Durante a The Game Awards, foi anunciado que o icônico vilão da saga Final Fantasy, Sephiroth se juntaria ao universo de Super Smash Bros. Ultimate como parte de uma DLC.
No trailer podemos ver Sephiroth lutando contra os personagens já presentes no jogo, incluindo o famoso encanador da Nintendo, Mario, que foi especialmente atingido pela chegada do vilão de uma asa só (o que deu um leve susto nos espectadores do evento).
Para saber o que assustou tanto os fãs do encanador bigodudo assista o trailer abaixo:
Caso as circunstâncias não colaborem na hora de assistir o trailer, eu dou um spoiler. A chegada triunfal do vilão contou com uma das imagens mais fortes já vistas em um exclusivo da Nintendo. Os fãs ficaram surpresos quando, durante a batalha do trailer, Sephiroth “mata” o Super Mario. No fim, tudo não passou de uma brincadeira com o macacão do personagem, mas o susto momentâneo foi real.
A década de 90 talvez seja a mais importante para os games. Com diversos avanços tecnológicos possibilitou que a mídia alçasse voos mais altos e se solidificasse enquanto expressão artística.
Entre o salto para o 3D, polígonos e controles ergonômicos um título se destaca, Doom. Não é nenhum exagero dizer que é o título mais importante da década, pavimentando o caminho para todos os FPS lançados posteriormente e iniciando a cultura de jogar em rede. Doom é o pai de todos os competitivos que temos hoje.
Lançado originalmente para MS-DOS em 1993 o jogo introduziu a liberdade ao player escolher como abordar os confrontos com o que se sentisse mais confortável com um arsenal imenso, para a época, de armas, mas também trouxe à tela health and ammo pick-ups, aim assist e um realismo no cenário ainda não visto, tornando-se um modelo para a indústria.
É impossível ser mais importante que o original, mas é possível melhorar a experiência?
O game
Doom Eternal, assim como seu antecessor de 2016, segue com a intensidade frenética e a violência constante e riffs intensos tornando-se impossível ficar parado. Mas assim como seu antecessor, a produção também melhora o erro que os jogos originais tinham.
O design de level nos anos 90 era realmente horrível. Mapas gigantescos, sem waypoint, tornando a navegação por eles exaustiva. Os mapas dos jogos atuais são lineares, impossíveis de se perder, mas isso não limita a ação em tela.
Com a quantidade de armas a disposição e incrível disposição dos objetos no cenário Doom Eternal dá uma aula de como fazer um reboot de qualidade sem esquecer do que fez a franquia o sucesso que foi.
A evolução do reboot de 2016 em relação aos originais é perceptível, mas quatro anos depois o game se reinventou dentro do já estabelecido gênero de combate da franquia com foco (ainda maior) em movimentação. Agora é possível se agarrar a barras pelos cenários e também há, se é que faz sentido, um grapple hook em uma shotgun.
A dificuldade do jogo é superior a de seu antecessor e isso casa muito bem com a movimentação frenética necessária para sobreviver. E falando em sobreviver, todas as armas do jogo tem uma funcionalidade. Cada inimigo tem a sua fraqueza e cada arma explora uma fraqueza diferente, fazendo com que o player mude constantemente de arsenal em uma mesma luta.
O game também presenteia os mais atentos com tesouros escondidos em seus mapas. Action figures, trilha sonora, fases secretas. Tudo pode ser descoberto com um pouco de exploração e atenção.
Arte em Doom Eternal
A arte de Doom gira totalmente em torno da palavra violência. A trilha sonora, responsabilidade de Mick Gordon, mantém o ritmo da dança sangrenta que vemos em tela, aumenta nosso batimento cardíaco e mesmo assim consegue ficar em segundo plano, dando espaço para o que vemos em tela sobressair.
Até a forma como a vida dos demônios é representada. A cada tiro é possível ver um pedaço da carne caindo e isso indica o quão próximo de morrer o inimigo está. É uma forma brutal, mas que é fiel ao tom da narrativa.
Doom Eternal segue com a mesma qualidade do seu antecessor, apresenta uma intensidade que supera a de qualquer game no mercado e se mantém fiel a tradição dos games originais. Um marco no ano e até o momento o melhor Doom já feito.
Hoje, 11 de dezembro, a miHoYo confirmou que a atualização 1.2 “Giz e Dragão” de Genshin Impact estará chegando no dia 23 de dezembro, revelando detalhes sobre a primeira expansão de mapa, “Espinha do Dragão”.
