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Street Fighter 6 apresenta Yasmine para o Ano 4

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Imagem divulgação (fonte: Capcom)

A Capcom não para com as novidades de Street Fighter 6. Dessa vez, a gigante japonesa revelou a jogabilidade de Yasmine, a primeira lutadora do Ano 4. Ela chega oficialmente no dia 3 de agosto de 2026.

No entanto, o que realmente quebrou a internet foi o anúncio dos próximos personagens. Teremos Arjun, Bosch e ninguém menos que Tifa Lockhart, de Final Fantasy VII Remake. Sim, a lutadora mais famosa do mundo dos RPGs vai distribuir socos na franquia da Capcom.

Mas, voltando à chegada de Yasmine, ela marca uma nova fase no game. Natural das Filipinas, a jovem utiliza a arte marcial clássica Eskrima. Além disso, ela também traz movimentos acrobáticos perigosos usando uma faca Karambit.

Confira o trailer de jogabilidade abaixo:

Na história oficial, Yasmine resolveu voltar a lutar após assistir a uma supermodelo francesa (a nossa conhecida Manon) no “FooTube”. Sim, o YouTube deles. Aparentemente, até em Metro City as pessoas perdem tempo com influenciadores digitais.

O sucesso estrondoso de Street Fighter 6

Para você entender a dimensão do sucesso do jogo, a Capcom confirmou que o título superou 7 milhões de cópias vendidas. Isso mostra um crescimento bizarro em relação aos jogos anteriores da desenvolvedora.

Veja como as vendas acumuladas se comparam dentro da franquia:

  • Street Fighter II (SNES): 6,3 milhões de cópias vendidas.
  • Street Fighter V (vida inteira): 7,9 milhões de cópias.
  • Street Fighter 6 (em apenas três anos): +7,0 milhões de cópias.

Inegavelmente, o game atual vai ultrapassar a marca de seu antecessor na metade do tempo útil. Esse desempenho absurdo mostra que a Capcom acertou em cheio na nova fórmula.

O crossover histórico com Final Fantasy VII

Analisando o cenário de mercado, a presença de Tifa Lockhart representa uma jogada de mestre da Capcom. No passado, a empresa preferia focar apenas em crossovers internos com suas próprias marcas. Contudo, a concorrência acirrada com outros jogos de luta exige decisões mais ousadas.

Trazer a lutadora da Square Enix é um evento histórico que vai atrair uma comunidade gigantesca de RPG. Certamente, é o tipo de marketing que se paga sozinho no primeiro dia de vendas. Esperamos apenas que a Capcom não cobre o “olho da cara” pelas skins exclusivas da Tifa.

As mecânicas de Yasmine no campo de batalha

O estilo de Yasmine foca na velocidade e na pressão constante sobre o adversário. Ela utiliza a técnica Daloy ng Tubig para avançar rapidamente com cortes de faca. Outro destaque é o Talim ng Hangin, uma rasteira giratória ideal para surpreender o oponente.

Ao conectar esses golpes, ela ativa o Modo Bayani (o modo herói). Esse estado especial garante um aumento drástico na força e na velocidade dos seus golpes especiais. Já o projétil Pangil sa Likuran serve para controlar a distância, bem como quebrar a guarda inimiga. Portanto, a personagem promete agradar os jogadores que gostam de um estilo extremamente ofensivo e plástico.

Ademais, os jogadores que garantirem o Passe de Personagem do Ano 4 receberão o conteúdo no lançamento. O Traje 2 de Yasmine apresenta seu visual escolar clássico. Ele poderá ser desbloqueado no modo World Tour ou através de Fighter Coins. Além disso, o lançamento de Yasmine também trará um patch completo de balanceamento para todo o elenco do jogo.

O que você precisa saber sobre Street Fighter 6

Se você ainda não comprou o jogo, vamos contextualizar as informações essenciais. Lançado originalmente em 2023, Street Fighter 6 revolucionou os jogos de luta com os Controles Modernos. Essa opção permite soltar magias com um botão, facilitando a vida dos iniciantes.

O game é dividido em três grandes modos de jogo:

  • Fighting Ground: as lutas clássicas locais e competitivas online;
  • World Tour: o modo campanha em mundo aberto para criar seu próprio avatar;
  • Battle Hub: um grande fliperama virtual para interagir com jogadores do mundo todo.

Atualmente, o jogo está disponível para PlayStation 5, PlayStation 4, Xbox Series X|S, PC (via Steam) e no Nintendo Switch 2. O preço médio do jogo base costuma girar em torno de R$ 249,00 nas lojas digitais do Brasil. No entanto, ele aparece frequentemente em promoções com ótimos descontos.

Por fim, a Capcom encerra o anúncio, deixando os fãs cheios de expectativa para os próximos meses. Inegavelmente, o Ano 4 promete ser o mais marcante de toda a história recente da franquia de luta. Para mais detalhes do game, clique abaixo:

site oficial

E vocês, meus sucolinos e minhas sucolinas? O que acharam da Yasmine com suas facas? Estão ansiosos para jogar com a Tifa no asfalto de Metro City? Deixem suas opiniões nos comentários!

