Dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem e essa origem vêm desde de tempos antigos, vinte mil anos atrás na história da humanidade. Esta é a base do filme Alfa que conta história de uma amizade que se forma pela luta para sobreviver.

O garoto que se torna um homem e um lobo que muda sua natureza passam por predadores, falta de comida e a chegada do frio congelante, testes da natureza que amadurece o caçador dentro dos protagonistas faz esse ser mais um filme comum que funciona dentro da média.

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Alfa (Pôster Divulgação)

Sobrevivência e Relacionamento

A trama trabalha dois assuntos interessantes que o próprio trailer trouxe literalmente por escrito, a sobrevivência de um ser humano com seu lobo, mais o relacionamento de ambos, um garoto ingênuo e despreparado para o mundo com um lobo selvagem e sedento de fome.

A evolução dessa amizade vai se estruturando de acordo com o perigo ocorrente em tela, e isso vai em uma escalada de nível de dificuldade parecida a de um game de aventura, essa trama acabou deixando alguns buracos no roteiro que são relevantes mas ainda sim não são esquecíveis, como toda a questão do lobo ao ser acrescentado na história, dele aceitar vermes como alimento, dele rapidamente ser domesticado pelo humano que se mostrou superior mas passou quase três minutos em tela chamando pelo pai – isso que o próprio também se adaptou rápido a situação em meio ao mundo selvagem.

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Os caçadores em Alfa (Imagem Divulgação)

Mesmo que ele tenha usado tudo o que aprendeu com o pai se e mostrar eficaz em lascar uma pedra e fazer uma lança, isso não justifica a ingenuidade e despreparo com a caça ter desaparecido da noite para o dia, isso só se tornou relevante porque nos momentos de dificuldade ele se mostrou forte o bastante para superar qualquer problema, sendo que o jeito de garoto ingênuo continuou presente, e o amadurecimento ficou um tanto nebuloso, e no final do filme ainda ficou duvidoso quanto sua capacidade de sobrevivência.

A trama bem amarrada com a relação de garoto e lobo funcionou, mas não por causa do protagonista Keda, o ator Kodi Smit McPhee falhou ao trazer isso em tela, nos fazendo esquecer do personagem principal do longa.

Kodi Smit McPhee
Keda. de Kodi Smit-McPhee em Alfa (Imagem Divulgação)

O Mundo Selvagem

A produção desse filme é algo que pode-se dizer ser o ponto mais forte que consegue salvar os buracos de roteiro e o protagonista omisso, as fotografias do mundo selvagem, trabalhando efeitos visuais, ficou ótimo, mas apenas pode ser chamado de perfeito por causa do jogo de câmeras realizado, de horizontes em planos abertos à céus estrelados, cenas de geleiras e chuvas torrenciais.

Momentos onde o Keda e o lobo caçam juntos transformam toda a trama rasa em um filme incrível onde os pontos fortes conseguem cobrir as falhas em geral e te mantêm preso na trama do início ao fim.

Já citando o fim, nesse caso não há produção que salvou isso, mesmo sendo um roteiro bem limitado, podia se achar que teríamos um grande impacto no final do mesmo, mas nos deparamos com uma conclusão de história bem no estilo faz-de-conta de princesa onde todos viveram felizes para sempre e acrescentam um plot um tanto forçado que só pareceu estar lá porque o final estava sem sal e bem desapontador, mesmo com o plot citado, o final permaneceu sem graça, faltou coragem para trazer um choque maior para impactar o público, isso trouxe consequências, fazendo esse filme ser comum o bastante para ser deixado de lado.

Alfa
Keda e o lobo Alfa (Imagem Divulgação)

Alfa têm seus méritos

Alfa pode ser comum mas têm seus méritos, pode ser esquecido, mas ainda sim foi legal de assistir, não sendo um fracasso, nem um grande sucesso, o conjunto de furos de roteiro e sumiço de protagonista atrapalham bastante, mas as histórias paralelas de sobrevivência e amizade junto com a produção impecável consegue transformar esse filme em mais uma aventura que você precisa assistir.

A simplicidade ainda pode ser explorada e podemos tirar algumas lições, como dificuldades que surgem quando menos esperamos e amizades que estão conosco não importa a situação, além do amadurecimento pessoal que é mostrado mas não absorvido, Alfa prova que de erros e acertos, ainda podemos tirar bons frutos no fim.

REVIEW
Alfa
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Baraldi
Editor, escritor, gamer e cinéfilo, aquele que troca sombra e água fresca por Netflix e x-burger. De boísta total sobre filmes e quadrinhos, pois nerd que é nerd, não recusa filme ruim. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês.