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Socorro, Virei Uma Garota! | Review

Já pensou se você, um nerd rejeitado por te acharem “estranho”, tivesse a oportunidade de mudar de lugar, se tornar o garoto mais descolado da escola, ou no caso uma garota, sempre o centro das atenções, ser o desejo amoroso dos menininhos, causar inveja nas menininhas e vice versa.

Uma questão que já foi pensada por muitos, roteirizada milhões de vezes, principalmente pelo Brasil, agora retorna em um filme teen que assusta com a previsibilidade do roteiro, o padrão humorístico escrachado, a fórmula teen de sempre, mas quebra o clichê de filme teen com clichê de filme cult, conquistando o público em uma história emocionante e acertando no ponto certo de divertimento. Este é Socorro, Virei Uma Garota!

Um Filme Teen?

O problema de filme teen é que você já têm uma ideia do que será a trama, piadas velhas que são acompanhadas de trilhas de desenho animado, agregados a uma história parecida com inúmeros filmes nacionais, fazendo dele algo ignorado por uma boa parte da população, mesmo dentro dos padrões teen, assistir a um filme desse gênero chega a ser exaustivo por assistir a obviedade, piadas e excesso de referências (memes) comprova que a fórmula do sucesso nacional está desgastada.

O típico blockbuster brasileiro tenta se diferenciar de uma produção a outra com poucos elementos, mas não só em trabalho de edição como de roteiro, coloca todos eles no memorial das comédias nacionais, um limbo cultural que todos os países possuem quando o assunto é cinema.

Socorro, Virei uma Garota é mais um filme teen, mas que pode ser abraçado por seu público alvo por trazer alguns elementos já conhecidos no dia a dia, a superficialidade desse filme esconde o pouco de profundeza que o roteiro mostra em tela, o adolescente alvo de bullying por ser nerd, otaku e/ou mais inteligente que os descolados, o desprezo do pai paralelo a ausência da mãe, se junta ao foco principal do filme e mistura com a mudança de realidade, dando lugar a garota descolada que é mal falada pela escola inteira por ser “rodada”, além de ser esnobe e arrogante, sendo que por trás de toda essa máscara social, existe uma garota insegura, superficial e talvez depressiva.

Isso é ofuscado pelo humor escrachado, contudo é perceptível alguns desses pontos por causa do padrão teen do filme, você começa a procurar algo a mais naquele roteiro, no fim você encontra pontos positivos que agregam a experiência de assisti-lo, entretanto não salva o filme da mesmice saturada.

Plot Surpreendente

Um filme teen ser rotulado de desastre é um pré conceito adotado pela ignorância daqueles já cansados por filmes nacionais e sua fórmula básica de humor da TV aberta, muitos desses filmes ainda conseguem conquistar a poucos, e uma minoria dessas produções ainda surpreendem com seus plots, Socorro, Virei uma Garota está nessa lista, aqueles pontos que se destacam além da história coloca uma carga emocional maior nas escolhas da protagonista e faz com que ela se divida entre as duas realidades, voltar a sua vida comum de garoto, ou viver como uma garota e estar além do “normal”.

Mas isso não é referente a ser popular, mas sim sair daquela vida triste de ser exilado pelos colegas de escola e uma família problemática, estar em um tempo paralelo melhor que o seu, de certa forma mais feliz e positivo em todos os aspectos, inclusive a garota que você gosta ser sua amiga, acontecer uma troca de interesse sexual da personagem, fazendo dela lésbica pelo fato de, no fundo, ele ser um garoto, colocando o público em dúvida, pois o final clichê já não é mais certeza, e percebe-se que a escolha da protagonista se coloca em debate na sua cabeça, pois não importava qual tempo paralelo ela ficaria, faria sentido para a trama, sair da caixinha de filme teen seria ousado, porém compreendido pelo público alvo, se manter no final clichê só justifica o padrão do gênero, mas todos os acontecimentos vividos e mudados pela protagonista agregam na maturidade da mesma quando retorna para o corpo do garoto.

Nisso, ela coloca uma, ou talvez duas lições de vida, primeiro ser grato ao que você têm, e a outra é fazer a diferença em um ambiente que você sabe que é problemático, no caso a falta de empatia, isso se mostra uma surpresa dentro do clichê assistido em tela, como dito antes, não salva o clichê, mas acerta em um belo blockbuster, se colocando acima de muitas produções antigas do cinema nacional, provando que pode-se trabalhar novos conceitos em histórias repetidas.

