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A Freira (The Nun) | Review

A Freira
A Freira (Imagem Divulgação)

Talvez um dos lançamentos de terror mais esperados no ano, A Freira (The Nun) é mais um spin-off da franquia Invocação do Mal, que já teve dois longas estrelando os protagonistas Ed e Lorraine Warren, e outro spin-off com a famosa boneca amaldiçoada Anabelle.

A freira é um longa que retrata eventos anteriores aos primeiros filmes de Invocação do Mal. Nele, acompanharemos a missão de uma noviça e um Padre que precisam descobrir o que aconteceu em um centenário convento localizado na Romênia, onde uma jovem freira acaba de se suicidar.

O filme Invocação do Mal 2 nos apresentou a dois dos próximos vilões da saga: o demônio Valak e o Homem Torto. A freira, nome popular dado ao demônio, foi o que mais causou calafrios no público. A figura horripilante, interpretada por Bonnie Aarons, despertou a curiosidade – e os pesadelos – de muitos, que criaram altas expectativas com o filme, este prometendo ser “O capitulo mais assustador do Universo Conjuring (Invocação do Mal)”.

A Freira
A Freira (Imagem Divulgação)

É bom?

Apesar de já ser considerado um sucesso de bilheteria, com 131 milhões de dólares arrecadados em sua estreia, o filme acaba decepcionando e passando longe das altas expectativas criadas pelos sucessos anteriores. Apesar de atuações bem feitas, trilha sonora intensa, cenários detalhados e um bom nível de jumpscares, A Freira acaba caindo no esquecimento com um roteiro fraco, cheio de furos, excesso de alívio cômico e queda do nível nos atos.

Os primeiros 30 minutos são intensos, misteriosos e arrepiantes, criando um clima de tensão que se esvazia e se perde com o resto do filme, tornando a experiência rasa e pouco impactante. Ao sair do filme a sensação que dá é que acabamos de ver um episódio de Scooby-Doo, algo mais similar a uma aventura sobrenatural do que – de fato – um “terror sobrenatural gótico”.

Embalado a vácuo na mesma receita de filmes de terror norte-americanos, pode ser que aqueles que não tenham ido esperando muito até mesmo se divirtam, e tenham uma experiência melhor, mas nem de longe A Freira supera seus antecessores ou faz um marco no gênero, uma pena, considerando um vilão tão assustador e que prometia muito.

A Freira
A Freira (Imagem Divulgação)

Curiosidades

A protagonista do filme, a freira Irene, interpretada por Thaissa Farmiga é irmã mais nova de Vera Farmiga, responsável por interpretar a Lorraine Warren em Invocação do Mal!
Antes de iniciarem as filmagens a produção foi abençoada por um padre ortodoxo no castelo onde gravaram as cenas. O responsável pela cerimônia foi o Padre Cosmim.

O filme foi gravado na Romênia, porém, sendo proibido a filmagem dentro de igrejas, toda a cena da igreja da abadia de Santa Carta foi construída pela própria produção dentro do estúdio.

A Freira
A Freira (Imagem Divulgação)

Continuação

Em agosto de 2017, mais de um ano antes de sua estreia, Jame Wan – produtor da franquia – deu uma entrevista em que falava a respeito da continuação de A Freira. Em sua fala, ele afirmou que já sabia onde a história de A Freira e A Freira 2 se encachariam dentro do universo de Invocação do Mal.

Apesar da crítica negativa, os altos números da estreia podem garantir uma redenção ao longa que deixou o roteiro em aberto. O produtor já provou que acredita em seus vilões, investindo em uma sequência de Anabelle, mesmo que o primeiro longa tenha sido sofrível. Só nos basta esperar para ver.

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Tudo por um Popstar | Review

tudo por um popstar
Tudo por um Popstar (Imagem Divulgação)

Seguindo a série de livros da autora Thalita Rebouças, dessa vez o livro é Tudo por um Popstar, se passando em um mundo das pré adolescentes fanática por seus músicos de cabelo pro lado e carinha de menino, se mostrando o garoto perfeito para uma garota de treze anos.

