O Anime Friends 2023 trouxe uma apresentação emocionante da talentosa cantora Nano, que agitou o palco nos dias 13 e 14 de Julho no Centro de Exposições Anhembi, em São Paulo. Com um repertório repleto de hits e uma presença de palco cativante, Nano conquistou o coração dos fãs presentes.
No primeiro dia do evento (13), Nano iniciou a apresentação com “Bull’s Eye”, do álbum The Crossing, de 2017 – só para aquecer as cordas vocais! Em seguida, ela continuou a animar o público com sucessos como “No pain, No game” e “Utsushiyo no yume”. O momento surpresa do show veio com a interpretação emocionante de seu cover “Fukai Mori”, conhecida abertura de Inuyasha, interpretada originalmente pelo Do As Infinity e a rápida “God Knows…”, ambas do trabalho mais recente da cantora, NOIXE (2023). A primeira apresentação ainda contou com a trinca de fechamento FIGHT SONG, SAVIOR OF SONG e Freedom Is Yours.
No segundo dia (14), Nano surpreendeu o público já de cara com a esperada “Nevereverland”, uma de minhas preferidas em toda sua carreira. A plateia vibrou ao som de hits como “magenta” e “No pain, No game”, demonstrando a conexão especial que têm com as músicas da cantora. Destaco a performance para “Hysteria”, que trouxe a cantora à vontade e sentada no palco (veja em nossa galeria). Na sequência, o público reagiu bem com a novíssima e nem tão conhecida “FIGHT SONG”. Já pro final, ficou a dobradinha já estimada com “SAVIOR OF SONG” e “Now or Never”.
A apresentação de Nano no Anime Friends foi um verdadeiro espetáculo, demonstrando seu talento vocal – como adoro seu timbre vocal <3 – e carisma dentro e fora do palco. Sua capacidade de envolver o público e transmitir emoções por meio de suas músicas é notável. Os fãs presentes tiveram a oportunidade de vivenciar momentos inesquecíveis durante os shows.
Fica a expectativa para futuras apresentações da cantora, que esperamos que seja com uma banda de apoio, para garantir um punch maior e cativar ainda mais a plateia. De qualquer modo, o saldo foi extremamente positivo e está mais que convidada para uma próxima edição do evento.
Os shows tanto na quinta-feira quanto na sexta-feira foram incríveis, mas devo ressaltar que a sexta-feira foi especialmente memorável. A Nano apresentou seus principais sucessos, que talvez não se enquadrem no nicho das anisongs, mas que qualquer fã da cantora reconhece imediatamente, como “Nevereveland”, “Magenta” e “Hysteria”. Sua voz é simplesmente incrível. No entanto, não posso dizer que tenha sido perfeito, pois sentimos falta da presença de uma banda de apoio. Mesmo assim, ela conseguiu transmitir emoção de forma excepcional, arrepiando a galera enquanto cantávamos juntos seus hits. – Lucas, do MDA Podcast.
Em um tom descontraído, a Team Liquid anunciou hoje, 18 de julho de 2023, o showmatch de Rainbow Six entre Atlantic City e Razah Company. O evento acontecerá no Alienware Training Facility no dia 29 de julho.
Atlantic City x Razah Company
A disputa colocará frente a frente a Atlantic City, line de Rainbow Six da Cavalaria campeã do Pro League em 2018, e a equipe amadora liderada pelo embaixador da Team Liquid, Rafael “Razah” Ribeiro.
Em tom descontraído, a equipe de esportes eletrônicos fez uma coletiva de anúncio para o evento focado em sua comunidade. Nele, trouxe ao palco os dois líderes das equipes — confira a seguir.
Vocês pediram e o confronto do século vai acontecer!
Dia 29/07, vocês vão testemunhar o R6 Jam, a batalha entre Razah Company e Atlantic City.
A line da Atlantic City será composta por: Léo “ziGueira” Duarte, André “Nesk” Oliveira, José “Bullet1” Victor, Paulo “PSK” Augusto e Thiago “SexyCake” Reis, a mesma que foi campeã em 2018.
Do outro lado do “ringue”, a Razah Company vai jogar com: Rafael “Razah” Ribeiro, Kaique “Faallz” Moreira, Matheus “Ribeiretes” Ribeiro, Marcus “Sneepy” Vinícius, e Vitor “Kurtz” Ayres.
O que vai rolar no Showmatch de Rainbow Six?
Os ingressos estão disponíveis no site Sympla gratuitamente, sendo necessário levar 1KG de alimentos não perecíveis que serão doados à uma organização não gorvernamental.
Durante o evento, a Team Liquid arrecadará fundos por meio de doações para a Ablegamers, instituição que ajuda na criação de controles adaptados para jogadores com deficiências.
Além disso, os fãs poderão conhecer os jogadores e adquirir itens oficiais da Team Liquid.
Das 12h às 13h30: Meet Atlantic City + Meligeni
Das 13h30 às 15h: Meet Razah Company + Alezudo
Das 15h às 16h30: Meet line atual de R6 + Retalha
Das 16h30 às 21h00:Showmatch
Os fãs mais assíduos da Cavalaria poderão adqurir uma experiência VIP no site oficial da equipe e adquirir itens exclusivos do evento. Mesmo quem adquirir o VIP terá que levar 1KG de alimentos não perecíveis no dia do evento.
Os fãs brasileiros estão vivendo um verdadeiro sonho em 2023, hem? Mais uma atração confirmada em solo brasileiro ainda neste semestre é P1Harmony! O grupo é destaque na quarta geração do k-pop e, desde o debut, em outubro de 2020, vem inovando pelos conceitos dos MVs, visuais e canções. No Suco Apresenta de hoje, a gente te passa a ficha completa de P1H e te dá vários motivos para se apaixonar!
