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Um Lindo Dia na Vizinhança | Review

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O ano de 2020 é o grand finale dos anos dez do século XXI, e quanto mais o tempo passa, mais nomes novos surgem entre atrizes e atores em Hollywood, diretores da nova geração que alcançam o sucesso ou precisam apagar o passado de uma produção fracassada, mas quando nomes conhecidos da velha geração voltam para as telas, o saudosismo dos nascidos na década de noventa e anteriores chega a gritar, se isso acontece com qualquer nome conhecido, imagina quando temos Tom Hanks de volta?

Nosso querido Forest volta para os cinemas fazendo o que faz de melhor, dar show em atuação, e Um Lindo Dia na Vizinhança sai de um filme lindo e se torna uma aula de empatia e respeito, se colocando entre as grandes produções concorrentes ao Oscar e uma produção memorável para todos nós espectadores.

Inspirações

O filme se inspira no programa infantil “Misters Rodgers’ Neighborhood”, e nosso querido Tom Hanks faz o papel de Fred Rodgers, falecido no ano de 2003, o filme não só presta uma bela homenagem ao apresentador como explora a personalidade do mesmo, algo que se mostra raro hoje em dia nas pessoas.

Para muitos pode parecer até que ele seja um bobão, alguém infantil demais, mas vivido por um dos melhores atores de Hollywood se mostra um ser humano bondoso e atencioso, que não aparenta ser sempre feliz, e sim alguém simples e normal, contrastando até demais que o protagonista Lloyd Vogel (Matthew Rhys), trazendo uma pessoa amargurada, triste, enraivecida com os pais e preocupada demais com esposa e filho, o qual passa dos limites de protetor, se pressionando demais com o bem estar de todo mundo, se colocando em último lugar e cada vez mais se tornando uma pessoa infeliz, como melhorar a vida de uma pessoa fechada assim? Esse é um trabalho para Fred Rodgers.

Aprendizagem

Essa dupla em cena mostra o quanto temos que aprender com cada um, o que pode nos transformar em pessoas tristes com a vida e sempre cabisbaixas, beirando a depressão, isso começa de uma maneira, mas o que faz nos tornarmos assim?

Esse é Lloyd Banks, e quando confrontado com alguém completamente polarizado dele, se vê o quão diferente é a visão sobre a vida para os outros, um nível de felicidade que só mostra tão extraordinária que chega a ser questionada, o porquê de tanta felicidade? No fundo dessa pergunta, se mostra algo mais simples que o comum, para alguns se mostra até monótono, mas não para que se vive de forma simples,às vezes esperamos demais de algum emprego, alguma pessoa ou alguma comida, sendo que ela era algo fora do extraordinário, é só um bom emprego, uma pessoa legal, uma comida gostosa, esses que te trarão um bom dinheiro no final do mês, uma boa companhia um pequeno momento de prazer, esse é Fred Rodgers, uma de muitas lições aprendidas têm haver com isso, as expectativas são muito altas para coisas simples, se quer saber, isso resume muito o fã moderno.

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Uma cinebiografia?

Um roteiro que se divide entre cinebiografia e uma história nova, porém se mantém em algo sem impacto, ao invés disso, temos algo acolhedor, gostoso de assistir, aquele tipo de filme que se assiste debaixo da coberta e um chocolate quentinho ou que vá para o cinema sem saber o que assistir, esse é o tipo do filme que todo mundo gosta sem saber do que se trata, e coloque um adendo que fortalece o filme, a presença de Tom Hanks.

Contudo a simplicidade engana, ele se mostra algo maior, um roteiro mais fechado, sem barrigas ou momentos que gerem cenas avulsas, e com certeza muitos vão se colocar no lugar de Lloyd, todos conhecem esse tipo de gente, talvez seja você mesmo, não se sabe, mas ao assistir Um Lindo Dia na Vizinhança, perceberá algumas relações com a atualidade, a qual possa se tornar uma lição de vida, um filme maravilhoso para se ter na memória.

