Na CCXP 2017, antes do painel com Will Smith, Joel Edgerton e David Ayer, foi exibido o filme Bright – e que nós tivemos o prazer de conferir! Confira o que achamos.

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Depois de muitas críticas negativas com Esquadrão Suicida (nosso REVIEW AQUI), David Ayer retorna com Will Smith em mais uma aventura – e muito mais divertida!

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Birght (Pôster Divulgação)

Um filme de personalidade

Apesar de muitos veículos e sites dizerem que o filme é algo “inédito” em trazer o contexto da fantasia nos tempos presentes, entre os rpgistas, já é algo que se via em sistemas como Shadowrun, por exemplo.

Claro que nos cinemas, não me recordo de algo deste tipo e muito menos num gênero policial. David Ayer e o roteirista Max Landis parecem ter recebido muita liberdade criativa – além dos 90 milhões de budget – para criarem um universo onde Humanos, Orcs, Elfos, Anões (apenas citados) e até mesmo Centauros, convivem – mas não diria que em harmonia…

O filme é um thriller policial, e como disse Will Smith em coletiva “um Bad Boys com Senhor dos Anéis”. E sim, é bem isso mesmo! O filme é recheado de cenas de ação e gira em torno da relação de dois policiais: Ward, protagonizado por Will Smith e Jakoby, feito por Joel Edgerton.

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Will Smith protagoniza o filme Bright (Imagem Divulgação)

Uma dupla mal falada

No mundo de Bright, ou melhor, Los Angeles, os policiais são odiados pela população – e ninguém os respeita muito. Atendo-se a isto, o filme trata de questões sociais, como o preconceito racial – a começar com Ward, um dos poucos negros no departamento em que trabalha. Além disso, seu parceiro, este sim, o único Orc do departamento e, se não me engano, da história da polícia. De fato, uma dupla bem excêntrica de policiais!

A relação entre os dois cresce conforme o filme se desenrola e a história e motivações de cada um deles também é exposta – mas não tudo. Ainda queremos saber mais sobre Jakoby, principalmente quanto ao seu passado.

Joel Edgerton interpreta o Orc Jakoby e Will Smith, o humano Ward (Imagem Divulgação)

O artefato mágico

O chamado da aventura se dá quando eles acham algo muito poderoso: uma varinha mágica. No filme, em mãos certas – com criaturas que possuem um dom ou tenham aptidão com magia – elas podem fazer qualquer coisa.

Fazendo um paralelo com thrillers policiais genéricos onde os policiais devem proteger uma tecnologia secreta do governo, Bright traz este mesmo espírito, mas agora com a fantasia enredando todo o contexto.

É claro que muitos vão atrás desta varinha mágica, seja o governo – encabeçado por Kandomere, interpretado por Edgar Ramirez – e a ordem dos elfos renegados, Inferni, liderado pela aterrorizante Leilah, interpretada por Noomi Rapace.

Outra personagem chave, e que achei bem carismática, é Tikka, interpretada por Lucy Fry. Sem muitos detalhes, ela é uma elfa (ou talvez uma Eladrin, para os mais íntimos com RPG) responsável pelas firulas e acrobacias. É sempre muito bacana vê-la em cena – e espero encontrar cosplays dela nos próximos eventos! 

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Tikka é interpretada por Lucy Fry (Imagem Divulgação)

Referências

Lembra quando falei de Shadowrun? As referências em Bright não param por aí. É notável o trabalho de pesquisa – ou de memória – em que a produção abordou no filme, com longas já consagrados como MIB: Homens de Preto, Bad Boys e Máquina Mortífera, mas especialmente como Matrix. Os Inferni são uma mistura de Agente Smith com vampiros do Mundo das Trevas.

É claro que Senhor dos Anéis e Harry Potter estão por aqui também. Com relação ao primeiro citado, há a utilização dos idiomas, seja o Orcish e o Élfico, mas não sei responder se utilizaram dos mesmos fonemas e palavras criadas por Tolkien/utilizadas nos filmes, ou se eles mesmo os criaram. Ainda não encontrei resposta para isso – se alguém souber, deixe nos comentários, por favor.

Tem Dungeons and Dragons? Mas é claro. Tem até dragão – ou dragonete – que sobrevoa a cidade. Há outros elementos de RPGs clássicos, como por exemplo: o bairro dos Elfos é o high society, arquitetura contemporânea e mais brutalista – sem contar no design de roupas. Algo bem Londres/Tóquio nos dias de hoje!

Ou seja, aquelas características clássicas de cada raça, estão expostas no filme, e para quem curte este tipo de gênero, será um deleite visual.

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Edgar Ramirez interpreta o elfo Kandomere (Imagem Divulgação)

Profecias

O filme dá margem para um universo expandido, seja com continuações, ou mesmo com trabalhos em outras mídias, como HQs e jogos.

Não esquecendo de citar os Orcs, a raça é a mais menosprezada entre todas, vivendo nas periferias e sempre causando confusão – para a mídia e policiais. Mas é aí que tá: a raça foi responsável por um grande feito na antiguidade, unindo todos os povos contra um mal maior.

Enfim, junto a este plano de fundo bem World of Warcraft dos Orcs, temos a profecia dos Bright. O que é um Bright? O que um Bright pode fazer com uma varinha mágica? Não vou me alongar para não dar muitos spoilers. 

Estes dois plots são alguns dos temperos de que o longa trata, e que dão a sensação de um “filme apresentação”, com cara de episódio piloto de série – o que não seria má ideia. A notícia boa é de que teremos uma continuação e poderemos saber mais deste universo.

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Noomi Rapace é a vilã Liela em Bright (Imagem Divulgação)

Público-Alvo? 

Bright fica em cima do muro em trazer um filme pipoca com algo mais denso e estruturado, o que pode acabar gerando muitas divergências críticas.

Se por um lado é um ótimo filme de ação-fantasia, por outro, é um drama superficial – pessoalmente, acho que propositalmente – com ênfase em relacionamentos e preconceitos, com toques de crítica social.

Do lado mais técnico, a direção, direção de arte e roteiro, cumprem seu papel – embora já não possa dizer o mesmo para a montagem do filme, com passagens e cortes bruscos. Em alguns momentos, dá a sensação dos personagens teletransportarem-se de um lado para o outro. Mas de longe, isso não compromete o filme em nada.

Fãs de Shadowrun, assistam com a mente aberta. Não indico para todas as idades pois, apesar de ser um blockbuster pipoca, o filme tem cenas pesadas e até mesmo de nudes… mas né, se você está acostumado com um Máquina Mortífera da vida, não se incomodará nem um pouco.

David Ayer conseguiu entregar muito mais que em Esquadrão Suicida. Um thriller com um desenvolvimento natural entre as personagens, tudo ao seu tempo. Já Smith e Edgerton, o filme não exige tanto de suas atuações, mas eles entregam um papel extremamente satisfatório, cada um a seu modo.

Bright já está disponível na Netflix.

REVIEW GERAL
Bright
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BELLAN

O #BELLAN é um nerd assíduo e extremamente sistemático com o que assiste ou lê; Ele vai querer terminar mesmo sendo a pior coisa do mundo. Bizarrices, experimentalismo e obras soturnas, é com ele mesmo.