Para alguns pode parecer frescura, mas todo mundo teve seu fanatismo por algum artista, e esse mundo das pré adolescentes loucas pelos seus artistas diverte na medida exata para todas as idades.

tudo por um popstar
Tudo por um Popstar (Imagem Divulgação)

Teen e Cheio de Cor!

Nada de espetacular ou de impressionante é apresentado, um filme teen cheio de cor, músicas e problemas adolescentes, o velho padrão ainda usado sem novas fórmulas ou conceitos mais estruturados comprovam o quão mediano Tudo por um Popstar é, contudo ser mediando não significa ser fraco, muito pelo contrário, a trama só tem um objetivo: diversão, risadas e mais risadas são dadas em cada situação do filme!

Juntando a parte musical que a maioria dos jovens irá gostar, e remete muito aos adultos a situação de fazer tudo por um pop star, seja ele o Justin Bieber, o Justin Timberlake, ou até Sandy e Júnior para gerações mais velhas, todo mundo teve seu ídolo, independente do gênero musical imposto, todos tiveram um ídolo questionado pelo seus pais.

Essa comédia adolescente conseguiu acertar em pontos que pareciam extrapolar, primeiramente pelo humor que não é escrachado, permanecendo no nível adolescente, o humor trabalha bem com as situações de dificuldades se mostram mais parecidas com o real do que o fictício, a preocupação dos pais com o desaparecimento das filhas são realidades que podem ser entendidas das duas maneiras, tanto se você for os pais ou a filha em si, e por último e provavelmente a mais importante, a mensagem passada, mostrando a importância de uma amizade forte e o fato de viver momentos à gastar com coisas materiais, mas a cana final seguida da mensagem decepciona um pouco.

tudo por um popstar
Tudo por um Popstar (Imagem Divulgação)

Experiência e Amizade

Em coletiva, as atrizes protagonistas falaram da experiência desse filme e da amizade que formou entre elas, começando por Maísa, que foge completamente da menina fofinha que um dia conhecemos, em tela ela se mostra mais aventureira, ousada e lacradora, dizendo que adorou faze esse filme e que seu papel Gabi tem tudo haver com ela.

Junto a Klara Castanho, que convenceu muito como a garota fanática sonhadora com seu ídolo, e de certa forma pareceu a linha de frente ao proteger suas amigas e ter uma grande confiança de ambas, de todas a mais confiante, mas não a mais amorosa do que Ritinha, o papel de Mel Maia, com participações em Joia Rara e Avenida Brasil, o estilo extrovertido dela é deixado de lado por uma garota contida, racional e apegada ao ídolo pelo que representa sua música a ela, não uma simples modinha mas relembrar a sua já falecida mãe, o discurso das amigas defendendo seus ídolos explica a importância de um símbolo para os mais jovens, mesmo questionado pelos adultos, ainda sim o discurso vale, e emociona aos adolescentes que defendem seus ídolos em redes sociais.

Ainda falando em elenco, devemos dar um destaque maior para os personagens de Felipe Neto e Giovanna Lancellotti, Billy Bold é um youtuber famoso da internet na história do filme que sempre critica os Slavabody, a boyband do filme, e faz de tudo para conseguir milhões de acessos em seu canal, enganando as garotas, mas se mostra fã da boyband e só fala mal porque sua assessoria exige isso, bem irônico.

Já Babette é uma hipster vegana que defende os direitos dos animais, mas se vê uma pessoa problemática com autoridades e com responsabilidade também, mas de atrapalhada e risadas, ela é a conclusão de tudo, e rouba a cena até mais que as três amigas, um filme todo positivista que precisava acabar tudo bem no final, mesmo esse fim de filme ser um tanto clichê e forçado.

tudo por um popstar
Tudo por um Popstar (Imagem Divulgação)

Muitos acertos!

Tudo por um Pop Star possui falhas na trama, pode ser cansativo, mas ele acerta em diversão e entretenimento a ponto de até os mais adultos assistirem e gostar.

O diretor Bruno Garotti acertou em cheio com o equilíbrio de cenas engraças originadas de problemas, com desenvolvimento de trama constante para resultar em um final desinteressante, uma junção de acertos faz a obra de Thalita Rebouças ser uma bela adaptação para o cinema que seus filhos devem assistir para se divertir e emocionar.

