Início Site Página 1294

Run with the Wind (Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru) | Review

run-with-the-wind-thumb

Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru ou Run with the Wind foi lançado na Temporada de Outono 2018, no dia 03 de outubro. Está completo na Crunchyroll com 23 episódios.

O estúdio, Production I.G, dispensa apresentações. Você deve conhecê-lo, por animes como Haikyuu, Kuroko no Basket e Diamond Ace. Um estúdio que adora uma obra de esportes não podia deixar de adaptar Run with the Wind.

O diretor, Nomura Kazuya, também tem seu pezinho nesse tipo de anime, já que participou no longa Hajime no Ippo: Champion Road. A diretora de som está no mesmo caminho, já que Kikuta Hiromi trabalhou com isso também em animes como Ballroom e Youkoso e Haikyuu. E para completar esse trio, tem o Kiyasu Kohei, que participou da composição do anime e do script. Kohei é o que mais tem envolvimento nesse meio, já que já foi seiyuu de vários personagens de animes de esportes, como o próprio Ippo, de Hajime no Ippo; Kaidou Kaoru, de Shin Tennis no Ouji-sama, além de ter participado como cantor de música tema em variações do Tennis no Ouji-sama.

Depois de uma equipe dessas, a gente só pode esperar um anime de peso, certo? E não fomos decepcionados. Mas vamos chegar lá.

Run with the Wind é baseado em uma novel homônima, finalizada em 2009 com 6 volumes no total. Unno Sorata cuidou da arte e Miura, Shion da história. Saía pela revista Young Jump. É um anime de drama, com foco em esporte, no caso, corrida.

run with the wind
Run with the Wind (Imagem Divulgação)

Ladrão de comida!

A história começa com Kurahara Kakeru, um estudante universitário que foi pego roubando comida. Enquanto corre para fugir do proprietário do estabelecimento, é abordado por Kiyose Haiji, outro estudante universitário. Haiji, impressionado com a técnica de corrida de Kakeru, o questiona se ele gosta de correr, o que deixa Kakeru confuso. Haiji o leva para seu dormitório, o Chikuseisou, onde tem mais 8 estudantes morando lá. Ele apresenta o Kakeru para todos, dizendo que ele é o décimo homem.

No final do primeiro episódio, Haiji revela para todos os outros 9 membros, que aquele dormitório era, na verdade, de atletismo, e quem se inscrevia nele automaticamente se inscrevia no clube de atletismo da universidade em que estudam.

Haiji conta de seu sonho em correr na Hakone Ekiden, um dos maiores eventos de corrida no Japão, e que para isso, ele precisa de 10 pessoas. Isso deixa todos muito bravos, por se sentirem enganados. E no começo, ninguém apoia a ideia de Haiji. Mas ele é insistente e sempre consegue o que quer. Sempre.

O anime já começa com aquela mensagem de “não estamos aqui de brincadeira”, com uma sequência de cenas logo no início do primeiro episódio de tirar o fôlego e mostrar todo o potencial de animação e direção da equipe da I.G.

Os personagens têm suas características próprias, personalidades bem definidas, histórias pessoais bem construídas, ambições declaradas, gostos pessoais… Tudo funciona muito bem. A química entre os personagens é muito boa, e apesar de ter muitos personagens, o anime consegue destacar um por um, não deixando ninguém de lado. São memoráveis, carismáticos, e fáceis de se identificar e de se apegar. Todos possuem uma grande evolução ao longo dos episódios, e no final conseguimos ver bem isso.

run with the wind
Run with the Wind (Imagem Divulgação)

Desenvolvimento

A história tem um bom desenvolvimento. O começo é muito bom e o final é de te deixar preso na cadeira com os olhos vidrados na tela do computador, mas o meio é um pouco mais lento e sem muitos acontecimentos. É compreensivo porque foi feito dessa forma, e até colocaram alguns elementos para dar um pique a mais. Mas no geral a história tem um crescimento muito bom.

Como eu disse no Primeiro Gole do Tsurune, está surgindo um novo “clichê” no segmento de esportes nos animes. É do personagem que praticava um esporte e depois de um trauma, ele desiste e quer distância. Assim como aconteceu em Tsurune, aconteceu aqui. Espero que esse clichê acabe e comece o próximo clichê já, para não ficar muito repetitivo nos animes de esporte.

Agora, falando em abertura, o anime teve duas, já que é uma obra de dois cour. A primeira abertura, “Catch up, latency”, é da incrível UNISON SQUARE GARDEN, que, como sempre, fez um trabalho ótimo. É uma música animada e divertida. E a segunda abertura não fica pra trás. “Kaze Tsuyoku, Kimi Atsuku”, do grupo Q-MHz com o Mitsuhiro Hidaka (a.k.a SKY-HI), segue o mesmo estilo da primeira abertura, mas pode ter sido mais marcante por ter aparecido depois, ficando mais fresca na memória.

Quanto aos encerramentos, também há dois. “Reset” do Taichi Mukai foi meu favorito de longe. O primeiro encerramento tem um envolvimento forte, e o ritmo é bem contagiante. Dá vontade de aprender a cantar de tão viciante que é a música. O segundo encerramento também é do Mukai. “Michi” é uma música mais lenta e “romântica”. É muito boa também, o que só ressalta o talento do cantor.

run with the wind
Run with the Wind (Imagem Divulgação)

Envolvente! 

Como disse antes, o anime não decepciona. É uma obra maravilhosa e envolvente. Acompanhar a luta e o esforço de cada personagem para conquistar as metas pessoais e do grupo não tem preço. É um anime que te deixa sem fôlego no começo e no final te deixa com o coração na mão.

Run with the Wind é a obra perfeita para quem gosta de esportes, personagens bem construídos, uma história de amizade e parceria, e tudo mais o que esse anime pode oferecer.

https://www.youtube.com/watch?v=ANzTSVvgXVI

ASSISTA AGORA NA CRUNCHYROLL

PUBLICIDADE

Karakai Jouzu no Takagi-san: trailer e data de estreia da 2ª temporada

Karakai Jouzu no Takagi-san
Karakai Jouzu no Takagi-san (Imagem Divulgação)

Foi divulgado no site oficial do anime Karakai Jouzu no Takagi-san um novo PV da segunda temporada da série.

Foi confirmado ainda o retorno da equipe de produção e do elenco principal. A continuação do anime tem data de estreia prevista para julho deste ano, na Temporada de Verão 2019. Confira aqui o vídeo promocional:

Saiba mais sobre o anime AQUI.

PUBLICIDADE

5 filmes de terror sul-coreanos que você precisa assistir

invasao zumbi poster

O terror asiático nem sempre foi reconhecido pela sua excelência, porém, nas últimas décadas – com a globalização – finalmente nós pudemos ter acesso ao excelente conteúdo de horror feito do outro lado do mundo.

Popularizado pelas adaptações americanas, os filmes de terror orientais têm aos poucos conquistados as plateias do ocidente, pouco acostumadas com as narrativas que fogem do modelo Hollywoodiano. Apesar de alguns títulos já terem tido suas estreias em território nacional na versão VHS, quando as locadoras ainda existiam, somente após o advento da internet é que conseguimos realmente apreciar toda a magnitude e evolução dos filmes de terror asiáticos, principalmente os japoneses e sul coreanos. Com a estreia de Invasão Zumbi, o gênero conquistou as plateias nacionais e hoje muitos títulos podem ser assistidos diretamente de plataformas de streaming como Netflix.

Pensando nisso, fizemos uma lista com 5 filmes de terror Sul Coreanos que você precisa assistir. Mas deixo um aviso: se você for fã do padrão norte-americano embalado a vácuo, é bem possível que não goste desses títulos. Por outro lado, se os filmes de horror te fascinam sem preconceitos, então sente e aproveite.