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Notre dix Questions: Dez Perguntas para Seth, Vocalista do Moi dix Mois e Redo

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Imagem Divulgação

Neste próximo 21 de junho, Seth (Moi dix Mois, Redo, Sakura Zensen) e Kouki (D=OUT) voltam para o Brasil depois de uma visita inédita com o vocalista Sui (Megaromania) na Triad Tour, em 2025. Dessa vez, a dupla vem acompanhada de Tsuzuku (Mejibray, DRUGS), formando a Awakening Tour e que passará pelo México, Peru, Brasil, Argentina e Chile.

O Suco de Mangá teve a honra e a grata oportunidade de entrevistar Seth! Nesta entrevista, vemos mais detalhes da vida e carreira deste artista cheio de ternura e entusiasmo em sua expressão, seja com seu canto, seja com suas vívidas palavras trocadas conosco.

Com vocês, nossas dix perguntas para Seth!


Suco: Quando você voltou da primeira turnê na América Latina, seus amigos no Japão ficaram curiosos sobre a experiência no nosso continente? 

Seth: Pois é, nossa última turnê teve bastante repercussão! Nos perguntaram sobre como era a plateia, quanto tempo levou a viagem, esse tipo de coisa. As pessoas da América do Sul são bastante animadas, se empolgam nas músicas e isso me divertiu a beça, foi esse sentimento que passei para os meus amigos!

Uma coisa que chama a atenção no seu começo no AFTER IMAGE, é o quanto a banda parece se divertir durante a gravação dos clipes. Você tem alguma lembrança de bastidores para compartilhar conosco?

Era uma época onde eu ainda era muito novo e tudo o que eu fazia era bem divertido.

Tanto você quanto Mana são de Hiroshima. Alguma vez essa coincidência ajudou a tornar vocês dois mais próximos?

Somos de Hiroshima sim, mas eu já conhecia o primo do Mana! Um cara muito gentil e que também trabalhava duro em Tokyo assim como eu e ele nos apresentou. Se não fosse por ele, eu não acho que estaria ativo no Moi dix Mois hoje em dia.

Parte de sua vida oscila entre sua cidade natal e Tokyo, onde você construiu sua carreira como cantor. Além dessas cidades, qual outra região do Japão você gosta de visitar quando pode?

Como sou de Hiroshima, estou sempre voltando para ver minha mãe. Hoje em dia estou viajando por todo o Japão por causa do Redo, de Hokkaido até Kyushu! Cada região tem pratos diferentes e deliciosos e todos da banda saímos pra nos divertir e comer juntos. A gente também conversou sobre a ideia de irmos para Okinawa. Eu adoraria visitar lugares onde nunca fui! 

Você mencionou seu gosto por desenhar e algumas postagens suas no twitter fazem menção a obras como Gundam e Hokuto no Ken. Como também somos um site que fala de cultura pop japonesa, qual seria seu top 3 dos melhores animes ou mangás?

Eu assisti tudo de Gundam! Eu também amo Hokuto no Ken. Principalmente o Shachi, que aparece na última temporada “A Terra de Asura”. Ele apoia o Kenshiro até o fim e seu tapa olho é muito bacana! Eu fico com Hokuto no Ken, Gundam e Yu Yu Hakusho.

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Shachi, de Hokuto no Ken, com um tapa olho bem familiar para os fãs do Seth

Você também gosta de luta-livre né! A ponto de você comentar com bastante entusiasmo sobre um livro sobre o Tiger Mask, um sucesso do nicho. Você ainda acompanha o esporte? Ou existe outro esporte que te chame mais a atenção?

O Tiger Mask original foi reprisado várias vezes e depois lançaram o Tiger Mask II. Eu já gostava muito da vibe heroica e admirava muito o personagem. Daí apareceu o Tiger Mask na luta-livre profissional. Ele era bem atlético, pulando e saltando pra lá e pra cá, suas disputas pareciam impossíveis para um ser humano fazer e além disso ele era bastante forte lutando pra valer. Sua máscara, com o rubi na testa e o design das calças eram idênticos ao Tiger Mask II! E quando eu era estudante, eu joguei futebol por um tempo.

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Capa de Tiger Mask II, que influenciou e inspirou desde lutadores reais…
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…até personagens de videogames, como King (Tekken)

Entre o Moi dix Mois, Ruiza Band (agora Redo) e Sakura Zensen, sua atividade como cantor é intensa. E ainda sobrou tempo para lançar uma música solo em 2024, Kyozou no Kimi ~ Sagashite. Conte-nos mais um pouco sobre sua composição nessa estreia independente!

Essa é a primeira música que lancei como Seth. Sinto que muita gente percebe o Seth como o vocalista do Moi dix Mois, mas com essa música eu queria que as pessoas percebessem que o Seth é um artista próprio que serve como vocalista tanto para o Moi dix Mois quanto para o Ruiza BAND. Como não sei até quando na vida poderei continuar cantando, talvez esse foi um jeito de me confrontar e dar um senso de direção motivacional, uma estrela guia para seguir em frente.

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Visual de Seth em sua faixa de estreia solo, Kyouzou no Kimi ~ Sagashite

Você teve a oportunidade de cantar músicas de bandas antigas de visual kei como o Rouage em outras ocasiões e em 2021 você participou de um show com a banda Gilles de Rais, que também foi bem ativa nos anos 90 e que, pessoalmente, gosto bastante! Conta um pouco pra gente sobre a experiência e sua relação com a banda!