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Dakaretai Otoko 1-i ni Odosarete Imasu. (DAKAICHI) | Primeiro Gole

dakaichi
Dakaichi (Pôster Divulgação)

Dakaretai Otoko 1-i ni Odosarete Imasu ou DAKAICHI é um anime baseado em mangá shounen-ai, escrito por Sakurabi Hashigo que também fez vários BLs (Boy Love) e também está disponível na Crunchyroll.

O estúdio responsável é o CloverWorks, fundado esse ano, e está sendo produzido por Aniplex e A-1 Pictures, ambos famosos por animes como SAO e Ao no Exorcist.

Seu gênero é mais conhecido como yaoi e está sendo lançado nessa Temporada de Outono 2018. Confesso que sou uma fujoshi bem atualizada, então não poderia perder esse lançamento e já coloquei em primeiro lugar na listinha.

Além do gráfico, o fato de um personagem ser loiro e outro moreno me chamou bastante atenção, pois casais assim são sempre maravilhosos, não é gente?

Dakaichi
Dakaichi (Pôster Divulgação)

 

O número um…

Saijou Takoto é um ator e modelo muito famoso que foi considerado o homem número do Japão por cinco anos consecutivos, mas a situação mudou com a ascensão do ator mirim Azumaya Junta. Em seu sexto ano de grande fama, a posição de Saijou desce para segundo lugar o que o deixa extremamente irritado. E para sua surpresa, ele não será o ator principal na novela em que foi contratado, mas sim Azumaya.

Logo que se encontram, Azumaya pede por conselhos de Saijou, já que é um ator mais experiente. Assim, os dois saem para beber e no fim desse encontro acabam se aproximando mais…

Começam as filmagens e Saijou se esforça para superar seu novo rival e reconquistar sua antiga posição, enquanto Azumaya tenta melhorar cada vez mais sua atuação. É uma história com ótimos momentos de BL e várias cenas muito engraçadas.

dakaichi
Dakaichi (Pôster Divulgação)

Ótimo para iniciantes…

Esse é um dos yaois que eu recomendaria para iniciantes e fãs de Semes fofos e Ukes com personalidade forte. Há muitas cenas fofas, engraçadas e até mesmo ousadas, o que me leva a shippar cada vez mais esses dois.

Tem uma vibe muita gostosa de assistir, a qual nos deixa querendo mais e mais. Provavelmente entrará para o meu top5 animes shounen-ai, mesmo tendo saído apenas o primeiro episodio, pois a historia é muito apaixonante.

Se você está procurando algo do tipo, assista DAKAICHI, realmente vale a pena. E as musicas de opening e ending são muito boas, fator que dá uma melhorada no anime ( pelo menos para mim rsrs).

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Juliet, Nua e Crua | Review

Juliet, Nua e Crua
Juliet, Nua e Crua (Imagem Divulgação)

Envolvendo um relacionamento longo e desgastante, Annie tenta viver uma vida comum com seu emprego em um museu, até encontrar a demo de um artista o qual seu marido é muito fã, com isso Annie começa a trocar mensagens com o artista, e assim segue a trama.

Podendo parecer uma história água com açúcar para encher linguiça, Juliet, Nua e Crua surpreende bastante com um roteiro raso e personagens simples, pode-se tirar muitas reflexões para o mundo real, e ainda diverte bastante com alívios cômicos cirúrgicos.

Juliet, Nua e Crua
Juliet, Nua e Crua (Imagem Divulgação)

No ritmo

Um desenvolvimento de trama com o ritmo certo, faz com que todos que estiverem assistindo tenha uma simpatia maior por Annie, interpretada por Rose Byrne, aparentemente sem graça, ela cativa como alívio cômico e convence em situações de pressão, a certinha atrapalhada fofa faz com que o estilo sem graça seja completamente abafado por uma simplicidade gostosa de assistir.

Já seu namorado é um caso a parte, Duncan, interpretado por Chris O’Dowd, faz aquele marido sem sal e fã chato que chega incomodar muitas vezes, mas longe de parecer algo forçado, o fato dele ser dessa maneira é o que faz o conflito ser criado e originar o filme em questão, do mesmo jeito que funcionou o alívio cômico de Annie,a chatice de Duncan funciona igual, e também traz ares mais leves quanto ao seu arrependimento de personalidade monótona e idolatria abusiva.

