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Grime II | Uma jornada lovecraftiana pelo caos e evolução em um universo sem fim

A temporada de Metroidvanias em 2026 já começou com força total! Grime II chega expandindo o universo artístico e com inspirações lovecraftianas que conquistaram os fãs lá em 2021. Mesmo não sendo uma continuação direta, o novo título assume o desafio de superar o original e se firmar como um dos grandes destaques do ano.

E agora, depois de mais de 20 horas explorando o jogo, finalmente posso compartilhar como está sendo minha jornada: será que realmente vale a pena?

Enredo de Grime II

No novo jogo, você assume o papel de uma entidade conhecida como “Formless” (Sem Forma), um ser primordial sem identidade fixa que existe apenas para evoluir. Em um mundo orgânico e instável, onde tudo parece vivo e em constante mutação, sua existência depende de absorver criaturas ao seu redor, não apenas para sobreviver, mas para se transformar.

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Imagem Divulgação

A grandiosidade de um universo sem fim

Como já era de se esperar, Grime II amplia ainda mais seu universo e apresenta um mapa que pode até intimidar pela sua dimensão, especialmente para quem decide explorá-lo a fundo. Com diversos biomas distintos e cenários cuidadosamente construídos para cada proposta, o jogo recompensa generosamente os jogadores mais curiosos, que buscam descobrir todos os caminhos e segredos espalhados pelo mundo.

Dessa forma, a experiência se torna extremamente envolvente, a ponto de as horas passarem sem perceber, já que a exploração frequentemente acaba desviando o jogador do objetivo principal. Sem dúvidas, é um dos títulos mais divertidos que joguei recentemente quando o assunto é plataforma e exploração.

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Imagem Divulgação

Gameplay

Com uma gameplay sutil e relativamente simples, o jogo se encaixa bem na leva dos chamados “soulsvania”, títulos no estilo Metroidvania que se inspiram fortemente em soulslikes consagrados como Dark Souls e Bloodborne. O uso constante de parry e esquiva não só é essencial, como também altamente recompensador, incentivando o jogador a dominar e aperfeiçoar essas mecânicas ao longo da experiência.

Além das mecânicas de combate, Grime II incorpora também os elementos clássicos de um metroidvania, como escaladas, saltos longos, agarrões em pontos específicos do mapa e uma mobilidade fluida que torna a movimentação geral extremamente ágil e satisfatória.

De modo geral, não há grandes inovações em relação ao seu antecessor, mas isso não chega a ser um problema. A gameplay funciona muito bem, é envolvente e, graças à ampla variedade de builds disponíveis durante a jornada, consegue oferecer opções atrativas para diferentes estilos de jogo.

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Imagem Divulgação

Com grandes poderes, vem também grandes desafios 

Além de apresentar uma boa variedade de inimigos em cada novo bioma, Grime II também se destaca pelos confrontos contra chefes, que elevam o nível de desafio de forma significativa. Com movesets bem elaborados e designs que combinam perfeitamente com a proposta do jogo, os bosses acabam se tornando um dos grandes destaques dessa jornada.

Mesmo sendo confrontos difíceis, a sensação de vitória é extremamente gratificante. Cada chefe derrotado não só representa uma conquista marcante, como também recompensa o jogador com novos poderes ao devorar essas criaturas, reforçando ainda mais a progressão e a sensação de evolução ao longo da experiência.

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Imagem Divulgação

Nem tudo são flores

Nem tudo acerta em cheio, e em Grime II o ponto mais fraco está justamente em seus elementos de RPG. Embora a proposta envolvendo as armas seja interessante e fuja da limitação comum de muitos metroidvanias, que costumam oferecer apenas upgrades para equipamentos básicos, a maior parte das armaduras acaba sendo pouco relevante, sem oferecer motivos consistentes para troca.

Na prática, é totalmente possível seguir com uma única build do início ao fim sem sentir necessidade de troca, já que muitas das passivas não são especialmente atrativas e os atributos também não fazem tanta diferença. Isso não compromete a experiência como um todo, mas certamente reduz o impacto desse “algo a mais” que poderia tornar o sistema ainda mais interessante.

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Imagem Divulgação

Mas vale a pena? 

Por fim, posso dizer que… SIM! Grime II com certeza vale a pena e é uma aventura profunda e enigmática que prende não só os fãs de Metroidvania, mas aqueles que gostam de se aventurar em mundos caóticos e distorcidos que carregam em si uma grande inspiração lovecraftiana. Uma sequência ambiciosa e que faz jus ao que seu antecessor construiu na jornada de Aklhan. 

Se você é fã de Metroidvania e curte grandes explorações ao lado de uma gameplay fluída e divertida, talvez Grime II devesse ser sua próxima jogatina. 

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Fernando Oliveira
Fernando Oliveira
Jornalista em ascensão, cinéfilo e perito em filmes ruins de qualidade duvidosa.

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