Origem e formação
O boygroup é composto por Keeho (líder e vocalista principal), Theo (rapper principal), Jiung (vocalista, dançarino e visual), Intak (vocalista), Soul (dançarino principal e vocalista), e Jongseob (rapper e vocalista). Através da dinâmica dentro e fora dos palcos, fica evidente que a escolha do nome não poderia ser mais perfeita. Os integrantes trabalham de forma harmônica, cada um com sua voz e energia únicas, tornando o P1H um grupo cativante e diferenciado.
Unidos pela FNC Entertainment, uma das maiores empresas sul-coreanas de entretenimento, fizeram sua primeira aparição em agosto de 2020, num contexto conturbado de um mundo que vivia uma pandemia. Por meio de mega produções audiovisuais e conceitos bem estruturados desde o início, conquistaram o público ao abordar temas como superação de medos, combate às injustiças e busca pelos sonhos. Um pouco antes da primeira música, P1Harmony – abreviação para Plus One Harmony – foi apresentado ao público através do lançamento de um filme que apresentava seus integrantes como jovens justiceiros, vindos de diferentes dimensões, que buscavam combater um vírus que incitava a violência nas pessoas infectadas. Pegaram a referência, né?
Em 28 de outubro do mesmo ano, lançaram o mini-álbum de debut, intitulado DISHARMONY: STAND OUT. SIREN, faixa principal, conta com um MV enérgico e mostra um grupo que esbanja atitude e ousadia. Essa estética permanece presente nos outros trabalhos de P1H, mas sempre com uma nova roupagem.
Desde então, cada álbum aborda, por meio de histórias envolventes e conceitos únicos e distintos, temas que transitam entre o mistério e a leveza de forma leve e fluída. Desta forma, o boygroup conquista, a cada comeback, mais integrantes para a família P1ece (nome do fandom) ao redor do mundo, impulsionando o sucesso no mercado internacional.
O projeto Disharmony teve continuidade em 2021 e 2022 com o lançamento de Break Out e Find Out, respectivamente. O sucesso da trilogia “dá um gostinho” do futuro brilhante que P1Harmony tem pela frente, desbravando o k-pop e os desafios de ser um idol através da persistência, talento inegável e paixão pela música. Como resultado da enorme aceitação por parte do público, o sexteto recebeu indicações em premiações como o Seoul Music Awards, o MAMA e o Asian Artist Awards.
Entre 2022 e 2023, P1H lançou mais três EPs, nomeados HARMONY: ZERO IN (2022), HARMONY: SET IN(2022) e HARMONY: ALL IN (2023). Há um mês, disponibilizaram a versão em inglês de JUMP, canção principal do último mini-álbum.
Inspirações e aspirações
O P1Harmony é um grupo que tem inspirações diversas e profundas em sua trajetória e, assim como vários artistas da quarta geração do k-pop que estouraram a partir da maximização da hallyu nos últimos anos, eles buscam conciliar às referências dos boygroups mais antigos e as novas tendências na indústria cultural sul-coreana, sustentado a crescente popularização do k-pop fora da Ásia.
Em entrevista para a revista Quem, concedida em março do ano passado, o boygroup revelou algumas de suas fontes de inspiração, incluindo artistas de vários nichos, assim como suas experiências pessoais. Intak, por exemplo, comenta que seguiu os passos de seus pais, que eram dançarinos e faziam covers de diversas coreografias famosas; Theo, por outro lado, revelou que uma de suas grandes influências foi o grupo BIGBANG, consagrado como um dos maiores da história do pop coreano.
Além destes, nomes como BTS, EXO e SHINee, podem ser citados como fontes de inspiração para o P1Harmony e outros jovens idols, reconhecendo a importância e o impacto daqueles que vieram antes. Para além do k-pop, artistas como Bruno Mars e Justin Timberlake, exemplos na mescla do R&B, hip-hop e pop de forma magistral, também deixam sua marca no P1H, ajudando a moldar não somente a identidade visual e musical do grupo, mas também a personalidade de cada um de seus integrantes.
Cada uma dessas referências impulsionou o P1H a continuar persistindo em entregar um ótimo trabalho em seus EPs. Entretanto, como nem tudo são flores, eles não ficaram livres dos desafios que atravessavam seus caminhos. Afinal, não deve ter sido nada fácil fazer sua estreia durante um período crítico como a pandemia de COVID-19, certo?
Demorou muito para que o grupo pudesse se apresentar para uma plateia, pois a volta das atividades na Coreia do Sul (e no mundo) aconteceu de forma lenta e gradativa. Assim, os meninos sentiam que ainda não estavam vivendo a experiência completa de serem k-idols. A falta de contato com os fãs e a vontade de apresentarem suas performances para além de telas de celular eram latentes e, finalmente, para a alegria do P1ece brasileiro, o grupo fará a sua primeira apresentação por aqui MUITO em breve!
P1H no Brasil
“Nós gostaríamos de conhecer nossos fãs do Brasil. Gostaríamos de nos apresentar e nos comunicarmos com eles. Esperamos que esse dia esteja próximo. Obrigado pelo carinho e por sempre nos apoiar”, disse Intak para a Highway Star, em entrevista realizada há mais de dois anos. Parece que os dias de glória finalmente chegaram, né? O P1H irá conhecer todo o amor e dedicação de seus fãs brasileiros a partir da próxima sexta (21), em dois shows da segunda turnê mundial do boygroup. A [P1ustage H : P1ONEER] chega também a Porto Rico, Colômbia, Equador, Chile e México.
Se você não quer ficar de fora, confira os ingressos ainda disponíveis nos canais oficiais de compra:
O lançamento do livro Star Wars – Guia dos Aliens está movimentando o mercado de publicações sobre a saga. Afinal, o livro de capa dura com 160 páginas e formato grande (27,5×37,5 cm) traz ricas ilustrações e textos aprofundados sobre a cultura, história e lendas dos alienígenas da Galáxia. A responsável pela adaptação e tradução da obra no Brasil é a Editora Culturama.
Além disso, o guia obra foi impresso em papel couchê, apresentando criaturas como Wookiees, Wampas e Weequays; Bith, Banthas e Asas do Pântano; Porgs, Porcos Sopradores e Pauanos.