Porém um personagem que deve ser colocado em destaque é o do artista Tucker Crowe, interpretado por Ethan Hawke, a escala dele na trama faz parecer de um figurante que foi promovido a protagonista, trazendo a velha ideia do músico caído, cheio de filhos com ex esposas e amargando a vida louca que teve em tempos de fama, desolado e sem esperanças, dedica sua a vida a um de seus filhos, mostrando que é um pai presente e pode mudar o seu jeito.

Contudo essa mudança vai escalando quando ele se mostra apegado a Annie, e não é no sentido amoroso, mesmo tendo sentimentos carnais pela protagonista, Tucker sofre uma escalada a ponto de roubar a cena muitas vezes, refletindo o que as músicas que ele achava ruins significavam para as pessoas que estavam ouvindo, e nisso o amadurecimento que ele estava procurando acontece, e coloca toda essa trama novelesca em um patamar totalmente acima do simples e do comum, atingindo em cheio no final do filme.

Juliet, Nua e Crua
Juliet, Nua e Crua (Imagem Divulgação)

Complexidade Dividida

A complexidade dessa trama está dividida em dois casos, a primeira é a parte negativa, que faz parecer um filme romântico meloso sem atrativos, o início dele têm que ser mais arrastado pela construção da trama, mas é tanto que chega ao ponto de cansar, e mesmo fluindo em um ritmo simples, os personagens que ainda estão sendo construídos com a trama que ainda está sendo montada faz bater um desinteresse de forma instantânea.

Já a segunda parte é a positiva, a reflexão dentro do roteiro raso, em Juliet, Nua e Crua, pode-se pensar sobre o personagem de Annie, viver um relacionamento desgastado e fazer com que ela mude, termine a relação e corra atrás daquilo que sonha, mostrando que um relacionamento desse tipo apenas te prende para coisas novas, inclusive para trabalho, o personagem Duncan é profundo em um sentido conflitante, o quão desinteressante é uma pessoa quando se mostra obsessiva com alguma coisa, ou simplesmente um fanatismo chato que faz ele se afastar das pessoas.

Nisso, ele encontra uma pessoa com o mesmo fanatismo, mostrando que algumas pessoas não são o destino, e sim a viagem, o qual anexa com o personagem Tucker, que é o símbolo desse filme, o fracassado sem esperança que força uma situação de mudança, mas permanece com a mesma mentalidade, até que surge um fã que ama as músicas dele, e uma garota que conversa com ele sem segundas intenções de início, e todo esse choque que ele recebe de filhos, fãs e Annie faz ele mudar.

O maior marco do filme é a inconclusão, não deixa claro algum romance existente entre Tucker e Annie, mesmo ele se relacionando sexualmente, contudo pareceu muito mais algo casual do que romântico, pois o casal não convence, mas agregado a trama, pareceu nitidamente proposital a fraqueza de um relacionamento Annie/Tucker, o que poderia ser vago, mas deixou aberto a muitas teorias do que poderia ter se tornado aquela relação, seja amigos, namoro ou apenas sexo, nunca saberá, pois o filme termina deixando isso em aberto.

Juliet, Nua e Crua
Juliet, Nua e Crua (Imagem Divulgação)

Casamento de trama

O casamento de trama bem desenvolvida e personagens em amadurecimento faz com que fique preso do início ao fim da história de Juliet, Nua e Crua, conseguindo levar reflexões de um filme tão raso e quase desinteressante.

Parecendo que foi só mais uma história melosa, gera explosões de cabeça com uma simplicidade gostosa de assistir seja sozinho ou acompanhado, o tipo do filme que todos vão assistir sem esperar nada, e irão sair com aquele sorriso bobo no rosto ao pensar “que filme lindo e fofo”.

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Bloom Into You | Primeiro Gole

bloom into you
Bloom Into You (Imagem Divulgação)

Yagate Kimi ni Naru, ou Bloom Into You, é um anime yuri baseado em um mangá de mesmo nome. Está sendo produzido pelo estúdio TROYCA, mesmo estúdio do famoso anime IDOLiSH7. O anime contará com 13 episódios e está sendo dirigido por Makoto Katou, que já fez alguns storyboards de BTOOM! e trabalhou na direção de Chibi Maruko-chan.