MEDO – Janghwa, Hongryeon (A Tale of Two Sisters)

Filme de 2003, Medo é um dos títulos que – assim como muito outros filmes de terror asiáticos – ganhou sua adaptação americana com “O Mistério das duas irmãs”. A história gira em torno de duas jovens que voltam depois de muito tempo para morar com seu pai e sua esposa, porém, a relação com a madrasta é tensa, com a mulher constantemente torturando as filhas. Conforme o decorrer do filme você acaba percebendo que há algo de errado naquela casa, mas o que poderia ser?

Assim como os outros filmes, Medo é um longa com uma duração maior do que a média que estamos acostumados. Ele é um filme lento, que evolui devagar e deixa pistas no decorrer da trama. Perto do final há uma reviravolta que deixa os expectadores confusos, e até mesmo uma pitada de sobrenatural. Mesmo com atuações bem caricatas, o título atinge seu objetivo e entrega uma trama envolvente, tensa e assustadora.

O HOSPEDEIRO – Gwoemul (The Host)

o hospedeiro

Mistura de horror e comédia, O Hospedeiro – de 2006 – é muito semelhante a filmes de sátira como Todo Mundo Quase Morto. A história gira em torno de uma família que mora perto do rio, de onde um terrível monstro surge e cria uma situação de pânico e desgraça. Quando o membro mais jovem da família, a pequena Hyun-seo, é sequestrada pela criatura, a família deve se unir e utilizar de todas as ferramentas para salvá-la.

Sucesso de público, O Hospedeiro é um filme divertido que cativa pelas suas personagens carismáticas e muito humanas. Apesar de ser um pouco extenso, e cansativo em certas partes, o título intriga e nos deixa sem ideia de como irá terminar.

ASSISTA AGORA NA NETFLIX

RASTROS DE UM SEQUESTRO – Gi-eok-ui bam (Forgotten)

rastros de um sequestr

Lançado em 2017, Rastros de um sequestro é mais um dos lançamentos da plataforma Netflix. O filme conta sobre um jovem que acaba de se mudar com seus pais e irmãos mais velho para uma nova casa. Logo após a mudança seu irmão mais velho é sequestrado, e volta 19 dias depois sem qualquer recordação do incidente – porém – o protagonista começa a perceber que há algo fora do normal, a pessoa que retornou ao seu lar não lhe parece familiar, na verdade, é como se fosse um completo estranho.

Produção sensacional da Netflix, com uma trama cheia de reviravoltas que te prende no sofá até o fim se questionando sobre tudo. Quando uma resposta é dada, mais mil perguntas surgem, e a obra consegue nos prender até o final, não nos desapontando em nenhum quesito.

ASSISTA AGORA NA NETFLIX

INVASÃO ZUMBI – Busanhaeng (Train to Busan)

invasao zumbi poster

Super lançamento de 2016, Invasão zumbi fez história sendo o primeiro filme sul coreano a quebrar o recorde de audiência com mais de 10 milhões de expectadores no cinema. O longa trata de um pai que se vê em meio ao caos de um apocalipse zumbi. Para salvar sua filha, e a si mesmo, ele terá que enfrentar os terrores da contaminação e o mal do próprio ser humano.

De longe o título mais próximo as produções norte americanas. Ainda que seja bastante extenso, o longa consegue fazer uma boa mistura de ação, suspense e horror sem nos deixar cansados ou entediados. O sucesso do filme foi tão grande que o diretor posteriormente lançou um Prólogo em versão animada chamado Seoul Station.

ASSISTA AGORA NA NETFLIX

EU VI O DIABO – Akmareul Boatda (I saw the devil)

Um dos meus filmes sul coreanos favoritos, Eu vi o diabo é uma produção de 2010, que mistura horror com suspense e vingança. A história é sobre um agente do Serviço de Inteligência Nacional da Coreia do Sul que está determinado a obter vingança pela morte de sua noiva grávida. Sua busca pelo assassino é breve, mas ele não quer apenas a prisão do mesmo, ele quer garantir que o criminoso sofra até desejar nunca ter nascido.

