiro de seu irmão bagunceiro (e nosso socador de rochas favorito), Chris Redfield. No entanto, o vídeo já entregou uma mudança narrativa fascinante. Em vez de ser capturada por guardas genéricos, Claire acaba interceptada por ninguém menos que Hunk. Sim, o lendário mercenário “Lobo Solitário” da Umbrella aparece logo na introdução. Certamente, essa adição sugere que a Capcom planeja expandir o roteiro original de forma brutal.

O clássico de 2000 que muitos perderam

Para entender o peso desse anúncio, precisamos voltar para o ano 2000. Inegavelmente, muitos jogadores não aproveitaram essa obra-prima na época do lançamento. Afinal, o game estreou como um exclusivo absoluto do Sega Dreamcast. Esse console infelizmente não teve o mesmo alcance de mercado da família PlayStation. Portanto, uma parcela gigantesca de fãs acabou perdendo a verdadeira continuação da saga em termos de roteiro.

Apesar da barreira do console da Sega, a recepção crítica do jogo original foi espetacular. O grande destaque técnico era o abandono dos cenários pré-renderizados clássicos. A Capcom introduziu ambientes totalmente em 3D real, gerando movimentos dinâmicos de câmera. Em termos de vendas, o clássico moveu 1.14 milhão de cópias no Dreamcast. Posteriormente, a versão Code: Veronica X vendeu mais 1.4 milhão de unidades no PlayStation 2, alcançando o cobiçado status de platina.

A trama original e o terror gótico

Na narrativa original, o game começa três meses após a destruição de Raccoon City (em Resident Evil 3). Acompanhamos Claire em sua busca implacável por Chris. Sua investigação a leva até uma instalação secreta da Umbrella em Paris, onde acaba capturada. Posteriormente, a protagonista é enviada para a isolada Ilha Rockfort, pertencente à misteriosa família Ashford. Logo após sua chegada, um ataque surpresa liberta o temido T-Vírus na ilha. Esse evento transforma a prisão em um pesadelo vivo de mortos-vivos.

A jornada evolui de forma dramática até uma base congelada na Antártida. Além da sobrevivência extrema, a história destaca vilões memoráveis da franquia. Temos a bizarra e perturbadora relação dos gêmeos Alfred e Alexia Ashford. Além disso, o lendário Albert Wesker retorna do mundo dos mortos com poderes sobre-humanos incríveis graças ao vírus T-Veronica. Também conhecemos o jovem Steve Burnside e suas clássicas pistolas Gold Lugers. Certamente, esperamos que o rapaz seja um pouco menos irritante e chorão desta vez.

O que a Capcom precisa aprender com os erros do passado

Como fã raiz da franquia, eu preciso ser muito sincero aqui. Um remake de respeito serve para expandir o conteúdo original, nunca para reduzi-lo. Inegavelmente, ainda dói no peito lembrar o crime que cometeram no remake do Resident Evil 3. Aqueles cortes bizarros da Torre do Relógio e da Grave Digger (a nossa querida minhocona) foram imperdoáveis. Portanto, a Capcom tem a obrigação moral de manter cada centímetro da Ilha Rockfort e da base na Antártica intactos neste novo projeto.

Queremos ver a imponente mansão dos Ashford com toda a sua glória gótica em alta definição. Além disso, a jogabilidade promete seguir a evolução técnica vista em Resident Evil Requiem. O trailer sugere que o jogador poderá alternar livremente entre a perspectiva em primeira pessoa e o clássico “Over-the-Shoulder” em terceira pessoa. Essa mecânica híbrida é excelente para o fluxo de combate. O clima enigmático das prisões ganha um realismo absurdo graças ao poder atual da RE Engine.

Em termos de plataformas, a Capcom garantiu que ninguém ficará de fora da brincadeira. O jogo chegará para PlayStation 5, Xbox Series X|S, PC e também para o novo Nintendo Switch 2. Embora o lançamento ocorra apenas em 2027, o hype já está completamente fora de controle.

E vocês, meus sucolinos e minhas sucolinas? O que acharam dessa revelação? Estão prontos para reencontrar o Wesker e os gêmeos Ashford em alta definição? Deixem suas opiniões nos comentários! Para mais informações, clique abaixo:

Site oficial

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Nova coleção de Pokémon Estampas Ilustradas celebra os 30 anos da franquia

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Imagem divulgação.

A The Pokémon Company International, em celebração aos 30 anos da franquia, anunciou a nova coleção para Estampas Ilustradas. Celebração de 30 Anos é a nova coleção que chega no dia 16 de setembro de 2026.

A celebração marca a primeira expansão a ter um lançamento global simultâneo nas regiões participantes e o verdadeiro presente é que todas as cartas dessa expansão serão laminadas. Prepare-se para descobrir uma nova raridade: Rara Futurista, com visuais ilustrados pelo renomado YOSHIROTTEN. Cada Pokémon nessa arte exibe uma arte impressionante desse artista japonês que evoca a esperança rumo a um futuro desconhecido.

Cada pacote de booster de Celebração de 30 Anos também inclui uma de 30 cartas laminadas únicas destacando Pikachu, cada uma ilustrada por um artista diferente. Cartas adicionais novas em Celebração de 30 Anos mostram uma variedade de Pokémon durante diferentes momentos ao longo do dia e da noite.

Além disso, descubra as 30 cartas clássicas de Pokémon de todas as décadas da história do jogo. Então anote na agenda o dia 16 de setembro de 2026. Confira com o lojista local sobre a Celebração de 30 Anos, essa coleção que celebra 30 anos de Pokémon!

 

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Babymetal se apresenta hoje no Rock am Ring 2026; saiba como assistir ao vivo

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Imagem Divulgação

O Babymetal sobe ao palco do Rock am Ring 2026 nesta sexta-feira (5), com apresentação prevista para as 17h45 (horário de Brasília). O festival alemão acontece simultaneamente no Nürburgring e em Nuremberg, entre os dias 5 e 7 de junho.

A apresentação terá transmissão ao vivo pelo Magenta TV, acessível pelo site magentamusik.de/rock-am-ring-2026.

Kawaii metal no maior festival de rock da Alemanha

Formado em 2010, o Babymetal é o grupo responsável por criar e popularizar o kawaii metal — fusão de J-pop, heavy metal e performances de dança de alta energia. Riffs pesados encontram melodias pop contagiantes, enquanto baterias potentes se combinam com coreografias precisas, resultando em um estilo que conquistou uma base de fãs global.

O line-up do Rock am Ring 2026 conta ainda com nomes como Linkin Park, Limp Bizkit, Iron Maiden, Volbeat e The Offspring.

Provável setlist

Com base em apresentações recentes da banda, o provável setlist será:

  1. BABYMETAL DEATH
  2. from me to u
  3. Distortion
  4. PA PA YA!!
  5. Song 3 (BABYMETAL x Slaughter to Prevail)
  6. My Queen
  7. BxMxC
  8. METALI!! (precedida por solos da KAMI Band)
  9. Sunset Kiss
  10. Monochrome
  11. RATATATA (BABYMETAL x Electric Callboy)
  12. Gimme Chocolate!!
  13. Headbangeeeerrrrr!!!!!
  14. Road of Resistance
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