É um dos animes da Temporada de Outubro 2018, lançado no sábado (06) e fala sobre o conceito de amor.

Quando eu estava procurando os animes dessa temporada, eu fiquei curioso para assistir esse anime, sem falar que percebi que na temporada teriam 4 yuris. O que mais me chamou a atenção foi o estilo de desenho e o cenário do cartaz de divulgação.

bloom into you
Bloom Into You (Imagem Divulgação)

 

O amor está no ar!

O anime começa contando a história de Yuu, uma garota que acabou de ingressar no ensino médio. Ela amava consumir livros, músicas, filmes e mangás Shojo, sempre pensava quando o seu príncipe encantado faria uma declaração para ela.

Ao final do ensino fundamental, um amigo de longa data se declara a Yuu, porém, sua reação não é nada do que ela pensava que seria. Yuu pensava que sentiria seus pés flutuarem, como se fosse voar. Assustada com sua reação, ela decide responder o garoto depois.

Um mês se passa e ela ainda não deu a resposta. É quando ela decide entrar no conselho estudantil e conhece a líder dele, Nanami.

Yuu já tinha um pouco de certeza da sua escolha, mas a Nanami ajudar nisso, já que Yuu não tinha tanta coragem.

Nessa situação, Nanami acaba se apaixonando por Yuu e é esse romance que o anime irá trabalhar.

bloom into you
Bloom Into You (Imagem Divulgação)

A gente não escolhe quem a gente ama

Eu adorei o anime! As sutilezas da animação e da música são extremamente agradáveis e o plot, mesmo que comum, é extremamente bem trabalhado e desenvolvido nesse primeiro episódio.

O design de personagens também se encontra bem marcante, dá para adivinhar as características das personagens só de olhar para elas. Falando em design de personagem, eu fico muito contente de ver duas personagens lésbicas, ou bi, que não estão sofrendo com sexualização exagerada, coisa que acontece muito em Yuri.

Yagate Kimi ni Naru é uma ótima pedida para quem quer ver um anime fofo, com um bom design de personagens. Sem falar da representação que animes desse gênero trazem.

O anime tem cenas de comédia, lembrando um pouco o humor de Yuru Yuri e aparentemente vai ter bastante cena de drama, envolvendo questionamentos sobre o amor, como todo bom “shoujo”.

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Happy Sugar Life | Review

happy sugar life
Happy Sugar Life (Imagem Divulgação)

Lançado em 14 de julho de 2018, na Temporada de Verão 2018, Happy Sugar Life ou White Sugar Garden, é um anime drama com elementos de horror psicológico e que conta com 12 episódios.

É um anime estreante do estúdio Ezóla, tendo como produtores empresas como VAP e Square Enix, produtoras que auxiliaram em animes como Hunter X Hunter e Full Metal Alchemist Brotherhood.

Happy Sugar Life foi baseado em um mangá de mesmo nome, serializado pela revista Gangan Joker e escrito por Tomiyaki Kagisora, mesmo autor de Boku Wa Tomodachi ga Sukanai. O mangá ainda está no ar desde 2016.

Happy Sugar Life
Happy Sugar Life (Pôster Divulgação)

Uma vida açucarada?

O anime conta à história de Satou Matsuzaka, uma garota de aparência fofa, que sempre foi conhecida por ser “fácil”, já que ela e sua amiga, Shoko, costumavam a sair com todos os garotos da cidade.

Porém, acontece alguma coisa e Satou para de sair com os garotos, sem falar que fica extremamente obcecada ao falar de seu “namorado”, tanto que arranja outro emprego para sustentar sua vida com ele.

Para variar, nem tudo é o que parece ser

O tal namorado de Satou é na verdade uma criança, chamada Koube Shio. Existem diversos pôsteres dela espalhados pela cidade, marcando o desaparecimento da mesma.

O anime, então, desenvolve-se com Satou tentando manter sua “Happy sugar life” com Shio, enquanto pessoas tentam salvar ela, como seu irmão, e outras tentam pegar ela para outros motivos.

