O cinema nacional é sempre contestado pelos brasileiros, pois acreditam que nunca chegará aos pés dos norte-americanos, que não possui o mesmo feeling e que nunca será tão bom quanto os longas hollywoodianos.

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A verdade é que muitos fãs de cinema se limitam “a moda”, que no caso são os filmes de super-heróis ou qualquer sequência ou reboot de filmes antigos. O lançamento O Rastro é o tapa na cara de todos os críticos do cinema nacional!

Rafael Cardoso em “O Rastro” (Imagem Divulgação)

Impactará todo fã do gênero

A direção foi de J.C. Feyer, um diretor novo, praticamente o primeiro trabalho dele, trouxe para as telas dos cinemas, com toda certeza um filme de terror digno a impactar qualquer fã do gênero e aguçar a curiosidade de quem não é, basta ver o trailer (logo abaixo), do quão fantástico e perturbador é toda aquela cena escura e macabra de hospital abandonado.

O diretor disse em coletiva que é possível fazer um bom filme de gênero, que apesar de não ser um costume do brasileiro é muito procurado nos cinemas. É aí que resolveu fazer o filme dele, acreditando que é possível atrair o público para assistir filmes nacionais.

Leandra Leal em “O Rastro” (Imagem Divulgação)

Recursos 

O elenco também participou da coletiva e falaram sobre fazer parte de um desafio desse porte. A atriz Leandra Leal diz ter ficado impressionada a partir de ler o roteiro, o qual realmente é muito bom, realmente impactante.

Foi dito também sobre orçamentos e equipamentos usados para gravação, isso foi o mais incrível, pois muito foi usado apenas a luz ambiente, além de sons de trânsito e construção. Ver que o diretor J.C. Feyer usufruiu de todos os recursos positivos e negativos do ambiente, prova o quão incrível é esse filme; aliás o elenco também foi sensacional na atuação. Abaixo vocês podem conferir uma entrevista que fizemos com o roteirista do filme, André Pereira, na CCXP 2016!

Um novo momento para o cinema nacional

O primeiro filme de gênero de J.C. Feyer, prova que o Brasil sabe fazer filmes desse tipo, depois de comédias românticas, filmes cult e até uma animação já lançada (veja também sobre a animação nacional Bugigangue no Espaço) . É fato que a muito tempo, o Brasil não sabe o que é um filme de impacto, porém em O Rastro, a linha de raciocínio do diretor é totalmente inversa de filmes nacionais já produzido.

O Rastro é o “cala a boca” para todos os descrentes do cinema nacional e um enorme passo para, quem sabe, uma grande era de filmes nacionais.