Divulgação: Culturama
Então, para cada ser o livro traz ilustrações e um texto que explica seu mundo de origem, sua cultura, armas e tecnologia e sua história perante a Galáxia (estes últimos, se houver). As divisões da obra são a partir de habitats ou de planetas. Por exemplo, criaturas de habitats úmidos ou secos, dos planetas Tatooine ou Coruscant, ou do Templo Jedi.
Além do Guia dos Aliens, a Editora Culturama também publicou o Atlas Galáctico Star Wars, um sucesso de vendas que esgotou a primeira tiragem. Em breve, a editora também vai lançar o livro de curiosidades Star Wars – Fatos Fascinantes.
Sobremesa Bruxa | Experiência Capi Potter - Shinobis | Foto: Suco de Mangá
O gastrogeek de referência em Curitiba, Shinobis – Pop Culture and Food, organizou pelo terceiro ano a experiência Capi Potter. O evento é um jantar imersivo e totalmente temático do universo Harry Potter, com direito a carta de Hogwarts, seleção de casas e banquete especial. Então, é claro que o Sucofoi conferir a experiência para contar tudo pra vocês!
Shinobis, o point geek curitibano
Primeiro de tudo, o que é o Shinobis? Bom, é um restaurante de Curitiba com foco no universo geek. Sendo assim, toda a decoração, cardápio, eventos e atrações são para esse público — no caso nós, otakus, nerds e gamers de carteirinha. Além da programação normal do Shinobis, o restaurante tem alguns eventos especiais, como o Shinobi Spirit e a experiência Capi Potter, realizada em julho, mês do aniversário de Harry Potter.
Aviso da Secretaria da Magia Curitibana | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Portanto, essa experiência busca dar aos fãs momentos únicos que só poderiam ser vivenciados na própria escola de magia e bruxaria de Hogwarts. Então, com o lugar completamente decorado para este evento, embarcamos nessa jornada mágica.
Você é um bruxo, Harry!
Assim que chegamos pudemos aproveitar um pouco as atrações, tirando fotos na entrada da Plataforma 73/4 e na placa de bruxos procurados, além de dar uma olhada nas poções.
Poções Expostas | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Já acomodadas na mesa, recebemos:
Bilhete para a Plataforma 73/4 — o número faz referência ao Bondinho da XV, atração icônica da cidade;
Ticket do Busão — versão curitibana do Ticket do Nôitibus Andante;
Moeda da Pinha de Ouro — uma provinha das riquezas do Banco Gringotts;
Mapa do Piá — uma adaptação divertida do Mapa do Maroto com o centro de Curitiba;
Varinha totalmente exclusiva e estilizada.
Kit dos Alunos | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Gente, precisamos ressaltar aqui: esse kit é impecável. Sinceramente, não estava esperando algo tão caprichado assim.
Os bilhetes são frente e verso, com impressão super nítida; a moeda de ouro é temática do restaurante, com detalhes em relevo; o Mapa do Piá é perfeito, uma réplica exata do estilo do Mapa original; e a varinha… Só faltou lançar feitiços de verdade, fora isso, nenhum defeito. Inclusive, recebemos até uma explicação do material dela (fictício, mas tudo para tornar a experiência mais imersiva) feita de araucária e pena de Arara Azul, dois símbolos do Paraná.
Além disso, todos os elementos do evento foram estilizado com símbolos de Curitiba, como o pinhão, presente na varinha e na moeda, e o biarticulado, presente no Ticket do Busão, por exemplo. Com tudo isso, fazia apenas 10 minutos que a experiência Capi Potter estava rolando, mas eu já estava encantada. De qualquer forma, estava apenas começando.
Embarcando na Jornada
Agora, é claro que tinha que vir a tão cobiçada carta de Hogwarts. Cada um dos alunos — como os participantes são chamados — recebeu uma carta, com seu nome escrito nela e tudo mais. Sobre isso, é perceptível a atenção aos detalhes que eles tiveram, com o símbolo de Hogwarts adaptado e a carta feita com papel couché.
Selo para fechar a Carta | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de MangáCarta de Admissão | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Junto dela, recebemos um breve questionário sobre nossa personalidade, ambições e atitudes, para ajudar o Chapéu Seletor definir nossa casa. Inclusive, as quatro casas curitibanas da experiência Capi Potter são:
Capinória;
Azurvinal;
Tatu-tato;
Queroquerina.
Casas da Escola Curitibana de Magia e Bruxaria | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Cada uma das casas tinha como símbolo um animal referência aqui de Curitiba, mas ainda fiel às casas originais da saga.
Assim, o “Diretor” chamava aluno por aluno para vestir o Chapéu Seletor e descobrir para qual casa iria, ganhando um bottom estilizado dela.
Poção da Vitalidade e Banquete
Em seguida, embarcamos para a segunda parte da experiência Capi Potter, uma aula de poções com um professor digno de Severo Snape. Assim, recebemos um kit com alguns ingredientes mágicos e, com a orientação do professor, fomos misturando nossas poções.
Ingredientes da Aula de Poções | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Com o toque final, ela virou um líquido lindo, brilhante, colorido e fumegante. Bem docinha, realmente senti um toque a mais de vitalidade. De qualquer forma, alguns alunos da nossa turma — eu inclusive — estavam mais para Neville do que para Príncipe Mestiço. O que vale é a intenção, não é mesmo?
Então, para finalizar com “Pomo de Ouro” essa noite, comemos um banquete especial do Shinobis. Hamburguer com opção vegetariana, cerveja amanteigada (com ou sem álcool) e sorvete com confetes.
Cerveja Amanteigada e Hamburguer Vegetariano do Banquete | Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Novamente, maravilhoso. O hamburguer vegetariano estava incrível, daqueles que mal cabe na boca de tão grande. O sorvete de flocos também sempre cai bem, mas esse tinha um diferencial: um bombom com um mini Chapéu Seletor em cima. Já a cerveja amanteigada, o foco está na apresentação belíssima e na experiência. Ou seja, um banquete que deixaria qualquer Weasley feliz e satisfeito.