Happy Sugar Life (Pôster Divulgação)

Todos têm algum problema

O maior destaque de HSL são os personagens. Todos eles, exceto por um, tem alguma complexidade mental. A Satou, por exemplo, apresenta claros sinais de psicopatia. Ela consegue simular emoções, mesmo não as sentindo direito.

Falando nela, ela é a “herói” e a “vilã” principal do anime. Todo o núcleo da história gira em torno de como ela reage às coisas.

As situações chegam a um ponto desesperador, conforme o anime progride. Chega um momento onde todos os personagens se envolvem nos problemas de Satou, gerando uma grande bola de neve.

Pode parecer que os problemas são simples, mas eles não são. Até por quê…

Happy Sugar Life
Happy Sugar Life (Imagem Divulgação)

Happy Sugar Life não é um anime para crianças

Pode parecer óbvio, mas HSL é extremamente pesado. Sinceramente, eu não me abalo muito com animes ou filmes de horror psicológico, eu já assisti e li tanta coisa de terror, que praticamente fiquei imune ao medo. Fazia bastante tempo que um segmento de cena não me incomodava como HSL me incomodou.

Além das cenas de horror ser muito bem construídas, nota-se a transformação de Matsukaza. Indo de alguém fofa, para fria, em questões de segundos.

Existem episódios que são tão bem construídos, que até quem não gosta de animes fica impressionado. Eu estava discutindo isso com meus amigos e HSL não recebeu muito crédito, principalmente no Japão.

Mesmo os temas sendo extremamente pesados (acredite, eu não falo isso para enaltecer o anime, se você é sensível a coisas gráficas e psicológicas, não assista o anime) e com um bom desenvolvimento, ele não calhou muito bem no Japão.

Happy Sugar Life

Tons de cores pastéis, para uma história triste

A direção visual, tanto na animação, quanto na sonorização do anime, está de parabéns.
As cores e tons de cores são muito bem utilizados a todo momento, indo de cores alegres e suaves, para tons frios e acinzentados.

É uma ótima maneira de mostrar a mudança de personalidade da Satou. A direção do anime também mandou muito bem no trabalho deles, já que produziram o que foi a cena de morte mais desesperadora que já vi.

No geral, Happy Sugar Life é um excelente anime de terror psicológico, com personagens bem trabalhados e (infelizmente) críveis, a animação e trilha sonora são impecáveis e os episódios prendem sua atenção, até mesmo considero o melhor anime de terror da temporada.

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Hinomaru Sumo | Primeiro Gole

Hinomaruzumou ou Hinomaru Sumo é o segundo anime de esporte que saiu na Temporada de Outono 2018. O primeiro episódio foi ao ar no dia 5 de outubro e está lançando às sextas-feiras na Crunchyroll.

O estúdio do anime é o Gonzo, mesmo de Rosario to Vampire e Hellsing. E o diretor é o Uda Kounosuke, que já dirigiu episódios de Lovely Complex, Sailor Moon e One Piece.

O anime é baseado em um mangá de mesmo nome, que é publicado desde 2014. O autor é o Kawada, que só publicou essa série. O mangá sai na Shounen Jump (Weekly), a mesma dos grandes shounen de sucesso que todos conhecem.

Quem quer ser lutador de sumô?

Hinomaruzumou conta a história de um menino baixinho, Hinomaru Ushio, que quer ser lutador profissional de sumô. Sua altura não é adequada para participar de campeonatos profissionais, mas nem assim ele desiste.

Ele participou de alguns campeonatos quando criança, mas quando cresceu preferiu se afastar disso e treinar sozinho. Ele vai entrar para o colegial e quer participar de um clube de sumô. Só que ele tem problemas para chegar na sua escola e acaba conhecendo Ozeki Shinya, um garoto que também ama sumô, mas é de outra escola.

Hinomaru faz amizade com Ozeki e acaba descobrindo que o clube de sumô daquela escola foi tomado por delinquentes. O protagonista desafia os delinquentes e pega a sala do clube de volta para Ozeki. No final do episódio, ele decide mudar para a escola do novo amigo e treinar sumô com ele.

hinomaru sumo
Hinomaru Sumo (Pôster Divulgação)

Pense em todos os clichês!

