Aconteceu no último domingo, 8 de setembro, mais uma edição do Rio Claro Geek Festival e estivemos por lá para fotografar os cosplays de Rio Claro que prestigiaram o evento e deram ainda mais cor para a Cidade Azul.
A espiritualidade japonesa é sem dúvida bem popular entre os fãs do esotérico e até mesmo da cultura pop japonesa. Ela é tão apreciada quanto estereotipada, é verdade. E a culpa é de quem? Não dá pra termos culpados. O budismo e o xintoísmo aparecem demais e são explicados de menos, então não é de admirar que existam imprecisões sobre a natureza dessas formas de espiritualidade. Aliás, não se surpreendam: até mesmo entre os japoneses esses conhecimentos tão ricos são cada vez mais ignorados e postos pra escanteio.
Essa última frase não vem de mim, mas de Reiko Okano ao fechar seu painel no Café Literário. A mangaká e esposa de Makoto Tezuka fez uma exposição belíssima de suas obras para além do anunciado Onmyoji, falando também sobre mangás que aprofundam o caminho monástico dos budistas, a forma e a elegância do feminino e o mundo dos lutadores de sumô.
Começando com Fancy Dance, o mangá conta a vida de um jovem que aproveitou bem sua juventude na moda dos anos 80, até o momento que decide largar a vida mundana e ser um monge.
Fancy Dance conta curiosidades das vestimentas, sutras e hábitos dentro do monastério, com uma semelhança aos quadrinhos antigos da Marvel que detalhavam, por exemplo, as partes da armadura do Homem de Ferro. A minúcia é valiosa, pois cada item da vestimenta tem o seu significado e sua razão de ser no hábito monástico.
E como não poderia deixar de ser, o mangá não é apenas descritivo. Ele também explora a recepção e a reação desse protagonista às tribulações e os desafios que vem testar sua disciplina. Às vezes com bom humor, com os castigos à indisciplina, às vezes até com crises existenciais, que deixam o protagonista se perguntando o que o torna diferente no meio de todas aquelas cabeças raspadas.
Em seguida, Reiko Okano apresentou à plateia o mangá Ryogoku Oshare Rikishi. O título é complicado, eu sei, então vamos explica-lo, pois vale muito a pena. Rikishi é simplesmente o nome dado a um lutador profissional de sumô. Oshare quer dizer moda, pois como Reiko Okano mostra bem, o sumô é um esporte popular no Japão e antiga à própria noção atual de esporte, remontando a rituais de purificação do ambiente. Essa popularidade leva homens às competições de força, jornalistas às coberturas esportivas e mulheres, pasmem, à admiração e aproximação dos melhores atletas. Sim, no mangá a autora introduz uma “Maria Chuteira” do sumô, ou uma “Maria Rikishi”, ou “Maria Tanguinha” ou sei lá, o nome que vocês acharem melhor.
Reiko Okano apresenta à plateia o enorme mangá Ryogoku Oshare Rikishi, com um papel, segundo ela, “macio como apalpar um gordinho”
E Ryogoku? Essa é a parte mais interessante: Ryogoku é um distrito de Tokyo, considerado a meca do sumô. Ele é lar do estádio Kokugikan, que recebe três dos seis torneios anuais de sumô que existem. E o site Time Out não brinca ao vender seu peixe: na página sobre Ryogoku, você vê o templo que recebeu os primeiros torneios de sumô antes do estádio, um museu dedicado a Hokusai (o próprio autor das Ondas de Kannagawa e criador do termo mangá) e restaurantes que fazem as refeições dos rikishi, o chanko nabe. Afinal, não é só ficar gordo, comer umas porcarias e pronto. O prato que compõe a dieta principal dos lutadores de sumô é um sopão com uma mistura interessante de vegetais, cogumelos, carne e almôndegas de peixe. A diferença corporal é nítida dos lutadores que seguem essa dieta dos lutadores mais ocidentais que simplesmente resolveram engordar de qualquer jeito. Nessa luta icônica com Byamba, tetracampeão mundial de sumô, a diferença corporal dá prova óbvia do que digo.
Então, com essa exposição, é possível traduzir Ryogoku Oshare Rikishi como “Os populares lutadores de sumô de Ryogoku”. Reiko Okano começou a fazer o mangá por uma curiosidade cômica: como seria desenhar um mangá onde lutadores imensos ocupariam com facilidade um painel inteiro sozinhos e que mal usam roupas? Mas mesmo que no começo a intenção tenha sido meio brincalhona, o mangá amadureceu num nível que se tornou um versão seinen e mais pé-no-chão de Hinomaru Sumo.
A terceira obra que Reiko Okano apresentou foi Inanna. O título é uma inspiração óbvia da deusa homônima da mesopotâmia. Fãs da série Fate, principalmente os jogadores de Fate Grand Order, podem lembrar com mais facilidade que Inanna é um dos nomes de Ishtar, deusa do amor, da fertilidade e da guerra. Ishtar essa que estará no anime de Fate com previsão de estreia para outubro.