Longa sensacional que, assim como todos os outros filmes, possui reviravoltas para mexer com sua cabeça e te deixar roendo as unhas. Apesar de eu não ser uma fã de filmes de vingança, esse cativa ao mesmo tempo que provoca, gerando uma discussão saudável sobre o bem, o mal e a condição humana.

Sentiu falta de uma certa trilogia de vingança? Em breve sairá uma matéria exclusiva sobre os filmes de Park Chan-Wook.

PUBLICIDADE

The Walking Dead: 400 Days (DLC) | Review

The Walking Dead 400 Days

The Walking Dead é um sucesso que já deixou marcas em todos os tipos de suportes e mídias: livros, histórias em quadrinhos, série televisiva e – claro – jogos eletrônicos.

A franquia de games teve inicio com The Walking Dead Season One, que já fizemos uma REVIEW (veja AQUI), e foi muito aclamada, principalmente pelo design similar as histórias em quadrinhos e a possibilidade de diferentes finais.

Assim como a maior parte dos games dos dias de hoje, os produtos se aproveitaram da popularidade do título e lançaram uma DLC (Downloadable Content), que nada mais é do que um conteúdo “extra do game”, chamado 400 days, onde você poderia vivenciar 5 histórias de diferentes personagens a fim de suprir o período entre o primeiro e segundo game da franquia.

A DLC, super curtinha, tem menos de duas horas de duração e trata a respeito de cinco personagens inéditos até então: Vince, Wyatt, Shel, Russel e Bonnie. Todas as histórias, assim como no primeiro jogo, são baseadas em decisões point and click, e isso afeta diretamente o final da DLC.

The Walking Dead 400 Days

As tramas se passam no intervalo do inicio do apocalipse zumbi, até 400 dias depois onde um evento irá “ligar” os personagens tratados no jogo. Essa ligação é o final da DLC, onde suas ações tomadas serão avaliadas.

Muito mais simples que o primeiro jogo, nem de longe nós conseguimos construir um carisma pelos personagens, principalmente pelo curtíssimo período que somos apresentados a eles. A história mais longa tem no máximo 25 minutos, enquanto as mais curtas cerca de 10 (dependendo do seu desempenho e escolhas), isso faz com que nossa proximidade seja rasa e as decisões muito fáceis, nada similar ao drama e tensão do jogo original.

Apesar de entender que a DLC não é um jogo a parte, e que serve mesmo como um “bônus”, ela é muito fraca comparada a qualidade do primeiro jogo, parecendo mais uma enchessão de linguiça do que um extra por parte dos produtores. O final, apesar de ser interessante, é muito aberto, pouco resolutivo, deixando mais perguntas do que respostas. Ainda assim, considerando que eu não joguei a Season Two, e não sei o quanto essa DLC vai impactar no segundo game, essas opiniões podem mudar de acordo com a continuidade do jogo (apesar de eu não ter ideia que como eles irão fazer isso).

The Walking Dead 400 Days é uma DLC curta, pouco interessante, com histórias rasas e personagens pouco carismáticos, que serve apenas como um petisco (pouco apetitoso) entre o intervalo dos jogos 1 e 2 da franquia The Walking Dead pela Telltale Games. Posso estar sendo muito crítica, e até exigente demais para um conteúdo que tende a ser apenas um bônus mesmo, porém, como o primeiro jogo foi muito bom para mim, eu esperava algo melhor. Ainda assim, vale a pena a conferida, ainda mais por ser rapidinho.

PUBLICIDADE

Dissecando “Hereditário”

O artigo a seguir contém SPOILERS do filme Hereditário, se você ainda não viu o longa, aconselho que leia primeiro a nossa REVIEW.

Para você que já assistiu e está mais perdido que cebola em salada de fruta, senta aí que hoje vamos dissecar o filme e te contar tim-tim por tim-tim o que o roteirista e diretor Ari Aster quis contar nessa sua estreia nas telonas de cinema.

Por que Hereditário?

