O cantor e dublador Hiroki Takahashi que participava do Dragon Ball Symphonic Adventure em Madrid, acabou sofrendo um acidente enquanto cantava.
Takahasi, cantor original da versão japonesa do clássico Dragon Ball era a grande atração do show, mas em dado momento, o show precisou ser interrompido após o cantor cair do palco.
Due to a technical incident, the Dragon Ball concert last night in Madrid was interrupted during the encore as singer Hiroki Takahashi fell off the stage.
Hiroki is going well and will be able to get back to Japan shortly.#GenkidamaForHiroki@HIROKI241422pic.twitter.com/dcVKuatLzJ
As primeira informações diziam que Takahashi estava bem, apenas com algumas feridas nas mãos e no rosto, mas posteriormente, o jornas espanhol As confirmou que o cantor estava internado no hospital em estado grave, com grandes hematomas na cabeça e nos braços, mas que não corria risco de vida.
O Suco de Mangá deseja melhoras e uma rápida recuperação ao cantor.
Para você que é fã da franquia de Nioh, a Playstation traz uma noticia maravilhosa. A pré-venda de NiohII está disponível a partir de hoje dia 20 janeiro até o dia 12 de Março.
NiohII fará você voltar ao Japão do período Sengoku, marcado por uma guerra sem fim e cheio de demônios implacáveis. Libere seu lado sombrio e aproveite a promoção de até 20% de desconto a vista.
Nioh II será lançado em 24 de maio e terá preço de lançamento de R$249,00 para PlayStation 4. Garanta o seu agora mesmo!
Se têm uma coisa que existe no mundo dos esportes é rótulo, sempre vão julgar a qualidade de um atleta por seu físico. O melhor exemplo disso são jogadores de basquete baixinho, aos olhos de quem não entende, enxerga ali um jogador fácil de ser marcado ou alguém que não alcança a cesta, essa é a discussão que Ahiru no Sora apresenta desde o início e onde Sora Kurumatani prova que o basquete não é só para os altos e traz uma promessa de mais um grande anime do gênero esporte.
O primeiro episódio já se preocupa na construção dos vínculos, ali fica bem explícito quem são os cinco titulares que vão jogar durante o anime, provavelmente será acrescentado mais jogadores com o tempo, mas de início, os cinco nomes já são apresentados a nós, mas não montados como um time, e sim levantando a bandeira do bullying.
A mentalidade de julgar o baixinho como fraco é um erro quando o assunto se trata de esportes, Sora se mostra ter uma grande habilidade e com promessa de craque demonstrando brevemente do que é capaz, já surpreende a todos os outros personagens e encanta a nossos olhos, já podemos esperar coisa boa vindo, aliás esse é um ponto de grande impacto no primeiro episódio, a rixa entre os bullyings e Sora já flerta com uma possível relação de time, mas nada que se mostre concreto.
Ahiru no Sora começa bem abaixo do hype, sem grandes surpresas ou momentos épicos, um epílogo que nem aparenta um shounen de esporte, até o primeiro confronto dentro de quadra, ali já se expõe como o anime vai impactar com a movimentação de jogadores, arremessos e enterradas e todo o jogo de diálogos, no que aparentou arrastado, se mostrou bem sólido em construção de personagem, resumindo, nos primeiros episódios não espere toda a agitação de partidas, prepare-se para um início mais lento e um tanto tenso entre os personagens, quase desvinculando de um shounen de esporte.
Contudo o maior impacto do anime foi algo que eu já vi muito no basquete, por ser um amante do esporte, o drible de Sora se mostra ser o “super poder” do protagonista, o estilo de jogo das quadras de periferia, em muitos lances ele faz jogadas do basquete de rua, ou como um dia já foi chamado, o And1.
A arte desse estilo é não seguir nenhum padrão que uma posição específica segue, o armador não precisa só iniciar as jogadas e tentar lances de três pontos e pivôs não ficam só debaixo da cesta para pegar o rebote, o jogador é livre para fazer o seu estilo dentro de quadra, mas foge do que seria um planejamento de equipe, já aparenta ser em primeira vista a principal rixa ou o maior laço entre eles, estilo de Sora se mostra impressionante e inovador para os veteranos da escola, mas pouco valorizado, aos olhos de quem vê, lembra muito Sawamura de Ace of Diamond e Hinata de Haikyu!!, por mais talentoso que seja, é só um garoto feliz e sonhador que incomoda a muitos, mas têm um talento escondido que poucos conseguem entender ou bloquear na hora da jogada.