Na verdade, nessa jam onde cantei Rouage, era minha primeira vez cantando as músicas da banda, então lembrar as letras foi meio difícil. Tive essa oportunidade de dividir o palco com o Gilles de Rais porque o guitarrista, JACK, estava em Tokyo e ele me perguntou se eu queria participar de uma jam. Daí pude cantar as músicas do Gilles de Rais, uma banda que eu adoro desde quando participei de minha primeira banda.

Desde então venho cantando de vez em quando com o Gilles de Rais como vocalista suporte, junto com o JOE (vocalista) e o SINN (baterista). Eu fico bem nervoso, mas é um imenso aprendizado! 

Gilles de Rais
Capa de Damned Pictures, um dos primeiros lançamentos do Gilles de Rais (1989-1995)

Você mencionou ter encontrado desafios inéditos quando começou a cantar enka, e isso te deu mais ambição como vocalista. Esses desafios também apareceram quando você começou no Moi dix Mois, com algumas músicas usando berros?

O mundo do enka é algo completamente diferente, então foi bem desafiador. Mas eu jamais pensei que isso iria me deter. Isso é de minha personalidade e todas as experiências, atuais e passadas, fazem de mim quem sou, também como Miyoshi Seiji. Mas até hoje eu tenho dificuldade em gritar no Moi dix Mois.

Até estrear no Moi dix Mois, eu nunca fui de gritar, então minha garganta dói! Sendo bem sincero, eu achava que gritar era um jeito de enrolar pra quem não soubesse cantar bem, então nunca achei que gritar fosse algo bacana, daí nem acabei tentando. Agora que eu sei que isso também é uma forma de expressão, eu grito às vezes, mas nessa minha garganta leva a pior. (risos)

Miyoshi Seiji
Miyoshi Seiji, na capa do single Otousan no Uta (2023)

Sua vida é rodeada por um mundo de interesses para além da música: começou buscando as artes visuais, virou cantor de rock e de enka e agora é até dono de um café, o VegeNeko. Para você, o mundo sempre foi esse lugar vasto de possibilidades ou houve algum momento na vida em que você percebeu isso?

Eu pensei em trabalhar com arte, mas percebi que era bem difícil e vi que não conseguiria viver disso. Nesse momento, eu descobri a música em Tokyo e comecei uma banda. Eu ainda era bem novo, então foi bem divertido. Enquanto os anos passavam, descobri novos interesses musicais, novas coisas que queria fazer e meu mundo se expandiu quando comecei a cantar enka, até que a pandemia paralisou todas as minhas atividades musicais. Nem Seth, nem Miyoshi Seiji recebem um salário fixo, então quando essas atividades cessaram, minha renda cessou junto.

Eu sinto que minha vida foi um timing atrás do outro. Tudo resultado de coincidências!! De certa forma, consegui me divertir com todas essas coisas, então me sinto bem feliz. E é porque existem pessoas que sentem necessidade das minhas canções que eu consigo cantar hoje em dia. Desenho por hobby, tenho uma loja e ainda consigo ser chamado pra cantar no exterior. Jamais imaginei que eu conseguiria viver uma vida assim tão livre. Eu não sei o que os outros imaginam o que seja uma vida bem sucedida, mas eu tenho certeza que minha vida é um grande sucesso!


O Suco de Mangá – e este colunista muito emocionado em especial – agradece de montão ao Seth pelas generosas respostas a esta entrevista!

poster AWAKENING TOUR 2026 VOICES OF VISUAL KEI Brasil
Pôster Divulgação

Os ingressos para o show de São Paulo estão disponíveis pelo link da Passline: passline.com/eventos/awakening-tour-2026-voices-of-visual-kei-brasil

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Anime e D&D: a conexão que existe há décadas e você provavelmente nunca percebeu

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Imagem Divulgação

Tem uma cena que qualquer jogador de D&D reconhece na hora: um grupo de pessoas completamente diferentes, com motivações distintas e personalidades que deveriam se repelir, sentadas ao redor de uma mesa decidindo o destino do mundo. Às vezes brigando entre si. Às vezes salvando a pele um do outro. Sempre bagunçando o plano do mestre de alguma forma.

Essa cena não está só na minha ou na sua mesa de jogo. Ela está em boa parte dos animes de fantasia que você já assistiu. E não é coincidência. Vamos lá?

O anime que nasceu de uma sessão real de D&D

Se você quer entender de onde vem essa conexão, o ponto de partida é Record of Lodoss War. Em 1986, uma sessão de D&D jogada no Japão foi transcrita e publicada em uma revista como um “Replay”, um relato narrativo da partida. Aquilo virou mangá, depois OVA, depois série. Lodoss War não foi inspirado em D&D. Lodoss War é D&D e é uma campanha que virou anime.

Isso importa porque estabelece algo fundamental: a estrutura narrativa do RPG de mesa e a estrutura narrativa do anime de fantasia são, em muitos casos, a mesma coisa. Grupo de aventureiros com classes bem definidas como guerreiro, mago, clérigo, ladino, jornada que começa pequena e termina salvando o mundo, encontros aleatórios que revelam camadas dos personagens. É a mesma história contada em mídias diferentes.

