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O mês mais assombroso no SUCO ainda não terminou! No #REVIEW de hoje, vamos com mais um dos lançamentos da Darkside Books, Creepshow – Stephen King!

Confira também: Fragmentos do Horror, de Junji Ito | Review

Creepshow chega ao Brasil depois de 35 anos do lançamento oficial, contando com cinco histórias de Stephen King, sendo elas: – “Dia dos Pais” (“Father’s Day”), “A Solitária Morte de Jordy Verril (“The Lonesome Death of Jordy Varril”), “A Caixa” “The Crate”, “Indo com a maré” (“Something to tide you over”) e “Vingança barata” (“They’re creeping up on you”).

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Creepshow – Stephen King feat. baratas! (Imagem Divulgação)

A Origem Assombrada

Lá em meados de 1982, Stephen King e o finado George A. Romero (A Noite dos Mortos-Vivos), juntaram as forças para a realização de um longa inspirados nos quadrinhos dos anos 50.

É aí que surge Show de Horrores (Creepshow, no original), primeiro longa em que o Rei faz um trabalho de roteiro, e que posteriormente viria a se tornar uma fonte de inspiração para os quadrinhos, este que tenho em mãos, com arte de Bernie Wrightson (O Monstro do Pântano) e um dos consagrados capistas dos anos 50, Jack Kamen, ambos já finados.

Já de antemão, recomendo aos aficionados do gênero Trash e morto-vivo, uma leitura bacanuda para uma tarde chuvosa…

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A arte de Creepshow – Stephen King (Imagem Divulgação)

Cinco Contos da Cripta

Vale lembrar que duas destas histórias já apareceram em contos de Stephen King, Weeds, que nesta versão ficou como A Solitária Morte de Jordy Verril e The Crate, que tem o mesmo nome por aqui, como A Caixa.

Durante a leitura, temos a presença de um morto-vivo, até que simpático, fazendo a ponte leitor e “causos macabros”, bem ao estilo Contos da Cripta. Esta conversa é bem divertida, já que o monstrengo é bem sarcástico e brinca com os personagens de cada um dos contos. Ponto alto aqui.

  • Dia dos Pais é quem dá o ponta-pé inicial da obra, como um clássico do Trash Romero de ser, se aproximando do gore. Destaque pelo trabalho de roteiro com 2 núcleos e flashbacks.
  • A Solitária Morte de Jordy Verril, particularmente o que mais gostei – até por se assimilar ao que vemos num Junji Ito, por exemplo – e mesmo que bem curto, a sensação de desespero do personagem é muito bem passada ao leitor. Destaque para o tom Lovecraftiano e toques de Monstro do Pântano.
  • A Caixa conta com o roteiro mais fechado e trabalhado, agradará aos fãs da bizarrice, podendo render um belo conto – ou quem sabe até um filme.
  • Indo com a maré é o mais bizarro, vingativo e nonsense da antologia. Sério, depois desta história até fiquei com medo de “me enterrar” nas areias da praia. 
  • Vingança barata, trocadilhos aqui. Mais um que se enquadra aos fãs de Ito, ou quem sabe Joe e as Baratas, é daquelas histórias perturbadoras e repulsivas, principalmente os que sentem pavor de baratas… acho que grande parte dos leitores, não é mesmo?
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Creepshow – Stephen King (Imagem Divulgação)
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Creepshow – Stephen King (Imagem Divulgação)

Um Show de Horrores

Na questão técnica, a Darkside Books mandou muito bem – mais uma vez – com uma boa impressão e tradução (mais uma vez por Érico Assis) em 64 páginas, capa dura e bem grandão para ficar em sua estante.

Creepshow é uma antologia que você lê numa horinha, roteiros até que “leves” (se considerar o público de hoje), característicos dos anos 50, desfechos até que surpreendentes e conta com uma arte extremamente linda e marcante de Kamen.

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Uma das partes da HQ que mais me chamou a atenção! Haha!

Site Oficial

*Creepshow – Stephen King foi cedido pela Darkside Books