Sobre simplicidade e empatia

Esse filme têm grande competitividade nas premiações, mas o Globo de Ouro lembrou de Tom Hanks, o homenageando com o prêmio Cemil B. DeMille, o mesmo se emocionou ao receber o prêmio de Charlize Theron, atriz a qual ele mesmo lançou em Hollywood.

O legado de Tom Hanks já fala por si só, e hoje em dia ele se mostra no mesmo nível de talento de anos atrás, tão brilhante que ofuscou boa parte do elenco e rouba bastante a cena, quer queira ou não, é um nome forte de Hollywood e só a presença se mostra maior que o próprio filme, se tornando um certo problema, pois em alguns momentos o filme empobrece em história e se mostra sem sal no roteiro, podemos falar que a grandiosidade de Tom Hanks é maior que os outros ou o elenco foi bem, porém nivelado por baixo?

A única certeza é que Um Lindo Dia na Vizinhança é um filme maravilhoso que nos ensina muito de simplicidade que esquecemos, a falta de empatia e educação ao próximo é ofuscada pela amargura e tristeza de todos nós, uma lição de vida que só enriquece com nosso velho e bom Tom Hanks, que a muito tempo ficou fora das telonas, e está de volta para nossa felicidade e saudosismo.

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Nostalgia | Relembre as obras de Kirk Douglas

kirk douglas

Morreu aos 103 anos o ator e cineasta americano, Kirk Douglas. Conhecido majoritariamente por seu trabalho em “Spartacus” (1960), o ator fazia parte da velha Hollywood – cujo atores deram nome a grandes clássicos do cinema.

Em homenagem a ele, o Suco preparou indicações de filmes com suas marcantes atuações. Dê uma olhada:

Spartacus (1960)

kirk douglas spartacus

Fazendo jus ao nome, Spartacus é um dos trabalhos mais conhecido do ator. A trama conta a história de um escravo que sonha em ser um homem livre, até que um treinador de gladiadores o compra e vê potencial no rapaz. Spartacus cria aqui uma espécie de revolução contra o sistema, ao se recusar a matar um adversário.

20.000 Léguas Submarinas (1954)

Este é, provavelmente, o motivo de existirem filmes que exploração ou viagens à lugares inesperados. 20.000 Léguas Submarinas é um clássico que conta a história de uma tripulação composta por um cientista, um professor e um baleeiro profissional. Navegando em águas profundas, o elenco encontra um “monstro” no fundo do mar. Interessante, não?

Sede de Viver (1956)

kirk douglas van gogh

Em 1877, o pintor holandês Vincent Van Gogh vive uma vida instável emocionalmente, ele sofre para encontrar seu estilo, que é rejeitado por boa parte da elite artística de Paris. O filme é uma reflexão sobre a passagem da vida e conhecimento interior. Embora aparente ser um tema piegas, o longa é inspirador.

O Suco de Mangá presta suas mais sinceras condolências aos familiares, amigos e fãs de Kirk Douglas.

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Interspecies Reviewers é um dos melhores anime de todos os tempos, segundo fãs

Interspecies Reviewers

Segundo os fãs cadastrados no MyAnimeList, a animação de Interspecies Reviewers (Ishuzoku Reviewers) é considerada uma das melhores de todos os tempos, figurando atualmente na quarta posição.

Leia também: Interspecies Reviewers | Primeiro Gole

O MyAnimeList, também conhecido como MAL, é uma rede social focada em consumidores de anime e mangá e lá, é possível catalogar as obras consumidas, podendo dar notas e separa-las em listas. Inclusive é possível conferir as obras mais bem avaliadas na plataforma.

O mais curioso é que recentemente, o ecchi Interspecies Reviewers chegou ao topo dos animes mais bem avaliados, ficando em primeiro lugar.

A obra de Amahara e masha estreou em 11 de janeiro, sendo animada pelo estúdio Passione e tem a previsto 12 episódios a serem lançados. A animação teve seus direitos de exibição comprados pela Amazon Prime e pela Funimation, que optaram por não exibir a obra em seu catálogo.