Por mais padrão que seja do gênero, chega a ser meio preguiçoso trabalhar a mesma fórmula de protagonismo, se fosse feito a comparação com outro anime do mesmo esporte, Kuroko de Kuroko no Basket ainda é mais interessante como protagonista e talento dentro de quadra que Sora em Ahiru no Sora, esperemos que isso mude com o decorrer do anime eu possa queimar a língua.
O mais novo anime de basquete se mostra uma das grandes promessas do gênero esporte nos últimos anos, que não teve medo de começar mais lentamente, mas consegue te conquistar com mais uma bela história por trás das atividades desportivas.
Foi anunciado que quase todas as obras do famoso Studio Ghibli serão lançadas na Netflix. Os 21 filmes licenciados começam a chegar em fevereiro.
Ao todo, o Studio Ghibli, fundado em 1985, já produziu 22 filmes e trabalha na produção de mais 2 longas que seguem sem data de lançamento, o único filme que fica de fora dessa lista é O Túmulo dos Vagalumes (1988).
Os filmes irão chegar em três períodos diferentes na plataforma, sendo nos primeiros dias de Fevereiro, Março e Abril. Abaixo você pode conferir a lista com mais detalhes.
Fevereiro
O Castelo no Céu (1986)
Meu Amigo Totoro (1988)
O Serviço de Entregas da Kiki (1989)
Memórias de Ontem (1991)
Porco Rosso: O Último Herói Romântico (1992)
Eu Posso Ouvir o Oceano (1993)
Contos de Terramar (2006)
Março
Nausicaä do Vale do Vento (1984)
Princesa Mononoke (1997)
Meus Vizinhos, Os Yamadas (1999)
A Viagem de Chihiro (2001)
O Reino dos Gatos (2002)
O Mundo dos Pequeninos (2010)
O Conto da Princesa Kaguya (2013)
Abril
Pom Poko: A Grande Batalha dos Guaxinins (1994)
Sussurros do Coração (1995)
O Castelo Animado (2004)
Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar (2008)
Da Colina Kokuriko (2011)
Vidas ao Vento (2013)
As Memórias de Marnie (2014)
Todos os longas chegarão com legendas em português do Brasil, e os seguintes também terão dublagem: O Mundo dos Pequeninos, O Reino dos Gatos, Ponyo – Uma Amizade que Veio do Mar, O Conto da Princesa Kaguya, As Memórias de Marnie e Da Colina Kokuriko.
As obras estarão disponíveis em todos os territórios onde a Netflix atua, com exceção dos EUA, Canadá e Japão.
Uma das coisas que você vai reparar no Japão é que quando você tem a oportunidade de conversar com as japonesas ou vê-las na rua, você pode reparar como as mulheres japonesas tem a tendência de colocar a mão na frente da boca quando riem. Mas de onde vem esse hábito?
É um fato, os hábitos japoneses são muito diferentes dos brasileiros, as normas sociais não são as mesmas, por isso nem sempre é fácil entender como a sua sociedade funciona.
Uma sociedade patriarcal
No Japão, a sociedade ainda é predominantemente patriarcal e espera-se que as mulheres se “comportem” em público. Diferente, do Brasil, onde se admira ver alguém rindo e “mostrando os dentes”, no Japão isso é visto como algo desagradável e que não corresponde à imagem de “boa moça”. Assim, é costume colocar a mão na boca quando se ri, como um sinal de elegância.
Para algumas mulheres, também é uma questão estética. Muitos japoneses sofrem por causa da sua dentição desalinhada ou mesmo deformada. Colocar a mão na boca quando se ri também é uma forma de evitar que os outros percebam essa falha.
Algumas mulheres nem sequer deixam transparecer os dentes quando falam e colocam sempre a mão na frente da boca e isso acaba se tornando um sinal de elegância aos olhos dos japoneses, o que pode ser até mesmo um fator de atração para alguns homens japoneses que preferem mulheres mais reservadas.
Um ato cotidiano
Esse ato já faz parte do cotidiano das mulheres e a maioria faz isso de forma automática. Esse comportamento é muito bem ilustrado em animes ou doramas, onde os personagens mais elegantes ou tradicionais colocam a mão na frente da boca quando riem.