A party é a party

Uma das coisas que me chama atenção é como certos animes capturam com precisão a dinâmica de um grupo de jogadores reais. Não os personagens, os jogadores.

Konosuba é o exemplo mais óbvio. Aquele grupo disfuncional, as decisões questionáveis, o plano que deveria funcionar e termina em desastre, a personagem que só serve para uma habilidade específica e ainda assim erra na hora crucial. Isso é segunda-feira (gosto deste dia da semana) à noite na mesa de qualquer grupo com dois anos de campanha. Konosuba é uma paródia de D&D mesmo sem citar D&D uma vez sequer.

Do outro lado do espectro tem Grimgar: Ashes and Illusions, que mostra o que acontece quando você tira o heroísmo fácil da equação. Matar um goblin é exaustivo, traumatizante e caro em recursos. Os personagens têm fome. Têm medo. Cometem erros que custam vidas. É o tipo de campanha que um mestre experiente conduz quando quer que os jogadores sintam o peso de cada decisão e que poucos grupos aguentam por muito tempo. Grimgar também tinha uma semelhança absurda com uma de minhas campanhas, mas isso é papo para outro texto.

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Grimgar / Imagem Divulgação

O Mestre aprende com o anime

Falo por experiência: assisto anime com olhos de mestre há anos. E tem material rico espalhado por séries que, na superfície, não parecem ter nada a ver com RPG.

Goblin Slayer é quase um manual de estratégia tática. O protagonista não é mais forte que os inimigos, ele simplesmente pensa melhor. Usa o ambiente, prepara armadilhas, aproveita itens mundanos de formas inesperadas. É a representação perfeita do jogador que não depende de números altos para resolver situações e uma aula de como apresentar desafios que exigem criatividade, não apenas dano. No caso, deixo uma dica de livro que vai te ajudar a “pensar como monstro”: The Monsters Know What They’re Doing: Combat Tactics for Dungeon Masters.

Dungeon Meshi resolve um problema que todo grupo enfrenta em algum momento: o que acontece dentro da masmorra além do combate? Comida, logística, economia de recursos, a masmorra como ecossistema. É worldbuilding de alta qualidade disfarçado de comédia culinária e qualquer mestre que assista vai sair com ideias para tornar seus dungeons mais vivos.

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Dungeon Meshi / Imagem Divulgação

Black Clover e Claymore têm algo diferente a oferecer: ganchos narrativos. Organizações com hierarquias e regras rígidas, eventos lendários do passado que moldam o presente, segredos que o mundo inteiro conhece pela metade. São exemplos de como construir um cenário que existe antes do grupo de jogadores aparecer e que continua existindo quando eles saem de cena.

O isekai e a gamificação explícita

O fenômeno isekai trouxe algo novo para a conversa: animes que não apenas se inspiram em mecânicas de RPG, mas as exibem explicitamente na tela. Menus de status, pontos de experiência, árvores de habilidade, builds.

Sword Art Online popularizou isso. The Rising of the Shield Hero explorou a progressão de um personagem marginalizado que, através de builds pouco convencionais, se torna peça central do sistema: algo que qualquer jogador que já insistiu em uma classe “fraca” vai reconhecer de imediato. Overlord inverteu o jogo colocando o protagonista já no nível máximo, explorando como um conjurador épico interage com um mundo onde magia básica parece milagre divino para os NPCs.

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Overlord / Imagem Divulgação

É interessante porque esses animes tornaram visível algo que D&D sempre teve, a mecânica como parte da narrativa e levaram isso para uma audiência muito maior.

Dois mundos, a mesma mesa

Jogo D&D desde 1998. Nesses anos todos, percebi que os melhores momentos das minhas campanhas têm muito em comum com os melhores momentos dos animes que mais gostei: grupos improváveis que funcionam, mundos que existem além do que os personagens conseguem enxergar, histórias que começam pequenas e terminam maiores do que alguém planejou.

A conexão entre anime e D&D não é de influência unilateral. É uma conversa que dura décadas, onde os dois lados aprendem com o outro. Lodoss War prova que ela começou bem antes do isekai virar moda e Dungeon Meshi prova que ela ainda tem muito a dizer. Por sinal, que anime gostoso de assistir; já estou com saudades!

Se você joga D&D e ainda não assistiu alguns desses animes, está deixando material de campanha na mesa. E se você assiste anime mas nunca sentou para jogar, talvez já conheça as regras melhor do que imagina. Por sinal, agora é um ótimo momento de começar uma campanha com o recente lançamento do Livro do Jogador (2024) pela asmodee.

E olha que nem falei de Berserk e Frieren, heim? Mas também fica para outros textos…

livro do jogador 2024 asmodee capa
Imagem Divulgação

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Livro do Jogador 2024 é o melhor de todos os tempos e vou te explicar por quê

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Imagem Divulgação

Antes de qualquer coisa, um esclarecimento importante: o que estamos chamando de D&D 2024 — ou 5.5e, como a comunidade apelidou — não é uma nova edição. O próprio diretor criativo Chris Perkins foi explícito: não demoliram o jogo e construíram um novo. O que existe é uma evolução refinada, construída sobre uma década de aprendizado com a quinta edição.