“Após cuidadosa consideração, determinamos que esta série está fora dos nossos padrões. Temos o maior respeito pelos nossos criadores, e, em vez de alterar substancialmente o conteúdo, achamos que a sua remoção era a escolha mais respeitosa.”, emitiu a Funimation em um comunicado oficial sobre a não exibição da obra.

Por ser uma lista automática baseada na votação dos fãs, acredita-se que o site não irá alterá-la.

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Anunciado vencedores do Tokyo Anime Awards Festival 2020

Foram divulgados nesta quinta-feira (6), os vencedores de cada categoria do Tokyo Anime Awards Festival 2020 além dos animes eleitos pelos fãs. Confira abaixo.

  • Anime do Ano (Filme) – Weathering With You
  • Anime do Ano (Televisão) – Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba
  • Melhor Roteiro/História Original – Koyoharu Gotoge (Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba)
  • Melhor Diretor – Makoto Shinkai (Weathering With You)
  • Melhor Animador – Akira Matsushima (Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, episódios 1, 4, 7, 15, 24, 26, Abertura e Encerramento)
  • Melhor Direção de Arte – Mikiko Watanabe (Violet Evergarden: Eternity and the Auto Memories Doll)
  • Melhor Música – Yuki Kajiura (Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba, Sword Art Online: Alicization, Fate/stay night: Heaven’s Feel II. lost butterfly)

Os fãs também puderam votar e escolherem as suas obras preferidas. Ao todo foram 551.491 votos. Confira os dez animes eleitos:

  1. Uta no Prince-sama: Maji Love Kingdom (61.551 votos)
  2. Shinkansen Henkei Robo Shinkalion THE ANIMATION (56.423 votos)
  3. Osomatsu THE MOVIE (47.107 votos)
  4. Sarazanmai (46.023 votos)
  5. BANANA FISH (42.753 votos)
  6. Bloom Into You (41.969 votos)
  7. Mob Psycho 100 II (28.991 votos)
  8. Yu-Gi-Oh! VRAINS (28.369 votos)
  9. Promare (24.923 votos)
  10. Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba (23.569 votos)

A Tokyo Anime Awards Festival acontece desde 2014 e premia as melhores obras do meio. A edição de 2020 acontecerá entre 13 e 16 de março, em Ikebukuro, Tóquio, no Japão.

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My Hero Academia é banido na China

my hero academia boku no hero academia

O mais recente capítulo de My Hero Academia gerou certo reboliço graças ao nome de um de seus personagens: Maruta Shiga.

Uma grande polêmica foi gerada, pois “Maruta” foi o termo usado pela Unidade Imperial Japonesa 731 durante a Segunda Guerra Mundial para se referir às pessoas que passaram por experimentos.

Leitores do mundo todo começaram a reclamar da escolha do nome e da relação com os experimentos, uma vez que o personagem é um médico que realiza experimentações com humanos.

No Japão, Maruta é normalmente associado a um tipo de madeira, mas a reclamação no exterior foi tanta que o departamento editorial da Shonen Jump anunciou que irá alterar o nome do personagem e que tanto o editor quanto o autor não tinha a intenção de relacionar o nome com o termo.

Mas as desculpas pareceram não fazer efeito, pois a obra está sendo completamente banida na China. De acordo com a ABACUS News, as maiores lojas chinesas online já removeram o mangá de seus sites.

Bilibili já havia removido o mangá de sua plataforma com a mensagem “de acordo com as políticas da China”, mas agora também foram removidos do seu catálogo todas as 4 temporadas do anime.

Além disso, o jogo mobile lançado recentemente também está indisponível para download uma vez que os produtores são chineses.

Até o momento, não se sabe se essa remoção será permanente.