Inanna é a única obra da autora em exposição na Bienal, no estande do Consulado do Japão. O que podemos perceber é uma semelhança com um livro de rascunhos, com traços leves e lotados de formas femininas em inúmeras poses. É como se Reiko Okano tivesse espelhado em si mesmas as formas e as poses para os desenhos de suas dançarinas, já que a mesma disse ter praticado dança do ventre para imergir naquilo que ela queria criar. Aliás, essa informação fez encaixar todas as peças visíveis, já que a elegância da mangaká em muito se parece com a elegância de uma dançarina do ventre, como sua postura e o jeito como ela prende seus longuíssimos cabelos. É algo que você testemunha em pouquíssimas.
Por último foi falado do magnum opus de Reiko Okano, Onmyoji. Se em Fancy Dance o zen-budismo é o tema principal, em Onmyoji, uma faceta tão rica quanto e ainda mais original da espiritualidade japonesa é apresentada: o onmyoudou. Seu personagem principal é Abe no Seimei, sacerdote e conselheiro imperial que viveu entre os séculos 10 e 11. Sua existência é certa, mas sua vida é motivo de contos e lendas desde o século 12, com o compilado Konjaku Monogatarishu.
Trata-se, sem sombra de dúvida, de uma obra bastante espiritualizada. O onmyoudou, sendo uma forma de geomancia baseada nos cinco elementos, é uma espiritualidade muito ligada à organização espacial. Reiko Okano falou sobre templos, suas localizações e a construção das cidades imperiais, baseadas na organização do pentagrama, ou o “Seiman”.
Além da dimensão espacial, a música é um item muito importante para a autora. Ela prestou homenagem a um recém mestre do fue, uma pequena flauta japonesa, apresentando um áudio para a plateia. A mesma coisa para o koto, aquela harpa de mesa. Reiko Okano também se aventurou no aprendizado desses instrumentos; e segundo ela, a pessoa que tocava o koto era tida como sagrada, pois o tocar das cordas harmonizava os céus e a terra, o divino com o humano.
Aliás, para finalizar, a própria ideia de harmonia é uma constante na obra da mangaká. Essa ideia, se mal-entendida, pode causar confusões, como quando ela explica o porquê do ringue de sumô não ser feito para as mulheres. Segundo ela, o ringue representa o feminino, que é a própria morada do sagrado (daí ela falar bastante no divino-feminino).
Daí o sumô, como competição de força e ritual de purificação, harmonizar o feminino com o masculino que fertiliza/purifica o ringue (o momento antes da luta onde os rikishi jogam sal pela arena). Essa explicação levanta a reflexão: Reiko Okano está “passando pano”? Ou somos nós quem estamos sendo confrontados com uma cosmologia diferente da nossa?
Seja como for, esse painel no Café Literário foi talvez o programa mais rico que cobrimos nesta Bienal e o desejo de ver essas obras publicadas em português é enorme. E, por parte da Reiko Okano, sua alegria de estar num evento tão cheio de energia foi bem visível. Ela expressou votos de coragem e confiança para as pessoas que queiram criar mangás e votos de felicidade para todos nós que compartilhamos o mesmo planeta Terra.
Foi revelado neste último final de semana pelo site oficial de Boku NoHero Academia (My Hero Academia), um novo visual para a quarta temporada do anime que estreia dia 12 de outubro deste ano. Confira mais abaixo!
A nova temporada produzida pelo estúdio Bones, trará o arco “Estágio do Herói” que teve início na 14ª edição do mangá. O elenco de dublagem incluem novos dubladores como Shinichiro Miki como Sir Nighteye, Rie Murakawa como Bubble Girl, Kazuyuki Okitsu como Fat Gum e Seiran Kobayashi como Eri.
A banda Blue Encount produziu o tema de abertura do anime, chamado “Polaris” e Sayuri canta o encerramento, chamado “K?kai no Uta”.
Confira o trailer legendado da quarta temporada!
https://www.youtube.com/watch?v=bpSvJS0Vpv0
Recentemente, o filme My Hero Academia: Dois Heróis ganhou as telas de cinemas brasileiros. O longa estreou no Japão no ano passado e se tornou a segunda maior bilheteria para um anime no país, arrecadando mais de US$ 5,7 milhões.
Entre os dias 23 e 25 de setembro, no Espaço Itaú de Cinema, acontece a Mostra de Cinema ChinaBrasil, onde este ano duas animações chinesas “Mu Qi Ling 2”, de Rao Yuhua e “Dragon Force”, de Wang Wei serão exibidas.
Sinopse: Trazendo a segunda parte do sucesso oriental Mu Qiling, o desenho mostra que é possível haver a simbiose entre homens e a natureza, ao conta a aventura do jovem que segue em direção ao mar com a missão de purifica-lo e ajudar a salvar o mundo.