Essa é uma reação natural por causa das normas sociais, muito semelhante à forma como eles abrem a boca em formato de “O” e colocam a mão na boca.
No dia de ontem, 17 de janeiro, chega o que considero o “primeiro grande jogo do ano”, com Dragon Ball Z: Kakarot, publicado pela Bandai Namco e desenvolvido pela CyberConnect2 (série Ninja Storm de Naruto), e que vem para suprir a vontade recente de termos um RPG no universo de Akira Toriyama.
Em um pouco mais de 4 horas de jogatina, percorri – e de forma nostálgica – grande parte da primeira saga de Dragon Ball Z, a dos Saiyajins, onde derrotei Raditz e agora Piccolo e toda turma (com Goku treinando com Mestre Kaioh do Norte), se preparam para a luta contra Vegeta e Nappa. O que achei até o momento?
Recontando as histórias de Dragon Ball
O mais bacana do jogo é de como ele trata o jogador em uma imersão dentro do universo de Dragon Ball. Apesar de haver uma linearidade bem próxima com o anime – muitas vezes temos a sensação de estarmos assistindo a animação da Toei – o jogo traz algumas “gorduras” a mais e trabalha com o universo de robôs e dinossauros. Era o que eu queria!
Este início ainda não dá muitas margens para um RPG tradicional sandbox, e tudo ainda parece estar dentro de um modo tutorial, entretanto, o ponto forte além das mecânicas está em como o sortytelling é trabalhado.
O misto entre a fase adulta de Goku com a fase criança dá um charme afetivo intrigante, seja em encontros com personagens clássicos da fase Red Ribbon, ou cenas engraçadas com o Mestre Kame e sua tartaruga “Jabuti”.
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Se aventurando pelo mundo
Confesso que sou um fã pela fase “Goku criança”, então ainda sinto um pouco pela ausência de um game mais pautado na aventura e caça das Esferas do Dragão, porém, um gostinho disso é trazido por aqui:
Além da exploração do mundo, o vislumbre clássico de canyons e árvores gigantes é notável e presente nas andanças;
Dá pra pescar com o rabo, caçar animais e o melhor: caçar dinossauros! É aí que podemos cozinhar e fazer nossos pratos preferidos. Vai uma barbatana de Peixe Gigante Magro aí?
Ainda não senti a dificuldade em localidades escondidas ou se há grandes segredos no jogo, o que dá a entender que o espírito de aventura é até maior que o de um “RPG padrão”.
Mantenha seu ki elevado!
Falando em alguns pontos que não gostei, posso comentar que a dirigibilidade no ar é um pouco burocrática, onde no analógico conseguimos ter os setores cardeais básicos, e nos R1 (para cima) e R2 (para baixo) é onde conseguimos controlar sua altura. Ainda não pesquisei nos controles se há a possibilidade de mudança para melhorar a jogabilidade.
Outro pronto, como ainda estou no começo do jogo, não sei como será a maleabilidade do time e se terei uma livre opção de montar do jeito que eu gostar – e não depender do canon da história. Na minha luta, Kuririn não morre para o Freeza!
Com alguns picos de dificuldade, a diversão é mantida – e foi – por todo o tempo que joguei. Creio que um game com suas 40 a 50 horas deva ser o ideal dentro deste contexto, e deve satisfazer todos os fãs da franquia, principalmente aquele que já faz um tempo que não assiste NADA de Dragon Ball (como eu). Por sinal, assistam o vídeo promocional abaixo e duvido que não irá se emocionar.
Com legendas em PT-BR, Dragon Ball Z: Kakarot sairá para as plataformas PlayStation 4, Xbox One e PC via STEAM.
Heróis dos tokusatsus visitam o Rio de Janeiro pela primeira vez! Walter Jones, o Ranger Preto (Might Morphin Power Rangers) e Kihachiro Uemura, o Green Flash (Flashman) bateram um papo bem rápido com a gente na véspera do Rio Matsuri 2020. Confira mais logo abaixo!
Walter, seja muito bem vindo ao Rio! Estamos entrando agora em 2020 e nesse ano você completa 50 anos com a mesma cara de quando gravava Power Rangers o que confirma quando você diz: “Zack don’t crack”. De lá pra cá, você atuou em muitos projetos, até mesmo em Star Trek, então eu queria saber: com uma carreira rica dessas, o quanto você se sente realizado e se ainda existem outras ambições que você queira explorar pela frente.