E é exatamente isso que o torna tão bom. Leia também: D&D 2024 vs. 2014: o que mudou no novo Livro do Jogador e vale a troca?

O livro que finalmente respeita o iniciante

O Livro do Jogador de 2014 tinha um problema estrutural, minha visão (e de outros jogadores): ele começava pela criação de personagem antes de explicar o que os números da ficha significavam na prática. Você escolhia atributos sem entender pra que serviam. Distribuía pontos de vida sem saber o que era um dado de acerto. Era confuso e para quem nunca tinha jogado, era um obstáculo real.

O de 2024 inverte essa lógica. As regras do jogo vêm primeiro. Você aprende o que é um teste de habilidade, como funciona o combate, o que significa ter vantagem ou desvantagem e só então senta para criar seu personagem. Faz sentido. Deveria sempre ter sido assim.

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Capas de Livros do Jogador em diversas edições

Soma a isso um tutorial de criação passo a passo muito mais didático e um Glossário de Regras robusto no final do livro, e você tem um manual que finalmente funciona tanto para quem está chegando agora quanto para quem joga há anos e precisa consultar uma regra no meio da sessão sem parar tudo.

O site Polygon definiu bem: o livro de 2024 “parece bem planejado de um modo que livros anteriores não foram, oferecendo um caminho orgânico através dos conceitos e ideias do jogo.”

As classes marciais finalmente têm alma

Essa é, para mim, a maior mudança mecânica do livro e a mais bem-vinda. Sempre tive uma crítica, principalmente ali com a 3ª edição, de que o seu Guerreiro era muito parecido com o Guerreiro do vizinho. Na 4E, isso foi mudado, gostei bastante, mas muita gente não gostou da mecânica de “todo mundo ter poderzinho”.

Já na 5e de 2014, jogar um Guerreiro ou um Bárbaro em combate era, voltou na prática, apertar o mesmo botão repetidamente. Você atacava. Causava dano. Atacava de novo. As nuances táticas eram privilégio quase exclusivo de quem conjurava magia.

O sistema de Maestria de Armas muda isso completamente. Cada arma agora tem propriedades especiais que classes marciais podem desbloquear: empurrar o inimigo, derrubá-lo, criar aberturas para aliados. Um machado se comporta diferente de uma espada. Uma lança tem utilidade distinta de uma adaga. O combate corpo a corpo voltou a ganhar uma profundidade e mais: as armas mais fraquinhas, agora têm sua importância.

Classes “quebradas” finalmente consertadas

Se você jogou 5e com alguma regularidade, sabe o peso de jogar um Monge ou um Guardião (Ranger). Eram classes que ficavam para trás, que frustravam jogadores, que rendiam piadas amargas na comunidade. O livro de 2024 reformulou as duas de forma significativa. Elas agora se sustentam e são divertidas de jogar.

Além disso, magias que eram ignoradas por serem inúteis — como Golpe Certeiro — foram redesenhadas para serem competitivas. As magias de cura tiveram os dados dobrados, tornando o papel de suporte muito mais relevante em combate. E a regra de Exaustão, que antes tinha seis estados diferentes para lembrar, virou um redutor direto de -2 por nível. Simples e funcional. Sem travar a sessão.

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Imagem Divulgação

384 páginas. Tudo em um lugar.

O Livro do Jogador de 2024 é o maior da história do jogo. Com 384 páginas, ele traz 48 subclasses prontas, quatro por cada uma das 12 classes, todas escolhidas no nível 3, além dos blocos de estatísticas das criaturas que podem ser invocadas por magias ou usadas como familiares. Isso elimina aquela dança constante de ter que consultar o Livro dos Monstros no meio da criação de personagem.

Todo personagem começa agora com um Talento de Origem no nível 1, algo que em 2014 era opcional e raramente implementado de forma consistente. Esta foi uma das minhas maiores críticas da 5E em “desprezar” os Talentos. Gostei que voltou com mais força e ainda dá pra ter mais espaço com os Cenários de Campanha que sairão.

A edição brasileira merece menção especial

Se você vai comprar, compre o nacional. A versão brasileira, publicada pela asmodee, tem qualidade de impressão, gramatura de papel e fidelidade de cores que chegam a superar a americana, tanto na capa quanto no miolo. E tem um detalhe pequeno que encanta: a lombada traz a bandeira do Brasil. É ANO DE COPA! kkk

Mas falando a real: é o tipo de cuidado com o produto local que merece ser reconhecido.

O veredicto de quem jogou tudo

Joguei em quase todas as edições desde a Caixa Vermelha de D&D e AD&D. Cada uma teve seus méritos e suas falhas. Lá no 3.5 era profundo mas pesado demais. O 4e, meu preferido até então, era mais tático do que interpretação de papeis. O 5e de 2014 foi um acerto enorme e trouxe todo mundo de volta, mas carregava problemas que a comunidade foi apontando ao longo de dez anos.

O Livro do Jogador de 2024 é a resposta a esses dez anos de feedback. É o 5e que o 5e sempre quis ser. Mais acessível, mais equilibrado, mais completo, mais polido e retrocompatível com tudo que você já tem.