Confira o trailer da nova versão 1.2 “Giz e Dragão” aqui:
A versão 1.2 vai trazer a primeira expansão de mapa Espinha do Dragão, uma cordilheira congelada ao sul de Mondstadt e lar de muitas criaturas únicas, uma civilização antiga perdida, ingredientes abundantes, artefatos raros e receitas para várias armas 4 estrelas. Enquanto isso, coberto pela neve ao longo do ano, o clima extremo da Espinha do Dragão também desafia todos os viajantes a sobreviver ao frio cortante. Com uma nova barra de valor de Frio Extremo adicionada, manter-se aquecido se torna a coisa mais importante que todos os jogadores precisam manter em mente sempre que estiverem em combate ou exploração.
O novo evento sazonal “Giz e Dragão” também será realizado em Espinha do Dragão. jogador como Viajante se juntará a Albedo, o gênio Alquimista Chefe e Capitão da Equipe de Investigação dos Cavaleiro de Favonius de Mondstadt, para investigar a espada com poder misterio “Espada Pútrida”. Ao participar do evento sazonal, os jogadores podem não apenas obter e máximo refinamento da Espada Pútrida, mas também resgatar recompensas valiosas na loja do evento, incluindo a Coroa da Sabedoria.
Dois novos personagens jogáveis 5 estrelas foram adicionados. Chegando a nova versão “Giz e Dragão”, Albedo é um jovem gênio alquimista em Mondstadt, empunhando uma espada e o poder do Geo. Ganyu é um arqueiro meio-humano e meio Adeptus que serve como emissário e secretário de Liyue Qixing. Na versão 1.2, os jogadores também podem dar uma olhada mais de perto na história de Ganyu por meio de sua jornada pessoal.
[ATUALIZAÇÃO]
Nesta tarde (10) também aconteceu uma live para divulgar todas as novidades anunciadas em Genshin Impact, bem como demonstração de técnicas, gameplay de personagens e itens. Assista abaixo:
Sobre Genshin Impact:
Genshin Impact é um jogo grátis para jogar, e a miHoYo levará os Viajantes a paisagens de tirar o fôlego de Teyvat, uma terra governada por sete deuses elementais conhecidos como Arcontes. Os jogadores irão assumir o papel de um misterioso “Viajante”, que embarca em uma jornada para encontrar seu ente perdido e desvendar os misteriosos segredos desta terra desconhecida ao longo do caminho. Os jogadores poderão explorar Mondstadt e Liyue – duas das sete principais cidades em Teyvat – cada uma com um ambiente cultural único, histórias, vastas paisagens circundantes cheias de diversas criaturas e inimigos, mistérios e tesouros escondidos.
Os jogadores poderão mergulhar numa jornada imersiva no reino glacial da Espinha do Dragão, repleto de novos monstros, mistérios, tesouros e perigos no PC, Android, iOS, PlayStation 4 e via versão retrocompatível que roda no PlayStation 5. Para maiores informações acesse o SITE OFICIAL.
Após meses de negociações e expectativas, enfim a Sony escolheu o seu presente de Natal. Foi anunciado nesta quarta-feira (09/12) que a Funimation adquiriu a plataforma Crunchyroll num acordo de 1.175 bilhão de dólares (5.9 bilhões de reais, aproximadamente).
A gigante do entretenimento Sony Pictures encerrou suas preocupações ao comprar em dinheiro vivo a Crunchyroll, maior concorrente do seu próprio serviço de distribuição de animes Funimation. De acordo com informações divulgadas, a AT&T, empresa da qual a Crunchy fazia parte, estava com uma dívida de US$ 180 milhões (909 milhões de reais, aproximadamente) e a venda da plataforma irá ajudar a diminuir esse valor.
Ambos os lados se mostraram empolgados com o negócio e se manifestaram a respeito.
“Nós estamos empolgados para embarcar nessa nova jornada. Crunchyroll construiu uma marca mundial com uma fanbase apaixonada de mais de 3 milhões de inscritos, 50 milhões de seguidores e 90 milhões de usuários registrados. Esses fãs incríveis ajudaram a impulsionar o anime em um fenômeno global. Combinar a força da marca Crunchyroll e a experiência da nossa equipe global com a Funimation é uma perspectiva empolgante e uma vitória para a incrível forma de arte que é o anime”, disse Joanne Waage, Diretora Geral da Crunchyroll.
