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Se têm uma coisa que existe no mundo dos esportes é rótulo, sempre vão julgar a qualidade de um atleta por seu físico. O melhor exemplo disso são jogadores de basquete baixinho, aos olhos de quem não entende, enxerga ali um jogador fácil de ser marcado ou alguém que não alcança a cesta, essa é a discussão que Ahiru no Sora apresenta desde o início e onde Sora Kurumatani prova que o basquete não é só para os altos e traz uma promessa de mais um grande anime do gênero esporte.

O primeiro episódio já se preocupa na construção dos vínculos, ali fica bem explícito quem são os cinco titulares que vão jogar durante o anime, provavelmente será acrescentado mais jogadores com o tempo, mas de início, os cinco nomes já são apresentados a nós, mas não montados como um time, e sim levantando a bandeira do bullying.

A mentalidade de julgar o baixinho como fraco é um erro quando o assunto se trata de esportes, Sora se mostra ter uma grande habilidade e com promessa de craque demonstrando brevemente do que é capaz, já surpreende a todos os outros personagens e encanta a nossos olhos, já podemos esperar coisa boa vindo, aliás esse é um ponto de grande impacto no primeiro episódio, a rixa entre os bullyings e Sora já flerta com uma possível relação de time, mas nada que se mostre concreto.

ahiru no sora

Ahiru no Sora começa bem abaixo do hype, sem grandes surpresas ou momentos épicos, um epílogo que nem aparenta um shounen de esporte, até o primeiro confronto dentro de quadra, ali já se expõe como o anime vai impactar com a movimentação de jogadores, arremessos e enterradas e todo o jogo de diálogos, no que aparentou arrastado, se mostrou bem sólido em construção de personagem, resumindo, nos primeiros episódios não espere toda a agitação de partidas, prepare-se para um início mais lento e um tanto tenso entre os personagens, quase desvinculando de um shounen de esporte.

Contudo o maior impacto do anime foi algo que eu já vi muito no basquete, por ser um amante do esporte, o drible de Sora se mostra ser o “super poder” do protagonista, o estilo de jogo das quadras de periferia, em muitos lances ele faz jogadas do basquete de rua, ou como um dia já foi chamado, o And1.

ahiru no sora

A arte desse estilo é não seguir nenhum padrão que uma posição específica segue, o armador não precisa só iniciar as jogadas e  tentar lances de três pontos e pivôs não ficam só debaixo da cesta para pegar o rebote, o jogador é livre para fazer o seu estilo dentro de quadra, mas foge do que seria um planejamento de equipe, já aparenta ser em primeira vista a principal rixa ou o maior laço entre eles, estilo de Sora se mostra impressionante e inovador para os veteranos da escola, mas pouco valorizado, aos olhos de quem vê, lembra muito Sawamura de Ace of Diamond e Hinata de Haikyu!!, por mais talentoso que seja, é só um garoto feliz e sonhador que incomoda a muitos, mas têm um talento escondido que poucos conseguem entender ou bloquear na hora da jogada.

Por mais padrão que seja do gênero, chega a ser meio preguiçoso trabalhar a mesma fórmula de protagonismo, se fosse feito a comparação com outro anime do mesmo esporte, Kuroko de Kuroko no Basket ainda é mais interessante como protagonista e talento dentro de quadra que Sora em Ahiru no Sora, esperemos que isso mude com o decorrer do anime eu possa queimar a língua.

O mais novo anime de basquete se mostra uma das grandes promessas do gênero esporte nos últimos anos, que não teve medo de começar mais lentamente, mas consegue te conquistar com mais uma bela história por trás das atividades desportivas.

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