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Ghost of Tsushima ganha novo trailer em CG

A Sony liberou hoje, 29, em seu canal oficial no YouTube um novo trailer do aguardado Ghost of Tsushima totalmente em CG, ou seja, em computação gráfica que significa que não se trata de cenas de gameplay.

No trailer, intitulado “A Storm is Coming”, podemos ver vários locais pelo qual o protagonista Jin passará, passando diversas ambientações e em momentos diferentes, além de mostrar também o personagem principal batalhando e exibindo sua arte com a espada, além de outros itens, como uma bomba de fumaça.

Vale lembrar mais uma vez, que não se tratam de imagens de gameplay, ao ponto que a qualidade gráfica tende a ser diferente no produto oferecido num PS4. Confira o trailer abaixo.

Ghost of Tsushima chegará exclusivamente ao PlayStation 4 no dia 17 de julho de 2020.

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NVIDIA estende bundle com Shadow of the Tomb Raider

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Nesta segunda-feira, 29 de junho, a NVIDIA estendeu o bundle com Shadow of the Tomb Raider com a Série 16 da GeForce GTX. Quem adquirir uma das placas de uma fabricante autorizada durante o período da promoção ganhará o jogo.

Para resgatar o jogo, basta que a pessoa acesse o GeForce Experience depois de comprar um dos produtos participantes. A promoção que antes era válida até 31 de junho, estendeu até o dia 31 de julho.

Sobre: Shadow of the Tomb Raider é o terceiro jogo do reboot da série feito pela Square Enix, que trouxe Lara Croft para a atual geração de videogames. O jogo de ação e exploração traz o capítulo final da origem da heroína britânica que marcou a história dos videogames.

Produtos Participantes

  • GeForce GTX 1650 (desktop e notebook)
  • GeForce GTX 1650 Super
  • GeForce GTX 1660
  • GeForce GTX 1660 Super
  • GeForce GTX 1660 Ti (desktop e notebook)
  • GeForce RTX 2060 (desktop e notebook)

Para saber mais, visite o SITE OFICIAL.

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7 animes de SLICE OF LIFE para você assistir!

slice of life lista

Se tem algo que o ser humano gosta bastante é de cuidar da vida dos outros. Mesmo que muitos neguem, não existe uma pessoa que não gosta de uma fofoca, ou de ficar sabendo o que se passa na vida do amiguinho.

Provavelmente, por isso meu gênero favorito de anime é Slice of Life! Também conhecido como “Pedacinho de Vida”. Tais animes contam histórias cotidianas, onde você acompanha os dias de escola, ou trabalho, de personagens (geralmente carismáticos) e se diverte com o dia a dia deles.

Então, vamos para algumas recomendações de Slice of Life?

Kobayashi-san Chi no Maid Dragon

Nada melhor do que acompanhar a vida pacata e ordinária de Kobayashi, uma programadora de Javascript, cujo passatempo era beber com seu amigo e retornar para casa. Até que, um dia, acaba conhecendo uma dragoa em uma floresta.

Então, entendendo que tem uma dívida com Kobayashi, o ser mitológico toma a forma de uma garota e passa a viver com a programadora, virando sua vida do avesso.

É bem interessante ver as interações que Kobayashi tem com Tooru e, posteriormente, com cada um dos amigos dela que acabam indo parar na casa da Kobayashi, sobre como eles não são tão acostumados com o mundo humana e acabam tendo que se adaptar a ele.

Leia também: Kobayashi-san Chi no Maid Dragon | Review

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Gabriel Dropout

E o que é melhor do que um SoL de dragões?
Eu te respondo: um SoL de anjos e demônios!

Gabriel Dropout tem como enredo a ida de Gabriel Tenma, uma garotinha que é a melhor anjo da guarda do céu, agora, precisava ir para um tipo de “estágio” na terra, para conhecer os humanos e aprender como cuidar de cada um deles.

Com isso, ela acaba conhecendo o terrível mundo dos jogos online, tornando-se uma NEET de marca maior. Além disso, outros seres astrais vivem perto de Gabriel, como Satania – uma demônio que não sabe muito bem como fazer as maldades -, o que acaba fazendo com que Vignette, uma demônio muito mais responsável do que ambas, tenha que bancar a babá para as duas.