Tony Vinciquerra, Presidente e CEO da Sony Pictures Entertainment também se pronunciou:
“Estamos orgulhosos de trazer a Crunchyroll para a família Sony. Por meio da Funimation e de nossos fantásticos parceiros da Aniplex e da Sony Music Entertainment Japan, temos um profundo conhecimento dessa arte global e estamos bem posicionados para fornecer conteúdo excepcional para o público em todo o mundo. Junto com a Crunchyroll, criaremos a melhor experiência possível para os fãs, e maiores oportunidades para criadores, produtores e editores no Japão e em outros lugares. A Funimation faz isso há mais de 25 anos e esperamos continuar a alavancar o poder da criatividade e da tecnologia para ter sucesso neste segmento de entretenimento em rápido crescimento.”
Tanto a Crunchyroll quanto a Funimation estão com seus serviços disponíveis no Brasil.
Para a comunidade otaku é sempre muito bom ver esse universo se expandindo para além deste nicho tão específico. Esperamos que com esse acordo a divulgação e popularidade do mundo dos animes continue se espalhando e atingindo cada vez mais pessoas.
Na última quinta, tivemos a live do The Game Awards 2020, que começou às 21h e terminou perto da 0h do mesmo dia (1). The Last of Us Part 2 foi eleito jogo do ano, levando no total seis prêmios entre os 10 que havia sido indicado.
O destaque da noite também ficou com Hades, que indicado em 8 categorias acabou vencendo em duas, como Melhor Jogo Independente e Melhor Jogo de Ação.
Confira lista completa de vencedores abaixo (em negrito):
Jogo do ano
“Animal Crossing: New Horizons”
“Doom Eternal”
“Final Fantasy VII Remake”
“Ghost of Tsushima”
“Hades”
“The Last of Us Part II
Melhor direção
“Final Fantasy VII Remake”
“Ghost of Tsushima”
“Hades”
“Half-Life: Alyx”
“The Last of Us Part II”
Melhor narrativa
“13 Sentinels: Aegis Rim”
“Final Fantasy VII Remake”
“Ghost of Tsushima”
“Hades”
“The Last of Us Part II”
Melhor direção de arte
“Final Fantasy VII Remake””
“Ghost of Tsushima”
“Hades”
“Ori and the Will of the Wisps”
“The Last of Us Part II”
Melhor trilha sonora/música
“DOOM Eternal”
“Final Fantasy VII Remake”
“Hades”
“Ori and the Will of the Wisps”
“The Last of Us Part II”
Melhor design de áudio
“DOOM Eternal”
“Half-Life: Alyx”
“Ghost of Tsushima”
“Resident Evil 3”
“The Last of Us Part 2”
Melhor atuação
Ashley Johnson como Ellie, “The Last of Us Part II”
Laura Bailey como Abby, “The Last of Us Part II”
Daisuke Tsuji como Jin Sakai, “Ghost of Tsushima”
Logan Cunningham como Hades, “Hades”
Nadji Jeter como Miles Morales, “Marvel’s Spider-Man: Miles Morales”
Games for Impact
“If Found…”
“Kentucky Route Zero: TV Edition”
“Spiritfarer”
“Tel Me Why”
“Through the Darkest of Times”
Melhor game ainda em atualização
“Apex Legends”
“Destiny 2”
“Call of Duty Warzone”
“Fortnite”
“No Man’s Sky”
Melhor jogo independente
“Carrion”
“Fall Guys: Ultimate Knockout”
“Hades”
“Spelunky 2”
“Spiritfarer”
Melhor jogo para dispositivos móveis
“Among Us”
“Call of Duty Mobile”
“Genshin Impact”
“Legends of Runeterra”
“Pokémon Café Mix”
Melhor apoio à comunidade
“Apex Legends”
“Destiny 2”
“Fall Guys: Ultimate knockout”
“Fortnite”
“No Man’s Sky”
“Valorant”
Melhor inovação em acessibilidade
“Assassin’s Creed Valhalla”
“Grounded”
“HyperDot”
“The Last of Us Part II”
“Watch Dogs Legion”
Melhor jogo de realidade virtual/realidade aumentada
“Dreams”
“Half-Life: Alyx”
“MARVEL’s Iron Man VR”
“STAR WARS: Squadrons”
“The Walking Dead: Saints & Sinners”
