Na última terça-feira (14), estivemos numa sessão reservada para a imprensa. O filme em questão era “A Bela e a Fera“, o mais novo live-action produzido pela Disney e protagonizados por Emma Watson (Bela) e Dan Stevens (Fera).

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A Disney parece não ter muita inspiração para lançar novos filmes. Então, estão fazendo reboot de suas princesas, BELA iniciativa, pois parece que outros estúdios estão seguindo a mesma linha. Para os amantes dos estúdios que leva a magia até você, é uma grande ideia! Dessa vez acertaram mais do que os reboots antigos.

A Bela Adaptação

A Bela e a Fera foi impressionante do quão fiel ficou com a animação lançada em 1991. O mesmo estilo musical, o rumo da história, o perfil dos personagens, dos seres humanos até os objetos que ganham vida por causa da maldição, realmente nada drasticamente alterado.

Algumas mudanças foram feitas, mas nada que alterasse a velha história do casal que todos conheceram na animação de 1991. O tão polêmico personagem gay falado nas mídias não foi nada relevante o bastante para ser um tapa na cara de homofóbicos ou levantar a bandeira LGBT. Sinceramente, foi aquela falácia para chamar atenção. No fim, mais humor para o filme.

Dan Stevens (Fera) e Emma Watson (Bela)

O Belo Visual

Os efeitos visuais são incríveis. A melhor cena com certeza é o jantar que Lumière organiza para Bela (veja um pouquinho AQUI), com um jogo de luzes e cores, que te faz lembrar o desenho em muitos aspectos. Claramente é a mais marcante do filme, uma sequência que, na década de 90, quando foi lançada a animação, foi uma das cenas mais difíceis já realizada em filmes animados, pois a tecnologia era outra. As músicas continuam as mesmas e adicionaram mais duas, onde couberam muito bem no filme.

O elenco não foi de impressionar, com destaque para Luke Evans como Gaston, igual na animação, aquele homem orgulhoso de sua beleza e força, e descontrolado em algumas cenas, só que com um toque mais cruel no personagem. Mas quem rouba a cena é Josh Gad como LeFou, o parceiro de Gaston e maior admirador da força e beleza do caçador.

Nem tudo é tão belo

Dan Stevens não foi uma fera marcante. Na verdade, fisicamente ela ficou bem menor do que o esperado, mas não desapontou em sua atuação. Aquela fera cheia de ódio, insegura e que vai se abrindo com o tempo que vai se apaixonando pela Bela, ficou parecida com o que já vimos no desenho. Então cumpriu seu papel, sem impressionar.

Já Emma Watson como Bela, é difícil de ter uma opinião sobre a atuação dela – você esquece dela no meio do filme. Sem graça, não fez um bom papel do início ao fim.

É impressionante o filme referente a a efeitos visuais, trilha sonora e atuações como a de Luke Evans e Ewan McGregor como Lumière, e a protagonista do filme estar tão apagada. A má atuação ainda assim, não acaba prejudicando o filme como um todo. A atriz, ainda não consegue se “desligar” de seu universo Harry Potter. Se comparar a atuação de Emma Wattson nesse filme, e de Kristen Stewart em Crepúsculo, a votação estaria bem dividida.

Fiel, encantador e mágico como o desenho, prova que o diretor Bill Condon cumpriu seu papel, o live-action de A Bela e a Fera é um filme de sucesso, bem emotivo, e para os fãs de carteirinha da Disney, pode ter certeza que será uma experiência marcante. Além de nostálgico, um filme que a Disney pode se orgulhar, e um papel esquecível de Hermione Granger.