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Mortal Kombat 11: Salsicha pode virar personagem jogável!

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A vida inspira o meme ou o meme inspira a vida? Para os fãs de Mortal Kombat e de Scooby Doo , o hype é real.

Série de games conhecida por contar com personagens de outras franquias, retornará em breve, e através de uma campanha massiva nas redes sociais, os fãs já começaram com os famosos pedidos, mas um deles vem ganhando grande atenção nos últimos dias.

Estamos falando de uma petição, que já atingiu 150.000 assinaturas, pedindo que Salsicha, de Scooby-Doo, seja um personagem jogável em “Mortal Kombat 11“.

O rumor ganhou tamanha força que Ed Boon, o co-criador da série, atiçou os fãs pelo twitter.

E aí? Será que rola?

Mortal Kombat 11 será lançado para PC, PlayStation 4, Xbox One no dia 23 de abril, e para Nintendo Switch em maio.

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Eu Sou Mais Eu | Review

eu sou mais eu
Eu Sou Mais EU (Imagem Divulgação)

Dentro do grande mundo do cinema, mais uma produção nacional é apresentada, mais uma vez estrelando a YouTuber Kéfera, Eu Sou Mais Eu, apresenta uma história divertida que ensina uma lição de vida importante para todas as gerações.

Inclusive, para a própria Kéfera segundo o que ela disse em coletiva, poderia ser um ótimo filme para essa época de férias, mas alguns problemas te desconecta dele, infelizmente são erros repetidos de filmes de comédias nacionais.

eu sou mais eu
Eu Sou Mais EU (Imagem Divulgação)

Voltando no tempo

Vivendo uma cantora pop ignorante e orgulhosa, Kéfera vive Camilla que volta no tempo, mas precisamente em 2004, nos tempos de colégio, e para voltar precisa ser ela mesma, uma trama simples que traz muitas reflexões profundas, mas seu desenvolvimento se perde em muitos pontos.

Começando que Camilla precisa ser ela mesma, e antes dela ser isso, a mesma se transforma no seu antigo eu, porém ela modifica por completo a personalidade de sua personagem no passado.

A garota alvo de bullying e esquisita, na piriguete gostosona e emponderada que se torna a mais popular da escola, traz o ar de arrogância que seu Eu adulto é no futuro e mesmo sustentando a trama e causando as cenas de alívio cômico certeiro, muitos furos atrapalham e ofuscam a mensagem passada pelo filme.

O que adianta ela ser ela mesma se modificou quase que por completo sua personalidade no passado? Algumas questões como conflitos familiares e rivalidades adolescentes colocam Camilla não como uma arrependida por sua ignorância, e sim um acerto dentre tantos erros de personalidade.

Furos que podem ser causados por causa do efeito “lacrador” do filme, o que não era necessário, a personagem estava sendo muito mais respeitada e cativada por seu arrependimento final e humor escrachado.

Esse erro de roteiro não tem a ver com Kéfera, por mais que muitos já olham de forma negativa ao ver que é um filme com ela, a mesma se mostra bem mais experiente em tela, mesmo que seu papel ainda seja muito ela mesma, e em coletiva, a própria Kéfera diz que isso facilita na atuação, porém o laboratório para fazer a Camilla foi algo mais complexo.

Isso traz uma questão: será que Kéfera está preparada para viver um personagem mais complexo? Tomara que sim, pois todos os filmes dela tem sido ela mesma, a ponto de esquecer o nome de seus personagens.

eu sou mais eu
Eu Sou Mais EU (Imagem Divulgação)

Desenvolvimento

Por seu um filme de humor, esperava ser algo escrachado pelo material de marketing apresentado, isso atrapalhou demais no desenvolvimento da história, mas acertou na diversão, piadas envolvendo locadora de filmes, hits que explodiram em 2004 e tiradas com uma pegada “lacradora” te faz rir como ninguém, para um público mais jovem, é de gargalhar aos berros, isso consegue abafar as falhas em si, pois o objetivo era esse.

Eu Sou Mais Eu é um filme divertido, razoável em sua profundidade quanto a lição de moral passada, mas ainda permanece sendo mais um filme da Kéfera.