Esses SoL que acabam combinando seres fantásticos ou místicos com seres humanos, tentando viver normalmente, são os meus favoritos. A Satania sendo inocente e sendo alvo de bullying de todo mundo, Gabriel sempre arranjando desculpa para ficar em casa jogando o dia todo, tudo isso são coisas beeem cotidianas e que dão um ar maneiro para o anime, você acaba se importando com as personagens e querendo saber o que vai acontecer com elas na próxima aula, ou no dia seguinte.

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Blend S

Maika é uma garota bem jovem, mas conhecida por não conseguir um emprego por ter um olhar extremamente sádico. Até que, um dia, consegue trabalhar em um Maid Café chamado Café Stile, onde cada uma das maids tem uma personalidade e arquétipo diferente.

Além de ser muito conhecido por ter sua abertura transformada em Meme, o anime é bem divertido. A forma que eles exploraram arquétipos que são extremamente clichês nos animes e, ao mesmo tempo, optaram por dar uma personalidade diferente para cada uma das garotas. Por exemplo, mesmo nossa protagonista tendo o arquétipo de sádica, ela é um doce de pessoa e quer ver o bem de todos. São essas interações que prendem a atenção ao dia a dia naquele Maid Café.

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Himouto! Umaru-chan R

Umaru é uma estudante que acaba tendo duas personalidades. Na escola, uma dedicada aluna, só que em casa, uma Otaku fedida, que só se importa com navegar na internet, tomar coca-cola e ver animes. Tudo isso enquanto se enrola no seu clássico e icônico casaquinho de Hamster.

O destaque para esse anime, além da personalidade de Umaru, são as interações que ela tem com seus amigos conforme os episódios passam, ficando cada vez sinceras e aprofundadas.

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New Game

Aoba é uma garota que sempre amou uma série de jogos chamada Fairy Stories, já que se sentia muito atraída pelos personagens únicos que a série tinha como destaque.

Assim que ela terminou o ensino médio, tentou arranjar um emprego na empresa que produziu seus games favoritos, a Eagle Jump. Ao ser contratada, Aoba fica maravilhada que irá trabalhar em uma nova edição de seu jogo favorito, Fairy Stories 3.

O que chama atenção em New Game é o quanto ele explora as áreas de desenvolvimento de jogos. Cada garota que faz amizade com Aoba tem uma especialidade no desenvolvimento de jogos.

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Wotakoi: Love Is Hard for Otaku

O amor é realmente bem difícil para Otakus, pelo menos de acordo com esse anime. Narumi é uma fujoshi que acaba trocando de emprego, por ter que esconder de todos o fato dela gostar de assistir, ler e escrever yaoi. O que ela não esperava era que seu amigo de infância, Hirotaka, seria seu colega de trabalho.

Então, a história segue contando a história desses dois Otakus, que acabam conhecendo mais pessoas que compartilham o mesmo hobbie no ambiente de trabalho.

É bem difícil achar SoL retratando pessoas adultas vivendo uma vida coorporativa e exercendo seus hobbies no período pós trabalho, ou até mesmo no horário de almoço, por isso Wotakoi é indispensável.

E por último, mas não menos importante:

K-On

Yui acaba conhecendo um clube de música da escola, que está prestes a ser desmanchado por não terem tantos membros, o que faz com que ela – mesmo sem ter nenhum talento musical – se inscreva para o clube.

Após se apresentar ao clube e ser calorosamente recepcionada pelas membros do clube, o problema da sua “falta de talento” acaba vindo a tona, fazendo com que ela pense em desistir de entrar no mesmo. Entretanto, após insistência, ela fica no clube para ele não ser dissolvido.

Bem, são garotas bonitinhas aprendendo música – que inclusive é uma das minhas maiores paixões -, então não tem como não ser interessante e engraçadinho de se assistir!

Espero que tenham curtido essa lista de SLICE OF LIFE e que curtam as indicações!

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BLACKPINK atinge 100 milhões de visualizações em menos de 24 horas

blackpink

Nesta manhã de sábado (27), o girlgroup de k-pop BLACKPINK, bateu – o que parecia inalcançável – a marca de 100 milhões de visualizações com o novo single How You Like That no YouTube nas primeiras 24 horas.

Anteriormente, a maior quantidade de visualizações era de outro grupo sul-coreano, BTS, com a música Boy with Luv, que em colaboração com Halsey chegara na marca de 74 milhões de visualizações.