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Demon Slayer é o primeiro mangá a ocupar todas as posições no Top 10 semanal

demon slayer manga

Demon Slayer é sem sombra de dúvidas um grande fenômeno, tendo ganho o prêmio de melhor anime pela Newtype Awards e até mesmo passando Bleach e My Hero Academia em vendas no mesmo período de lançamento. E agora, o mangá alcança mais um feito: É o primeiro mangá a ocupar todas as posições no Top 10 semanal da Oricon.

A Oricon é uma empresa de estatísticas de mercado, e começou a ranquear os títulos mais impressos no Japão, em 2008, mas pela primeira vez um único mangá ocupa todas as posições da lista.

O feito inédito se torna ainda mais impressionante, quando se tem noção de que na verdade a obra ocupou todas as 18 primeiras posições da lista. Só o volume 8 vendeu cerca de 148 mil cópias durante esta semana.

A Oricon estima que, ao considerar vendas de publicações impressas, CDs, Blu-rays e DVDs neste período, a franquia faturou quase 1,2 bilhões de ienes (aproximadamente R$48,2 milhões, na cotação atual).

O top dos volumes mais impressos do mangá da 1° até a 18° ficou da seguinte forma: 8, 7, 17, 1, 9, 10, 12, 11, 2, 14, 13, 15, 3, 16, 4, 5 e 6.

Demon Slayer (ou Kimetsu no Yaiba) criado por Koyoharu Gotoge, começou a ser publicado em fevereiro de 2016, pela Shonen Jump.

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The Hu | Além do Lollapalooza, banda se apresenta no Odin’s Krieger!

the hu

A edição especial do Odin’s Krieger está chegando e mais um nome de peso – e de muito longe – está confirmado para o evento: o The Hu!

A atração é uma das bandas que compõem o primeiro do Lollapalooza 2020, e vem para demonstrar seu rock com canto tradicional mongol e claro, elementos do folclore oriental – e com instrumentos típicos do seu país.

O primeiro show da banda da Mongólia é dia 1º de abril, no Rio de Janeiro (Espaço Kubrick), com Triddana (folk metal, Argentina) e Tailten na abertura. São Paulo recebe o quarteto mongol dia 4/4, no Carioca Club, também com Triddana, Taberna Folk e Oaklore. Dia 5/4 é a vez de Curitiba, no CWB Hall, ao lado do Terra Celta e mais uma vez do Triddana – os argentinos, sensação do folk no país vizinho, também estreiam em solo brasileiro.


Rio de Janeiro – Odin´s Krieger 2020 – Edição especial

Evento: https://www.facebook.com/events/630405837532025/
Data: 1º de abril de 2020
Horário: a partir das 17h
Local: Espaço Kubrick (avenida Mem de Sá 66, Lapa/RJ)
Bandas: The Hu (Mongólia), Triddana (Argentina) e Tailten (Brasil)
Ingressos: R$90 (1º lote, meia entrada estudante/promocional), R$110 (2º lote, meia entrada estudante/promocional)
Venda online: https://www.bilheto.com.br/evento/235/Odins_Krieger
Classificação etária: 18 anos (entre 14-17 anos somente acompanhado por pai ou mãe munidos de documentos)

São Paulo – Odin´s Krieger 2020 – Edição especial

Evento: https://www.facebook.com/events/2512885515642800/
Data: 4 de Abril de 2020 (sábado)
Hora: a partir das 14h
Local: Carioca Club (rua Cardeal Arcoverde, 2899 – SP)
Bandas: The Hu (Mongólia), Triddana (Argentina), Taberna Folk (Brasil) e Oaklore (Brasil)
Ingresso: R$ 90 (Pista, 1º lote – meia entrada estudante/promocional); R$ 190 (Camarote Open Bar com cerveja, hidromel, água e refrigerente + Camiseta + Copo oficial, meia entrada estudante/promocional)

Venda online: https://pixelticket.com.br/eventos/5254/the-hu-odin-s-krieger-fest-edicao-especial
Venda física: Locomotiva Discos (rua Barão de Itapetininga, 37 – Loja 8 – República/SP) – sem taxa de conveniência