Melhor jogo de ação
“DOOM Eternal”
“Hades”
“Half-Life: Alyx”
“Nioh 2”
“Streets of Rage 4”
Melhor jogo de ação/aventura
“Assassin’s Creed Valhalla”
“Ghost of Tsushima”
“MARVEL’s Spider-Man: Miles Morales”
“Ori and the Will of the Wisps”
“Star Wars Jedi: Fallen Order”
“The Last of Us Part II”
Melhor jogo de RPG
“Final Fantasy VII Remake”
“Genshin Impact”
“Persona 5 Royal”
“Wasteland 3”
“Yakuza: Like a Dragon”
Melhor jogo de luta
“Granblue Fantasy: Versus”
“Mortal Kombat 11/Ultimate”
“Street Fighter V: Champion Edition”
“One Punch Man: A Hero Nobody Knows”
“UNDER NIGHT IN-BIRTH Exe: Late[cl-r]”
Melhor jogo para família
“Animal Crossing: New Horizons”
“Crash Bandicoot 4: It’s About Time”
“Fall Guys: Ultimate Knockout”
“Mario Kart Live: Home Circuit”
“Minecraft Dungeons”
“Paper Mario: The Origami King”
Melhor jogo de simulação/estratégia
“Crusader Kings III”
“Desperados III”
“Gears Tactics”
“Microsoft Flight Simulator”
“XCOM: Chimera Squad”
Melhor jogo de esporte/corrida
“Dirt 5”
“F1 2020”
“FIFA 21”
“NBA 2K21”
“Tony Hawk’s Pro Skater 1+2”
Melhor jogo multiplayer
“Animal Crossing: New Horizons”
“Among Us”
“Call of Duty: Warzone”
“Fall Guys: Ultimate Knockout”
“Valorant”
Melhor jogo de estreia
“Carrion”
“Mortal Shell”
“Raji: An Ancient Epic”
“Röki”
“Phasmophobia”
Criador de conteúdo do ano
Alanah Pearce
NickMercs
TimtheTatman
Jay Ann Lopez
Valkyrae
Melhor jogo de eSports
“Call of Duty: Modern Warfare”
“Counter-Strike: Global Offensive”
“Fortnite”
“League of Legends”
“Valorant”
Melhor atleta de eSports
Ian “Crimsix” Porter / “Call of Duty”
Heo “Showmaker” Su / “League of Legends”
Kim “Canyon” Geon-bu / “League of Legends”
Anthony “Shotzzy” Cuevas-Castro / “Call of Duty”
Matthieu “ZywOo” Herbaut / “CS:GO”
Melhor time de eSports
DAMWON Gaming / “League of Legends”
Dallas Empire / “Call of Duty”
San Francisco Shock / “Overwatch”
G2 Esports / “League of Legends”
Team Secret / “DOTA2”
Melhor evento de eSports
BLAST Premier: Spring E2020 European Finals (“CS:GO”)
Na quinta-feira (10), ocorreu a transmissão do The Game Awards, um dos últimos eventos relacionados à indústria dos game do ano, que é responsável por premiar os melhores jogos de 2020 e anunciar novos títulos para o ano seguinte.
Confira abaixo os principais anúncios do The Game Awards:
Mass Effect – O jogo recebeu um teaser de anúncio.
Road 96 – Dos mesmos criadores de Valiant Hearts. Veja a entrevista com o diretor do jogo AQUI.
Dragon Age – O jogo recebeu um novo trailer.
Back 4 Blood – Também foram mostradas imagens de gameplay do jogo, que será lançado em 22 de junho de 2021.
Ruined King: A League of Legends Story.
Season
Crimson Desert – O jogo tem o lançamento previsto para o inverno de 2021.
Perfect Dark – O jogo está em estágio inicial de desenvolvimento.
Returnal
Ark II – O jogo também terá uma série animada estrelado Gerard Butler, Elliot Page e Vin Diesel.
Fall Guys: Season 3 – Estará disponível no dia 15 de dezembro.
Scavengers – Foi anunciada a Beta do jogo.
Hood: Outlawns and Legends – O jogo será lançado em 7 de maio de 2021.
O premiado estúdio independente francês, DigixArt, apresentou hoje seu último jogo, ‘Road 96’, durante o The Game Awards. O estúdio é liderado pelo Diretor Criativo Yoan Fanise, veterano da indústria e mente criativa por trás de títulos como Valiant Hearts e 11-11 Memories Retold. O título foi anunciado como parte da iniciativa OMEN Presents da HP Inc., bem como em colaboração com o Google Stadia.