Em tela se vê uma evolução, um amadurecimento e vontade de sempre crescer em seu sonho de ser atriz, porém seus personagens continuam sendo arquétipos da Kéfera, isso limita demais uma atriz que pode ir longe, e prova que não é necessário permanecer nesses tipos de filme, pois já provou que os faz muito bem e ainda consegue divertir o público, mesmo na falta de roteiro e desenvolvimento da trama, ou na simplicidade da mesma.

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O Menino Que Queria Ser Rei | Review

o menino que queria ser rei
O Menino Que Queria Ser Rei (Imagem Divulgação)

Quem cresceu assistindo sessão da tarde depois da escola, sabe muito bem o que são grandes filmes, das comédias românticas mais extrapoladas a filmes de ação sem sentido.

O termo suspensão de descrença não era conhecido, e todos aqueles antigos filmes moldaram uma geração que hoje vem a ser os adultos desse novo mundo, em pleno 2019, filmes nesses padrões ainda são feitos e conseguem emocionar a uma geração inteira criada pela sessão da tarde, e outra que começa a ser moldada pelos filmes de heróis, só esqueceram que a linguagem é outra hoje.

Jornada do Herói

Nos mesmos moldes dos filmes da década de oitenta, O Menino Que Queria Ser Rei demonstra a jornada do herói da forma mais simples e objetiva possível, com plots óbvios e roteiro previsível, o filme consegue dividir opiniões quanto a sua fórmula oitentista que traz um sentimento de nostalgia, um arco de história tão repetidamente contado que bate o sono ao assistir.

Muitas pessoas reclamam de filmes dublados porque não conseguem se prender na trama, acham que atrapalham e distorcem o real significado da frase dita pelo ator, porém, para um bom indivíduo criado pelos filmes no padrão blockbuster antigo, sabe muito bem que a dublagem foi o grande ponto do filme, marcando com frases inesquecíveis e imortalizando um uma geração, talvez O Menino que queria ser Rei não seja um filme épico, mas com certeza a dublagem salvou essa fraca produção de jornada do herói.

O Menino Que Queria Ser Rei (Imagem Divulgação)
O Menino Que Queria Ser Rei

Crianças no mundo do Rei Arthur

Misturando a clássica idade média dos livros de Rei Arthur, mago Merlin e bruxa Morgana, a extrapolada comédia de crianças vivendo tempos escolares diverte um pouco e irrita muito, mas mistura bastante absurdos com realidades, como criar um exército de estudantes que usam espadas reais e placas de sinalização de obras como escudo, elas sendo mandadas pela diretora hipnotizada, a suspensão de descrença não é abusada e a experiência se torna magnífica, ao nível sessão da tarde que deve ser.

Contudo há um ponto que deve ser criticado pelo qual te tira completamente do filme, muitos CGis do filme se mostram tão mal feitos que a diferença para o real é gritante e isso começa a te assombrar durante a sessão, pensando o quão amador pareceu a produção desse filme, sendo que essa história não se baseia em efeitos visuais, e sim num roteiro previsível e divertido, infelizmente essa falta de qualidade acaba sim interferindo na experiência desse filme e te desprende por completo, considerando o que era para ser um padrão hollywoodiano um desastre completo.

O Menino Que Queria Ser Rei
O Menino Que Queria Ser Rei (Imagem Divulgação)

Diversão Nostálgica da Sessão da Tarde

Pode parecer uma crítica bem superficial por falar de efeitos visuais, mas há produções que passam desapercebidas, e outra que se mostram nítida, no caso de O Menino que queria ser Rei é a prova dos filmes que sofrem com esse defeito e derrubam atuações simples e roteiro raso ao chão, e o “mais um blockbuster divertido” se torna “mais um filme divertidinho”.

Uma pena por esses problemas destacar a fraqueza desse filme, mas para os que não se incomodam, por mais nítido que seja, pode-se dizer que esse filme é uma diversão nostálgica dos fins de tarde, tanto que dificilmente você não se recordará das aberturas da sessão da tarde, temperatura máxima e entre outros, só faltou começar a rodada do Brasileirão em seguida.

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Cafarnaum | Review

cafarnaum
Cafarnaum (Imagem Divulgação)

As histórias mais assistidas no cinema são baseadas em ficções a muito tempo criadas em livros, quadrinhos ou filmes de décadas passadas.