Não existe argumento sério para dizer que algum livro anterior foi melhor. Este é o pico.

livro do jogador 2024 asmodee capa
Imagem Divulgação

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Confira como foi o Bangu Geek 2026

bangu geek 2026
Foto: @sucodm / @fotobelga

Existem eventos que impressionam pelo tamanho. E existem eventos que impressionam pelo que constroem. O Bangu Geek, realizado no dia 7 de junho na Areninha Hermeto Pascoal, na Praça 1º de Maio, em Bangu (RJ), pertence com clareza à segunda categoria.

Das 11h às 18h, o espaço foi tomado por fãs de anime, games e cultura pop numa programação que não parou um segundo: animequiz, animekê, concurso K-POP com premiação em dinheiro, encontro cosplay com tema de Vilões, concurso de cosplay, stands geek, distribuição de algodão doce, bate-papo com a criadora de conteúdo Kario Baka e show ao vivo da Danketsu.

Mas o que ficou de tudo isso não foi a lista de atrações. Foi o clima. O Bangu Geek tem uma identidade difícil de reproduzir em eventos maiores: aquela sensação de que todo mundo pertence ao mesmo lugar. Cosplayers que se ajudam nos acabamentos de fantasia. Fãs que se encontram como velhos amigos.

A Areninha Hermeto Pascoal contribui para isso. Menor, mais próxima, ela cria uma intimidade que grandes centros de convenção raramente conseguem. O palco fica perto. As pessoas ficam perto. E no fim do dia, quando os sorteios fecharam a programação às 18h, a impressão era de que ninguém queria ir embora.

O Suco de Mangá esteve lá para registrar tudo. Confira abaixo as fotos do dia, todas pelo @fotobelga. Confira também: Os cosplayers tomaram conta da Areninha Hermeto Pascoal no Bangu Geek 2026

GALERIA BANGU GEEK 2026

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ASH DA HERO fala ao Suco de Mangá sobre “BELIEVERS”, o Brasil e os 10 anos de banda

ASH DA HERO
Imagem Divulgação

Dez anos é muito tempo em qualquer carreira. Para o ASH DA HERO — quarteto formado por ASH (vocal), Sato (baixo), WANI (bateria) e Dhalsim (DJ) — a marca chegou em 2025 com um mundo literalmente percorrido: nove países, um show final no KT Zepp Yokohama e uma parada em São Paulo que, como você vai ver, significou muito mais do que mais uma data de turnê.

Agora, a banda anuncia “BELIEVERS”, seu terceiro single major e primeiro anime tie-up em dois anos. A faixa serve de tema de abertura para a 2ª temporada de Wistoria: Wand and Sword e conta com produção sonora de Ryo “Lefty” Miyata. O digital saiu em 13 de abril de 2026; o CD chega em 27 de maio.

O Suco de Mangá conversou com a banda. Confira a entrevista.


10º Aniversário e o significado de “BELIEVERS”

[SDM] 2025 marcou o 10º aniversário do ASH DA HERO, celebrado com um world tour e um show especial no KT Zepp Yokohama. Agora vocês lançam “BELIEVERS” como primeiro anime tie-up em dois anos. Como essa música reflete a jornada da banda ao longo desta última década? Existe uma conexão entre o “poder de acreditar” nas letras e a perseverança necessária para chegar a esse marco de 10 anos?

[ADH] Definitivamente não foi um caminho tranquilo. Houve muitas coisas boas e muitas ruins. Mesmo assim, graças a toda a equipe e aos fãs que sempre nos apoiam, ainda conseguimos continuar fazendo o que fazemos. Chegamos até a cruzar fronteiras e vir ao Brasil. Meu coração está cheio de gratidão e respeito por todos os envolvidos com o ASH DA HERO.

Esta música conta duas histórias. Uma é a história de Wistoria e de Will. A outra é a história do ASH DA HERO. Há muitos paralelos entre nossa jornada como banda e a história de Wistoria. Nosso caminho também nunca foi tranquilo. Chegamos perto de quebrar muitas vezes, perto de desistir, e ainda assim sempre nos levantamos e continuamos perseguindo nossos sonhos.

A letra desta música não conta só a história de Wistoria — ela também carrega uma mensagem para todos que estão enfrentando um desafio.

Wistoria: Wand and Sword — 2ª Temporada

O vocalista ASH mencionou ser um grande fã do mangá original de Wistoria. Como ser fã da obra influenciou o processo de composição de “BELIEVERS”? Quais elementos específicos da história — especialmente as lutas do protagonista Will — você quis capturar na música e na letra?

Foi uma surpresa incrível, porque é uma das minhas séries favoritas. Enquanto focava nos sentimentos de Will como alguém visto como um fracasso, também tentei expressar minha própria jornada musical através da letra. Escrevi essa música porque queria inspirar pessoas que podem sentir que lhes falta algo, mas que ainda se recusam a desistir e continuam avançando.

O World Tour e a experiência no Brasil

O world tour de 2025 passou por nove países, incluindo Estados Unidos, Coreia e Brasil. Como foi especificamente a experiência de se apresentar no Brasil? Que memórias vocês trouxeram dos fãs brasileiros, e essa experiência influenciou de alguma forma o novo material ou a perspectiva de vocês sobre expansão internacional?