Vale lembrar que apenas na estreia, o grupo juntou 1.65 milhões de pessoas, o que já era surpreendente. Caso você ainda não tenha assistido, fique com o vídeo abaixo. Como bônus, a apresentação das meninas do programa do Jimmy Fallon no fim deste artigo.

E aí, o que vocês acharam da nova música das meninas?

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NVIDIA recomenda a GTX 1650 SUPER para novo jogo de Sword Art Online

Sword Art Online Alicization Lycoris

O novo jogo da BANDAI NAMCO baseado na franquia de super sucesso, Sword Art Online, chega em 10 de julho e através de um comunicado para a imprensa, a NVIDIA recomendou a GTX 1650 SUPER para Sword Art Online: Alicization Lycoris.

Prometendo gráficos nunca antes encontrados nos jogos da franquia, sua máquina também deverá vir munida de pelo menos um Intel Core i7-8700 ou AMD Ryzen 5 3600, 16GB de memória RAM e 45GB de espaço disponível. Um trailer do jogo pode ser visto logo abaixo:

SWORD ART ONLINE Alicization Lycoris será lançado – com legendas em PT-BR – para as plataformas PlayStation 4, Xbox One e PC via STEAM em 10 de Julho de 2020.

Leia também: SSD Kingston vs HD 5400 RPM | Suco Tech

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Livro Daisy Jones and The Six vai virar série na Amazon Prime

Daisy Jones and The Six

O livro Daisy Jones & The Six (Publicado no Brasil como Daisy Jones and The Six: Uma História de Amor e Música) escrito pela autora Taylor Jenkins Reid será adaptado pela Amazon Prime em formato de série. Scott Neustadter e Michael Weber são os criadores da série além de produtores executivos junto com Reese Witherspoon, Lauren Neustadter, Brad Mendelsohn, Niki Caro e Will Granham.

Daisy Jones & The Six será uma série musical e terá 12 episódios mostrando a rápida ascensão e queda da banda de rock de Daisy Jones na década de 70. De acordo com o site The Wrap, todas as músicas originais da série estarão disponíveis na Amazon Music

Leia a sinopse do livro: “Todo mundo conhece Daisy Jones & The Six. Nos anos setenta, dominavam as paradas de sucesso, faziam shows para plateias lotadas e conquistavam milhões de fãs. Eram a voz de uma geração, e Daisy, a inspiração de toda garota descolada. Mas no dia 12 de julho de 1979, no último show da turnê Aurora, eles se separaram. E ninguém nunca soube por quê. Até agora. […] Neste romance inesquecível narrado a partir de entrevistas, Taylor Jenkins Reid reconstitui a trajetória de uma banda fictícia com a intensidade presente nos melhores backstages do rock’n’roll.”

Já temos confirmados alguns dos os atores que interpretarão os personagens principais da história: Riley Keough (Daisy), Sam Claffin (Billy Dunne), Will Harrison (Graham Dunne), Camila Morrone (Camila Dunne), Lindsey Morgan (Jared Padalecki), Nabiyah Be (Simone Jackson), Suki Waterhouse (Karen Sirko) e Josh Whitehouse (Eddie Roundtree).

A diretora e roteirista Niki Caro vai dirigir alguns episódios, incluindo o piloto da série. Niki dirigiu a última adaptação de Mulan para os cinemas assim como o episódio piloto da série original da Netflix, Anne With An E. Ainda não sabemos quando as gravações devem começar, as primeiras notícias sobre a adaptação saíram no início do ano e agora com a pandemia tudo está incerto no mundo do entretenimento, mas fiquem ligados no site para acompanhar tudo o que sair.

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Babylon | Review

babylon

É muito triste ter que admitir que um anime ruim teve tantos pontos positivos, que você se sente incapaz de ignorá-los. Babylon é como uma pessoa que você sente admiração, mas que vai te decepcionando de pouco a pouco e termina te deixando triste, pois você sabia que ela era capaz de mais. E mesmo assim, você termina sem conseguir sentir raiva dessa pessoa. Essa review é justamente um acerto de contas com esses sentimentos conflitantes.

