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Anunciado durante o painel da Panini na CCXP Worlds, Hanako-Kun e os mistérios do colégio Kamome (Jibaku Shounen Hanako-kun) saiu no mês de abril de 2021 pela editora e trago-lhes as primeiras impressões, o nosso Primeiro Gole, com o volume lançado.

A obra de Aidairo, é uma fusão dos nomes Iro e Aida, fazendo alusão a uma “dupla” criativa em uma pessoa só, onde assume o roteiro, bem como também a arte, e traz uma trama escolar sobrenatural dentro dos moldes do shonen clássico; e bem, tudo funciona muito bem até este primeiro momento.

Colégio Kamome e os Mistérios

Loira do banheiro? Que nada! Por aqui, a estrela da vez é a figura fantasmagórica e aterradora – brincadeira – de Hanako-kun, um dos sete mistérios escolares, invocado por Nene Yashiro, que buscou nas lendas uma forma de conseguir seu amor ser correspondido.

Bom, é claro que nada disso dá certo e essa dupla entra em diversas confusões. Com cinco capítulos, o primeiro volume é tratado de forma episódica, com o “caso do dia”, com um maior entrelaçado nos dois últimos. Trazendo conceitos mágicos e conhecidos mundialmente, Hanako-kun é uma aventura em clima de sessão da tarde, com bom ritmo de leitura e personagens cativantes.

Ressalto a qualidade das expressões que o mangaká traz às cenas cômicas, bebendo muito nas fontes de autores dos anos 2000, além de também dar um devido foco ao design de personagens/vestimentas, ao contrário dos cenários e figuras de fundo, que não possuem o mesmo nível de detalhamento – a não ser em cenas bem específicas.

hanako-kun
Imagem Divulgação

Ocultismo do Prédio Azul

Sinceramente, eu gosto deste tipo de histórias “leves” que abordam de forma “adolescente” figuras folclóricas, lendas urbanas e crimes não solucionados. Hanako-kun me passa algo de Detetives do Prédio Azul com Cardcaptor Sakura, com relações – inclusive amorosas – sendo construídas conforme a história avança.

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Me incomoda o não-trato com personagens secundários e da ambientação escolar. Tudo é bem superficial e só temos, basicamente, os dois protagonistas em evidência. Não assisti o anime, e não tenho conhecimento da obra, mas espero que ela expanda seu universo com mais personagens ativos e figurantes vívidos.

Ressaltando a edição brasileira, o tankô também traz um glossário de palavras e algumas notas do autor de como seriam as construções das personagens e passagens da história. São 200 páginas de uma boa aventura com doses de comédia e eventos sobrenaturais em um ambiente escolar; nenhuma novidade por aqui, mas são clichês muito bem utilizados e funcionais – se você não está cansado deste tipo de história, claro.

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Imagem Divulgação

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