Uma ótima recomendação da Comédia Nacional

Por mais surpreendente e positivo que tenha sido Socorro, Virei uma Garota, provável que baterá no problema de ignorância das pessoas por filmes nacionais, contudo é quase que certeza que esse blockbuster passará na TV aberta e será aclamado pelo público, como aconteceu recentemente com Os Farofeiros.

Ou seja, que se dane assistir no cinema, assistir em streaming pirata e TV aberta sai mais barato, aí balanceia com o preço exacerbado dos ingressos de cinema e de produções milionárias hollywoodianas, aí é mal do Brasil, mas ainda sim é um filme que vale o ingresso e é diversão para toda a família com um filme simples e tocante do cinema nacional.

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Makoto Tezuka (Macoto Tezka) | Suco Entrevista

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Nessa edição da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, a homenagem ao Japão é feita em grande estilo. Temos um lindo espaço realizado pelo Consulado do Japão bem na entrada do evento? Temos. Temos uma grande best-seller de literatura thriller como a Kanae Minato entre nós? Temos. Isso é tudo? Mas nem de longe!

Leia também: Mika Kobayashi | Suco Entrevista

Uma homenagem que traz ao seu evento o filho do maior nome dos mangás de todos os tempos é sem dúvida uma homenagem que honra ao pé da letra o seu homenageado. Visitando o Rio de Janeiro pela primeira vez, o diretor de cinema e animação Makoto Tezuka chega à Bienal para participar de um painel com nosso querido Maurício de Souza, um grande amigo de Osamu Tezuka.

Makoto Tezuka teve a enorme gentileza de dar alguns minutos de seu tempo para conversar conosco, mesmo cansado de um longo trânsito congestionado em meio à forte chuva.

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Makoto Tezuka, com certeza você já está acostumado a ser associado com seu pai, mas como foi conciliar o peso de ser filho de um grande nome com o seu desenvolvimento pessoal como indivíduo e profissional de cinema?

Antes mesmo de eu sentir a necessidade de pensar nesse tipo de coisa, eu já gostava muito de cinema. Quando eu tinha 16 anos, fiz um filme com alguns amigos e felizmente fomos premiados num concurso para alunos do ensino médio. Isso foi uma porta para que eu pudesse começar a conhecer profissionais da área e poder trabalhar com cinema. Continuei produzindo filmes depois de entrar na universidade e minhas produções tiveram um bom sucesso.

E isso te ajudou a trilhar um caminho próprio e evitar um complexo de viver à sombra do nome de Osamu Tezuka, imagino.

Sim, com certeza. Quando participei no primeiro concurso, um dos juízes que nos selecionaram foi o lendário diretor Nagisa Oshima. Quando fui agradecê-lo eu disse que meu pai com certeza também ficaria bastante feliz e ele me perguntou: “Mas quem é seu pai?” *risos*. Então ele nem sabia que meu pai era o Osamu Tezuka, o que ajudou muito a construir minha autoconfiança.

Quando falamos de cinema e Japão, o nome de Akira Kurosawa é inevitável. Qual foi o tamanho da influência dele pra você?

Sem dúvida, Akira Kurosawa é um dos nomes mais respeitados do Japão e com certeza todos que o sucederam foram influenciados por ele de uma forma ou de outra. Só que quando eu comecei no cinema, nos anos 80, o Kurosawa já não fazia mais tanto sucesso e as empresas cinematográficas já não pediam mais tantos trabalhos dele. Acredito que minha geração foi a primeira geração de cineastas que passaram a trilhar caminhos mais independentes, mais distanciados da influência do Kurosawa.

E depois que eu comecei a trabalhar no ramo, a Kurosawa Production entrou em contato comigo dizendo que o Kurosawa ia trabalhar numa nova produção, mas que ele já estava muito idoso, então eles queriam um documentário sobre essa produção. Depois em um comentário, a empresa disse que por trabalharmos um pouco de fora dessa esfera de influência, pudemos fazer um documentário mais objetivo do Kurosawa. Então fiquei três meses acompanhando de perto as produções desse filme para o documentário.

Você dirigiu algumas temporadas de Blackjack, um anime sobre as aventuras de um médico extraordinário. O fato de sua família ser bem ligada com a medicina desde o seu avô te deu alguma intimidade pessoal com a obra? Foi isso que te motivou a esse trabalho?

Mais ou menos. Com certeza a minha família toda sempre esteve próximo da medicina, até bem antes do meu avô. Não foi bem o caminho que eu quis seguir. Minha maior intenção era na verdade trabalhar em um live action de Black Jack, só que a iniciativa não avançou tão bem. Então a produtora resolveu sugerir que transformássemos aquela ideia em um anime e foi o que fizemos.

black jack

A Turma da Mônica foi o primeiro contato com as letras e o primeiro meio de alfabetização de muita gente, incluindo eu mesmo. Como você avalia a obra e a pessoa de Maurício de Souza, considerando a longa amizade dele com seu pai?

Infelizmente a obra do Maurício ainda não é muito conhecida no Japão, mas meu pai falava muito do trabalho maravilhoso que ele fazia, ele realmente falava muito do Maurício de Souza pra mim e era de ouvir falar que eu o conhecia. Depois que meu pai faleceu é que eu fui encontrá-lo e conhecê-lo pessoalmente. Esses encontros foram se repetindo e foi aí que eu pude ver de perto essa pessoa maravilhosa que ele é.

Meu pai e o Maurício tinham prometido realizar um trabalho em conjunto usando os seus personagens, o que infelizmente não foi possível em vida. Quando meu pai faleceu, foi o Maurício quem entrou em contato comigo dizendo se não havia alguma forma de nós fazermos um trabalho de colaboração dos personagens da Turma da Mônica e com os personagens das obras do Osamu Tezuka. Fui fazer essa ponte e foi uma felicidade enorme poder coordenar todo o trabalho e cumprir a promessa que meu pai havia feito anos atrás.

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Makoto Tezuka estará compartilhando um painel com Maurício de Souza na quarta-feira, dia 04 de setembro às 15h no Auditório Madureira (Pavilhão Verde). A cobertura desse painel e de outros você também confere aqui no SUCO!

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As Rainhas da Torcida | Review

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Em 2013 estreava o filme A Batalha dos Sexos, dirigido pela Zara Hayes, esse foi o primeiro filme da diretora. Foi muito bem elogiado por todos na crítica e para o público em geral, em pleno 2019, ela está de volta, com um filme nos mesmos padrões de sua primeira produção: As Rainhas da Torcida!

Com tudo para ser o filme da família para o fim de semana, fugir dos filmes populares e imergir em uma história simples e comum que irá te fazer rir e chorar com esse maravilhoso blockbuster, mesmo parecendo com outras comédias já assistidas e que estão na ponta da língua do povo.

Um filme de comédia?

A primeira vista, é mais um filme de comédia, mas antes fosse isso algo ruim, às vezes a simplicidade basta para entreter uma mente vazia, um roteiro redondo e bem apresentado, com um arco de aposentadas e sua tentativa de começar um clube de líderes de torcida em um recanto de idosos.

A trama se desenvolve naquele estilo que todos conhecem, pensem em um filme de comédia qualquer, como se fosse um A Proposta ou a franquia O Diário de uma Princesa, para alguns é uma história bobinha, para outros bonita, trazendo sempre uma mensagem sutil sobre amor, amizade, superação e qualquer coisa nessa linha.

O humor desse filme é algo que deveria ser usado como exemplo para outras produções, todas as antagonistas em si são um tópico a parte, pelo carisma e talvez por serem aposentadas “simpáticas”, você se a pega a todos eles, e cada um trabalha com que a história caminhe leve, sem correria ou arrastado, a facilidade de absorver sua mensagem prova o quanto a profundidade desse filme é bem interpretada, pois não é necessário cair para o cult ou separar o primeiro ato inteiro para construir um personagem.

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A sádica Martha, de Diane Keaton

Leve e sádica de vez em quando, Martha, interpretada pela Diane Keaton, é uma personagem que vai além do protagonismo, meio obscuro no início, ela se muda para esse recanto de aposentadas após um longo período morando em seu velho apartamento, sem saber sua origem, o motivo ou apenas pelo cansaço de viver em sociedade, você consegue ignorar por completo essas questões e simplesmente assiste pela diversão que o conjunto da obra te proporciona.

Porém, em cenas engraçadas e tramas paralelas sendo construída, se vê uma profundidade da personagem trabalhada aos poucos até roubar o foco da trama principal, isso enriquece o filme além de uma mera comédia, e o plot é algo que se mostra óbvio, mas ele te acerta e escorrer algumas lágrimas no momento é comum do ser humano, se for emotivo então, se prepare.

A mensagem é uma discussão antiga dentro das famílias de todo o mundo, o povo da terceira idade estão em uma fase complexa, problemas físicos começam a surgir, limitações do organismo acontecem, alguns não conseguem mais andar, outros já geram doenças mentais e isso te coloca em uma situação complicada, alguns preferem se livrar de vez dos idosos, jogam em um asilo e dane-se, outros se tornam super-protetores, nessa história se vê a terceira idade curtindo a vida do jeito que elas podem, não vivendo em uma cama, se dopando de remédios e tomando chá, aqui o nível é além, tanto que algumas senhoras resolveram ter a ideia de fazer um clube de líderes de torcida, só prova que idade é um número e que você têm que viver tudo o que é possível, pois se não o fizer, irá amargurar para sempre.

A Mensagem

A certeza é que todo o mundo vai ver esse filme um dia, absoluta certeza que ele passará na TV Aberta e todos irão assistir e comentar sobre ele, talvez alguns portais de notícia farão dissertações sobre sua mensagem, uma obra que se mostra linda e divertida, mesmo dentro da simplicidade apresentada no filme.

As Rainhas da Torcida irá entrar na lista de favoritos de todos os amantes de comédia, para alguns será assistido até em looping, pelo simples fato de ser uma comédia água com açúcar, já conhecida pelos seus padrões, porém está longe de ser ruim e agrada a todos os públicos, com isso Zara Reyes está com saldo positivo em Hollywood, e seu próximo filme pode emocionar a todos também, enquanto não acontece, se deliciar com As Rainhas da Torcida é obrigação para quem busca diversão e também emoção de uma linda história de amizade e alegria.

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Alissa White-Gluz, do Arch Enemy, dublará personagem em Gears 5

alissa white gluz gears 5

O chefão do estúdio “The Coalition”, Rod Fergusson, tuitou que a cantora Alissa White-Gluz, vocalista da banda Arch Enemy e ex-The Agonist, fará a voz do personagem Swarm Hunter em Gears 5, como pode ser visto abaixo.

Sobre Gears 5: Gears 5 é um jogo eletrônico de tiro em terceira pessoa desenvolvido pela The Coalition e publicado pela Xbox Game Studios Exclusivamente para Xbox One e Windows 10 como parte do Xbox Play Anywhere. É o sexto título da série Gears of War e a continuação de Gears of War 4.

Gears 5 será lançado em 10 de setembro de 2019 para Xbox One e PC.

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Panini lança três linhas de Conan no Brasil – confira!

A Editora Panini acaba de adquirir a licença e lança três linhas de produtos: as revistas bimestrais de Conan, o Bárbaro, e A Espada Selvagem de Conan, além da coleção de fascículos quinzenais A Espada Selvagem de Conan, com 75 números.

Coleção Conan, o Bárbaro

Revista bimestral 

Sobre: O título bimestral traz Conan – o cimério de cabelos negros, olhar sombrio e espada em punho – como um ladrão salteador e matador. O dono de gigantescas melancolia e jovialidade chega para derrotar os tronos adornados da Terra. A criação de Robert Ervin Howard ressalta as viagens de Conan que o levaram aos confins do desconhecido, desde o seu nascimento, na Ciméria, até a conquista do reino da Aquilônia. A saga tem início pelas mãos do roteirista Jason Aaron (O Poderoso Thor e Star Wars) e do artista Mahmud Asrar (Fabulosos X-Men e Novíssimos Vingadores). A revista com 52 páginas está disponível nas bancas desde 30 de agosto, por R$ 9,90.

A Espada Selvagem de Conan

Revista bimestral

Sobre: Quando o Cimério de Bronze menos espera, é resgatado pela tripulação de um navio pirata. A embarcação que guarda sombrios e terríveis segredos faz com que Conan mergulhe na caça de um tesouro. Uma nova era se inicia com A Espada Selvagem de Conan, o segundo título bimestral do cimério, que traz uma aventura recheada de perigos e feitiçaria pelas mãos de Gerry Duggan (Deadpool e Guerras Infinitas) e Ron Garney (Demolidor e Thor: Deus do Trovão) com capas do incomparável artista Alex Ross. Com 44 páginas, a edição estará disponível nas bancas a partir de 13 de setembro, por R$ 9,90.

Coleção A Espada Selvagem de Conan

Fascículo Quinzenal

Sobre: Em parceria com a Salvat e com os talentos de Barry Windsor-Smith, Gil Kane, John Buscema, Alfredo Alcala, entre outros, a nova edição de A Espada Selvagem de Conan, composta de revistas quinzenais, completamente restaurada, traz as histórias mais icônicas e populares de fantasia heroica, que estiveram fora de catálogo por anos. Seguindo a ordem da publicação original, a coletânea de 75 fascículos aborda as aventuras contadas no clássico título Savage Tales, em 1971, pela Marvel Comics. A partir do dia 6 de setembro, as edições da coleção estarão disponíveis quinzenalmente nas bancas. O primeiro fascículo sairá por R$ 9,90.

Além de nas bancas, todas as publicações estarão disponíveis na loja Panini –, em livrarias e comics shops de todo o País e em Assine Panini.

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Sewayaki Kitsune no Senko-san | Review

Desde quando saiu o primeiro trailer, já dava pra perceber do que é que o anime ia ser e The Helpful Fox Senko-san (Senko-san) foi todo o conforto e mimo que podia se esperar!

Foram 12 episódios onde a cada semana o carinho da pequena raposa confortava e ao mesmo tempo alfinetava aquela pontinha de solidão do dia-a-dia que o anime te faz lembrar. Mas sem dúvida, a espera valeu a expectativa e este foi um anime lindo de se ver!

SEM MEDO DE AMAR E SER AMADO

Senko-san tem a mesma fórmula de cada episódio, com direito a episódio de praia e tudo, então vocês já sabem do que se trata. Tudo o que tinha de ser dito sobre o anime foi dito no Primeiro Gole.

Esse é um anime para os desamparados e todo o episódio te ampara ao ponto de te deixar solitário no final, a tônica permanece a mesma até o final então não precisamos nos alongar tanto assim pra esse Review além deste único ponto que vale o subtítulo.

O choque principal que sentimos assistindo o anime é o completo oposto do que costumamos ser por aqui. Enquanto somos íntimos e amigáveis demais, no Japão, amar e ser amado possuem muitos, mas muitos protocolos. Não me perguntem se sempre foi assim, só suspeito que não; não se faziam 10 filhos por família na Era Meiji ou Taisho numa sociedade frígida, mas isso são só achismos meus. O fato permanece que Kuroto hesita em contar muita coisa, hesita em se deixar ser mimado, e talvez a tensão que fica no ar nos últimos episódios se resolveria se ele simplesmente tivesse dado um simples abraço.

Sewayaki Kitsune no Senko-san

Só não se enganem, até um abraço no Japão é um big deal enorme. Por um lado isso tem suas vantagens: eles não banalizam o contato humano como nós e apreciam a importância do contato certo no momento certo. Talvez por isso Kuroto consiga sentir mais do que a gente as palavras e os gestos gentis da Senko. Mas essa percepção também pode ser graças ao defeito desse tipo de atitude: vive-se isolado e justamente sem contato humano, pois os protocolos impõe barreiras e condenam à solidão.

Senko-san é um anime que te incentiva a amar sem medo de amar e ser amado. E essa mensagem é até mais universal do que pensamos, afinal, o quão realmente diferente estamos dessa situação? Se por um lado, se fechar demais seja pelo motivo que for (normas, tabus, etiqueta, etc) te joga na solidão, por outro, se abrir demais também nos joga na mesma situação: deixamos qualquer um entrar no nosso íntimo, nos magoamos, a mágoa vira medo e daí nós viramos a nossa própria nuvem negra, relegados à solidão sem saber quando e pra quem deixar a porta aberta para o nosso íntimo.

Kuroto tinha isso em alguém que era ao mesmo tempo uma mãe, uma acompanhante, um espírito protetor e… bem, algo romântico? Não necessariamente e essa é a boa notícia. O tipo de amor que se expressa em Senko-san também é o tipo que pode ser dado e recebido por qualquer amigo ou amiga que simplesmente precise de um ouvido para ouvir suas lamentações ou alguém para assistir juntos ao final de um anime ou comer comidas gostosas.

CONCLUSÃO

E é isso. Se tudo isso parecer difícil de assimilar seja pelo motivo que for, se o coração estiver pesado e cheio de nuvem negra pelo motivo que for, Sewayaki Kitsune Senko-san é um ótimo remédio pra dar aquela leveza que nossos coraçõezinhos merecem de vez em sempre.

Mediano, mas cumprindo bem o que promete, uns 3 suquinhos fazem justiça ao anime.

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Rio Claro Geek Festival 2019 é neste domingo!

Em sua Quarta Edição, o Rio Claro Geek Festival 2019 ou #RCGF2019 pretende levar diversão e interação a toda família como nas edições anteriores.

Veja também: Rio Claro Geek Festival 2017 | Especial Cosplay

E para esta edição a volta da transmissão ao vivo de várias atrações durante nossa programação que já são conhecidas entre os fãs como: Palestrantes, Bandas, Youtubers, Novos Quadrinistas e Ilustradores, Disputas de Videogame, Concursos de Cosplay, KPOP, entre outras as novidades.

O local escolhido é muito bem conhecido pelos moradores da Cidade Azul, o Centro Cultural ‘Roberto Palmari’, localizado em Anexo ao Lago Azul, em Frente ao colégio Chanceler Raul Fernandes na vila Operária.

O evento, além de seu cunho cultural, também visa a arrecadação de alimentos não perecíveis, que será repassado à Hospedaria de Emaús e Casa de Saúde Bezerra de Menezes de nossa cidade e os Livros à Biblioteca do Centro Cultural ‘Roberto Palmari’.

rio claro geek festival 2019 atracoes

Sobre as principais atividades:

Cosplay

Uma das atrações que dão maior “cor” ao evento, pessoas que se fantasiam de seus personagens prediletos nos filmes, series, jogos, etc… Haverá concursos valendo prêmios para participantes individuais, em grupos e claro, uma categoria destinada aos baixinhos de até dez anos de idade. Também teremos uma palestra voltada a divulgação e melhora do trabalhos dos participantes que estão iniciando a vida dentro do Mundo Cosplay. As inscrições são gratuitas no dia do evento.

Música

A novidade deste ano fica por conta da apresentação especial do Grupo Ryukyu Koku Matsuri Daiko – Filial Campinas em sua participação vão levar a música com tambores do Taiko englobando uma variedade de instrumentos japoneses de percussão. E como nos anos anteriores, o evento contará com palco para apresentações e Torneio de dança de KPOP.

Games

Teremos espaço completo para Videogames, espaço Free Play com games Retrô.
Também teremos jogos de Tabuleiros, como são conhecidos hoje os Boardgames, RPG e Cardgames. E um local especial para nosso Grande Torneio de League of Legends, o jogo que é febre mundial.

O Canal “Coisa de Moria”, apresentada pela Moria que é Colecionadora de nerdices e conta sempre para os seus inscritos suas experiências com as ‘bobagens’ que compra e, se possível, ajuda a decidir se comprar ou não.

O RIK Editor, do Canal “RIK” com seu que além do bate-papo com o publico apresentando seu trabalho irá convidar os presentes a participarem do divertido “The GAMES Game Show”,.

Élcio Sodré é dublador, diretor de dublagem e dono de uma das vozes mais icônicas no Brasil, dubla desde o final dos anos 1980, emprestou sua voz para diversos personagens inclusive ele, Shiryu de Dragão de Os Cavaleiros do Zódiaco.

Corredor dos Artistas: um espaço onde novos Desenhistas e ilustradores poderão apresentar seus trabalhos ao publico presente, divulgando assim seu nome. As inscrições são gratuitas e os participantes devem entrar em contato com a produção do evento.

Serão realizadas palestras sobre Desenvolvimento de Jogos, Ilustração Gráfica e Dublagem.

Salas temáticas com diversas atrações com temas sobre Filmes, quadrinhos, series, KPOP e BoardGames.

Rio Claro Geek Festival 2019

Quando: 08 de Setembro
Horário: das 10h às 18h
Público Alvo: 16 a 34 Anos
Local: Centro Cultural “Roberto Palmari”
Valores: Ingressos individuais por lote com inicio a R$15,00 e R$30,00( Crianças até 10 anos acompanhadas de um responsável legal não pagam)

Valores dos ingressos já com meia entrada Social Facebook.

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O Amor dá Trabalho | Review

O cinema nacional é uma eterna balança, de um lado produções realmente bem feitas, histórias interessantes, abordando não só no gênero de humor como algo mais profundo, realidades adaptadas em tela, cinebiografias e muitos outros filmes que provam que o Brasil consegue fazer coisa boa para o cinema.