Do Primeiro Gole de Babylon para cá, o anime passava por uma pausa em dezembro justamente no clímax de um de seus momentos mais agonizantes. À essa altura, Babylon estava sendo um ótimo thriller dos quais não se costuma achar com frequência. Mas após o retorno, o anime tomou alguns caminhos estranhos; mesmo coletando para si alguns méritos, Babylon descarrilhou para um final pobre e mal desenvolvido. Afinal de contas, o que aconteceu?

Essa é a principal pergunta que este Review se faz. Ver Babylon foi uma ótima experiência durante suas primeiras semanas. O anime tem ótimas qualidades, principalmente pelas escolhas narrativas de seu autor. Porém, seus defeitos ancoram todas essas qualidades de um jeito bem lamentável, ao ponto de assistir o último episódio virar uma experiência dolorosamente decepcionante.

O que fez então, esse anime ser interessante em primeiro lugar?

ONDE ESTAVA ACERTANDO?

De primeira, Babylon apresentava um thriller policial com um caso, crime, mistério, aquela receitinha básica de um crime estranho a ser desvendado. Havia um gostinho de Law & Order no ar, talvez a única série que este redator assiste assiduamente e com muito gosto. Os três primeiros episódios escalam o interesse: com a surpresa do primeiro episódio à interessantíssima cena do interrogatório no segundo episódio. Não só o diálogo do interrogatório foi bem instigante, como temos um gosto forte do tipo de personalidade da antagonista Magase Ai. Ela te atrai mesmo você sabendo que ela é puro perigo, como uma mosca que se joga à uma planta carnívora.

Não bastasse o carisma de sua principal antagonista, o mistério por trás do distrito fictício de Shiniki anunciava um conflito inusitado e ousado. Além de Magase Ai, Itsuki Kaika é um segundo antagonista que pretende se tornar prefeito do novo distrito para passar adiante sua utopia: uma humanidade que não mais tema a morte, mas que a abrace. Na esteira da corrida eleitoral, Kaika propõe a chamada Lei do Suicídio, advogando pela quebra de tabu da morte e que cada um pudesse escolher o fim da própria vida. Talvez “ousado” não caiba aqui para descrever a situação, já que, como Babylon não esconde, a morte é um tabu. Mais ainda quando ela vira um ato voluntário fora da ideia de auto-sacrifício.

Então basicamente, os antagonismos de Babylon vêm em uma bifurcação: de um lado Magase Ai e de outro, Itsuki Kaika. Uma mulher perigosamente atraente e um jovem político carismático com uma agenda controversa e com seus porquês um tanto vagos em uma cidade fictícia ainda por ser explorada pelo enredo. A tensão construída até o sétimo episódio deixou o anime bem promissor, não fosse pelo triste fato de que Babylon só teria mais quatro episódios para encerrar tudo.

E foi aí que tudo desandou.

E AONDE DEU ERRADO EM BABYLON?

É complicado falar exatamente dos erros de Babylon. Em uma única frase, o que deu errado foi a ideia de juntar duas propostas extremamente densas em uma curta produção de 12 episódios. No geral foi isso. Quais propostas, no entanto? A primeira dela nós acabamos de mostrar: um thriller policial com antagonistas misteriosos e uma conspiração que engloba os acontecimentos. Já a segunda proposta é a que ou te faz amar ou odiar Babylon, dependendo de sua constituição psicológica: pela chave do debate sobre a Lei do Suicídio, Babylon pretende fazer uma discussão filosófica sobre o suicídio e sua legitimidade.

É um tema quente, não? Lidar com esse assunto (que não se enganem: É uma realidade) nos assusta e nos afasta por ser uma ação contra-intuitiva em si mesma, já que o primeiro instinto de tudo aquilo que é vivo é justamente manter-se vivo. Além de ser contra-intuitivo, existem todas as questões psicológicas e de saúde mental que antecedem o suicídio, ou melhor, que buscam a ferro e fogo evitar que uma pessoa dê cabo de si. É um assunto sensível, às vezes alguém pode ter perdido uma pessoa querida por essa ação e a própria menção ao ato numa obra de ficção basta, pelo medo, para que alguém reaja de forma hostil àquela obra de ficção. Basta que alguém se lembre do barata-voa que seguiu-se à estreia de 13 Reasons Why.

Mas é justamente pela sensibilidade e pelo absurdo do assunto, que imergir nesta discussão requer um ato de coragem. E é uma coragem digna de nota levar o pensamento aonde ele é vetado. Albert Camus, um dos pensadores mais admiráveis do último século foi direto ao ponto quando afirmou que:

“Existe apenas um único problema filosófico realmente sério: o suicídio. Julgar se a vida vale ou não a pena ser vivida significa responder à questão fundamental da filosofia.”