“Bem-feito, feito”
Resumindo, a experiência Capi Potter é realmente imersiva e muito bem-feita, muito caprichada e pensada com muito carinho. É claro, sempre existe uma ou outra coisinha, como a cerveja ser, de fato, uma cerveja, ou algumas partes, como a seleção de casas, que poderiam ser mais dinâmicas com um roteiro pré-definido de falas ou um cerimonialista.
De qualquer forma, esses são pontos pequeninos diante da experiência oferecida. Afinal, o kit com os bilhetes, a icônica carta de admissão e a aula de poções interativa conquistam os fãs de Harry Potter.
Portanto, a experiência Capi Potter se torna uma noite realmente mágica. Cá entre nós, eu me emocionei quando recebi a carta com meu nome, como se o desejo de ir pra Hogwarts enfim estivesse se realizando.
Por isso, se você tiver a oportunidade, nem precisa pestanejar! Vista sua capa, seus óculos e seu uniforme e vai pro Shinobis viver esse momento único e especial. Nos vemos no Salão Comunal?
Experiência Capi Potter – Shinobis | Foto: Suco de Mangá
Shonibis: Experiência Capi Potter
Data: 22 de julho a 6 de agosto
Horário: Sábado e domingo, às 16h; quartas e quintas às 20h;
Valor: R$170 (fim de semana) e R$150 (quartas e quintas-feiras)
Local: Shinobis – Pop Culture and Food (R. Dr. Faivre, 507 – Centro – Curitiba)
Quem gosta de acompanhar o mundo dos boygroups japoneses já deve ter ouvido falar em BALLISTIK BOYZ, do EXILE TRIBE. Juntos, os meninos formam um grupo talentoso, que vem conquistando um público internacional cada vez maior.
Tanto trabalho duro resultou em Ding Ding Dong, EP lançado em maio deste ano. Apresentando três faixas empolgantes, o BBZ deixa claro que pretende romper barreiras e alcançar o padrão global no mundo do pop!
Como o tempo passa rápido, né? Há quase dois anos, o Suco de Mangá realizava uma entrevista com o BALLISTIK BOYZ, boygroup japonês, para discutir o lançamento do single SUM BABY e outros assuntos acerca da carreira como grupo e como artistas individuais. Hoje, o assunto é Ding Ding Dong, nova aposta para o cenário mundial do j-pop. Por isso, conversamos novamente com os sete membros, buscando entender o atual contexto do BBZ, além das perspectivas para o futuro nos palcos – e fora deles. Quer saber mais? Acompanhe o nosso bate-papo a seguir!
O single Ding Ding Dong, que dá nome ao novo EP do BBZ, veio acompanhado de outras duas canções: All About You e Lonely. Se você pudesse escolher uma delas para ganhar um MV, qual seria e por quê?
Miku Fukahori:Eu gostaria de fazer um MV para All About U. Todos os nossos outros MVs são focados nas nossas performances (dança), então eu gostaria de fazer algo em que nós sete pudéssemos atuar.
Masahiro Sunada: Para mim, seria All About U. É uma canção de amor em que todos os nossos membros cantam, então eu gostaria de fazer um MV estilo drama, algo que nunca fizemos antes.
O último álbum do Ballistik Boyz, PASS THE MIC, estreou em novembro de 2021 e sabemos que, em quase dois anos, muita coisa pode mudar. O que você acha que mudou para o grupo, em termos musicais e técnicos, para este novo lançamento?
Ryuta Hidaka:Nós nos tornamos mais comprometidos com a entrega da nossa música, o que eu acho que fica evidente neste EP! Alguns de nós estiveram envolvidos na composição das letras e melodias de algumas das canções. Nós pensamos: “queremos músicas como essas e queremos entregá-las!”. Com essa paixão, a equipe e nós selecionamos e produzimos as faixas juntos.
Yoshiyuki Kano:Para selecionar as faixas, nós ouvimos diversas músicas, várias vezes, e as discutimos juntos. Além disso, nós também decidimos qual música seria a principal.
Apesar de nosso objetivo ser o cenário musical global, quase todas as letras eram em japonês. Então, mudamos o refrão para o inglês, para que mais pessoas pudessem ouvi-lo e entendê-lo. Sinto que nossa capacidade de autoprodução melhorou! Depois de passar meio ano na Tailândia, sinto que agora somos capazes de incorporar letras em inglês e várias melodias em nossa apresentação, de maneira mais suave.
Esta é uma pergunta para todos os membros: se você tivesse que definir o conceito do EP Ding Ding Dong de maneira breve, como fariam?
Miku Fukahori: Angel and Devil (Anjo e Diabo)
Masahiro Sunada:Battle with myself (Luta comigo mesmo)
Ryuta Hidaka:The music we want to deliver the most!! (A música que mais queremos entregar!!)
Yoshiyuki Kano e Rikiya Okuda:Belief and Temptation (Crença e Tentação)
Ryusei Kainuma:Belief (Crença)
Riki Matsui:Devil or Angel (Diabo ou Anjo)
Como foi o processo criativo das músicas do Ding Ding Dong? Quais foram as inspirações para a coreografia e estética do MV?
Rikiya Okuda: Quando a fonte de áudio da demo chegou, todos nós conversamos sobre como essa música era ótima e depois discutimos como organizá-la de acordo com nosso próprio estilo. Pedimos a dançarinos profissionais que criassem coreografias para que pudéssemos manter os movimentos cativantes e, ao mesmo tempo, mostrar nossas habilidades de dança.
Riki Matsui: Quando ouvimos a demo no carro pela primeira vez, tivemos a sensação de que era combinava com a gente, e foi assim que começou a produção. Continuamos pensando e mudando as letras antes da sessão de gravação.
Em relação à coreografia, transmitimos nossas ideias ao Dr. SWAG, dois dançarinos em quem confiamos, e a criamos em conjunto!