Ok, vamos lá. É um anime baseado em um mangá que sai na Shounen Jump. Agora pensa em todos os clichês de shounen. Pronto, você já sabe como é esse anime.

O Hinomaru é o pior caso, já que possui todas as características manjadas de protagonistas: é muito forte, mais do que aparenta, vive sorrindo e é gentil, mas quando fica nervoso ou sério se transforma.

Quer alcançar um sonho, mas todos lhe dizem que nunca vai chegar lá, mas ele é muito persistente e sabe que um dia vai conquistar o que quer (normalmente conquista no final mesmo).

Além de ser o salvador dos mais fracos. Só que, se fosse só o protagonista estava bom, mas os outros personagens também são, inclusive seu novo amigo Ozeki, que tem a mesma paixão do protagonista, mas é mais “fraco” e isso faz com que os outros façam o que quiserem com ele. Fora a história toda ser clichê, e não trazer nada de muito novo.

No começo passou uma breve descrição do sumô, mas isso provavelmente será mostrado mais ao longo do anime, como normalmente é feito em animes de esportes. Mas de resto, não há nada novo ou chamativo ao longo do episódio.

hinomaru sumo
Hinomaru Sumo (Pôster Divulgação)

Para quem gostar de animes de esporte – e sumô! 

Um dos pontos positivos são as músicas de abertura e encerramento. Ambas são muito boas e fortes, o que dá uma ótima primeira impressão. A abertura é a “Fire Ground” do grupo musical Official Higedan-dism. E o encerramento é a “Hiizuru Basho” da banda Omedetai Atama de Naniyori.

Quis dar uma chance ao anime por trazer um esporte novo para o nicho, mas se a história não ajudar, não vai adiantar muito. Mas eu recomendo para quem gosta dessas características que shounen normalmente tem. E para quem não gosta, recomendo que passe longe dele.

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Uchi no Maid ga Uzasugiru! | Primeiro Gole

Imagine Mary Poppins depois de um curso intensivo nas Forças de Auto Defesa do Japão e um Mason Gamble – o famoso Dennis, O Pimentinha – com longos cabelos loiros.

É com essa fórmula de Kanko Nakamura que Masahiko Ohta, Takashi Aoshima e staff trabalham Uchi no Maid ga Uzasugiru! (ou UzaMaid!)

Comédia e lição de vida

Sob os tetos do estúdio Doga Kobo – o mesmo de Himouto! Umaruchan – UzaMaid! propõe unir comédia e uma pequena lição de vida sobre como lidar com a morte de um ente querido.

Abordando não somente o fator “perda”, a animação abre espaços para tópicos que vão desde o conturbado relacionamento entre um pai e uma filha, como também o amor de outra pessoa por nós.

Uchi no Maid ga Uzasugiru! image (1)
Uchi no Maid ga Uzasugiru! (Pôster Divulgação)

 

Sargento matinho? Não. Empregada Sargento.

“Eu ri, mas ri pouco, porém eu não desisti do animê. UzaMaid! não soube me entreter no quesito comicidade e eu esperava mais para um primeiro episódio, contudo a narrativa e a animação não são de todo mal, pelo contrário, são razoáveis para uma fórmula executada por duas pessoas que já trabalharam com o mesmo gênero. O diferencial da animação e da obra em si é a empregada”.

A trilha sonora não surpreende, mas é bem encaixada com os momentos da narrativa, seja nas cenas onde o ponto da comédia sobe, ou nas cenas de flashbacks da personagem principal.

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Uchi no Maid ga Uzasugiru! (Pôster Divulgação)

 

Uma comédia simples

A abertura e o encerramento me passaram a impressão de que foi algo feito às pressas, isto é, os responsáveis pelas músicas temas são as próprias seiyuus das personagens. Eu vou deixar claro que eu não tenho nada contra elas, longe disso, ambas são ótimas no que fazem, mas não colou pra mim.

Eu diria que UzaMaid! é uma das animações que você pode ver sem receio de atrasar algum episódio, mas não pediria para não vê-lo ou abandoná-lo. Minha deixa é: “comédia simples para ver após um grande dia de trabalho cansativo”. Nota: Sargento matinho agradece o terreno limpo.

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