O excesso dessas estreias acabam ofuscando alguns filmes que são muito melhores do que as velhas histórias baseadas na jornada do herói, mas faz sentido quando o público não busca a realidade nas grandes telas, Carfanaum é exatamente isso, para alguns, mais um filme cult, para outros, um filme genial, pode ser rotulado assim, se não fosse tratado como algo normal, ou melhor, como algo real.

Realidade

A realidade do oriente médio é algo que choca a todos aqui do ocidente, no caso do filme, Carfanaum significa lugar que há tumulto, tanto que o início do filme a legenda traduz para “caos”, mas também foi uma cidade bíblica, próximo do norte do mar da Galileia, ligava a Síria e o Egito ao Líbano, lugar onde Jesus realizou alguns milagres, dentre eles a cura de um paralítico.

Se pensar no sofrimento que é retratado no filme, a situação pode ser levemente comparada ao Brasil, um nordestino que vive em situações de pobreza, sonha em vir para o sudeste ter uma vida melhor, e quando alguém daqui vai para o norte do país, se impressiona com a pobreza do povo, sendo que isso está nítido a muito tempo, no oriente médio, o desenvolvimento da trama se baseia nessa realidade do filme, meninas de onze anos casando e tendo filhos, crianças não sendo registradas no hospital por questões da política da região.

Uma criança que não possui identificação, não têm esperanças de uma vida melhor e sobrevive em um lugar largado por Deus, pois qualquer coisa que queira fazer, é necessário a apresentação de documentos, inclusive trabalhar ou estudar, tanto que o único momento em que a criança protagonista sorri, acaba não confortando como deveria, pois o mundo em que ele vive é tão sujo e precário que um único sorriso é um alívio ilusório em um mundo desgraçado.

Ainda na trama, foi criado mais um arco que se tornou outra realidade presente no mundo, o imigrante não registrado, uma mãe vai para outro país para uma vida melhor para trazer melhores cuidados ao filho, o qual precisa ficar atenta para não perdê-lo para um maluco que quer vender a criança e trancar em um depósito de refugiados, a cada detalhe desse mundo podre, um alívio era mostrado, que poderia parecer apenas uma barriga, mas na verdade ela precisa ser aproveitada, pois não é um filme feliz, não tem final de conto de fada, única coisa que existe é aquilo que foi dito, o momento ilusório em um mundo esquecido.

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Cafarnaum (Imagem Divulgação)

Fotografia

Se existe algo impecável nesse filme é a fotografia, a mais pura realidade de uma favela do oriente médio, muitos filmes já exploraram essa arte, e ainda mais continua impactando pela sua maravilha assistida, Carfanaum consegue explicar a realidade dos personagens só na fotografia, o roteiro só solidifica a grande produção desse filme.

Existe uma discussão que pode ser gerada nesse filme, aqueles que desconhecem a realidade da pobreza da classe baixa, têm a visão desse grande filme uma obra de arte maravilhosa que explana a situação de alguns países que ninguém se importa, e por mais cruel e arrogante que seja esse argumento, é a mais dura verdade, porém do outro lado existem aqueles que irão comparar com o Brasil e o oriente médio, e dane-se a coerência, o vitimismo do ser humano faz com que a comparação seja feita, mas na verdade a mensagem que pode ser absorvida pelo público e fazer coerência é a culpa daqueles que acham que a falta de dinheiro é um problema enorme, que os bens materiais conseguem suprir a depressão e a tristeza, a bolha virtual seja o melhor mundo para se viver, Carfanaum é um tapa na cara para dizer o seguinte: Você não tem problema, e sai cabisbaixo e triste do cinema, se considerando sortudo por pelo menos ter água e comida na mesa.

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Cafarnaum (Imagem Divulgação)

Conscientização 

Realidade não leva pessoas aos cinemas, mas conscientiza melhor que um blockbuster, não diverte, mas se mostra genial, Carfanaum é o típico filme que as pessoas precisam assistir, para refletir e chocar a cabeça de todos.

Para um filme triste que foge do costume de Hollywood, dos universos de franquia e da alegria superficial da geração moderna, mesmo lembrando, que a pobreza é dominante no planeta Terra, se usar a suspensão de descrença ao máximo, Carfanaum pode ser retratado como é Tropa de Elite, não é um filme, é um documentário.

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Green Book: O Guia | Review

Green Book
Green Book: O Guia (Imagem Divulgação)

Existe uma verdade no cinema que todo cinéfilo ama e os outros não tão fanáticos odeiam: a temporada de Oscar entrega obras primas de chorar rios de lágrimas e aplaudir por horas.

Passa-se os anos, e toda vez um filme indicado aos grandes prêmios de Hollywood satisfaz de forma tão emocionante e inesquecível que faz você dá valor a cada filme que entra na lista de indicados, e o vencedor do Globo de Ouro, Green Book – O Guia é mais uma das provas concretas desse argumento, seja superficial ou profundo, o filme conquista a todos os corações.

Inspirado em uma história real

Inspirado em uma história real, o filme conta a história de uma amizade de um italiano do bairro do Brooklyn e um negro da grande elite, por ser um italiano da “gema”, o personagem de Viggo Mortensen é racista, grosso e malandro, enquanto o de Mahershala Ali é aristocrata, nobre e um excelente pianista.

O filme retratado em épocas racistas, se apoia em um tipo de humor que te diverte aos risos e conscientiza, um branco sendo motorista particular de um negro em décadas antigas é algo que chocaria o mundo, porém um pequeno detalhe do filme deve ser levado em consideração, o negro que normalmente é retratado como o pobre, é o rico da vez, e ele não é só julgado pelos brancos, mas até pelos negros de classe baixa, visto como se fosse uma ofensa para as pessoas de sua cor.

Green Book: O Guia
Green Book: O Guia (Imagem Divulgação)

No filme eles o vêem como o negro que quer ser branco, quando na verdade ele é um negro criado em berço de ouro, algo visto de forma equivocada para aquela época, já o italiano é malandro de velha data, envolvido com a família, sempre ao estilo mão leve e sem escrúpulos para acertar as contas na porrada.

Mesmo sendo classe baixa, as portas sempre estão abertas a ele, claramente por ser branco, mesmo assim, é o porradeiro que se faz de mafioso, o estilo garanhão italiano que intimida pela sua cara feia, jeito de falar e atitude estourada, a amizade dos dois constroem um aprendizado a todos que assistem e até para os próprios personagens, o italiano aprende o quão babaca ele estava sendo por ser racista, e o pianista aprende o quanto sua atitude de elite e ego inflado afastava as pessoas dele, o tornando um rico sozinho no mundo.

Brancos e negros, pobres e ricos, aristocratas e malandros, pode brincar com o que você quiser, a diferença sempre será atrativa para você, seja do amor uma simples amizade, o desconhecido é no que atiça a curiosidade, e as personalidade desse filme é a prova viva.

green book
Green Book: O Guia (Imagem Divulgação)

Personalidades

A diferença de personalidade é a principal base do filme, porém não é a engrenagem que faz a trama andar. O humor na dosagem certa amarra a história para te deixar preso em um maravilhoso filme, não escrachado a ponto de ser pastelão, não leve a ponto de ser uma sátira; situações em cena, diálogos pensados e costumes de cada um é o que te diverte em Green Book, consegue equilibrar com as situações incômodas de racismo e preconceito, como um ponto que deve ser a maior mensagem do filme.

O fato do pianista ser a celebridade que deveria ser exaltada e respeitada, é tratada como mais um negro qualquer que não merece a devida atenção, a não ser quando está tocando, mesmo assim ele se impõe de forma egocêntrica, porém o italiano mostra que as coisas são diferentes, e isso mostra a redenção pelo seu racismo apresentado no início da filme, por uma única cena de quase dez segundos.

Já tem de uns tempos para cá que Hollywood tem conversado com o público sobre questões racistas impostas no dia a dia, mas uma coisa é trazer filmes mais fortes como foi Mudbound: Lágrimas Sobre O Mississipi, história essa que foi baseada em uma história real, acontece que Green Book- O Guia também é, e trabalha com o humor, mais fácil de digerir, e bem mais tranquilo em passar a mensagem, é muito bom que nenhum dos dois tipos de filme extraiam juntos nos cinemas, pois um deles será sempre esquecido, quando os dois precisam ser assistidos, seja o estilo dedo na ferida, ou comédia para toda a família.

