Inspirado nos livros que levam o nome do filme, After trás algo que a muito tempo não se vê bem desenvolvido nas telas de cinema, um romance adolescente meloso que aparenta ser bem fraco de fofura excessiva, mas que faz sentido e emociona àqueles que lembram de suas primeiras paixões na adolescência, nada demais, muito menos inovador, mas pela falta disso em cartaz nos cinemas, atinge aos sensíveis de plantão.

Se aventurando na vida acadêmica

Tessa Young é uma jovem simples que está se aventurando na temida e fantástica vida acadêmica, e mesmo namorando aquele que um dia foi seu melhor amigo, acaba se apaixonando por um cara que não têm nada haver com ela, o famoso “opostos se atraem”, uma história que aparentava ser óbvia, sem surpresas, pois a temática de romance adolescente não têm outro caminho, seja ele algo mais meloso ou virado para a comédia, no fim tudo acaba bem, menos em After.

A trama resulta em uma ponta aberta que deixa mais uma vez claro que é a possibilidade de existir uma sequência, não li os livros, mas são um total de quatro deles, então vai que possa existir essas sequências, e por mais que tenha a reflexão e a dúvida sobre os acontecimentos de After, o discurso de “sinto muito” passa do nível clichê e se torna bobo, esquecível e incomoda muito, um filme que estava dando certo, fluindo perfeitamente, deixando aberto o que poderia acontecer, te jogando no escuro com inúmeras possibilidades… e é isso, no final, não têm final, 2019 está com essa moda de bons filmes sem final, isso é ruim demais para qualquer produção, quebra totalmente a expectativa e transforma After em um filme mediano e até ruim.

Ingenuidade? 

Contudo, seu objetivo é alcançado, na sessão, pode-se ouvir algumas pessoas chorando, o primeiro amor a gente nunca esquece, e nesse filme nós lembramos dele, porque é literalmente isso, e quando dá tudo errado, o mundo desmorona, como é visto na protagonista, a atriz Josephine Langford consegue falar bem só com expressões faciais, facilmente trás aquela garota ingênua que muitas mulheres já foram, e faz os homens lembrarem de suas ex namoradas, pois o ator Hero Fiennes-Tiffin, que é Hardin, o namorado da Tessa, também explora algo que muitos homens e mulheres são hoje, os “insensíveis” que pagam de pessoa fria e sem sentimentos, até aparecer outra pessoa e acabar se apaixonando de novo, os metidos a forte sentimentais e amargurados no amor não passam de falácia e só se bloqueiam por medo de amar e se machucar de novo.

E quando ambos os lados se jogam nessa paixão o romance entre Tessa e Hardin ofusca tudo em tela e se torna o maior foco da história como deveria ser, fazendo assim um belo romance adolescente para os apaixonados de plantão.

Cadê o fim?

Não é uma grandiosidade de filme, ou um roteiro revolucionário, mas consegue prender qualquer um, seja lá qual for a situação amorosa, o filme funciona para todos, pena que não têm final, que Hollywood tome vergonha na cara e conclua suas tramas, isso é mais culpa de produtor executivo do que direção.

A fraqueza do fim impacta na experiência de assistir After e frustra a quem está assistindo, pois esse romance foi lindo, pena que um dia acaba como é na vida real, mas ao acontecer esse encontro de novo, nada acontece, por que? Porque precisamos transformar em mais uma franquia chata que vai se decompor com o tempo nos cinemas.

REVIEW
After
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Baraldi
Editor, escritor, gamer e cinéfilo, aquele que troca sombra e água fresca por Netflix e x-burger. De boísta total sobre filmes e quadrinhos, pois nerd que é nerd, não recusa filme ruim. Vida longa e próspera e que a força esteja com vocês.