Leia também: O Candidato Honesto 2 | Review

Porém, o outro lado se resume em comédias clichês que se repetem ano após ano, infelizmente esse lado da balança ainda pesa mais e agora se destaca com mais um filme onde Leandro Hassum é o protagonista, mas por ser um ator que o público gosta, será defendido com unhas e dentes, igual Adam Sandler é defendido até hoje por quem ignora a realidade.

Uma Chuva de Risadas

Antes fosse chamado de mais uma comédia nacional, até poderia ser agradável para uma minoria do público, o problema é assistir o mesmo Leandro Hassum de sempre visto inúmeras vezes em seus filmes, o ator em papéis humorísticos é sempre uma chuva de risada, e nesse filme não é diferente, pois ele é muito bom ator dentro desses padrões, mas nesse filme foi algo tão extrapolado e repetido que te faz esquecer por alguns instantes a simplicidade que aparentava ser o roteiro.

Uma história comum atropelada por piadas de loira burra, gordo rolha de poço, mulher gostosa e homem com pênis pequeno, só faltou desdenhar de religião, o que faltou pouco, piada com preto e com gay, pode parecer mimimi para quem está lendo, mas conhecendo Leandro Hassum por outros filmes, e até por seus stand ups, foi repulsivo ver ele fazer esse tipo de humor em um tempo que não cabe mais fazer; porém, o problema da ruindade não está no tipo da piada e sim no contexto geral do alívio cômico. Ele sobressai em todo momento e te faz esquecer que aquilo é um filme, parece um episódio de Zorra Total, Praça é Nossa ou qualquer programa de humor já visto na TV aberta sem cabeça que divertia a massa – mesmo sendo Globo ou não.

Trama que não te prende…

O pouco do filme que se tenta assistir não te prende, busca construir a trama de romance desconstruído, onde parece um amor feliz, mas o homem ou mulher é um canalha, ao invés de apoiar um segundo parceiro para trabalhar a ideia de “o verdadeiro está ao lado e você não percebeu”, aqui se vê a construção do amor próprio, que não vale buscar alguém por carência, na sofrência ou voltar com o ex só porque sente alguma coisa por ele.

Por mais clichê que seja, o filme sabe desenvolver isso bem, se apoia em um clichê ou outro, se tornando uma história bem fraca, mas aceitável diante a um filme de comédia, pois o objetivo é a diversão, as risadas, aqui se têm uma forçação de barra tremenda para fazer as pessoas rirem e a única emoção trazida aqui é a tristeza crescente ao assistir esse filme, talvez com humor um pouco mais controlado do que esse stand-up ambulante, o filme se mostraria melhorzinho.

Sandler e Hassum

Um filme com Leandro Hassum como protagonista é o argumento de muitos que o filme será bom e engraçado, igual os do Adam Sandler. Como ele têm uma vasta lista de filmes engraçados, qualquer filme do ator americano que esteja no elenco é abraçado pelo público sem medo.

Mas poucos admitem que a “fase” de Adam Sandler passou já faz alguns anos, e dizer que seus filmes atuais são bons. Perdão, mas seu conceito de comédia é bem baixo. Se pegar toda a sua carreira que começou desde 1989 até o presente, verá que 10% dos filmes dele se salvam, dentro dessa porcentagem têm aqueles filmes que são iguais, praticamente elenco e roteiro idênticos, só muda o figurino, provam do talento de Adam Sandler, mas também mostra que seu tipo de humor já deu o que falar.

Leandro Hassum está no caminho certo de ser chamado de Adam Sandler brasileiro, ele já foi bom um dia, mas seu tempo passou, as pessoas gostam por saudosismo de outros filmes, mas criticar a ruindade atual desses atores é ofender a uma fanbase que só mostra questionável o gosto pessoal por comédias.

Mudar de fórmula?

O Amor dá trabalho é aquela típica comédia nacional que coloca em estado de urgência uma questão que os Estados Unidos conseguiu diminuir em suas produções, está na hora de mudar a fórmula dos filmes de comédia para algo melhor desenvolvido em roteiro, ou ousar com algum plot fora dos padrões.

Ficar entregando o mesmo tipo de filme é o pingo que transbordou o copo, diante a outras grandes produções, esse novo filme de Lenadro Hassum é algo para esquecer que foi feito.

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