Walter Jones: É, eu estou muito feliz com as coisas que vieram em minha carreira. Fiz programas de TV que ganharam Globos de Ouro e óbvio, os Power Rangers. Sabe, só com o que essa série conseguiu de merchan com jogos, pogs, action figures e bonecos em vários países importantes pelo mundo, acaba sendo muito difícil superar esse sucesso. E como ator, eu tenho amado a qualidade da atuação com a qual vim trabalhando; gostei muito de trabalhar em The Shield, participei de outros seis ou sete filmes, estou participando de mais um que ainda vai estrear chamado Memoirs of a Fighter. Ele vai ser filmado internacionalmente e estou bem ansioso por isso!
Eu espero poder talvez produzir e dirigir mais no futuro. Tem histórias de minha infância e da minha vida que quero contar, dessa coisa toda bem louca de se passar que foi crescer em Detroit, que era um lugar perigoso e eu era meio bonzinho demais no meio daquela situação. Sabe, ter passado por essa jornada na vida, viajando pelo mundo e conhecendo tantas pessoas incríveis… é eu acho que é isso, escrever e produzir para contar essas histórias.
Isso seria ótimo! Eu tinha pensado em perguntar algo nesse sentido, mas sabendo disso agora eu prefiro muito mais esperar por essas histórias vindas de você mesmo. Eu estive lendo e ouvindo algumas entrevistas suas, pois quero evitar repetir as mesmas velhas perguntas de sempre. Ouvi por exemplo, de suas visitas a hospitais, de como você já fez a alegria de crianças que foram visitadas pelo Ranger Preto e tem uma coisa que eu não vi muito nessas entrevistas e que eu queria saber de você é essa: quando foi que você começou a perceber que estava começando a participar de algo grande? Você já entrou em Power Rangers confiante de que havia chegado a sua hora, ou perceber esse sucesso foi um processo mais lento?
Walter Jones: Acho que isso veio bem aos poucos. Cada projeto que você pega, você vai esperar que ele dê certo, que faça sua marca no mundo de alguma maneira, ou que influencia na vida de alguém. Logo na primeira semana de Power Rangers, diziam para nós que éramos o número um, “Vocês estão num show número um!”. Só que a gente não sentia isso, não tínhamos como saber sabe… eu só fui reconhecer isso nas ruas, quando eu passava por revistas ou guias de televisão e de repente eu aparecia e ficava “Olha, sou eu!” *risos*.
Foi vendo esse tipo de coisa que definitivamente me fez pensar “Oh, isso aqui tá indo bem!”, mas só depois de anos que iria perceber a influência que isso teve. As crianças eram pequenas, foram crescendo e me contando suas histórias. Elas me diziam “Eu fui inspirado por você pra ser o que eu sou hoje” e esse tipo de cumprimento é… de arrepiar! Coisas como “eu virei um bombeiro pois queria ser um herói como você” sabe?
Uma vez eu conheci um cara que nasceu com uma doença nos ossos, ele não podia fazer muitas coisas e ficou boa parte da infância assim. Ele gostava tanto de Power Rangers, que os pais dele o colocaram pra fazer artes marciais; o garoto não podia lutar contra ninguém, tudo o que podia fazer era socar e chutar. Mas ele fez tanto isso, várias e várias vezes que os músculos em volta dos seus ossos enrijeceram a ponto de hoje em dia ele ser o dono de sua própria academia e hoje é um professor de artes marciais! Então são esses tipos de histórias que me fizeram pensar, “Uau, nós realmente fizemos uma diferença”.
Uemura-san, em primeiro lugar, obrigado por sua visita ao nosso país e espero que tenha uma excelente estadia aqui! Agora, o quanto você conhecia dessa paixão que a América Latina tem por tokusatsu?
Uemura:Ah, Facebook! Contact. Many many. Yes! *risos*
Okay, deu pra entender, mas pode responder em japonês sem problemas *risos*
Uemura: Sim sim *risos*, então, muita gente daqui me pediu solicitação de amizade no Facebook e ontem mesmo havia muita gente me perguntando, “Você está mesmo aqui no Brasil não é?!”. Era tanta gente falando e meu telefone tocava tanto que só fui dormir lá pra umas 4 da manhã!