Sinopse: Em um futuro não muito distante, a ficção científica “Dragon Force” conta como o Dr. J e o policial Idong vão salvar o planeta de uma ameaça alienígena.
Além desse, outros 10 filmes nacionais e chineses integram a mostra com curadoria de Antonio Leal (diretor e idealizador do CINEfoot) e do documentarista Hélio Pitanga (Arpoador/2016 e Som, Sol e Surf/18).
O projeto cultural foi idealizado pelo empresário chinês, naturalizado brasileiro, Arthur Chen e visa a difusão do cinema chinês para o público carioca.
Conhecido em trabalhos como As Branquelas, Todo Mundo em Pânico, Riverdale e O Pequenino, Lochlyn Munro virá para a Horror Expo 2019, evento voltado ao mundo terror na cultura pop.
Confirmado através do perfil oficial do evento no Instagram, Munro participará em um painel no dia 19 de outubro, além de sessões de autógrafos e fotos com o autor.
Em setembro de 2019, Ragnarok Online completa 15 anos de existência, e para comemorar a ocasião, a Level Up Games realizou na Taverna Medieval, em São Paulo, o Ragnaparty.
Além das atrações pertencentes a taverna medieval, também houve pequenos momentos especiais para que todos os participantes pudessem reviver todas as aventuras vividas durantes esses 15 anos.
No evento, a equipe que trabalha por trás do Ragnarok, como os Game Masters Belladona, Rufio e Vanor estavam lá conversando com os jogadores.
Diversos clãs vieram de todo o Brasil se encontrar durante o evento, entre eles , o clã “por que não?” E o “death trip serenade”, que jogam desde 2007.
O mais interessante destes clãs, é que eles são formados por pessoas bem mais velhas, provando que Ragnarok é um jogo aberto para todos!
A representante da Warp portal Melilly além de dar uma breve palestra sobre o Ragnarok e a Gravity, também coordenou uma gincana, onde o pessoal respondeu algumas perguntas, e dividiram suas histórias no microfone do Ragnaparty!
Também foi revelado os próximas atualizações que chegarão no Ragnarok BR, as raças de Doran e a atualização Rock Ridge
Se você perdeu, os GMS do Ragnarok também promovem regularmente, o Ragnaday. Um encontro dos fãs também na taverna, que acontece quase todos os meses, e os avisos são dados pela página do Facebook oficial de ragnarok online BR. Este evento é aberto para todos.
Um campeonato inédito promete agitar a Brasil Game Show (BGS 2019) em 12 de outubro. Os visitantes da maior feira de jogos eletrônicos da América Latina poderão acompanhar de perto uma disputa internacional entre quatro equipes profissionais de CROSSFIRE, jogo online gratuito de tiro em primeira pessoa para PC.
Os times convidados serão anunciados em breve e subirão no palco da BGS Esports, em busca de um prêmio total de US$30 mil. Além do torneio, a Smilegate, desenvolvedora de CROSSFIRE, terá um estande de 50m² onde apresentará novidades do game mobile Epic Seven.
“A Brasil Game Show é um dos maiores eventos de jogos eletrônicos do mundo e também uma oportunidade de interagir ainda mais com a comunidade. Somos muito gratos aos jogadores brasileiros e estamos fazendo o máximo para ampliar o cenário competitivo dos nossos games no país”, disse Brady Yeo, chefe de eSports de CROSSFIRE da Smilegate.
Além da BGS Esports, antes chamada Brasil Game Cup, que promete ser a maior da história, a Brasil Game Show 2019 terá muitas atrações, como as mais de 400 marcas, entre elas: AOC, ASUS, Banco do Brasil, Corsair, DXRacer, Epic Games, Falkol Esports, Fini, Gigabyte, Lenovo, Logitech, Lupo, Joysticket, Magic the Gattering, Microcamp, OEX Gaming, Piticas, Pichau, Razer, Redragon, Sunny Brinquedos, TNT, VIVO, Warrior, Xbox e YouTube.
BGS 2019
Quando: 09 a 13 de outubro (1º dia exclusivo para imprensa e negócios) Onde: Expo Center Norte Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo/SP Horário: 13h às 21h
The End of the F***ing World que volta em novembro, revelou nesta sexta-feira (06) através das redes sociais da Netflix as primeiras imagens da nova temporada (veja mais abaixo).
Nas imagens é possível ver a personagem Alyssa (Jessica Barden) com um novo visual, além da introdução de uma nova personagem chamada Bonnie interpretada pela Naomie Ackie de Star Wars: A Ascensão Skywalker.
The End of the F***ing World Season 2 First Look at Alyssa and new character Bonnie (played by Naomi Ackie), an outsider with a troubled past and a mysterious connection to Alyssa. #TEOTFW premieres this November pic.twitter.com/BD5jpI5H6i
A continuação da serie que foi adaptada dos quadrinhos de mesmo nome feita por Charles Forsman, vai seguir uma versão autônoma tendo em vista que todo o material da graphic novel foi usado na primeira temporada.