Green Book: O Guia (Pôster Divulgação)

Lição de Vida

Traz uma lição de vida, diverte sem ser escrachado e mal começou o ano e esse filme já deu um Globo de Ouro para Mahershala Ali, como dito, a temporada de premiações não é a mais esperada pela massa, mas é a mais aclamada, e recompensa o público com grandes filmes que provam a genialidade dos estúdios, mostram que pode ser criativo com padrões já conhecidos, mesmo usados para alguns artifícios de roteiro, Green Book acerta em todos os pontos sem erros e pode ser chamado de um dos melhores filmes de 2019, mesmo ainda estando no início do ano.

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JoJo’s Bizarre Adventure Parte 1 – Phantom Blood (Mangá) | Primeiro Gole

jojo phantom blood

JoJo’s Bizarre Adventure talvez seja um dos mangás mais esperados pelos brasileiros no ano de 2018. A obra dividida em seis partes está em publicação desde 1987 e conta com diversas adaptações para OVAs, animações, jogos e até light novels.

A edição brasileira, lançada pela Panini na última edição do evento Anime Friends, em 2018, é bastante diferente dos outros títulos da editora, com mais de 300 páginas de história o volume conta com uma encadernação luxuosa, páginas coloridas e até mesmo duas orelhas de livro (ou mangá, no caso).

Mais de 30 anos de história

Apesar da popularidade do título no oriente, JoJo’s é uma aposta arriscada no Brasil. Phantom Blood, a primeira parte da história, já foi encerrada no Japão há 30 anos e possui muitos aspectos dos quadrinhos da época: traços mais realísticos, figuras masculinas bastante caricatas, cenários e personagens extremamente detalhados e muitas influências contemporâneas da época.

Mesmo que outros mangás da mesma época já terem feito sucesso aqui, a maioria deles contava com o aspecto nostálgico, já que os mesmos tinham tido suas animações reproduzidas nas televisões brasileiras, o que não é o caso de JoJo’s.

Ainda assim há um motivo pelo qual a obra continua gerando continuações e derivações, mesmo em seu formato datado, e nós podemos compreender muito bem isso com a leitura desse primeiro volume.

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Nosso volume de Jojo’s Bizarre Adventure – Parte 1: Phantom Blood, cedido pela Editora Panini (Foto: Suco de Mangá)

Inspirações da Obra

Começando pelo final a Panini adicionou a edição um posfácio escrito pelo autor Hirohiko Araki onde ele aponta quais foram as suas inspirações para a obra. Ele descreve toda a história como uma “Ode à Humanidade” onde suas personagens, protagonistas ou antagonistas, vão em busca dos seus objetivos e futuros de maneira positiva.

Faz muito sentido que a gente elenque isso logo de inicio porque digerir JoJo’s caso você seja um fã recente de mangás e animes não será fácil, a obra é mais densa, romantizada e tem muitas ligações a obras clássicas como Os Miseráveis de Victor Hugo.

O objetivo de Joestar

Na trama, acompanhamos o jovem Jonathan Joestar, ou JoJo (como é chamado pelos amigos e família), o único herdeiro de uma família aristocrata britânica. O objetivo de JoJo é somente um: tornar-se um cavalheiro. Porém, seus sonhos vão sofrer uma grande mudança quando ele é apresentado ao personagem Dio Brando, rapaz humilde que busca os Joestar após o falecimento de seu pai. Dario Brando “salvou” a vida do patriarca da família Joestar em um evento fatídico 12 anos antes, e por isso seu filho ganha o apoio da nobre família em seus estudos, tornando-se praticamente irmão de JoJo.

Acontece que Dio Brando é um terrível vilão, personagem com objetivos sórdidos e sem qualquer tipo de sentimento pelos quem o acolheram. Seu desejo é destruir JoJo e assumir a fortuna dos Joestar de qualquer forma, com isso em mente ele realiza todo tipo de ato malicioso para atacar e ferir Jonathan que tem um coração puro e ingênuo.