Em sua última conversa com Suco de Mangá, o BBZ falou sobre os planos para o período pós-pandemia e a vontade de se tornar um grupo global. Como você sente que Ding Ding Dong tem contribuído para atingir esse objetivo?
Miku Fukahori:Nossa carreira na Tailândia abriu mais possibilidades para a nossa música. Como resultado, nós conseguimos criar canções mais fortes e impactantes do que antes.
Ryusei Kainuma:Acredito que esse single ampliou ainda mais o alcance da nossa música. Alguns de nós estiveram envolvidos na composição da letra e da melodia, além de fazer sugestões sobre acordes ou palavras a serem usadas. Como fizemos bastante autoprodução, espero que as músicas possam transmitir nossos sentimentos ao mundo de forma autêntica.
Tenho certeza que os ouvintes, não apenas no Japão, mas também no exterior, vão gostar do som, então acredito que este single se tornou uma boa oportunidade para conectar o Japão com outros países.
Como está sendo a interação com os fãs do BBZ para promover o novo EP nas redes sociais? Vimos que vocês adoram postar no TikTok com o som de Ding Ding Dong.
Masahiro Sunada:Como acontece com cada trabalho, acredito que este também tenha alcançado muitas pessoas graças a cada um de nossos fãs, que ficam muito animados com este lançamento e compartilham com outras pessoas que não nos conheciam.
Ryuta Hidaka:Morar na Tailândia me fez perceber a importância das mídias sociais. Então, tentamos continuar postando, antes e depois do lançamento, para manter nossos ouvintes engajados. Temos procurado alcançar mais pessoas, usando várias plataformas de mídia social.
Também durante a última conversa com o Suco, o grupo comentou sobre sua experiência performando na Tailândia. Nos últimos tempos, vocês passaram por um período de treinamento no país, certo? Fale sobre as principais diferenças entre essas experiências.
Yoshiyuki Kano:Quando visitamos cinco cidades do Sudeste Asiático por 1 – 2 semanas cada, em 2019, nós pretendíamos promover nosso trabalho e aprender mais sobre cada um destes lugares. Mas, desta vez, tratava-se de aprimorar nossas habilidades. Então, nosso foco foi principalmente na Tailândia, onde aprendemos a língua tailandesa, vivenciamos a cultura e interagimos com as pessoas. Ficamos na Tailândia por seis meses, com o objetivo de nos tornarmos artistas de classe mundial.
Rikiya Okuda:Tínhamos nos apresentado em muitos shows e eventos ao vivo em vários lugares, mas na Tailândia a maioria das pessoas não nos conhecia. Tivemos um número muito pequeno de fãs em alguns shows. Isso nos atingiu bastante, mas também nos impulsionou ainda mais a ir em busca de nossos sonhos!
A penúltima pergunta da nossa conversa é para Ryusei Kainuma, integrante do BBZ que é metade brasileiro. Você tem expectativas de tocar em nosso país ao lado de seus colegas de grupo? O que você esperaria desta experiência?
Com certeza! Nós já estamos na fase de expansão do nosso mercado, principalmente no Sudeste Asiático, então acredito que iremos definitivamente para o Brasil. Estou fazendo o meu melhor para realizar o sonho de me apresentar em meu país um dia.
Para finalizar a nossa conversa, o Suco de Mangá quer saber: quais são os próximos projetos que o BALLISTIK BOYZ tem em mente? Em termos de novos trabalhos, turnês e expectativas para o futuro do grupo.
Ryuta Hidaka:Nosso objetivo como BALLISTIK BOYZ tem sido o mesmo desde que formamos o grupo, que é o de nos tornarmos artistas de classe mundial. Com essa determinação e fortes sentimentos em relação ao sonho de expansão do Japão para a Ásia e, depois, da Ásia para o mundo, continuaremos nos apresentando. Espero que você fique de olho e nos apoie!
Riki Matsui:Em primeiro lugar, pretendemos fazer uma turnê mundial em estádios. Não importa qual membro você pergunte sobre o sonho do grupo, a resposta provavelmente será “turnê mundial em estádios”. Este é o sonho que nos propusemos a realizar quando o grupo foi formado, e juramos que nunca iremos desistir enquanto não o concretizarmos.
Além disso, alguns de nós gostam de fazer música e atuar, enquanto outros são bons em moda e arte. Embora sejamos um grupo de meninos, também pretendemos expandir o que podemos fazer como um grupo criativo.
O Suco agradece aos membros do BBZ e sua equipe pela conversa e espera vê-los em breve no Brasil, esbanjando todo esse talento e carisma!
Os mundos dos esports e dos animes estão cada vez mais entrelaçados, criando uma poderosa sinergia entre essas duas paixões. Enquanto os esports conquistam multidões de fãs ao redor do globo, os animes cativam audiências com suas narrativas emocionantes e personagens icônicos.
Agora, é evidente que essas duas formas de entretenimento estão se cruzando de maneiras empolgantes, oferecendo novas experiências aos entusiastas de jogos e animes.
Neste artigo, exploraremos a sintonia entre os esports e os animes, desvendando como essa união está moldando o cenário competitivo e cativando uma base de fãs cada vez maior.
Referências de Animes no mundo dos games
A influência dos animes no mundo dos jogos é evidente através das diversas referências e colaborações entre esses dois universos.
Os desenvolvedores de jogos frequentemente incorporam elementos e personagens de animes populares ao games, proporcionando uma experiência ainda mais cativante para os jogadores.
Jogadores costumam vestir roupas de personagens de anime
Uma forma de expressão bastante comum entre os jogadores é o uso de roupas e trajes inspirados em personagens de animes. Membros de equipes profissionais de esports, como o Team Liquid, já foram vistos utilizando roupas temáticas de animes durante competições e torneios.
Essa prática não apenas reflete o amor e a identificação dos jogadores com seus personagens favoritos, mas também cria uma conexão especial com os fãs que também compartilham desses interesses.
Skins em jogos inspirados em personagens de anime
Outra forma de integração entre animes e jogos são as skins e itens personalizados inspirados em personagens de animes.