‘Road 96’ é uma aventura narrativa procedural em que você deve escapar de um país à beira do colapso e chegar à fronteira, a milhares de quilômetros de distância nas montanhas. Ao viajar pelas estradas secundárias do país durante o quente verão de 1996, você encontrará cidadãos problemáticos da nação. Cada decisão que você tomar terá impacto em toda a jornada até a fronteira, que será única para cada jogador já que cada jogatina será gerada de forma procedural.
“Para o nosso terceiro jogo, queríamos recapturar a atmosfera de um filme estilo road movie em um videogame, um gênero o qual gosto muito, particularmente. Nosso foco principal foi recriar a experiência de encontros humanos aleatórios e desenhar uma jornada emocional que fosse especial e se adequasse aos gostos de todos. Depois de muita prototipagem, conseguimos construir um sistema narrativo que é realmente promissor e poderoso.” -Yoan Fanise, Diretor Criativo na DigixArt.
“Estamos entusiasmados em apoiar a incrível visão que Yoan e DigixArt têm para Road 96 e o que o jogo oferece, dando a cada jogador uma jornada pessoal em constante evolução. Levar Road 96 ao maior público possível, ao mesmo tempo que oferece aos fãs mais oportunidades de se conectar com o jogo de maneiras novas e envolventes, como com o OMEN Gaming Hub, é incrivelmente empolgante para nós.” -Judy Johnson, Diretora de Estratégia de Gaming de OMEN.
‘Road 96’ é uma homenagem a filmes e séries de viagens, os filmes de Tarantino e dos irmãos Coen, o jogo está repleto de sabores dos anos 90. Você viajará várias vezes para descobrir os segredos do jogo e revelar as verdadeiras personalidades dos habitantes desta nação, suas histórias únicas, conexões ocultas e talvez mudar o país através das decisões que você toma.
Você joga como um adolescente emocionalmente quebrado, tentando conquistar liberdade e segurança além da fronteira do país. Conforme você se aproxima e o verão passa, a trama se intensifica, apresentando profundos dilemas morais, momentos sombrios e intensos, muitos encontros, lugares, meios de viagens e escolhas cruciais que podem mudar seu objetivo inicial.
Para obter mais informações sobre a DigixArt, visite o SITE OFICIAL.
O Suco de Mangá teve a oportunidade de entrevistar um dos principais diretores da atualidade na indústria de jogos eletrônicos, Yoan Fanise, conhecido pelo seu exímio trabalho em Valiant Hearts: The Great War, e seu estúdio DigixArt estão próximos de lançar a terceira produção, o game Road 96.
O início de Yoan Fanise
A carreira de Yoan na indústria começou com o trabalho de design de som para a série Beyond Good & Evil, dois jogos marcantes durante a sexta geração de consoles. Após, trabalhou como líder de design de som para o game de King Kong, baseado na terceira versão do clássico.
Em 2010 criou o departamento de áudio da Ubisoft Singapore construindo dois estúdios e em sequência participou da produção de Assassin’s Creed III trabalhando no conceito e e produção das batalhas navais.
Valiant Hearts, BAFTAs e DigixArt
Ainda na Ubisoft, Yoan dirigiu o consagrado Valiant Hearts: The Great War, game que ganhou em duas categorias no TGA 2014 sendo elas Games for Impact e Melhor Narrativa. O diretor ainda ganhou o BAFTA por Melhor Propriedade Original em games e no mesmo ano fundou o estúdio DigixArt que já lançou 11-11 Memories Retold e agora caminha para o lançamento de Road 96.
“Inventamos este país chamado Petria, que é uma mistura estranha dos EUA nos anos 90 com os países comunistas orientais por trás da cortina de ferro.”
Você é uma pessoa que gosta de trabalhar enredos sobre o ser humano em situações estressantes, principalmente conflitos armados. O que te atrai sobre esse assunto e qual o seu preparo para recriar isso em um ambiente virtual?
Estou muito interessado em histórias em que pessoas normais são jogadas em situações incomuns, a Primeira Guerra Mundial foi exatamente isso, e um país com pessoas no exílio é o mesmo. Mas desta vez optamos por inventar um país distópico para ser mais livre e fundir diferentes influências, sendo capaz de dizer mais coisas. As séries como Fargo ou Breaking Bad também são baseadas nesses paradoxos. Com essas histórias, você pode se projetar e se perguntar: o que eu faria se algo assim acontecesse comigo?