O Brasil é um país que sempre quis visitar, e a pessoa que me deu o nome artístico “ASH” foi, na verdade, um amigo brasileiro. A cidade natal dele é São Paulo, então vir aqui pareceu algo do destino, e fiquei muito feliz. Ele já não está mais conosco, mas me senti mais perto dele do que nunca. Foi realmente especial poder deixar o nome que ele me deu em um palco em São Paulo.

Trabalhando novamente com Ryo “LEFTY” Miyata

Vocês já trabalharam com o produtor sonoro Ryo “Lefty” Miyata em diversas ocasiões, incluindo neste novo single. Como funciona essa parceria criativa? O que ele desperta no ASH DA HERO que parece essencial, especialmente para um tema de abertura de alta energia como “BELIEVERS”?

Se eu sou a espada, então ele é como um mago. O primeiro demo que criamos era rock direto. Com os arranjos ousados dele, evoluiu para um hino sinfônico e grandioso, com uma enorme sensação de escala.

ASH
Imagem Divulgação

As duas faces do single: “MANIFESTO” e “Prologue -New Version-“

Este single inclui dois coupling tracks muito especiais: um self-cover de “MANIFESTO” — originalmente escrita para a GYROAXIA — e uma nova versão rearanjada de “Prologue”, a música que deu início a tudo. Como foi revisitar essas duas músicas sob perspectivas tão diferentes? O que você quis preservar e o que quis reinventar depois de dez anos?

Tanto “Prologue” quanto “MANIFESTO” são músicas incrivelmente importantes para mim e para os nossos fãs, e elas me ajudaram a atravessar momentos difíceis inúmeras vezes ao longo dos anos. São também músicas que sempre amamos apresentar ao vivo.

Ao longo destes dez anos, essas duas músicas cresceram junto com todos nos nossos shows. Neste marco do aniversário, quis preservá-las devidamente.

Identidade visual e a capa de “BELIEVERS”

A arte da capa de “BELIEVERS” traz uma ilustração inédita de Will, de Wistoria. Qual a importância da narrativa visual para o ASH DA HERO? Como você enxerga a relação entre a música de vocês, as imagens do anime e a identidade visual da banda — essa fusão de rock, punk e hip-hop?

A ilustração desenhada especialmente para nós é um tesouro! O visual é o primeiro passo na expressão, e acho que as pessoas julgam tudo pelo que veem primeiro. Valorizamos muito as culturas underground como rock, punk e hip-hop, então sempre tentamos criar visuais que reflitam esse espírito.

ash da hero will wistoria believers
Capa Divulgação

Mensagem para os fãs brasileiros

Durante o world tour, vocês sentiram na pele a energia do público brasileiro. O que vocês gostariam de dizer diretamente aos fãs no Brasil que aguardam ansiosamente “BELIEVERS” e, possivelmente, um futuro retorno? Podemos esperar um show no Brasil novamente como parte da próxima turnê internacional?

Obrigado, como sempre, por todo o apoio. O Brasil é um país que é verdadeiramente especial para mim, e penso nele como uma segunda casa. Mesmo que moremos longe, nossos corações estão sempre juntos. Com certeza vamos voltar para te ver, então nos aguarde!


“BELIEVERS” já está disponível nas plataformas digitais. O CD físico chegou em 27 de maio de 2026, em duas edições: Standard (CD) por ¥2.200 e Edição Limitada de Primeira Tiragem (CD+Blu-ray, com imagens do show final da turnê mundial no KT Zepp Yokohama) por ¥7.150.

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Os cosplayers tomaram conta da Areninha Hermeto Pascoal no Bangu Geek 2026

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Foto: @sucodm / @fotobelga

Tem eventos que a gente vai e sente na hora que aquilo foi feito com cuidado. O Bangu Geek, realizado no dia 7 de junho na Areninha Hermeto Pascoal, na Praça 1º de Maio, em Bangu (RJ), foi um desses. E o cosplay foi, sem dúvida, um dos corações do evento.

Com inscrições abertas a partir das 11h20 e encerradas às 14h50, os participantes tiveram a tarde para mostrar seus trajes antes do concurso oficial às 15h40 e do resultado anunciado às 17h. O tema do encontro era Vilões e a galera abraçou com vontade, desfilando personagens de anime, games e cultura pop com uma riqueza de detalhes que impressiona.

Mas o que mais chamou atenção foi o clima. Não havia aquela competitividade tensa que às vezes aparece em concursos maiores. O que se via eram cosplayers se ajudando nos acabamentos de fantasia, tirando fotos uns com os outros, torcendo juntos. Um ambiente familiar, de pertencimento — exatamente o tipo de coisa que faz a cena de cosplay ser tão especial para quem faz parte dela.

O espaço da Areninha contribuiu para isso. Menor e mais intimista do que os grandes centros de convenção, ele aproxima todo mundo. Não tem como se sentir perdido ou invisível num lugar assim.

Para quem curte cosplay no Rio de Janeiro, o Bangu Geek provou que não precisa de grandiosidade para entregar uma experiência memorável. Às vezes, o que a gente mais precisa é de um espaço onde todo mundo se sente em casa.