Em jogos como World of Warcraft e Fortnite, é possível adquirir skins temáticas que transformam os personagens dos jogadores em personagens populares dos animes. As skins permitem que os jogadores se sintam mais conectados com os seus animes favoritos enquanto desfrutam dos jogos.
Essas referências e colaborações entre animes e jogos enriquecem a experiência dos jogadores, tornando os games mais imersivos e atraindo uma base de fãs ainda maior para ambos os universos.
A interação entre anime e jogos continua crescendo, proporcionando experiências emocionantes para os fãs. Não deve ser surpresa, portanto, se em breve veremos jogos baseados em anime aparecendo também nas agendas de eventos e torneios de eSports, embora, como é fácil verificar verificando a lista de eventos disponíveis para apostar nos melhores sites de apostas esports do mercado, no momento eles estão quase completamente ausentes neste setor.
Jogos baseados em Anime estão prontos para o mundo dos Esports?
Os jogos baseados em animes têm o potencial de fazer parte do mundo dos esports, e alguns deles já estão se estabelecendo como títulos competitivos.
Embora os esports sejam dominados principalmente por jogos de gêneros como FPS, MOBA e Jogos de Luta, os jogos baseados em anime estão encontrando seu espaço nesse cenário.
Atualmente, já existem alguns jogos baseados em animes que possuem uma cena competitiva ativa. Dragon Ball FighterZ e Guilty Gear são exemplos de jogos de luta que têm torneios e jogadores profissionais dedicados.
Com o contínuo crescimento do mercado de animes e a popularidade dos esports, é provável que mais jogos baseados em animes sejam desenvolvidos com foco na competitividade.
Do começo como utaite na plataforma Nico Nico Douga para o mundo, Nano é uma cantora que exala energia e paixão pela musica. Com onze anos de carreira e depois de vários shows pelo Japão, Paris, Alemanha e na sua terra natal, os Estados Unidos, Nano finalmente veio para o Brasil fazer dois shows nesta edição especialíssima de 20 anos do Anime Friends, nos dias 13 e 14 de julho!
Como de costume, o SUCO esteve na coletiva de imprensa, onde a NANO respondeu de muito bom grado as perguntas de toda a imprensa presente. E esses dois dias de bate papo você confere aqui! Agradecemos também à Isapela imensa ajuda como intérprete!
Boa tarde, eu sou do JamE Brasil, a gente fez uma entrevista recente e ela tinha falado sobre o que esperava do show no Brasil. Então eu queria saber do que ela já teve contato aqui no Brasil e se ela já teve contato com os fãs, do que que ela gostou ate agora.
Como essa é a minha primeira vez vindo ao Brasil, eu estou realmente bastante animada em estar aqui. Eu sempre soube que eu tinha vários fãs no Brasil e estou animada em poder finalmente conhece-los. Meu show será a noite, essa será minha primeira vez tendo contato com os meus fãs daqui e para isso eu estou muito empolgada!
Boa tarde, eu sou o Walter e minha pergunta é o seguinte, qual é o gênero musical que te ajuda a se inspirar no seu trabalho e se você já ouviu algum estilo de musica brasileira.
Olá, obrigado pela sua pergunta! Os estilos musicais que me inspiram são vários, vários gêneros diferentes. Eu cresci ouvindo todo tipo de musica, desde musica clássica, ate rock’n roll, folk, pop e tudo isso me influenciou. Infelizmente eu não escutei muita musica brasileira, mas eu adoraria ter alguma indicação!
Boa tarde, meu nome é Erick, eu sou do Suco de Mangá, primeiramente feliz aniversario Nano! Minha pergunta e sobre o seu disco de 2015, o “Rock On” e ele me dá a impressão dele ser a sua bandeira como uma rockstar para o mundo. Apesar de você trabalhar de uma forma bem aberta com musica, usando vários estilos, o rock me parece algo preponderante. Alguma banda ou alguma musica em especifico na sua vida despertou a sua paixão para o rock?
Muito obrigada! Quanto a Rock On, ele foi um álbum bem especial para mim, porque como você disse, ele retrata a alma do rock dentro de mim. E para ser honesta, não houve alguma inspiração direta para esse trabalho. Se trata realmente de mim mesma gritando “Rock on!“ para o mundo. E obrigada pelos parabéns!
Oi, eu me chamo Jonathan, tudo bom? Eu queria saber, pelo sucesso que você faz ao redor do mundo inteiro, não somente aqui, como que é para você poder conectar diversas pessoas e culturas com a musica?
Obrigada pela pergunta! Eu me sinto muito abençoada e muito especial em poder ir para tantos países e ver pessoas tão diferentes. E esse e o meu maior objetivo, conectar pessoas ao redor do mundo pela musica; neste momento eu ainda estou nessa jornada e chegar no Brasil é uma grande conquista para mim, eu quis vir aqui já tem um bom tempo, obrigada!
Olá, eu sou a Lucy e eu queria perguntar se você pode contar um pouco sobre como é o processo de criar uma anisong e qual a diferença de compor uma anisong e uma musica própria.
Obrigada! Tem muitas diferenças quando eu crio musicas para anime e musicas originais. Para as primeiras, eu tenho que estudar o anime e dai eu penso nas letras que possam casar com o seu mundo e então eu começo a gravar, enquanto nas minhas músicas eu tenho a liberdade de escrever o que eu quiser. Então as músicas de anime passam por um processo maior, o que eu gosto bastante de fazer, eu amo fazer musicas para anime!
A Nano já tem colaborações com alguns artistas, como com o MY FIRST STORY, e eu queria saber se ela tem vontade de fazer colaborações com algum outro artista em especifico? Quais artistas você escolheria e por que?
Ótima pergunta, obrigada! Tem tantos artistas maravilhosos no mundo, não só no Japão, mas além e eu quero muito poder colaborar com artistas de outros gêneros musicais, não só rock’n roll. Também quero colaborar com artistas com quem eu acabo me encontrando em eventos, como o BURNOUT SYNDROMES.