Vou aproveitar a fala do Walter Jones sobre esse impacto de Power Rangers na vida das pessoas e queria saber como você enxerga essa influência de histórias de super-heróis no Japão. Eu sei que em 2012 você foi muito elogiado por ter salvado a vida de um senhor na estação de Akihabara com primeiros socorros e muitos fãs aqui rapidamente associaram o seu ato de heroísmo com a sua atuação em Flashman. Como você vê essas histórias de heróis da justiça influenciando os jovens japoneses?
Uemura:Fiquei pensando muito tempo sobre o tipo de mensagem que eu queria passar quando eu fazia o Green Flash. Eu era um herói, então que tipo de influência eu podia dar para o público? Será que eu estava passando alguma coragem para as pessoas? Eu queria fazer alguma coisa por elas com o meu trabalho, mas ficava sempre me perguntando se eu estava sendo bem sucedido nisso. No meio dessas preocupações, fui aprender a fazer primeiros socorros e ensinar esse conhecimento a outras crianças, visitando escolas de ensino fundamental e médio e foi durante esse tempo que aconteceu esse caso de Akihabara. Fiquei muito feliz por ter salvado uma vida. Na hora eu vi muita gente passando pela estação, mas ninguém sequer parava pra ver se a pessoa estava bem.
Cheguei naturalmente naquela pessoa, perguntei se ela se sentia bem e foi quando eu vi que precisava aplicar aqueles primeiros socorros. Depois da massagem cardíaca e da respiração boca a boca, ela pôde ser levada ao hospital, mas com aquele aprendizado foi tudo bem natural pra mim.
Naquele momento eu pude dizer que havia sido um herói e essa situação foi capaz tanto de me dar esse sentimento de coragem como de passar esse sentimento para outras pessoas.
E você acha que no Japão faltaria mais essa vontade de socorrer por parte das pessoas que passam ou saber como dar esse socorro?
Uemura:Acho que é mais falta de ter esse sentimento de socorrer a outra pessoa. Tem muita gente no Japão que conhece procedimentos de primeiro socorro, mas que precisa ter mais dessa atitude.
Bom, como o nosso tempo é curto, uma última pergunta para o Walter Jones. Aqui no Brasil, a dublagem é uma profissão bastante prezada pelo público e você na sua carreira chegou a dar voz para alguns monstros em Power Rangers. Como um ator que já atuou tanto em frente às câmeras quanto por trás delas, eu queria saber como você sente e percebe essa diferença de dublagem e atuação mais convencional?
Walter Jones: Sobre essa diferença, bem, ambas são atuações. Tem técnicas diferentes; ao criar um personagem sem estar em frentes às câmeras, geralmente você usa o corpo pra ajudar a contar uma história, mas nesse caso você tem que ser mais um pouco mais enfático no uso da voz, dar diferentes nuances, enfim, usar sua voz de um modo que você consiga explicar ao público o que está acontecendo, a excitação do momento, como aquele personagem está usando seu corpo e seus movimentos, tudo isso que você não pode mostrar usando o corpo naquele momento.
No entanto, é um pouco mais difícil quando você está em frente às câmeras, porque nesse caso você leva muito mais técnicas de atuação de uma vez. Ao invés de narrar falas, você tem que manter um ritmo, manter uma noção do que acabou de fazer. Pode ser por que você vai ter de repetir num close, ou num enfoque à distância, ou sobre os ombros, coordenando com outra pessoa que esteja lá, tudo isso é num ambiente que você está criando naquele momento, naquele instante. Comparado a dar uma voz à distância, você não tem nada disso. Você não está necessariamente trabalhando junto com algum ator; eles já colocaram as vozes deles lá, você vai colocar a sua e o grosso do trabalho nessa produção fica com a equipe de edição. Como não é você quem vai ter o controle daquele momento, fica ainda mais importante que você dê o seu melhor.
O Suco agradece ao Nippon Rio Matsuri pela oportunidade única desse bate papo e ao All Dubing Group pelo auxílio com os intérpretes durante a entrevista!
Muita coisa boa está chegando para os assinantes do Xbox. Três grandes títulos estarão disponíveis nas próximas semanas: Children of Morta, Gris e A Plague Tale: Innocence.
Para você que nunca assinou a Xbox Game Pass para PC, os 3 primeiros meses saem por apenas 1 real! Isso mesmo R$1,00 e você terá a oportunidade de desbravar esses jogos incríveis e outros!