Estamos vivendo uma época em que os games estão entrando no foco de discussões políticas/sociais. Foi assim com Death Stranding, mais recentemente The Last of Us e existem outros títulos que se encaixam. Qual a importância que os games têm nessa discussão na sociedade atual e como Road 96 pode contribuir para isso?
Road 96 tem lados, como o filme Parasite, um é muito engraçado, com personagens e situações malucas, e o outro é mais sério e pode se tornar dramático dependendo das ações do jogador. O aspecto político não está muito presente no início e se você não se preocupa pode pular totalmente, há muita liberdade no jogo. Mas se você gosta de assuntos políticos, você pode cavar nos diálogos e ainda mais expressando suas opiniões através de muitos mecanismos, como fazer marcas nas paredes ou os cartazes eleitorais, por exemplo. O bom é que terá um impacto mostrando o efeito borboleta de suas ações.
A geração procedural é o avanço natural da mídia tornando a experiência mais íntima para cada player, sendo usada em games como No Man’s Sky. Road 96 não é um jogo com a mesma escala, mas podemos esperar o próximo avanço narrativo com uso dessa técnica nos games?
Desde o início, queríamos fazer com que o jogador realmente sentisse a aleatoriedade e a liberdade de estar na estrada. Então, centralizamos todo o desenvolvimento em torno desse mantra: “O caminho de ninguém será o mesmo”. Isso nos levou a muitos protótipos para encontrar uma estrutura que permite um fluxo narrativo coerente e atraente em uma geração procedural. Pesquisamos muito durante mais de um ano, com uma mistura de sequências de texto e algumas cenas 3D para sentir o jogo e torná-lo testável. Nosso programador Bastien também fez uma ferramenta de simulação muito inteligente que “jogava” o jogo 1.000.000 vezes à noite com comportamentos diferentes e nos dava muitas estatísticas para analisar no dia seguinte. Isso foi fundamental para desenhar uma ótima receita e ver os limites de cada estrutura. Uma vez que todos os limites do sistema fossem conhecidos, poderíamos finalmente iniciar realmente o processo de escrita do enredo.
Quais inspirações do mundo real foram usadas para criar o universo no qual se passa o enredo da produção?
Inventamos este país chamado Petria, que é uma mistura estranha dos EUA nos anos 90 com os países comunistas orientais por trás da cortina de ferro. As situações e lutas da sociedade combinadas com uma economia autoritária e capitalista em colapso, porque nenhum outro país quer comprar seu petróleo, criam um ambiente muito interessante. A fronteira é inspirada na Coreia do Norte, você não pode sair, exceto se se alistar para se tornar um trabalhador offshore em condições muito rigorosas e ameaçadoras. Visualmente queria sentir a imensidão, o calor do deserto durante o verão, a poeira, o declínio de um país que era rico antes de suas lutas. Parece um pouco com o Arizona ou o México, mas é um país fictício com sua influência da arquitetura brutalista, em ressonância com o governo autoritário em vigor. Parece um pouco como “e se os Estados Unidos tivessem se transformado em comunismo nos anos 70? e 20 anos depois há apenas vestígios dessa glória”.
Em questão de mercado, o game terá uma colaboração com o Google Stadia. Enquanto o serviço de streaming é a tendência em diferentes setores o Stadia ocupa pouquíssimos países em escala global. Por que a escolha de colaboração com o Google?
Road 96 estará em muitas plataformas, incluindo Steam e Stadia, o Google foi muito legal conosco e nos ajudou a desenvolver o jogo. Eu acredito fortemente em streaming no futuro, isso mudará tudo quando a largura de banda da rede permitir, então estou feliz em preparar o estúdio para o futuro. Também desenvolvemos recursos muito exclusivos que os recursos do Stadia permitem, como a participação do público, a qualquer momento no jogo um streamer pode deixar sua comunidade fazer uma escolha no chat. E estávamos desenvolvendo outros recursos dos quais não posso falar ainda. O HP Omen também apoia muito os indies e eles nos ajudam no lado do marketing por meio de sua enorme comunidade Omen, seus valores são muito próximos aos nossos e sua visão de progresso nos jogos é muito empolgante.
O SUCO agradece Yoan Fanise pela atenção e por ter aceito esse convite para um Suco Entrevista tão especial. Acompanhe mais sobre Road 96 no SITE OFICIAL.