Por falar em colaborações, seu ultimo álbum NOIXE tem uma musica chamada “We Are The Vanguard” e você fez uma colaboração com a rapper DEMONDICE, que é bastante popular no Japão e eu queria que você comentasse como foi essa colaboração, como foi experimentar o rock com o rap, como foi essa interação entre vocês duas?
Como eu disse na pergunta anterior, eu fiquei muito, muito animada em poder colaborar com alguém de outro gênero musical. Quando se faz esse tipo de colaboração, a gente acaba criando um novo gênero, não apenas rock, nem apenas rap, mas algo inteiramente novo. Eu conheci a DEMONDICE num evento de anime no Havaí e foi um sonho virando realidade poder fazer essa colaboração com alguém que eu conheci num evento. Aquilo foi bastante especial, foi muito divertido poder gravar e criar essa musica e eu adoraria fazer isso de novo.
Ainda sobre Noixe, você compôs a musica Catastrophe para o anime “Human Bug Daigaku”, que foi um anime que passou meio despercebido mas que conta uma ótima historia. Eu queria saber se na hora de compor Catastrophe, se ela compôs pensando nos problemas que rondam o protagonista do anime ou se ela pensou em algo além disso.
Sim e não. Sim porque a letra é sobre a historia do bug humano e sobre o personagem principal, mas eu também senti que muitas pessoas poderiam se identificar com ele. Eu mesma consigo me identificar com o personagem principal, no sentido de estar em luta comigo mesma. Então não é uma musica que lida apenas com a situação do anime, mas para todos que estejam em luta consigo mesmos.
Do seu primeiro álbum até o seu mais recente, você sente que houve alguma evolução no seu estilo musical?
Sim, eu sinto que mudei muito de lá pra cá e num bom sentido. Também tiveram várias coisas que não mudaram, mas minha paixão pela música voou nesse tempo e ela acompanhou essa evolução. Eu fiquei mais ligada ao rock’n roll e mais apaixonada pela musica. Eu amo ouvir o meu primeiro álbum porque ele me faz lembrar do quanto eu amo musica.
Sobre essa evolução musical, eu queria saber se ela tem algum plano de tentar outros estilos por conta própria e se ela vai continuar postando esses covers que ela vem lançando recentemente em inglês, como ela fazia desde o começo da carreira.
Sim, eu adoraria experimentar mais coisas, fazer meu estilo evoluir e eu acho importante fazer esses covers porque eles me ajudam a fazer esses experimentos com outros tipos de música, então eu com certeza adoraria seguir por esse caminho.
Eu quero perguntar sobre parte desse processo de mudança para o Japão, porque você é uma cantora nascida e criada nos Estados Unidos, de pais japoneses mas nascida e criada lá; e uma vez no Japão, você teve de passar a interagir com japoneses. E lá rola muito do “kuuki wo yome”, algo como “reading the room” em inglês, enfim, onde você precisa “ler” o ambiente antes de falar alguma coisa, o que é bem diferente dos Estados Unidos ou mesmo daqui. Ter sido criada numa família japonesa meio que te preparou pra isso ou foi um processo que você teve que aprender do zero estando lá?
É uma pergunta bastante profunda e complicada, porque seja crescendo nos Estados Unidos ou morando no Japão, eu passava por uma crise de identidade. Porque nos EUA eu não era completamente americana e quando eu vou para o Japão eu não sou completamente japonesa e eu nunca acabava entendendo direito quem eu era. A música virou minha salvação, o meu escape e o que me manda superar essas dificuldades e me amar por quem eu sou. Eu ainda acabo me sentindo uma estrangeira não importa onde eu vá, mas eu consigo me sentir bem graças a música.
Tenho uma pergunta mais especificamente sobre j-rock. Seu estilo musical pega uma parte melódica própria das anisongs, mas o seu trabalho autoral tambem pega muito da parte melódica do j-rock e você já mencionou bandas anteriormente como o L’arc~em~Ciel e B’z como grupos que você admira. Eu queria saber o que você gosta da cena do rock japonês?
Eu acho o j-rock algo muito especial, porque mesmo sendo rock`n roll, é algo bastante melodioso, fácil de entender e de cantar junto. Por exemplo, o rock`n roll nos Estados Unidos é mais feroz e violento, enquanto o rock japonês passa algo mais gentil e é isso o que eu amo no j-rock e acho que nas anisongs essa gentileza é ainda maior. É isso o que eu acho importante para dizer ao mundo sobre a gentileza da musica japonesa e por isso eu faço o que faço hoje em dia.
Sobre covers, você assistiu os covers que seus fãs fazem de suas musicas e isso te impacta de algum jeito?
Eu amo ouvir os covers das minhas musicas! Sejam covers de canto ou de guitarra e espero que mais pessoas os façam!
Ontem você comemorou o seu aniversário aqui e eu queria saber das suas primeiras experiências que você teve aqui no Brasil, se teve alguma coisa que te impactou ao chegar aqui que fugiu das suas expectativas.
Eu sabia que os brasileiros eram bem passionais, cheios de amor, mas todos aqui são tão maravilhosos e gentis! Tão sorridentes de um jeito que me faz feliz em estar aqui no Brasil, então aqui é um lugar melhor e mais bonito do que eu imaginava!
E por falar nisso, qual comida daqui te chamou mais a atenção? Do que que você mais gostou?
Quando eu fui ontem no restaurante, tudo parecia tão bom! Sério, eu comi demais e um pouco de tudo *risos*! Mas a torta de limão que tive de sobremesa era maravilhosa e eu gosto muito de doces, então foi o que mais gostei daqui.
Eu assisti a um bate-papo seu de mais de duas horas no Trash Taste pra ajudar a te entender melhor e como você chegou no Japão depois de crescida e você teve contato com estrangeiros que curtem a cultura pop japonesa, quais suas impressões de ver pessoas de fora do Japão curtindo tanto anime e manga nas ruas de Akihabara? Que impressão isso te causava quando você via isso?