Bem vs Mal

Mesmo com personagens tão caricatos o autor consegue nos convencer logo da alma pura de JoJo e da maleficência de Dio (no qual eu odeio do fundo do meu coração). Temos aqui uma história clássica do bem contra o mal, do herói e mocinho tendo que enfrentar todas as maldades do mundo com objetivos puros e utópicos. Ao mesmo tempo Araki também consegue levar a trama para o lado sobrenatural e “bizarro” de uma maneira bem realista.

Mesmo com uma lista incontável de absurdos, o autor tem o trabalho de explicar as origens dos itens “incomuns” apontando suas vantagens e fraquezas, um cuidado que muitos deixariam “para os leitores adivinharem”.

Capa japonesa de Phantom Blood

Ótimo trabalho de tradução e edição! 

Tendo ouvido muita coisa boa sobre como o enredo se desenrola, eu me mostro verdadeiramente curiosa sobre os fatos que devem se seguir, e sobre como a história pretende se desenrolar. Apesar de arriscado, eu acredito que o lançamento de JoJo’s será um sucesso, e irá conquistar muitos fãs pelas terras tupiniquins, o que garantirá a publicação das outras partes da série.

Com um valor um pouco mais elevado que os atuais mangás do mercado, JoJo’s Bizarre Adventure Phantom Blood 1 consegue entregar um trabalho muito bem feito de tradução e edição, com um volume de alta qualidade editorial. Espero poder continuar acompanhado as aventuras bizarras de JoJo e ter na minha estante a coleção completa desse título tão famoso.

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Mob Psycho 100 – 2ª Temporada | Primeiro Gole

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mob psycho 100 2 (Imagem Divulgação)

Mob Psycho 100 é baseado em um mangá de ação, comédia e sobrenatural, já finalizado. Tendo como autor o famoso ONE, conhecido por sua obra One Punch Man e por não gostar tanto de desenhar, assim, seus mangás tem um gráfico bem diferente dos demais.

Nessa Temporada de Inverno 2019, Mob Psycho ganhou sua segunda temporada. O estúdio responsável continua sendo o Bones, o mesmo de My Hero Academia; e os produtores são Warner Bros. Japan, conhecida por Prison School; e o famoso Shogakukan, que produziu os episódios de InuYasha.

Eu estava muito ansiosa para essa continuação, pois esse foi o primeiro anime de comédia que eu realmente gostei. E além de ser engraçado, tem umas lutas muito boas, o que já ganha uns pontinhos para mim.

O mais forte e mais ingênuo

Kageyama Shigeo, o famoso Mob, descobre mais sobre seus poderes e capacidades no decorrer da primeira temporada. São feitas muitas revelações, mas todas as soluções são encontradas, e acontecem inúmeras lutas épicas.

Após derrotar a organização que estava atrás dos paranormais, Mob volta para a sua rotina normal. Ainda trabalhando meio período para Arataka Seigen, sem desconfiar que seu “sensei” é só um charlatão, e conta com a companhia Dimple, que o acompanha sempre.

Na escola tudo continua igual, Mob ainda é perdidamente apaixonado por Tsubomi Takane e não é um aluno popular. Assim, por conta de incentivos ele tenta novas técnicas para se aproximar de Takane, como se candidatar para cargos no conselho estudantil.

Nesta temporada, Shigeo desenvolve mais seus sentimentos e opiniões, não sendo tão controlado pelas pessoas ao seu redor. Acredito que irá focar nesse desenvolvimento pessoal do personagem principal, algo que eu estava esperando desde a primeira temporada.

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mob psycho 100 2 (Pôster Divulgação)

Florescer de novos pensamentos

Os otakus que assistiram à primeira temporada sabem que Mob não é uma pessoa muito sentimental e expressiva, não parecia nem um adolescente, via tudo com muita inocência e não tinha muitas opiniões concretas.

Já no primeiro episódio percebe-se mudanças nesse comportamento, sutis no começo e nos próximos episódios mais notável. Acho isso muito bom para o Mob, já que ele era péssimo ver os outros tratando-o como se fosse uma marionete.

Provavelmente essa mudança se deu pelo fato dele ter feito novos amigos e experimentado várias situações diferentes, mostrando que o mundo não era tão puro e inocente como ele pensava.

Estou muito ansiosa para ver onde tudo isso vai chegar e eu torço muito para o Shigeo arrumar uma namoradinha de verdade, quem nunca?