A primeira coisa que eu quero chamar atenção é quanto ao nome do filme: por que Hereditário? Logo no inicio do filme Annie, protagonista, vai há um grupo de ajuda para pessoas que perderam pessoas amadas, nesse grupo ela revela como seu pai morreu de inanição após parar de comer por causa de uma depressão profunda, como seu irmão se suicidou por sofrer de esquizofrenia, e como sua mãe tinha problemas psicológicos que se agravaram com o passar da idade evoluindo para distúrbio de personalidade dissociativo. A verdade é que muitos distúrbios psicológicos, ou doenças mentais, são fatores genéticos. Quando uma família possui tantos casos relatados, a possibilidade de ser algo transmitido pelas gerações é alta, o que leva a pensar que Annie pode sofrer do mesmo, e seus filhos também.

Posteriormente podemos ver vários indícios de depressão e ansiedade em Annie, a mesma não consegue terminar seus trabalhos e continua postergando suas atividades, ela não consegue entrar em contato com a galeria para adiar a abertura, ela deixa bilhetes para si mesma incentivando a continuar e não deixar de trabalhar, ela possui crises de raiva intensas com explosões emocionais, ela sonha com ela brigando com seu filho e dizendo o que mantém secretamente escondido; todos esses são fatores que apontam que Annie possuía algum distúrbio, o que torna o caso Hereditário, sendo algo passado de mãe/pai para seus filhos.

hereditario
Arte por MrGremble

É realmente sobrenatural ou foi tudo coisa da nossa cabeça?

Por muito tempo o longa foi levado de uma maneira a crer que tudo que estava acontecendo podia ser “coisa da cabeça das personagens”, levando-se em conta ainda a questão dos distúrbios mentais a história ganha mais ceticismo. Porém, assim como O Bebê de Rosemary (título que serviu de inspiração a Aster), a obra faz isso de maneira proposital, gerando tensão da plateia. Porém, o sobrenatural é sim real.

Ellen, mãe de Annie, fazia parte de um grupo ocultista que tinha como objetivo invocar Paimon, um espirito demoníaco que era considerado um dos reis do inferno. Entre os poderes de Paimon estaria garantir conhecimento e riquezas para aqueles que o seguissem. Assim, eles começam um plano para realizar a invocação, inicialmente tentando com o irmão de Annie que acaba se suicidando (acusando a mãe de tentar colocar “pessoas” nele), Ellen então pressiona que a filha tenha filhos – mesmo ela não desejando – quando Annie engravida, ela tenta abortar Peter de diferentes formas, mas nenhuma funciona. Sofrendo pressão da mãe, ela se afasta de Ellen e interrompe os planos novamente, mas acaba se sentindo culpada (por não saber de nada) e quando Charlie nasce ela “entrega” a filha para a mãe. Ellen então começa a preparar Charlie para ser o receptáculo do demônio, mas tem um problema, ela é uma menina (Charlie fala para a mãe como a avó gostaria que ela fosse um menino). Então o grupo ocultista começa seu plano para colocar a alma de Charlie no corpo de Peter e por fim invocar Paimon.

Pistas durante o filme

Muitas pessoas ficaram confusas porque deixaram passar várias pistas que o diretor nos deixou durante Hereditário, será que você identificou algumas delas?

  • Carta de Ellen para Annie dizendo que todas as perdas que ela sofreria seriam recompensadas depois (uma alusão aos ganhos por invocar Paimon);
  • Homem acenando para Charlie durante o enterro de Ellen, e mais tarde a mulher acenando para Charlie na escola (membros do grupo ocultista);
  • Porta do quarto de Ellen aberta (alguém invadiu a casa para colocar o corpo da mulher no sótão e acender a vela para invoca-la);
  • Tapete da porta de Joan feito pela mãe de Annie;
  • Charlie cortando a cabeça de pássaro e colando em boneca (alusão a “substituição” de identidade que veríamos mais vezes no decorrer do filme);
  • Animal morto na estrada faz com que Peter perca o controle (ato premeditado para libertar a alma de Charlie do seu corpo feminino);
  • Charlie é invocada no corpo de Annie sem querer (conforme o livro, a alma possui o usuário mais fraco);
  • Mulher “exorcizando” Peter (abalando ele psicologicamente para torna-lo mais fraco);
  • Evento da escola em que Peter se machuca “sozinho” (ritual realizado por Joan na casa dela);
  • Fotos em que Ellen está recebendo moedas de ouro no álbum do grupo ocultista (ela está vestida de noiva pois é a rainha de Paimon);
  • Pessoas nuas “cinzas” que aparecem no final (membros do grupo ocultista em sua forma espiritual, inclusive são os mesmos que apareceram antes acenando para Charlie).