Eu amo o fato das pessoas irem para o Japão e aproveitaram a sua cultura! Não é fácil ir para outro pais, o Brasil em especial fica do outro lado do mundo, muito, muito longe do Japão e isso pra mim é muito especial. Agora que passamos pelo covid, eu quero ver mais pessoas indo para o Japão e eu quero poder visitar fãs de mais países e enfim, eu amo os otakus. *risos*
Depois dessa coletiva, a Nano fez seu primeiro show no palco principal do Anime Friends. Com a performance empolgante e com cantos generalizados de *Parabéns pra você!” por parte da plateia, Nano voltou para uma segunda coletiva de imprensa onde ela pôde passar para os presentes seus sentimentos de ter se apresentado pela primeira vez no Brasil!
Eu gostei muito do seu show e eu queria saber o que você achou da energia do público brasileiro?
Foi incrível! Achei maravilhoso e eu até soube que o público brasileiro cantava com bastante energia, mas eu fiquei pasma com aquilo tudo que era bem mais do que eu imaginava e eu espero que no show de hoje a noite o publico vá mais uma vez de “Rock on!” comigo!
Qual musica você mais gostou de compor?
É uma pergunta difícil de responder. Se é uma música original, eu diria “magenta”, porque ela foi uma das primeiras músicas que eu escrevi e ela é muito especial para mim. Se tratando de músicas de anime, eu diria que “No pain, No game” é uma das músicas que eu mais gostei de fazer, ela é uma das minhas favoritas até hoje.
Qual foi a experiencia de participar da trilha sonora do tokusatsu “Ousama Sentai KING OUJYA”?
As séries sentai são tão famosas, tão populares! Sabe, eu cresci assistindo Power Rangers nos EUA e poder fazer parte da trilha de uma série super sentai foi um sonho virando realidade! Ainda nem consigo acreditar que eu cantei uma música para esse tema e INFERNO é uma musica bastante recente que está passando na tv agora, então eu espero que mais pessoas possam ouvir essa musica e eu fico muito feliz que você já a tenha ouvido, muito obrigada!
Nós dos Brasil gostamos muito da “No Pain No Gain” por causa do anime “Btooom!” e eu queria saber como foi a sensação de ser chamada para fazer a música de um anime
“Btoom!” foi uma experiência bastante memorável e “No pain, No game” é uma das minhas músicas favoritas! Quando eu recebi a demo, eu me diverti muito escrevendo as letras. E quando eu ouvi a musica passando na televisão pela primeira vez, eu não conseguia parar de gritar, de tão feliz que era aquele momento. E eu ficou tão feliz de ter uma musica que me conecta com meus faz ate o Brasil e eu espero muito poder voltar mais vezes para cantar essa musica mais vezes.
Minha pergunta é sobre o seu álbum de estreia, Nanoir. Ele tem um jogo de palavras de Nano, com “noir“, noite em francês. A capa desse álbum é bem peculiar, pois ele tem um fundo escuro e o nome do álbum aparece nas cores do arco-íris. Eu queria saber o processo criativo na hora de fazer a capa do seu álbum de estreia.
Tem vários significados por trás, mas eu creio que a capa representa o mundo. Sabe, como todos vivemos volta e meia perdidos no escuro e com a minha música eu gostaria de ser esse arco-íris, a luz no meio dessa escuridão, dar um pouco de luz para os meus ouvintes.
Eu queria saber qual música é a mais difícil para você cantar, seja tecnicamente ou emocionalmente.
Eu tenho muitas músicas difíceis de cantar, muitas músicas rápidas, bastante rock`n roll e no começo era difícil fazer um show inteiro com as minhas músicas. Com o passar dos anos eu fui ficando mais acostumada, mas até hoje músicas como “No Pain No Gain” são difíceis de cantar e toda vez que eu a canto, eu dou cento e vinte por cento de mim, e isso é algo sempre emocionante. Por isso que eu nunca canto minhas próprias musicas no karaokê, é difícil demais. *risos*
Qual a letra que você mais teve dificuldade de compor?
Ótima pergunta! Talvez tenha sido a “Savior of Song” porque foi para um anime que era novo demais para mim e era uma colaboração com o Hiro do MY FIRST STORY. Até então eu não tinha experiência em escrever músicas em colaboração com duas pessoas cantando, então foi algo bastante desafiador. Eu amo cantar essa musica hoje em dia, então fico feliz pela experiencia.
Quais são suas maiores influencias musicais?
Minhas influências são varias e vastas, e cresci ouvindo desde The Beatles até música clássica e folk e hoje em dia muitos artistas que cantam para temas de anime me chamam a atenção. Tem muita gente inspiradora que eu admiro como o MAN WITH A MISSION, Aimer, Lisa e essas pessoas tem feito as músicas de anime voarem pelo mundo de um jeito que faz com que eu me inspire neles e é ótimo ter pessoas tão incríveis como essas como uma referência… e eu acabei de me dar conta de que todas essas pessoas que eu mencionei são de Kimetsu no Yaiba! *risos*
Essa foi a sua primeira vez no Brasil e por favor volte mais vezes, nós te amamos!
Obrigada! Eu tenho que dizer isto, o Brasil é incrível! Fico muito feliz de estar aqui e ao mesmo tempo me dá um arrependimento enorme de ter levado onze anos para finalmente vir para cá! Mas o tempo pouco importa, porque eu sei que o show de hoje a noite será um do qual eu jamais irei me esquecer!
E foi com essas palavras que a Nano partiu para o seu segundo show no Anime Friends 2023, um show realmente inesquecível, repleto de energia! Sua presença de palco só não supera a simpatia e a gentileza com a qual ela se dispôs a interagir com o publico e com quem quer que viesse falar com ela.
Assim, o aniversário de 20 anos do Anime Friends foi marcado pela presença inédita de uma das maiores cantoras em atividade. Agradecemos de coração a Nano pelo seu tempo e desejamos que volte o mais breve possível – e com banda!