Seguindo a série de livros da autora Thalita Rebouças, dessa vez o livro é Tudo por um Popstar, se passando em um mundo das pré adolescentes fanática por seus músicos de cabelo pro lado e carinha de menino, se mostrando o garoto perfeito para uma garota de treze anos.

Para alguns pode parecer frescura, mas todo mundo teve seu fanatismo por algum artista, e esse mundo das pré adolescentes loucas pelos seus artistas diverte na medida exata para todas as idades.

tudo por um popstar
Tudo por um Popstar (Imagem Divulgação)

Teen e Cheio de Cor!

Nada de espetacular ou de impressionante é apresentado, um filme teen cheio de cor, músicas e problemas adolescentes, o velho padrão ainda usado sem novas fórmulas ou conceitos mais estruturados comprovam o quão mediano Tudo por um Popstar é, contudo ser mediando não significa ser fraco, muito pelo contrário, a trama só tem um objetivo: diversão, risadas e mais risadas são dadas em cada situação do filme!

Juntando a parte musical que a maioria dos jovens irá gostar, e remete muito aos adultos a situação de fazer tudo por um pop star, seja ele o Justin Bieber, o Justin Timberlake, ou até Sandy e Júnior para gerações mais velhas, todo mundo teve seu ídolo, independente do gênero musical imposto, todos tiveram um ídolo questionado pelo seus pais.

Essa comédia adolescente conseguiu acertar em pontos que pareciam extrapolar, primeiramente pelo humor que não é escrachado, permanecendo no nível adolescente, o humor trabalha bem com as situações de dificuldades se mostram mais parecidas com o real do que o fictício, a preocupação dos pais com o desaparecimento das filhas são realidades que podem ser entendidas das duas maneiras, tanto se você for os pais ou a filha em si, e por último e provavelmente a mais importante, a mensagem passada, mostrando a importância de uma amizade forte e o fato de viver momentos à gastar com coisas materiais, mas a cana final seguida da mensagem decepciona um pouco.

tudo por um popstar
Tudo por um Popstar (Imagem Divulgação)

Experiência e Amizade

Em coletiva, as atrizes protagonistas falaram da experiência desse filme e da amizade que formou entre elas, começando por Maísa, que foge completamente da menina fofinha que um dia conhecemos, em tela ela se mostra mais aventureira, ousada e lacradora, dizendo que adorou faze esse filme e que seu papel Gabi tem tudo haver com ela.

Junto a Klara Castanho, que convenceu muito como a garota fanática sonhadora com seu ídolo, e de certa forma pareceu a linha de frente ao proteger suas amigas e ter uma grande confiança de ambas, de todas a mais confiante, mas não a mais amorosa do que Ritinha, o papel de Mel Maia, com participações em Joia Rara e Avenida Brasil, o estilo extrovertido dela é deixado de lado por uma garota contida, racional e apegada ao ídolo pelo que representa sua música a ela, não uma simples modinha mas relembrar a sua já falecida mãe, o discurso das amigas defendendo seus ídolos explica a importância de um símbolo para os mais jovens, mesmo questionado pelos adultos, ainda sim o discurso vale, e emociona aos adolescentes que defendem seus ídolos em redes sociais.

Ainda falando em elenco, devemos dar um destaque maior para os personagens de Felipe Neto e Giovanna Lancellotti, Billy Bold é um youtuber famoso da internet na história do filme que sempre critica os Slavabody, a boyband do filme, e faz de tudo para conseguir milhões de acessos em seu canal, enganando as garotas, mas se mostra fã da boyband e só fala mal porque sua assessoria exige isso, bem irônico.

Já Babette é uma hipster vegana que defende os direitos dos animais, mas se vê uma pessoa problemática com autoridades e com responsabilidade também, mas de atrapalhada e risadas, ela é a conclusão de tudo, e rouba a cena até mais que as três amigas, um filme todo positivista que precisava acabar tudo bem no final, mesmo esse fim de filme ser um tanto clichê e forçado.

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Tudo por um Popstar (Imagem Divulgação)

Muitos acertos!

Tudo por um Pop Star possui falhas na trama, pode ser cansativo, mas ele acerta em diversão e entretenimento a ponto de até os mais adultos assistirem e gostar.

O diretor Bruno Garotti acertou em cheio com o equilíbrio de cenas engraças originadas de problemas, com desenvolvimento de trama constante para resultar em um final desinteressante, uma junção de acertos faz a obra de Thalita Rebouças ser uma bela adaptação para o cinema que seus filhos devem assistir para se divertir e emocionar.