E o que nos apavora nesse problema é que não se trata de uma pergunta para qual a resposta esteja num tubo de ensaio de um laboratório. Menos ainda em retórica barata de auto-ajuda. É um problema filosófico de tamanha magnitude, que de Kierkgaard, Schopenhauer, Mainländer e Camus até os dias de hoje, essa é uma pergunta que ainda move teses. A situação é como a de uma doença que não conhecemos de onde veio, nem sabemos qual é sua cura e buscamos apenas combater seus sintomas. O suicídio como problema filosófico toca nem em uma ferida do nosso mundo, mas num vazio. Um vazio em nossa capacidade de atribuir sentido às nossas próprias vidas.

Se a ciência convencional, vital para nossas vidas e sua qualidade, é incapaz de solucionar essas questões que passam ao largo do método científico e se o meio filosófico é por demais técnico e complexo para que seus enunciados ganhem o grande público, é na arte onde o impulso criativo e a imaginação criam pontes entre a vida comum e os grandes problemas que envolvem nosso tempo de existência no mundo. No que diz respeito ao suicídio, Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, é um marco da arte que se põe neste propósito, sendo atribuído ao escritor a chamada “Síndrome de Werther”, que teria sido uma epidemia de suicídios após o lançamento do livro do romancista alemão.

É esta mesma Síndrome que gerou um pânico semelhante com 13 Reasons Why. De fato, a série foi bem criticada por acabar romantizando o ato de acabar com a própria vida. Babylon tem vários defeitos de execução, mas esse defeito o anime definitivamente não tem. Na imagem do presidente Alexander Wood, uma figura absurdamente parecida com a do rei-filósofo de Platão, Babylon eleva o seu plot à condição de um profundo questionamento sobre o que é fazer o certo.

E se isolarmos apenas esta faceta do anime e esquecermos que existe Shiniki, Kaika ou Magase Ai, os episódios que giram em torno das reflexões do presidente Wood são maravilhosos. Ele até tem umas péssimas leituras bíblicas aqui ou ali perdoáveis; e o anime tem um approach bem estranho com a Lei do Sucídio, pressupondo que apenas por existir uma lei, as pessoas vão passar a considerar a possibilidade do suicídio sendo que ele… já é uma realidade, querendo ou não. Prefiro pensar que o autor de Babylon tenha usado a discussão da lei para a discussão tenha algum grau de formalidade na esfera pública, para além de puro devaneio filosófico (que foi o que Babylon acabou se tornando do episódio 8 em diante).

Mas não deixa de ser excelente sua atitude de fronteira; Babylon pega o raciocínio de desconstrução de toda norma social e o aplica à própria convenção social de considerar a vida como algo a ser valorizado em si mesmo, radicalizando a atitude no seu limite lógico. “Por que viver?” se pergunta Kaika, e depois Wood, atraído pelo questionamento do jovem prefeito. As pessoas seduzidas pelo canto da serpente que é Magase Ai (canto este perfeitamente ilustrado no interrogatório do episódio 2), se convencem de que, depois de tantas barreiras e tabus quebrados, era chegada a hora de finalmente ser quebrado o tabu da morte. As pessoas que se opunham à Lei do Suicídio, não se sentiam convencidas de largarem suas convenções que davam sentido à sua vida. Mostra cômica dessa cena está no episódio 10, quando durante uma reunião entre líderes mundiais a parte canadense, fazendo justiça à sátira de Jean Trudeau, simplesmente abraça a ideia de romper qualquer barreira e convenção social pelo puro prazer do rompimento. Essa sátira demonstra um inusitado conhecimento de política internacional, pois não há atitude mais canadense possível se alguém pensar nos últimos anos.

O problema é que por mais interessante que tenha sido os insights, Babylon não pode ser resumido aos episódios 9 a 11 e muitos menos pode ser dissociado de todo o suspense que foi construído nos primeiros sete episódios e que foi simplesmente… abandonado. A decepção generalizada com o final sem pé nem cabeça fez pior do que dar raiva. Fez decepcionar o que tinha enorme potencial.

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Babylon (Imagem Divulgação)

CONCLUSÕES: UM ENSAIO FILOSÓFICO EM FORMATO DE ANIME

Volta e meia, durante a estreia de Babylon, foram feitas comparações com Monster. Seja pela natureza de seu gênero, seja pela semelhança entre os antagonistas, Johann e Magase Ai (que impressionou a ponto de ser indicada na categoria Vilão do Ano no Crunchy Awards). O que separa os personagens é bem pouco, realmente. Ambos tem uma atitude apática perante a vida e o mundo; e é nesse abraço do vazio de sentido que ambos agem do jeito que agem.

E em reação às suas ações, tanto o doutor Tenma de um lado quanto o presidente Wood de outro são confrontados com a questão do valor da vida. Tenma, na condição de médico, tem a vida como princípio absoluto e inquestionável, mesmo sendo provado pelas consequências negativas (e fora de seu controle) de ter salvado uma vida que mata outras.

Wood, ao ser confrontado por um debate global sobre a aprovação de uma lei, é obrigado por natureza de sua personalidade a perguntar não só sobre a validade ou não de se tirar a própria vida, mas realiza a pergunta fundamental sobre a qual toda a discussão sobre política se resume no final das contas: o que é o certo? O que é fazer a coisa certa?

Babylon nos mostra que a resposta para essa pergunta é muito mais complexa do que presumir que o mundo é simplesmente feito de heróis e vilões; ou que pensar implica em como fazer o Bem derrotar o Mal. Isso alça o anime numa condição de maturidade bem acima da média de outras obras e, pior, acima da média da maturidade tanto de consumidores quanto críticos de cultura pop, que simplificam grosseiramente questões que jamais devem de ser abraçadas em sua complexidade.

Igualmente, ao discutir sobre o suicídio, reagir a essa discussão com pânico só mostra o quão despreparados estamos tanto para falar sobre saúde mental quanto para sair das camadas superficiais do pensamento e de fato abraçar as perguntas últimas que afligem a todos nós ao redor do mundo. Essa reação, por mais genuína que seja em se preocupar com vidas que se encontram mentalmente fragilizadas, não nos ajuda em nada além de varrer os problemas para debaixo do tapete. E quando a sujeira transborda, é pior para todos nós.

Se Babylon tivesse tido pelo menos o dobro de episódios, talvez, mas talvez mesmo, o anime teria conseguido conciliar sua proposta de ser um ensaio filosófico em formato de anime, sem abrir mão de seu suspense e simplesmente descarta-lo. É possível fazer isso, mas dá trabalho, leva tempo e construção narrativa. Não à toa Monster teve mais de 70 episódios.

Há sempre a chance de termos todos visto uma péssima adaptação e que de fato seja bem melhor consultar a novel. Quem sabe?

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Mangás de Star Wars são anunciados pela Universo dos Livros

mangás star wars

Nesta quarta-feira (24/06) a editora Universo dos Livros anunciou via Instagram que sua linha Universo Geek receberá novos integrantes em suas prateleiras. Em breve a editora comercializará mangás da saga Star Wars e outros livros da mesma série. Será a primeira vez que a Universo dos Livros terá em seu catálogo as principais publicações de uma linha da Lucasfilm.

Ainda sobre os mangás, não foram divulgados títulos, quantidade de volumes ou datas de lançamento, apenas que 2021 será recheado de novidades deste universo.

Quatro mangás da franquia já foram lançados em 2002 pela editora JBC, sendo eles: Star Wars – A Ameaça FantasmaStar Wars – O Império Contra-atacaStar Wars – O Retorno de Jedi Star Wars – Uma Nova Esperança. A editora Abril relançou os volumes Uma Nova Esperança e O Império Contra-ataca em 2016. Entretanto, pelo baixo volume de vendas a editora optou por não comercializar os outros títulos.

Sobre Star Wars

Star Wars é uma franquia do tipo space opera estadunidense criada pelo cineasta George Lucas, que conta com uma série de nove filmes de fantasia científica e dois spin-offs. O primeiro filme foi lançado apenas com o título Star Wars, em 25 de maio de 1977, e tornou-se um fenômeno mundial inesperado de cultura popular, sendo responsável pelo início da “era dos blockbusters”, que são superproduções cinematográficas que fazem sucesso nas bilheterias e viram franquias com brinquedos, jogos, livros, etc.

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