Minimalismo e Tragédia

Por último, mas não menos importante, por que Annie criava as cenas que a assombravam em maquetes minimalistas? Quando Steve pergunta a ela, sua resposta é “uma visão neutra sobre o acidente”, mas Annie na verdade usa o minimalismo para assumir controle de fatos que ela não pode evitar. Quando ela reconstrói os eventos e personagens, ela usa a abordagem para se sentir melhor perante a eventos em que as coisas fugiram do seu controle. Isso é bastante interessante não só por causa da hipótese de que ela seja depressiva, mas também porque durante o filme inteiro ela fala sobre a culpa que sente sobre eventos que “não são de responsabilidade dela”.

Ari Aster aproveita dessa premissa e utiliza a câmera para brincar com esses cenários e fazer tomadas lentas, densas, desconfortáveis e claustrofóbicas. Não só isso, mas também passando a ideia de que as personagens estão presas de um cenário que já tem o final escrito, e que nada que façam pode mudá-lo. Sabe onde encontramos isso? Em tragédias, um tipo de gênero de literatura grego onde os heróis são expostos a eventos do qual eles não têm controle, os colocando em situações miseráveis sem qualquer tipo de solução. Propositalmente Hereditário cita as tragédias na primeira cena de Peter na sala de aula, e o próprio diretor usou o termo para descrever seu filme na pré-produção “Uma tragédia que se transforma em um pesadelo”.

PUBLICIDADE

Shoujo Bomb: conheça a 1ª antologia Brasileira de Mangá Shoujo

shoujo bomb

Vamos com a indicação de um projeto bem bacanudo que estreou no Catarse e já angaria mais de 70% da arrecadação em poucos dias: Shoujo Bomb!

O projeto independente de shoujo mangá é feito por 6 artistas mulheres, com a Renata Rinaldi, Cah Poszar, Lígia Zanella, Mari Petrovana, Janaina Araújo e Juliana Loyola. É a primeira coletânea produzida de forma independente, destinada a demografia shoujo.

Com 128 páginas no formato de 16 X 23 cm 6 histórias fechadas, conta com capa da Simone Beatriz (Studio Seasons), prefácio de Sônia Bibe Luyten e seis convidadas que vão ilustrar a capa de abertura de cada história. São elas: Demi Goldheart, Tabby Chan, Kátia Schittine, Ava Francine, Eliana Oda e Adriana Yumi.

ACESSE A PÁGINA NO CATARSE

O projeto ficará ativo para a captação de recursos até o dia 7 de maio. O lançamento oficial de Shoujo Bomb será no Anime Friends 2019!

PUBLICIDADE

Curiosidades sobre o grupo k-pop Busters

As rangers idols do Busters já estão praticamente com o pezinho no Brasil para conhecer os fãs brasileiros em uma mini turnê (veja detalhes AQUI).

Enquanto preparamos o coração para encontrar esse grupo fofo de perto, estamos trazendo o perfil detalhado de cada uma das meninas. Vem conhecer elas com a gente!

Minji (??)

Nome: Kim Min Ji
Posição: Líder, Dançarina Principal
Data de Nascimento: 16/01/2001 – Capricórnio
Altura: 1,62m
Peso: 43 kg
Cor: Vermelho
Curiosidades:

– Adora fazer penteados e mexer com cabelo
– Diz que sempre amou dançar e cantar a vida toda, desde pequenininha
– Já ganhou vários prêmios em campeonatos de dança

Hyeongseo (??)