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Mob Psycho 100 2 (Pôster Divulgação)

Vale a pena a continuação

Se você assistiu à primeira temporada, continue com a segunda. Pelo o que vi até agora, essa nova vai ser ainda melhor e com mais críticas disfarçadas na comédia.

Acredito também que vai mostrar mais sobre esse universo de paranormais, que não foi totalmente explicado na primeira temporada, e que tenha mais lutas épicas para a gente admirar.

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The Walking Dead – A New Day | Review

The Walking Dead: A New Day
The Walking Dead: A New Day (Imagem Divulgação)

The Walking Dead é uma franquia de sucesso criada por Robert Kirkman e Tony Moore. A história, lançada em histórias em quadrinhos, relata a vida de Rick Grimes, um policial que acorda após um coma em um hospital no meio de um apocalipse zumbi.

A trama fez tanto sucesso que gerou uma série televisiva, que teve como base o mesmo roteiro, mas por sua vez acabou tomando os próprios rumos. Além disso, a franquia também gerou uma série de outras produções, entre elas o jogo The Walking Dead produzido pela Telltale Games e lançado em 2012.

O jogo, lançado em abril, foi igualmente baseado nas histórias em quadrinhos – porém – se passa com novos personagens, esses que vivenciam aventuras paralelas aos personagens principais da série.

Condenação

O protagonista, Lee Everett, é um professor de história que acaba de ser condenado por assassinato, no caminho para a prisão o carro de polícia em que ele se localiza sofre um acidente, bem durante do que seria o apocalipse zumbi. Lee, ferido, e sem entender nada, busca por ajuda nas proximidades onde encontra a personagem principal da série: Clementine, uma jovem de 8 anos que está em busca dos pais que viajaram.

O jogo inicial, chamado de Season One: A New Day (Temporada 1: Um novo dia) foi um sucesso mundial, tendo sido lançado para diversas plataformas, e gerando diversas continuações como: 400 Days, Season 2, Michonne, Season 3, e Season 4 (que promete ser a última desse enredo).

The Walking Dead: A New Day
The Walking Dead: A New Day (Imagem Divulgação)

Aventura e Ação

O jogo é um misto de aventura e ação, com múltiplas escolhas que irão determinar o rumo da história, assim como seu final. Apesar de alguns incidentes serem inevitáveis, a maior parte das escolhas impacta diretamente no seu futuro, assim como dos outros personagens.

Com um formato de Visual Novel, o jogo também se utiliza de outros tipos de jogabilidades como a Point-and-Click, onde você clica nos itens do cenário para poder interagir com eles (apesar da movimentação também ser possível).

Ainda pensando em se aproveitar da popularidade da série televisa, o jogo adotou uma opção de episódios, dividindo todo o jogo em 5 partes, tendo sido elas lançadas separadamente com direito a trailers e “anteriormente em The Walking Dead…”

The Walking Dead: A New Day
The Walking Dead: A New Day (Imagem Divulgação)

Personagens da Série e Quadrinhos

O jogo além de fornecer um panorama do resto do país durante o apocalipse também brinca com a participação de personagens canônicos do HQ e da série como Hershell Greene e Glenn Rhee.

De forma intensa e emocionante, os episódios da trama se desdobram a fim de que nos aproximemos dos personagens e criemos uma relação com cada um deles. Apesar disso, o jogo não nos polpa de momentos sombrios e tensos, muitas vezes nos dando escolhas difíceis que impactaram na perda direta de alguém que simpatizamos.

The Walking Dead: A New Day
The Walking Dead: A New Day (Imagem Divulgação)

Gráficos e Técnica

Apesar da Telltale ter optado por gráficos mais caricatos e semelhantes as Histórias em Quadrinhos isso não influencia em nada na imersão do game, proporcionando uma experiência fantástica e assustadora para qualquer fã de zumbis, ou da franquia The Walking Dead.

Com mais de 90% de avaliações positivas o jogo pode ser encontrado a venda loja na STEAM com áudio original e legendas em português.

Uma experiência única para fãs do gênero e da série, um clássico da década e que entrará para a história dos jogos modernos.

“[…] Pessoas enlouquecem quando acham que sua vida acabou”

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