GALERIA COSPLAY BANGU GEEK 2026

Fotos: @fotobelga

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D&D 2024 vs. 2014: o que mudou no novo Livro do Jogador e vale a troca?

livro do jogador 2024 asmodee
Imagem Divulgação

Quando o Livro do Jogador de 2014 chegou, o 5e representou uma virada. Regras mais enxutas, acessibilidade maior, um sistema que trouxe muita gente nova para a mesa sem afastar os veteranos. Dez anos depois, a Wizards lançou a versão 2024, e agora em 2026 pela asmodee.

Chamada por muitos de 5.5e, embora a empresa evite o termo. Não é uma nova edição. É uma revisão. E é importante entender essa distinção antes de qualquer coisa. O sistema é retrocompatível: suas aventuras antigas, seus personagens, suas campanhas, tudo continua funcionando. O que muda é uma série de ajustes de balanceamento, reorganização e, em alguns casos, reformulações que fazem diferença real na mesa.

O que melhorou de verdade

A maior novidade mecânica do 2024 são as Maestrias de Armas. Agora, cada arma tem propriedades especiais: empurrar, derrubar, fender, que classes marciais podem desbloquear. Parece simples, mas muda completamente a sensação de jogar um Guerreiro ou um Bárbaro. O combate ganha profundidade tática que antes simplesmente não existia para quem não lançava magia.

Falando em magias: classes que historicamente ficavam para trás foram revisadas. Monge e Guardião (Ranger) receberam melhorias significativas e agora se sustentam melhor em comparação com as classes mais populares. O Paladino também mudou, o Destruição Divina virou magia, consome ação bônus e é limitado a uma vez por turno. Para alguns (o Caio na minha mesa), vai parecer um nerf. Na prática, é um ajuste de balanceamento que faz sentido.

As magias de cura tiveram os dados dobrados, e a regra de Exaustão foi simplificada: agora é um redutor fixo de -2 por nível em todos os testes de d20, com morte no 6º nível. Muito mais fácil de lembrar na mesa.

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Imagem Divulgação

A mudança que mais vai incomodar veteranos

Os bônus de atributo (+2/+1) saíram das Espécies, e sim, “Raça” virou “Espécie” e foram para os Antecedentes. Além disso, cada Antecedente concede obrigatoriamente um Talento de Origem no nível 1.

A intenção é boa: separar identidade biológica de capacidades mecânicas. Mas o resultado prático pode frustrar quem gosta de montar personagens com mais liberdade narrativa, porque agora o Antecedente empurra tanto mecânica quanto história de uma forma mais rígida. Não é um dealbreaker, mas é algo que você vai sentir na criação de personagem.

Outra mudança que gerou reação: Meio-Elfo e Meio-Orc sumiram. Para quem construiu personagens emblemáticos nessas espécies ao longo dos anos, a ausência dói mesmo que existam formas de replicar a ideia dentro do novo sistema.

A arte: eu prefiro o 2024

Vou ser direto: gosto do novo estilo visual. O 2024 é mais colorido, mais limpo, com uma qualidade de ilustração excelente. Sei que é uma opinião controversa e muita gente sente falta do tom mais sombrio e “sujo” do 2014, e entendo o argumento.

Mas para mim, essa discussão tem um lugar certo. O Livro do Jogador é um livro de regras. Ele pode e deve ser convidativo. O tom sombrio, a identidade mais pesada, isso pertence aos Cenários de Campanha. O vindouro Ravenloft, por exemplo, já se mostrou visualmente muito sombrio, e é exatamente onde esse estilo faz mais sentido. Cada coisa no seu lugar.

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Imagem Divulgação

A edição brasileira merece destaque

Tenho os dois livros fisicamente, e o nacional de 2024 surpreende. A gramatura do papel e a qualidade de impressão estão excelentes e diria que superam a versão americana tanto na capa quanto no miolo.

E tem um detalhe que encanta qualquer colecionador brasileiro: a lombada traz a bandeira do Brasil. Pequeno, mas significativo.

Organização: o 2024 pensa no iniciante

O livro de 2014 começava pela criação de personagem e só depois explicava as regras. O de 2024 inverte: as regras vêm primeiro, seguidas pela criação. Para quem já joga, parece estranho no começo. Para quem está chegando agora, faz muito mais sentido e esse provavelmente era o objetivo.

O Glossário de Regras adicionado ao final é uma das melhorias mais práticas do livro. Quantas vezes você parou uma sessão para procurar uma regra específica? Com o glossário, esse tempo cai bastante.

Vale a troca?

Para quem joga desde o 5e de 2014: sim, vale. As melhorias nas classes marciais, o balanceamento geral e a organização do livro justificam o investimento e especialmente na edição brasileira, que entrega uma qualidade física acima da média.

Para quem tem regras caseiras consolidadas e uma campanha rodando bem no 2014: não há urgência. O sistema é retrocompatível, então você pode migrar no seu ritmo, absorver as mudanças que fazem sentido para a sua mesa e ignorar o resto.

Para quem está chegando agora ao D&D: comece pelo 2024. Sem dúvida. E ajude o SUCO comprando em nosso link de afiliado abaixo!

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Imagem Divulgação

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