Nome: Myeong Hyeong Seo
Posição: Vocalista Principal
Data de Nascimento: 25/06/2001 – Câncer
Altura: 1,60m
Peso: 43kg
Cor: Pink
Curiosidades:

– Morou em Houston, Texas, nos Estados Unidos por 6 anos
– É fluente em inglês
– Fez aulas de patinação no gelo quando estava no 4º ano escolar, mas desistiu
– Tem como modelo e inspiração a patinadora olímpica Kim Yuna.
– É dubladora da primeira heroína idol da Marvel, Luna Snow. E inclusive gravou uma música para o canal oficial da Marvel no Youtube.

Jisoo (??)

Nome: Jeong Ji Su
Posição: Vocalista
Data de Nascimento: 22/11/2003 – Sagitário
Altura: 1,71m
Peso: 45kg
Cor: Verde
Curiosidades:

– Acredita que sua autoestima é maior que a de qualquer pessoa
– O amor pelos grupos INFINITE e Girl’s Generation fez com que ela quisesse ser cantora
– Seus outros modelos de vida são as meninas do Red Velvet, Suzy e a atriz Kim So Hyun

Chaeyeon (??)

Nome: Kim Chae Yeon
Posição: Vocalista
Data de Nascimento: 04/12/2004 – Sagitário
Altura: 1,60m
Peso: 42 kg
Cor: Amarelo
Curiosidades:

– Seus apelidos são “pêssego humano” (human peach) e “Tweety”.
– Antes de debutar no Busters, foi uma atriz mirim. Participou de vários filmes, doramas e comerciais.
– Fez parte de um grupo chamado CutieL junto com Minjung, ex-integrante do Busters
– Diz que é quem traz bom humor para o grupo
– Não é boa em atividades que exijam concentração

Yeseo (??)

Nome: Kang Yeseo
Posição: Sub-Vocalista, Maknae
Data de Nascimento: 22/08/2005 – Leão
Cor: Roxo
Curiodidades:

– Entrou no grupo no começo de 2019, após a saída de Minjung, passando a ser a nova Maknae do Busters.
– Trabalha como atriz há mais de 10 anos.
– Seu trabalho mais famoso foi no filme ‘Miracle In Cell No. 7’, em 2013.
– Também fez parte do grupo CutieL, ainda antes de Chaeyeon e Minjung entrarem.
– Adora assistir animes e cartoons e fala um pouco de Japonês.

Compre agora os ingressos para o show AQUI.

PUBLICIDADE

Charles Martinet, a voz do Mario, retorna ao Brasil para a BGS 2019

charles martinet

Uma das vozes mais famosas e adoradas da indústria do games está confirmada na 12ª edição da Brasil Game Show, que será realizada entre 9 e 13 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Charles Martinet retorna à maior feira de games da América Latina após ser escolhido pelo público da edição de 2018 como a personalidade que mais gostariam de ver novamente no evento. Martinet estará na BGS em 10 e 11 de outubro e terá uma agenda repleta de atividades, como sessões de meet & greet gratuitas, painel sobre sua carreira no BGS Talks e concursos de cosplay, onde será jurado.

Quem é Charles Martinet?

Para quem não sabe Charles Martinet é o ator que cede a voz para nosso bigodudo ícone da Nintendo: Mario. Charles é estadunidense e estudou na Escola de Drama de Londres atuando na televisão e cinema até 2005.

Contudo foi em 1995 que Charles cederia sua voz para diversos personagens. Assim marcando um timbre eterno e uma frase celebre: “It’s me Mario!”. Além dele, interpreta outros personagens da franquia Mario, como Toad e Luigi. Para os fãs de Skyrim ele é a voz do dragão Parthurnaax.

Há várias outras participações dele em jogos e uma animação famosa chamada LeapFrog. Fluente em espanhol, francês e um pouco de italiano. Charles Martinet é a primeira das grandes atrações da BGS 2019.

PUBLICIDADE