Kaze ga Tsuyoku Fuiteiru ou Run with the Wind foi lançado na Temporada de Outono 2018, no dia 03 de outubro. Está completo na Crunchyroll com 23 episódios.

O estúdio, Production I.G, dispensa apresentações. Você deve conhecê-lo, por animes como Haikyuu, Kuroko no Basket e Diamond Ace. Um estúdio que adora uma obra de esportes não podia deixar de adaptar Run with the Wind.

O diretor, Nomura Kazuya, também tem seu pezinho nesse tipo de anime, já que participou no longa Hajime no Ippo: Champion Road. A diretora de som está no mesmo caminho, já que Kikuta Hiromi trabalhou com isso também em animes como Ballroom e Youkoso e Haikyuu. E para completar esse trio, tem o Kiyasu Kohei, que participou da composição do anime e do script. Kohei é o que mais tem envolvimento nesse meio, já que já foi seiyuu de vários personagens de animes de esportes, como o próprio Ippo, de Hajime no Ippo; Kaidou Kaoru, de Shin Tennis no Ouji-sama, além de ter participado como cantor de música tema em variações do Tennis no Ouji-sama.

Depois de uma equipe dessas, a gente só pode esperar um anime de peso, certo? E não fomos decepcionados. Mas vamos chegar lá.

Run with the Wind é baseado em uma novel homônima, finalizada em 2009 com 6 volumes no total. Unno Sorata cuidou da arte e Miura, Shion da história. Saía pela revista Young Jump. É um anime de drama, com foco em esporte, no caso, corrida.

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Run with the Wind (Imagem Divulgação)

Ladrão de comida!

A história começa com Kurahara Kakeru, um estudante universitário que foi pego roubando comida. Enquanto corre para fugir do proprietário do estabelecimento, é abordado por Kiyose Haiji, outro estudante universitário. Haiji, impressionado com a técnica de corrida de Kakeru, o questiona se ele gosta de correr, o que deixa Kakeru confuso. Haiji o leva para seu dormitório, o Chikuseisou, onde tem mais 8 estudantes morando lá. Ele apresenta o Kakeru para todos, dizendo que ele é o décimo homem.

No final do primeiro episódio, Haiji revela para todos os outros 9 membros, que aquele dormitório era, na verdade, de atletismo, e quem se inscrevia nele automaticamente se inscrevia no clube de atletismo da universidade em que estudam.

Haiji conta de seu sonho em correr na Hakone Ekiden, um dos maiores eventos de corrida no Japão, e que para isso, ele precisa de 10 pessoas. Isso deixa todos muito bravos, por se sentirem enganados. E no começo, ninguém apoia a ideia de Haiji. Mas ele é insistente e sempre consegue o que quer. Sempre.

O anime já começa com aquela mensagem de “não estamos aqui de brincadeira”, com uma sequência de cenas logo no início do primeiro episódio de tirar o fôlego e mostrar todo o potencial de animação e direção da equipe da I.G.

Os personagens têm suas características próprias, personalidades bem definidas, histórias pessoais bem construídas, ambições declaradas, gostos pessoais… Tudo funciona muito bem. A química entre os personagens é muito boa, e apesar de ter muitos personagens, o anime consegue destacar um por um, não deixando ninguém de lado. São memoráveis, carismáticos, e fáceis de se identificar e de se apegar. Todos possuem uma grande evolução ao longo dos episódios, e no final conseguimos ver bem isso.

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Run with the Wind (Imagem Divulgação)

Desenvolvimento

A história tem um bom desenvolvimento. O começo é muito bom e o final é de te deixar preso na cadeira com os olhos vidrados na tela do computador, mas o meio é um pouco mais lento e sem muitos acontecimentos. É compreensivo porque foi feito dessa forma, e até colocaram alguns elementos para dar um pique a mais. Mas no geral a história tem um crescimento muito bom.

Como eu disse no Primeiro Gole do Tsurune, está surgindo um novo “clichê” no segmento de esportes nos animes. É do personagem que praticava um esporte e depois de um trauma, ele desiste e quer distância. Assim como aconteceu em Tsurune, aconteceu aqui. Espero que esse clichê acabe e comece o próximo clichê já, para não ficar muito repetitivo nos animes de esporte.

Agora, falando em abertura, o anime teve duas, já que é uma obra de dois cour. A primeira abertura, “Catch up, latency”, é da incrível UNISON SQUARE GARDEN, que, como sempre, fez um trabalho ótimo. É uma música animada e divertida. E a segunda abertura não fica pra trás. “Kaze Tsuyoku, Kimi Atsuku”, do grupo Q-MHz com o Mitsuhiro Hidaka (a.k.a SKY-HI), segue o mesmo estilo da primeira abertura, mas pode ter sido mais marcante por ter aparecido depois, ficando mais fresca na memória.

Quanto aos encerramentos, também há dois. “Reset” do Taichi Mukai foi meu favorito de longe. O primeiro encerramento tem um envolvimento forte, e o ritmo é bem contagiante. Dá vontade de aprender a cantar de tão viciante que é a música. O segundo encerramento também é do Mukai. “Michi” é uma música mais lenta e “romântica”. É muito boa também, o que só ressalta o talento do cantor.

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Run with the Wind (Imagem Divulgação)

Envolvente! 

Como disse antes, o anime não decepciona. É uma obra maravilhosa e envolvente. Acompanhar a luta e o esforço de cada personagem para conquistar as metas pessoais e do grupo não tem preço. É um anime que te deixa sem fôlego no começo e no final te deixa com o coração na mão.

Run with the Wind é a obra perfeita para quem gosta de esportes, personagens bem construídos, uma história de amizade e parceria, e tudo mais o que esse anime pode oferecer.

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