Curitiba – Odin´s Krieger 2020 – Edição especial

Evento: https://www.facebook.com/events/158890885548796/
Data: 5 de abril de 2020 (domingo)
Hora: a partir das 15h
Local: CWB Hall (rua Dr. Claudino dos Santos, 72)
Bandas: The Hu (Mongólia), Triddana (Argentina) e Terra Celta (Brasil)
Ingresso: R$ 90 (Pista, 1º lote – meia entrada estudante/promocional); R$ 190 (Mezanino Open Bar com cerveja, hidromel, água e refrigerente + Camiseta + Copo oficial, meia entrada estudante/promocional)

Venda online: https://bilheto.com.br/evento/234/The_HU_Odins_Krieger
Venda física: Espaço Carmela (rua Dr. Claudino dos Santos, 72) – sem taxa de conveniência

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Nós | Review

nos jordan peele

Depois do genial “Corra” (Get Out), filme de horror de estreia do roteirista e diretor Jordan Peele, todos estavam ansiosos pelo seu novo longa “Nós” (Us) que veio como uma promessa dos melhores filmes de terror de 2019.

Com um elenco de peso, e Lupita Nyong’o como protagonista, a trama central do filme gira em torno de uma família que vai passar as férias na praia, e durante a noite é visitada por um grupo misterioso e ameaçador.

Para mim, é difícil falar sobre “Nós” porque eu sinto que estou a margem das outras críticas. Quando saíram as primeiras resenhas, não faltaram elogios a obra, e eu – como amante de terror (e do filme anterior do diretor) – fui com as mais altas expectativas ao cinema.

Não é que o filme seja ruim, ele não é, mas eu sinto que Peele – em sua busca por alcançar uma profundidade maior do que o longa permitia – acabou se perdendo, e fazendo com que o filme se tornasse maçante e até mesmo pedante.

Eu não sou contra falar sobre temáticas sociais nas produções cinematográficas, muito pelo contrário, e eu acho que o roteirista e diretor arrasou em sua produção anterior, que entrou para a minha lista de filmes favoritos. Mas “Nós”, apesar de iniciar bem, acaba se perdendo na metade para o fim da trama. Eu achei interessante o plot, e até mesmo como Peele explicou os eventos “sobrenaturais” do filme, dando a ele mais uma cara de ficção científica com ares de conspiração governamental. Mas não pude deixar de sentir um gosto amargo no final, e quando eu sai da sala – ainda refletindo sobre o que havia assistido – fiquei frustrada por não achar ele “incrível” como todos estavam dizendo.

Pessoalmente não sou a maior fã de comédia em filmes de terror, mesmo assim, eu também não sou contra desde que ela seja administrada de maneira cabível. Até sou fã do gênero TERRIR (nome dado a mistura de terror e comédia, marcado por sucessos como “Pânico”), mas em “Nós” eu achei mal administrado, forçado, até o ponto de dizer “chega, só pare”.

Também não gosto das explicações em excesso, gosto mais quando o diretor deixa as respostas nas entrelinhas, levando a gente a refletir sobre o que vemos, a pensar além do que é oferecido, e “Nós” não se arrisca nisso, entregando a fórmula prontinha, todas as soluções, todas as respostas, escancarando o “mistério”, e isso também contribuiu para minha opinião final.

Ressalto, porém, que – como disse anteriormente – minha opinião não está alinhada ao dos especialistas em cinema, que consideraram o longa mais um sucesso do diretor.
Apesar de não ter gostado do filme, eu recomendo que cada um assista e tire suas próprias conclusões. Sendo bem sincera, eu mesmo ando pensando em vê-lo de novo, porque não consigo entender como acabei sendo a única a não gostar (risos).

Como pontos positivos (e eles existem) destaco as atuações, a trilha sonora e a fotografia. O filme é muito bem feito, muito bem produzido e muito bem encenado. Meus problemas são, exclusivamente, com o roteiro e condução do longa, porque de resto, é um filme lindo de ser ver e ouvir.

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